A Barragem de Girabolhos — Infraestrutura estratégica e a necessidade de contrapartidas claras para Seia e o Interior
A JADRC — Jovens Associados para o Desenvolvimento Regional do Centro reconhece a importância da Barragem de Girabolhos como projeto de grande relevância para a Região Centro e o Vale do Mondego, nomeadamente pela sua contribuição potencial para a gestão hídrica, mitigação de cheias e fortalecimento da resiliência territorial. Trata-se de uma obra que integra a estratégia nacional de política de água e que, ao avançar, responde a desafios estruturais sentidos ao longo do rio Mondego e nos territórios do interior do país.
Ao mesmo tempo, a JADRC subscreve integralmente a posição expressa pelo Presidente da Câmara Municipal de Seia, Doutor Luciano Ribeiro, relativamente à exigência de contrapartidas claras, vinculativas e concretas por parte do Governo como condição de justiça territorial no quadro deste processo.
A JADRC entende que a construção de infraestruturas públicas de grande envergadura deve ser acompanhada não só de benefícios técnicos e ambientais, mas também de um quadro de compromissos que reforcem a coesão territorial e contribuam para corrigir desigualdades estruturais que afetam o interior do país.
Conforme referido pela Câmara Municipal de Seia, as contrapartidas consideradas essenciais são a concretização de acessibilidades rodoviárias há décadas prometidas e sistematicamente adiadas, nomeadamente os itinerários IC6, IC7, IC37 e IC12.
A JADRC subscreve estas exigências como condições fundamentais para que o processo da Barragem de Girabolhos seja verdadeiramente integrado num projeto de desenvolvimento sustentável e equilibrado, que respeite os territórios onde a obra se insere e promova justiça territorial.
A JADRC apela a que o diálogo político seja sério, transparente e orientado para resultados concretos, e que o Governo assuma compromissos efetivos de coesão territorial, em linha com as exigências manifestadas pelo Presidente da Câmara de Seia — por forma a que as soluções propostas não se transformem em novos fardos para as comunidades locais, mas sim em oportunidades de desenvolvimento e prosperidade sustentada para toda a Região Centro e os territórios do Interior.
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