terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Cantanhede | Ação de formação específica para os grupos de teatro do concelho. Município promove formação sobre “Som e Luz” para teatro

Decorreu no passado dia 17 de janeiro, no Multiusos de Febres, uma ação de formação destinada aos elementos dos diversos grupos de teatro participantes no XXVI Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede.
Promovida pela Academia de Teatro de Cantanhede (ACA TEA), a ação intitulada “Som e Luz” foi orientada por José Meneses, técnico de som e iluminação e coordenador técnico com vasta experiência no espetáculo ao vivo, teatro e produção cultural e que, atualmente, exerce funções de coordenação técnica no Convento São Francisco (Coimbra), sendo responsável pela gestão das equipas técnicas de luz, som, cena e vídeo, bem como pelo acompanhamento de produções nacionais e internacionais.
Este workshop teve como objetivo dotar os participantes de ferramentas práticas para uma utilização mais consciente e eficaz do som e da iluminação em contexto cénico. Com uma abordagem acessível e orientada para a prática, esta ação procurou contribuir para a melhoria das condições técnicas dos espetáculos integrados nesta edição do Ciclo de Teatro Amador, promovendo uma relação mais equilibrada entre criação artística e recursos técnicos.
Sobre esta matéria, o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede com o pelouro da Cultura, Pedro Cardoso, realçou a importância da formação para o desenvolvimento de competências e capacidades, no âmbito das artes cénicas, para melhores performances, sendo este “um pilar fundamental para a inovação e crescimento dos grupos, numa permanente melhoria conjunta”.
O autarca referiu também que “o plano de formação teatral do Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede continua a ser uma aposta contínua do Município e consubstancia o seu empenho e compromisso em proporcionar oportunidades formativas de desenvolvimento para o imenso potencial humano presente nos vários grupos de teatro do concelho, num contexto progressivo, estruturado e inclusivo”.
A formação foi ministrada pela Academia de Teatro de Cantanhede (ACA TEA) com quem o Município de Cantanhede celebrou em 2025 um protocolo de colaboração anual com o propósito de apoiar a criação, produção e formação artística em teatro, tendo em vista o desenvolvimento da atividade teatral e cultural no concelho.
No que respeita ao XXVI Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede, a ACA TEA propõe-se criar mais oportunidades de apoio aos grupos de teatro do concelho, através de formação nas diferentes áreas, capacitação dos agentes, projetos colaborativos, fomentar a inovação e criação artística no âmbito das artes cénicas.

Vereador Rui Gomes acompanhou a cerimónia. SPORTING CLUBE PAIVENSE DISTINGUIDO COMO ENTIDADE FORMADORA CERTIFICADA

Na passada Sexta-feira, dia 16 de janeiro, no Quartel das Artes, em Oliveira do Bairro, realizou-se a Cerimónia de Entrega das Placas às Entidades Formadoras, integrada no processo de Certificação da Federação Portuguesa de Futebol. 
Este foi um momento histórico e de enorme orgulho para o Sporting Clube Paivense, que alcançou, pela primeira vez na sua história, a distinção de Entidade Formadora Certificada. 
Trata-se de um reconhecimento que espelha o trabalho consistente, dedicado e de qualidade desenvolvido ao longo dos anos na área da formação, fruto do empenho de dirigentes, treinadores, atletas e famílias que diariamente contribuem para o crescimento e afirmação do clube. 
A certificação foi entregue pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, e pelo presidente da Associação de Futebol de Aveiro, José Neves Coelho, na presença do Vereador do Desporto do Município de Castelo de Paiva, Rui Gomes, que fez questão de acompanhar a cerimónia, e se congratular com esta justa e merecida distinção ao Sporting Clube Paivense. O Diploma de Certificação foi recebido com grande satisfação pelo presidente do Sporting Clube Paivense, 
Carlos Vieira, tendo sido destacado e enaltecido o trabalho desenvolvido por toda a estrutura paivense. 
Este reconhecimento público reforça o compromisso do clube com a formação desportiva, humana e social, projectando o Sporting Clube Paivense para um futuro ainda mais sólido, ambicioso e sustentado. 

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa
                                                  

MARINHA GRANDE RECEBE TRATOR FLORESTAL PARA REFORÇO DA PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS RURAIS

 A Câmara Municipal da Marinha Grande aprovou, no dia 19 de janeiro de 2026, a celebração de um contrato de comodato com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF, I.P.), para a cedência de um trator florestal novo e duas alfaias agrícolas, por um período de cinco anos.
Esta medida insere‑se no âmbito do reforço dos meios municipais para a prevenção estrutural de incêndios rurais, permitindo aumentar a capacidade operacional do Município na execução de faixas de gestão de combustível, uma responsabilidade legal no quadro do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.
Findo o período de comodato, o equipamento reverterá definitivamente para o património do Município da Marinha Grande, reforçando de forma permanente os meios próprios ao dispor da autarquia.

No âmbito do contrato agora aprovado, o Município compromete‑se a executar 80 hectares de faixas de gestão de combustível, integradas na rede secundária da responsabilidade municipal, contribuindo de forma direta para a redução do risco de incêndio, a proteção das populações, dos aglomerados urbanos, das infraestruturas e dos espaços florestais.
A atribuição deste equipamento resulta de um programa de mecanização promovido pelo ICNF, que visa apoiar os municípios no desenvolvimento de ações de prevenção e adaptação aos crescentes desafios colocados pelas alterações climáticas e pela intensificação dos incêndios rurais.

A deliberação aprovada autoriza ainda a mobilização dos recursos humanos e financeiros necessários à operacionalização do equipamento, garantindo a sua plena utilização no terreno, em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil e as restantes entidades com responsabilidade na defesa da floresta contra incêndios.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Bloco de Esquerda questiona Governo sobre "crime ambiental" em Oliveira do Hospital: Abate de 508 sobreiros para projeto privado é inaceitável


O Bloco de Esquerda dirigiu hoje uma pergunta ao Ministério do Ambiente e da Energia exigindo esclarecimentos urgentes sobre a autorização de abate de 508 sobreiros em Oliveira do Hospital. A decisão do Governo de atribuir o estatuto de "imprescindível utilidade pública" a um projeto de painéis fotovoltaicos da Sonae Arauco é considerada pelo partido como um erro ambiental e político profundo que subverte a proteção de uma espécie símbolo nacional.

O projeto em causa prevê a destruição de 172 exemplares adultos e 336 jovens para viabilizar uma unidade de autoconsumo fotovoltaico. Para o Bloco de Esquerda, este é um caso claro de "greenwashing", onde a transição energética é utilizada como pretexto para sacrificar património natural e biodiversidade em prol de interesses privados de um grande grupo industrial.

O partido alerta para a gravidade técnica desta decisão, uma vez que o sobreiro é reconhecido como uma "árvore bombeira" pela sua capacidade de manter a humidade do solo e criar resiliência contra o fogo. Numa zona de alto risco de incêndio, a remoção destas barreiras naturais e a eliminação de caminhos florestais públicos essenciais para o combate a fogos representam uma ameaça direta à segurança das populações de Oliveira do Hospital.

O Bloco de Esquerda contesta ainda o argumento governamental de "inexistência de alternativas", apontando a presença de terrenos viáveis num raio de cinco quilómetros que não exigiriam o abate de povoamentos protegidos nem o atentado paisagístico na encosta do Vale do Alva.

Na pergunta enviada ao Ministério, o Bloco de Esquerda confronta o Governo com as seguintes questões:

Por que razão não foram consideradas as alternativas de localização num raio de cinco quilómetros que evitariam a destruição do sobreiral e o impacto paisagístico no Vale do Alva, conforme defendido pela oposição e especialistas locais?

De que forma justifica o Governo a utilização do estatuto de "utilidade pública" para o abate de 508 sobreiros, ignorando a função técnica destas árvores enquanto barreiras naturais contra o fogo em zonas de alto risco de incêndio?

Como garante o Governo a segurança das populações de Oliveira do Hospital face à eliminação de caminhos florestais essenciais ao combate a incêndios prevista neste projeto fotovoltaico?

O Bloco de Esquerda reafirma que o Estado não pode abdicar da proteção de áreas classificadas em troca de contrapartidas financeiras ou replantações que não substituem o valor ecológico de uma floresta adulta e estabelecida.

*Bloco de Esquerda de Coimbra
coimbradistrito.bloco.org
adere.bloco.org