No dia 21 de fevereiro, pelas 15h, na Sala de Exposições Temporárias do Museu de Arte e Colecionismo de Cantanhede, realiza-se a primeira Roda de Conversa de 2026, promovida pelo projeto Feminismo Para Tod*s, intitulada “Ser Artista, Ser Mulher”. O encontro cruza arte, memória e feminismo, refletindo sobre a visibilidade, o reconhecimento e a memória das mulheres nas artes.
A sessão integra a 4.ª edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra” e é dedicada a Maria Amélia de Magalhães Carneiro (1883–1970), pintora naturalista que encontrou inspiração nas aldeias gandaresas de Cantanhede, fundou a primeira escola de arte do concelho de Cantanhede e foi uma das primeiras mulheres a frequentar a Academia Portuense de Belas Artes.
O encontro contará com a participação de Dina Lopes, artista plástica, e de Maria Manuel Magalhães Carneiro, sobrinha-neta de Maria Amélia, que irão partilhar experiências e perspetivas sobre o percurso das mulheres nas artes.
Segundo a organização, “este encontro propõe conversar, entre telas e pincéis, sobre os caminhos abertos às mulheres artistas, os obstáculos que ainda persistem e as camadas que atravessam a experiência de ser artista e mulher”.
O projeto Feminismo Para Tod*s, iniciado em 2022 por quatro amigas — Ana, Célia, Sofia e Tânia —, é uma iniciativa de cidadania ativa que procura contribuir para uma sociedade mais consciente, justa, inclusiva e participativa. Mensalmente, promove Rodas de Conversa em diferentes locais de Cantanhede, incentivando reflexão, partilha e debate construtivo sobre feminismo, igualdade de género e direitos humanos. Estes encontros valorizam o desenvolvimento pessoal e o envolvimento da comunidade.
A entrada é gratuita e aberta a toda a comunidade.


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