O Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, recebe, de 06 a 10 de abril, a 3.ª edição do workshop de teatro, que este ano tem a Páscoa como tema selecionado.
Promovida pelo Município de Silves, a iniciativa dirigida a crianças entre os 8 e os 12 anos, mistura a arte do teatro e da música, dando asas à imaginação dos mais novos através da partilha de estratégias performativas que estimulam o desenvolvimento pessoal, emocional, a expressão corporal e verbal.
A oficina de teatro "O Inesquecível Folar que Comi no Teatro Mascarenhas Gregório em Pleno Mês de Abril" será dinamizada pelos formadores Ricardo Coelho e Rodrigo Gonçalves - Companhia LAMA Teatro - que com muita criatividade e originalidade irão proporcionar às crianças momentos inesquecíveis em palco.
De 06 a 10 de abril o workshop decorre das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 16h30. No dia 11 de abril, pelas 11h00, no Teatro Mascarenhas Gregório, é o momento de revelar os conhecimentos adquiridos, com a apresentação de um exercício final ao público geral.
Limitado ao máximo de 20 participantes, o workshop de teatro é gratuito, mas requer inscrição prévia obrigatória que poderá ser realizada, presencialmente, na Biblioteca Municipal de Silves ou online através do link:
https://www.cm-silves.pt/Preview.aspx?pageID=32823
Para mais informações, os interessados podem contactar o Setor de Cultura da Câmara Municipal de Silves, através do email
cultura@cm-silves.pt ou pelo telefone 282 440 800 (ext.2742).
+ Sobre o workshop:
O Inesquecível Folar que Comi no Teatro Mascarenhas Gregório em Pleno Mês de Abril
Ricardo Coelho e Rodrigo Gonçalves convidam os mais novos a trocar o chão de casa e os recreios ao ar livre pelo palco, os dias passados fora pelos corredores do Teatro Mascarenhas Gregório, e as paisagens habituais pelas ruas de Silves.
A receita: começamos por diluir 25 gramas de noções de grupo, em 100 ml de imaginação e memória. Numa taça colocamos 500g de escuta sem auscultadores, 100g de uma pesquisa mais sensorial e umas raspas de emoção.
Se quiser, junte três berros.
Mexa-se e deixe-se repousar logo de seguida. Ligue o ar condicionado do espaço para refrescar as ideias. Assim que os cérebros começarem a levedar, divida-os em vários pedaços. Polvilhe a superfície com ambientes sonoros e molde as restantes massas em bolinhas de atenção.
Coloque num tabuleiro e deixe-as aquecer com os raios de sol que entram pelas janelas do Teatro. Isto é a receita da massa. Agora imagine o recheio. O inesquecível folar que comi no Teatro Mascarenhas Gregório em pleno mês de abril, é uma oficina que decorrerá no Teatro - na cidade de Silves.
+ Sobre os Formadores:
Ricardo Coelho
Nascido em Lisboa e atualmente residente no Algarve, Ricardo Coelho concluiu a licenciatura em Piano na Universidade de Évora. Como intérprete, tem-se apresentado regularmente a solo e em pequenas formações, explorando um repertório que atravessa tanto a música erudita como o jazz.
Teve como principais orientadores o Maestro Armando Mota, a professora Oxana Anikeeva e, na área do jazz, o músico e pedagogo Zé Eduardo, entre outros.
Com mais de 20 anos de experiência no ensino do piano e da música em geral, concilia a atividade artística com a pedagógica. Atualmente, é professor no Conservatório de Música de Loulé.
Rodrigo Gonçalves
De origem Farense, Rodrigo Gonçalves é um ator-criador, que gosta de escrever e inventar loucuras.
Desde muito cedo que teve um contacto com as artes da cena, seja tanto pela expressão corporal, tal como pela palavra. Os inícios do seu contacto com o palco começaram nos seus treze anos, na qual participou ativamente nas aulas de expressão dramática da associação cultural PANAPANÁ, estreando-se como ator amador no palco do teatro Lethes em Faro.
Integrou o curso profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação, do Agrupamento de Escolas Tomás Cabreira, também em Faro, onde trabalhou com professores de variadas escolas, participando em estágios com as mais prestigiadas entidades promotoras de espetáculos da cidade, tais como: ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, IPDJ e Teatro das Figuras, Amarelarte, Espaço Cénico, entre outros.
Licenciou-se em Teatro e Educação, na ESEC – Escola Superior de Educação de Coimbra, onde explorou ativamente o papel do ator e do educador, tendo estudado e trabalhado diversos pensadores e artesãos do teatro. Neste período trabalhou com grandes figuras das artes em Portugal, tais como António Fonseca, Isabel Lopes, Ricardo Correia, Pedro Lamas, entre outros.
Acredita, tal como Antonin Artaud, que “o teatro tem o potencial de transformar vidas”, mas não só o teatro, como a arte de uma forna geral. Que é importante darmos permissão aos espetadores a participarem ativamente, quando veem um espetáculo, para que eles mesmos possam ter lugar de fala, de expressão e de representação. Para que saibam ser críticos e refletirem nas verdades omissas, além dos símbolos, e do que não é falado.
Hoje, desenvolve as suas linhas de estudo, cria também os seus projetos e procura fatores onde basear os trabalhos que ambiciona desenvolver nas áreas da performance, teatro, dança, música, sendo autodidaticamente pluridisciplinado e reinventando-se sempre que possível.