segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Gastronomia e cartaz musical diversificado. FESTIVAL DA JUVENTUDE & FRANCESINHA ESTÁ DE REGRESSO AO CENTRO DE CASTELO DE PAIVA


É já no próximo fim de semana, dias 21 e 22 de Agosto, que o Festival da Juventude & Francesinha regressa ao espaço do Largo do Conde, depois de um interregno registado nos últimos anos, para apresentar um novo formato com dois dias de música, animação, gastronomia e grande convívio na zona central de Castelo de Paiva.
A festa das francesinhas volta assim ao Largo do Conde, agora integrada num formato diferente de Festival e no contexto de uma grande celebração dedicada à juventude, que vai juntar gastronomia e música num fim de semana especialmente fantástico, sendo que, esta iniciativa municipal promete transformar o “ coração “da vila num ponto de encontro com muita música, animação, gastronomia e convívio, assinalando uma aposta renovada em iniciativas direccionadas para o público jovem e famílias da região. 
Para acompanhar a oferta gastronómica, a organização preparou um cartaz musical que junta diversos géneros, desde o hip-hop ao samba, passando pela música de dança e comédia, registando-se que o alinhamento de artistas para Sexta- Feira, conta com as actuações do músico Master Jake, a participação do humorista João Seabra e a exibição do grupo PT Dance Academy, além das sessões de animação nocturna a cargo dos DJ Cancela e DJ Duart. 
A iniciativa prossegue na noite de Sábado, com a subida ao palco principal do rapper Piruka, um dos nomes de maior destaque na música urbana nacional, e o programa da segunda noite inclui ainda o projecto musical Samba do Edu e as actuações dos DJ Rui Teixeira e DJ John Diaz. 
A organização deste certame resulta de uma parceria conjunta estabelecida entre o Município de Castelo de Paiva, o Projecto V.I.D.A. da Associação de Desenvolvimento Rural Integrado das Serras de Montemuro, Gralheira e Arestal (ADRIMAG) e a Associação Comercial e Industrial de Castelo de Paiva. 

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa

PASSEIO PEDESTRE | Da Cerca ao Coração da Marinha Grande . 30 de agosto de 2026

 O Município da Marinha Grande vai realizar, no próximo 30 de agosto de 2026, um passeio “Da Cerca ao Coração da Marinha Grande”, no âmbito do Projeto dos Passeios Pedestres, iniciado em 2002, que promove a atividade física regular, o lazer saudável e a valorização do património natural do concelho. 
Esta iniciativa gratuita convida a população a participar numa manhã dedicada à saúde, ao bem estar e ao contacto com a natureza, promovendo igualmente o convívio e o fortalecimento dos laços comunitários num cenário natural único. 
Entre a Cerca, os antigos aceiros e o centro histórico da cidade, este passeio pedestre de 10 km percorre diferentes espaços da cidade, entrecruzando a natureza à memória coletiva e ao património local. Oferece, assim, uma forma única de conhecer a Marinha Grande, caminhando pelos lugares que contam a sua história e que definem a sua identidade.
O percurso tem início no Parque da Cerca, um dos espaços mais emblemáticos da cidade, profundamente ligado à história da antiga Fábrica de Vidros da Marinha Grande e ao legado da família Stephens. A partir daí, segue pelas Eiras e por antigos caminhos e aceiros da floresta, proporcionando uma viagem pelos locais que testemunham a evolução do território e a sua estreita ligação à mata. O percurso termina junto ao Arquivo Municipal, um espaço de referência na preservação da memória coletiva, onde se encontram documentos e testemunhos essenciais para compreender a história e o desenvolvimento da Marinha Grande.
Detalhes do passeio: 
Data: 30 de agosto de 2026 
Hora: 09h00 
Concentração: Parque de estacionamento junto ao Arquivo Municipal 
Distância: 10 km 
Duração aproximada: 2 horas 
Dificuldade: Moderada/Alta  
Tipo de piso: Asfalto e arenoso 
Participação: Gratuita e aberta a todos 
O Município da Marinha Grande convida todos os interessados a juntarem-se a esta jornada de atividade física, descoberta, convívio e valorização do património local. 
A participação é gratuita e aberta a todos. 

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Alentejo valoriza Vinhas Velhas e Centenárias e alarga certificação do Vinho de Talha a toda a região


Novas regras valorizam o património vitivinícola alentejano e reforçam a estratégia de valorização e premiumização dos Vinhos do Alentejo

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) criou as denominações “Vinhas Velhas” e “Vinhas Centenárias” e alargou a possibilidade de certificação do Vinho de Talha a toda a região do Alentejo. As novas medidas, aprovadas por unanimidade em Conselho Geral da CVRA, contribuem para a proteção do património vitivinícola alentejano e integram o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, que pretende aumentar o valor gerado pela fileira vitivinícola e reforçar o posicionamento dos Vinhos do Alentejo nos mercados nacional e internacional.

A criação das denominações “Vinhas Velhas” e “Vinhas Centenárias” estabelece um enquadramento específico para a valorização de vinhos provenientes de parcelas de vinha com características associadas à sua idade. A denominação “Vinhas Velhas” aplica-se a vinhas com, no mínimo, 35 anos, enquanto a denominação “Vinhas Centenárias” é atribuída a vinhas com registo anterior a 1931.

Com estas novas denominações, a CVRA pretende contribuir para a preservação de um património vitivinícola que atravessa gerações, reconhecendo o valor das vinhas mais antigas da região e reforçando a identidade dos Vinhos do Alentejo.

No caso do Vinho de Talha, a regulamentação agora aprovada resulta de um trabalho desenvolvido pela CVRA, nos seus Grupos Técnicos e auscultando enólogos, especialistas nesta tipologia de vinho, historiadores e outros profissionais do setor. O trabalho permitiu definir, com rigor, os critérios associados ao método de produção e criar um novo enquadramento para a certificação desta tipologia em toda a região vitivinícola do Alentejo.

A principal novidade passa pela possibilidade de certificação do Vinho de Talha produzido em qualquer uma das sub-regiões do Alentejo. Ao alargar a certificação a toda a região, a CVRA reforça a proteção desta tradição, reconhecendo a diversidade de territórios onde o Vinho de Talha continua a ser produzido e criando condições para a sua afirmação enquanto produto diferenciador dos Vinhos do Alentejo.

A produção de Vinho de Talha mantém-se no Alentejo há mais de dois mil anos, constituindo uma das expressões mais antigas da tradição da região. O método distingue-se pela utilização de talhas de barro no processo de vinificação e constitui um dos elementos mais característicos do património vitivinícola alentejano.

As duas medidas contribuem também para a estratégia de premiumização dos Vinhos do Alentejo. A produção de vinhos provenientes de vinhas antigas e de Vinho de Talha está associada, tradicionalmente, a menores rendimentos e a processos de produção mais exigentes, com impacto nos custos de produção. O novo enquadramento permite, assim, criar condições para a produção e comercialização de vinhos associados a características diferenciadoras e a um maior valor acrescentado.

Para Luís Sequeira, presidente da CVRA, “o reconhecermos o valor das nossas vinhas mais antigas e ao definirmos, com rigor, o método de produção do Vinho de Talha, estamos a preservar um património único e a criar condições para o desenvolvimento de vinhos premium, reforçando a diferenciação, a competitividade e a criação de valor para os Vinhos do Alentejo.”

As novas medidas integram o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, que define as principais prioridades para o desenvolvimento da região até ao final da década. A proteção do património, a diferenciação e o aumento do valor gerado pela fileira vitivinícola constituem algumas das linhas orientadoras deste plano, que pretende reforçar a capacidade dos Vinhos do Alentejo para responder às tendências do mercado e afirmar-se nos mercados internacionais.

SOBRE A COMISSÃO VITIVINÍCOLA REGIONAL ALENTEJANA:
A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) foi criada em 1989 e é responsável pela proteção e defesa da DOC Alentejo e da Indicação Geográfica Alentejano, certificação e controlo da origem e qualidade, promoção e fomento da sustentabilidade. Assumindo elevados padrões de rigor, transparência e imparcialidade, a CVRA é um organismo certificador acreditado pela ISO/IEC 17065:2014, com os seus laboratórios de análises físico-químicas e sensoriais acreditados pela ISO/IEC 17025:2018. Acresce ainda a certificação pela ISO 14001:2015, devido ao forte compromisso ao nível ambiental da CVRA.

O Alentejo é líder nacional em vinhos certificados, com cerca de 40% de valor total das vendas num universo de 14 regiões vitivinícolas em Portugal. Com uma área de vinha de 23,3 mil de hectares, 30% da sua produção tem como destino a exportação para cinco destinos principais, designadamente Brasil, Suíça, EUA, Reino Unido e Polónia.

Uma das duas únicas regiões do mundo que produz Vinho de Talha há mais de dois mil anos, o Alentejo é ainda detentor de uma iniciativa pioneira, o “Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo”, que tem como objetivo melhorar as práticas utilizadas nas vinhas e adegas, produzindo uvas e vinho de qualidade e economicamente viáveis.

*SARA INÊS GRAÇA
**FILIPA GUIMARÃES

20 idosos desaparecidos por mês em Portugal: casos disparam com o calor


  • Só a PSP registou nos últimos anos 2600 idosos desaparecidos
  • 140 nunca foram encontrados
  • A desidratação, confusão e deterioração cognitiva convertem as ondas de calor num fator de risco ainda maior
  • 17 de agosto de 2026. 
Portugal, a par com a Europa, enfrenta um verão marcado por súbitas ondas de calor, com temperaturas muito elevadas, e uma crescente preocupação entre as famílias para com os idosos. Os peritos alertam que as sucessivas ondas de calor elevam o risco de desaparecimentos neste grupo etário. De acordo com os últimos dados da Polícia de Segurança Pública, nos últimos dez anos registaram-se em Portugal 2600 idosos desaparecidos, o que supõe uma média de 20 por mês. Destes, 140 nunca foram encontrados.
O aumento das temperaturas durante os meses de verão converteu-se num fator de risco para as pessoas idosas. Tal como alertam os peritos da SaveFamily, as ondas de calor podem provocar golpes de calor, quadros de desidratação, fadiga, tonturas, náuseas e confusão, especialmente entre pessoas idosas que vivem sozinhas ou têm tratamentos farmacológicos que podem alterar a sua capacidade de resposta frente ao calor extremo. Estes episódios também se agravam em pessoas com doenças neurodegenerativas ou com problemas de memória.
Além do mais, durante o verão as saídas ao exterior, os passeios e as atividades ao ar livre também aumentam. Em pessoas com Alzheimer, demência ou outros transtornos cognitivos, esta maior mobilidade coincide com uma redução das rotinas habituais ou visitas a segundas residências e, em muitos casos, com uma menor supervisão familiar devido às férias e deslocações.
A combinação do calor extremo, mudanças de hábitos e patologias associadas ao envelhecimento podem provocar que se sintam desorientados. Quando estas situações se produzem fora de casa, a pessoa pode ser incapaz de regressar pelos seus próprios meios ou de solicitar ajuda, levando a que se disparem os casos de desaparecimentos e se dificultem os trabalhos para a sua localização.
“Cada verão observamos uma maior preocupação das famílias porque o calor extremo pode acelerar os processos de desorientação em pessoas com deterioração cognitiva ou problemas de memória. Uma pessoa que sai para caminhar com normalidade pode sofrer um episódios de confusão provocado pela desidratação ou por um golpe de calor e perder a capacidade de se orientar. Por isso insistimos na prevenção e no uso de ferramentas que permitam localizar rapidamente uma pessoa vulnerável”, explica Jorge Álvarez, CEO de SaveFamily.
Tecnologia para prevenir desaparições
Perante esta situação, cada vez mais famílias recorrem a dispositivos de localização em tempo real para reforçar a segurança dos seus seres queridos. A venda de relógios inteligentes desenhados para pessoas idosas disparou 20% no último ano ao incorporar funções como geolocalização GPS, botão SOS, chamadas diretas, deteção automática de quedas e monitorização de sinais vitais, permitindo atuar com rapidez frente a uma emergência.
“Muitas famílias não podem acompanhar diariamente os seus pais ou avós devido ao trabalho, a distância ou as suas próprias obrigações. A tecnologia converteu-se num apoio fundamental para manter a autonomia das pessoas idosas sem renunciar à segurança”, refere ainda Álvarez.
Neste tipo de desaparições, o tempo de reação é determinante. Os peritos da SaveFamily explicam que as primeiras horas desde que se constata a ausência são decisivas para ativar a busca e realizar as primeiras gestões de localização. Em episódios de calor extremo, esta janela reduz-se ainda mais: uma pessoa idosa desorientada, desidratada ou exposta ao sol pode sofrer uma rápida deterioração física, pelo que contar com sistemas de aviso imediato, geolocalização ou botão SOS pode marcar a diferença entre um incidente pontual ou uma emergência grave.
Os especialistas recomendam que as pessoas idosas evitem a exposição ao sol durante as horas centrais do dia, mantenham uma hidratação adequada e contem com os sistemas de localização ou comunicação imediata em caso de emergência. Com ondas de calor extremas como as que se têm feito sentir, a prevenção consolida-se como a melhor ferramenta para reduzir o risco de desaparecimentos e proteger um dos grupos mais vulneráveis da sociedade.

Acerca de SaveFamily
A SaveFamily é uma empresa espanhola líder no desenvolvimento de smartwatches com GPS para crianças e idosos. Desde 2017 trabalha para aproximar a tecnologia às famílias com dispositivos pensados para melhorar a comunicação, a segurança e a autonomia dos utilizadores. 
A empresa está presente em mais de 43 países e serve a mais de um milhão de famílias através de uma ampla gama de dispositivos tecnológicos orientados para a segurança e o bem-estar.

*IFernandes
Newsline Agência de Comunicação


Marinha Grande | MAIS UMA SEMANA DE CULTURA EM SÃO PEDRO DE MOEL

 São Pedro de Moel, um dos principais destinos de verão da região, oferece cultura e animação aos seus residentes e visitantes com um programa de animação cultural e recreativa que decorre entre 7 de agosto e 20 de setembro de 2026, promovido pelo Município da Marinha Grande. 
Residentes e visitantes poderão participar em dezenas de iniciativas culturais e recreativas gratuitas, que incluem espetáculos de teatro, concertos, encontros literários, apresentações de livros, oficinas criativas, atividades de expressão artística, sessões de yoga, cinema infantojuvenil, horas do conto, caças ao tesouro literárias e iniciativas ligadas à natureza e ao estímulo da criatividade. Paralelamente, diversas exposições temporárias convidam o público a explorar temáticas como a sustentabilidade, a memória, a paisagem, a identidade e a arte contemporânea. 
Nesta semana, de 19 de agosto a 23 de agosto, destacamos a sessão de À CONVERSA COM a atriz Amélia Videira, bem como o Passeio Poético com os personagens Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço, interpretados respetivamente por Miguel Linares e Carolina Santarino.
A participação nas atividades é gratuita. 
 
PROGRAMA DE ATIVIDADES | 19 de agosto a 23 de agosto 
19 de agosto . 4ª feira 
  
16h30-18h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE EXPRESSÃO DRAMÁTICA com Francisca Marques, da Dar´te & Move´te 
O Judo Clube da Marinha Grande traz o projeto Dar´te & Move´te a São Pedro de Moel, com a modalidade de Expressão Dramática. 
Público-alvo: maiores de 12 anos 
  
17h30-18h00 . BAMBI 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
19h00-21h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE INICIAÇÃO AO TEATRO com Carolina Santarino 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
22h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
INAUGURAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES VOLTAS de Leonor Oliveira, e SILENT WITNESSES de Dermott Allen 
Voltas é uma exposição de acrílico sobre tela sobre os ciclos que moldam a vida. Sobre os lugares que deixamos e aqueles a que inevitavelmente regressamos. Sobre memórias que permanecem suspensas no tempo e experiências que nos transformam (sala Azul) 
“Pedra de Baixo é um lugar mágico único de beleza e maravilhas, onde se pode caminhar, limpar a mente e curar o corpo e a alma. Tentei capturar um pouco dessa beleza e magia no meu trabalho.” (sala Mar) 
Exposições patentes: Retrospectiva de António Pedro Rosa e Natureza na Arte de Paulo Baptista 
  
20 de agosto . 5ª feira 
  
16h00-17h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
CAÇA AO TESOURO LITERÁRIO com Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço 
Público-alvo: maiores de 6 anos 
  
16h00-16h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
SESSÃO DE CINEMA INFANTO-JUVENIL 
Público-alvo: maiores de 6 anos 
  
16h30-18h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE MODELAÇÃO com Sara Martins 
Conhecer, experimentar, modelar, criar e pintar em massa de modelar. 
Público-alvo: dos 6 aos 12 anos 
  
18h30-19h00 . BAMBI 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
22h00-23h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
SESSÃO DE CINEMA 
Público-alvo: maiores de 16 anos 
  
21 de agosto . 6ª feira 
  
16h00-17h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
PASSEIO POÉTICO 
Passeio por São Pedro de Moel onde as personagens de Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço acompanham o público, partilhando poesia do poeta, de outros poetas ou textos originais que o público possa trazer. 
Público-alvo: geral 
  
16h30-18h30 . PRAÇA AFONSO LOPES VIEIRA 
PREPARAÇÃO FÍSICA com Daniel Piló, da Dar´te & Move´te (Judo Clube da Marinha Grande) 
Público-alvo: maiores de 12 anos 
  
18h30-19h00 . BAMBI 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
  
22h00-23h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
À CONVERSA COM a atriz Amélia Videira 
Conversa sobre a vida da atriz Amélia Videira. 
Público-alvo: maiores de 12 anos 
  
22 de agosto . sábado 
  
10h30-12h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
OFICINA DE TEATRO com Miguel Linares 
Público-alvo: dos 6 aos 14 anos 
  
23 de agosto . domingo 
  
18h00-20h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
"HIGYA - Arte e plantas medicinais" com João Barroso 
Passeio e recoleção de plantas medicinais e atelier de artes gráficas, gravura/monotipias. 
  
