sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Depressão Alex pode criar ondas de seis metros. Autoridades recomendam afastamento da costa

A Autoridade Marítima Nacional recomenda afastamento de zonas costeiras esta sexta-feira.

Autoridade Marítima Nacional pediu à população para evitar os passeios junto à orla costeira, nas arribas e nas praias, assim como a pesca lúdica, na sequência da passagem da depressão Alex.

Em comunicado divulgado na noite de quinta-feira, a Autoridade Marítima Nacional explicita que a agitação marítima decorrente desta depressão poderá criar ondas de seis metros, cuja duração poderá ser "entre os 10 e os 12 segundos".

O vento poderá "registar velocidades superiores a 60 quilómetros por hora e rajadas acima de 85 quilómetros por hora".

Por isso, a Autoridade Marítima Nacional recomenda, sobretudo nas regiões costeiras no Norte e Centro do país, que se evite passeios "junto à orla costeira, nas arribas e nas praias, bem como a prática de atividades lúdicas nas zonas expostas à agitação marítima".

Também deve ser evitada a "pesca lúdica, mais concretamente junto às falésias e zonas de arriba nas frentes costeiras atingidas pela rebentação das ondas".

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê a ocorrência de chuva e vento fortes hoje, em Portugal continental, devido à passagem da depressão Alex, assim como agitação marítima forte.

"A depressão Alex vai passar no golfo da Biscaia e vai para França. Em Portugal continental, estamos a prever a ocorrência de chuva, por vezes forte, vento com rajadas fortes e agitação marítima forte a norte do Cabo Raso no dia 02 [hoje]", disse à Lusa a meteorologista do IPMA Ângela Lourenço.

Hoje, "uma superfície frontal fria vai atravessar o território e a chuva poderá ser com alguma intensidade nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Viseu e Guarda", destacou Ângela Lourenço.

Segundo a meteorologista, "o vento vai soprar com intensidade praticamente em todo o território", mas será "mais significativo nas regiões norte e centro.

Contactada pela Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil disse, pelas 00:30, que não havia quaisquer ocorrências a registar por causa desta depressão.

Lusa

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