terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Recolha de bens: Apoio às populações afetadas pela depressão Kristin


A ULS Alto Alentejo junta‑se à Ordem dos Enfermeiros (OE) na campanha nacional de recolha de bens destinada a apoiar as populações afetadas pela depressão Kristin com um ponto de recolha no Hospital de Portalegre (Junto do serviço Hoteleiro).
 A iniciativa decorre entre 3 e 5 de fevereiro e integra o projeto "Enfermeiros Solidários", promovido pela OE a nível nacional. A ULS Alto Alentejo apela à participação de todos os profissionais, utentes e comunidade em geral, reforçando o compromisso coletivo com a solidariedade e com o apoio às populações mais vulneráveis. Apelamos à doação de alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal e doméstica e materiais de apoio básico. Todas as informações na publicação da Ordem dos Enfermeiros.

*José Rui Marmelo Rabaça

Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz recebe exposição de cerâmica de Heitor Figueiredo


A exposição de cerâmica “É Pra Já”, de Heitor Figueiredo, vai estar patente de 7 de fevereiro a 22 de março no Auditório António Marcelino da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz. Esta mostra composta por 15 peças de cerâmica poderá ser visitada de segunda-feira a sábado, das 10h às 12h30 e entre as 14h e as 17h30.

Heitor Figueiredo nasceu em Braga em 1952 e estudou no Porto, na Escola de Artes Decorativas, na Cooperativa Árvore e na Escola de Belas-Artes. O ceramista foi um dos fundadores do Núcleo de Artes Visuais em Aljustrel, reside na aldeia de Cabeça Gorda e é professor de arte. Em 2005, recebeu o Prémio Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro.
O trabalho desenvolvido pelo artista a partir de técnicas cerâmicas tradicionais, reinterpretadas de forma contemporânea, dá origem a peças que cruzam o objeto utilitário com a escultura e a instalação. As suas obras refletem uma abordagem espontânea e direta ao ato de criar, visível tanto nas formas como nos acabamentos.

“É Pra Já” reúne trabalhos recentes do ceramista, revelando uma prática marcada pela continuidade, pela investigação formal e pela atenção aos processos artesanais, numa permanente reflexão sobre o papel da cerâmica no contexto da criação artística contemporânea. A exposição vai convidar o visitante a uma leitura próxima e sensorial do trabalho cerâmico, em que cada objeto afirma a sua identidade própria.

*Carlos Manuel Barão
Técnico Superior de Comunicação Social
Gabinete de Comunicação e Imagem

CASTELO DE PAIVA RECEBEU CAMPEONATO DISTRITAL DE MARCHA


Castelo de Paiva voltou a afirmar-se como palco do Campeonato Distrital de Marcha em Estrada, integrado no evento “Castelo de Paiva a Marchar”, que decorreu na manhã do passado Domingo, apesar das condições por vezes adversas. 
Pelo quarto ano consecutivo, esta prova destacou, uma vez mais, o dinamismo do concelho na modalidade e o forte envolvimento da comunidade no atletismo. 
O grande destaque vai para os atletas paivenses, que aproveitaram o factor casa para alcançar excelentes resultados, demonstrando o trabalho consistente e de qualidade que tem vindo a ser desenvolvido na marcha atlética. 
Alguns dos mais novos, tiveram a sua estreia nesta disciplina do atletismo e vários atletas paivenses pertencentes à ADCCJ Clark alcançaram vários pódios colectivos e vários pódios individuais, merecendo 
Alex Valente, do Grecas/Vagos venceu nos Séniores Masculinos, enquanto no sector feminino a vencedora foi Sandra Monteiro, também do Grecas/Vagos, com Juliana Ferreira, do Maia Atletico Clube, a garantir o segundo lugar, e Andreia Teixeira, da ADCCJ Clark a assegurar a terceira posição da prova. 
Nos Sub 18 feminino foi Melinda Silva, do Clube Spiridon de Gaia, enquanto na classe masculina o vencedor foi Samuel Echezuria, do Grecas/Vagos, ao passo que na categoria Master Feminino ( veteranos ) o triunfo foi de Sandra Silva, do Lusitânia de Lourosa, com Sandra Vieira na segunda posição, Júlia Sousa no terceiro lugar, e a paivense Adélia Tavares, da ADCCJ Clark, a garantir o quarto melhor tempo, sendo que, António Pereira, do Clube de Atletismo Olímpico Vianense, protagonizou a vitoria no Master Masculino. 
A ADCCJ Clark de Castelo de Paiva foi a equipa campeã distrital em femininos e o Grecas em masculinos, sendo que nas classificações jovens, esta colectividade paivense venceu nos masculinos e femininos. 
Com a participação de cerca de uma centena de atletas, evidenciaram-se ainda as categorias SUB 16, SUB 14, SUB 12 e SUB 10, sendo que, na classificação colectiva merece realce a vitória da ADCJ Clark, de Castelo de Paiva, ao triunfar na prova de SUB 20, sénior, Master Feminino, superiorizando-se à equipa do Grecas e do Lusitânia de Lourosa Futebol Clube. 
O Vereador do Pelouro do Desporto, Rui Gomes, acompanhou de perto esta jornada desportiva, participou na cerimónia de entrega de prémios e teve a oportunidade de deixar uma saudação a todos os atletas, elogiando as entidades organizativas pelo esforço desenvolvido por manterem viva a tradição da modalidade marcha no concelho.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Imprensa e Relações Públicas
Assessor de Imprensa

UMA NOVA APOSTA CULTURAL EM CASTELO DE PAIVA. FESTIVAL ITINERARTE JÁ FOI APRESENTADO


Numa cerimónia aberta a toda a população, realizou-se na tarde do passado Domingo, 1 de Fevereiro, no espaço do Auditório Municipal de Castelo de Paiva, a sessão pública de apresentação do Festival ItinerARTE, um projecto cultural inovador, fruto de uma parceria entre a Banda Marcial de Bairros e a Câmara Municipal de Castelo de Paiva, sob a direção artística de Hélio Ramalho. 
Foi um momento de partilha onde se mostrou que o talento local se pode cruzar com o mundo, levando a arte e a criatividade a todos os cantos do nosso concelho, tendo presidido à cerimónia, a Vereadora da Cultura da edilidade paivense, Cristiana Vieira, que elogiou a realização desta iniciativa e agradeceu a presença de toda a comunidade que se juntou para dar início a este novo capítulo da cultura em Castelo de Paiva. 
Sublinhando que a cultura faz-se com pessoas, em movimento e em todo o território, Cristiana Vieira destacou que, o Festival ItinerARTE afirma-se como uma nova aposta cultural em Castelo de Paiva, pensada pela comunidade para a comunidade, com o objectivo de valorizar o talento local e criar pontes com artistas nacionais e internacionais, promovendo o encontro entre diferentes expressões culturais. 
Este evento nasce da vontade de levar a cultura a todo o território, assumindo um carácter itinerante que permitirá percorrer vários lugares e freguesias do concelho, aproximando a criação artística das pessoas e reforçando a coesão cultural e territorial. 
O ItinerARTE aposta na diversidade cultural, integrando várias áreas artísticas e linguagens criativas, e assume se também como uma resposta clara à necessidade de dinamizar a oferta cultural fora das épocas dos grandes eventos, garantindo programação ao longo de todo o ano e uma presença regular da cultura na vida da comunidade.
 Este projecto, segundo o diretor artístico Hélio Ramalho, traduz uma lógica de governação participada, promovendo o envolvimento da comunidade local num modelo de decisão e implementação com natureza semelhante à de um orçamento participativo, sendo uma aposta clara na confiança no talento local, na capacidade criativa dos agentes culturais do concelho e na construção de políticas culturais feitas com proximidade, escuta e valorização da comunidade.
 Registaram-se ainda as intervenções do presidente da direcção da Banda Marcial de Bairros, Fernando Moreira, e do Padre Manuel Fernando, pároco de Alfena e presidente da Direcção da Irmandade dos Clérigos 
Recorda-se que este festival é liderado pelo paivense Hélio Ramalho, em estreita ligação com a Banda Marcial de Bairros, que idealizou e estruturou todo o conceito do evento, tendo o Município de Castelo de Paiva criado as condições para que essa visão pudesse ser implementada.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Imprensa e Relações Públicas
Assessor de Imprensa       

Estudo indica que movimento das aves aquáticas tem implicações na propagação do vírus da gripe aviária


Um artigo científico, de que é coautor David Rodrigues, professor da Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC), apresenta os resultados de uma investigação centrada nas ligações entre o ambiente, o movimento animal e a dinâmica das doenças infeciosas nas aves aquáticas, que estão entre os principais hospedeiros selvagens dos vírus da gripe aviária. Intitulado “Waterfowl Move Less in Heterogeneous and Human-Populated Landscapes, With Implications for Spread of Avian Influenza Viruses”, o artigo acaba de ser publicado pela editora Wiley, em Ecology Letters (acesso aberto).

Baseando-se no pressuposto de que os movimentos dos animais contribuem para a propagação de doenças infeciosas e são impulsionados, em parte, pelas condições ambientais, o vasto conjunto de investigadores combinou dados de telemetria de 4.606 indivíduos de 26 espécies de aves aquáticas com os dados sobre a cobertura do solo, clima e vegetação.

Os dados permitiram apurar que as aves aquáticas se movimentavam menos em áreas com maior heterogeneidade de cobertura do solo e maior densidade populacional humana. Além disso, as distâncias previstas de movimento das aves aquáticas apresentaram uma correlação fraca, mas positiva, com as distâncias entre as deteções da gripe aviária H5N1 altamente patogénica em aves aquáticas selvagens, sugerindo que as condições ambientais podem contribuir efetivamente para a propagação desta doença através dos seus efeitos sobre os movimentos das aves.

Acessível na íntegra em https://doi.org/10.1111/ele.70265, este trabalho de investigação, ao considerar os movimentos da vida selvagem juntamente com outros fatores que impulsionam a dinâmica das doenças infeciosas, tais como a produção pecuária e a mobilidade humana, vem funcionar como instrumento de auxílio na previsão de surtos e na definição de intervenções para prevenção de contágio.

*Isabel Silva

Marinha Grande | Ponto de Situação 03/02/2026 – ÁGUA, LUZ E COMUNICAÇÕES

 O Município da Marinha Grande informa a população sobre o estado atual dos serviços essenciais, na sequência dos impactos severos causados pela tempestade, que afetou a região nos últimos dias. As equipas municipais e todas as entidades competentes continuam a operar no terreno de forma contínua, com o objetivo de restabelecer a normalidade possível com a maior brevidade e segurança.

O Município da Marinha Grande continua a trabalhar em estreita articulação com as várias entidades responsáveis, acompanhando a evolução de todos os sistemas críticos e garantindo uma resposta rápida e eficaz às necessidades da população.
Abastecimento de Água

Todas as infraestruturas da rede de abastecimento de água encontram-se em funcionamento, recorrendo a geradores ou à rede pública de eletricidade.
Têm-se verificado interrupções pontuais devido a:
Quebras no fornecimento de energia;
Roturas em condutas, provocadas pelas raízes que se deslocaram com a força dos ventos e movimentação do solo.

As equipas técnicas mantêm-se no terreno a reparar todas as anomalias identificadas.

Energia Elétrica

De acordo com informações da e‑Redes, o fornecimento de energia elétrica está já restabelecido em cerca de 50% do concelho.
Os trabalhos de recuperação são complexos e exigentes, face à dimensão dos estragos: postes caídos, linhas danificadas e, na região, cerca de 5.000 km de cabos no chão, o que impossibilita uma reposição simultânea e imediata em todas as zonas.
As equipas encontram-se a trabalhar de forma ininterrupta para repor o serviço em segurança.

Comunicações

As comunicações encontram-se repostas no centro da Marinha Grande.
Nos restantes locais e freguesias, as operadoras continuam a trabalhar no terreno para restabelecer a normalidade.

Para apoiar os munícipes, o Município disponibilizou acesso gratuito a internet wi‑fi nos seguintes locais:

Praça Guilherme Stephens, na Marinha Grande
Edifício da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria
Junta de Freguesia da Moita (acessível a partir da tarde de 3 de fevereiro)

Serão comunicadas novas informações sempre que existam desenvolvimentos relevantes.

PGabinete de Comunicação e Imagem

Cantanhede | Mostra retrospetiva da pintora patente no Museu de Arte e do Colecionismo. “Gente da Nossa Terra” destaca Maria Amélia Magalhães Carneiro


No âmbito do projeto “Gente da Nossa Terra”, criado pelo Município de Cantanhede com o objetivo de promover o reconhecimento, na vertente histórica e/ou artística, de personalidades marcantes, sublinhando os seus percursos, carreiras e influências, a 4.ª edição destaca a pintora Maria Amélia Magalhães Carneiro, com enfoque na consolidação, (re)interpretação e inspiração do seu legado, através do usufruto, projeção e exploração das suas obras, nomeadamente na pintura, bem como na relação com outras expressões artísticas e culturais.
Nesse contexto, foi inaugurada no último sábado, 31 de janeiro, no Museu de Arte e do Colecionismo de Cantanhede, uma mostra retrospetiva que reúne cerca de 150 obras da pintora. A exposição não só revela a sensibilidade naturalista e o olhar singular da artista sobre as paisagens e vivências de várias regiões do país, com especial destaque para a Pocariça, Cadima e Varziela, como também constitui um notável retrato antropológico do concelho na primeira metade do século XX.
Para além deste momento, a programação desta edição do “Gente da Nossa Terra” conta com várias iniciativas multidisciplinares que decorrerão em vários pontos do concelho, durante os meses de fevereiro e março.

Este ciclo inclui conferências, concertos de música clássica e eletrónica, performances, caminhadas pela biodiversidade, instalações audiovisuais, cinema ficcional e documental, teatro, viagens culturais, visitas guiadas, exposições individuais e coletivas, rodas de conversa, workshops/oficinas, videomapping, apresentações de livros, instalações com tecnologia 3D, aulas teórico-práticas com população sénior, pintura coletiva de mural, contos para crianças, apresentação de catálogos artísticos, sessões pedagógicas nas escolas, entre outras.

Antes de Maria Amélia Magalhães Carneiro, este projeto municipal teve edições dedicadas a Carlos Garcia, Jaime Zuzarte Cortesão e António Taboeira.

Associações empresariais defendem resposta rápida e reforço de apoios às empresas afetadas pela depressão Kristin


A AIP – Associação Industrial Portuguesa, a NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém e a NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra, enquanto estruturas associativas mais representativas dos territórios envolvidos, reuniram esta manhã, em Leiria, para avaliar os impactos da depressão Kristin nas empresas de Leiria, Coimbra e Santarém e analisar as medidas já anunciadas pelo Governo.

As associações concluíram que as medidas constituem um pacote globalmente bem estruturado, destacando-se as isenções temporárias à Segurança Social, a simplificação de procedimentos de licenciamento e controlo prévio, o lay-off, as moratórias fiscais e as linhas de apoio financeiro.

Enalteceu-se igualmente a nomeação de Paulo Fernandes para liderar a Unidade de Missão criada para apoiar a recuperação das áreas afetadas.

À medida que os dias passam, constata-se que os efeitos ultrapassam largamente a destruição de ativos, repercutindo-se na paragem da atividade económica provocada por interrupções no fornecimento de energia elétrica e comunicações, penalizações contratuais, deterioração de stocks e custos de arranque de equipamentos em linhas de produção

A celeridade na aplicação das medidas foi identificada como fator essencial e critico. Foram ainda analisadas soluções para mobilizar linhas de crédito já existentes e boas práticas adotadas em situações anteriores, nomeadamente desde os incêndios de 2017 e durante a pandemia de COVID-19.

Da reunião saiu um conjunto de propostas de medidas prioritárias, que foram já apresentadas ao Ministério da Economia, destacando-se:
  • O alargamento das subvenções para microempresas até 10.000€, atualmente previstas para a agricultura e floresta, a outros setores;
  • A ativação do Sistema de Reposição de Capacidades Produtivas ao abrigo do Decreto-Lei n.º 4/2023, com apoios não reembolsáveis para as empresas mais afetadas;
  • Acesso a linhas de crédito já protocoladas, tornando mais célere a sua aplicação;
  • Moratórias das amortizações até 2026 dos contratos de incentivo no âmbito dos fundos estruturais;
  • Aumento dos prazos das moratórias fiscais;
  • Aumento das moratórias dos empréstimos devidamente articuladas com o Banco de Portugal de forma a evitar “default”.
Estas são medidas complementares às já propostas pelo Governo que respondem às necessidades das empresas.

*Departamento de Comunicação

DEPRESSÃO KRISTIN – COMUNICADO III - 02/02/2026


O Município de Figueiró dos Vinhos tem pressionado a E-REDES, diariamente, no sentido de repor a energia elétrica nas zonas e locais onde, ainda, não exista eletricidade. Uma questão premente que não depende da autarquia, mas apenas, e tão só, da E-REDES Nacional.

Assim:
  • ENERGIA ELÉTRICAEncontra-se no concelho, desde quarta-feira, dia 28 de janeiro, uma Equipa da E-Redes em trabalho contínuo e permanente, no sentido de restabelecer a energia elétrica o mais rapidamente possível
  • As reparações estão a ser realizadas por fases, tendo sido já finalizadas as reparações mais simples das linhas de Média Tensão que permitiram que alguns locais de Aguda e Figueiró dos Vinhos recuperassem a energia elétrica;
  • Os restantes locais do concelho sofreram danos muito graves nas Linhas de Média Tensão e Baixa Tensão, tornando a sua reparação difícil e demorada, não havendo por isso previsão para o restabelecimento total da energia elétrica em todo o concelho;
  • Atualmente, existem muitos constrangimentos de energia em Arega, Bairradas e Campelo;
  • Está a ser encetado, desde início, um esforço ininterrupto para que a E-Redes disponibilize 1 gerador por freguesia, no sentido de provisionar o seu fornecimento, pelo menos, no centro de cada freguesia para os serviços essenciais;
  • A Piscina Municipal irá reabrir para utilização exclusiva dos balneários para banho quente destinados a quem não tenha energia na habitação e queira usufruir deste serviço. O serviço estará disponível a partir de amanhã, terça-feira, dia 3 de fevereiro, até sábado, dia 7 de fevereiro, das 9h00 às 22h00, ininterruptamente.
ÁGUA - O fornecimento do concelho encontra-se relativamente normalizado

COMUNICAÇÕES - As comunicações no centro da vila de Figueiró dos Vinhos estão, relativamente, estabilizadas
Não há previsão do restabelecimento das comunicações a 100 %

𝗢 𝗿𝗲𝗽𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝗼𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀 𝗼𝘂 𝗻𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗽𝗼𝗽𝘂𝗹𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲𝘃𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗳𝗲𝗶𝘁𝗮 𝗻𝗼 𝗤𝘂𝗮𝗿𝘁𝗲𝗹 𝗱𝗼𝘀 𝗕𝗼𝗺𝗯𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗙𝗶𝗴𝘂𝗲𝗶𝗿𝗼́ 𝗱𝗼𝘀 𝗩𝗶𝗻𝗵𝗼𝘀.

*Gabinete de Imprensa
Município de Figueiró dos Vinhos

Marinha Grande | ESCOLAS ENCERRADAS ATÉ NOVA ATUALIZAÇÃO

 Na tarde de 2 de fevereiro, o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, reuniu-se na Câmara Municipal da Marinha Grande, acompanhado pelo Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, e pela Secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira, para avaliar os impactos da Tempestade Kristin na rede escolar do concelho e definir medidas imediatas de resposta.
Face à inexistência de condições mínimas de funcionamento, como instalações seguras, energia elétrica, abastecimento de água e comunicações de forma permanente, as escolas do concelho mantêm‑se encerradas até nova atualização.
Na Marinha Grande, o Ministro da Educação reafirmou que as escolas “são uma prioridade absoluta, salientando a importância de ouvir diretamente as comunidades educativas”. Da parte do Governo, foi sublinhada “a existência de fundos destinados à recuperação de equipamentos, dando prioridade aos estabelecimentos escolares mais afetados”.
O Ministério assegurou que serão estabelecidos contactos urgentes com a E‑Redes, as Infraestruturas de Portugal e os operadores de telecomunicações, com vista à reposição das condições essenciais de funcionamento, nomeadamente energia elétrica, abastecimento de água e comunicações.
O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente, destacou que a dimensão dos danos impede a resolução imediata de todas as situações nas escolas. “Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance, mas a situação é extremamente gravosa”, afirmou.
Com base na avaliação técnica, conclui‑se que “nem todos os estabelecimentos têm condições para reabrir, considerando-se que poderá ser mais adequado retomar as atividades letivas apenas quando a segurança estiver garantida, o que estamos a avaliar”, continuou.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Crónica - As habilitações académicas dos candidatos da 2.ª volta em 86 comparando com a atualidade

 A segunda volta das eleições presidenciais de 1986 colocou frente a frente duas figuras centrais da vida política portuguesa do pós-25 de Abril: Mário Soares e Diogo Freitas do Amaral. Para além das diferenças ideológicas e de percurso político, esse confronto revela também um dado hoje frequentemente esquecido no debate público: o nível e a precocidade das habilitações académicas dos candidatos.
Mário Soares, nascido em 1924, apresentava um percurso académico sólido e diversificado. Com apenas 37 anos, já era licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas e em Direito, ambas pela Universidade de Lisboa. Esta dupla formação refletia-se claramente no seu perfil intelectual: por um lado, uma sólida base humanística e histórica; por outro, um domínio técnico do Direito que marcou a sua atuação como advogado, oposicionista ao Estado Novo e, mais tarde, como governante. Importa sublinhar que estas licenciaturas foram obtidas num contexto político adverso, marcado por perseguições, prisões e limitações impostas pela ditadura.
Diogo Freitas do Amaral, por seu turno, representa um caso de excecional precocidade académica no panorama português. Doutorou-se em Direito com apenas 26 anos, tornando-se um dos mais jovens doutorados da sua geração. Professor catedrático de Direito Administrativo, era já uma referência académica quando entrou na política ativa. Antes mesmo das presidenciais de 1986, tinha exercido funções governativas de grande responsabilidade, incluindo as de ministro e de vice-primeiro-ministro, o que lhe conferia uma combinação rara de profundidade académica e experiência política.
O confronto eleitoral de 1986 surge, assim, como um exemplo claro de uma época em que os principais candidatos à Presidência da República apresentavam percursos académicos longos, exigentes e consolidados, muitas vezes concluídos em idades muito jovens e antes da ascensão aos mais altos cargos políticos.
Quando se compara este quadro com a atualidade, o contraste é inevitável. Sem entrar em juízos pessoais ou partidários, é legítimo questionar se o debate público contemporâneo valoriza com a mesma exigência a formação académica, o percurso intelectual e a preparação técnica dos candidatos a cargos de soberania. Em 1986, independentemente das opções políticas dos eleitores, o país escolhia entre dois candidatos cuja formação académica e densidade intelectual eram indiscutíveis e amplamente reconhecidas.
Mais do que um exercício de nostalgia, esta comparação convida a uma reflexão séria sobre os critérios que hoje presidem à seleção das lideranças políticas e sobre o lugar que o mérito académico e intelectual continua — ou não — a ocupar na vida democrática portuguesa.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

MUNICÍPIO DA MARINHA GRANDE DISPONIBILIZA ESPAÇO DE COWORKING

 O Município da Marinha Grande ativou esta segunda-feira, 2 de fevereiro, um espaço de coworking gratuito no Centro Empresarial, localizado na Rua de Portugal, na Zona Industrial da Marinha Grande, com o objetivo de apoiar trabalhadores, empresas e empreendedores que tenham ficado temporariamente impossibilitados de exercer a sua atividade em condições normais, na sequência dos efeitos provocados pela Tempestade Kristin.
O espaço encontra-se disponível de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 18h00, proporcionando aos utilizadores energia elétrica, internet e área de trabalho partilhada, de modo a assegurar continuidade laboral em contexto de emergência. 
A utilização é gratuita e está limitada a um máximo de três pessoas por empresa. Cada utilizador deve levar o seu equipamento de trabalho e extensão elétrica, garantindo o normal funcionamento da sua atividade profissional.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Tempestade Kristin: solidariedade com o Centro de Portuga

 Olá Litoral,

A região centro de Portugal tem vivido momentos dramáticos na sequência da tempestade Kristin, com prejuízos incalculáveis e muita gente ainda sem telhado, eletricidade, comunicações e outros bens de primeira necessidade. A todos deixo a minha sentida solidariedade e votos de que tudo se resolva o melhor possível e o quanto antes, sem mais perdas de vidas humanas.

Para quem puder ajudar de alguma forma, aqui ficam duas plataformas criadas por civis que podem contribuir para organizar essa ajuda e torná-la mais eficaz.

Numa nota mais positiva, e pensando em dias futuros mais soalheiros, criei um calendário de feriados 2026 em Portugal com dicas para aumentar os dias de férias usando pontes e feriados. Estou agora a preparar novos artigos que espero possam ver a luz do dia nas próximas semanas.

De resto, em breve vou voltar a viajar em reportagem para o blogue e para a revista Primitiva. Já agora, no próximo dia 5 de fevereiro (quinta-feira) às 18.00 estarei na livraria Palavra de Viajante, em Lisboa, para falar sobre a revista.

Fazer seguro de viagens IATI (5% off)

A terminar, deixo o habitual pedido para utilizar estes links ao planear as próximas viagens. Para si não faz diferença mas para mim é uma grande ajuda. Muito obrigado.

Grande abraço e muita força,

Filipe Morato Gomes

Município disponibiliza formulário para levantamento de danos

 
O concelho de Proença-a-Nova continua a enfrentar os efeitos severos da tempestade Kristin, que atingiu a região na passada quarta-feira, 28 de janeiro, provocando danos significativos em habitações, empresas, infraestruturas e na rede elétrica, deixando várias aldeias ainda sem fornecimento de eletricidade e comunicações. Dias após o fenómeno meteorológico, o cenário continua a ser de grande impacto em diversas localidades do concelho e em municípios vizinhos.
Neste sentido, o Município disponibiliza agora um formulário online destinado ao levantamento dos prejuízos causados pela tempestade, permitindo a todos os munícipes, proprietários e entidades afetadas descrever os danos verificados e anexar fotografias. Esta ferramenta visa complementar o trabalho técnico que está a ser realizado no terreno e contribuir para uma avaliação mais rigorosa do impacto da tempestade, essencial para o planeamento das ações de recuperação e eventual acesso a mecanismos de apoio. O formulário pode ser acedido através do endereço.
Desde o primeiro momento, os colaboradores do Município de Proença-a-Nova têm estado em permanência no terreno, acompanhando de perto a situação, apoiando as populações e realizando um levantamento exaustivo dos danos. As equipas municipais têm visitado todas as aldeias do concelho, sem exceção, numa ação contínua de proximidade, avaliação e resposta às necessidades identificadas no terreno.
O Município de Proença-a-Nova reitera o apelo à colaboração de todos, solicitando que os danos sejam reportados através do formulário disponibilizado, sublinhando que este contributo é fundamental para uma resposta eficaz e para a recuperação do concelho.



PRESIDENTE DA CÂMARA REIVINDICA ISENÇÃO DE PORTAGENS NO TROÇO DA A8

 O Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, reivindicou esta segunda-feira, 2 de fevereiro, junto do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Infraestruturas de Portugal e Auto-Estradas do Atlântico, a isenção imediata do pagamento de portagens no troço da A8 que serve o concelho, entre a Marinha Grande e Leiria.

Esta reivindicação é feita face ao impacto severo provocado pela Tempestade Kristin e às dificuldades de mobilidade e operação que continuam a afetar empresas, trabalhadores e residentes e que congestionam a EN 242.

O Presidente defende que “a Marinha Grande vive uma situação excecional, que exige medidas excecionais”. Paulo Vicente recorda que “em condições normais, mais de 20 000 veículos por dia circulam no eixo Marinha Grande–Leiria, incluindo um volume muito significativo de camiões pesados. Este é um corredor absolutamente vital para o funcionamento do nosso tecido económico e para a mobilidade diária da população.”

Para além deste facto, “neste momento, com a devastação causada pela Tempestade Kristin, esse fluxo tornou‑se ainda mais crítico. Temos trabalhadores, empresas, viaturas operacionais, equipas de emergência, voluntários e serviços essenciais que dependem desta ligação para atuar rapidamente e com segurança.”

A isenção temporária das portagens no troço da A8 “é uma necessidade imperiosa operacional. Precisamos de aliviar com absoluta urgência a pressão sobre as famílias, as empresas e todos os que estão a contribuir para a recuperação do concelho.”

É fundamental manter a via EN 242 o mais desimpedida possível. “Estamos a falar de um corredor absolutamente essencial para o trabalho de máquinas pesadas, operações de limpeza, remoção de árvores de grande porte, transporte de escombros, circulação de ambulâncias e deslocações das equipas de socorro. Qualquer congestão nesta via compromete diretamente a segurança, a rapidez de resposta e a eficácia das operações no terreno”, acrescenta o Presidente Paulo Vicente.

Neste contexto, "a suspensão das portagens da A8 permitirá redistribuir o tráfego, aliviar a EN 242 e garantir condições de circulação mais adequadas às equipas que estão a trabalhar 24 horas por dia para restabelecer a normalidade. Não podemos exigir à nossa comunidade que pague mais para ajudar a reconstruir-se. Precisamos de medidas que facilitem — e não que dificultem — o enorme esforço que está a ser feito por todos”, concluiu.

*Gabinete de Comunicação e Imagem