22h00-22h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR 
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE” 
Público-alvo: jovens e adultos 
 
NOTA: A inscrição nas atividades não é obrigatória, sendo, no entanto, recomendada, uma vez que a lotação é limitada. As inscrições efetuadas serão garantidas até 15 minutos antes do início de cada atividade. Findo esse período, as vagas disponíveis serão atribuídas por ordem de chegada. 
  
EXPOSIÇÕES 
RETROSPETIVA, de António Pedro, patente até 20 de setembro, na Sala Cosmos. 
Retrospetiva traz obras em tinta da China, tinta da China aguarelada, colagem de pedras e de pequenos fragmentos de vidro pintados, dos períodos mais marcantes da vida artística do autor. 
NATUREZA NA ARTE, de Paulo Baptista, patente até 20 de setembro, na Sala Afonso Lopes Vieira. 
Esculturas e quadros com paisagens naturais, que enobrecem os espaços e revelam-nos os sinais da força e da vitalidade presentes nos elementos naturais, como a madeira da videira e da oliveira. 
VOLTAS, de Leonor Oliveira, patente de 19 de agosto a 06 de setembro, na Sala Azul. 
É uma exposição de acrílico sobre tela sobre os ciclos que moldam a vida. Sobre os lugares que deixamos e aqueles a que inevitavelmente regressamos. Sobre memórias que permanecem suspensas no tempo e experiências que nos transformam. 
SILENT WITNESSES, de Dermott Allen, patente de 19 de agosto a 06 de setembro, na Sala Mar. 
É uma exposição de desenhos alusivos à importância da sustentabilidade do planeta e de proteger as espécies em risco de extinção. 
 
 A programação completa pode ser consultada no site do Município da Marinha Grande, AQUI.
 
Organização: Câmara Municipal da Marinha Grande 

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Opinião - O Olho de Hórus: uma tatuagem com 5.000 anos de História


O verão é também a época em que mais facilmente reparamos nas tatuagens que cobrem a pele, quando os braços, as pernas, os ombros e as costas deixam de estar escondidos pela roupa e revelam símbolos escolhidos por pessoas de todas as idades. Entre esses desenhos, há um que continua a despertar particular curiosidade: o Olho de Hórus, uma imagem que muitos associam hoje à protecção, ao conhecimento ou ao mistério, mas cuja verdadeira história nos leva milhares de anos para trás, até ao coração da civilização egípcia.
Para um historiador dos símbolos, o Olho de Hórus é particularmente interessante porque não pode ser reduzido a uma única definição. Os símbolos não são palavras de um dicionário, com um significado imutável que atravessa os séculos sem sofrer alterações. Pelo contrário, são construções culturais que acumulam sentidos, respondem às sociedades que os utilizam e podem ser reinterpretados quando passam de uma época para outra. O Olho de Hórus é precisamente um desses casos extraordinários em que uma imagem criada num contexto religioso muito específico conseguiu sobreviver durante milhares de anos, atravessando diferentes formas de conhecimento e chegando ao século XXI gravada na pele de quem talvez desconheça grande parte da sua história.
O seu nome está ligado a Hórus, uma das principais divindades do antigo Egipto, frequentemente representado sob a forma de um falcão ou de um homem com cabeça de falcão. Hórus estava associado ao céu e à realeza e assumia uma importância particular na própria concepção egípcia do poder, estando a figura do faraó profundamente relacionada com a dimensão divina da sua existência. O seu mito, porém, não pode ser separado de Osíris, Ísis e Seth, formando uma das narrativas fundamentais da religião egípcia.
Osíris, associado à fertilidade, à morte e à regeneração, foi morto por Seth, seu irmão e adversário, num conflito que simbolizava também a oposição entre ordem e caos. Ísis procurou recuperar o corpo de Osíris e Hórus, filho de ambos, acabaria por enfrentar Seth numa longa disputa pelo poder e pela legitimidade. É durante esse conflito que surge um dos episódios fundamentais para compreender o Olho de Hórus: Hórus perde um dos olhos, que posteriormente é recuperado e restaurado.
É aqui que o símbolo ganha uma profundidade que muitas das suas utilizações contemporâneas acabam por ignorar. O olho não representa apenas a visão. Representa uma coisa que foi ferida e voltou a estar completa, uma perda que foi reparada, uma integridade que regressou depois da destruição. O símbolo contém, portanto, uma ideia de regeneração que se encontra no próprio centro da religião egípcia e que ajuda a explicar a sua utilização como elemento protector.
Os Egípcios chamavam a este olho restaurado wedjat, termo habitualmente traduzido como “inteiro”, “completo” ou “restaurado”. A palavra é importante porque nos recorda que estamos perante algo mais complexo do que uma simples representação anatómica. O olho tornou-se uma imagem de integridade e protecção, sendo utilizado em amuletos e colocado em contextos relacionados com a vida e com a morte. O seu poder simbólico resultava precisamente daquilo que representava: se o olho de Hórus podia ser destruído e depois restaurado, também o indivíduo podia aspirar à protecção e à continuidade para além da experiência da morte.
Não é por acaso que o Olho de Hórus aparece associado ao universo funerário egípcio. Os amuletos tinham uma função essencial na cultura material do antigo Egipto e não devem ser confundidos com simples objectos ornamentais. Eram elementos dotados de significado religioso e protector, destinados a acompanhar o indivíduo e a assegurar determinadas condições de protecção no mundo dos vivos ou na passagem para o além. O Olho de Hórus, enquanto símbolo de restauração, encaixava de forma particularmente poderosa nessa concepção.
Existe ainda uma característica do símbolo que merece atenção: o seu desenho não é um simples olho humano estilizado. As suas linhas, a sobrancelha, a zona inferior e os elementos que prolongam o contorno possuem uma linguagem própria, inserida na tradição iconográfica egípcia. A arte egípcia não procurava simplesmente reproduzir aquilo que os olhos humanos viam. Organizava imagens segundo convenções que permitiam transmitir ideias religiosas, políticas e cosmológicas. Por isso, interpretar um símbolo egípcio exige sempre mais do que reconhecer a sua aparência.
Esta é uma das razões pelas quais a História dos símbolos é tão fascinante. Uma imagem pode parecer evidente aos nossos olhos modernos e, no entanto, ter sido criada para comunicar ideias que já não fazem parte da nossa cultura. O risco está em projectarmos sobre o passado os significados que hoje atribuímos às imagens. Quando vemos o Olho de Hórus numa tatuagem contemporânea e pensamos imediatamente em protecção, espiritualidade ou conhecimento, estamos já perante uma interpretação moderna, ainda que exista uma relação histórica com algumas dessas ideias.
A própria relação do Olho de Hórus com a matemática tornou-se uma das histórias mais divulgadas sobre o símbolo. Segundo uma interpretação tradicional, as diferentes partes do olho estariam associadas às fracções (1/2), (1/4), (1/8), (1/16), (1/32) e (1/64), correspondendo às diferentes componentes do sistema de representação fraccionária egípcio. Esta associação tornou-se extremamente popular, sobretudo em explicações modernas sobre a cultura egípcia, embora seja necessário algum cuidado histórico: não existe consenso para afirmar de forma simplista que os Egípcios conceberam originalmente o desenho do Olho de Hórus como um sistema matemático de fracções. A tradição posterior estabeleceu uma relação entre essas partes e o sistema fraccionário, mas a realidade histórica é mais complexa.
E é precisamente esta distinção entre aquilo que sabemos, aquilo que interpretamos e aquilo que a tradição posterior construiu que deve interessar a quem estuda símbolos. Um símbolo não é apenas aquilo que os seus criadores quiseram dizer; é também aquilo que as gerações seguintes passaram a ver nele. Ao longo da História, as imagens são constantemente reinterpretadas e, muitas vezes, tornam-se maiores do que o contexto que lhes deu origem.
O Egipto antigo desapareceu enquanto civilização faraónica, os seus templos deixaram de funcionar segundo os cultos para os quais tinham sido construídos e durante séculos os próprios hieróglifos deixaram de ser compreendidos. No entanto, as imagens permaneceram. Estátuas, pinturas, amuletos e inscrições sobreviveram fisicamente ao desaparecimento das sociedades que os produziram e acabaram por despertar novamente a curiosidade de outras civilizações.
A redescoberta moderna do Egipto contribuiu decisivamente para essa sobrevivência simbólica. O interesse europeu pela Antiguidade egípcia ganhou força ao longo da época moderna e atingiu uma dimensão extraordinária entre os séculos XVIII e XIX, acompanhando as viagens, as expedições arqueológicas e o desenvolvimento da Egiptologia. A decifração dos hieróglifos por Jean-François Champollion, em 1822, abriu uma nova etapa no conhecimento científico da civilização egípcia e permitiu que muitos dos símbolos que durante séculos tinham sido observados sem compreensão começassem novamente a ser lidos dentro do seu contexto.
Mas o Egipto que chegou à cultura popular não foi exactamente o Egipto que os arqueólogos começaram a reconstruir. Ao lado da investigação científica desenvolveu-se um imaginário ocidental sobre múmias, faraós, templos secretos, magia, mistérios e conhecimentos perdidos, alimentado pela literatura, pelo cinema, pelo turismo e por diversas correntes esotéricas. O Olho de Hórus encontrou nesse ambiente uma nova vida, desligando-se progressivamente de algumas das suas funções originais e adquirindo novos significados.
É assim que chegamos à tatuagem contemporânea.
Quando alguém decide tatuar o Olho de Hórus, pode estar a procurar protecção, a representar uma ideia de renascimento, a homenagear a cultura egípcia, a identificar-se com uma determinada concepção espiritual ou simplesmente a escolher um símbolo cuja forma lhe parece poderosa e misteriosa. Não existe necessariamente uma única explicação para essa escolha. A tatuagem é, por natureza, uma forma de apropriação simbólica: cada pessoa retira uma imagem de uma tradição e incorpora-a na sua própria história.
Essa transformação não diminui o valor histórico do símbolo. Pelo contrário, demonstra a sua extraordinária capacidade de sobrevivência.
É importante também não confundir o Olho de Hórus com outros símbolos oculares que existem noutras tradições. O chamado “Olho que tudo vê”, frequentemente representado dentro de um triângulo, pertence a uma história iconográfica diferente e foi posteriormente associado a diferentes tradições religiosas, filosóficas e políticas. A semelhança visual entre símbolos não significa necessariamente identidade histórica. Para quem estuda simbologia, esta distinção é fundamental, porque uma das maiores armadilhas na interpretação dos símbolos consiste precisamente em juntar imagens diferentes apenas porque se parecem.
O mesmo acontece com a ideia contemporânea de que todos os símbolos egípcios representam “energia”, “consciência” ou “espiritualidade”. Essas interpretações podem fazer parte da cultura moderna, mas não devem ser confundidas com o significado que os símbolos possuíam no contexto histórico em que foram criados. A função do historiador é precisamente separar a tradição documentada da interpretação posterior, sem deixar de reconhecer que ambas fazem parte da biografia cultural de uma imagem.
O Olho de Hórus permite-nos, por isso, observar uma das grandes leis da História dos símbolos: um símbolo pode sobreviver mesmo quando o mundo que lhe deu origem desaparece. Pode mudar de religião, passar de um templo para um museu, de um amuleto para uma jóia, de uma página de um livro de Egiptologia para o desenho escolhido num estúdio de tatuagem e, em cada uma dessas etapas, adquirir novas camadas de significado.
Talvez seja essa a razão pela qual continua a exercer tanto fascínio. O Olho de Hórus não é apenas uma representação de um olho, nem apenas um símbolo de protecção, nem simplesmente uma referência ao antigo Egipto. É uma imagem de uma ideia que atravessa muitas culturas: a possibilidade de recuperar aquilo que foi perdido e de reconstruir aquilo que foi destruído.
Cinco mil anos depois, essa mensagem continua a ser suficientemente poderosa para alguém decidir gravá-la na própria pele.
E talvez seja essa a maior prova da força de um símbolo: quando a civilização que o criou já pertence à História, ele continua a fazer parte da nossa.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

Portalegre | Três novos dadores em Fronteira


Por motivos imprevistos, esta colheita teve de ser adiada, mas o certo é que já se efetivou e com sucesso. Estivemos na vila de Fronteira e fomos recebidos no centro de saúde, em dia simpático de verão. Para além da equipa da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – esteve presente a Unidade Funcional de Imunohemoterapia da ULSAALE.
22 voluntários inscreveram-se no sentido de doarem sangue. O sexo feminino esteve representado com sete presenças. Novos dadores foram em número de três, o que é sempre motivo de se destacar.
Dois dos fronteirenses presentes não puderam doar sangue nesta jornada, pois assim determinaram os exames clínicos efetuados previamente. Ao todo foram angariadas duas dezenas unidades de sangue total que contribuíram para equilibrar as reservas da região.
A Câmara Municipal de Fronteira apoiou a realização do almoço convívio, no qual participaram os protagonistas deste dia.

22 de agosto em Alpalhão
O calendário da ADBSP tem previstas brigadas proximamente em: Alpalhão (Nisa) no centro cultural, a 22 de agosto; depois no centro de saúde de Montargil, Ponte de Sor, a 29 de agosto. Acontecem as nossas colheitas aos sábados das 09h00 às 13h00, mas não se atrase.


*José Rui Marmelo Rabaça

domingo, 16 de agosto de 2026

Duas centenas de seniores e cuidadores participaram na iniciativa. Município de Cantanhede promove visitas culturais às Festas do Povo de Campo Maior

 
Entre os dias 9 e 12 de agosto, cerca de 200 seniores e cuidadores informais do concelho de Cantanhede participaram em visitas culturais às Festas do Povo de Campo Maior, no âmbito das iniciativas Encontros Seniores – “Envelhecer com Dignidade!” e Gabinete Municipal de Apoio ao Cuidador Informal (GMACI), dinamizadas pela Divisão de Ação Social e Saúde do Município de Cantanhede.
A iniciativa proporcionou aos participantes uma oportunidade de convívio, partilha e contacto com uma das mais emblemáticas manifestações culturais e tradicionais do país, permitindo conhecer de perto a singularidade das Festas do Povo e a dedicação da comunidade de Campo Maior na preparação deste evento.
As Festas do Povo nasceram de um gesto simples, genuíno e profundamente humano: o desejo de celebrar em conjunto. Ao longo de décadas, a comunidade de Campo Maior transformou papel em flor, ruas em jardins e a vila num verdadeiro palco de criatividade e tradição, construindo uma manifestação cultural que ultrapassa fronteiras e afirma-se como expressão de identidade, memória coletiva e participação comunitária.
O Município de Cantanhede reafirma, desta forma, o seu compromisso com a promoção do bem-estar, da inclusão e da participação social da população sénior e dos cuidadores informais, através da dinamização de iniciativas que proporcionam momentos de convívio, proximidade e valorização pessoal, contribuindo para o reforço dos laços comunitários e para a prevenção do isolamento social.

