sábado, 31 de janeiro de 2026

Câmara de Évora entregou mais 12 casas em regime de arrendamento apoiado


“Hoje é um dia histórico para as 12 famílias que vão assinar os contratos de arrendamento e vão dispor de uma habitação condigna. Mas também um dia histórico para a Habévora e para as políticas de desenvolvimento de habitação acessível no nosso Concelho” afirmou Carlos Zorrinho, Presidente da Câmara Municipal de Évora, na cerimónia de entrega das habitações, que decorreu esta manhã, 30 de janeiro, nos Paços do Concelho. 
Recorde-se que esta empreitada resultou do projeto de “REABILITAÇÃO DE 12 EDIFÍCIOS, SITOS NA RUA DO ROCHEDO E RUA DAS DOZE CASAS - BAIRRO DA MALAGUEIRA” em que foi executada uma reabilitação integral e melhoria da eficiência energética das doze moradias existentes, que se encontravam emparedadas e em elevado estado de degradação sem condições mínimas de habitabilidade. 
Finda a cerimónia, que contou com a participação de todos os eleitos, seguiu-se uma visita às casas (9 T4 e 3 T3) - situadas na Freguesia da Malagueira – cuja empreitada tem um valor total de 1.468.970,52 euros, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência em 1.368.057,56 euros. 
Reconhecendo o trabalho que foi desenvolvido para se chegar até aqui, Carlos Zorrinho, regozijou-se com a resolução dos problemas do foro habitacional destes munícipes, o qual “é ponto de partida e inspiração para que, no futuro, o nosso Plano Local de Habitação (PHL), e o papel da Habévora nele, esteja mais próximo daquilo que as famílias precisam e desejam”. 
Foi a primeira vez que a Habévora realizou um concurso com critérios de inclusão e seleção diferentes do Regulamento de Atribuição de Habitação em regime de Arrendamento Apoiado. Um regime que serve de base para o concurso por inscrição, que se encontra sempre aberto e para o qual são afixadas listagens, com todas as inscrições classificadas e atualizadas de 6 em 6 meses.
Reconhecendo que o Regulamento é estruturante, o autarca sublinhou que “é preciso ter a coragem de encontrar em complemento soluções por medida e à medida dos problemas que temos que resolver”, o que foi o caso, por que, enquanto concurso por sorteio, proporcionou ao local onde se encontram as 12 casas uma requalificação não só habitacional, mas também social, pois era uma zona estigmatizada”. 
Sendo um processo modelo, considerou que “infelizmente se repetiu pouco, dado que as expetativas de uso do PRR para a criação de habitação acessível em Évora foram em grande parte goradas por uma teia burocrática que vamos romper através de novos mecanismos de financiamento à habitação que se anunciam, no plano nacional, no plano dos fundos europeus e no plano do recurso ao Banco Europeu de Financiamento (BEI)”. 
“Temos uma nova equipa altamente qualificada na gerência da Habévora, com ambição e prioridades claras” afirmou ainda o autarca, felicitando todos os que tornaram possível este momento (que irá repetir-se com maior frequência), bem como as famílias que hoje abrem uma nova porta nas suas vidas. 
“Juntos continuaremos a abrir portas de vida digna na nossa Cidade e no nosso Concelho” foi a mensagem de esperança com que Carlos Zorrinho concluiu a sua intervenção. 
“Este momento que aqui vivemos agora, materializa um dos pilares centrais da missão da Habévora: garantir o acesso a uma moradia digna, adequada e financeiramente sustentável, a famílias que, não encontrando resposta no mercado livre, necessitam de soluções públicas estruturadas, transparentes e equitativas”, evidenciou Olímpio Galvão, o novo Gerente Executivo da Habévora. 
“Às famílias hoje contempladas, deixamos uma palavra de proximidade e confiança. A atribuição destas habitações representa um direito fundamental, mas também um compromisso mútuo, assente no uso responsável das habitações, no cumprimento das obrigações contratuais e na integração plena na comunidade local, princípios que são essenciais para a continuidade e equidade deste regime de arrendamento apoiado”, afirmou ainda o dirigente.
Deixou também o reconhecimento pelo trabalho técnico e social desenvolvido pelos serviços da Habévora “cujo rigor, profissionalismo e dedicação foram determinantes para a concretização deste procedimento, bem como o enquadramento estratégico definido pelo Município de Évora, que tem como objetivo reforçar e diversificar as respostas habitacionais no concelho” e às famílias que recebem os novos contratos votos de felicidades. 
Tendo a nova gerência da Habévora tomado posse no início deste mês, Olímpio Galvão está convicto que “muito trabalho há pela frente, mas que as mudanças a implementar nos próximos tempos, irão dar um futuro mais justo, dinâmico e relevante, à importante missão da empresa no concelho de Évora”.

Bairro Comercial Digital de Évora Fortalece Comércio Local

Tendo como pano de fundo o Bairro Comercial Digital de Évora (BCDÉ), o Município de Évora e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), promoveram uma sessão pública de esclarecimento para comércio, serviços e entidades. Trata-se de um projeto inovador que propõe soluções digitais avançadas para o comércio e serviços do centro histórico. 
O Bairro Comercial de Évora é uma iniciativa em pleno desenvolvimento, que visa contribuir para modernizar o comércio e os serviços do Centro Histórico, onde se incluem a restauração e similares, através de soluções digitais avançadas. Em termos práticos, os comerciantes aderentes passam a ter acesso, de forma gratuita, a uma maior visibilidade online, quer através de plataformas digitais, como é o caso do Marketplace - plataforma de vendas online, quer por fazerem parte da Comunidade Comercial do Bairro.
 Desta forma, os aderentes ao projeto têm acesso a novas oportunidades de marketing, vendas e a ações de capacitação (eventos e workshops), que os tornarão mais competitivos no mercado digital. Por sua vez, os consumidores vão ter acesso a uma experiência digital de compra e conhecimento de produtos e serviços locais, assim como a promoções exclusivas, de forma rápida e prática. 
Como elementos diferenciadores de desenvolvimento do concelho, o BCDÉ destaca-se pela dinamização do comércio tradicional com atração de mais clientes, pela promoção de um centro comercial único, ao ar livre, em contexto histórico, mas, também, pelo seu alargamento em termos territoriais e garantia de manutenção da infraestrutura após o término do financiamento. 
Na sessão realizada ontem, 29 de janeiro, no salão Nobre dos Paços do Concelho, os participantes tiveram a oportunidade de abordar e discutir os próximos passos na aplicação do projeto no terreno.
 Recorde-se que esta iniciativa está integrada no projeto Bairros Comerciais Digitais, que, a nível nacional, conta com a participação de 95 municípios, abrangendo cerca de 25 mil estabelecimentos do comércio e serviços. 

Para mais informação, consulte a página 

Novo ponto de situação sobre a resposta à emergência no concelho da Marinha Grande

 O Município da Marinha Grande continua a desenvolver uma resposta articulada aos impactos verificados no concelho, registando-se, nesta fase, um forte apoio por parte de diversas entidades e voluntários.
Desde este sábado, 31 de janeiro, no terreno estão a operar quatro equipas especializadas de avaliação de risco do edificado, provenientes da Proteção Civil de Matosinhos, Lisboa e do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa. Estas equipas possuem formação específica para intervir em situações de derrocadas e outros riscos estruturais, estando a avaliar quais os edifícios que podem manter-se em funcionamento, com especial incidência nas escolas, tendo em conta as condições estruturais, estando a ser analisadas centenas de situações em todo o concelho.
Paralelamente, o Município está a desenvolver ações prioritárias para garantir condições básicas nos lares e IPSS, identificados pela Segurança Social, nomeadamente o abastecimento de água, desobstrução de acessos, fornecimento de roupa de cama e atoalhados lavados e disponibilização de refeições quentes, o que está . Já foram instalados geradores, sendo ainda necessária a obtenção de mais equipamentos deste tipo.
No âmbito do reforço de meios, encontram-se no concelho os Bombeiros Voluntários de Castelo Branco, tendo já prestado apoio anteriormente os corpos de bombeiros de Almeirim e Santarém.
Os desalojados foram transferidos do Estádio Municipal para as instalações do Sport Império Marinhense, contabilizando-se, este sábado, 31 de janeiro, 75 pessoas nessa situação.
No apoio alimentar, a Câmara Municipal está a garantir refeições aos operacionais que estão a trabalhar nas ações de limpeza, voluntários e desalojados. A Câmara Municipal colocou hoje, 31 de janeiro, em funcionamento a cantina social, na Catina da Embra (junto à escola Básica João Beare), que está a fornecer refeições a famílias carenciadas, das 12h00 às 14h00 e das 18h00 às 20h00.
Os serviços municipais estão a trabalhar para repor o abastecimento de água à população, no entanto têm-se registado constrangimentos nas operações, o que tem tornado mais moroso este processo.
A E-Redes está a trabalhar em articulação com o Município, para a reposição do fornecimento de energia elétrica, com especial enfoque para as zonas onde estão localizados lares e IPSS, não sendo possível prever a data para a normalização da situação.
No setor da saúde, este fim-de-semana, dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, o Centro de Saúde, mantém o Serviço de Atendimento Complementar (SAC) nas instalações do antigo Serviço de Atendimento Permanente, com o seguinte funcionamento:

• Fins de semana:
◦ 09h00 às 13h00 (SAC)
◦ 14h00 às 00h00 (SAP)
• Segunda-feira:
◦ 08h00 às 18h00

Entrega de donativos ou ajuda à população
Pode recolher bens essenciais no Pavilhão Nery Capucho, das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00:
- Alimentos não perecíveis
- Leite e papas infantis
- Produtos de higiene
- Fraldas e toalhitas
- Mantas e cobertores
- Roupa de adulto e criança

