quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Grandes obras do século XX de Thomas S. Kuhn e Delmore Schwartz entre as recomendações do PNL


Os livros Cá Dentro: O Lugar da Escola nos Nossos Miúdos e Salazar em New Bedford, do professor Rui Correia – vencedor do Global Teacher Prize Portugal 2019 –, são duas das cinco obras da Guerra e Paz Editores que integram a nova lista de recomendações do Plano Nacional de Leitura (PNL), leal conselheiro que promove a nobreza do livro junto de crianças, jovens e adultos.

Dois livros muito diferentes entre si, mas que reflectem o espírito inquieto do autor, são recomendados para leitores fluentes, maiores de 18 anos. Em Cá Dentro: O Lugar da Escola nos Nossos Miúdos, Rui Correia leva-nos a reflectir, de uma forma invulgar, sobre a escola, o ensino e o lugar que a escola ocupa nos nossos estudantes, na sua mente, nas suas vidas. O ensaio foi aplaudido pelo professor catedrático e ex-ministro da Justiça português Álvaro Laborinho Lúcio, que assina o prefácio da obra. Já em Salazar em New Bedford, Rui Correia apresenta-nos a visão que a comunidade portuguesa do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, tinha do regime de Salazar, através do espólio do Diário de Notícias de New Bedford, o único jornal português que, durante o Estado Novo, gozava de liberdade de imprensa. A obra foi publicada com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.

Às propostas de Rui Correia, juntam-se dois livros brilhantes que marcam o século XX. Na ficção: Nos Sonhos Começam as Responsabilidades, a mais bela, alucinatória e comovente ode a Nova Iorque, assinada por Delmore Schwartz, um dos escritores mais brilhantes do século XX. E na não-ficção: A Estrutura das Revoluções Científicas, do físico e historiador da ciência norte-americano Thomas S. Kuhn. Um dos mais influentes livros de filosofia do último século, estabeleceu um marco para as disciplinas de História, Filosofia e Sociologia.

O PNL recomendou ainda um livro essencial para compreendermos as origens e a grandeza da fundação do Império Romano: o Atlas do Império Romano – Construção e Apogeu: 300 a. C.-200 d. C. é um livro de Christophe Badel, especialista francês em História Romana, em colaboração com a cartógrafa Claire Levasseur, e faz parte da colecção de Atlas da Guerra e Paz.

As cinco obras, distinguidas pelo PNL neste segundo semestre de 2021, juntam-se agora à lista dos 82 livros da Guerra e Paz que mereceram o prestigiante selo LER+. Agora só falta virar-lhes as páginas.

RÚSSIA | Tribunal da Rússia encerra principal Organização de direitos humanos no país


O Tribunal da Rússia ordenou o encerramento da "Memorial", a principal organização de direitos humanos no país.

O Supremo Tribunal de Justiça decidiu dissolver a principal organização de direitos humanos na Rússia.

A Memorial era considerada um "pilar da defesa da liberdade" e uma guardiã da memória de todos os que perderam a vida nos trabalhos forçados na União Soviética, no sistema Gulag.

A decisão chega depois do Ministério Público russo acusar a ONG de criar uma "falsa imagem" da União Soviética como "um estado terrorista".

A própria organização anunciou nas redes sociais o encerramento por parte da justiça, minutos depois da ordem ter sido comunicado pelo juiz.

Foi fundada em 1989 por dissidentes soviéticos, incluindo pelo vencedor do Prémio Nobel da Paz Andrei Sakharov.

Fecha portas 32 anos depois.

Proença-a-Nova | Concelho regista 69 casos ativos de Covid-19

O concelho de Proença-a-Nova contabiliza ao dia 29 de dezembro de 2021, 69 casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus. De acordo com a mais recente atualização da autoridade de saúde não foi possível apurar quantas pessoas se encontram neste momento em vigilância, bem como o número de recuperados, esperando que surjam novas informações no decorrer dos próximos dias, com a previsão de nova atualização na próxima sexta-feira, dia 31 de dezembro. Desde o início da pandemia, Proença-a-Nova contabiliza 595 casos positivos acumulados, entre os quais se podem contar 11 óbitos.

O Município reitera as recomendações emanadas pela autoridade de saúde, nomeadamente quanto ao uso de máscara, distanciamento físico, desinfeção regular das mãos e monitorização das condições de saúde. Durante o mês de janeiro é também recomendado que reduza contactos, evite multidões e assim que necessário, realize teste à Covid-19 nos momentos imediatamente antes de convívios. A Direção-Geral da Saúde definiu também que, entre os dias 25 de dezembro e 2 de janeiro, o acesso a qualquer tipo de eventos de natureza cultural e desportiva implica a apresentação de um comprovativo de realização laboratorial de teste ou a realização de teste rápido de antigénio na modalidade de autoteste (colheita nasal), com resultado negativo.

Proença-a-Nova | Mês de janeiro terá retransmissões do Proença ON Festa

O mês de janeiro ficará marcado pela retransmissão de excertos da programação Proença ON Festa, que decorreu ao longo de quatro dias, entre 10 e 13 de junho de 2021, através Facebook do Município em formato online. Num mês que se espera que seja de contenção e redução de contactos devido à evolução da pandemia da Covid-19 um pouco por todo o país, o Município de Proença-a-Nova decidiu recordar alguns dos momentos mais marcantes da última edição ‘Proença ON Festa’.

Dia 1 de janeiro, quando o relógio marcar as 00h00, haverá espaço para o tradicional fogo de artifício, que será seguido do concerto da banda “Amigos do Presidente”, a acompanhar na página de Facebook do Município. Ao longo do mês haverão ainda outras apresentações a serem recordadas, todos os domingos e quartas-feiras, com muita música e animação a ser proporcionada por artistas locais e reportagens sobre diversos temas que envolvem o dia-a-dia de alguns dos munícipes do concelho. A fechar o mês, no dia 29, a partir das 21h00, poderá acompanhar o Encontro de Janeireiros, desta feita numa versão online, compilando as atuações de cada uma das Associações participantes.

