quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Conselho Municipal de Juventude de Évora realiza a primeira reunião do novo mandato


O Conselho Municipal de Juventude de Évora realizou, na tarde de 27 de janeiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a sua primeira reunião do novo mandato, sendo presidida pelo Presidente do CMJE, Jerónimo José.
A ordem de trabalhos incluiu a tomada de posse de todos os conselheiros, a eleição dos secretários, a eleição da Comissão Permanente, a eleição de um representante para integrar o Conselho Municipal de Educação, bem como a emissão de parecer sobre o documento “Opções do Plano e Orçamento para 2026”.
Antes do início da reunião, decorreu a entrega de certificados e de materiais alusivos a Évora, aos participantes da iniciativa deste ano letivo “Jovens Embaixadores de Évora no Mundo”, entregues por Sara Valverde, da Associação Évora_27, e pelo Senhor Vice Presidente Jerónimo José em nome da CME.
O Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, marcou presença no início dos trabalhos, tendo dirigido uma mensagem de boas-vindas aos novos conselheiros. Na ocasião, teve igualmente oportunidade de assistir à homenagem prestada a Maria Luísa Policarpo, técnica municipal, que ao longo de muitos anos, desempenhou as suas funções com elevado profissionalismo, dedicação e empenho no apoio ao Associativismo Juvenil, bem como, na organização de eventos na área da Juventude, encontrando-se atualmente em situação de aposentação.
De salientar, ainda, a apresentação e emissão de parecer sobre o documento “Opções do Plano e Orçamento para 2026” realizada por Roberto Salvador, Chefe da Divisão de Administração Geral e Financeira da Câmara Municipal de Évora, o qual foi aprovado por maioria.
O Conselho Municipal da Juventude de Évora desempenha um papel fundamental na promoção da participação cívica e no desenvolvimento de políticas que respondam às necessidades e expectativas dos jovens do concelho. A realização da presente reunião reafirma o compromisso da autarquia em promover um diálogo aberto e construtivo com as entidades representativas da juventude.

NERC apela ao Governo para medidas extraordinárias de apoio a empresas da Região de Coimbra


A NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra manifesta a sua profunda preocupação com os impactos provocados pela depressão Kristin no tecido empresarial, com incidência nas regiões centro e, com especial enfase na Região de Leiria e Região de Coimbra, sendo estas as mais afetadas.

Muitas empresas registaram danos relevantes nas suas instalações, equipamentos e atividade, enfrentando agora dificuldades acrescidas para retomar a normalidade, num contexto já exigente para a competitividade e sustentabilidade dos negócios.

Face à dimensão dos prejuízos verificados, a NERC apela ao Governo para a adoção urgente de medidas extraordinárias de apoio às empresas afetadas, de forma a assegurar uma recuperação célere da atividade económica, preservar postos de trabalho e evitar o encerramento de unidades produtivas essenciais ao desenvolvimento regional.

A NERC, em articulação e coordenação com a AIP, irá promover inquéritos e a constituição de grupos de trabalho entre a AIP, as Associações Empresariais Regionais onde a NERC se integra e as CIM das regiões afetadas para que sejam inventariados os prejuízos, discussão das medidas e monotorização da sua aplicação.
NERC –ACIC- Associação Empresarial da Região da Coimbra
Complexo Tecnológico de Coimbra

AEMITEQ autorizada pelo INFARMED para atividades inovadoras em substâncias de estupefacientes e psicotrópicos

A AEMITEQ – Associação para a Inovação Tecnológica e Qualidade foi oficialmente autorizada pelo INFARMED, I.P., através de despacho datado de 26 de janeiro de 2026, para o fornecimento e utilização de substâncias estupefacientes e psicotrópicas, nos termos do Decreto-Lei n.º 15/93, de 22 de janeiro, incluindo derivados da planta da canábis, para fins científicos e tecnológicos. 
Esta decisão permite à AEMITEQ desenvolver e validar métodos analíticos avançados, trabalhar com preparações reguladas e criar condições para novos projetos de investigação, inovação e transferência de conhecimento, sempre sob rigoroso enquadramento legal e regulamentar. 
A autorização agora concedida representa um novo ciclo de oportunidades para o Centro de Interface Tecnológico, reforçando o seu papel no setor da canábis como entidade de referência na inovação tecnológica regulada, com impacto direto no desenvolvimento científico, na competitividade da indústria e na criação de valor em áreas emergentes. 
A AEMITEQ passa, assim, a dispor de um enquadramento legal que viabiliza novas parcerias estratégicas, projetos de investigação aplicada e iniciativas de elevada exigência técnica, alinhadas com os mais altos padrões de qualidade, segurança e conformidade regulatória, numa área de atividade económica em grande desenvolvimento.

web: www.aemiteq.pt

Barcelos | No IPCA, a Ciência Não Tem Género


O Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) vai celebrar o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, a 11 de fevereiro, com um evento que junta mesa-redonda, exposição e atividades interativas no Campus, em Barcelos, entre as 10h00 e as 12h30
Dirigido a estudantes do ensino secundário e do ensino superior, o evento pretende inspirar raparigas e rapazes a seguirem a ciência como carreira e fomentar o debate sobre a participação das mulheres e raparigas na investigação científica.
O ponto central será a mesa-redonda “Elas na Ciência”, com investigadoras dos centros de investigação do IPCA - 2Ai, ID+ e CICF, moderada por Patrícia Gomes, Diretora do CICF, que partilhará histórias reais, desafios e oportunidades no mundo científico.
A iniciativa inclui também uma exposição dinamizada pela Biblioteca José Mariano Gago, que apresenta mulheres que se destacaram na ciência, nas áreas de investigação do IPCA e não só. A mostra ficará em exibição na Biblioteca do IPCA até 8 de março, Dia da Mulher.
Para aproximar a ciência dos estudantes, o evento integra ainda o “Play Science”, um quizz interativo para investigar, competir e aprender de forma divertida e participativa, dinamizado pelo Gabinete para a Promoção da Inovação Pedagógica e do Sucesso Académico do IPCA.
Um evento para celebrar a ciência feita por todos e para todos, porque o talento não tem género!


*Ana Reis
Gabinete de Comunicação e Imagem (GCI)

PONTO DE SITUAÇÃO 28-01-2026 | PROTEÇÃO CIVIL – MARINHA GRANDE

 Na noite do dia 28 de janeiro, decorreu uma reunião de ponto de situação na Esquadra da PSP da Marinha Grande, com a presença do Presidente da Câmara, Paulo Vicente, da Vereadora Carla Santana, da Presidente da Assembleia Municipal, Catarina Sarmento e Castro, da Proteção Civil municipal, da PSP, da Força Aérea, da Delegada de Saúde, da Junta de Freguesia e técnicos do Município.
Decisões e atualizações principais:
• Abertura de estradas e verificação de situações de risco
• Patrulhamento policial noturno e reforço da PSP e Corpo de Intervenção de Lisboa, para proteger zonas comerciais
• Alojamento provisório para cerca de 60 desalojados no Estádio Municipal
• A Força Aérea pode ceder tendas de campanha para até 50 pessoas
Continuamos sem abastecimento de energia elétrica e de água e telecomunicações.
O Município agradece o empenho e solidariedade da população.
Todos somos Proteção Civil.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Projeto Iberarchivos reconhece importância do património documental. Programa ibero-americano salvaguarda arquivo histórico do Hospital Colónia Rovisco Pais

 

O auditório do Serviço da Unidade de Cuidados Continuados do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais, foi palco na passada terça-feira, 27 de janeiro, da apresentação do projeto Iberarchivos e respetiva mostra documental.

Trata-se de um programa de cooperação ibero-americano que promove a proteção, organização, preservação e difusão do património documental comum a 16 países e que no caso da unidade de saúde da Tocha - cuja candidatura foi aprovada -, visa a salvaguarda e tratamento do arquivo histórico do Hospital Colónia Rovisco Pais, última leprosaria portuguesa.

A sessão contou com a presença da presidente da Câmara Municipal de Cantanhede e da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Helena Teodósio, do presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Coimbra, Francisco Matos, do diretor-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Luís Filipe Santos, dos vereadores da Câmara Fernando Pais Alves e Célia Simões, do presidente da Junta de Freguesia da Tocha, José Manuel Cruz, entre outros.

Ao intervir na sessão, Helena Teodósio destacou a importância da recuperação, valorização e preservação das memórias de “uma comunidade terapêutica absolutamente singular em Portugal”.
A integração do arquivo do Hospital Colónia Rovisco Pais no universo de projetos apoiados pelo Iberarchivos coloca-o no mapa internacional do património documental e abre novas possibilidades de investigação, cooperação científica e difusão do conhecimento”, enfatizou, agradecendo à Unidade Local de Saúde de Coimbra, que tutela a unidade hospitalar, o facto de “reconhecer o valor deste património e continuar apostado em dar-lhe nova vida, dignificando e honrando um legado que efetivamente não podia permanecer ignorado”.

Seguiu-se uma visita ao Arquivo Histórico e Núcleo Museológico do Hospital Colónia Rovisco Pais.

Plano Municipal de Emergência acionado na Marinha Grande

 O Município da Marinha Grande acionou esta quarta-feira, 28 de janeiro, o Plano Municipal de Emergência, na sequência da passagem da depressão Kristin, pelo concelho, que provocou uma dezena de feridos ligeiros, cerca de meia centena de desalojados e uma situação de destruição por todo o território.

A energia elétrica, telecomunicações e abastecimento de água estão interrompidos, sem previsão de quando serão restabelecidos.

Segundo o Posto de Comando Municipal, a funcionar nas instalações dos Bombeiros da Marinha Grande, há a registar centenas de ocorrências, relacionadas com quedas de árvores, telhas, edifícios e estruturas.

As escolas do concelho estão encerradas.

Às 16h00 do dia 28 de janeiro, estavam empenhados 13 veículos e cerca de 40 operacionais das corporações de Marinha Grande e de Vieira de Leiria.

As ações prioritárias estão concentradas no desimpedimento das vias principais, seguindo-se as estradas secundárias.

A Câmara Municipal está a assegurar alojamento às pessoas que ficaram sem possibilidade de voltar às suas habitações. Neste momento não é previsível quando será retomada a normalidade.

Face à gravidade da situação, o Município da Marinha Grande apela a outros Municípios, que possam empenhar meios humanos e materiais, bem como o transporte de água potável, para auxiliar os trabalhos de socorro e limpeza, bem como o abastecimento de água à população.

Apela-se a que a população não saia de casa, não circule nas vias e não se aproxime das zonas marítimas e de estruturas danificadas.
Apela-se igualmente a que façam uma gestão racional de água e alimentos.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Município da Marinha Grande reforça resposta operacional após passagem da depressão Kristin

 
Decorreu na manhã desta quinta-feira, 29 de janeiro, na Câmara Municipal da Marinha Grande, uma reunião de coordenação para fazer o ponto de situação e operacionalizar as ações de limpeza e de apoio à população, na sequência dos danos provocados pela depressão Kristin, que afetou todo o território do concelho.

A reunião contou com a presença do presidente e vereadores da Câmara Municipal, da presidente da Assembleia Municipal, do coordenador municipal de Proteção Civil, da sub-comissária da PSP, de representantes da Junta de Freguesia da Marinha Grande, da delegada de Saúde e de técnicos municipais.
No âmbito do reforço de meios no terreno, o Município recebeu, esta manhã, 40 elementos da Força Especial de Proteção Civil, disponibilizados pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que estão a colaborar nas ações de limpeza e recuperação dos estragos. Paralelamente, a Câmara Municipal constituiu equipas próprias para a limpeza das vias, remoção de sinalização danificada e outras intervenções prioritárias.

Foram ainda recebidos dois geradores, cedidos pela Cruz Vermelha, para apoio a situações críticas. Em articulação com os bombeiros, está a ser operacionalizada a distribuição de água não potável nas três freguesias do concelho.

O Centro de Saúde mantém-se em funcionamento, com profissionais de saúde disponíveis para responder às situações agudas.

Foi criado um Gabinete de Apoio à População, a funcionar na Câmara Municipal, onde estará sempre um elemento disponível para prestar informações e encaminhar pedidos de ajuda. O Município disponibilizou ainda uma linha de telefone fixo para contacto direto da população, cujo número é 244 573 300.

Ao nível da segurança, a sub-comissária da PSP informou que está a ser assegurada a vigilância, com reforço do patrulhamento para proteção das habitações e identificação de situações de maior vulnerabilidade, nomeadamente junto da população idosa.

A Junta de Freguesia da Marinha Grande criou igualmente um gabinete de apoio à população, reforçando a resposta de proximidade no terreno.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE COLUMBÓFILIA HOMENAGEOU ROMEU ESTARREJA


No âmbito da 51.ª Exposição Nacional e Pré-Olímpica de Columbofilia, eventos que decorreram no Centro de Congressos do Estoril, de 9 a 11 de janeiro de 2026, Romeu Estarreja, associado nº 180 da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, foi homenageado pela Federação Portuguesa de Columbofilia, recebendo o galardão “Mérito & Carreira”.
Esta cerimónia decorreu durante a realização da Gala Nacional de Columbofilia, no emblemático Salão Preto e Prata do Casino Estoril, na noite de sábado dia 10, num dia que ficou marcado pela realização da inauguração oficial, deste evento.
No decorrer da Gala que premiou os campeões da época desportiva 2025, foram homenageados aqueles que dedicaram uma vida à columbofilia, celebrando o seu contributo ímpar para o crescimento, preservação e futuro da modalidade em Portugal, sendo-lhe entregues os galardões, Mérito & Carreira, distinguindo columbófilos cujo percurso, valores e dedicação deixam uma marca profunda na modalidade.
Nesta cerimónia carregada de simbolismo e que se pautou por ser sobretudo um momento de reconhecimento, Romeu Estarreja, viu reconhecido a sua dedicação nestes 47 anos que leva de ligação à modalidade, ficando igualmente ligada a esta homenagem a Associação Columbófila do Distrito de Coimbra, sediada na cidade de Cantanhede.
Associado nº 180, da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, Romeu Gaspar de Oliveira Estarreja, para além de ser um dos columbófilos mais prestigiados do país, tem servido a columbofilia, quer no âmbito local, distrital, nacional e internacional.
Integrando o restrito lote de Juízes Classificadores Nacionais, Romeu Estarreja é sem qualquer dúvida, uma das maiores referências da Sociedade Columbófila, Na sua já longa carreira desportiva, Romeu Estarreja, obteve muitos títulos locais, distritais e nacionais, completando o seu grande e rico palmarés com a brilhante conquista da Medalha de Prata Olímpica e respectivo estatuto de Vice-Campeão Olímpico, na categoria de standard, classe de machos, na XXIX - OLÍMPIADAS DE COLUMBÓFILIA, realizadas na cidade do Porto, obtendo ainda, um 4ºe um 6º lugar, nesta categoria.


CHEGOU AO SEU DESTINO O 31º CONTENTOR SOLIDÁRIO ENVIADO PELA COLUMBÓFILA DE CANTANHEDE


O 31º contentor de 20 pés que a Direcção Geral da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, enviou para a Câmara Municipal do Tarrafal de Santiago de Cabo Verde, para apetrechar os serviços dos pelouros de Juventude, Educação, Formação Profissional, Empreendedorismo Família, Inclusão, Habitação e Coesão Social, após terem sido concluídos os processos burocráticos junto das entidades alfandegárias, chegou ao seu destino.

Com a colaboração dos funcionários do Município foram retirados os bens enviados e acondicionados nas instalações daquele Município.
Terminadas essas tarefas logísticas, o contributo da Sociedade Columbófila e dos seus parceiros, nomeadamente um conjunto muito significativo de famílias, do Grupo Os Mosqueteiros, do Município de Cantanhede, de José Gomes & Filhos, da ADAV- Associação de Defesa e Apoio à Vítima e Casa da Criança Maria Granado, Fundação Bissaya Barreto que se associaram à iniciativa, doando vestuário, calçado, brinquedos, livros, manuais escolares, louças, portas interiores e exteriores, tintas, equipamentos para casas de banho, janelas de PVC, brinquedos, produtos de higiene pessoal, artigos domésticos, e muitos outros e variados bens, na sua esmagadora maioria, sem qualquer utilização anterior e que vai permitir, ajudar a combater a pobreza e exclusão social e promover melhores condições de vida às famílias mais carenciadas, daquele Município da Ilha de Santiago.

Secretário de Estado do Desporto visita Marinha Grande para avaliar estragos provocados pela depressão Kristin

 O Secretário de Estado do Desporto deslocou-se na manhã desta quinta-feira, 29 de janeiro, à Marinha Grande, com o objetivo de conhecer no terreno a dimensão dos estragos provocados pela depressão Kristin.
Após a visita, o governante afirmou ter observado “um cenário dantesco”, reconhecendo a gravidade da situação vivida no concelho.
O Secretário de Estado sublinhou que o Governo está a acompanhar a situação em articulação com os autarcas locais, salientando a importância de encontrar soluções conjuntas e de manter uma presença constante no terreno, junto da população afetada. Alertou ainda para o facto de a recuperação ser um processo demorado, tendo em conta o elevado nível de destruição registado.

O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, e a presidente da Assembleia Municipal, Catarina Sarmento e Castro, apelaram à intervenção urgente do Governo no apoio à população, identificando como necessidades prioritárias o reforço dos meios para os trabalhos de limpeza e remoção de escombros, bem como o rápido restabelecimento da energia elétrica e das telecomunicações.
Os autarcas alertaram também para as dificuldades que poderão agravar-se nas próximas semanas, referindo que, sem apoio efetivo, a situação poderá tornar-se ainda mais crítica.
*Gabinete de Comunicação e Imagem

A Melhor Cerveja Artesanal Portuguesa de 2025 é conhecida dia 14 de Março!

 Qual será a Melhor Cerveja Artesanal Portuguesa de 2025? 

O título mais cobiçado do sector cervejeiro nacional já tem data para ser entregue. No dia 14 de Março, será revelada a grande vencedora da categoria "Melhor Cerveja Artesanal Portuguesa de 2025", o culminar da XIII edição do Concurso Nacional de Cervejas Caseiras e Artesanais (CNCCA).

As inscrições para a competição já estão a decorrer e convidam todos os produtores — dos que criam relíquias na garagem aos que já conquistaram as prateleiras — a submeterem as suas criações até ao dia 28 de Fevereiro.

O concurso, que em 2025 registou uma participação recorde, divide-se em duas grandes vertentes: 

  • Artesanal: onde as cervejas comerciais lutam pelo reconhecimento de excelência no mercado nacional;
  • Caseira (Homebrew): uma plataforma de inovação aberta a participantes portugueses e espanhóis, em parceria com a Associação de Cervejeiros Caseiros Espanhóis (ACCE), que este ano destaca a categoria especial “Cervejas Históricas”, celebrando as raízes e tradições ancestrais da bebida. 

Sendo a única competição em Portugal certificada pelo Beer Judge Certification Program (BJCP), o rigor técnico é garantido. As provas cegas decorrem a 7 de Março nas instalações da cervejeira Dois Corvos, em Marvila (Lisboa). O anúncio dos vencedores será o ponto alto de um evento aberto ao público no dia 14 de março, que promete transformar Lisboa no epicentro da cultura cervejeira com workshops, provas comentadas e o convívio único que caracteriza esta comunidade.
A grande vencedora de 2024, a BeerHouse Pé de Cabra Oak

Informações Úteis:

  • Inscrições: até 28 de Fevereiro de 2026
  • Regulamentos e Inscrições: www.cncca.pt
  • Provas cegas: 7 de Março
  • Resultados: 14 Março

Cientistas estabelecem diagnóstico mais antigo de doença genética utilizando ADN de indivíduo pré-histórico de há mais de 12 mil anos

 
Um novo estudo, liderado por Daniel Fernandes, investigador do Centro de Investigação de Antropologia e Saúde (CIAS) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), relata o diagnóstico mais antigo de uma doença genética em seres humanos anatomicamente modernos — e redefine a nossa visão sobre doenças raras na pré-história.

Através da combinação de técnicas de vanguarda na análise de ADN antigo e genética clínica contemporânea, uma equipa de investigação internacional e multidisciplinar estabeleceu o diagnóstico de ADN mais antigo de uma patologia genética num indivíduo pré-histórico, datado de há mais de 12 mil anos.

Publicado na revista New England Journal of Medicine, o estudo demonstra que os avanços nas técnicas de ADN antigo vão além do mapeamento de populações e migrações humanas, permitindo, igualmente, estabelecer diagnósticos genéticos raros em restos ósseos de indivíduos que viveram há vários milénios.

Esta investigação centra-se num notável enterramento do Paleolítico Superior, com mais de 12 mil anos, descoberto em 1963 na Grotta del Romito, uma gruta no sul de Itália. Dois indivíduos foram depositados em conjunto, num abraço. Um adolescente com encurtamento severo dos membros (Romito 2), jazia envolvido pelos braços de um adulto (Romito 1).
De acordo com os investigadores, não foram encontrados sinais de trauma em nenhum dos esqueletos. O esqueleto de Romito 2 apresentava uma estatura severamente reduzida (110 cm), sugerindo uma patologia esquelética rara denominada displasia acromesomélica. Contudo, tal diagnóstico não poderia ser confirmado de forma definitiva apenas através da análise osteológica. Curiosamente, a estatura da adulta Romito 1 (145 cm) era também inferior à média da altura adulta daquela era.

A equipa extraiu ADN do ouvido interno, uma das fontes mais fiáveis de preservação de ADN em esqueletos antigos. As evidências genéticas esclareceram, inicialmente, duas questões fulcrais. Contrariamente às hipóteses anteriores, comprovou-se que tanto Romito 1 como Romito 2 eram do sexo feminino. Num achado que acrescenta uma perspetiva crucial à interpretação do enterramento, a análise de ADN revelou, também, que eram familiares de primeiro grau — possivelmente, mãe e filha.

Em Romito 2, foi identificada uma variante homozigótica (duas cópias) no gene NPR2, que desempenha um papel vital no crescimento ósseo. Este achado genético confirmou o diagnóstico de displasia acromesomélica do tipo Maroteaux, uma condição hereditária raríssima caracterizada por uma deficiência de crescimento severa e um encurtamento acentuado dos membros.

Os dados de Romito 1 sugerem que esta era possivelmente portadora de uma cópia anómala do gene NPR2, o que constitui uma causa genética de baixa estatura moderada. Estas descobertas em indivíduos pré-históricos coincidem perfeitamente com as características clínicas de doentes modernos com uma ou duas cópias anómalas do referido gene.

«Podemos agora aplicar a ciência da análise de ADN antigo para confirmar mutações específicas e, por extensão, variantes genéticas particulares. Esta abordagem e estes métodos podem não só fornecer uma cronologia confirmada para a idade mínima de certas condições genéticas raras, como também levar à descoberta de variantes anteriormente desconhecidas. Espero que este seja o início de um novo campo de investigação que combine a especialização da genética médica, da paleogenómica e da antropologia biológica», considera Ron Pinhasi, investigador da Universidade de Viena, Áustria.

Daniel Fernandes, investigador do CIAS/FCTUC e primeiro autor do estudo, ressalva que «revelar que estes indivíduos eram ambos do sexo feminino e familiares de primeiro grau transforma este enterramento num estudo genético familiar. Embora a cobertura de ADN para o indivíduo mais velho fosse limitada, a sua estatura mais baixa reflete provavelmente um estado heterozigótico da mutação NPR2 — proporcionando uma perspetiva rara sobre como um único gene afetou diferentes membros da mesma família pré-histórica».

Do ponto de vista médico, os resultados lançam uma nova luz sobre o campo das doenças raras na história humana. Para além do feito técnico, as descobertas transmitem uma mensagem humana. Apesar das severas limitações físicas, Romito 2 sobreviveu até ao final da adolescência ou idade adulta — sugerindo cuidados sociais contínuos numa comunidade de caçadores-recoletores há mais de doze milénios.

O estudo destaca como as ferramentas desenvolvidas para a genética clínica moderna podem iluminar a história humana, unindo a medicina, a genómica e a arqueologia — e lembrando-nos de que as doenças raras, e as pessoas que com elas vivem, sempre fizeram parte da narrativa humana.

*Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

Presidente da ANAM defende que debate nacional sobre reformas do poder local é “necessário e inevitável”

 A Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) iniciou, em Lisboa, um ciclo nacional de conferências dedicado à Arquitetura do Poder Local, num momento em que o Governo admite rever a lei eleitoral autárquica, a lei das finanças locais e o estatuto dos eleitos locais.
Imagens para download:  https://we.tl/t-HTbymMvYAZ
O Presidente da Associação Nacional de Assembleias Municipais, Fernando Santos Pereira, defendeu na terça-feira, que, “50 anos após a consagração constitucional do poder local democrático, o debate sobre a sua arquitetura tornou-se necessário e inevitável”, sublinhando a responsabilidade da ANAM em “contribuir para o enriquecimento de soluções que não ponham em causa a vontade popular, nem a robustez e a grandeza do poder local”.
Fernando Santos Pereira falava na primeira de um ciclo de quatro conferências dedicadas à reflexão e ao debate plural sobre “A Arquitetura do Poder Local”, que reuniu académicos, pensadores, decisores políticos e especialistas na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa para uma análise aprofundada do modelo autárquico português, meio século após a institucionalização do poder local democrático.
Segundo o Presidente da ANAM, este ciclo de debates visa criar um espaço de diálogo plural e informado, com o objetivo de apresentar alternativas e contribuir para escolhas políticas robustas, “construídas na especificidade do nosso território, na nossa realidade política e administrativa, respeitando o princípio da separação de poderes (executivo e deliberativo) que deve existir no município”. E, num momento em que a polarização dos órgãos autárquicos anuncia novos desafios de governabilidade, deixou algumas questões: “Deverá existir uma só lista para os municípios, ou manter as duas listas e introduzir, como na França ou Itália, o sistema proporcional com correção maioritária? Os executivos devem ser monocolores? Devem as Assembleias Municipais ter poder de destituição, como determina a Constituição da República Portuguesa?”. A sessão contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local e Organização do Território, Silvério Regalado, Eduardo Vera-Cruz Pinto, Diretor da FDUL, e Jorge Miranda, deputado constituinte e um dos “pais” da Constituição de 1976.
Os oradores convidados apresentaram opiniões diversificadas face ao tema: Jorge Lacão, Presidente da AEDAR, defendeu um sistema de uma única lista para os municípios com vista a uma maior estabilidade governativa, enquanto José Ribeiro e Castro, ex-Deputado ao Parlamento Europeu e ex-Deputado à Assembleia da República, por seu lado, afirmou apoiar a existência de duas listas para os órgãos autárquicos, defendendo o bom funcionamento e a estabilidade do sistema atual. Paulo Mota Pinto, Professor Doutor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, e Ana Neves, Professora Doutora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, também fizeram ouvir as suas opiniões, o primeiro com o contributo da sua experiência como ex-presidente de Assembleia Municipal e a segunda destacando as diretivas europeias para o poder local. O debate foi moderado por Susana Amador, Presidente da Assembleia Municipal de Loures.
Para além da plateia presente no auditório, a conferência contou com mais de 150 participantes online. A participação ativa e o debate que se seguiu demonstraram o elevado interesse existente na discussão dos desafios e das possíveis evoluções do modelo de governação local.
Este ciclo de quatro conferências prosseguirá no próximo dia 6 de março, na Universidade do Algarve, seguindo-se sessões na Universidade de Coimbra e na Universidade do Minho, integrando a estratégia da ANAM de promover uma reflexão alargada, plural e qualificada sobre o futuro do poder local democrático em Portugal.
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Agradecemos a divulgação noticiosa deste comunicado que reflete a posição da ANAM sobre o debate nacional sobre as reformas do poder local e ficamos disponíveis para informações adicionais.
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*Alexandra Martins
Head Clientes Porto e Norte