Para deixar ou recolher materiais de recuperação no Estaleiro Municipal (Rua do Matadouro), das 09h00 às 18h00:
-  Telhas
- Silicones
- Areia
- Cimento
- Materiais de construção
- Tela de impermeabilização
- Luvas de construção
-Oledados
- Coletes refletores
- Ferramentas de remoção e limpeza
- Vassouras
- Pás

Donativos financeiros
O Município da Marinha Grande disponibiliza uma conta bancária destinada à angariação de donativos, para apoio às ações em curso.
Dados bancários:
• Titular: Município da Marinha Grande
• Banco: Novo Banco
• IBAN: PT50 0007 0000 0066 7532 1762 3
• BIC / SWIFT: BESCPTPL
• Moeda: Euro (EUR)
Os donativos efetuados deverão ser identificados com o respetivo comprovativo de transferência, enviado por e-mail para donativos@cm-mgrande.pt, indicando o nome do doador e o NIF, para efeitos de registo e agradecimento por parte do Município.

Situação na Vieira de Leiria
Em Vieira de Leiria, o maior constrangimento continua a ser a ausência de energia e rede móvel. Na Praia da Vieira, não foi, ainda, garantido o abastecimento de água.
A Junta de Freguesia de Vieira de Leiria irá proceder à distribuição de lonas disponibilizadas pelo Municípios nas suas instalações, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
Foram colocados contentores para deposição de resíduos, localizados no parque de estacionamento do Mercado Municipal de Vieira de Leiria e no Largo dos Pescadores, (Praia da Vieira).
A recolha de alimentos, água potável e outros bens essenciais decorre na Junta de Freguesia da Vieira de Leiria, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. No Mercado da Vieira, está igualmente disponível material de construção, no mesmo horário.
O Município mantém-se no terreno, em permanente articulação com as entidades envolvidas, garantindo o acompanhamento contínuo da situação e apelando à colaboração e compreensão da população.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Bispo de Coimbra esteve no local no âmbito da visita pastoral a Cantanhede. Requalificação do Bairro Vicentino assentou um “modelo inspirador”

 
O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, esteve esta sexta-feira, 30 de janeiro, no Bairro Vicentino, onde descerrou uma lápide alusiva à requalificação deste local, onde habitam 20 famílias - num total de 54 pessoas.
Recorde-se que a reabilitação das duas dezenas de habitações foi levada a cabo pela Câmara Municipal de Cantanhede, na sequência de um contrato de cedência de direito de superfície estabelecido com a Diocese de Coimbra - e que lhe permite ter agora a gestão do espaço durante um prazo mínimo de 20 anos. O Bairro estava sob gestão da Sociedade de S. Vicente de Paulo de Cantanhede, instituição que, ao longo de décadas, tem ajudado pessoas e famílias carenciadas, providenciando alojamento entre outros apoios.
A intervenção nas habitações sociais decorreu ao abrigo do Programa Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Cantanhede, num investimento global de 1,5 milhões de euros.
Neste visita, o bispo de Coimbra esteve acompanhado da presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, do vice-presidente Pedro Cardoso, dos vereadores Célia Simões, Adérito Machado e Carlos Sérgio Negrão, do presidente da Assembleia Municipal, João Moura, da presidente da Junta de Freguesia de Cantanhede, Fátima Gomes, e do padre João Pedro Silva.
Para Helena Teodósio, a intervenção levada a cabo pela autarquia teve um duplo significado: por um lado permitiu “a melhoria da qualidade de vida das famílias”, por outro “garantiu a preservação de um bairro com história”.
O dinheiro que investimos nesta requalificação foi muito bem empregue”, enfatizou, agradecendo depois a D. Virgílio Antunes esta visita simbólica ao local.
Já o bispo de Coimbra congratulou-se com o acordo que esteve na génese desta intervenção, manifestando o desejo de que “este modelo inspirador” seja replicado “noutras áreas que envolvam o bem estar das pessoas”.
Estou feliz pelo facto de se ter chegado a esta fórmula. Seria difícil levar por diante a reconfiguração do Bairro Vicentino sem esta visão de união de esforços entre instituições”, salientou.
O prelado falou também do “significado profundo e humano” que significou esta visita ao local, lembrando que “todas as pessoas têm a mesma dignidade” e que, por isso, o caminho feito até aqui o deixa “feliz”.
De referir que para além da intervenção realizada nos 20 fogos existentes (11 T2, sete T3 e dois T4), todos ao nível do rés-do-chão, a autarquia avançou com a reabilitação urbana das ruas confinantes ao bairro.
A presença do bispo de Coimbra enquadra-se na visita pastoral que está a efetuar a Cantanhede e que iniciou na última sexta-feira, 23 de janeiro, com uma receção nos Paços do Concelho, e que se prolonga até esta domingo, 1 de fevereiro.


Crónica - A explicação de Ventura sobre a pobreza de Salazar

 Numa entrevista recente conduzida por Sandra Felgueiras, André Ventura afirmou que António de Oliveira Salazar morreu pobre, procurando enquadrar historicamente a ideia de que o ditador português não acumulou fortuna pessoal durante o exercício do poder. A afirmação gerou polémica imediata, como sucede sempre que o Estado Novo regressa ao debate público. Importa, contudo, analisá-la com o distanciamento crítico próprio do historiador, separando factos históricos, memória coletiva e uso político contemporâneo.
Este texto não pretende constituir uma defesa política de André Ventura, nem tão-pouco uma reabilitação do salazarismo enquanto regime autoritário. O objetivo é clarificar dados históricos e compreender porque razão certas ideias sobre Salazar continuam a ter ressonância numa parte significativa da sociedade portuguesa.
A ideia de que Salazar morreu pobre não é nova nem resulta de qualquer revisionismo recente. Há muito que a historiografia e diversos testemunhos apontam para o facto de o antigo Presidente do Conselho ter vivido de forma austera e de não ter deixado fortuna pessoal relevante. Quando morreu, em 1970, não eram conhecidas contas bancárias avultadas, património imobiliário significativo ou investimentos financeiros expressivos em seu nome. Os seus bens resumiam-se, essencialmente, a objetos pessoais, livros e haveres modestos. Este dado não iliba o regime das suas práticas repressivas, da censura ou da ausência de liberdades políticas, mas é um facto histórico que não deve ser ignorado.
A própria análise histórica do Estado Novo mostra que esta lógica de sobriedade material não se limitou a Salazar. Américo Tomás, Presidente da República durante grande parte do regime, tinha cerca de 200 contos na conta bancária quando morreu, um valor que está longe de qualquer ideia de enriquecimento pessoal ilícito. Este dado, frequentemente referido pelos historiadores, ajuda a compreender que, ao mais alto nível do regime, não existia um padrão sistemático de acumulação privada de riqueza comparável ao de outras ditaduras do século XX, sem que isso invalide a existência de privilégios, clientelismo e profundas desigualdades estruturais.
Ventura afirmou também que os primeiros anos da governação de Salazar foram positivos para o país. Do ponto de vista histórico, esta afirmação não é falsa, embora exija enquadramento. Quando Salazar assume a pasta das Finanças, em 1928, Portugal encontrava-se numa situação de profunda desordem financeira. O equilíbrio orçamental alcançado nos anos seguintes, o controlo da despesa pública e a estabilização monetária são factos amplamente reconhecidos pela historiografia. A neutralidade portuguesa durante a Segunda Guerra Mundial, ainda que pragmática e cuidadosamente negociada, poupou o país à destruição humana e material que marcou grande parte da Europa. Estes resultados concretos explicam, em parte, a perceção positiva que alguns setores da população mantiveram durante décadas.
Essa perceção não é apenas um fenómeno recente nem exclusivo de determinados quadrantes políticos. Em 2007, Salazar foi eleito a maior figura da História de Portugal no concurso televisivo "Os Grandes Portugueses", promovido pela RTP e decidido por votação popular. Independentemente das críticas que o formato possa suscitar, o resultado é um dado sociológico relevante: demonstra a persistência de uma memória positiva de Salazar em amplos setores da sociedade portuguesa, muito para além de simpatias ideológicas organizadas.
É neste contexto que deve ser entendida a referência feita por André Ventura à sua avó, socialista, que usava a expressão de que "era preciso três Salazares para endireitar o país". Enquanto força de expressão, a frase não traduz uma adesão ao regime, mas antes uma perceção popular associada à ideia de rigor financeiro, autoridade e ordem. Trata-se de um exemplo claro de como a memória histórica se constrói muitas vezes a partir de resultados concretos — contas certas, estabilidade — e não de uma análise global do sistema político.
Reconhecer estes factos não equivale a absolver o Estado Novo. A consolidação financeira e a estabilidade externa coexistiram com repressão política, censura, polícia política, ausência de direitos fundamentais e, mais tarde, com guerras coloniais prolongadas e desgastantes. A história não se faz de balanços morais simplistas, mas de análise crítica e contextualizada.
O debate público ganha quando se apoia em factos verificáveis e perde quando transforma a história num instrumento exclusivamente ideológico. Reconhecer que Salazar morreu pobre, que endireitou as contas públicas nos primeiros anos e que manteve Portugal fora da guerra não significa branquear o regime. Significa, apenas, compreender porque razão estas ideias continuam a surgir no discurso político e na memória coletiva portuguesa.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

Portugal ativa o serviço Copernicus para avaliação dos impactos da Depressão Kristin


Portugal, através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (EUCPM), ativou o serviço Copernicus Emergency Management Service às 13h40 do dia 28 de janeiro. Esta ativação decorre da necessidade de recolher imagens de satélite das áreas afetadas nas sub-regiões de Coimbra, Leiria, Beira Baixa, Médio Tejo e Oeste, bem como de proceder à produção de produtos de análise de impacto da depressão Kristin.
Relativamente a outros pedidos ao abrigo do EUCPM, e tendo em consideração que este mecanismo corresponde ao último nível do princípio da subsidiariedade, bem como o facto de, até ao momento, não se encontrarem esgotadas as capacidades e os meios dos níveis inferiores (local, regional e nacional), não foram formalizadas solicitações adicionais.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) mantém-se, contudo, em contacto permanente com o Emergency Response and Coordination Centre (ERCC), para eventual acionamento em caso de necessidade.