Até dia 30 de dezembro, quinta-feira, decorre a votação para o Concurso Presépio de Natal. Através do facebook do Município pode votar no seu presépio de Natal favorito, de entre os seis que estão para votação. Para o fazer basta apenas deixar um ‘gosto’ na fotografia que na sua opinião deveria vencer.

Câmara de Cantanhede promove a alteração do Plano de Urbanização de Ançã

A Câmara Municipal de Cantanhede deliberou, por unanimidade, desencadear a segunda alteração do Plano de Urbanização (PU) de Ançã nos termos do estabelecido no Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, no sentido de reforçar a sua adequação “à evolução das condições ambientais, económicas, sociais e culturais que lhe estão subjacentes”.

Aprovado em 2008 e já parcialmente modificado em 2018, aquele documento normativo vai agora ser alterado em alguns aspetos específicos do respetivo regulamento. O que se pretende é criar mecanismos favoráveis à concretização dos objetivos e das estratégias de atuação local, promovendo a correção de determinadas situações detetadas no âmbito da gestão urbanística da área abrangida pelo PU, de modo a que este se ajuste melhor à realidade dos processos e promova a maximização dos benefícios nele previstos, nomeadamente quanto à rentabilização das construções e infraestruturas existentes à data da sua entrada em vigor.

Por outro lado, a nova versão do plano preconizará também a salvaguarda da singularidade da identidade urbana da vila história, através de instrumentos que garantem o reforço da consolidação e valorização dessa identidade e muito particularmente a preservação do valioso património edificado, designadamente através da delimitação das Áreas de Reabilitação Urbana para o aglomerado.

Em pano de fundo às alterações a introduzir está a concretização dos eixos estratégicos definidos para o concelho no âmbito do processo de revisão do PDM do Município de Cantanhede, cujos objetivos estão sujeitos às regras de ocupação do território instituídas para o efeito.

O relatório elaborado pela Divisão de Gestão do Território e Sustentabilidade Ambiental para fundamentar as alterações refere que estas não serão de molde a carecer de avaliação ambiental, uma vez que não produzirão efeitos significativos no ambiente e não darão enquadramento à aprovação de projetos sujeitos a avaliação de impacto ambiental ou avaliação de incidências ambientais.

A equipa do Departamento de Urbanismo responsável pelo documento enuncia desde já os aspetos em que a nova versão do preceituário regulamentar deverá incidir, entre os quais as regras relativas à definição de área bruta de construção e a sua contabilização para efeitos de índices e cérceas, em consonância com outros IGT municipais, devendo contemplar abertura para a existência de sótãos habitáveis e a alteração e ampliação das pré-existências em áreas que sofreram uma diminuição de índice de construção, relativamente à época em que os imóveis em causa foram construídos.

Em vista está ainda a possibilidade, quer de ampliações, alterações e colmatação de espaços intersticiais da malha urbana de acordo com os alinhamentos, profundidades e cérceas da envolvente, quer de ampliações de construções em loteamentos anteriores à entrada em vigor do plano.

A permissão de instalação de usos complementares aos definidos na UOPG02 (Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 02 – Parque Desportivo, Cultural, Hoteleiro e de Exposições de Ançã) nomeadamente atividades económicas, a alteração da morfotipologia das edificações em todo o solo urbano do plano, retirando esta condicionante à ocupação do edificado, a alteração das regras de edificação dos anexos e a possibilidade de instalação de estufas e edificações de apoio à atividade agrícola/florestal são outras das novidades a inserir no PU de Ançã.

Agora que foi aprovada pela Câmara Municipal, a proposta será enviada envio à CCDRC, para realização de conferência procedimental, conforme estipulado no ponto 3 do artigo 86º do Decreto-Lei nº 80/2015, de 14 de maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei 25/2021 de 29 de março. Numa fase posterior, o processo de alteração será submetido a discussão pública, seguindo-se a votação da Assembleia Municipal.

Portalegre | Mulheres exemplares na colheita de sangue em Monforte


A despedida de 2021, em termos das brigadas agendadas pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP, realizou-se em Monforte. Rumaram até ao quartel dos bombeiros 26 pessoas dispostas a doar sangue. Destas, a grande maioria eram mulheres, tendo-se apresentado em número de 17 (65,4 %), realidade que temos de salientar.
Doar sangue também depende do estado de saúde dos voluntários. E nesta oportunidade três dos presentes não concretizaram a dádiva. Mas numa altura em que os stocks de sangue são notícia, as 23 unidades recolhidas em Monforte são encorajadoras. 
Nesta iniciativa da ADBSP, do Grupo de Dadores Benévolos de Sangue de Monforte e da Unidade Funcional de Imunohemoterapia do hospital de Portalegre, uma jovem doou sangue pela primeira vez. Quanto ao Registo Português de Dadores de Medula Óssea, registou-se uma inscrição.


Nisa e Avis
Se se confirmar, a primeira colheita de 2022 tem lugar na parte da manhã do sábado 08 de janeiro, no centro de saúde de Nisa. E a 15 de janeiro vamos visitar Avis, nos bombeiros e também na parte da manhã.

A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre deseja a todos felizes festas e um 2022 repleto de saúde!

Não hesite e pesquise em

JR

Rosto do faraó Amenhotep I revelado sem desembrulhar múmia

A múmia do faraó egípcio Amenhotep I foi estudada pela primeira vez de forma digital. O corpo não foi desembrulhado e a ciência conseguiu, mesmo assim, ficar a conhecer o que está por detrás da mumificação feita há milhares de anos.

A tomografia revelou as feições do faraó e outros pormenores que até agora eram desconhecidos.

Zahi Hawass, arqueólogo egípcio e antigo ministro de Estado de Antiguidades, diz que foi a primeira vez que encontraram um cérebro dentro de uma múmia. "Isso nunca aconteceu". "Descobrimos também que a múmia foi mumificada no estilo Osíris".

A múmia foi encontrada num templo em Deir el-Bahari há 140 anos. Desde então, os arqueólogos preferiam preservar o corpo e não desembrulhar a múmia. O tempo e a ciência trataram de revelar o segredo centenário.

Euronews

Cheias no Brasil fazem 34 mil desalojados e vítimas mortais estão a subir

 Vitimas mortais estão a aumentar. Subiu para 21 o número de mortos, 350 o número de feridos e para 35 mil os desalojados, resultado das cheias da Bahia, no Brasil.

As fortes chuvas das últimas semanas transformaram as estradas em autênticos rios.

Foram colocadas em Estado de Emergência 116 cidades no Nordeste brasileiro. Milhares de casas, comércio e empresas ficaram completamente destruídos. As autoridades falam de 34 mil desalojados e de 470 mil pessoas afetadas.

Esta é a altura de chuvas, na região mas não chovia assim há 32 anos. De novembro até agora choveu cinco vezes mais do que o normal.

Euronews

Portagens: Brisa aumenta 28 taxas da classe 1

28 das 93 taxas de portagem aplicadas na classe 1 vão aumentar no próximo ano. A Brisa justifica a subida com a taxa de inflação homóloga.

Segundo a empresa, 30% do total de portagens serão atualizadas, “sendo que, na maioria dos percursos com mais elevada frequência de automobilistas ou com maior extensão, o impacto será diminuto”, conforme comunicado hoje divulgado, acrescentando que as suas tarifas de portagem irão registar em 2022 “uma atualização média de 1,57%”.

A Brisa dá conta de que os preços das portagens permaneceram inalterados em 2020 e 2021 e que a última atualização, em 2019, teve um coeficiente de 0,88%.

Os principais percursos em longa de distância com aumentos serão a A2, entre Lisboa e Algarve, com mais 0,35 eurosA1, entre Lisboa e Porto, com mais 0,20 euros, e A6, entre Marateca e Caia, também com mais 0,20 euros.

Entre os principais percursos urbanos com elevada frequência de automobilistas, o maior aumento será na A3, entre Porto e Valença, que passará a custar mais 0,25 euros.

O sublanço entre Maia e Santo Tirso, na A3, a A5Lisboa e Cascais, e a A4, entre Porto e Amarante, terão uma atualização de 0,05 euros.

SNS24 atendeu mais de 72 mil chamadas só na segunda-feira. Vão ser contratadas 750 pessoas para reforçar o serviço

A linha SNS24 bateu um novo recorde de atendimento de chamadas, devido ao aumento do número de casos de covid-19 no país. Vão ser contratados novos profissionais para reforçar o serviço.

De acordo com o Público, a linha SNS24 atendeu, só esta segunda-feira, mais de 72 mil chamadas, novo recorde diário, que incluem 29.063 requisições de testes à covid-19.

Devido à maior procura face aos aumento dos casos, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) referiram que vão ser formados e contratados 750 novos profissionais "até ao final da segunda semana de janeiro" e que estão a melhorar as "soluções de atendimento automatizado".

Ontem à noite, a ministra da Saúde informou que a Linha Saúde 24, que está em sobrecarga, vai ter um algoritmo diferente para encaminhamento das chamadas.

“Os algoritmos de trabalho e de encaminhamento têm estado a ser revistos nos últimos dias, nas últimas horas, e acabaram de ser revistos pela Serviços Partilhados [do Ministério da Saúde] e pela Direção-Geral da Saúde e estimamos que nas próximas horas possamos estar com um algoritmo diferente na linha que permita uma maior fluidez do encaminhamento”, disse Marta Temido em declarações à agência Lusa no Ministério da Saúde.

No entanto, advertiu, com o número crescente de novos casos de covid-19, “as melhorias, provavelmente, vão sentir-se muito ligeiramente”.

“Sabendo que neste momento os níveis de serviço não são aqueles que prestávamos e a que a Linha Saúde 24 nos habituou, temos que ter a perceção de que neste momento estamos com largos milhares de contactos a acontecerem ao mesmo tempo e que isso gera sobrecarga”, salientou Marta Temido.

A ministra recordou que “já na semana passada, alguns dias antes do Natal”, a operadora da Linha Saúde 24 (808 24 24 24) começou a sentir “uma elevada pressão” na utilização do serviço por parte de pessoas que tiveram contacto com um caso covid-19 ou um caso suspeito e que procuram a linha para saber o que devem fazer.

Madremedia

Administradores hospitalares alertam para urgências sobrelotadas por falência de outras respostas

 

Os serviços de urgência dos hospitais têm registado “procuras recorde” nos últimos dias, em grande parte casos não urgentes, devido à “falência” das outras respostas do sistema de saúde, disse hoje à Lusa um responsável da associação de administradores hospitalares.

“Temos urgências sobrelotadas. Tem havido uma procura superior à média, quer por conta das patologias não covid, que já é habitual neste período do ano agudizarem-se, quer por conta de casos de covid-19 que têm subido muito fortemente nos últimos dias”, disse Xavier Barreto, vogal da direção da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

Xavier Barreto afirmou que se trata de uma subida prevista, mas, disse, “o que não era previsível era a falência das outras respostas para estes doentes”, nomeadamente da linha SNS 24 e dos cuidados de saúde primários que estão ocupados com atividades ‘Trace-Covid’ e com a vacinação.

“Os serviços de urgência hospitalares acabam por ser vítimas dessa falência das outras partes do sistema”, com “picos de procura enormes” nos últimos dias.

Segundo o responsável, 30% a 40% da procura que os hospitais têm tido nos últimos dias são de casos não urgentes, particularmente de doentes com covid-19, muitos deles para fazer o teste.

“Não faz sentido que as urgências estejam sobrelotadas com estes doentes, que deviam ter tido um outro tipo de resposta e infelizmente não tiveram”, lamentou.

Salientou que há várias semanas que se sabia, até tendo em conta o que estava a acontecer em outros países, que muito provavelmente iria haver “um forte aumento” dos casos covid-19 decorrentes da nova variante Ómicron.

“O que faria sentido era que tivéssemos reforçado as nossas respostas”, disse, considerando ser “incompreensível” ter chegado a este ponto com “a falência destas duas linhas”.

Para Xavier Barreto, esta resposta era “perfeitamente passível” de ter sido planeada.

“Era uma resposta que podia ter sido criada, que podia ter sido montada para responder a este aumento e simplesmente não foi e não se encontra explicação para isto”, lamentou.

Questionado sobre se a saída de muitos profissionais de saúde do SNS e o estado de exaustão em que se encontram também podem dificultar a resposta, afirmou que sim.

“Tem sido muito difícil completar as escalas de serviço de urgência em alguns hospitais, particularmente neste período das festas, que é sempre um período mais difícil e naturalmente também tem dificultado a resposta, mas o fator principal nem tem sido por falhas da resposta tem sido essencialmente por uma falha no controle da procura. Ainda assim tínhamos margem para ter feito muito melhor, criando uma resposta diferente quer no âmbito do rastreio de contactos, quer no âmbito da linha SNS 24 e isso nós não conseguimos perceber porque é que não aconteceu”, afirmou.

Aludindo ao reforço da linha SNS 24 anunciado pelo Ministério da Saúde e dos rastreadores de contactos suspeitos de covid-19, Xavier Barreto disse que não faz sentido fazê-lo "depois de o problema já estar criado”.

“Devia ter sido feito antes, antecipando o problema e evitando que ele acontecesse”, mas, vincou, “vamos esperar para ver o que é que decorre destes reforços (…) e se se consegue recuperar isto, vamos ver”.

Em termos de internamentos, disse que, para já, não se verifica uma grande pressão, considerando que “há um aumento progressivo, mas muito longe das linhas vermelhas”.

“É possível que isso venha a acontecer nos próximos dias se tivermos um aumento progressivo dos casos, mas neste momento vemos um ligeiro aumento de pressão nos internamentos, mas ainda não é preocupante”, rematou.

Madremedia

Novo máximo: Quase 27 mil casos de Covid-19 num dia.

O Rt nacional é agora de 1,29 e a incidência situa-se nos 923,4 casos de infeção por 100 mil habitantes.

Portugal regista nesta quarta-feira mais 12 mortes associadas à Covid-19 e 26.867 casos diários. Até ao momento, já foram detetadas 1.330.158 infeções com o coronavírus SARS-CoV-2, e 18.921 já morreram em Portugal devido à doença.


O número de casos ativos subiu em 21.479 para 136.020 e há mais 5376 casos de recuperação.

Lisboa e Vale do Tejo é a região com mais novos casos (11.958) e mortes (cinco) registadas nas últimas 24 horas. Centro (três), Algarve (duas), Norte (uma) e Madeira (uma) também registaram mortes. A segunda região com mais casos diários é o Norte (9069), seguida do Centro (3384), Madeira (771), Algarve (709), Alentejo (700) e Açores (276).

Câmara apoia Agrupamento Escolas de Anadia


A Câmara Municipal de Anadia aprovou, na sua reunião do passado dia 23 de dezembro, a atribuição de um apoio de 3.511,20€, destinado a apoiar a aquisição de máscaras de proteção para os alunos que frequentam o 1º Ciclo do Ensino Básico.

O apoio municipal tem em conta a dificuldade sentida pelo Agrupamento de Escolas de Anadia na assunção de todas as despesas necessárias ao cabal cumprimento das responsabilidades emanadas pelas entidades competentes.

A implementação de medidas preventivas é de extrema importância, no sentido da redução eventual risco de transmissão do SARS-Cov-2, em ambiente escolar, procurando garantir condições de segurança e higiene nos estabelecimentos de educação e ensino.

Centro de Vacinação de Anadia passa para o Pavilhão dos Desportos


O Centro de Vacinação de Anadia vai passar a funcionar, a partir da primeira semana de janeiro, no Pavilhão dos Desportos, localizado no Complexo Desportivo de Anadia. O anúncio foi feito pela presidente da Câmara Municipal de Anadia, Maria Teresa Cardoso, na reunião de executivo, no passado dia 23 de dezembro.

Atendendo ao aumento do número de pessoas a vacinar, nomeadamente das crianças entre os 5 e os 11 anos, bem como da restante população que terá de receber as doses em falta, assim como a dose de reforço, e ao facto de o Centro de Saúde de Anadia não reunir as melhores condições, o diretor do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Vouga, Pedro Almeida, veio ao encontro da proposta que o Município de Anadia, desde a 1ª hora, colocou à disposição das autoridades de saúde, o Pavilhão dos Desportos. De referir que toda logística solicitada, já se encontra concluída para que, a partir daquela primeira semana de janeiro (em dia concreto ainda não comunicado à Câmara Municipal), o espaço possa ser utilizado, nos dias e horários a definir pelo ACES Baixo Vouga, de acordo com o programa de vacinação em curso.

O Centro de Vacinação irá funcionar no Pavilhão dos Desportos de Anadia durante um período aproximado de quatro meses. Posteriormente, será deslocalizado, a par de todos os serviços do Centro de Saúde de Anadia para que se possam iniciar as obras de requalificação do edifício do Centro de Saúde, um investimento superior a um milhão e 200 mil euros.

Recorde-se que os responsáveis do ACES Baixo Vouga indicaram, inicialmente, a Unidade de Saúde de São Lourenço do Bairro para Centro de Vacinação, o qual esteve em funcionamento até ao passado mês de outubro. Contudo, tendo em conta os problemas causados pela intempérie que assolou o concelho, na altura, o processo de vacinação foi transferido para o Centro de Saúde de Anadia.

Ministério da Educação vai avaliar impacto da pandemia nos alunos a partir de janeiro

Psicóloga clínica Margarida Gaspar de Matos vai coordenar esse grupo de trabalho.

Ministério da Educação vai avaliar os efeitos da pandemia na saúde mental dos alunos até ao ensino secundário. Margarida Gaspar de Matos, psicóloga clínica e professora na Faculdade de Motricidade Humana, é quem vai coordenar o grupo de trabalho que ficará com essa tarefa e revela que as equipas vão estar no terreno já a partir do próximo mês.

"O Ministério da Educação tem planeado - e eu sei porque vou coordenar esse grupo - uma avaliação do bem-estar psicológico das crianças todas do país, dos cinco anos até ao 12.º ano. Vamos fazer isso porque estamos preocupados com o impacto, em termos do bem-estar psicológico, que toda esta situação possa ter nos alunos. Estamos todos a trabalhar em contra-relógio para que as coisas sejam feitas ainda durante o mês de janeiro", explicou à TSF Margarida Gaspar de Matos.

A psicóloga clínica coordenou, nos últimos nove meses, o grupo de cientistas comportamentais que ajudaram o Governo na gestão da pandemia. A task force de comunicação termina funções no final do mês, mas vai chegar a São Bento uma proposta para a criação de um gabinete de ciência comportamentais permanente.

"Fizemos uma proposta de criação de um gabinete, estável e permanente, para fazer o nosso trabalho junto do Governo, daqui para a frente. Estas propostas agora vão ser entregues ao gabinete do primeiro-ministro em janeiro e nós temos a missão concluída. Esperamos mostrar que as ciências do comportamento são importantes para assegurar um gabinete de políticas públicas e agora temos uma proposta de como é que isso vai funcionar porque não pode ser uma task force que dure indefinidamente", revelou a psicóloga.

A especialista reconhece que a incerteza causada pela nova variante faz deste um momento difícil na gestão da pandemia. De resto, o cansaço acumulado ao longo dos últimos dois anos é mesmo o maior obstáculo ao trabalho dos cientistas.

"Fizemos uma proposta de criação de um gabinete, estável e permanente, para fazer o nosso trabalho junto do Governo, daqui para a frente. Estas propostas agora vão ser entregues ao gabinete do primeiro-ministro em janeiro e nós temos a missão concluída. Esperamos mostrar que as ciências do comportamento são importantes para assegurar um gabinete de políticas públicas e agora temos uma proposta de como é que isso vai funcionar porque não pode ser uma task force que dure indefinidamente", revelou a psicóloga.

A especialista reconhece que a incerteza causada pela nova variante faz deste um momento difícil na gestão da pandemia. De resto, o cansaço acumulado ao longo dos últimos dois anos é mesmo o maior obstáculo ao trabalho dos cientistas.

"O que foi mais complicado foi toda a mudança cultural, há dois anos não estávamos a ter esta conversa. Mudámos como país, como mundo e essa parte foi complicada, foi sendo feita aos poucos. Apesar da reação fantástica das pessoas, da adesão e proteção, nomeadamente nesta altura, em que as pessoas querem estar todas juntas, há a questão da saturação. É natural que as pessoas estejam extremamente saturadas, estamos todos muitos fartos e com vontade de virar uma página que nunca mais se deixa virar", afirmou.

Ainda assim, Margarida Gaspar de Matos entende que já não se justifica a manutenção da task force.

"Tivemos quatro missões, a desenvolver ao longo de nove meses, e com um prazo muito específico que acaba agora no dia 30. Não quer dizer que não sejamos precisos, mas sim que tudo o que tínhamos a fazer já fizemos. Basicamente estivemos durante nove meses a assessorar o gabinete do primeiro-ministro, a mandar recomendações no que diz respeito à gestão dos comportamentos dos cidadãos, dos contextos de risco, a questão da comunicação, das mensagens de saúde para proteção e prevenção do risco", acrescentou Margarida Gaspar de Matos.

Rui Plónio / Cátia Carmo / TSF

Harry Reid, former Senate leader, dead at 82

 

Former Senate Majority Leader Harry Reid, a direct and dogged figure who converted the lessons of a hardscrabble childhood into a leadership role in national Democratic politics, died Tuesday. He was 82. A former boxer who developed a rough-and-tumble approach to politics, the Nevada Democrat served five terms in the U.S. Senate and would be a particularly pivotal figure on Capitol Hill in two administrations, as an opposition figure pushing and prodding President George W. Bush and then as the Senate Majority Leader working to help President Barack Obama realize his agenda. Reid, who was the longest-serving senator in Nevada‘s history, had been battling pancreatic cancer. Read more here: https://www.politico.com/news/2021/12/28/harry-reid-nevada-senate-leader-obit-033261

Fonte: politico

Tucano do bico quebrado

  • Péricles Capanema

Do tucanuçu ao araçari-miudinho. O maior dos tucanos é o tucanuçu, bem poderia ter inspirado o símbolo do PSDB. Poderia ser outro, o tucano do papo amarelo, igualmente grande. Bicam forte. Como inspiradores, eles arriscam dar o lugar para o araçari-miudinho, o menor da espécie, bica fraquinho. Todas são aves ameaçadas, o habitat está ficando menor e mais hostil, a caça corre solta. É congruente, os simbolizados políticos tucanos passam por situação parecida, habitat difícil, caça intensa contra eles. Mas não vou tratar especialmente de tucanos, senão como ilustração atual e adequada do que ocorre na ornitologia política brasileira inteira, é o meu ponto. Ou seja, vale para tucanos, vale para todos. O tucanuçu está com o bico quebrado.

Prévias reveladoras. As recentes prévias tucanas permitem entrada fácil na matéria. Tenho afirmado repetidas vezes que a maciça maioria dos políticos — direita, centro, esquerda — foge como o diabo da cruz de um assunto: o voto facultativo. Não gostam de falar nele, embora seja usual, antigo e de efeitos razoáveis em praticamente todas as democracias mais consolidadas e civilizadas do mundo. A mais de previsível melhoria na representação política (só iria até as seções eleitorais o eleitorado interessado), o voto facultativo ocasionaria no Brasil fortíssimo barateamento das eleições. Todos sabem, o custo das campanhas é considerado o maior fator da corrupção na política. Sem muito dinheiro, ninguém ganha eleições. Verbas de gabinete, cotão, rachadinhas, fundo eleitoral, fundo partidário, acordos ligados à liberação de emendas, diretorias de estatais, tudo isso ajuda a financiar campanhas. E a eleger pessoas, infelizmente com pouca ou nenhuma representatividade real. Uma pequena precisão — homens do rádio e da televisão, artistas, celebridades, representantes de categorias profissionais, em geral, podem gastar menos nas campanhas, já são muito conhecidos antes das eleições. Sua eleição não tem elevado o nível da representação política.

Acachapante desinteresse público. E por que político nosso, via de regra, abomina voto facultativo? Por razão simples, colocaria a nu o desinteresse popular em relação a eles e ao jogo democrático. Com voto facultativo, a grossa maioria não iria votar. Com o obrigatório, a carneirada tem que ir ao aprisco (seções eleitorais), se não vai é punida. Temos dia e noite o desfile de prestígios pecos e postiça encenação dos ritos democráticos da democracia moderna, assistidos por população distraída e asqueada. A expressão representante do povo é oca entre nós. Os interesses reais e palpitantes estão alhures. No Chile tão mais politizado, sabem qual foi o comparecimento popular, considerado alto, para o primeiro turno das eleições presidenciais? 47,34 %. Nas últimas presidenciais dos Estados Unidos a participação popular, a maior de 56 anos, foi de 60,8%. No Brasil, meu palpite, as legislativas não atrairiam mais de 25%; se tanto. As eleições para os cargos do Executivo, um pouco mais. Claro, poriam a nu a realidade inafastável, o desinteresse popular, com respingos fortes no prestígio da classe política. Daí, repito, o horror dos políticos, não importa a coloração, pelo voto facultativo.

Os números da prévia tucana. Segundo registros no TSE, afirmam os jornais, o PSDB teria 1,3 milhão de filiados. Todos estariam aptos a votar nas prévias partidárias em que três membros destacados (governadores João Dória e Eduardo Leite, ex-senador Arthur Virgílio) disputavam a pré-candidatura ao Planalto. O voto era qualificado (aqui vale o voto qualificado, em geral tão vergastado pelos políticos). Para exercê-lo, era preciso baixar um aplicativo no celular — o cadastro. Cadastraram-se 44,7 mil tucanos para ato importantíssimo da vida partidária, a escolha do pré-candidato à Presidência do País. Cerca de 3% do total dos filiados tiveram interesse em participar. Por volta de 97% dos oficialmente inscritos no partido, nenhum interesse teve em votar. Pelo menos, quase 45 mil ainda se dispunham a apertar um botão no celular, coisa dificílima, já se vê. Espera aí. Votaram de fato 29.360 filiados. Uns 15 mil se inscreveram, mas nem tiveram ganas de apertar o botão do celular. Na prática, por volta de 2% votaram, em torno de 98% se desinteressaram. O grande fato é a posição (ou falta dela) dos 98%. O fato menor, o racha tucano (54% para Dória, 45% para Leite) ocupou manchetes. Numa mostra de humor negro involuntário, Bruno Araújo, presidente do partido proclamou: “O PSDB sai desse processo muito maior do que entrou no mês de abril”. Aconteceu com os tucanos, aconteceria com qualquer partido, com notas um pouco menos marcantes, talvez, com PT e Novo. Mesmo com o impulso do governo o quadro de desinteresse muda pouco. O presidente Bolsonaro quis criar o Aliança para agrupar apoiadores. Em vista da atual legislação, ao longo de dois anos, é necessário coletar assinaturas que perfazem pelo menos 0,5% do total dos votos dados na última eleição para a Câmara dos Deputados, distribuídas em no mínimo um terço dos Estados da União, nunca menos de 0,1% do eleitorado que tivesse votado em cada um deles — pouco menos de 500 mil assinaturas no total. Não conseguiu, foi se abrigar no PL. Dois exemplos recentes de desinteresse público.

Todos são araçaris-miudinhos. O símbolo do PSB é uma pomba. Nesse quadro ficaria melhor como rolinha fogo-apagou. Se algum partido tivesse escolhido o carcará como símbolo [aliás, adequado, voracidade famosa], no Brasil atual estaria mais conveniente colocar com substituto o quiriquiri. E assim por diante.

Araçaris-miudinhos anêmicos. Sem romantismos, nem superficialidades, a saída do quadro atual requer clareza de vistas, bom senso, maturidade, paciência. Anos de esforços numa mesma direção. Com efeito, a situação política em boa parte é reflexo de realidades sociais atávicas, nas quais estamos imersos. Quem elegeu os políticos atuais foram eleitores com os quais convivemos diariamente, muitos dos quais amigos e parentes. A anemia desagregadora, contudo, pode ser combatida com veracidade e transparência; ter clareza a respeito do quadro. São fatores impulsionadores de participação real e inclusão benéfica, bem como antídotos eficazes contra atrasos e retrocessos.

ABIM

Silves | XIX ENCONTRO DE JANEIRAS REGRESSA À PRAÇA AL-MUTHAMID

 Numa iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Silves, no âmbito da programação do Silves Alegria do Natal, a Praça Al-Muthamid será palco do XIX Encontro de Janeiras, que se realizará no próximo dia 05 de janeiro, pelas 18h30.

O espetáculo será antecedido pela chegada dos Reis Magos que irão percorrer as ruas da baixa comercial da cidade em direção à Praça Al-Muthamid, local onde irão atuar os seguintes grupos participantes: Grupo de Cantares das Janeiras da Casa do Povo de SB Messines; Grupo de Cantares das Janeiras "Amigos da Pedreira"; Grupo de Cantares das Janeiras de Tunes; Grupo de Cantares das Janeiras da Sociedade Recreativa Alcantarilhense; Grupo de Cantares das Janeiras da Sociedade Filarmónica Silvense e Os Alegres.

A entrada é livre mas sujeita a apresentação de voucher, entregue no local a partir das 17h30, e limitada à lotação do espaço (130 lugares). Decorrente do reforço das medidas de controlo da pandemia adotadas pelo Governo, é obrigatória a apresentação de teste negativo no acesso ao espetáculo, nomeadamente teste PCR (realizado nas últimas 72 horas), ou teste rápido de antigénio realizado em farmácia ou laboratório (realizado nas últimas 48 horas) ou autoteste feito no local mediante supervisão da organização.

Informações adicionais poderão ser recolhidas junto do sector de Cultura do Município de Silves, através do contacto telefónico 282440865 ou do endereço de correio eletrónico cultura@cm-silves.pt.

Marinha Grande | VALORLIS ATRIBUI COMPOSTORES DOMÉSTICOS

A Valorlis e a Câmara Municipal da Marinha Grande têm em curso o programa de compostagem doméstica, para oferta de 261 compostores a munícipes do concelho, que se candidatem através do portal www.valorlis.pt.

De um total de 648 compostores cedidos pela Valorlis à população do concelho, já foram entregues 387. Os munícipes interessados em obter gratuitamente um dos 261 compostores ainda disponíveis e que cumpram os requisitos de atribuição, devem inscrever-se no formulário disponível em www.valorlis.pt, até 31 de dezembro de 2021.

O compostor será atribuído a:
• Residentes no concelho da Marinha Grande;
• Agregado familiar igual ou superior a 2 pessoas;
Residentes em moradias com jardim, quintal, horta ou terreno agrícola.

O compostor doméstico tem a capacidade para 300 litros, fabricado em PEAD, 100% reciclado, leve, fácil de transportar e de montar pelo utilizador.

Após términus do prazo de inscrição, os munícipes são convocados para participar numa ação de sensibilização a realizar em auditório/espaço municipal. No final da sessão será entregue um compostor e um guia da compostagem impresso ou em formato PDF. Todos os compostores estão numerados e identificados os respetivos utilizadores, de forma a acompanhar a distribuição e uso dos mesmos. As ações de sensibilização apresentam uma forte componente teórico-prática, motivando os participantes a aderir.

Estarreja | CTE apresenta as propostas culturais para o primeiro trimestre de 2022



O Cine Teatro de Estarreja (CTE), equipamento cultural de referência da cidade, celebra a cultura em toda a sua diversidade, trazendo ao público espetáculos de dança, de teatro e de música, e os filmes que acabaram de estrear no cinema. Uma programação sempre pensada para todas as idades.

A programação arranca com o primeiro concerto da 25.ª edição do OuTonalidades, circuito português de música ao vivo, no dia 14 de janeiro, com a atuação do quarteto feminino de fado, Amara Quartet. E a banda luso-belga Barry White Gone Wrong sobe ao palco a 4 de março.

A Câmara Municipal de Estarreja continua a valorizar os agentes culturais locais e convida a Orquestra Filarmonia das Beiras, sob a direção do Maestro Cláudio Ferreira, tendo como trompista o jovem estarrejense Ricardo Silva, atualmente a residir em Berlim e que iniciou o seu percurso na Banda Visconde de Salreu. Conta com uma já extensa carreira no mundo orquestral e da música de câmara. Um concerto comemorativo do 17.º aniversário da Elevação de Estarreja a cidade para aplaudir dia 28 de janeiro.

 

A abrir o ciclo de Concertos Íntimos 2022, Pedro Abrunhosa presenteia o público com um concerto numa versão mais intimista, na noite de 29 de janeiro. Rita Redshoes apresenta o seu quinto álbum de originais e o primeiro que compôs na íntegra em português, a 26 de março.

A 13 de fevereiro há espaço para o concerto solidário “O Cérebro e a Música” com a Orquestra Clássica do Centro. Além da divulgação da música e de mostrar a sua relação íntima com o cérebro, o evento tem como finalidade apoiar a atividade da CERCIESTA.

A formação “ex-libris” estarrejense, a Orquestra de Jazz de Estarreja convida Tiago Nacarato para juntos, em palco, na noite de 19 de fevereiro, oferecerem ao público uma noite com sabor a Carnaval.

O grande vencedor da 8.ª edição do “The Voice Portugal”, o jovem músico Luís Trigacheiro dá a conhecer o seu disco de estreia no dia 12 de março.

No dia 20 de março, as famílias são convidadas a assistirem ao “Concerto de Família”, no âmbito do projeto “Música na Escola”, com a Orquestra Filarmonia das Beiras.

Para comemorar o 157.º aniversário, a Banda Bingre Canelense convida José Cid para um concerto inesquecível, agendado para dia 27 de março.

Já tem saudades de assistir a uma peça de teatro?

Da comédia ao drama, são várias as sugestões na área do teatro para a próxima temporada.  O Teatro Praga traz o projeto “Macbad” dedicado aos mais novos e baseado numa das peças malditas de Shakespeare. Para ver em família dia 16 de janeiro.

Com encenação de Pedro Penin e com interpretação de Ana Guiomar, Cláudia Semedo, Filipe Vargas, Jorge Mourato, Marinho Silva, Samuel Alves e Rita Brutt, a peça “Perfeitos Desconhecidos” mostra que “todos temos uma vida secreta”. A história passa-se num jantar de amigos tenso e divertido, marcado para dia 22 de janeiro.

O espetáculo “A Coragem da Minha Mãe” relata a história real de uma judia que escapou ao inferno de Auschwitz, de George Tabori e encenado por Jorge Silva Melo. A não perder dia 5 de fevereiro.

A última proposta de teatro é no dia 19 de março, e é um dos maiores êxitos de comédia em Portugal nos últimos anos. Em “Paranormal”, Joaquim Monchique encarna 16 personagens diferentes convidando o público a participar numa sessão espírita coletiva.

A dança marca também a programação do CTE

A 12 de fevereiro estreia o espetáculo “O Que Fica no Depois”, com a curadoria da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, que contempla três obras de quatro coreógrafos emergentes, Margarida Belo Costa, Miguel Ramalho e a dupla Beatriz Mira & Tiago Barreiros, com honras de abertura do programa TRAMPOLIM, a plataforma emergente de artes performativas do Município de Estarreja, para os novos criadores e intérpretes de dança e do teatro no ano 2022.

Em março, dia 6, a dança é dirigida ao público infantojuvenil com a peça “O Fio da Macaquinha”, da Companhia de Dança de Almada.

Nota ainda para a sétima arte com os filmes de animação “Encanto” (23 de janeiro) e “Cantar! 2” (6 de fevereiro), na rubrica “Cinema Infantil”. “West Side Story (21 de janeiro) e “The Matrix Resurrections” (20 de fevereiro) são as propostas do “Cinema em Cartaz”. As “Quintas de Cinema” trazem o cinema de autor e europeu nos dias 13 e 27 de janeiro, 3 e 17 de fevereiro e 10 e 31 março.



Quer marcar a diferença? Ofereça cultura!

O CTE sugere que durante todo ano coloque a cultura no sapatinho daqueles que lhe são mais queridos. Dê a oportunidade a alguém de desembrulhar cultura e escolher o (s) espetáculo (s) de toda a programação do CTE, entre 13 de janeiro e 31 de dezembro de 2022. O voucher de oferta pode ser adquirido na bilheteira física do CTE.


Fotografias.

Portugal pode chegar aos “37 mil novos casos diários a 7 de janeiro”

A ministra da Saúde, Marta Temido, diz que o aumento de casos segue as estimativas já conhecidas.

ministra da Saúde, Marta Temido, anunciou esta terça-feira que Portugal vai atingir os 37 mil novos casos diários de Covid-19 no início de 2022.

"Vale a pena sublinhar que iremos atingir os 37 mil casos na primeira semana de janeiro. Portanto estamos perante aquilo que tínhamos referido que era o impacto previsível desta variante Ómicron, com uma 'parede' de casos como têm enfrentado outros sistemas de saúde como Inglaterra ou Dinamarca", disse a ministra em declarações à SIC Notícias.

Esta declaração surge no dia em que, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde, Portugal atingiu um novo máximo de novos casos em 24 horas. De acordo com a informação da DGS, há 17.172 novas infeções e morreram 19 pessoas vítimas de Covid-19.

Marta Temido afirma que estes números estavam previstos para serem atingidos apenas na quarta-feira, mas explica que os números seguem as estimativas já feitas.

"Aquilo que estamos a verificar está em linha com aquilo que eram a estimativas que dispúnhamos, designadamente os modelos de modelação epidemiológica do Instituto Nacional de Saúde Doutro Ricardo Jorge, embora estejamos com uma ligeira aceleração face àquilo que eram as estimativas. Nós estimávamos atingir este número no dia 29 de dezembro e atingimo-lo ontem", esclareceu Marta Temido.

A ministra voltou a referir a mesma ideia uns minutos depois em declarações à RTP 3. "É um efeito de uma variante muito mais transmissível e que se está a duplicar a cada oito dias", disse.

Marta Temido admite que este aumento exponencial de novos contágios irá colocar "uma enorme pressão" no sistema de saúde.

"Está a colocar-nos todos à prova e está a traduzir-se numa enorme pressão no funcionamento de alguns dos nossos serviços, designadamente das linhas de contacto, dos inquéritos epidemiológicos", afirmou.

A Linha de Saúde 24 vai ser reforçada. "Estamos a fazer mudanças nos algoritmos da linha para permitir acompanhar esta nova fase", revela a ministra da Saúde, ainda que peça a todos para ajudarem "a conter a transmissão para adaptar as respostas" das autoridades sanitárias.

"Na mesma forma que numa outra fase da pandemia nós sabíamos que nenhum sistema tinha uma elasticidade infinita que permitisse garantir uma cama de cuidados intensivos a todos, agora nesta fase temos um sistema que também não tem uma elasticidade infinita que permita atender o telefone de todos ao mesmo tempo", concluiu.

Rui Oliveira Costa / Guilherme de Sousa / TSF

Contágios pressionam SNS. Ministra admite que já foi necessário suspender atividade não-covid

Marta Temido reconhece que "é muito difícil encontrar o justo equilíbrio entre tantas necessidades que concorrem umas com as outras".

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse esta terça-feira que já foi preciso suspender "em alguns casos" a atividade assistencial não Covid-19, admitindo que tal possa voltar a ser necessário.

"Em alguns casos foi necessário suspender a atividade assistencial, não está fora de hipótese a necessidade de suspensão de outras linhas, mas neste momento estamos a tentar equilibrar o melhor possível todas as áreas", disse Marta Temido, em declarações à agência Lusa no Ministério da Saúde, em Lisboa.

Questionada sobre o aumento da afluência aos serviços de urgência por parte de doentes com Covid-19 e outras doenças numa altura em que os centros de saúde estão com dificuldade em responder aos doentes não-covid, a ministra reconheceu que "é muito difícil encontrar o justo equilíbrio entre tantas necessidades que concorrem umas com as outras".

"E a circunstância de a Linha Saúde 24 estar neste momento com dificuldades pode dificultar essa gestão de fluxos e, por isso, é que estamos a introduzir medidas na Linha Saúde 24", adiantou.

Para evitar a corrida às urgências, a ministra apelou para que as pessoas se "abstenham o mais possível" de contactos evitáveis para se protegerem e para utilizarem as medidas não farmacológicas de proteção.

"Cada caso que é evitado é menos um caso que fica em risco, que gera outros casos e que sobrecarrega o sistema de saúde", disse.

Marta Temido recordou que no dia 26 de dezembro do ano passado, quando se atingiu um pico de casos, o contexto era muito diferente.

"Estávamos em casa, os hospitais estavam parados em termos daquilo que era a sua resposta à procura normal, os centros de saúde estavam parados, não estávamos a vacinar ao ritmo que hoje estamos a vacinar e hoje estamos a fazer um conjunto de atos simultâneos que é muitíssimo mais exigente e, portanto, o sistema está de facto com dificuldades de resposta", declarou.

Salientou ainda que "todos estão a fazer o melhor possível e todos estão a tentar encontrar as melhores soluções possíveis e todos os meios estão mobilizados" para dar a melhor resposta à população.

"Acredito também que, como em casos anteriores, isso nos vai permitir ultrapassar esta fase, sendo que hoje dispomos de um aliado extraordinário que é a vacinação e isso vê-se na doença grave, nos óbitos, nas complicações que felizmente são muito inferiores àquilo que tínhamos no final de dezembro do ano passado", realçou.

Lusa