sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Para assistir a 5 de março, a partir das 14h30, no Fórum Braga. Católica lança nova Licenciatura em Gestão Aplicada em Braga


A Universidade Católica Portuguesa promove, no próximo dia 5 de março, em Braga, o evento “Braga cria valor: educação, impacto empresarial e gestão”, uma iniciativa que assinala o lançamento da nova Licenciatura em Gestão Aplicada. O encontro reunirá líderes institucionais, académicos e empresariais para refletir sobre o papel estratégico da educação e da gestão na criação de riqueza e no desenvolvimento sustentável da região. Estão confirmadas as presenças de Ricardo Costa (Chairman do Grupo Bernardo da Costa), José Teixeira (Presidente do Conselho de Administração da DST Group), Pedro Barros Oliveira (CEO do Grupo BMcar), Varico Pereira (Presidente do Conselho de Administração dos Hotéis do Bom Jesus) e José Queirós de Almeida (CEO da Greenvolt Comunidades).
Para o Pró-Reitor da Universidade Católica Portuguesa, Paulo Dias, “o lançamento da Licenciatura em Gestão Aplicada em Braga representa um passo estratégico no reforço da missão da Universidade Católica Portuguesa de formar líderes com uma forte ligação à sociedade e ao tecido empresarial,” acrescentando “Braga é hoje um polo de inovação e crescimento, e queremos contribuir ativamente para o desenvolvimento deste ecossistema, formando profissionais capazes de gerar impacto e criar valor.”

Bruno Nobre, diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FFCS), destaca que “esta nova licenciatura reflete o compromisso da Faculdade com uma formação de excelência, alinhada com as necessidades reais das organizações e da região, preparando estudantes com competências sólidas e uma visão prática da gestão, capazes de contribuir de forma significativa para o desenvolvimento económico e social.”

O primeiro painel, dedicado ao tema “Braga: um ecossistema vibrante na criação de riqueza”, contará com a participação de representantes das principais instituições que dinamizam o desenvolvimento económico da região, nomeadamente a Câmara Municipal de Braga, a InvestBraga, a Associação Empresarial de Braga e a AEMinho. Este momento permitirá analisar os fatores que posicionam Braga como um dos polos mais dinâmicos de inovação, empreendedorismo e criação de valor em Portugal.

A nova Licenciatura em Gestão Aplicada, uma formação orientada para a prática e alinhada com as necessidades reais das empresas, será apresentada por João Pinto (diretor da Católica Porto Business School) e por Ana Salazar (coordenadora da nova Licenciatura em Gestão Aplicada).

O painel “A qualidade da gestão e o impacto no tecido empresarial de Braga” reunirá líderes de organizações de referência, incluindo o Grupo Bernardo da Costa, o DST Group, o Grupo BMcar, os Hotéis do Bom Jesus e a Greenvolt Comunidades, com moderação de Alberto Castro, da Católica Porto Business School. A discussão centrar-se-á na importância da qualidade da gestão como fator determinante para a competitividade, inovação e crescimento sustentável das empresas.


*FERNANDA TEIXEIRA
Communication Consultant

Centro de Portugal lança marca “MOVE – The Sports Region” e posiciona-se como líder do turismo ativo e desportivo


Novo posicionamento no turismo desportivo marcou o segundo dia do stand da Turismo Centro de Portugal na BTL; Presidente da República e várias figuras institucionais visitaram o stand; restante programação valorizou interior, fileiras produtivas, náutica e identidade gastronómica regional.
O Centro de Portugal deu hoje, na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, um passo estruturante na sua estratégia de afirmação internacional, com o lançamento oficial da nova marca “MOVE Centro Portugal – The Sports Region”. Este foi o momento central do segundo dia da participação da região na maior feira nacional de turismo e aquele que sublinha o rumo estratégico assumido para os próximos anos.
A nova marca nasce com a ambição de posicionar o Centro de Portugal como a Região do Desporto, estruturando sob um conceito único os grandes eventos desportivos internacionais realizados no território. A apresentação esteve a cargo de Pedro Pontes, diretor do Núcleo de Estruturação, Planeamento e Promoção da Turismo Centro de Portugal, que enquadrou o MOVE como uma visão integrada para um dos segmentos turísticos que mais cresce a nível mundial – o turismo ativo e desportivo.
Sob a marca MOVE passam a estar agregados os principais eventos internacionais realizados na região, que projetam o Centro de Portugal para mercados estratégicos e geram impacto económico direto nas comunidades locais.
Três provas estruturantes dão o mote a este conceito em 2026: o “Oh Meu Deus by UTMB – Ultra Trail Centro de Portugal”, apresentado por Paulo Garcia, da Horizontes Turismo Desportivo; a “Maratona da Europa”, dada a conhecer por Paulo Costa, da GlobalSport; e o “Portugal MXGP – Mundial de Motocross”, revelado por Tiago Silva, da ACTIB - Águeda Action Club.
Estes eventos atraem milhares de atletas, equipas técnicas e visitantes nacionais e internacionais, contribuem para a dinamização da economia local, combatem a sazonalidade e reforçam o posicionamento do território como palco natural de experiências desportivas de excelência – do trail running às grandes maratonas internacionais, passando pelo motocross.
O MOVE assume-se, assim, como instrumento de coesão territorial e como veículo de promoção externa, alinhado com o desígnio de transformar o Centro de Portugal numa referência europeia no turismo ativo, tirando partido da diversidade paisagística, das infraestruturas existentes e da experiência acumulada na organização de grandes eventos.
Presidente da República e altas figuras do Estado visitaram o stand
O segundo dia ficou igualmente marcado por uma forte presença institucional. A manhã teve como momento simbólico a visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que dedicou tempo ao stand do Centro de Portugal, experimentando os sabores da região e participando num momento de showcooking, ao lado do chef Diogo Rocha, embaixador de Viseu Dão Lafões no projeto “Sabores ao Centro”, bem como na experiência gastronómica imersiva associada ao projeto.
O Chefe de Estado esteve acompanhado pelo secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, e pelo presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade.
Antes, o stand tinha recebido Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, que participou num momento de showcooking com o chef Diogo Caetano, embaixador da região de Leiria no “Sabores ao Centro”.

Durante a tarde, o espaço acolheu ainda uma comitiva liderada pelo Ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e uma delegação do Partido Socialista chefiada pelo secretário-geral José Luís Carneiro.

Interior e identidade gastronómica em destaque
Além do lançamento do MOVE, o stand do Centro de Portugal apresentou hoje uma programação diversificada, que envolveu vários territórios e projetos estratégicos.

A manhã começou com a Região de Leiria e a apresentação da Plataforma Digital ORVE, por Francisco Dias, do Instituto Politécnico de Leiria, exemplo da aplicação do conhecimento e da tecnologia ao desenvolvimento turístico. Seguiu-se o showcooking do chef Diogo Caetano, que valorizou os sabores leirienses.

Durante a tarde, foi apresentado o II Congresso Mundial de Turismo do Interior, promovido pela AITIFACE, que reforça o papel do Centro de Portugal no debate internacional sobre coesão territorial e desenvolvimento sustentável.

A harmonização PROVE – Vinho e Queijo, promovida pelos PROVERE da Fileira dos Vinhos da Região Centro e dos Queijos Centro de Portugal, evidenciou a força das fileiras produtivas regionais e a sua transformação em experiências turísticas de elevado valor acrescentado. Já a sessão “Náutica Centro de Portugal – Descubra a sua Natureza”, pelo PROVERE Náutica Centro de Portugal, destacou a valorização dos recursos hídricos e da oferta náutica como eixo estratégico da região.

A região Viseu Dão Lafões apresentou a 2.ª edição do Prove Vinho & Queijo 2026, que este ano decorre em Viseu, seguida de um showcooking do chef Estrela Michelin Diogo Rocha, no âmbito do projeto “Sabores ao Centro”.

O dia terminou com a Beira Baixa e o projeto Monte Barata Wildlife Tourism, apresentado pela associação ambientalista Quercus, exemplo de turismo de natureza sustentável, seguido do showcooking da chef Maria Caldeira de Sousa, embaixadora gastronómica da região no “Sabores ao Centro”, e da apresentação do documentário “Entre Aldeias”, de Larissa Vereza, que celebra a autenticidade e a vida nas aldeias do território.

O Centro de Portugal está, assumidamente, em movimento.
*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação


Medidas Sociais para o bem-estar dos paivenses. CÂMARA MUNICIPAL ASSINOU PROTOCOLOS PARA “CHEQUE FARMÁCIA “ E INCENTIVO À NATALIDADE


No prosseguimento das políticas sociais implementadas nos últimos anos pelo Município de Castelo de Paiva, o Executivo Municipal de Ricardo Cardoso vai manter e reforçar sempre que necessário o apoio à Acção Social, aumentando valores e a abrangência das iniciativas relacionadas com o Cheque Farmácia e Incentivos à Natalidade.
 Nesse âmbito, foram recentemente assinados os protocolos com os diversos parceiros que garantem a continuidade destas medidas sociais fundamentais para o bem-estar dos paivenses. 
O apoio do Cheque Farmácia beneficiou no último ano dezenas de paivenses e para o próximo ano traduz-se num investimento municipal de 35 mil euros, tendo sido destinado cerca de 80 mil euros para apoio e Incentivo à Natalidade. 
Mais do que uma formalidade, esta cerimónia serviu também para ouvir quem está no terreno e o Município desafiou as entidades parceiras a partilharem a sua visão e sugestões de melhoria, garantindo que o apoio social em Castelo de Paiva continua a evoluir e a chegar de forma eficaz a quem dele depende. Por sua vez, o presidente Ricardo Cardoso destacou o interesse de cuidar e apoiar quem mais precisa, e a importância e a oportunidade destas medidas de apoio social, assumindo que o serviço público que prestamos, só faz sentido quando se procura resolver os problemas das pessoas, da comunidade, procurando zelar para que todos tenham motivação para uma vida mais digna.


*Carlos Oliveira
Gabinete de Imprensa e Relações Públicas
Assessor de Imprensa

Património, cultura e produtos endógenos marcam presença de Porto de Mós na BTL


O Município de Porto de Mós está presente na BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market 2026, que decorre de 25 a 29 de fevereiro, integrando o espaço promocional da CIMRL – Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria. Esta participação conjunta reforça a estratégia regional de afirmação turística, potenciando sinergias e promovendo o território de forma integrada, coerente e competitiva, numa altura em que as palavras de ordem são recuperação e resiliência.

A presença de Porto de Mós na BTL 2026 evidencia um posicionamento estratégico centrado na autenticidade, sustentabilidade e valorização dos recursos endógenos, apresentando um portefólio diversificado de produtos e projetos turísticos.
Neste sentido, as principais apresentações do município centraram-se nas seguintes temáticas:

- Batalhas Históricas – CIBA
- Turismo de Natureza e Experiências Imersivas
- Turismo Industrial
- Projeto Ouro Líquido – Azeites e Olival de Porto de Mós
- “Muros que Unem” – Muros de Pedra Seca (Porto de Mós, Pombal e Ansião)

Iniciativa promovida em parceria com o grupo Leirena Teatro.
- Festas de São Pedro 2026 e agenda cultural de Porto de Mós
- Rota dos Castelos
- Grande Prémio ANICOLOR
- CakeMós – Concurso Nacional de Cake Design
- Projeto Danças de Porto de Mós

Até ao próximo domingo será possível visitar o espaço da Região de Leiria e conhecer com mais detalhe a oferta turística, cultural e desportiva deste territóri

*Patrícia Alves
Gabinete de Comunicação

MUNICÍPIO DA MARINHA GRANDE AJUSTA HORÁRIO DO ESPAÇO DE APOIO AO CIDADÃO


O Município da Marinha Grande informa que o Espaço de Apoio ao Cidadão, instalado no rés‑do‑chão do Núcleo de Arte Contemporânea, no Edifício da Resinagem (entrada pela Rua Pereira Crespo), passa a funcionar em novo horário.

A partir de 27 de fevereiro, o atendimento decorre de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 17h00, ficando o espaço encerrado ao fim de semana.

Criado com o objetivo de apoiar a população e o tecido económico local na sequência dos prejuízos provocados pela tempestade, este espaço tem recebido diariamente munícipes, que procuram esclarecimentos, apoio no preenchimento de formulários e encaminhamento de situações urgentes.
Apoios Disponíveis
O Espaço de Apoio ao Cidadão disponibiliza:

Assistência no preenchimento dos formulários da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro relativos a prejuízos;
Orientação e esclarecimento de situações urgentes;
Apoio psicossocial;
Atendimento especializado a comerciantes e empresários, em colaboração com a Associação Comercial e Industrial da Marinha Grande.

O funcionamento é assegurado por trabalhadores do Município, com o apoio da Junta de Freguesia de Benfica.

Documentação Necessária
Para um atendimento mais célere, os cidadãos devem apresentar:

Documentos obrigatórios:
Identificação pessoal
NIF
Morada completa
Acesso ativo ao Portal das Finanças e Segurança Social Direta
Telemóvel para receção de SMS
IBAN
Orçamentos e fotografias atualizadas dos danos

Documentos complementares:
Caderneta predial
Certidão de registo predial atualizada
Email válido

Em caso de existência de seguro:
Cópia da apólice
Comprovativo da participação do sinistro à seguradora

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Silves | XXVIII FEIRA DO FOLAR DE SÃO MARCOS DA SERRA COM INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ AO DIA 11 DE MARÇO


A Feira do Folar leva alegria e animação a São Marcos da Serra de 03 a 05 de abril. A iniciativa promovida pelo Município de Silves, com apoio da Junta de Freguesia de São Marcos da Serra e Caixa de Crédito Agrícola Mútuo Terras do Arade, é uma referência no panorama dos eventos realizados na Serra Algarvia, que promove as tradições das comunidades locais, a cultura e gastronomia popular, atraindo um considerável número de visitantes.

Os expositores que queiram participar na XXVIII Feira do Folar de São Marcos da Serra podem realizar as suas inscrições, até ao dia 11 de março.
São aceites inscrições de expositores das áreas da produção de folar, panificação, doçaria regional, licores e aguardentes, mel, enchidos tradicionais, restauração, artesanato, latoaria do concelho e citrinos (sumo de laranja natural), sendo dada preferência a produtores de folar do concelho.

A ficha de inscrição (disponível nesta página) deverá ser remetida por correio eletrónico, através do endereço feiradofolar@cm-silves.pt, podendo ainda ser entregue, presencialmente, no sector de Cultura da Câmara Municipal de Silves, no horário das 09h00 às 17h00, ou na Junta de Freguesia de São Marcos da Serra, entre as 09h00 e as 16h00. Para formalização da candidatura deverá ser entregue a ficha de inscrição, devidamente preenchida, e ainda a cópia do licenciamento de atividade.

Para esclarecimento ou informações adicionais, os interessados devem contactar através do e-mail feiradofolar@cm-silves.pt ou do telefone 282 440 800 (setor de Cultura extensão: 2707).

 

SECRETÁRIO DE ESTADO DAS FLORESTAS PARTICIPOU EM REUNIÃO SOBRE MEDIDAS DE RECUPERAÇÃO PÓS-TEMPESTADE KRISTIN


O Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, esteve ontem, 26 de fevereiro, no Auditório do Edifício da Resinagem, na Marinha Grande, para participar na reunião dedicada à operacionalização da retirada da madeira e às medidas de recuperação, na sequência da tempestade Kristin.
A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente; do coordenador da Estrutura de Missão, Paulo Fernandes; do Presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, Jorge Vala; do presidente e de representantes do ICNF e das Comunidades Intermunicipais de Aveiro, Coimbra, Oeste, Beira Baixa e Médio Tejo.

A reunião teve como principal objetivo estruturar uma resposta articulada e urgente ao impacto severo da calamidade, particularmente ao nível da grande quantidade de material lenhoso derrubado, que representa risco acrescido de incêndio florestal, proliferação de pragas e constrangimentos nas infraestruturas e acessibilidades.

Durante a reunião, Rui Ladeira sublinhou que “é preciso passar à ação”, defendendo uma intervenção imediata no terreno, acrescentando que a operacionalização das medidas deverá avançar já no início da próxima semana, em articulação com as CIM.
O governante referiu ainda que o equipamento confiado às Comunidades Intermunicipais será colocado no terreno para apoiar os trabalhos de desobstrução e que será implementado um plano fitossanitário destinado a minimizar o impacto de pragas e doenças associadas à madeira caída.

O Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, reforçou a necessidade de uma estratégia clara e de ação no curto prazo. “Precisamos de garantir acessos, proteger pessoas e infraestruturas, sendo fundamental que a recuperação seja assumida conjuntamente com os nossos interlocutores, com a coordenação da Estrutura de Missão e os devidos apoios financeiros por parte do Governo”, afirmou.
Por sua vez, Paulo Fernandes destacou a importância de assegurar segurança jurídica na atuação de todas as entidades envolvidas, defendendo uma metodologia célere, com forte articulação logística, colaboração institucional e cooperação intermunicipal, alertando também para a necessidade de garantir financiamento adequado.

O Presidente da CIM da Região de Leiria, Jorge Vala, salientou que a região é provavelmente a mais afetada do país por esta tempestade, com impactos particularmente severos na Marinha Grande e em Leiria. “Temos à porta o verão e o risco de incêndios florestais. Temos longos quilómetros de árvores derrubadas e isto não se resolve em dois dias. Precisamos de um olhar nacional para um problema regional e de apoio financeiro direto do Estado. Temos consciência do problema, mas não temos capacidade para o resolver sozinhos”, afirmou.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Investigador da UC integra equipa de avaliação da Lista Vermelha das Abelhas Europeias da União Internacional para a Conservação da Natureza


O investigador Hugo Gaspar, do Centre for Functional Ecology: Science for People & Planet da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), é um dos autores da segunda avaliação da Lista Vermelha das Abelhas Europeias, conduzida pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

O especialista em taxonomia, ecologia e conservação de abelhas selvagens em Portugal contribuiu para esta avaliação, que revela um aumento significativo do conhecimento sobre estas espécies, mas evidencia também um agravamento preocupante do seu estado de conservação na Europa.
Segundo o novo relatório da IUCN, 10% das abelhas selvagens europeias (171 em 1.928 espécies avaliadas) estão ameaçadas de extinção, mais do dobro das 77 espécies ameaçadas registadas em 2014, quando foi feita a primeira avaliação. Um dos principais objetivos alcançados nesta segunda edição foi reduzir o número de espécies com estatuto de “Dados Insuficientes” (Data Deficient), que passou de 57%, em 2014, para apenas 14%, em 2025, tornando esta a avaliação na mais abrangente alguma vez realizada sobre o estado de conservação das abelhas selvagens europeias.
Entre os grupos de espécies mais afetadas encontram-se, por exemplo, os abelhões (género Bombus) e as abelhas do género Colletes e Dasypoda. Estas espécies, juntamente com as restantes avaliadas, são essenciais para a polinização de plantas silvestres e de culturas agrícolas, desempenhando um papel vital na sustentação dos ecossistemas terrestres e na agricultura.

Das 171 espécies que estão ameaçadas de extinção na Europa, 67 ocorrem em Portugal, o que corresponde a 9% da fauna nacional (747 espécies). Das 25 espécies no nível mais alto de ameaça (“Criticamente em Perigo”) na Europa, apenas uma ocorre em Portugal ­– o Epéolo-de-faixas (Epeolus fasciatus Friese, 1895) – uma espécie de abelha cuco que parasita abelhas do género Colletes.

«Este documento é mais uma prova do aumento do conhecimento, ainda que limitado, resultante do investimento que tem sido feito no estudo das abelhas na Europa nos últimos anos», explica Hugo Gaspar, investigador do Departamento de Ciências da FCTUC

«É importante compreender que o nível de ameaça depende do contexto geográfico e neste documento é recomendada a criação de listas vermelhas nacionais específicas de abelhas selvagens, ainda inexistente em Portugal», afirma, acrescentando que «uma espécie pode não estar ameaçada à escala europeia e estar ameaçada à escala nacional, ou vice-versa – isso tem implicações na conservação nacional das abelhas».
Na FCTUC e no FLOWer Lab têm sido desenvolvidos esforços contínuos para a conservação das abelhas selvagens e de outros polinizadores, através de vários projetos de investigação e ação. Entre eles, destaca-se, naturalmente, o doutoramento de Hugo Gaspar, que visa ampliar o conhecimento da distribuição e identificação das abelhas selvagens em Portugal; o projeto nacional PolinizAÇÃO, responsável pelo Plano de Ação para a Conservação e Sustentabilidade dos Polinizadores em Portugal; o projeto ARCADE para o melhoramento das coleções de referência nacionais; e mais recentemente, o projeto europeu BeeConnected SUDOE, dedicado ao restauro ecológico de habitats e à conservação de polinizadores selvagens.

A Lista Vermelha das Abelhas (colocar link quando estiver online), publicada recentemente, destaca ainda as principais ameaças à conservação das abelhas: 1) a intensificação agrícola, 2) as alterações climáticas, 3) a perda e fragmentação dos habitats, 4) as espécies invasoras e 5) a poluição. Também são apresentadas as prioridades para a conservação: 1) proteger e restaurar habitats, 2) promover práticas agrícolas favoráveis a polinizadores, 3) expandir a monitorização e investigação, 4) fortalecer a rede de especialistas e 5) integrar a conservação de abelhas nas políticas existente

*Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

Comunicado : Faz sentido continuar a decidir o futuro do ensino superior português sem uma estratégia clara, coerente e justa para todo o território?

Há três anos, uma iniciativa de cidadãos foi discutida e votada na Assembleia da República com um objetivo inequívoco: valorizar o ensino superior politécnico, reconhecendo o seu papel estruturante no desenvolvimento científico, tecnológico, económico e social do país. Essa decisão histórica permitiu às instituições politécnicas outorgar o grau de doutor, uma conquista liderada pelos Presidentes dos Conselhos Gerais das IES Politécnicas, que aproximou a ciência, a inovação e o conhecimento avançado das regiões, reforçando a coesão territorial e combatendo desigualdades estruturais de décadas.

 É, por isso, com profunda perplexidade que se assiste agora ao processo de alteração da natureza institucional do Instituto Politécnico do Porto e do Instituto Politécnico de Leiria para universidades clássicas, colocando em causa princípios, compromissos e consensos políticos que são muito recentes. Ainda por cima a meio de um processo? Processo esse que irá ditar os critérios que definem as nossas IES e que foi o próprio ministro que impulsionou. 

Não pode ser aceite que catástrofes naturais sejam utilizadas como argumento para alterar a natureza de instituições de ensino superior, como se essa fosse a única forma de estímulo ou alavancagem de duas regiões concretas. Se assim fosse, importa perguntar: e todas as outras instituições de ensino superior politécnico do país? Não têm sido, também elas, verdadeiras âncoras de desenvolvimento regional? Não têm servido as pequenas e médias empresas, a inovação aplicada, a qualificação da população ativa e a valorização do ensino profissional? 

Que mensagem se transmite quando se ignora o impacto de cerca de 14 mil estudantes na região de Bragança, mais de 3 mil em Beja, ou o efeito transformador que o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave teve no concelho de Barcelos, onde os níveis de escolaridade passaram de abaixo da média regional e nacional para acima dessas médias após a sua criação? Existem, afinal, regiões de primeira e regiões de segunda no acesso ao reconhecimento institucional e político? 

Este debate surge, paradoxalmente, num momento em que o país aguarda há anos uma revisão profunda do regime jurídico das instituições de ensino superior, processo amplamente consensual e necessário para dotar as IES das ferramentas adequadas aos novos desafios: internacionalização, transição digital, inovação, ligação ao tecido empresarial e valorização do conhecimento aplicado. Importa recordar que o regime jurídico atualmente em vigor não permite a alteração da natureza institucional de um politécnico para universidade, o que levanta uma questão incontornável: que processo é este, com que base legal e com que visão estratégica para o sistema de ensino superior no seu conjunto? 

Há apenas três anos, apenas cinco deputados votaram contra a valorização do ensino superior politécnico. Hoje, parece instalar-se uma narrativa perigosa de que este subsistema já não serve as regiões, já não serve as PME, já não serve a valorização do ensino profissional nem a inovação de proximidade. Nada poderia estar mais distante da realidade e mais lesivo para o equilíbrio e a coesão do país. 

Portugal não precisa de decisões avulsas nem de respostas conjunturais. Precisa de uma visão integrada, coerente e assumida para o ensino superior, onde o sistema binário — universidades e politécnicos — seja respeitado, valorizado e reforçado como uma das maiores forças do desenvolvimento nacional. Enfraquecer o ensino superior politécnico é enfraquecer as regiões, aprofundar desigualdades e comprometer o futuro. 

Faz sentido continuar a decidir o futuro do ensino superior português sem uma estratégia clara, coerente e justa para todo o território? 

João Pedro Pereira – Ex Presidente da FNAEESP e Conselheiro do Ministro na área do Ensino Superior.