- As culturas lenhosas mediterrânicas destacam-se pelo equilíbrio entre rentabilidade, estabilidade de mercado e adaptação climática
- O regadio intensivo (abacate, citrinos e frutos vermelhos) oferece maiores receitas por hectare, mas com maior risco hídrico e exigência técnica
- O mercado de quintas rústicas produtivas registou um crescimento de 72% no volume de anúncios em 2025, com clara preferência pela segurança hídrica e propriedades sustentáveis que rodam mais rápido.
Lisboa,
29 de abril de 2026 – O
setor agrícola português consolida-se como um mercado estratégico
para o investimento. Segundo o Relatório sobre Culturas mais
Rentáveis e Sustentáveis em Portugal, elaborado pela Cocampo – a
plataforma de anúncios especializada na venda e arrendamento de
fincas rústicas, a combinação de práticas sustentáveis, adoção
tecnológica e uma clara orientação para culturas de alto valor
acrescentado está a transformar o mapa agrícola do país.
Num
contexto de transição para a eficiência produtiva, o relatório
sublinha que a escolha da cultura e a sua perfeita adequação
territorial são os fatores determinantes para garantir rentabilidade
e resiliência climática.
O
equilíbrio das culturas lenhosas
A
análise posiciona as lenhosas mediterrânicas — olival, vinha de
qualidade e frutos secos como amendoeira e pistácio — como as
culturas com melhor equilíbrio para o investidor.
Estes
produtos beneficiam de uma procura global sólida e registam uma
melhoria progressiva nos retornos históricos. A modernização,
especialmente através de sistemas superintensivos, permite acelerar
a recuperação do investimento com mecanização da colheita e
otimização de custos, além de oferecer maior resiliência ao
stress hídrico.
Fruticultura
de alta margem: receitas e desafios
Para
projetos com elevada capacidade técnica, o relatório indica que o
abacate, os citrinos e os frutos vermelhos (mirtilos, framboesas e
morangos) apresentam as maiores receitas potenciais por hectare.
Contudo,
o sucesso destes modelos depende de disponibilidade garantida de água
e de uma infraestrutura logística exigente, dada a perecibilidade
dos frutos.
Dinamismo
do mercado de quintas rústicas
Os
dados internos da plataforma Cocampo revelam um forte dinamismo nas
quintas rústicas com vocação produtiva. Em 2025 registou-se um
crescimento de 72%
no volume de anúncios face ao ano anterior.
A
análise posiciona as lenhosas mediterrânicas — olival, vinha de
qualidade e frutos secos como amendoeira e pistácio — como as
culturas com melhor equilíbrio para o investidor.
Estes
produtos beneficiam de uma procura global sólida e registam uma
melhoria progressiva nos retornos históricos. A modernização,
especialmente através de sistemas superintensivos, permite acelerar
a recuperação do investimento com mecanização da colheita e
otimização de custos, além de oferecer maior resiliência ao
stress hídrico.
Fruticultura
de alta margem: receitas e desafios
Para
projetos com elevada capacidade técnica, o relatório indica que o
abacate, os citrinos e os frutos vermelhos (mirtilos, framboesas e
morangos) apresentam as maiores receitas potenciais por hectare.
Contudo,
o sucesso destes modelos depende de disponibilidade garantida de água
e de uma infraestrutura logística exigente, dada a perecibilidade
dos frutos.
Dinamismo
do mercado de quintas rústicas
Os
dados internos da plataforma Cocampo revelam um forte dinamismo nas
quintas rústicas com vocação produtiva. Em 2025 registou-se um
crescimento de 72%
no volume de anúncios face ao ano anterior.
A
oferta concentra-se especialmente no Algarve (44,6%), Norte (14,9%),
Centro (10,9%) e Alentejo (6,8%). Cerca de 48%
das propriedades apresentam condições ideais para olival intensivo
ou superintensivo, 18% para vinha de qualidade, 15% para frutos secos
e um crescente 12% para frutos vermelhos e abacate em zonas com
regadio consolidado.
A
procura privilegia claramente a segurança
hídrica:
as pesquisas de fincas com direitos de água ou regadio aumentaram
32%.
As propriedades com características sustentáveis rodam 22%
mais rápido
no mercado.
“A
agricultura em Portugal deixou de ser uma atividade tradicional para
se tornar num setor onde convergem a tecnologia de precisão e a
sustentabilidade. O que realmente importa já não é apenas
produzir, mas otimizar o uso da água e a saúde do solo para que
cada exploração seja um ativo valioso a longo prazo”, concluem da
Cocampo.
Sobre
a Cocampo
A
Cocampo é uma start-up que tem como propósito impulsionar uma
economia agrária próspera e sustentável, facilitando o acesso à
terra e a digitalização dos mercados rurais. É a maior plataforma
ibérica de anúncios especializada na compra, venda e arrendamento
de propriedades rústicas, com mais de 1 milhão de hectares
disponíveis na Península Ibérica.
*Imprensa Cocampo
Lisboa, 29 de abril de 2026
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