quarta-feira, 29 de abril de 2026

Assinalando os 40ºs Jogos Desportivos MUNICIPIO DE CASTELO DE PAIVA PROMOVEU 1ª GALA DO DESPORTO E CULTURA


Por iniciativa dos Pelouros de Desporto e Cultura, o Município de Castelo de Paiva promoveu na noite do passado Sábado, na sala polivalente da Escola Secundária, a 1ª Gala do Desporto e Cultura, assinalando o 40º aniversario dos Jogos Desportivos. 
A iniciativa, que se traduziu num sucesso e ficou na memória de todos, permitiu potenciar um momento de reconhecimento público dedicado a homenagear pessoas e colectividades culturais e desportivas do concelho, sendo que, conforme sublinha o Vereador Rui Gomes, o grande objectivo deste evento inédito em Castelo de Paiva, passou por valorizar todos os cidadãos e coletividades que, "através do seu percurso, dedicação e talento, têm dignificado o concelho nestas duas áreas fundamentais". 
Num ambiente de grande proximidade e reconhecimento público, a iniciativa municipal aproveitou o simbolismo da data, permitiu realizar uma noite de orgulho colectivo e de celebração do mérito em Castelo de Paiva, uma realização que teve excelente adesão e que não surgiu isolada no calendário, tendo sido integrada na programação comemorativa das cerimónias festivas do 25 de Abril do município.
Durante a sessão solene, que juntou autarcas, dirigentes associativos e atletas, foram destacados exemplos de mérito, trabalho e inspiração, com o propósito institucional de continuar a reafirmar o valor daqueles que contribuem diariamente para o desenvolvimento de Castelo de Paiva, potenciando o crescimento de um desenvolvimento sustentável, onde o desporto e a cultura são vectores fundamentais de uma comunidade local mais dinâmica, participativa e com identidade própria. 
Com grande entusiasmo e as emoções à flor da pele, ao palco da gala, que teve a participação dos Vereadores da Cultura e do Desporto da edilidade paivense, Cristiana Vieira e Rui Gomes, foram chamados aqueles que há quatro décadas tiveram a ousadia de dar vida aos Jogos Desportivos de Castelo de Paiva, e a todos aqueles que ao longo destes anos, se afirmaram pelo seu desempenho, conquistas e contributos relevante para a promoção do desporto e cultura no concelho e além-fronteiras. 
Entre momentos de dança e música, com PT Dance Academy e a Big Banda New Horizons foram homenageados os fundadores que, em 1987, criaram os Jogos Desportivos em Castelo de Paiva, alguns deles já desaparecidos, mas representados por familiares, assim como se destacou a intervenção do presidente Ricardo Cardoso, a enaltecer o papel do desporto e da cultura como pilares essenciais de uma comunidade em desenvolvimento. 
O autarca paivense sublinhou uma noite especial que Castelo de Paiva merecia, traduzido num momento único há muito desejado, referindo que a política se faz com acção, horando a palavra dada, e quando se concretiza vontades antigas de gente que vive o desporto e o pulsar do associativismo local. 
E em jeito de homenagem, Ricardo Cardoso lembrou na sua preleção, aqueles que treinam em silêncio e competem com orgulho, aqueles ensaiam horas a fio para manter tradições e traços culturais, aqueles dirigentes que dedicam o seu tempo em prol de causas e colectividades, e os voluntários que trabalham sem pedir nenhum reconhecimento, deixando a todos uma profunda gratidão por manterem tantos projectos culturais e desportivos, evidenciando numa mensagem bem clara, a vontade de acreditar sempre que é possível crescer mais e chegar mais longe, com o Município a assumir-se como parceiro e a incentivar que todas as colectividades e associações sejam autênticas forças vivas do concelho. 
Ao nível das colectividades, a vice-Presidente Susana Sousa deu o mote para a homenagem ao Grupo Desportivo e Cultural de Castelo Paiva, agraciado com o prémio Mérito Desportivo Colectivo, seguindo-se André Maria a chamar José Adelino Nunes para o prémio Excelência Associativo, e o presidente da Assembleia Municipal Victor Moreira a entregar o prémio Carreira para o Prof Agostinho Vieira, actual director pedagógico da Academia de Música de Castelo de Paiva. 
No final, Rui Gomes, Vereador do Desporto da edilidade paivense, salientou que importa continuar a valorizar o trabalho desenvolvido pelo movimento associativo local, e fez um balanço muito positivo desta primeira gala, destacando que a iniciativa representou o ponto de partida de um projecto com continuidade assegurada, estando prevista a realização de novas edições nos próximos anos


*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa                                         

CELEBRADA A MEMÓRIA E IDENTIDADE MINEIRA NOS FESTEJOS DO 1 DE MAIO EM CASTELO DE PAIVA


No próximo feriado nacional, 1 de Maio, o icónico Cavalete do Fojo, localizado em Folgoso, na freguesia da Raiva, vai transformar-se num palco de homenagem à história das minas e à memória das gentes do Couto Mineiro do Pejão. 
A partir das 14h00, pode apreciar e explorar a exposição da ARCAF – “Minas do Pejão”, e divertir-se com a realização de jogos tradicionais e aproveitar a zona de petiscos e participar e momentos de partilha que a organização preparou para este dia de convívio. 
O grande momento desta jornada evocativa da exploração mineira em Castelo de Paiva, vai decorrer a partir das 21h30 com a apresentação de um filme-concerto imperdível. 
Neste contexto, O Space Ensemble e a Universidade Sénior de Castelo de Paiva vão apresentar uma versão musicada ao vivo de um filme de trabalho histórico, com imagens raras do interior das Minas do Pejão, em Castelo de Paiva, antes do seu encerramento. 
A fechar este círculo de emoções, neste feriado municipal, está confirmada a actuação do Coro dos Mineiros do Pejão.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa                       




COMUNICADO: Aumento dos combustíveis nos Açores — análise comparativa e preocupações da ACRA

 A ACRA manifesta profunda preocupação com o aumento dos preços dos combustíveis nos Açores, com entrada em vigor a 1 de maio de 2026, atendendo ao impacto direto no custo de vida das famílias e na competitividade da economia regional.

Da comparação entre o Despacho Normativo n.º 11/2026 (março de 2026) e o novo despacho, resultam os seguintes aumentos:

⛽ Gasolina 95

  • Março: € 1,704/l

  • Maio: € 1,921/l

  • +0,217 € (+12,7%)

🚛 Gasóleo rodoviário

  • Março: € 1,641/l

  • Maio: € 2,004/l

  • +0,363 € (+22,1%)

🔥 Gás butano (13 kg)

  • Março: € 23,91

  • Maio: € 28,70

  • +4,79 € (+20,0%)

📊 Síntese

Gasolina: +12,7%

Gasóleo: +22,1%

Butano: +20,0%

⚠️ Impacto económico e social

Estes aumentos assumem expressão significativa na economia regional, afetando famílias, trabalhadores e setores produtivos como agricultura, pescas e transportes, com efeitos em cadeia no preço dos bens e serviços.

Destaca-se o agravamento do gasóleo rodoviário, que penaliza de forma mais intensa as atividades económicas dependentes de transporte e logística.

 Transparência e enquadramento

O Governo Regional refere como referência o “Preço Europa” (PE), contudo não são disponibilizados elementos detalhados que permitam verificar a correspondência entre essa variação e os preços agora fixados, limitando a transparência e a análise independente.

📌 Nota final

A ACRA considera essencial a adoção de medidas que mitiguem estes impactos, protegendo o poder de compra das famílias e a sustentabilidade das empresas.

Os Açores não podem continuar a ser penalizados desta forma, exigindo-se maior transparência, rigor e eficácia na definição da política de preços energéticos na Região.


*Ponta Delgada 2026-04-29
Pel’O Secretariado Geral da ACRA

PSD abre portas à extrema-direita em Aveiro


O LIVRE Aveiro repudia o recente acordo autárquico entre o PSD e Chega em Aveiro. A governação local deve assentar em valores democráticos, de inclusão, transparência e respeito pelos direitos fundamentais da nossa democracia.

O Chega reflete um projeto político que segue como premissas a divisão, o populismo e a exploração do medo, promovendo discursos de exclusão e ataque a princípios essenciais da democracia pluralista. Para o LIVRE, a normalização desse tipo de discurso através de acordos de poder e de conveniência enfraquece a confiança nas instituições e afasta a política das pessoas.
O município de Aveiro precisa de soluções sérias para os problemas da habitação, da mobilidade, do ambiente, dos serviços públicos e da qualidade de vida das populações — não de alianças que colocam interesses de poder acima dos valores democráticos e dos aveirenses.

A política autárquica deve ser construída com diálogo, participação, proximidade e responsabilidade, e não através da legitimação de forças antidemocráticas que colocam em causa direitos sociais, liberdades e garantias conquistadas ao longo de décadas. O PSD enterra o seu contributo para a construção do poder local democrático em Aveiro, abrindo a porta à extrema-direita, somente focada na política da destruição. Também o CDS se absteve dos seus princípios, procurando sacudir as suas responsabilidades.

O Chega, que criticava a “continuidade” das políticas do atual executivo e da “revogação” do Plano Pormenor do Cais do Paraíso, hoje já não faz oposição (nunca a fez) – faz sim, o apoio a um executivo que não dá resposta aos problemas dos aveirenses. A partir de hoje, o Chega em Aveiro, é tão responsável quanto o PSD e o CDS pela falta de respostas e soluções aos problemas dos aveirenses.

Não se trata apenas de uma questão de maioria política, mas sim de uma escolha de princípios que não olha para os aveirenses como um todo. E para o LIVRE há linhas que não devem ser ultrapassadas. Mais uma vez, o PSD não esteve à altura dos tempos exigentes que enfrentamos.

O LIVRE Aveiro repudia qualquer acordo com a extrema-direita, apelando à responsabilidade de todas as forças democráticas para construir soluções de governação estáveis e comprometidas com os Direitos Humanos no município de Aveiro.

*Grupo de Coordenação Local do LIVRE Aveiro

Debate sobre o futuro da floresta da região de Aveiro – 6 de maio 2026, no Cineteatro Alba, em Albergaria-a-Velha

 A Associação Florestal do Baixo Vouga vem divulgar e convidar esse órgão de comunicação social a acompanhar a sessão de apresentação e debate “A FLORESTA SÃO AS PESSOAS – Conhecer os proprietários para gerir melhor a floresta da região de Aveiro”, a realizar-se no próximo dia 6 de maio, pelas 17h30, no Cineteatro Alba, em Albergaria-a-Velha.
 
A iniciativa coloca em debate um tema central para o futuro da floresta da região: quem são os proprietários florestais, quais as suas motivações, dificuldades e expectativas, e de que forma esse conhecimento pode contribuir para políticas públicas e estratégias mais eficazes de gestão e valorização do território.
 
Durante a sessão será apresentado um estudo sobre a caracterização socioeconómica dos proprietários florestais da região de Aveiro, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, em parceria com o Instituto Superior de Agronomia, um trabalho inédito e de elevada relevância para a definição de instrumentos de apoio à pequena propriedade florestal e para o ordenamento e sustentabilidade do território.
A sessão contará com a participação de investigadores e especialistas de referência, bem como representantes institucionais e técnicos do setor.
geral@afbaixovouga.pt
www.afbaixovouga.pt
 

Campeonato Regional Sub-16 Masculino - Série F Dia 25 de abril de 2026 – 21H00

 

Pavilhão Municipal de Pombal – Eduardo Gomes
NDA POMBAL - COLUMBÓFILA
CARTÃO BRANCO PARA GABRIEL FARINHA
Gabriel Farinha, no jogo do Campeonato Regional de SUB 16 disputado com o Nad Pombal, naquela cidade, ao aperceber-se da lesão do seu adversário, de imediato socorreu-o e ajudou a encaminhá-lo para o banco de suplentes.
Este gesto de puro Fair Play, foi sancionado pela equipa de arbitragem, mostrando o CARTÃO BRANCO, ao Gabriel, premiando dessa forma aquele bonito gesto.
O Cartão Branco, implementado pelo Instituto Português do Desporto e Juventude, desde o ano de 2015, tem como principal objectivo, reconhecer, destacar e premiar comportamentos eticamente corretos e de fair play durante eventos desportivos, podendo ser exibido a jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos, destacando atitudes como honestidade, solidariedade e respeito, valorizando dessa forma a verdade desportiva.
Parabéns, Farinha.
Se a vitória da nossa equipa, foi importante, o teu gesto, dá-lhe outro VALOR e sobretudo outra DIMENSÃO, que naturalmente deixa os teus colegas e a tua equipa técnica, muito orgulhosos.
É por este CAMINHO, que percorrem os VERDADEIROS, campeões!!

