O Município da Marinha Grande realizou, no passado dia 15 de maio de 2026, no Auditório do Centro Empresarial, a reunião conjunta de apreciação da proposta de Operação Integrada de Gestão da Paisagem (OIGP 2.0) da Área Integrada de Gestão da Paisagem (AIGP) da Marinha Grande, um instrumento estratégico orientado para o reforço da resiliência do território florestal e para a mitigação do risco de incêndio rural.
A sessão contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente; do diretor regional da Conservação da Natureza e Florestas do Centro, Paulo Farinha Luís; do coordenador da Proteção Civil, Pedro Borges; bem como de técnicos da Proteção Civil, num momento de análise e partilha sobre este relevante instrumento de planeamento e intervenção territorial.
O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, sublinhou que “este é um instrumento fundamental para respondermos de forma estruturada aos desafios que o nosso território enfrenta, em particular após os impactos da tempestade, garantindo maior segurança e sustentabilidade para o futuro”.
O autarca destacou ainda que “a concretização da OIGP depende do envolvimento ativo dos proprietários e da comunidade, sendo essencial promover uma gestão integrada que valorize a paisagem e reduza o risco de incêndio”.
Recorde-se que a proposta da OIGP 2.0 esteve em consulta pública até 12 de maio de 2026, permitindo o envolvimento ativo de proprietários, produtores florestais e demais interessados, através da apresentação de contributos.
Criadas pelo Governo, as Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP) promovem uma abordagem articulada e coletiva à gestão do espaço florestal. No caso da Marinha Grande, a AIGP abrange a totalidade do concelho, incluindo as freguesias da Marinha Grande, Moita e Vieira de Leiria, numa área aproximada de 18 725 hectares.
Este instrumento assume especial relevância no contexto local, nomeadamente no seguimento dos impactos provocados pela Tempestade Kristin, permitindo estruturar intervenções ao nível da gestão florestal, controlo fitossanitário, remoção de material lenhoso danificado, melhoria da rede viária florestal e reforço da proteção de pessoas, bens e ecossistemas.
Durante a reunião, foi efetuado o balanço do processo participativo e analisados os contributos recolhidos, reforçando-se a importância da mobilização de todos os agentes locais.
*Gabinete de Comunicação e Imagem


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