Comunicado: Logística da ADASCA colocada no corredor

No seguimento do comunicado anterior, sobre a retirada da logística da ADASCA das lojas por si ocupadas no Mercado de Santiago, com a CM de Aveiro a manter a sua posição, alegando que não existe alternativa onde o material possa ser armazenado, ainda que temporariamente, em nome da Direcção da ADASCA venho tornar público o seguinte:
Como já é público, no dia 3 do corrente, fomos informados que a reunião com o senhor presidente (alegadamente), agendada para o dia 5 tinha sido adiada sem data. No entanto, foi-nos concedida autorização de acesso à Sede para encaixotar o material, como ainda a retirada do fotocopiador e os computadores.
Entretanto, no dia 7, pelas 16 horas, fui contacto telefonicamente para estar presente numa reunião a realizar no dia 10 às 14 horas no Centro de Congressos. Ali aguardei até às 15:30 horas, sem que alguém me informasse que a mesma tinha sido adiada para o dia 13 às 15 horas. Nesta data, pelas 8:30 horas, encontrava-me na Sede em Santiago quando comecei a sentir dores no peito, onde fui socorrido por alguns comerciantes naquele Mercado, tendo regressado a casa para repouso por recomendação médica, o que me impossibilitou de estar presente na reunião no dia 13, embora não tenha sido contacto, apenas tive conhecimento da mesma pela proprietária da loja que a ADASCA ocupa como armazém.
Informei a senhora Marina Vieira da impossibilidade, e pedi que comunicasse a quem de direito a coordenar a dita reunião, o senhor Horácio Neves, chefe de gabinete. Ao contrário do que foi afirmado pela CM, que optei pela ausência. Sejamos sérios e coerentes connosco próprios.
Em nome da verdade, devemos acrescentar: connosco ninguém da CM de Aveiro falou pessoalmente, olhos nos olhos, nem sequer a sugestão avançada foi tida em conta. Não existe diálogo nem respeito por uma associação que está a completar 20 anos de existência.
A propósito: a cerimónia do 20º. Aniversário não vai realizar-se no auditório do ISCAA, como estava previsto, com este ambiente não estão reunidas as condições para a concretização de tal evento. Lamentamos, não temos duas faces.
Vivemos o sentimento de que esta Câmara Municipal alimenta uma aversão contra a ADASCA. A confiança constrói-se com transparência, diálogo e respeito. Quando não existem respostas a transparência desaparece, essa confiança está seriamente comprometida. A ADASCA e os dadores de sangue por si representados (mais de 3800) merecem respostas, e a ADASCA não deixará de as “exigir” em prol duma causa cada vez mais desprezada: a dádiva de sangue.
Por fim, foi adiantada nova data para a retirada do material: dia 18 do corrente. As imagens deixam-me com o sentimento de estar a ser desventrado. Não estávamos preparados para estes acontecimentos. Ultimatos e ameaças são comuns num processo mal conduzido, num espaço que continua ilegal há dezenas de anos.
A comunidade aveirense deve saber, como a ADASCA está a ser tratada.


As imagens foram feitas em posições diferentes, embora pareçam repetidas. Material que vai necessário num futuro próximo, vai para o lixo. A insensibilidade pessoal, social e política traduz-se nisto. O que ainda nos reserva o futuro?
Quem quiser se solidarizar connosco, envie o seu desagrado para presidencia@cm-aveiro.pt

*Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
(15 de Agosto 2026)
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Comunicado: Adiada Reunião agendada com Presidente da CM de Aveiro (1 de Agosto), primeiro comunicado.

A ADASCA tem recebido, nas umas duas semanas centenas de mensagens a manifestar solidariedade para connosco. Na sua maioria, afirmando que é incompreensível a situação que chegámos, e, a falta de sensibilidade/resposta da parte da CMA.

Destacamos apenas duas, a saber: Dra. Maria Antónia Escoval, Presidente, Conselho Diretivo do IPST: “Agradecemos mais uma vez todo o seu empenho e dedicação e mantemo-nos solidários com todos os esforços realizados. Muito grata pela sua atenção, empenho, dedicação e todo o trabalho realizado em prol da dádiva de sangue”.

Dr. Humberto Rocha, Presidente da Assembleia Geral: “Tomei conhecimento. É um contratento que, espero, seja solucionado rapidamente, com apresentação de nova data para reunião”.

No dia 3 de Agosto recebemos a seguinte comunicação: “Exmo. Senhor Joaquim Carlos,

Serve o presente para informar que, por indisponibilidade de agenda do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, a reunião agendada para o próximo dia 5 de agosto, pelas 11h30, nos Paços do Concelho, não poderá realizar-se.

Lamentamos o incómodo que esta alteração possa causar.

Oportunamente, entraremos em contacto para agendamento de uma nova data”. Não contávamos (digamos assim) com este adiamento sem data.

Estamos preocupados com a situação, tema que toca o coração e convoca a consciência social. Diálogo pressupõe escuta, reciprocidade e o respeito pela diferença. Faltam cada vez mais estes atributos.

Aguardamos que a CM de Aveiro tenha em linha de conta a nossa missão, em prol de quem necessita de componentes sanguíneos. Somos voluntários e não vamos de férias.

Na reunião realizada no dia 1 de Agosto, entre a Direcção, Conselho Fiscal e Assembleia Geral da ADASCA, convocada por mim, sentiu-se na sala a tristeza, o incómodo, o desânimo. Ficámos a olhar uns para os outros, num encolher de ombros, com o peso da impotência sobre nada podermos fazer.

Com adiamento da reunião prevista para próximo o dia 5, supostamente com o senhor presidente da CM, ficamos na passividade, sem acesso ao equipamento na Sede Administrativa.

*Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Aos sábados em setembro: VIN-DIM'ART! regressa à Quinta da Aveleda para celebrar a época das vindimas


Programa de enoturismo combina participação nas vindimas, provas de vinho, gastronomia e workshops inspirados nas tradições portuguesas

Setembro volta a ser mês de vindimas na Quinta da Aveleda, em Penafiel, que prepara uma nova edição do VIN-DIM'ART!, um programa de enoturismo que convida os visitantes a participar nas vindimas e a conhecer algumas das tradições que marcam esta época do ano.

A iniciativa realiza-se nos dias 5, 12, 19 e 26 de setembro e inclui diferentes formatos, adaptados a vários perfis de visitantes. A experiência completa, com duração entre as 10h00 e as 18h00, inclui a participação numa atividade de vindima, o Lanche das Colheitas com prova vínica, uma Oficina do Pão, visita aos Jardins Românticos e à Adega Velha, almoço de inspiração tradicional e um workshop lúdico-cultural, e tem o custo de 90 euros por pessoa.

A Quinta da Aveleda disponibiliza ainda duas modalidades alternativas: o programa VIN-DIM’, entre as 10h00 e as 13h00, que inclui a componente de vindima, prova vínica, Oficina do Pão e visita à quinta, pelo valor de 35 euros por pessoa; e o programa ART!, entre as 15h00 e as 18h00, com visita aos jardins e à Adega Velha e participação num workshop, pelo valor de 20 euros por pessoa.

Cada uma das datas vai ter associado um workshop temático diferente, com propostas dedicadas a tradições e produtos portugueses. A programação arranca a 5 de setembro com um workshop de bordados – lenço dos namorados, desenvolvido pela Aliança Artesanal, seguindo-se uma sessão dedicada ao chocolate, a 12 de setembro, com a Chocolate com Pimenta; um workshop de cerâmica para crianças, a 19 de setembro, dinamizado pelo Claro Atelier; e um workshop de bombos, a 26 de setembro, conduzido por Pedro Oliveira.

O programa inclui também um almoço com sabores tradicionais minhotos, acompanhado por vinhos da Aveleda, das regiões dos Vinhos Verdes e do Douro, com uma seleção de petiscos como rissóis de leitão, pastéis de bacalhau, tábua de enchidos e queijos Aveleda, folhado de alheira com molho de mostarda e mel.

Esta iniciativa reforça a ligação entre o enoturismo e o vasto património cultural da região dos Vinhos Verdes, durante a época das vindimas.
Até 29 de agosto, está disponível uma campanha de reserva antecipada com 15% de desconto.

Mais informações e reservas estão acessíveis em https://fareharbor.com/embeds/book/quintadaaveleda/items/742898/calendar/2026/09/?full-items=yes, através do email enoturismo@aveleda.pt ou pelo telefone +351 255 718 200.

VIN-DIM'ART! 10h00 – 18h00 | 90€ por pessoa
VIN-DIM' 10h00 – 13h00 | 35€ por pessoa
ART! 15h00 – 18h00 | 20€ por pessoa

WORKSHOPS
5 de setembro: Bordados – Lenço dos Namorados, com a Aliança Artesanal
12 de setembro: Chocolate, com a Chocolate com Pimenta
19 de setembro: Cerâmica para Crianças, com o Claro Atelier
26 de setembro: Bombos, com Pedro Oliveira

SOBRE A AVELEDA:
Fundada em 1870, a Aveleda desenvolve a sua atividade na Região dos Vinhos Verdes, no Douro, na Bairrada, no Algarve e, mais recentemente, em Lisboa, contando com uma extensão de vinha de cerca de 600 hectares e 200 colaboradores.

Presente em mais de 85 países, tem como principais mercados os EUA, Brasil, Canadá, Alemanha e França.

Na Aveleda, a sustentabilidade está presente a vários níveis, indo mais além das práticas agrícolas sustentáveis e sendo, desde 2017, a única empresa do setor vitivinícola certificada pelo referencial Entidade Familiarmente Responsável. Em julho de 2024 conquistou a certificação B Corp, um reconhecimento mundial concedido a empresas que respeitam altos padrões de desempenho social e ambiental, transparência e responsabilidade.

*FILIPA GUIMARÃES
**SARA INÊS GRAÇA

Marinha Grande | PAREDÃO DA PRAIA DA VIEIRA GANHA COR


O Município da Marinha Grande congratula os artistas Dos Santos David e Sabrina Carreira, bem como a Associação de Desenvolvimento da Praia da Vieira (ADPV), pela concretização da intervenção artística que renovou a imagem do paredão da Praia da Vieira.
A iniciativa, promovida pela ADPV e realizada com o apoio da Câmara Municipal da Marinha Grande, veio dar uma nova vida a este espaço emblemático, tornando-o mais atrativo para residentes e visitantes e contribuindo para a valorização da frente marítima da Praia da Vieira.
Através da criatividade e dedicação dos artistas, o paredão ganhou novas cores e uma imagem renovada, espelho da identidade desta região, que enriqueceram o espaço.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Centro de Portugal elege na Curia as suas Novas 7 Maravilhas com transmissão na TVI


14 patrimónios disputam este sábado, a partir das 15h00, as sete vagas da região Centro na meia-final nacional das Novas 7 Maravilhas de Portugal.

O património do Centro de Portugal vai estar em grande destaque este sábado, 15 de agosto, com a realização da Final Regional Centro das Novas 7 Maravilhas de Portugal. O Parque das Termas da Curia, em Anadia, recebe, a partir das 15h00, a celebração que irá revelar os sete patrimónios da região apurados para a Meia-Final Nacional da iniciativa. O evento vai ser transmitido em direto pela TVI.

A edição de 2026 das Novas 7 Maravilhas de Portugal é dedicada ao património construído português e registou 629 candidaturas provenientes de todo o território nacional. A Região Centro destacou-se com 163 candidaturas, representativas da grande diversidade da região.
Para Rui Ventura, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, a Final Regional é uma oportunidade para dar a conhecer o património da região e reforçar o seu valor enquanto ativo turístico.

“A Final Regional Centro das Novas 7 Maravilhas de Portugal é um momento de celebração e uma ocasião privilegiada para mostrar ao público nacional a riqueza, variedade e autenticidade da nossa região. Queremos que este evento, no extraordinário Parque das Termas da Curia, seja um convite para que todos descubram o Centro de Portugal, se deixem surpreender pelo que aqui encontram e, sobretudo, queiram voltar”, afirma.
A Final Regional Centro demonstra precisamente a diversidade da região. Os 14 patrimónios finalistas distribuem-se por sete categorias e abrangem diferentes épocas, tipologias e territórios: na categoria “Castelos”, o Castelo de Almourol (Vila Nova da Barquinha) e o Castelo de Leiria; nas “Grandes Obras”, o Aqueduto da Usseira (Óbidos) e a Barragem de Castelo do Bode; na categoria “História”, Centum Cellas (Belmonte) e a Universidade de Coimbra; na “Religião”, o Convento de Cristo (Tomar) e a Sé Velha de Coimbra; no “Século XX”, o Palace Hotel da Curia (Anadia) e o Museu Arte Nova de Aveiro; no “Século XXI”, o Miradouro do Zebro (Oleiros) e o Museu do Azeite da Bobadela (Oliveira do Hospital); e, na categoria “Turismo”, o Jardim do Paço Episcopal (Castelo Branco) e o Vale do Côa.

A realização da Final Regional na Curia acrescenta ainda uma dimensão simbólica ao evento, já que o Palace Hotel da Curia integra a lista de finalistas, na categoria “Século XX”. A Curia constitui um exemplo da forma como o património histórico pode continuar a afirmar-se como recurso turístico e a fazer parte da identidade dos territórios.

“A diversidade dos finalistas diz muito sobre a riqueza da oferta do Centro de Portugal. Temos património romano e medieval, património religioso e científico, arquitetura do século XX e projetos contemporâneos, grandes obras de engenharia e espaços ligados ao turismo e à paisagem. São patrimónios muito diferentes entre si, mas que têm em comum a capacidade de contar a história da região e de despertar a vontade de os conhecer”, acrescenta Rui Ventura.

Dos 14 patrimónios finalistas da Região Centro, sete serão apurados para a Meia-Final Nacional, a 5 de setembro, através de votação pelo público (custo de 1€ + IVA por voto). O processo é auditado pela PwC, garantindo a transparência e o rigor da iniciativa.

Sobre a Turismo Centro de Portugal:
A Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação


Opinião - A Ásia também come Portugal

 Quando pensamos na presença portuguesa na Ásia, pensamos habitualmente nas caravelas que atravessaram o Índico, nas fortalezas construídas ao longo das costas, nas igrejas que ainda hoje testemunham a presença portuguesa, nos grandes nomes da expansão e nas cidades que durante séculos estiveram ligadas às redes comerciais portuguesas, mas raramente pensamos numa dimensão muito mais quotidiana dessa presença, uma dimensão que talvez seja precisamente aquela que melhor demonstra como o contacto entre povos se transforma em cultura: aquilo que aconteceu dentro das cozinhas.
A História também se pode contar à mesa e, no caso português, talvez seja mesmo necessário começar a fazê-lo com maior frequência, porque a expansão portuguesa não significou apenas a circulação de homens, mercadorias e ideias entre continentes, tendo contribuído também para uma extraordinária circulação de produtos alimentares, técnicas culinárias e hábitos de consumo que modificaram sociedades muito distantes de Portugal e que, em alguns casos, continuam presentes nas cozinhas asiáticas contemporâneas.
É importante, desde logo, afastar uma interpretação simplista. Não faz sentido afirmar que os portugueses inventaram a gastronomia asiática, tal como seria absurdo tentar transformar séculos de sofisticadas tradições culinárias indianas, chinesas, japonesas ou malaias numa consequência da presença portuguesa. O que a História demonstra é algo bastante mais interessante: os portugueses participaram numa rede de circulação global que colocou em contacto produtos e técnicas que anteriormente estavam separados por enormes distâncias e, quando esses elementos chegaram às sociedades asiáticas, foram recebidos, adaptados e transformados por culturas que já possuíam tradições gastronómicas próprias.
A malagueta é talvez o exemplo mais extraordinário dessa transformação.
Hoje é difícil imaginar determinadas cozinhas indianas, goesas ou do Sudeste Asiático sem a presença do picante da malagueta, mas a planta não era originária da Ásia, tendo surgido no continente americano e começado a circular pelo mundo depois das viagens ibéricas dos séculos XV e XVI. Os portugueses tiveram um papel particularmente importante nessa circulação, utilizando as suas redes comerciais e os seus diferentes pontos de presença no Atlântico, em África e no Índico para fazer chegar novos produtos a regiões muito distantes da sua origem americana. Estudos sobre a evolução histórica da alimentação indiana identificam precisamente a chegada de produtos americanos e o papel desempenhado pelos portugueses na sua introdução e disseminação, entre os quais se encontra a malagueta.
A ironia histórica é extraordinária, porque um dos sabores que hoje associamos imediatamente à Índia veio de outro continente e entrou no espaço asiático através de uma rede de circulação em que Portugal desempenhou um papel decisivo, embora aquilo que aconteceu depois seja ainda mais importante do que a própria viagem inicial: a malagueta deixou rapidamente de ser um produto estrangeiro e passou a fazer parte das culturas alimentares que a receberam, sendo integrada em receitas, técnicas e hábitos que já existiam muito antes da chegada dos portugueses.
É precisamente aqui que devemos compreender a verdadeira natureza da influência portuguesa, porque influenciar não significa substituir e muito menos significa possuir aquilo que uma outra cultura posteriormente transformou; significa participar num processo de mudança que, ao longo de gerações, produz algo novo e que muitas vezes já não pode ser atribuído exclusivamente a nenhum dos elementos que estiveram na sua origem.
Goa oferece talvez o melhor exemplo dessa realidade, porque foi naquele território que a presença portuguesa encontrou uma das grandes civilizações culinárias da Ásia e onde o contacto entre tradições alimentares distintas produziu algumas das mais interessantes formas de fusão gastronómica do mundo português.
Quando os portugueses chegaram à Índia, encontraram uma sociedade com uma cultura alimentar antiga, complexa e profundamente ligada aos produtos, religiões, costumes e condições naturais do subcontinente, pelo que não seria historicamente correcto imaginar que levaram consigo uma cozinha pronta a substituir a cozinha local. O que aconteceu foi um processo muito mais lento e complexo, no qual ingredientes, técnicas e preparações europeias foram sendo incorporados, modificados e adaptados às realidades locais.
O vindalho constitui um dos exemplos mais conhecidos desse encontro.
A sua história conduz-nos à antiga preparação portuguesa de vinha-d'alhos, associada à utilização de carne marinada em vinho ou vinagre e alho, uma forma de conservação e preparação que ganhou uma nova vida quando entrou em contacto com os ingredientes, os métodos de cozinha e os gostos de Goa. Ao longo do tempo, a vinha-d'alhos portuguesa transformou-se no vindalho goês, que hoje constitui uma das preparações mais conhecidas da cozinha goesa e que não pode ser compreendida sem a história do contacto entre portugueses e indianos. A investigação histórica sobre a evolução da alimentação indiana identifica precisamente esta transformação e demonstra como a chegada dos portugueses contribuiu para alterações profundas na utilização de determinados ingredientes e preparações.
Mas existe uma distinção fundamental que vale a pena preservar: o vindalho contemporâneo não é simplesmente um prato português que permaneceu na Índia. É uma criação gastronómica goesa, nascida de um encontro histórico no qual existe uma componente portuguesa claramente identificável, mas que foi posteriormente recriada por uma sociedade diferente, até adquirir uma identidade própria.
É esta transformação que torna a gastronomia uma fonte histórica tão extraordinária, porque uma receita consegue conservar uma memória de contactos culturais sem deixar de pertencer à sociedade que a recebeu e transformou.
O mesmo fenómeno pode ser observado na história do pão em Goa, onde a presença portuguesa contribuiu para a introdução de determinadas formas de pão que acabaram por ser incorporadas na alimentação local e deram origem a tradições que sobreviveram muito depois do fim do domínio português. O chamado pão goês é hoje parte da identidade alimentar daquela região e demonstra como um elemento introduzido por uma cultura estrangeira pode, com o passar das gerações, tornar-se completamente integrado na cultura local.
É justamente essa capacidade de integração que faz da gastronomia uma espécie de arquivo vivo, porque aquilo que chega como novidade pode, ao fim de algumas gerações, tornar-se tão habitual que a sua origem deixa de ser lembrada pela maioria das pessoas.
O caso japonês é igualmente revelador, sobretudo porque o contacto entre portugueses e japoneses, iniciado no século XVI, produziu consequências que ultrapassaram largamente a esfera comercial e religiosa, deixando marcas na língua, nos hábitos, nos produtos e na alimentação.
Os portugueses chegaram ao Japão num momento particularmente importante da sua história e Nagasaki tornou-se um dos grandes espaços de contacto entre japoneses e europeus, permitindo uma circulação de produtos e conhecimentos que deixou marcas que ainda hoje podem ser reconhecidas. Na doçaria, por exemplo, encontramos palavras e preparações cuja história está relacionada com essa presença portuguesa, sendo o kasutera ou castella, tradicional bolo japonês associado ao pão-de-ló europeu, um dos exemplos mais conhecidos, enquanto o konpeitō mantém no próprio nome uma memória linguística relacionada com o português "confeito".
O mais interessante é que hoje nenhum japonês precisa de considerar o kasutera uma sobremesa estrangeira para que a sua história conserve uma ligação com Portugal, porque o bolo foi completamente integrado na cultura japonesa e transformado de acordo com os gostos, técnicas e hábitos locais, demonstrando que a influência cultural não exige que o elemento original permaneça intacto.
É também neste contexto que surge a discussão sobre a tempura, embora neste caso seja particularmente importante evitar certezas excessivas. Existe uma tradição histórica que relaciona determinadas técnicas de fritura em polme utilizadas no Japão com os contactos estabelecidos com portugueses e outros europeus no século XVI, nomeadamente através dos missionários, sendo frequentemente estabelecida uma relação entre essas práticas e a evolução posterior da tempura japonesa. No entanto, afirmar simplesmente que "a tempura é portuguesa" seria reduzir uma história complexa a uma fórmula demasiado fácil, porque a tempura que conhecemos hoje é inequivocamente japonesa e foi profundamente desenvolvida e transformada no próprio Japão. O que interessa historicamente é perceber que o contacto luso-japonês pode ter contribuído para um processo de transformação culinária que posteriormente adquiriu uma identidade completamente nova.
Se Goa e Nagasaki demonstram como determinados elementos portugueses foram absorvidos por culturas asiáticas, Macau mostra-nos talvez o caso mais extraordinário de todos, porque aí não estamos perante um único prato ou ingrediente, mas perante uma verdadeira cultura gastronómica nascida de séculos de contacto entre diferentes comunidades.
Macau foi durante séculos um espaço de encontro entre portugueses e chineses, mas também entre pessoas provenientes da Índia, da Malásia, de África e de outras regiões ligadas às redes comerciais do Índico e do Sudeste Asiático, e dessa convivência prolongada nasceu uma cozinha que não pode ser reduzida nem à cozinha portuguesa nem à cozinha chinesa. A gastronomia macaense constitui precisamente o resultado desse encontro, incorporando ingredientes, técnicas e memórias de diferentes tradições e transformando-os numa identidade própria.
É por isso que pratos como o minchi, a galinha à africana, o balichão ou diferentes preparações de carne, peixe e marisco devem ser entendidos não apenas como receitas, mas como documentos históricos, porque cada ingrediente e cada técnica podem revelar uma parte das redes humanas que transformaram Macau num dos grandes pontos de encontro entre Oriente e Ocidente.
A gastronomia macaense demonstra ainda outra coisa que frequentemente esquecemos quando estudamos a expansão portuguesa: a cultura não circula apenas de cima para baixo, nem é simplesmente transportada de um território para outro por governadores, militares ou comerciantes. É construída por pessoas concretas, nas casas, nas famílias e nas cozinhas, através de experiências quotidianas que raramente aparecem nos grandes documentos políticos, mas que acabam por sobreviver durante séculos.
É por isso que uma receita pode ser, em determinadas circunstâncias, um documento histórico tão importante como uma carta ou um tratado.
Quando uma família conserva uma preparação durante várias gerações, conserva também uma memória de quem chegou, de quem partiu, de quem casou, de quem comerciou e de quem aprendeu a cozinhar com outra comunidade.
Malaca oferece igualmente um exemplo particularmente interessante deste processo, porque a presença portuguesa se cruzou ali com tradições malaias, chinesas e indianas, produzindo uma herança cultural que ainda hoje pode ser identificada em determinadas comunidades e preparações. Mais uma vez, não estamos perante uma cozinha simplesmente portuguesa, mas perante uma cozinha transformada pelo contacto com Portugal e, ao mesmo tempo, profundamente marcada pelas sociedades asiáticas que receberam essa influência.
Talvez esta seja a melhor maneira de compreender a presença portuguesa na Ásia: não procurando encontrar Portugal intacto em cada prato, mas procurando perceber aquilo que aconteceu quando Portugal entrou em contacto com outras culturas.
Porque a História não é uma fotografia.
É um processo.
Um ingrediente viaja, uma receita é adaptada, uma técnica é modificada, uma palavra muda de pronúncia e, ao fim de algumas gerações, já ninguém sabe exactamente onde começou a história.
A expansão portuguesa foi também isto.
Foi uma extraordinária circulação de sabores.
Enquanto os portugueses levavam produtos de um continente para outro, também recebiam produtos que transformariam a própria alimentação europeia e portuguesa. A expansão não foi, portanto, uma estrada de sentido único, mas uma rede de circulação em que alimentos provenientes das Américas, da África e da Ásia chegaram a Portugal e contribuíram para modificar a nossa própria cozinha.
A malagueta que chegou às cozinhas asiáticas também entrou na cozinha portuguesa.
O açúcar, as especiarias e muitos outros produtos que durante séculos foram associados ao comércio oriental tornaram-se elementos fundamentais da cultura alimentar portuguesa.
A História da gastronomia portuguesa é, por isso, inseparável da História da expansão.
E talvez seja precisamente aqui que Portugal ainda tenha uma história extraordinária para contar.
Durante demasiado tempo, quando explicámos a expansão portuguesa, concentrámo-nos nos mapas, nas rotas marítimas, nas batalhas, nos tratados e nos monumentos, esquecendo frequentemente aquilo que aconteceu depois de os navios chegarem aos portos e de os comerciantes estabelecerem as suas redes.
Mas a verdadeira dimensão de uma presença histórica mede-se também pela capacidade de deixar marcas na vida quotidiana.
Uma fortaleza pode testemunhar que os portugueses estiveram num determinado lugar, mas uma receita pode demonstrar que houve contacto suficiente para que duas culturas transformassem mutuamente os seus hábitos, e essa transformação pode ser ainda mais reveladora do que um monumento, porque mostra aquilo que aconteceu não apenas entre governos, mas entre pessoas.
É precisamente por isso que, quando pensamos na História da presença portuguesa na Ásia, não devemos perguntar apenas onde permanecem os vestígios físicos do nosso passado, mas também onde continuam a existir histórias portuguesas que deixámos progressivamente de reconhecer como nossas, porque uma cultura não sobrevive apenas através dos monumentos que constrói ou dos documentos que arquiva, sobrevivendo igualmente através de hábitos quotidianos que podem atravessar séculos sem que as gerações seguintes tenham consciência da sua origem.
Talvez algumas dessas histórias estejam hoje numa cozinha de Goa, numa pastelaria de Nagasaki, numa casa de Macau ou numa mesa de Malaca, não porque essas comunidades tenham conservado Portugal de forma artificial, como se fossem museus de uma presença desaparecida, mas precisamente porque foram capazes de transformar aquilo que receberam e integrá-lo nas suas próprias culturas, dando origem a tradições que hoje pertencem legitimamente aos povos que as construíram. É essa transformação que torna a influência portuguesa tão interessante, porque a sua importância histórica não se mede pela quantidade de elementos que permaneceram inalterados, mas pela capacidade que alguns desses elementos tiveram de entrar em novas sociedades, adaptar-se a novos gostos e sobreviver com novas identidades.
Um prato que ninguém associa hoje a Portugal pode, por isso, esconder uma história que atravessa o século XVI e nos conduz de volta aos navios que ligaram Lisboa ao Atlântico, ao Índico e ao Extremo Oriente, num tempo em que a circulação de ingredientes e técnicas culinárias acompanhava a circulação de mercadores, missionários, soldados e famílias, criando uma primeira globalização dos sabores muito antes de a palavra globalização fazer parte do nosso vocabulário. Quando hoje encontramos determinados produtos americanos numa cozinha asiática, uma preparação portuguesa transformada em Goa, uma tradição doce no Japão ou uma receita de matriz multicultural em Macau, estamos perante testemunhos de uma História que não pode ser explicada apenas através da política ou da economia, porque também se encontra inscrita na alimentação e nas escolhas quotidianas das pessoas.
É por isso que a gastronomia merece ser levada mais a sério enquanto fonte para a História de Portugal, não como uma forma de reivindicar para o nosso país tudo aquilo que teve alguma relação com a presença portuguesa no mundo, mas como uma oportunidade para compreender a dimensão dos contactos que estabelecemos e, sobretudo, a forma como esses contactos foram apropriados e transformados por outras sociedades. A grandeza desta História não está em afirmar que a Ásia come pratos portugueses, mas em perceber que, em determinados pratos asiáticos, permanecem vestígios de uma longa história de encontros em que Portugal foi um dos intervenientes e que deixou marcas que sobreviveram à própria presença política portuguesa.
Durante demasiado tempo, ensinámos a expansão portuguesa sobretudo através dos mapas, das rotas marítimas, das batalhas, das fortalezas e dos nomes dos homens que comandaram expedições e governos, quando talvez seja igualmente importante perguntar o que aconteceu depois de os navios chegarem aos seus destinos e depois de os portugueses começarem a viver, comerciar e constituir comunidades nesses lugares. Os mapas mostram-nos até onde chegaram os portugueses, mas são as cozinhas que, muitas vezes, nos permitem perceber aquilo que aconteceu quando chegaram, porque uma receita adaptada, um ingrediente incorporado ou uma técnica transformada revelam um contacto cultural que não encontramos necessariamente nos grandes acontecimentos políticos.
A História de Portugal está, portanto, em muito mais lugares do que aqueles que normalmente procuramos, encontrando-se naturalmente nas fortalezas de Goa, nas igrejas de Macau, nos documentos de Nagasaki e nos vestígios das antigas comunidades portuguesas de Malaca, mas encontrando-se também em cozinhas onde já ninguém pensa necessariamente na origem portuguesa de determinados sabores, porque aquilo que começou como elemento estrangeiro foi lentamente absorvido até se tornar parte de uma identidade local. E talvez seja precisamente essa a forma mais interessante de medir a influência de uma cultura: não pela capacidade de permanecer intacta, mas pela capacidade de viajar, encontrar outras culturas, ser transformada por elas e, apesar dessa transformação, continuar a deixar uma marca reconhecível na História.
A presença portuguesa na Ásia não pode ser reduzida àquilo que Portugal levou consigo, porque também foi profundamente marcada por aquilo que recebeu, aprendeu e transformou, numa circulação de pessoas, produtos e conhecimentos que modificou a própria sociedade portuguesa e ajudou a construir aquilo a que hoje chamamos cozinha portuguesa. A expansão foi, nesse sentido, uma experiência de ida e volta, e talvez seja essa uma das razões pelas quais a sua dimensão gastronómica continua a ser tão fascinante: enquanto os portugueses levavam ingredientes e preparações para outros continentes, traziam consigo novos produtos, novas técnicas e novos hábitos, contribuindo para uma transformação alimentar que ultrapassou largamente as fronteiras do império.
Quando olhamos para essa História através da gastronomia, percebemos então que a presença portuguesa no mundo não terminou quando os portugueses deixaram de controlar territórios, porque determinadas influências continuaram a circular independentemente do poder político e foram incorporadas por sociedades que lhes deram novos significados. O vindalho continuou a ser preparado em Goa, o kasutera tornou-se parte da tradição japonesa, a gastronomia macaense desenvolveu uma identidade própria e muitos ingredientes que atravessaram os oceanos deixaram de ser vistos como estrangeiros por aqueles que os incorporaram nas suas cozinhas.
É nessa capacidade de viajar e de se transformar que reside uma das características mais extraordinárias da História portuguesa, porque Portugal foi suficientemente pequeno para procurar o mundo e suficientemente aberto para trazer o mundo consigo, participando numa circulação cultural que deixou marcas muito para além das fronteiras do território português. Talvez por isso seja altura de deixarmos de olhar para a expansão apenas como uma sucessão de viagens e conquistas e começarmos também a olhar para ela como uma história de encontros, na qual os alimentos, as receitas e os hábitos quotidianos desempenharam um papel que merece ser estudado com a mesma atenção que dedicamos aos grandes acontecimentos políticos.
Quando um viajante contemporâneo come um vindalho em Goa, prova um kasutera em Nagasaki ou descobre a complexidade da gastronomia macaense em Macau, pode não pensar em Portugal e não tem sequer obrigação de o fazer, porque essas cozinhas pertencem hoje às sociedades que as desenvolveram e transformaram; mas o historiador sabe que por detrás de alguns desses sabores existe uma longa cadeia de contactos, viagens e adaptações que não pode ser apagada simplesmente porque as receitas adquiriram uma nova identidade.
E talvez seja essa a melhor maneira de compreender a verdadeira dimensão da presença portuguesa na Ásia: não dizendo que aquilo que hoje se come nesses países é português, mas reconhecendo que, em determinados casos, a história desses sabores passa inevitavelmente por Portugal. A gastronomia torna-se, assim, uma espécie de memória silenciosa da expansão, uma memória que não precisa de bandeiras, monumentos ou discursos para continuar presente, porque permanece nas receitas, nos ingredientes, nas técnicas e nas tradições familiares que atravessaram gerações.
A História de Portugal pode, por isso, ser encontrada onde menos esperamos, inclusive em pratos que parecem completamente afastados da nossa identidade e que, depois de investigados, revelam caminhos que nos conduzem novamente às viagens portuguesas do século XVI. E talvez seja essa uma das formas mais interessantes de redescobrirmos o nosso próprio passado, não procurando Portugal apenas naquilo que permaneceu português, mas também naquilo que deixou de o ser precisamente porque encontrou outras culturas e foi por elas transformado.
Porque Portugal não está apenas nos mapas antigos da Ásia, nem apenas nas pedras das fortalezas que ainda hoje testemunham a nossa passagem, encontrando-se também na memória alimentar de sociedades que, ao longo de séculos de contacto, receberam ingredientes, técnicas e preparações que posteriormente transformaram de acordo com as suas próprias tradições e que, ao fazê-lo, conservaram sem necessariamente o saber uma pequena parte da história daqueles homens que partiram de Portugal para atravessar oceanos e estabelecer ligações entre mundos que até então permaneciam separados por enormes distâncias.
É talvez por isso que a gastronomia constitui uma das formas mais surpreendentes de compreender a dimensão histórica de Portugal: porque uma viagem pode terminar, um império pode desaparecer e uma fortaleza pode perder a sua função, mas os sabores continuam a viajar através das pessoas, das famílias e das gerações, e aquilo que um dia foi levado por portugueses pode sobreviver durante séculos depois de já ninguém se lembrar de quem o transportou.
A Ásia também come Portugal.

*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor