quinta-feira, 12 de março de 2026

Águeda transforma-se numa festa crioula de música, dança e sabores de Cabo Verde


De 27 a 29 de março, Águeda acolhe o Kriol Jazz Festival e o Kontornu- Festival de Dança & Artes Performativas, dois festivais de origem cabo-verdiana, com workshops de dança, gastronomia, artesanato e instalações artísticas.

Durante três dias (27 a 29 de março), Águeda transforma-se no palco de uma “enorme e verdadeira festa crioula”, com dois festivais (de música e dança), workshops, gastronomia, artesanato e uma instalação artística. Evento celebra a cultura cabo-verdiana, consolidando Águeda como polo europeu do festival e reforçando as pontes culturais entre Portugal e Cabo Verde.

Para Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda, o regresso do festival representa também um sinal da abertura internacional da cidade. “O Kriol Jazz é hoje um dos grandes festivais de música africana e é uma enorme honra para Águeda acolher este evento. É a prova de que relações de confiança e cooperação cultural podem criar projetos com impacto internacional”, afirmou, na conferência de apresentação do evento, hoje, no Centro de Artes de Águeda.

O Edil sublinhou ainda a ligação profunda entre Portugal e Cabo Verde. “Temos uma ligação quase umbilical com Cabo Verde. Quando vamos a Cabo Verde sentimos que estamos em casa, entre os nossos. Aquilo que desejamos é que todos os cabo-verdianos que chegam a Portugal se sintam exatamente da mesma forma”, refere.

Jorge Almeida destaca ainda o papel do Centro de Artes de Águeda na projeção cultural da cidade. “Este espaço tornou-se absolutamente essencial para a vida cultural de Águeda, permitindo acolher artistas locais, nacionais e internacionais e afirmar a cidade como um território culturalmente aberto ao mundo”, conclui.
O Kriol Jazz Festival em Águeda afirma-se como uma festa crioula, celebrando a cultura, a música e as tradições de Cabo Verde num encontro que cruza linguagens artísticas, identidades e comunidades. “Este ano quisemos acrescentar ao Kriol Jazz outros projetos, como o Kontornu, a gastronomia e as instalações artísticas para que esta festa fosse ainda mais representativa da riqueza cultural de Cabo Verde. Para além de um cartaz musical forte, procurámos criar um verdadeiro encontro de culturas, com música, dança, gastronomia e momentos de partilha entre artistas e público”, declarou Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara de Águeda, salientando que esta é precisamente uma festa crioula, “um momento em que culturas se cruzam e trocam experiências”.
A realização do festival em Águeda resulta da relação de cooperação entre os municípios de Águeda e do Sal (desde o acordo de geminação assinado em 2018). Esta parceria abriu caminho à internacionalização do Kriol Jazz Festival para a Europa, concretizada pela primeira vez no ano passado em Águeda. A repetição da edição portuguesa, este ano, confirma o sucesso da estratégia e reforça o posicionamento da cidade como ponto de encontro entre culturas atlânticas.

Para José da Silva, promotor do festival, esta edição representa um passo importante na concretização da visão original do projeto. “Estou muito satisfeito com esta programação do segundo ano do Kriol Jazz em Águeda, porque estamos a chegar àquilo que idealizámos desde o início: criar uma verdadeira festa crioula, onde várias expressões da cultura estejam presentes”, afirmou.
Segundo o promotor, a ambição passa por continuar a ampliar o festival ao longo dos próximos anos. “A ideia é que o Kriol Jazz seja cada vez mais um espaço de encontro entre música, dança, artes e outras expressões culturais. Este ano já temos uma programação muito rica e acredito que iremos continuar a acrescentar novas dimensões ao festival”, referiu.
Programação diversa
Ao longo de três dias, vão realizar-se várias atividades, como música, dança, gastronomia, instalação artística e artesanato, envolvendo associações, artistas e diferentes espaços da cidade, num programa pensado para diversos públicos, contribuindo para a formação de públicos e para a aproximação das comunidades à cultura cabo-verdiana.

No plano musical, o Kriol Jazz Festival contará com atuações de nomes de referência como Os Tubarões, Brooklyn Funk Essentials e Yilian Cañizares, que subirão ao palco do Centro de Artes de Águeda ao longo dos três dias do evento.

Uma das novidades este ano é a estreia europeia do Kontornu – Festival Internacional de Dança & Artes Performativas, que decorre em simultâneo com o Kriol Jazz. Na sua 4.ª edição, o festival é dirigido pelo artista cabo-verdiano Djam Neguin e escolhe Águeda como cidade anfitriã, apresentando espetáculos e workshops focados na criação contemporânea (como kuduro e batuko) e no intercâmbio artístico entre os dois territórios.

Destaque ainda para a presença das batukadeiras, símbolos vivos da tradição cultural de Cabo Verde. Numa parceria com a Associação de Mulheres Cabo-Verdianas na Diáspora em Portugal, que traz a Águeda cerca de 50 elementos da Orquestra de Batukadeiras de Portugal, que para além do workshop de Batuko e de um espetáculo, vão ainda dirigir um showcooking aberto ao público da tradicional cachupa.

No âmbito das artes visuais, será apresentada a instalação sonora imersiva “Discursos Atlânticos”, desenvolvida a partir do projeto ARKIPÉLG, numa versão especificamente concebida para Águeda. Criada por Carlos Noronha Feio, com curadoria de Ricardo Barbosa Vicente, a instalação explora a relação entre som e coordenadas geográficas, evidenciando a dimensão imaterial da paisagem, da memória e das identidades em relação.

“Tal como o jazz nasce do encontro entre diferentes tradições musicais e das diásporas atlânticas, também esta instalação se constrói a partir da sobreposição de sons provenientes de diferentes margens do mundo”, explica Ricardo Barbosa Vicente.

Mais do que um festival, o Kriol Jazz e a restante programação afirmam-se como um encontro cultural entre continentes, promovendo a riqueza artística e identitária de Cabo Verde e reforçando o papel de Águeda como espaço de diálogo cultural internacional.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem


Oliveira de Frades, | Espetáculo “BAIÃO D’ OXIGÉNIO”. 20 JUN | 15h30 | 21h00 | Cineteatro Dr. Morgado - Casa das Artes de Oliveira de Frades

 

O carismático João Baião chega ao Cineteatro Dr. Morgado - Casa das Artes de Oliveira de Frades, no dia 20 de junho, com duas sessões cheias de energia do espetáculo “Baião d’Oxigénio” (15h30 e 21h00).
 Um espetáculo divertido e cheio de ritmo, onde música, humor e dança se juntam num inesperado casting para escolher os novos bailarinos do próximo grande projeto de João Baião. 
Entre coreografias e momentos hilariantes, o público é convidado a espreitar os bastidores da criação artística. Bilhete | 22€ Disponível:
 Museu Municipal | 232 763 789 Fnac/Worten https://linktr.ee/joaobaiaobaiao + Info: 968 102 092 | 964 239 471

Oliveira de Frades | Ler para crescer: Livro Infantil inspira jovens leitores em Oliveira de Frades

 No passado dia 6 de março, o Cineteatro Dr. Morgado - Casa das Artes de Oliveira de Frades recebeu a apresentação do livro infantil “Da Seiva à Árvore”, da autoria de Joana Negrão, através da ACROF e da Biblioteca Municipal. 
 Momentos como este, especialmente dedicados ao público escolar, reforçam a importância de estimular o gosto pela leitura desde cedo, despertando a curiosidade, a imaginação e o pensamento crítico das crianças e, simultaneamente, valorizam e dão a conhecer autores portugueses.


*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem

PRESIDENTE DA CÂMARA DA MARINHA GRANDE CONSIDERA INJUSTAS AS DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA ECONOMIA E COESÃO TERRITORIAL


O Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, considera injustas as declarações proferidas esta quarta‑feira, 11 de março, pelo Ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, que atribuiu às autarquias a responsabilidade pela demora na avaliação das candidaturas aos apoios para reconstrução de habitações afetadas pelo mau tempo.

Paulo Vicente sublinha que tais afirmações “não correspondem à realidade vivida no terreno” e reforça que os municípios têm estado “totalmente mobilizados para apoiar as populações desde o primeiro momento”.

“É profundamente injusto imputar às câmaras municipais a responsabilidade por atrasos num processo cujas regras, exigências e procedimentos foram definidos pelo Governo e que, na prática, se têm revelado tudo menos facilitadores. Os municípios estão a trabalhar no limite das suas capacidades para responder à emergência e apoiar as famílias”, afirma o autarca.

O Presidente lembra que a verificação das candidaturas de particulares submetidas à CCDRC foi imposta pelo Governo às autarquias, “sem que tenha existido um reforço adequado dos recursos técnicos, humanos ou financeiros”. Acrescenta ainda que “os serviços municipais têm acumulado a avaliação das candidaturas de habitações permanentes, com a recuperação de infraestruturas destruídas, o apoio direto à população e a gestão permanente da situação de emergência e toda a atividade inerente à autarquia”.

Paulo Vicente sublinha que a prioridade do Município permanece inalterada: apoiar as pessoas afetadas e garantir uma reconstrução tão célere quanto possível. Apela, por isso, a uma postura “mais construtiva, colaborativa e alinhada com a realidade local por parte do Governo”, reforçando que as declarações do Ministro “são injustas e inadmissíveis para autarquias que enfrentaram um cenário de enorme gravidade e que continuam a fazer um esforço imensurável para restabelecer a normalidade na vida das suas populações”.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Oliveira de Frades | Paisagem com Gente Dentro. Projeto Comunitário

Na passada semana (4, 5 e 6 abril) as sessões fotográficas de “Paisagem com Gente Dentro” contaram com a coordenação artística do fotógrafo Adriano Miranda, fotojornalista do Jornal Público. 
O fotógrafo propôs o setor industrial como temática das sessões, tendo os grupos participantes a oportunidade de fotografarem aspetos dos ciclos produtivos que se desenvolvem no interior de várias empresas da Zona Industrial de Oliveira de Frades. 
As visitas começaram na Pereira & Ladeira, Lda, empresa dedicada à produção de pedra. Seguiu-se a APV – Auto Progresso do Vouga, oficina especializada em reparação automóvel e montagem de pneus.
Os participantes passaram também pelas Águas do Caramulo, sediada em Varzielas, e pela Martifer SGPS, S.A., empresa com atividade centrada no setor de construção metálica. 
O percurso incluiu ainda a Toscca – Equipamentos em Madeira, Lda., com atividade no setor da madeira; Alexandre Carvalho & Filhos, Lda., dedicada à avicultura e comercialização de ovos; e, por fim, a CMER – Material Elétrico, Lda., empresa especializada em material elétrico, bricolage e iluminação. 
Acompanharam estas sessões os cabos João Alves, Filipe Duarte e Cátia Botelho, em representação da Guarda Nacional Republicana e vários colaboradores do Município, bem como os mentores do projeto. 
O projeto “Paisagem com Gente Dentro” foi aprovado no âmbito do programa Inclusão pela Cultura, através de uma candidatura submetida pelo Município à CCDR Centro.

*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem