quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro

Informa-se que, devido à aproximação e passagem de ondulação frontal com corrente de oeste, se prevê, de acordo com o IPMA, novo agravamento das condições meteorológicas adversas, com chuva persistente, vento forte e agitação marítima, sobretudo entre o final da tarde de hoje, dia 12/02, e o dia de amanhã, dia 13/02, pelo que se espera a continuidade das situações de cheia/inundação atualmente existentes nos municípios da Região de Aveiro. 
Mantém-se, desta forma, ativo preventivamente o Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil de Aveiro, desde 101800FEV26. Continuam também ativos todos os Planos Municipais de Emergência de Proteção Civil referenciados no comunicado 01/26, de 10 de fevereiro. 
As ocorrências mais relevantes nas últimas horas são sobretudo cortes de via e danos em algumas habitações ou estruturas, por cheia/inundação e, em alguns casos pontuais, movimentos de massa/derrocadas. 
Houve necessidade pontual de apoiar algumas pessoas, nomeadamente através do fornecimento de bens de primeira necessidade, devido à inundação de vias de acesso a habitações, em Albergaria-a-Velha, estando todas as situações a ser acompanhadas pelos Serviços Municipais de Proteção Civil, agentes de proteção civil e organismos de apoio dos vários patamares. 
Mantem-se o Estado de Prontidão Especial (EPE), para o Dispositivo Integrado de Operações de Proteção e Socorro (DIOPS) no nível IV (máximo), até 132359FEV26, para Portugal Continental, no sentido da garantia do permanente acompanhamento das ocorrências, através do respetivos Comandos Sub regionais e de um aumento das ações de monitorização e prontidão. 
Assim sendo, recomenda-se mais uma vez à população que siga as orientações das Autoridades e que evite a circulação e permanência em locais próximos das zonas afetadas pelas inundações/cheias/deslizamentos. 
Atendendo ao corte dinâmico de várias vias rodoviárias na Região de Aveiro, pela evolução da situação hidrológica, continua a apelar-se aos cidadãos para que não circulem nas referidas vias, dado o risco envolvido. 
Pede-se novamente à população especial atenção às medidas de autoproteção já oportunamente divulgadas através dos avisos da ANEPC/SMPC e agentes de proteção civil, e ter em conta as ordens das autoridades territorialmente competentes, mantendo-se atento ao desenvolvimento da situação. 

Data: 12/02/2026 Hora: 17:00
 Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil 
O Comandante Sub-regional 
António Ribeiro (assinado no original)

TÉCNICOS DO PATRIMÓNIO CULTURAL, I.P. AVALIAM DANOS EM EDIFÍCIOS CLASSIFICADOS


Uma equipa de especialistas do Património Cultural, I.P. (PCIP) deslocou‑se ontem, 11 de fevereiro, à Marinha Grande para realizar uma avaliação técnica dos danos provocados pelas recentes condições meteorológicas adversas, nos edifícios municipais classificados do concelho.

A visita decorreu em articulação com os técnicos municipais, que acompanharam o trabalho de inspeção e teve como objetivo reforçar a preservação do património cultural.
Os técnicos visitaram três equipamentos culturais de referência: o Museu do Vidro, o Museu Joaquim Correia e a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira. Apesar de todos terem sofrido impactos, os técnicos identificaram a Casa‑Museu Afonso Lopes Vieira como o edifício mais afetado, devido à sua localização próxima ao mar e à forte agitação marítima registada nos últimos dias, que provocou danos na estrutura e o risco de derrocada de parte do imóvel.
A situação da Casa‑Museu, levou a uma nova análise pelos serviços municipais, representantes do Património Cultural, I.P., especialistas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC ) e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Foram observados, de forma integrada, os riscos estruturais, a erosão costeira e as soluções possíveis para mitigar o avanço do mar, garantindo a salvaguarda do edifício.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Évora | Iniciativa ‘Conversas à volta das Brincas de Carnaval’ juntou os três grupos em atividade. Exposição sobre o tema pode ser visitada até 20 de fevereiro nos Paços do Concelho

Para dar a conhecer melhor a tradição popular das Brincas de Carnaval, a Câmara de Évora acolheu ontem, dia 11, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a sessão ‘Conversas à volta das Brincas de Carnaval’, com a participação de elementos ligados aos três grupos que mantêm viva esta singular atividade da Cultura popular do nosso concelho. Antecipando os quatros dias de atuações durante o Carnaval, os grupos brindaram o público presente com uma pequena demonstração do seu repertório. 
A conversa contou com a participação de investigadores convidados (Isabel Bezelga e José Barbieri, que participaram por videoconferência) e dos Mestres dos três grupos existentes: Tiago Matias, do Grupo de Brincas dos Canaviais, Pedro Cardoso, do Grupo do Rancho Folclórico Flôr do Alto Alentejo, e Beatriz Velez, Maestrina do Grupo da Escolinha de Brincas da Casa do Povo de Canaviais. A moderação esteve a cargo de Rui Arimateia, que, enquanto técnico do Município, foi responsável pelo Centro de Recursos do Património Oral. 
A abertura coube ao Presidente da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, que, acompanhado pelos vereadores Jerónimo José e Carmen Carvalheira, enfatizou a “importância da Cultura popular e, em particular, das Brincas de Carnaval na nossa identidade como cidade e como território”, e, lembrou que “as Brincas são sinónimo de liberdade.” 
Numa conversa muito participada que contou com transmissão online, os investigadores sublinharam o valor das Brincas enquanto manifestação afetiva e de sentimento de pertença e reforço de laços no seio da comunidade. Alguns elementos das Brincas deram conta da sua experiência de participação e envolvimento nestes grupos de teatro comunitário. 
As Brincas Carnavalescas de Évora são um exclusivo do concelho e uma tradição popular dos bairros periféricos da cidade, contam atualmente com três grupos em atividade. Com a realização da sessão de conversas sobre as Brincas e da exposição, o Município de Évora pretende contribuir para a preservação e salvaguarda desta manifestação cultural imaterial, que se realiza durante o Carnaval, em forma de teatro comunitário. Este ano, os Grupos de Brincas de Carnaval vão atuar pelo concelho nos dias 14, 15, 16 e 17 de fevereiro.

APAV REVELA CAMPANHA DE SENSIBILIZAÇÃO PARA VIOLÊNCIA NO NAMORO_O RELATIONCHIP ERA FALSO, MAS O CONTROLO É REAL



 A Associação de Apoio à Vítima (APAV) revela hoje uma campanha de sensibilização que arrancou no dia 9 de fevereiro com o lançamento de um produto falso, o RelationChip, com dois microchips subcutâneos que prometiam revolucionar as relações amorosas através de monitorização contínua, acesso a passwords e rastreamento de localização. Uma solução tecnológica que desafiava colocar as relações à prova: “Dois chips, um namoro, zero segredos”.

O lançamento gerou reações intensas nas redes sociais, com críticas generalizadas sobre o carácter invasivo e controlador do conceito apresentado. Hoje, a APAV esclarece o propósito real da iniciativa: expor e confrontar a normalização de comportamentos de controlo nos relacionamentos entre jovens.

Segundo dados hoje divulgados, nos últimos 4 anos a APAV apoiou 3 968 vítimas de violência durante e após as relações, sendo que 29% dos casos envolveram jovens menores de 25 anos, que sofreram pelo menos um tipo de violência — incluindo controlo, violência psicológica, perseguição e violência sexual. O controlo tem sido identificado como o tipo de violência mais normalizado e frequentemente interpretado como demonstração de amor e confiança.

De um Chip falso à realidade
Ao apresentar as funcionalidades do RelationChip — localização 24/7, sincronização automática de passwords, monitorização de contactos — a APAV procurou confrontar os jovens com a realidade dos seus próprios comportamentos. O produto falso funcionou como espelho de práticas quotidianas realizadas através de telemóveis e redes sociais.

"A campanha foi lançada com o objetivo de confrontar indiretamente comportamentos normalizados e fomentar a reflexão através de uma inversão de perspetiva. Aquilo que parecia aberrante num chip é, na verdade, o que muitos casais fazem diariamente e normalizam", explica João Lázaro, Presidente da APAV. "Consideramos fundamental clarificar que comportamentos de controlo não são provas de amor, mas sinais de violência no namoro. A campanha em curso visa precisamente alertar para essa realidade e reforçar a importância de relações baseadas no respeito e na autonomia", reforça.

A fase de revelação da campanha segue agora nos mesmos canais de promoção do RelationChip — site, perfil de Instagram, TikTok e em mupis digitais pelo país e display, mas com o reforço de uma nova mensagem: “Muda o chip. Controlo no namoro é violência”.

É importante que todos saibam identificar os sinais de alerta que indicam comportamentos controladores numa relação: rastreamento contínuo de localização, exigência de acesso a passwords, controlo de amizades e movimentos, e monitorização de comunicações. Estes comportamentos não são expressões de amor, são sinais de violência. A APAV está disponível para apoiar jovens e vítimas de violência no namoro através da sua Linha de Apoio à Vítima (116 006), operacional entre as 8h e as 23h dos dias úteis.

A campanha RelationChip é uma parceria da APAV com as agências do Grupo Omnicom - BBDO, OmnicomPRGroup e OMD e produtora LOOKS:GOOD.

*Sónia Matos
Client Manager
Lisboa, 12 de fevereiro de 2026 -

Cantanhede | Concretização do apoio carece da aprovação pela Assembleia Municipal. Câmara Municipal transfere 1,3 milhões para as freguesias

 
O Executivo Municipal deliberou aprovar, por unanimidade, os termos dos acordos a celebrar com as freguesias do concelho, tendo em vista o financiamento de intervenções em diversos domínios. O valor global que a autarquia se propõe transferir nesse âmbito está estimado em 1,3 milhões de euros.
As condições de operacionalização dos apoios a conceder segundo critérios de equilíbrio e equidade foram aprovadas na última reunião camarária, materializando-se na comparticipação financeira das competências próprias das freguesias (caminhos e espaços verdes) e em contratos interadministrativos de delegação de competências (requalificação urbana).
Estes acordos permitem proximidade, eficiência e coesão territorial. Sem meios financeiros adequados, as juntas de freguesias não conseguem cumprir plenamente o seu papel junto das populações”, justifica Helena Teodósio, adiantando que “a intervenção da Câmara Municipal é determinante para reduzir desigualdades e assegurar um desenvolvimento mais harmonioso dentro do concelho”.
Como habitualmente, os acordos de cooperação do Município de Cantanhede com as freguesias foram estabelecidos de acordo com os princípios estabelecidos em anos anteriores e da concordância dos presidentes de Junta.
Por último, a presidente da autarquia cantanhedense diz ser determinante a existência de mecanismos de financiamento adequados, para “garantir uma descentralização efetiva e um desenvolvimento local sustentável”.
A concretização destes apoios carece da aprovação pela Assembleia Municipal bem como dos respetivos órgãos autárquicos das freguesias.

Proibição de acesso a redes sociais a menores: 69% das crianças já tem telemóvel, mas metade revela ansiedade com limitação no uso

  

   Ansiedade, distração e baixo rendimento: 53,3% dos menores sofre de stress quando se lhes limita o uso de telemóvel e quase 38% das famílias alerta para o impacto no rendimento escolar

   Menores hiperconectados desde a infância: 69,6% dos menores de 15 anos já tem smartphone e o acesso à internet começa antes dos 8 anos

   A proibição dos telemóveis em ambiente escolar tem vindo a ajudar a travar comportamentos desajustados e a melhorar o bem-estar digital dos mais novos

   Alternativas ao smartphone: o uso de relógios inteligentes infantis cresce como forma de atrasar o uso de redes sociais sem renunciar à tecnologia

Lisboa, 12 de fevereiro de 2026

Antes mesmo dos 10 anos, muitas crianças já estão conectadas. De acordo com os dados recolhidos pela SaveFamily, 42% das crianças acedem à internet antes dos 8 anos e cerca de sete em cada dez menores de 15 anos já tem o seu próprio smartphone. Aos 12 anos, mais de dois terços navegam online diariamente, e aos 15 anos 96% está permanente online. O resultado é uma infância hiperconectada, com mais de 80% dos menores a passar ao menos uma hora diária frente aos ecrãs e quase 20% a superar as cinco horas aos fins-de-semana, um uso de está já a ter impactos claros: 53,3% dos menores sente stress ou ansiedade quando se lhes limita o uso de telemóvel.

Este cenário ajuda a entender o projeto de lei de um dos grupos parlamentares português entregue  na Assembleia da República de proibir o acesso às redes sociais a menores de 16 anos, e que será aprovado ainda esta semana. Uma medida já em processo de implementação em Espanha, empurrada pela suposta incapacidade dos jovens em desenvolverem-se adequadamente em meios digitais que foram criados para os adultos. A proibição em Portugal soma-se a tendência internacional que procura travar a exposição precoce a plataformas baseadas na hiperconectividade, na validação constante e no consumo ilimitado de conteúdos online.

Famílias, docentes, investigadores e especialistas constatam que o uso intensivo de redes sociais não é neutro no desenvolvimento infantil: “Os números confirmam algo que temos vindo a observar diariamente: os menores acedem demasiado cedo a ambientes para os quais não estão emocionalmente preparados. Não se trata apenas de quanto tempo passam conectados, mas de como e para que usam a tecnologia”, assinala Pedro Chaves Costa, diretor de vendas para Portugal.

Impacto académico negativo em 38% das crianças

Os efeitos começam a refletir-se na saúde emocional e no ambiente educativo. Mais de 80% dos menores passam pelo menos uma hora diária em frente aos ecrãs durante a semana, e quase um de cada cinco supera as cinco horas nos fins-de-semana. Esta hiperconexão traduz-se em dificuldades de concentração, irritabilidade e uma baixa tolerância à frustração. No ambiente escolar, quase 38% das famílias indica um impacto negativo no rendimento escolar associado ao uso de telemóveis e redes sociais.

“Quando o telemóvel e as redes sociais entram em jogo, a atenção fragmenta-se e a aprendizagem ressente-se. O problema não é a tecnologia em si, mas a falta de limites claros, de educação digital e de uma introdução progressiva de acordo com a idade”, explica Pedro Chaves Costa .

Perante esta realidade, o Governo português já tinha proibido  o uso de telemóveis em ambiente escolar. Outros países foram ainda mais longe: a Austrália, por exemplo, aprovou já a lei que proíbe o acesso a determinadas redes sociais a menores de 16 anos. O denominador comum é a necessidade de proteger os menores numa etapa chave do seu desenvolvimento. Contudo, os peritos alertam que as proibições não são uma solução completa: é preciso oferecer alternativas.

Aumenta a procura de relógios infantis

Frente a esta conjuntura, as famílias estão a encontrar soluções mais práticas. A procura de relógios infantis cresceu 40% nos últimos anos, impulsionada pelos pais que procuram atrasar a entrega de telemóveis às crianças, sem renunciar à comunicação e segurança. Estes dispositivos permitem chamadas controladas, geolocalização e funções de emergência, mas limitam o acesso a redes sociais e à internet sem supervisão. Além do mais, novos modelos como o SaveWatch Plus 2 também exercem uma função educativa ao integrar tecnologias como IA infantil para potenciar o ensino e um “modo aula” para evitar distrações quando os menores estão a estudar na escola.

“Os relógios inteligentes permitem uma imersão digital progressiva. O menor começa a familiarizar-se com a tecnologia sem se “desconectar” totalmente do mundo, mas dentro de um ambiente controlado e educativo, sem a pressão constante das redes sociais. A chave está em acompanhar e não em substituir a educação por um ecrã”, explica Costa.

Os especialistas em psicologia infantil concordam que adiar o acesso ao smartphone traz benefícios tanto emocionais como sociais. Menos notificações favorecem a concentração, a socialização «cara a cara» e a autonomia real. Além disso, ajudam a evitar que o telemóvel se torne um regulador emocional: de acordo com o Observatório de Hábitos Digitais em Menores da SaveFamily, 53,3% dos menores reconhecem sentir ansiedade ou stress quando lhes é limitado o uso do telemóvel, um sinal de dependência que preocupa os especialistas.

A conclusão dos psicólogos é clara: o acesso precoce e ilimitado às redes sociais apresenta riscos reais para o bem-estar infantil; por isso, além de regular, é preciso educar. Os especialistas recomendam a adaptação gradual e o uso de tecnologias adaptadas a cada idade, dando-lhes ferramentas e critérios para que, quando chegar a hora, possam usar a tecnologia sem que ela os use.

Acerca de SaveFamily

É a empresa de origem espanhola líder em smartwatches com GPS. Desde os seus escritórios centrais distribui os seus produtos em mais de 43 países.

Criada em 2017, uma equipa multidisciplinar composta por mais de 40 profissionais responde a mais de um milhão de famílias que formam parte da sua carteira de clientes.

*Newsline Agência de Comunicação

AIP visita Seda Ibérica, empresa certificada Great Place to Work


No âmbito da iniciativa “Roteiro pela Indústria Transformadora”, uma delegação da Associação Industrial Portuguesa (AIP) liderada pelo seu presidente, José Eduardo Carvalho, visitou, dia 10 de fevereiro, a empresa Seda Ibérica – Embalagens, associada da AIP desde 1960, localizada em Paço de Arcos, Lisboa.

Enquadrada nas comemorações do 189º aniversário da AIP e de forma a reiterar o compromisso com as empresas associadas e fomentar uma cultura de proximidade, “esta visita é um tributo, um reconhecimento a quem tem um alto desempenho na qualidade de gestão, do qual a vossa empresa é um exemplo claro. Tendo consciência de que o setor da indústria transformadora está muito exposto à concorrência internacional, este tipo de visitas permite também dar a conhecer aos diretores operacionais da AIP os diferentes modelos de gestão, de organização, processos de fabrico, tipo de cultura de gestão, porque consideramos que o conhecimento vem 30 por cento do que se lê e 70 por cento do que se vê. É fundamental para aprendermos, obtermos conhecimento e estarmos muito próximos da realidade empresarial”, assim se dirigiu José Eduardo Carvalho ao anfitrião Anselmo Vilardebó, diretor-geral da Seda Ibérica.
A Seda Ibérica faz parte do Grupo Seda, um Grupo Internacional, fundado em Nápoles, em 1964, líder na conceção, desenvolvimento e produção de embalagens sustentáveis únicas e inovadoras para alimentos e serviços alimentares. Sediado em Itália, o Grupo Seda opera plataformas de produção naquele país, Alemanha, Portugal, Reino Unido e América do Norte.

A Seda Ibérica juntou-se ao Grupo Seda em 1991, na sequência da aquisição da Novembal, empresa fundada em 6 de julho de 1955 por investidores portugueses e estrangeiros, para produzir embalagens para munições destinadas à indústria militar.

Atualmente com 220 colaboradores, a Seda Ibérica apresentou, em 2025, um volume de vendas acima dos 63 milhões de euros, dos quais 75 por cento em exportações.

Entre outras, a Seda Ibérica renovou, no final de 2025, a certificação Great Place to Work. Esta certificação, concedida pela autoridade global em cultura organizacional, reconhece o sucesso da Seda na construção de um ambiente inclusivo que valoriza altos níveis de colaboração em equipe, inovação e desempenho. Nesta última renovação, foi registado um aumento significativo no número de respostas positivas, que agora representam 74% dos colaboradores, em comparação com 70% em 2024. 79% dos colaboradores afirmam que a Seda Ibérica é um excelente lugar para trabalhar, um aumento de oito pontos percentuais em relação ao ano anterior.

Enquanto empresa de embalagens, a Seda Ibérica sempre orientou a sua atividade de acordo com princípios de consciencialização ambiental e mantém-se alinhada com as metas climáticas cada vez mais urgentes. A economia circular e a sustentabilidade são um dos eixos de ação da empresa.

*Departamento de Comunicação

Crónica - O papel dos militares em estados de calamidade na nossa História

Em 1755, quando Lisboa ainda ardia e o chão mal deixara de tremer, soldados patrulhavam ruas cobertas de escombros, removiam cadáveres e impunham ordem numa cidade devastada. Em 2026, 2 800 militares atravessam águas turvas, desobstruem estradas submersas e resgatam populações isoladas pelas cheias. Separados por quase três séculos, estes dois momentos revelam uma continuidade profunda na História de Portugal: em estados de calamidade, os militares são chamados a servir a população.
O terramoto de 1 de novembro de 1755 foi uma das maiores catástrofes da Europa moderna. Sismo, tsunami e incêndios sucessivos destruíram grande parte da capital do império português. A resposta do Estado, dirigida por Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, foi rápida e estruturada. O Exército foi mobilizado para impedir saques, garantir segurança e restabelecer a autoridade numa cidade mergulhada no caos.
A presença militar foi decisiva. Tropas patrulharam ruas, criaram cordões de segurança e asseguraram o cumprimento das medidas impostas pelo governo. Participaram na remoção de escombros e na eliminação de focos de insalubridade, transportando muitos cadáveres para o mar para evitar epidemias. A disciplina e a cadeia de comando militar tornaram-se instrumentos essenciais para evitar o colapso social.
Mas o papel dos militares não terminou na fase de emergência.
A reconstrução de Lisboa foi confiada a engenheiros militares altamente qualificados: Manuel da Maia, brigadeiro e engenheiro-mor do Reino; Eugénio dos Santos, capitão de engenheiros; e Carlos Mardel, tenente-coronel. Nenhum era coronel, embora essa designação seja por vezes repetida de forma imprecisa. Todos pertenciam ao Corpo de Engenheiros Militares, que reunia o saber técnico mais avançado da época.
Sob a sua direção nasceu a Baixa Pombalina, concebida segundo princípios de racionalidade urbana e inovação estrutural. A chamada “gaiola pombalina”, estrutura interna de madeira pensada para conferir resistência sísmica aos edifícios, tornou-se símbolo dessa modernidade construtiva.
E aqui surge um episódio particularmente revelador: segundo tradição amplamente referida na historiografia, foram utilizados militares para testar a resistência das novas estruturas. Tropas terão sido mandadas marchar ritmicamente junto ou no interior dos edifícios em construção, provocando vibrações que simulavam abalos sísmicos. Não se tratava ainda de ciência experimental nos moldes modernos, mas de um ensaio empírico pioneiro — um gesto que unia disciplina militar e inovação técnica ao serviço da segurança pública.
Quase 270 anos depois, o país enfrenta cheias severas que afetaram várias regiões. A resposta voltou a envolver as Forças Armadas. Cerca de 2 800 militares encontram-se no terreno, apoiando populações, removendo destroços, assegurando transportes, montando infraestruturas provisórias e colaborando estreitamente com a Proteção Civil e autarquias.
A diferença entre 1755 e 2026 reside nos meios tecnológicos; a continuidade está na função. Ontem como hoje, as Forças Armadas disponibilizam capacidade logística, engenharia, rapidez de mobilização e uma cadeia de comando eficaz — elementos cruciais quando as estruturas civis se veem pressionadas por acontecimentos excecionais.
Outras calamidades marcaram a nossa História — como as cheias de 1967 na região de Lisboa ou grandes incêndios florestais nas últimas décadas — e também aí os militares desempenharam papéis relevantes. Mas é na comparação entre o terramoto que redesenhou Lisboa e as cheias atuais que se percebe com maior nitidez essa linha de continuidade histórica.
Em estados de calamidade, o país não pede guerra; pede organização. Não exige força ofensiva; exige capacidade de servir. E, ao longo da nossa História, os militares portugueses têm sido chamados, repetidamente, a cumprir essa missão.
Entre o chão que tremeu em 1755 — onde soldados testavam as próprias estruturas que ajudavam a erguer — e as águas que hoje sobem, permanece uma certeza: nas horas mais difíceis, a disciplina, a engenharia e o sentido de missão continuam a ser um dos pilares da resposta nacional.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

Marinha Grande | ASSEMBLEIA MUNICIPAL REÚNE A 13 DE FEVEREIRO


A Assembleia Municipal da Marinha Grande reúne em sessão ordinária, na próxima sexta-feira, 13 de fevereiro, pelas 20h30, no Auditório do Edifício da Resinagem.
A ordem do dia é a seguinte:
1. APROVAÇÃO DA ATA DA SESSÃO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL n.º 9/2025 e 01/2026;

2. APRECIAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE COMPROMISSOS PLURIANUAIS EXISTENTES A 31 DE DEZEMBRO DE 2025;

3. APRECIAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE PAGAMENTOS E RECEBIMENTOS EM ATRASO EXISTENTES A 31 DE DEZEMBRO DE 2025;

4. 4.ª MODIFICAÇÃO AOS INSTRUMENTOS PREVISIONAIS DE 2026 – 1.ª REVISÃO ORÇAMENTAL;

5. PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL PARA A ASSUNÇÃO DE COMPROMISSOS PLURIANUAIS;

6. RECOMENDAÇÃO DE ADESÃO DO MUNICÍPIO DA MARINHA GRANDE À ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS ASSEMBLEIAS MUNICIPAIS (ANAM);

7. RECOMENDAÇÃO DE MEDIDAS EXCECIONAIS DE APOIO ÀS FAMÍLIAS DO CONCELHO DA MARINHA GRANDE AFETADAS POR EVENTOS CLIMÁTICOS ADVERSOS (CH);

8. RECOMENDAÇÃO DE IMPLEMENTAÇÃO DA NORMA ISO 9001 NA AUTARQUIA DA MARINHA GRANDE (CH);

9. RECOMENDAÇÃO DE CELEBRAÇÃO OFICIAL DO DIA 25 DE NOVEMBRO NO CONCELHO DA MARINHA GRANDE (CH);

10. APRECIAÇÃO DA ATIVIDADE MUNICIPAL E SITUAÇÃO FINANCEIRA.

A presente sessão será transmitida em direto no canal do Youtube OA MGTV. O público que pretenda assistir ou intervir deve entrar pelo portão norte do edifício da Resinagem.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

ANAFRE REÚNE COM AUTARCAS DO CONCELHO DA MARINHA GRANDE

 Representantes da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), estiveram na manhã desta quarta-feira, 11 de fevereiro, na Marinha Grande, para reunir com os autarcas do concelho, tendo em vista a análise das dificuldades e necessidades das freguesias. 
O objetivo da reunião foi identificar as principais dificuldades que as freguesias do concelho estão a enfrentar, no contexto atual de elevada pressão operacional e social, e recolher contributos diretos das autarquias locais para reforçar a capacidade de resposta.

O Município da Marinha Grande e as juntas de freguesia agradeceram a presença da direção da ANAFRE e manifestaram disponibilidade para colaborar.
A partilha de preocupações centrou‑se, sobretudo, na necessidade de garantir o fornecimento de energia elétrica e no reforço de recursos, que garantam maior eficiência e rapidez na resolução das dificuldades enfrentadas pela população.

O presidente da associação, Francisco Branco de Brito, e outros membros da direção, confirmaram que esta deslocação tem como propósito articular medidas que auxiliem o Município e as Freguesias do concelho da Marinha Grande, com a tomada de decisões mais eficazes.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

ULSTMAD reforça capacidade de Radioterapia


Com os dois aceleradores lineares em pleno funcionamento, a ULS atinge capacidade de 100 tratamentos por dia.

O Serviço de Radioncologia da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) tem em funcionamento os dois aceleradores lineares, desde o passado mês de janeiro. Esta atualização tecnológica reforça a capacidade assistencial e operacional do Serviço.
Com os dois aceleradores lineares em pleno funcionamento, o serviço de Radioncologia da ULSTMAD aumenta a capacidade de resposta e reduz os tempos de espera, estimando-se uma capacidade instalada global de 100 tratamentos por dia, até um máximo anual de aproximadamente 24.000 sessões de Radioterapia.

Além das melhorias clínica e operacional, a combinação de dois aceleradores permite uma maior resiliência do serviço, assegurando continuidade assistencial e criando condições para reforçar a implementação futura de técnicas ainda mais diferenciadas, tais como as estereotáxicas, quando clinicamente indicadas.

O upgrade deste equipamento reforça, assim, a capacidade de resposta desta Unidade Local de Saúde que trata doentes oncológicos da área de influência de Trás-os-Montes e Alto Douro, e de outras zonas geográficas do país.

ULS Cova da Beira com procedimento neurocirúrgico inovador


A cirurgia consistiu na remoção completa da neoplasia, com uma abordagem minimamente invasiva.

A Unidade Local de Saúde (ULS) da Cova da Beira assinalou a primeira intervenção cirúrgica para a remoção de um tumor do osso frontal do crânio. Trata-se de um procedimento neurocirúrgico inovador que permite optar por uma abordagem minimamente invasiva.
A cirurgia consistiu na remoção completa da neoplasia, assegurando que não permanecem vestígios tumorais no doente. Concluída a excisão, procedeu-se à reconstrução do osso frontal do crânio, garantindo simultaneamente a proteção do cérebro e um resultado estético harmonioso da face.

Do ponto de vista técnico, destaca-se ainda neste procedimento, o recurso a tecnologia de neuronavegação, um sistema comparável a um verdadeiro “GPS cirúrgico”, que permite localizar o tumor com precisão milimétrica e confirmar, no final do procedimento, a sua remoção total. Apesar de se tratar de uma técnica exigente, que requer formação especializada e elevada experiência clínica, oferece vantagens claras para o doente, assegurando a mesma eficácia das técnicas clássicas, com uma recuperação mais rápida, menos dolorosa e mais confortável.

A ULS da Cova da Beira reafirma, assim, “o seu compromisso com a excelência clínica, a inovação cirúrgica e a centralidade no doente, posicionando-se na linha da frente da neurocirurgia moderna em Portugal”. lê-se no comunicado divulgado pela instituição.

Para saber mais, consulte: www.ulscbeira.pt

Projeto de acompanhamento da gravidez de baixo risco nos CSP

Publicada a norma que “cria e define os princípios orientadores para a implementação”.
Foi publicado em Diário da República o despacho que “cria e define os princípios orientadores para a implementação de um projeto de acompanhamento da gravidez de baixo risco nos cuidados de saúde primários”. O projeto será implementado em centros de saúde integrados em Unidades Locais de Saúde com baixa cobertura de médicos de Medicina Geral e Familiar.
Segundo o despacho, a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (DE-SNS) tem agora 30 dias para indicar as ULS onde será implementado o projeto, que visa “reforçar a acessibilidade e a equidade no acesso à vigilância da gravidez de baixo risco” e “promover a continuidade dos cuidados ao longo do ciclo gravídico e puerperal”.
“O modelo assistencial assenta numa lógica de cuidados interprofissionais integrados na equipa de saúde familiar, assegurando a articulação funcional entre enfermeiros especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica, médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar e médicos especialistas em Ginecologia e Obstetrícia”, segundo o despacho assinado pela ministra da Saúde. A adoção do modelo será feita de “forma prudente, gradual e devidamente avaliada”, permitindo uma monitorização contínua, nomeadamente ao nível da segurança clínica, dos resultados em saúde, da experiência das utentes e do impacto na organização dos cuidados de saúde primários.
Sempre que sejam identificados “critérios de risco ou intercorrências clínicas de relevo” o enfermeiro especialista faz a referenciação imediata da grávida para o especialista em Medicina Geral e Familiar de referência, assegurando a continuidade assistencial até à efetiva observação médica.
O despacho cria, ainda, uma Comissão de Acompanhamento, constituída por um elemento da DE-SNS, que preside à Comissão, um elemento de cada ULS onde o modelo seja adotado, um elemento da Comissão Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, dois elementos nomeados pela Ordem dos Médicos e outros dois pela Ordem dos Enfermeiros. Compete à Comissão estabelecer o protocolo de implementação e funcionamento do projeto, definir os indicadores de avaliação e proceder à monitorização contínua da sua implementação.

Para saber mais, consulte:
Despacho n.º 1572/2026 – Cria e define os princípios orientadores para a implementação de um projeto de acompanhamento da gravidez de baixo risco nos cuidados de saúde primários