Governante destacou o trabalho desenvolvido no concelho e reconheceu o modelo implementado como um exemplo de boas práticas
“Sabemos que de Águeda vêm bons exemplos e aquilo que ouvi hoje revela uma grande dimensão de intervenção da proteção civil que merece ser ainda mais destacada no país”, disse, ontem, Rui Rocha, Secretário de Estado da Proteção Civil, durante uma visita ao concelho, numa deslocação que teve como principal objetivo conhecer no terreno o dispositivo de proteção civil existente no Município e as valências operacionais que suportam a resposta a emergências.
A visita iniciou-se nos Paços do Concelho, onde o governante foi recebido pelo Presidente da Câmara Municipal de Águeda, Jorge Almeida, bem como pelo Vereador da Segurança e Proteção Civil, Vasco Oliveira, e pelo Vereador Carlos Filipe; pelo Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, António Ribeiro; pela direção dos Bombeiros Voluntários de Águeda, representada por Manuel São Bento e Pedro Marques, e pelo respetivo comandante, Francisco Santos; e ainda por representantes das Unidades Locais de Proteção Civil e alguns presidentes de Juntas de Freguesia.
A comitiva seguiu, depois, para o quartel dos Bombeiros Voluntários de Águeda, para a Unidade Local de Proteção Civil de Belazaima do Chão e para a Unidade Local de Formação dos Bombeiros de Águeda, em Belazaima do Chão.
Durante o encontro Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda, apresentou o modelo de organização da proteção civil no concelho, destacando a dimensão territorial de Águeda e as características particulares do território, que conjuga uma forte componente industrial e empresarial com uma extensa área florestal.
“Em área territorial, o concelho de Águeda é o maior do distrito de Aveiro, com uma forte matriz urbana e empresarial, mas também uma extensa área florestal”, referiu o Edil, sublinhando que esta realidade exige um dispositivo de proteção civil particularmente robusto.
O dispositivo municipal integra um conjunto diversificado de meios e estruturas operacionais. No terreno atuam mais de uma centena de bombeiros, bem como cinco Unidades Locais de Proteção Civil (ULPC), constituídas por aproximadamente 100 voluntários na sua globalidade distribuídos por várias freguesias do concelho, apoiados por cerca de 25 viaturas de combate a incêndios.
Para o Presidente da Câmara, estas estruturas representam um dos elementos distintivos do modelo local. “Conseguimos criar uma mesma linguagem operacional, equipar os voluntários, garantir formação e assegurar que todos atuam sob um comando único. Estou absolutamente convencido de que temos aqui algo de único e extraordinário”, afirmou.
Jorge Almeida destacou ainda o investimento municipal no reforço de meios e infraestruturas operacionais, recordando a recente renovação do quartel dos Bombeiros Voluntários de Águeda e o apoio regular da Câmara Municipal na aquisição de equipamentos. “Temos um território com a maior mancha florestal de todo o distrito de Aveiro e que é muito industrial ao mesmo tempo. Temos de ter os nossos meios e não podemos estar à espera que venham outros de fora mais capacitados do que nós”, afirmou.
O Presidente da Câmara chamou também a atenção para a necessidade de reforçar as Equipas de Intervenção Permanente (EIP) no concelho. Atualmente, Águeda dispõe de três equipas — duas na sede e uma na secção destacada de Agadão — número que considera insuficiente face à dimensão e complexidade do território.
O dispositivo de proteção civil de Águeda integra ainda uma Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana e um Centro de Meios Aéreos (CMA), reforçando a capacidade de resposta do concelho no apoio ao combate a incêndios e outras situações de emergência.
Atualmente, esta estrutura opera em instalações provisórias, estando em curso obras para a construção da sua base definitiva, um investimento que Jorge Almeida considera “estratégico para reforçar a capacidade operacional no território”.
Outro dos projetos apresentados foi a ampliação do aeródromo de Águeda, atualmente utilizado por helicópteros ligeiros, com o objetivo de permitir a operação de meios aéreos pesados de combate a incêndios. “Temos uma localização estratégica e uma enorme mancha florestal. Queremos melhorar a pista e criar condições para receber helicópteros pesados”, explicou Jorge Almeida.
O Presidente da Câmara de Águeda destacou ainda a organização da resposta na área da emergência de saúde no concelho, que é assegurada pelos Bombeiros Voluntários de Águeda, pelo dispositivo de Suporte Imediato de Vida (SIV) sediado no Hospital de Águeda e pela delegação de Águeda da Cruz Vermelha Portuguesa. Esta última dispõe também de uma valência específica de intervenção em cenários de catástrofe, através de uma Estrutura Logística Regional de resposta a situações de exceção, que integra equipas de apoio psicológico e de saúde, entre outras.
Águeda é um bom exemplo
Na sua intervenção, Rui Rocha, Secretário de Estado da Proteção Civil, destacou o trabalho desenvolvido no concelho e reconheceu o modelo implementado como um exemplo de boas práticas. “Confesso que sabemos que de Águeda vêm bons exemplos e, daquilo que ouvi hoje, não tinha noção da dimensão da intervenção da proteção civil no concelho”, afirmou.
O governante valorizou particularmente o papel das Unidades Locais de Proteção Civil, defendendo que estas estruturas representam um recurso importante que deve ser melhor integrado e aproveitado no sistema nacional.
“Temos pessoas disponíveis para ajudar e não podemos desperdiçar esta capacidade. É fundamental garantir formação e integrar estas estruturas no teatro de operações, sob a direção dos responsáveis”, sublinhou.
Relativamente às EIP, o Secretário de Estado referiu que o Governo está a trabalhar no reforço deste modelo, com a criação de novas equipas e uma revisão do enquadramento legal. “O nosso objetivo é garantir capacidade de primeira intervenção profissionalizada durante 24 horas em todo o território”, disse. O governante destacou ainda a importância da proximidade na resposta às ocorrências, apontando o papel determinante das freguesias, dos serviços municipais e das estruturas locais de proteção civil na resolução rápida de problemas e no apoio às populações.
A visita terminou na Unidade Local de Formação dos Bombeiros de Águeda, em Belazaima do Chão, onde o Secretário de Estado teve oportunidade de conhecer o trabalho desenvolvido na formação e capacitação dos operacionais.
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem
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