quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
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Proibição de acesso a redes sociais a menores: 69% das crianças já tem telemóvel, mas metade revela ansiedade com limitação no uso
● Ansiedade, distração e baixo rendimento: 53,3% dos menores sofre de stress quando se lhes limita o uso de telemóvel e quase 38% das famílias alerta para o impacto no rendimento escolar
● Menores hiperconectados desde a infância: 69,6% dos menores de 15 anos já tem smartphone e o acesso à internet começa antes dos 8 anos
● A proibição dos telemóveis em ambiente escolar tem vindo a ajudar a travar comportamentos desajustados e a melhorar o bem-estar digital dos mais novos
● Alternativas ao smartphone: o uso de relógios inteligentes infantis cresce como forma de atrasar o uso de redes sociais sem renunciar à tecnologia
Lisboa, 12 de fevereiro de 2026
Antes mesmo dos 10 anos, muitas crianças já estão conectadas. De acordo com os dados recolhidos pela SaveFamily, 42% das crianças acedem à internet antes dos 8 anos e cerca de sete em cada dez menores de 15 anos já tem o seu próprio smartphone. Aos 12 anos, mais de dois terços navegam online diariamente, e aos 15 anos 96% está permanente online. O resultado é uma infância hiperconectada, com mais de 80% dos menores a passar ao menos uma hora diária frente aos ecrãs e quase 20% a superar as cinco horas aos fins-de-semana, um uso de está já a ter impactos claros: 53,3% dos menores sente stress ou ansiedade quando se lhes limita o uso de telemóvel.
Este cenário ajuda a entender o projeto de lei de um dos grupos parlamentares português entregue na Assembleia da República de proibir o acesso às redes sociais a menores de 16 anos, e que será aprovado ainda esta semana. Uma medida já em processo de implementação em Espanha, empurrada pela suposta incapacidade dos jovens em desenvolverem-se adequadamente em meios digitais que foram criados para os adultos. A proibição em Portugal soma-se a tendência internacional que procura travar a exposição precoce a plataformas baseadas na hiperconectividade, na validação constante e no consumo ilimitado de conteúdos online.
Famílias, docentes, investigadores e especialistas constatam que o uso intensivo de redes sociais não é neutro no desenvolvimento infantil: “Os números confirmam algo que temos vindo a observar diariamente: os menores acedem demasiado cedo a ambientes para os quais não estão emocionalmente preparados. Não se trata apenas de quanto tempo passam conectados, mas de como e para que usam a tecnologia”, assinala Pedro Chaves Costa, diretor de vendas para Portugal.
Impacto académico negativo em 38% das crianças
Os efeitos começam a refletir-se na saúde emocional e no ambiente educativo. Mais de 80% dos menores passam pelo menos uma hora diária em frente aos ecrãs durante a semana, e quase um de cada cinco supera as cinco horas nos fins-de-semana. Esta hiperconexão traduz-se em dificuldades de concentração, irritabilidade e uma baixa tolerância à frustração. No ambiente escolar, quase 38% das famílias indica um impacto negativo no rendimento escolar associado ao uso de telemóveis e redes sociais.
“Quando o telemóvel e as redes sociais entram em jogo, a atenção fragmenta-se e a aprendizagem ressente-se. O problema não é a tecnologia em si, mas a falta de limites claros, de educação digital e de uma introdução progressiva de acordo com a idade”, explica Pedro Chaves Costa .
Perante esta realidade, o Governo português já tinha proibido o uso de telemóveis em ambiente escolar. Outros países foram ainda mais longe: a Austrália, por exemplo, aprovou já a lei que proíbe o acesso a determinadas redes sociais a menores de 16 anos. O denominador comum é a necessidade de proteger os menores numa etapa chave do seu desenvolvimento. Contudo, os peritos alertam que as proibições não são uma solução completa: é preciso oferecer alternativas.
Aumenta a procura de relógios infantis
Frente a esta conjuntura, as famílias estão a encontrar soluções mais práticas. A procura de relógios infantis cresceu 40% nos últimos anos, impulsionada pelos pais que procuram atrasar a entrega de telemóveis às crianças, sem renunciar à comunicação e segurança. Estes dispositivos permitem chamadas controladas, geolocalização e funções de emergência, mas limitam o acesso a redes sociais e à internet sem supervisão. Além do mais, novos modelos como o SaveWatch Plus 2 também exercem uma função educativa ao integrar tecnologias como IA infantil para potenciar o ensino e um “modo aula” para evitar distrações quando os menores estão a estudar na escola.
“Os relógios inteligentes permitem uma imersão digital progressiva. O menor começa a familiarizar-se com a tecnologia sem se “desconectar” totalmente do mundo, mas dentro de um ambiente controlado e educativo, sem a pressão constante das redes sociais. A chave está em acompanhar e não em substituir a educação por um ecrã”, explica Costa.
Os especialistas em psicologia infantil concordam que adiar o acesso ao smartphone traz benefícios tanto emocionais como sociais. Menos notificações favorecem a concentração, a socialização «cara a cara» e a autonomia real. Além disso, ajudam a evitar que o telemóvel se torne um regulador emocional: de acordo com o Observatório de Hábitos Digitais em Menores da SaveFamily, 53,3% dos menores reconhecem sentir ansiedade ou stress quando lhes é limitado o uso do telemóvel, um sinal de dependência que preocupa os especialistas.
A conclusão dos psicólogos é clara: o acesso precoce e ilimitado às redes sociais apresenta riscos reais para o bem-estar infantil; por isso, além de regular, é preciso educar. Os especialistas recomendam a adaptação gradual e o uso de tecnologias adaptadas a cada idade, dando-lhes ferramentas e critérios para que, quando chegar a hora, possam usar a tecnologia sem que ela os use.
Acerca de SaveFamily
É a empresa de origem espanhola líder em smartwatches com GPS. Desde os seus escritórios centrais distribui os seus produtos em mais de 43 países.
Criada em 2017, uma equipa multidisciplinar composta por mais de 40 profissionais responde a mais de um milhão de famílias que formam parte da sua carteira de clientes.
*Newsline Agência de Comunicação




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