quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Viver


Viver

Por Lúcia Borges *

Somos convidados a Viver e a fazer da Vida um convívio.
O nosso envolvimento emocional neste convívio traz à ribalta a vitória dos nossos projectos e silencia as adversidades.
A nossa aprendizagem quotidiana, influenciada pelos meios de comunicação, deixa muitas vezes a capacidade de decisão mutilada, e a resposta a diversas situações não vai ao encontro das carências apresentadas.
Drª. Lúcia Borges (Médica)
A ADASCA tem demonstrado um percurso no meio das nossas gentes com um claro projecto de Solidariedade Social, transmitindo o benefício da reciprocidade – DAR/RECEBER, proporcionando situações que garantem qualidade de resultados.
Hoje fala-se repetidamente em Humanização, ao mesmo tempo que assistimos a enormes avanços tecnológicos. No entanto, a necessidade de dádivas de sangue mantém-se actual.
A ADASCA transmite-nos que Humanizar é Viver e que não podemos Viver sem Humanizar.
A ciência transfusional, com mais de um século de história, tem sido um trabalho constante para garantir a qualidade e a segurança a todos os que necessitam de transfusão.
A dádiva de sangue cultiva e perpetua a Solidariedade.
A nossa maturidade responsabiliza as nossas atitudes e desperta o nosso altruísmo.
Os dadores de sangue, com as suas dádivas gratuitas, também fazem parte da história do Serviço de Imuno-Hemoterapia do Hospital Infante D. Pedro, de Aveiro, que, ao longo de várias décadas e até Maio de 2005, efectuou colheitas, quer em brigadas móveis no exterior quer no posto fixo do Serviço. Actualmente, o Serviço mantém um especial carinho por todos estes colaboradores e congratula-se por verificar a adesão à dádiva de sangue, já que dar sangue é alinhar no protocolo da vida.
Parabéns à ADASCA pelo que tem desenvolvido, pelo que tem oferecido, pela forma continuada com que tem presenteado a Sociedade, sem objectivos comerciais, antes testemunhando que os seus interesses são apenas os de “Viver e fazer da Vida um convívio“.
Em suma, a consciencialização das nossas gentes revoluciona, questiona, pondera, responsabiliza, prevê e concretiza um projecto, traduzido numa civilização de grandeza.

*Directora do Serviço de Imuno-Hemoterapia do
Centro Hospitalar do Baixo Vouga

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