domingo, 8 de fevereiro de 2026

Marinha Grande | REABERTURA DE MAIS ESCOLAS A 9 DE FEVEREIRO

 
A recuperação gradual das escolas da Marinha Grande afetadas pela depressão “Kristin”, vai permitir que 15 dos 30 estabelecimentos de ensino público do concelho estejam em funcionamento no próximo 9 de fevereiro de 2026. 
Após nova avaliação realizada este sábado, 7 de fevereiro, pela Câmara Municipal, Proteção Civil e Agrupamentos de Escolas, a partir da próxima segunda‑feira, reabrem mais oito estabelecimentos, elevando para 15 o total de escolas a funcionar.

Reabertura de escolas no dia 9 de fevereiro:

Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente
JI da Ordem
EB da Amieirinha

Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente
JI da Boavista
JI e EB da Comeira
JI e EB João Beare
JI das Trutas
EB de Albergaria
EB dos Picassinos

Recorde-se que, desde o 5 de fevereiro, estão em funcionamento as seguintes escolas:

Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente
EB de Casal de Malta (EB + JI)
EB Francisco Veríssimo (EB + JI)
EB da Moita (EB + JI)
Escola Secundária Acácio Calazans Duarte

Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente
EB do Engenho (EB + JI)
EB Nery Capucho
JI dos Picassinos → a funcionar nas instalações da EB Nery Capucho

As restantes 15 escolas permanecem temporariamente encerradas, estando dependentes de novas vistorias e de intervenções em curso.
A Câmara Municipal reforça que a prioridade continua a ser a proteção de alunos, professores e funcionários e que nenhuma escola será reaberta sem garantias totais de segurança.

Gabinete de Comunicação e Imagem

LOCAIS DE VOTO NO CONCELHO DA MARINHA GRANDE

 A Câmara Municipal da Marinha Grande informa que o 2.º sufrágio das Eleições Presidenciais 2026, decorre amanhã, 8 de fevereiro, no concelho, entre as 08h00 e as 19h00. 
Ao todo, o concelho regista 34 141 eleitores distribuídos pelas três freguesias, sendo 27 865 na Marinha Grande, 5 058 em Vieira de Leiria e 1 218 na Moita. 
Para garantir segurança e condições adequadas aos votantes, o Município definiu três novos locais de voto, dois deles na freguesia de Vieira de Leiria e um na Marinha Grande.
Para garantir o normal funcionamento do processo eleitoral e facilitar o acesso dos eleitores, divulgam‑se os locais das mesas de voto distribuídos pelas três freguesias do concelho:

Freguesia da Marinha Grande
• Escola Básica Guilherme Stephens – Marinha Grande
• Sociedade Desportiva e Recreativa do Pilado e Escoura - Pilado (novo local)
• Associação MOHER – São Pedro de Moel
 
Freguesia da Moita
• Escola Básica da Moita
 
Freguesia de Vieira de Leiria
• Junta de Freguesia de Vieira de Leiria
• Colónia de Férias da PSP – Praia da Vieira (novo local)
• Centro Pastoral N. Senhora D’Ajuda – Passagem (novo local)

*Gabinete de Comunicação e Imagem
+351 963 665 584 | +351 244 573 317

MUNICÍPIO DA MARINHA GRANDE REFORÇA MEDIDAS DE APOIO SOCIAL

 O Município da Marinha Grande tomou mais medidas extraordinárias de apoio social, destinadas a aliviar o esforço financeiro das famílias do concelho, num contexto particularmente exigente devido aos efeitos da tempestade Kristin.

O Presidente da Câmara, Paulo Vicente, refere que “estas medidas juntam-se a outras decisões já em vigor, que visam “apoiar diretamente as famílias que enfrentam maiores dificuldades”. “Continuaremos atentos à evolução da situação e preparados para prolongar ou reforçar estas medidas sempre que necessário”, acrescenta.
A Câmara Municipal determinou a suspensão total do pagamento das rendas de habitação social do mês de fevereiro de 2026, medida que visa apoiar agregados familiares com maiores dificuldades económicas.

O objetivo é garantir estabilidade e segurança habitacional, evitando situações de incumprimento durante este período excecional.

Foi, igualmente, aprovada a suspensão do pagamento dos bilhetes da TUMG até 15 de fevereiro de 2026, permitindo que todos os passageiros utilizem os transportes urbanos de forma gratuita.

Esta iniciativa procura assegurar a mobilidade de quem depende do transporte público para deslocações essenciais, nomeadamente trabalho, saúde ou educação.

Devido a constrangimentos operacionais da TUMG, o serviço urbano continuará a funcionar de forma condicionada durante a próxima semana.
❌ Linhas temporariamente suspensas
Linha Verde 2
Linha Vermelha 9
Linha Roxa 11

✅ Linhas em pleno funcionamento, com reforço e alargamento de horários
Linha Verde 1
Linha Vermelha 10
Linha Roxa 12

🚍 Restantes linhas
Permanecem em funcionamento normal.
Mais informações disponíveis em: www.tumg.pt
Contactos TUMG: 244 570 260 | 926 957 752

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Crónica . A princesa-pintora, filha do rei português — Maria Francisca Benedita


Maria Francisca Benedita de Bragança, filha de D. José I e irmã de D. Maria I, é uma das figuras mais fascinantes e discretas da corte portuguesa. Nascida em 1746, viveu entre os salões do Paço Real e a devoção religiosa, mas foi na pintura que encontrou a sua voz. Diferente das princesas que se limitavam a cumprir funções protocolares, Benedita dedicou-se com paixão à criação artística, principalmente a obras de tema religioso, marcadas por delicadeza, harmonia e espiritualidade profunda.
Ao longo da sua vida, produziu retratos e pinturas da Virgem Maria que refletem tanto a influência do rococó tardio quanto a sensibilidade de uma mulher que observava o mundo através da arte e da fé. A princesa viveu períodos prolongados de recolhimento, fundou e apoiou conventos, e conseguiu, mesmo num contexto restrito para mulheres da sua posição, desenvolver um trabalho artístico consistente e original. Casou-se tardiamente com o sobrinho D. José, Príncipe do Brasil, mas a vida conjugal foi curta e sem descendência, levando-a a dedicar-se ainda mais à arte e à espiritualidade.

Recentemente, uma das suas obras-primas, um quadro da Virgem Maria, passou por um restauro minucioso que devolveu à pintura o seu brilho original. Durante meses, restauradores especializados trabalharam para recuperar cores, texturas e detalhes perdidos com o tempo, respeitando plenamente a técnica e a intenção da artista. O projeto contou com o apoio decisivo de Parques de Sintra – Monte da Lua, da Direção-Geral do Património Cultural e de parceiros privados comprometidos com a preservação do património artístico português.

Este restauro não é apenas uma intervenção técnica: é um ato de reconhecimento histórico, permitindo que o talento e a sensibilidade de Maria Francisca Benedita sejam admirados pelo público e estudados pelas novas gerações. A pintura volta agora a ocupar o lugar que merece na história da arte portuguesa, lembrando-nos que a corte portuguesa também produziu mulheres artistas de grande valor, cujas obras sobrevivem para contar histórias de criatividade, fé e independência.

Maria Francisca Benedita continua a inspirar por mostrar que, mesmo numa época marcada por limitações de género e protocolo, a arte podia ser uma forma de autonomia, expressão e eternidade.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

Pergunta Governo | incumprimento de obrigações supressões comboios

 
Pergunta: Incumprimento das obrigações do Contrato de Serviço Público pela CP e supressões de serviços face às recentes intempéries

Destinatário: Ministério das Infraestruturas e da Habitação

A gestão da operação ferroviária durante a ocorrência das tempestades Kristin e Leonardo revelou uma desconformidade sistemática entre as decisões tomadas pela CP - Comboios de Portugal e as obrigações estipuladas no Contrato de Serviço Público (CSP) celebrado com o Estado em 2019.

O corte da Linha do Norte na zona de Alfarelos, devido à inundação da via, resultou na suspensão total do serviço de longo curso entre Braga e Lisboa, apesar de a operadora possuir condições técnicas para assegurar a circulação nos troços Braga - Coimbra e Pombal - Lisboa. Esta decisão implicou a supressão de mais de 50 comboios, segundo a edição de 6 de fevereiro do jornal “Público”, sem que a transportadora tenha apresentado fundamentação técnica para a imobilização da frota de longo curso em zonas onde os comboios regionais continuaram a circular.
O Contrato de Serviço Público determina explicitamente que, perante a impossibilidade de assegurar a oferta regular por motivos externos, a CP deve proceder à adaptação dos serviços ou à sua substituição por modo rodoviário, mediante comunicação à tutela e à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT). O documento estipula ainda que a empresa, em articulação com o Gestor da Infraestrutura Ferroviária, deve aplicar planos de contingência que minimizem os impactos para os utilizadores. No entanto, a resposta operacional da empresa tem sido marcada por uma ausência de alternativas estruturadas.

Embora a CP alegue condicionamentos logísticos dos operadores rodoviários e falta de segurança nas vias de acesso às estações para justificar a não realização de transbordos, é um facto que, durante a tempestade Kristin, foi preparado um plano de contingência com contratação de serviços rodoviários que não foi replicado perante a tempestade Leonardo, sem que tenha sido prestado esclarecimento em tempo útil sobre esta disparidade de critérios.

A situação estende-se a outros eixos da rede: na Linha da Beira Alta, os serviços Intercidades foram substituídos por automotoras de serviço regional: na Linha do Minho, o serviço internacional Celta permanece suspenso sem previsão de retoma e sem constrangimentos operacionais que o justifiquem, e nas linhas do Douro e Beira Baixa, as suspensões por queda de taludes carecem de soluções de mobilidade alternativa eficazes.

Particularmente crítica é a situação da Linha do Oeste, encerrada desde 28 de janeiro, onde as previsões de reabertura apresentam discrepâncias significativas entre a tutela e a Infraestruturas de Portugal, evidenciando uma falha na coordenação e no planeamento da recuperação de ativos. Do ponto de vista jurídico, o CSP estabelece um sistema de penalizações para supressões sem justificação válida ou falta de garantia de serviço alternativo. Compete à AMT, enquanto entidade reguladora, a fiscalização destes incumprimentos e a aplicação de eventuais coimas, garantindo que as indemnizações compensatórias pagas pelo Estado correspondam à efetiva prestação do serviço contratualizado.

A atual gestão operacional, ao optar pela supressão em detrimento da adaptação técnica e da utilização de planos de contingência já desenhados, levanta questões sobre a eficiência na utilização dos recursos públicos e o cumprimento das missões de interesse geral atribuídas à CP.

É necessário que o Ministério clarifique por que motivo a operadora mantém uma postura de paralisia em troços operacionais, ignorando as soluções de transbordo e a articulação necessária com a infraestrutura para garantir a continuidade mínima do sistema ferroviário nacional.

A ausência de respostas técnicas detalhadas por parte da empresa reforça a necessidade de uma intervenção da tutela para assegurar o respeito pelas cláusulas contratuais que protegem o direito à mobilidade dos cidadãos, especialmente em contextos de crise meteorológica onde o transporte ferroviário deveria afirmar-se como a espinha dorsal do sistema de transportes pela sua resiliência e segurança.

A discrepância entre a circulação de comboios regionais e a paragem do longo curso nos mesmos eixos ferroviários sugere uma decisão de natureza administrativa e não estritamente técnica, o que carece de escrutínio rigoroso à luz das obrigações de serviço público.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, a Representação Parlamentar do Bloco de Esquerda dirige ao Governo, através do Ministério das Infraestruturas e da Habitação, as seguintes perguntas:

1-Qual é o fundamento técnico específico para a supressão total dos serviços de longo curso no eixo Braga-Lisboa quando os troços Braga-Coimbra e Pombal-Lisboa se encontram operacionais e com circulação de serviços regionais?

2-Por que razão não foi acionado o plano de contingência e de transbordo rodoviário durante a tempestade Leonardo, à semelhança do que foi preparado para a tempestade Kristin?

3-Que medidas de fiscalização foram adoptadas para verificar o cumprimento das cláusulas do Contrato de Serviço Público relativas à adaptação e substituição de serviços nestes períodos?

4-Qual é o cronograma técnico detalhado para a reabilitação e reabertura da Linha do Oeste e qual a justificação para a suspensão prolongada do serviço internacional Celta?



Porto de Mós | Secretário de Estado da Energia participou em sessão de esclarecimento sobre os impactos da Tempestade Kristin


Tiveram oportunidade de expor as dificuldades sentidas pelas suas comunidades, com especial incidência na persistência de falhas no fornecimento de energia elétrica em várias localidades do concelho.

A E-Redes reconheceu os constrangimentos ainda existentes e reforçou o compromisso de atuação prioritária nas zonas afetadas. A empresa informou que irá reforçar as equipas no terreno, recorrendo também a serviços externos, com o objetivo de acelerar a reposição integral da rede elétrica.
O Secretário de Estado da Energia manifestou-se muito empenhado na resolução da situação, garantindo que continuará a acompanhar de perto os trabalhos no terreno, em articulação com as entidades locais e regionais, até à normalização do serviço, assumindo o compromisso de ter 98% da anomalias resolvidas até 14 de fevereiro.

O encontro permitiu consolidar a articulação institucional e reafirmar o compromisso conjunto na resposta às populações afetadas, mantendo-se o acompanhamento permanente da situação no terreno.

PPatrícia Alves
Gabinete de Comunicação

WORKSHOPS, DEMONSTRAÇÕES E SHOWCOOKING NA 10.ª MOSTRA SILVES CAPITAL DA LARANJA


Para a 10.ª edição da Mostra Silves Capital da Laranja, o Município de Silves preparou um programa ainda mais especial, que inclui a dinamização de workshops nas áreas de artesanato, doçaria, produtos naturais e produção agrícola e ainda a realização de várias atividades promovidas pelos alunos da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão(EHTP).

Colaborarte, All About You, Clínica do Calçado, Arte & Hobby, Mela Cookies, Doçaria do Sul, Saboaria D’Aldeia, Biofarm, Mundo da Alfarroba são os expositores presentes no certame que vão promover os workshops de Lã Feltrada; Modelação; Trabalhar a Madeira; Trabalhar o Couro; Fios com Rodelas de Laranja Cristalizada; Cookies Inclusivos (vegan e sem glúten); Trufas de Figo, Alfarroba e Laranja; Laranja de Crochê; Azulejaria; Produção de Ovos; Alfarroba Quente e Chá de Alfarroba e Laranja e as demonstrações: Sapatos de Ourelo; Trabalhar o Vidro e Bálsamo Labial de Laranja.

Já da parceria entre a Câmara Municipal de Silves e a Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão(EHTP) resulta a dinamização, no palco 2 da Fissul e no stand da EHTP, de demonstrações de confeções de sala e mocktails, degustações e sessão de showcooking.

As iniciativas que se realizam entre os dias 13 e 15 de fevereiro, no recinto da Mostra Silves Capital da Laranja, são gratuitas e abertas ao público em geral, sendo que no caso dos workshops, devido ao limite de lugares, será necessário efetuar a inscrição prévia para o e-mail capitaldalaranja@cm-silves.pt, incluindo a seguinte informação: nome do(s) participante(s) (máx. 2 por inscrição), idade, concelho de residência, contacto telefónico, e-mail e indicação do workshop(s), dia e hora.

Consulte a informação completa das atividades através do link: https://www.cm-silves.pt/pt/menu/4280/10-mostra-silves-capital-da-laranja.aspx

O telefone 282 440 800 (ext.2723) ou email capitaldalaranja@cm-silves.pt são os contactos disponíveis para mais esclarecimentos e informações adicionais.

Esperamos por si!

 

 

 

Tomada de posição da JADRC sobre a Barragem de Girabolhos


A Barragem de Girabolhos — Infraestrutura estratégica e a necessidade de contrapartidas claras para Seia e o Interior

A JADRC — Jovens Associados para o Desenvolvimento Regional do Centro reconhece a importância da Barragem de Girabolhos como projeto de grande relevância para a Região Centro e o Vale do Mondego, nomeadamente pela sua contribuição potencial para a gestão hídrica, mitigação de cheias e fortalecimento da resiliência territorial. Trata-se de uma obra que integra a estratégia nacional de política de água e que, ao avançar, responde a desafios estruturais sentidos ao longo do rio Mondego e nos territórios do interior do país.

Ao mesmo tempo, a JADRC subscreve integralmente a posição expressa pelo Presidente da Câmara Municipal de Seia, Doutor Luciano Ribeiro, relativamente à exigência de contrapartidas claras, vinculativas e concretas por parte do Governo como condição de justiça territorial no quadro deste processo.

A JADRC entende que a construção de infraestruturas públicas de grande envergadura deve ser acompanhada não só de benefícios técnicos e ambientais, mas também de um quadro de compromissos que reforcem a coesão territorial e contribuam para corrigir desigualdades estruturais que afetam o interior do país.

Conforme referido pela Câmara Municipal de Seia, as contrapartidas consideradas essenciais são a concretização de acessibilidades rodoviárias há décadas prometidas e sistematicamente adiadas, nomeadamente os itinerários IC6, IC7, IC37 e IC12.

A JADRC subscreve estas exigências como condições fundamentais para que o processo da Barragem de Girabolhos seja verdadeiramente integrado num projeto de desenvolvimento sustentável e equilibrado, que respeite os territórios onde a obra se insere e promova justiça territorial.

A JADRC apela a que o diálogo político seja sério, transparente e orientado para resultados concretos, e que o Governo assuma compromissos efetivos de coesão territorial, em linha com as exigências manifestadas pelo Presidente da Câmara de Seia — por forma a que as soluções propostas não se transformem em novos fardos para as comunidades locais, mas sim em oportunidades de desenvolvimento e prosperidade sustentada para toda a Região Centro e os territórios do Interior.