*Alcina Coutinho
Chefe de Divisão
Divisão de Comunicação e Sensibilização
Presidência

VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA PEDE “OLHAR ESPECIAL” DO GOVERNO


O vice-presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Armando Constâncio, apelou esta manhã, 30 de janeiro, ao Governo para que tenha “um olhar especial para a Marinha Grande”, sublinhando a dimensão da devastação registada no concelho na sequência da tempestade Kristin.
O pedido foi feito durante uma reunião que decorreu em Leiria, envolvendo vários membros do Governo e responsáveis regionais e locais, entre os quais o Ministro Adjunto e da Coesão Social, Manuel Castro Almeida, o Secretário de Estado da Proteção Civil, o Secretário de Estado da Administração Local e o Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, bem como a Presidente da CCDR Centro, os Presidentes das Comunidades Intermunicipais da Região de Leiria, do Oeste e do Médio Tejo, e diversos autarcas da região Centro cujos territórios foram afetados pelo temporal.
Na sua intervenção, Armando Constâncio destacou os prejuízos significativos em infraestruturas, equipamentos municipais, habitação e tecido económico, defendendo a necessidade de medidas excecionais de apoio e de celeridade nos mecanismos de resposta e financiamento, adequadas à gravidade da situação vivida no concelho.

Durante o encontro, o ministro Manuel Castro Almeida referiu que o Governo está a proceder ao levantamento detalhado dos danos nos vários territórios afetados, reconhecendo a complexidade e a extensão dos impactos provocados pelo fenómeno meteorológico. O governante transmitiu ainda que o Executivo está a articular soluções com as autarquias e entidades regionais, com vista à ativação de instrumentos de apoio que permitam a recuperação das zonas mais atingidas.

A reunião tem como objetivo avaliar os efeitos do temporal, promover a coordenação institucional e definir linhas de atuação conjuntas para apoiar populações, municípios e atividades económicas afetadas pela tempestade Kristin.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Silves | ESTÁ A CHEGAR A 10.ª MOSTRA SILVES CAPITAL DA LARANJA

Silves prepara-se para receber a 10.ª Mostra Silves Capital da Laranja. O evento de destaque do concelho de Silves decorre entre os dias 13 e 15 de fevereiro e vai reunir, na Fissul (Parque de Feira e Exposições de Silves), dezenas de expositores, produtores ligados à citricultura, associações locais, entidades regionais e muita animação.

Durante os três dias, a Mostra Silves Capital da Laranja acolhe, também, grandes nomes da música portuguesa. Raquel Tavares, Matias Damásio e o grupo Bandidos do Cante sobem ao palco principal para apresentação de grandes êxitos musicais, tão conhecidos do público.
A inauguração oficial do evento acontece no dia 13 de fevereiro, às 10h30, sendo a tarde marcada pela habitual, Conferência XXI, a partir das 14h30, no auditório da Fissul. Dar voz aos agricultores e debater temas atuais e de interesse para este setor de atividade de especial importância para o concelho de Silves é o objetivo. Nesta edição o foco estará em questões como o Acordo Mercosul-UE, os resultados do projeto Agro + Eficiente, o ponto de situação da Água que Une e a apresentação do trabalho de atualização do perímetro do Aproveitamento Hidroagrícola de Silves, Lagoa e Portimão em curso.
Já no sábado dia 14 de fevereiro o debate mantém-se, mas desta vez com a realização do workshop "O Papel de Simplificação e da Digitalização na Vida das Micro, Pequenas e Médias Empresas", dinamizado pelo Município de Silves em parceria com a CPPME - Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas. A iniciativa vai ter lugar no palco 2 da FISSUL, pelas 11h00.

Ao longo do fim de semana vão ser muitas as atividades a decorrer, que passam por atuações variadas de música e dança tradicional, espetáculo de magia, teatro de marionetas, espaços dedicados aos mais pequenos e, ainda, a Marcha dos Namorados, que é já uma referência na região do Algarve. Quem visitar o certame terá, ainda, a oportunidade de saborear e desfrutar dos melhores produtos locais e regionais, vinhos, gastronomia variada, doçaria, artesanato original, sempre com a presença da melhor laranja, a de Silves.

Também pelas ruas da cidade de Silves a laranja será rainha, com a realização da 10.ª edição do Fim de Semana com Sabor a Laranja, que tem início no dia 13 de fevereiro. Os restaurantes aderentes da iniciativa preparam-se para apresentar pratos criativos e variados nos quais o sabor principal será a excecional Laranja de Silves.

Promovida pela Câmara Municipal de Silves, com entrada livre, a Mostra Silves Capital da Laranja é um dos eventos âncora do concelho, pensado pela autarquia para destacar a citricultura que se faz nesta zona da região e os seus produtores, assim como promover a melhoria deste sector de referência. O certame apresenta uma programação variada, com atividades para todos, e ainda artistas de renome nacional, características que atraem, ano após ano, mais visitantes, impulsionando a promoção turística de Silves e do Algarve durante uma época do ano de menor procura e, consequentemente, contribuindo para o desenvolvimento económico e para a valorização dos recursos locais.

O programa completo desta edição será divulgado em breve. Poderá ser consultado através do link: https://www.cm-silves.pt/pt/menu/4280/10-mostra-silves-capital-da-laranja.aspx

Conheça os horários principais da 10.ª Mostra Silves Capital da Laranja:

Dia 13 fevereiro » 10h00 às 00h00 | Atuação Raquel Tavares » 22h00
Dia 14 fevereiro » 10h00 às 00h00 | Atuação Matias Damásio » 22h00
Dia 15 fevereiro » 10h00 às 20h00 | Atuação Bandidos do Cante » 17h00

Esperamos por si, na Mostra Silves Capital da Laranja 2026!
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ATUALIZAÇÃO DE SERVIÇOS E APOIO À POPULAÇÃO


O Município da Marinha Grande informa que os trabalhos de limpeza e recuperação do concelho decorrentes da tempestade Kristin estão em curso, contando com a participação de numerosos voluntários provenientes de todo o país.

Os serviços municipais estão a dar especial atenção à remoção de árvores de grande porte, dando prioridade aos estabelecimentos de ensino e, posteriormente, à via pública. As situações prioritárias continuam a ser avaliadas, de modo a analisar e minimizar riscos.

Cantina Social
A Cantina da Embra, junto à Escola Básica João Beare, vai disponibilizar refeições à população carenciada, a partir de sábado, 31 de janeiro, assegurando alimentação, das 12h00 às 14h00 e das 18h00 às 20h00.

Água
O abastecimento de água deverá ser regularizado até ao final do dia na Marinha Grande e na Moita. Em Vieira de Leiria, a água já foi reposta, com exceção da Praia da Vieira, estando o Município a envidar todos os esforços para garantir o abastecimento àquele lugar com a maior brevidade possível.

Eletricidade
Algumas zonas do centro da Marinha Grande já contam com energia elétrica. A E-Redes está a trabalhar para repor o abastecimento nas restantes áreas do concelho.

Comunicações
A NOS e a Vodafone instalaram antenas móveis junto aos Bombeiros da Marinha Grande, enquanto a MEO está operacional na cidade, reforçando a infraestrutura para estender o sinal às freguesias da Moita e de Vieira de Leiria.

O Município reforça o apelo à população para evitarem deslocações desnecessárias, especialmente para os locais mais afetados pela tempestade, de forma a garantir segurança e permitir o bom desenvolvimento das operações de limpeza e recuperação.

O Município da Marinha Grande agradece a colaboração de todos e continua a acompanhar a situação com prioridade à segurança e bem-estar da população.

Gabinete de Comunicação e Imagem
+351 963 665 584 | +351 244 573 317

MARINHA GRANDE RECEBE COMISSÁRIO EUROPEU E MEMBROS DO GOVERNO


O Comissário Europeu, Dan Joergensen, acompanhado pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho e pela ministra da Cultura e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, deslocaram-se à Marinha Grande na manhã desta sexta-feria, 30 de janeiro, tendo sido recebidos pelo presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, e pela presidente da Assembleia Municipal da Marinha Grande, Catarina Sarmento e Castro.
No decorrer da visita, a uma amostra da destruição causada pela Tempestade Kristin, percorreram-se as ruas da cidade, nomeadamente a zona industrial e o Parque Municipal de Exposições. Paulo Vicente, o presidente da Câmara, reivindicou o apoio do governo afirmando que toda a ajuda é bem-vinda, tendo em conta a gravidade da situação. Solicitando a constituição de um hospital de campanha, que assegure o mínimo de segurança e salubridade aos munícipes desalojados. Pediu apoio com meios para viabilizar a atuação sobre as ocorrências. Catarina Sarmento e Castro, presidente da Assembleia Municipal, afirmou que “A Marinha Grande é um povo resiliente e vai reerguer-se, mas não sei a ajuda de outros”.
Perante o cenário devastador avistado, o comissário europeu da Energia e Habitação, Dan Joergensen, expressou as suas condolências e mostrou-se impactado pela extensão dos danos derivados desta catástrofe, declarou, ainda, que a mensagem principal de Bruxelas é de solidariedade e de mobilização de apoio para esta região.
António Leitão Amaro, ministro da Presidência, declarou que será cedido todo o apoio possível ao concelho, sublinhando que “Juntos, nós, e agora também com os nossos parceiros europeus vamos reerguer o país desta tragédia”.
Neste momento esteve também presente o diretor nacional da Proteção Civil, José Manuel Moura, que afirmou estarem a ser devidamente seguidas as diligências do Plano Municipal de Emergência da Proteção Civil. Já o presidente da E-Redes, José Ferrari Careto, declarou já ter havido um grande progresso na energização da região centro no país, confessando especial dificuldade na restituição da rede elétrica pela queda de inúmeros postes de alta tensão abastecedores de milhares de utilizadores.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

PEDIDO DE VOLUNTÁRIOS PARA AÇÕES DE RECUPERAÇÃO NA MARINHA GRANDE


Na sequência dos danos significativos provocados pela tempestade Kristin, que afetou espaços públicos, infraestruturas e a vida de muitos munícipes, o Município da Marinha Grande apela à participação da comunidade em ações de voluntariado destinadas a apoiar os trabalhos de limpeza, organização e recuperação das zonas afetadas.

É fundamental o reforço de meios humanos no terreno, sendo necessário o apoio de voluntários para diversas tarefas, nomeadamente a limpeza de ruas e espaços públicos, apoio logístico e outras ações essenciais ao restabelecimento das condições de normalidade no concelho.
O ponto de concentração dos voluntários será nos Estaleiros Municipais, junto ao Parque da Cerca, a partir de onde serão organizadas as equipas e distribuídas as tarefas. Aos voluntários que disponham de meios próprios, solicita-se, sempre que possível, que tragam luvas, oleado e ferramentas de apoio, como vassouras e pás, de forma a facilitar os trabalhos.

Os interessados em colaborar ou obter mais informações poderão contactar o Município através do número 244 573 300. O Município apela ainda à partilha desta informação, de modo a alcançar o maior número possível de pessoas.

A colaboração de todos é essencial para ultrapassar este momento difícil e acelerar a recuperação do concelho.

Juntos, vamos reerguer a Marinha Grande.

*Gabinete de Comunicação e Imagem
+351 963 665 584 | +351 244 573 317

MUNICÍPIO DISPONIBILIZA LOCAL PARA DEPÓSITO DE VERDES E ENTULHO


No âmbito da resposta aos impactos provocados pela tempestade Kristin, o Município da Marinha Grande informa disponibilizou um local para a deposição de verdes e entulho, resultantes das operações de limpeza e recuperação em curso no concelho.
As descargas deverão ser efetuadas nos parques de estacionamento do Parque Municipal de Exposições, espaço definido para esse efeito, garantindo uma gestão adequada e segura dos resíduos.

Os munícipes que disponham de meios próprios de transporte devem dirigir-se diretamente ao local indicado, contribuindo para a normalização progressiva da situação e para a reposição das condições de salubridade e segurança.

O Município agradece a colaboração de todos e reforça que o contributo da população é essencial neste processo de recuperação.

Juntos, vamos reerguer a Marinha Grande.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

MARINHA GRANDE MOBILIZA APOIO À POPULAÇÃO AFETADA PELA TEMPESTADE

Na sequência dos impactos provocados pela tempestade Kristin, o Município da Marinha Grande encontra-se a promover ações de apoio solidário à população afetada, apelando à colaboração da comunidade, quer para prestar ajuda, quer para responder a necessidades imediatas.

Os munícipes que pretendam ajudar ou necessitem de apoio podem deixar ou recolher bens essenciais no Pavilhão da Escola Nery Capucho, onde está a ser concentrada a resposta de emergência social.
Entre os bens prioritários encontram-se alimentos não perecíveis, como arroz, massa, azeite, óleo e enlatados, leite e papas infantis, bolachas e cereais, bem como produtos de higiene pessoal, fraldas, toalhitas, artigos de higiene feminina, mantas, cobertores e roupa para adulto e criança. São igualmente necessários lonas e plásticos para proteção temporária de habitações.
Paralelamente, foi definido o Estaleiro Municipal como ponto de referência para entrega ou recolha de materiais de recuperação, essenciais às intervenções de emergência e reparação. Estão a ser aceites telhas, silicones, areia, cimento, outros materiais de construção, telas de impermeabilização, luvas de construção, coletes refletores, ferramentas de remoção e limpeza, bem como vassouras e pás.

O Município da Marinha Grande apela ao espírito solidário, sublinhando que a colaboração de todos é fundamental para apoiar as famílias afetadas e acelerar o processo de recuperação do concelho.

Juntos, vamos reerguer a Marinha Grande.

+351 244 573 300
geral@cm-mgrande.pt
www.cm-mgrande.pt

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SITUAÇÃO DAS ESCOLAS | CONCELHO DA MARINHA GRANDE

 O Município da Marinha Grande informa que os estabelecimentos de ensino do concelho permanecerão encerrados até ao dia 3 de fevereiro, por motivos de segurança e necessidade de realização de trabalhos de limpeza e verificação das condições de funcionamento.

O Município encontra-se a trabalhar em estreita articulação com as entidades competentes, nomeadamente a Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e as direções dos agrupamentos, garantindo que a reabertura apenas ocorrerá quando estiverem asseguradas todas as condições necessárias.
A reabertura das escolas será faseada e progressiva, dependendo da evolução dos trabalhos em curso, nomeadamente ao nível da limpeza, manutenção e reposição das condições essenciais.

A retoma da atividade letiva está condicionada à reposição total dos serviços de abastecimento de água, energia elétrica e comunicações, bem como à confirmação de que estão reunidas todas as condições de segurança para alunos, docentes e pessoal não docente.

O Município agradece a compreensão e colaboração de toda a comunidade educativa.

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Universidade da Beira Interior recebe XIV Congresso da SOPCOM dedicado ao tema “Comunicação e Tempo”

 
O maior Congresso da área das Ciências da Comunicação regressa à Covilhã reunindo professores, investigadores e profissionais da área, de diversos países, num encontro que contará com 291 participantes.
A Universidade da Beira Interior (UBI) recebe, nos dias 9, 10 e 11 de fevereiro de 2026, na Faculdade de Artes e Letras (FAL), o XIV Congresso da SOPCOM, dedicado ao tema “Comunicação e Tempo”. Organizado pelo LabCom, (Laboratório de Comunicação) em conjunto com a SOPCOM (Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação), o evento marca o regresso do congresso à cidade da Covilhã, duas décadas após a realização do III SOPCOM-Informação, Identidades e Cidadania, em 2004. Com 367 submissões recebidas, das quais 333 aprovadas, esta edição conta com 291 participantes e com o apoio de 80 voluntários. Ao longo destes três dias, o congresso reúne investigadores, docentes e profissionais da área da comunicação, nacionais e internacionais em sessões plenárias, painéis paralelos e mesas redondas.
No dia 9 de fevereiro pelas 9h30, no Auditório das Sessões Solenes, realizar-se-á a Conferência de Abertura com o tema “Artificial time: Temporality and the end of media in the age of AI”, por Anne Kaun, professora e investigadora de estudos em comunicação e media da Universidade Sodertorn, em Estocolmo e co-autora do livro “Making Time for Digital Lives” e de uma variedade de textos acerca das relações entre as tecnologias mediáticas e a estruturação do tempo. Pelas 14h30 no mesmo auditório, será realizada a Sessão Plenária “Temporalidade e sazonalidade no jornalismo” conduzida por Henrik Bodker, professor de estudos dos media da Universidade de Aarhus, Dinamarca. O seu percurso é marcado pela análise dos media noticiosos a partir do prisma da interação entre natureza, cultura e política, tendo liderado um projeto centrado na sazonalidade no jornalismo e sendo co-autor do livro “Climate Change and Journalism: Negotiating Rifts of Time”.
Já no dia 10 de fevereiro, pelas 11h00, irá decorrer no Auditório das Sessões Solenes, a Sessão Plenária “O Tempo na investigação e na informação”, com João Figueira, professor jubilado da Universidade de Coimbra, com um percurso marcado pela investigação na área do jornalismo, sendo autor de inúmeros estudos centrados na análise de fenómenos comunicacionais através do tempo histórico, presente igualmente no seu mais recente livro “ Da incerteza como princípio: jornalismo, democracia, decadência da verdade” e Maria Luisa Humanes, professora catedrática da Universidade Rey Juan Carlos, em Madrid e investigadora nas áreas da cultura profissional do jornalismo e da comunicação política. Pelas 14h30 será realizada a Mesa Redonda, “Ciência e Tempo: entre a urgência do presente e a espessura do pensamento crítico”, onde estarão presentes, Carlos Toural, presidente da Agacom, Carmen Peñafiel, presidente da AE-IC, Juliano Domingues, presidente da Intercom, Madalena Oliveira, presidente da Sopcom, Moisés Lemos Martins, presidente da Assibercom com moderação de Joaquim Paulo Serra, Presidente da Assembleia Geral da Sopcom.
No dia 11 de fevereiro, às 14h30, realizar-se-á a última Mesa Redonda do Congresso, de nome “Ritmos de publicação: Entre a urgência produtiva e o tempo do pensamento” com João Miranda, diretor da Mediapolis, Madalena Oliveira, diretora da Comunicação e Sociedade, Jorge Veríssimo, diretor da Comunicação Pública, Marisa Torres, diretora da Media e Jornalismo, Samuel Mateus, editor da Estudos em Comunicação, Marisa Mourão, diretora da Comunicando com moderação de Pedro Jerónimo, UBI. LabCom. Por fim, pelas 15h30, André Barata, professor catedrático em Filosofia na Universidade da Beira Interior e investigador nos campos da filosofia social, política, do pensamento fenomenológico e existencial, bem como autor do livro “E se parássemos de sobreviver - Pequeno livro para pensar e agir contra a ditadura do tempo” juntamente com José Luís Garcia investigador principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e co-editor do volume ”Razão, Tempo e Tecnologia: Estudos em Homenagem a Hermínio Martins”, procederão à sessão de encerramento, “Tempo, sociedade e comunicação”.

*Gisela Gonçalves, direção do LabCom