ASSSCC Ar Livre e Aventura no Farol Adventure Trail

 
No passado dia 25 de abril, realizou-se a primeira de 3 provas em que os atletas da Secção de Ar Livre e Aventura da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, participaram na ilha das Flores, Açores, teve lugar o Farol Adventure Trail, organizado pelo Atlético Clube Fajã Grande em conjunto com o Município de Lajes das Flores.
Com percursos em 3 distâncias competitivas, por trilhos de pé posto e inclinações acentuadas, típicas da região, os atletas passaram por pontos icónicos, como a Cascata do Poço do Bacalhau, as Cascatas do Poço do Ferreiro ou a Rocha dos Bordões, usufruindo das paisagens em alguns dos miradouros, onde o som das águas a cair foi uma constante.
Os 3 atletas da ASSSCC Ar Livre e Aventura, participaram na prova de 36km, de Farol a Farol, ligando o Farol do Albarnaz ao Farol da Ponta das Lajes, pontuável para o Circuito Nacional de Trail da Associação de Trail Running de Portugal, tendo Otília Costa, alcançado a 8ª posição na classificação feminina, e a 4ª posição no escalão Vet II F.
No sector masculino, Nuno Almeida, alcançou o 35º lugar na classificação masculino e o 16º lugar no escalão Vet II M e Joselito Marques, 45º masculino, 22º Vet II M.

Com o apoio:
Óptica Loisas Loisas - Zeiss
Fisioterapeuta Ana Taraio
Luisa Cabeleireiro
Mariana Andrade Martins - Nutricionista e Nutricoach
Fisiobaía-Saúde Global
Streetsport Animação Turística
Fisio André Viegas
NH Fitness Athletes - Preparação Física e Alta - Performance (Nelson Heleno)

Intervenção ascende os 490 mil euros. Município de Cantanhede requalifica duas ruas na Póvoa da Lomba


A Câmara Municipal consignou, na terça-feira, a obra de requalificação da Rua da Palmeira e Rua Dr. Manuel Bela, localizadas na Póvoa da Lomba, em Cantanhede.
A obra, que tem custo de 496 629 euros, tem um prazo de execução de 365 dias seguidos.
O documento foi assinado pela presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, e pelo representante da empresa adjudicatária, num encontro em que esteve também presente a presidente da Junta de Freguesia de Cantanhede, Fátima Gomes.

A empreitada que vamos iniciar na Póvoa da Lomba visa corrigir as deficiências atuais ao nível da segurança entre peões e tráfego viário. Sendo uma obra localizada em pleno centro urbano, sabemos que a sua execução poderá implicar alguns constrangimentos temporários, nomeadamente cortes de trânsito ou a necessidade de implementar desvios de circulação. No entanto, trata-se de uma intervenção necessária e estruturante, que visa melhorar as condições de mobilidade, reforçar a segurança rodoviária e pedonal e qualificar o espaço público, tornando-o mais funcional, mais seguro e mais digno para todos”, sublinhou a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio.
O projeto prevê a requalificação destas duas ruas através da criação de passeios pedonais, uniformização e repavimentação dos pavimentos, reorganização da circulação, relocalização de contentores e melhoria das redes de drenagem de esgotos domésticos e águas pluviais.
A criação dos passeios exige a reformulação das infraestruturas de drenagem pluvial existentes e a execução de uma nova rede de saneamento de esgotos domésticos nas duas ruas.
A intervenção prevê ainda a aplicação de novo tapete betuminoso na faixa de rodagem e a manutenção e relocalização da sinalização vertical existente, garantindo melhores condições de circulação e segurança rodoviária.


Coimbra | 30 de abril e 1 de maio de 2026, ESAC – junto das oficinas; ao lado da Loja da Agrária. Atual mundo das ciências agrárias mostra-se na ExpoAgrya’26


Realiza-se na Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC), sob organização da sua Associação de Estudantes (AEESAC), nos dias 30 de abril e 1 de maio de 2026, a 13.ª ExpoAgrya – Feira das Ciências Agrárias. O certame tem lugar junto às oficinas, ao lado da Loja da Agrária.
Dedicada ao setor agroalimentar, a ExpoAgrya tem como objetivo promover a ligação entre o meio académico, antigos alunos e o tecido empresarial. Contará, assim, com a presença de estudantes, alumni e empresários do setor e áreas afins, provenientes da região, naquele que pretende ser um espaço de encontro, de troca de ideias, aprendizagem e fortalecimento de laços que impulsionem o desenvolvimento regional e nacional.
Para dar a conhecer a inovação, a sustentabilidade e o progresso no setor agroalimentar, além dos stands das diversas entidades presentes, a iniciativa oferece workshops interativos, demonstrações práticas, palestras e atividades lúdicas, bem como um espaço de restauração.

A entrada é gratuita e está aberta ao público em geral.

Anexo: Programa da ExpoAgrya’26
*Isabel Silva

MANIFESTO PELA MOBILIDADE OS AÇORES NÃO ACEITAM O "GARGALO" DA VINCI. (Tomando por certas as alegadas subidas de taxas Aeroportuárias)

 Denúncia da inércia do Governo Regional e apelo à união de forças (CCIA e Sociedade Civil) contra o monopólio ANA/VINCI.

1. Uma Capitulação Inaceitável
A saída da Ryanair e a redução de frequências não são fenómenos naturais de mercado; são o sintoma de uma omissão estatal grave. Enquanto o Governo Regional se limita a observar a linha do horizonte, e a caminhar por atalhos perigosos, a economia dos Açores é asfixiada por um modelo de taxas aeroportuárias cego à nossa realidade de Região Ultraperiférica (RUP).
Para o Direito da União Europeia, quem controla a única porta de entrada de um território isolado gere uma Infraestrutura Essencial. Negar isto, sob o pretexto de que "não somos um mercado relevante", é abdicar da soberania económica da Região e ignorar o Artigo 349.º do TFUE, que obriga a que as regras europeias sejam adaptadas à nossa ultraperiferia.
2. O Veredito do Tribunal de Contas (Relatório n.º 16/2023 - 2.ªs)
O Governo Regional não pode alegar desconhecimento. O Relatório n.º 16/2023 do Tribunal de Contas (TdC) é arrasador e deve servir de base imediata a qualquer queixa formal. No seu Sumário, o Tribunal é categórico:
O Estado "privilegiou a maximização do encaixe financeiro imediato" em detrimento do interesse público e da sustentabilidade do sistema aeroportuário nacional. A privatização da ANA foi desenhada para o encaixe financeiro imediato do Estado, ignorando o interesse público a longo prazo, e por tabela as O Relatório do Tribunal de Contas (TdC); Auditoria à Privatização da ANA (Relatório n.º 16/2023 - 2S – logo no Sumário pontos 2, 3 e 4 Pág. 3): https://www.tcontas.pt/pt-pt/ProdutosTC/Relatorios/RelatoriosAuditoria/Documents/2023/rel016-2023-2s.pdf

O Estado não demonstrou que o prazo de 50 anos da concessão era o necessário. Se 50 anos já não têm justificação económica, a intenção de estender para 90 anos é um delírio financeiro à custa dos utilizadores. Dir-se-á que os deuses estão loucos!

  • O modelo tarifário é "excessivamente favorável à Concessionária", permitindo-lhe captar "rendas monopolistas" através da transferência de riscos para os utilizadores.

3. A Fundamentação Jurídica: "queixa a Bruxelas”
Para que a queixa seja irrefutável em Bruxelas (DG COMP e AdC), não utilizaremos referências incertas. Utilizaremos a jurisprudência "mãe" do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), a saber:
O Acórdão Aeroport de Paris vs. Comissão (C-82/01 P) estabelece que a gestão aeroportuária é uma atividade económica sujeita às regras de concorrência. A VINCI não é intocável; está sujeita à proibição de Abuso de Posição Dominante (Art. 102.º do TFUE) ver - https://eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/?uri=CELEX:62001CJ0082. A doutrina europeia defende o dever de renegociação, ou seja, que contratos de longa duração não podem ser "estáticos". Se as condições de acessibilidade de uma RUP mudam drasticamente, o Estado tem o dever jurídico de intervir para garantir a Continuidade Territorial.
Cruzamos o facto (o TdC provou que há rendas monopolistas) com o direito (o Art. 349.º do TFUE exige proteção especial – ao que aqui nos interessa - para os Açores). Às tantas não seria descabido trazer à colação a Madeira… a união faz a força
4. Propomos a União de Esforços para uma ação direta(numa frente comum de queixa formal - o direito é o remédio, mas só para quem age com diligencia):

1. O Governo Regional tem o dever liderar. Para resolver o problema não deve sair do caminho e procurar atalhos que sempre dão mau resultado (last call). Se falhar por falta de audácia, a CCIA, salvo melhor, tem o dever moral e económico de avançar com a queixa em nome do tecido empresarial asfixiado.


  • 2. Todavia, questionamos se não deveremos ir mais longe, designadamente, se não nos devemos envolver todos numa queixa coletiva, subscrita pelo Governo Regional dos Açores, CCIA e por toda a sociedade Civil, onde muito naturalmente nos incluimos, com vista a ser enviada à Autoridade da Concorrência e à Comissão Europeia DG COM.

3. A ideia chave é exigir a revisão do contrato com a VINCI, a redução do prazo de concessão e a introdução imediata de uma Cláusula RUP que limite as taxas aeroportuarias para os Açores e proteja as rotas fundamentais. E, há dezenas de precedentes destes por toda a Europa. Sem a pretensão de sermos exaustivos citamos AENA (gestora dos aeroportos espanhóis) tem um sistema de taxas regulado onde os aeroportos das Canárias (que são RUP, como os Açores) e gozam de bonificações e taxas significativamente inferiores às dos aeroportos principais.


  • 4. Com o devido respeito por opinião diversa, este será o caminho certo e não os atalhos suscetíveis de nos conduzir a pagar multas e proceder a reembolsos, e quiçá, responder em processo crime...

5. Conclusão:
A história não perdoará aqueles que, dispondo das ferramentas do Direito e o relatório do Tribunal de Contas nas mãos, preferiram o silêncio à defesa do seu povo. Não se pede um favor à VINCI; exige-se o cumprimento dos Tratados Europeus na sede própria.
Se o Governo Regional continuar a recusar o embate jurídico, estará a confirmar que a sua visão para os Açores termina onde começa o lucro da concessionária. É tempo de a CCIA e as forças vivas da sociedade civil, enfim, todos nós assumirmos o leme.

Ponta Delgada, 2026-04-20
Pel’O Secretariado geral da ACRA
Mário Agostinho Reis

Relatório Cocampo: Olival, frutos secos e fruticultura intensiva lideram rentabilidade e sustentabilidade

 
  • As culturas lenhosas mediterrânicas destacam-se pelo equilíbrio entre rentabilidade, estabilidade de mercado e adaptação climática
  • O regadio intensivo (abacate, citrinos e frutos vermelhos) oferece maiores receitas por hectare, mas com maior risco hídrico e exigência técnica
  • O mercado de quintas rústicas produtivas registou um crescimento de 72% no volume de anúncios em 2025, com clara preferência pela segurança hídrica e propriedades sustentáveis que rodam mais rápido.
Lisboa, 29 de abril de 2026 – O setor agrícola português consolida-se como um mercado estratégico para o investimento. Segundo o Relatório sobre Culturas mais Rentáveis e Sustentáveis em Portugal, elaborado pela Cocampo – a plataforma de anúncios especializada na venda e arrendamento de fincas rústicas, a combinação de práticas sustentáveis, adoção tecnológica e uma clara orientação para culturas de alto valor acrescentado está a transformar o mapa agrícola do país.
Num contexto de transição para a eficiência produtiva, o relatório sublinha que a escolha da cultura e a sua perfeita adequação territorial são os fatores determinantes para garantir rentabilidade e resiliência climática.

O equilíbrio das culturas lenhosas
A análise posiciona as lenhosas mediterrânicas — olival, vinha de qualidade e frutos secos como amendoeira e pistácio — como as culturas com melhor equilíbrio para o investidor.
Estes produtos beneficiam de uma procura global sólida e registam uma melhoria progressiva nos retornos históricos. A modernização, especialmente através de sistemas superintensivos, permite acelerar a recuperação do investimento com mecanização da colheita e otimização de custos, além de oferecer maior resiliência ao stress hídrico.

Fruticultura de alta margem: receitas e desafios
Para projetos com elevada capacidade técnica, o relatório indica que o abacate, os citrinos e os frutos vermelhos (mirtilos, framboesas e morangos) apresentam as maiores receitas potenciais por hectare.
Contudo, o sucesso destes modelos depende de disponibilidade garantida de água e de uma infraestrutura logística exigente, dada a perecibilidade dos frutos.

Dinamismo do mercado de quintas rústicas
Os dados internos da plataforma Cocampo revelam um forte dinamismo nas quintas rústicas com vocação produtiva. Em 2025 registou-se um crescimento de 72% no volume de anúncios face ao ano anterior.
A análise posiciona as lenhosas mediterrânicas — olival, vinha de qualidade e frutos secos como amendoeira e pistácio — como as culturas com melhor equilíbrio para o investidor.
Estes produtos beneficiam de uma procura global sólida e registam uma melhoria progressiva nos retornos históricos. A modernização, especialmente através de sistemas superintensivos, permite acelerar a recuperação do investimento com mecanização da colheita e otimização de custos, além de oferecer maior resiliência ao stress hídrico.

Fruticultura de alta margem: receitas e desafios
Para projetos com elevada capacidade técnica, o relatório indica que o abacate, os citrinos e os frutos vermelhos (mirtilos, framboesas e morangos) apresentam as maiores receitas potenciais por hectare.
Contudo, o sucesso destes modelos depende de disponibilidade garantida de água e de uma infraestrutura logística exigente, dada a perecibilidade dos frutos.

Dinamismo do mercado de quintas rústicas
Os dados internos da plataforma Cocampo revelam um forte dinamismo nas quintas rústicas com vocação produtiva. Em 2025 registou-se um crescimento de 72% no volume de anúncios face ao ano anterior.
A oferta concentra-se especialmente no Algarve (44,6%), Norte (14,9%), Centro (10,9%) e Alentejo (6,8%). Cerca de 48% das propriedades apresentam condições ideais para olival intensivo ou superintensivo, 18% para vinha de qualidade, 15% para frutos secos e um crescente 12% para frutos vermelhos e abacate em zonas com regadio consolidado.
A procura privilegia claramente a segurança hídrica: as pesquisas de fincas com direitos de água ou regadio aumentaram 32%. As propriedades com características sustentáveis rodam 22% mais rápido no mercado.
“A agricultura em Portugal deixou de ser uma atividade tradicional para se tornar num setor onde convergem a tecnologia de precisão e a sustentabilidade. O que realmente importa já não é apenas produzir, mas otimizar o uso da água e a saúde do solo para que cada exploração seja um ativo valioso a longo prazo”, concluem da Cocampo.

Sobre a Cocampo
A Cocampo é uma start-up que tem como propósito impulsionar uma economia agrária próspera e sustentável, facilitando o acesso à terra e a digitalização dos mercados rurais. É a maior plataforma ibérica de anúncios especializada na compra, venda e arrendamento de propriedades rústicas, com mais de 1 milhão de hectares disponíveis na Península Ibérica.

 *Imprensa Cocampo
Lisboa, 29 de abril de 2026



Aberta a 40ª edição dos Jogos. Desportivos MUNÍCIPIO DE CASTELO DE PAIVA FESTEJOU OS 52 ANOS DO 25 DE ABRIL


Destaque para os 50 anos do Poder Local Democrático O Município de Castelo de Paiva assinalou em grande no concelho, e com excelente entusiasmo, as comemorações do 52º aniversário do 25 de Abril, realizando iniciativas muito aplaudidas, que cativaram a adesão popular e que foram do agrado geral. 
Para festejar a efeméride da Revolução dos Cravos, a autarquia paivense arrancou com a programação a 24 de Abril, véspera de feriado, com uma jornada de convívio orientada para as IPSS, organizada pela ACUP, no espaço do Auditório Municipal e no âmbito do Projecto Micas, enquanto no Salão da Junta de Freguesia da Raiva aconteceu uma iniciativa para celebrar o aniversario da revolução, enquanto na vila, se promoveu o concerto “Aromas de Abril & Amigos “, com boa adesão no CICL- Centro de Interpretação da Cultura Local. 
No dia 25 de Abril, o programa contemplou, logo de manhã, a habitual Sessão Solene da Assembleia Municipal, este ano na Sala Polivalente da Escola Secundária, e dedicada aos 50 anos do Poder Local Democrático, com destaque para as homenagens aos antigos presidentes de Câmara e Assembleia Municipal em Castelo de Paiva, registando-se depois as intervenções políticas dos presidentes da Câmara Municipal e Assembleia Municipal, respectivamente Ricardo Cardoso e Victor Moreira, sendo que em representação dos partidos com assento municipal falaram os ex-autarcas Antero Gaspar ( PS ) e Ricardo Jorge ( PSD ), ambos destacando o papel importantíssimo do Poder Local no contexto da consolidação democrática em Portugal. 
A sessão evocativa reuniu diversas entidades locais e representantes políticos, num momento de homenagem aos valores da Revolução dos Cravos, e mais do que uma efeméride, foi um momento de profunda gratidão e reflexão sobre o caminho percorrido até agora. Num momento de grande emoção, foi prestado tributo a todos os presidentes da Câmara e presidentes da Assembleia Municipal que, desde 1974, dedicaram o seu empenho e visão ao serviço de Castelo de Paiva.
Marcaram presença deputados do Partido Socialista e do Partido Social Democrata, bem como antigos autarcas locais, reforçando a importância do percurso democrático no concelho, sendo que, durante a cerimónia, o presidente da Assembleia Municipal, Vítor Moreira, destacou a liberdade de expressão como um dos pilares basilares da Democracia, referiu-se aos valores fundamentais conquistados com o 25 de Abril, sublinhando a necessidade de os preservar e valorizar no presente e no futuro, referindo ainda que, a revolução de Abril não foi apenas a mudança de um regime, mas o renascimento de um Povo e de um País. 
Já o presidente da edilidade paivense, Ricardo Cardoso no seu discurso desta cerimónia evocativa dos 52 anos do 25 de Abril, destacou, que nenhuma conquista se mantém viva apenas pela memória, sublinhando que a liberdade exige cuidado, trabalho e compromisso contínuo. E enfatizou ainda que, foi a partir da mudança histórica do 25 de Abril que surgiu uma das mais significativas transformações do país: o Poder Local democrático, como pilar fundamental da proximidade entre eleitos e cidadãos, reforçando o compromisso com os valores de Abril e o futuro da comunidade. 
A solenidade das comemorações, este ano com outra formação e impacto, foi enriquecida pelo talento da Academia de Música de Castelo de Paiva, que pontuou a sessão solene com registos musicais memoráveis, lembrando-nos que a liberdade também se expressa através das artes, neste caso da música. 
Durante a tarde, no átrio do município actuou o Trio Vasconcelos & Convidados, realizou-se a cerimónia de abertura da 40ª edição dos Jogos Desportivos e o sempre desejado Desfile Associativo no Largo do Conde, ficando para o final da tarde, no mesmo espaço, o concerto da Banda Musical de Fornos, que festejou o 117º aniversário nesta data. 
Na intervenção efectuada, no contexto desta cerimónia, o presidente Ricardo Cardoso destacou toda a envolvência da iniciativa e o dinamismo cultural e desportivo do movimento associativo, evidenciando a força representativa das colectividades paivenses, que com sucesso e orgulho, continuam a valorizar e a prestigiar o concelho nesta grande demonstração anual dos festejos da Revolução de Abril de 1974. 
O autarca de Castelo de Paiva que também se congratulou por mais um aniversario da Banda Musical de Fornos, destacou a importância desta parceria cultural, evidenciando a qualidade das três filarmónicas paivenses, realçando depois, o trabalho louvável, empenhado e dedicado de tantos dirigentes que, no concelho, e a troco de nada, dão um enorme contributo para esta dinâmica do movimento associativo local, já reconhecida fora do concelho.












*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa