quarta-feira, 3 de junho de 2026

ExpoFlorestal 2026 afirma a floresta como setor estratégico para o futuro do país


Com 28 mil visitantes, crescimento de 10% e forte adesão empresarial, institucional e técnica, a 14.ª edição deixa uma mensagem clara ao setor: há conhecimento, tecnologia e disponibilidade dos agentes do setor para transformar a floresta num ativo económico, ambiental e territorial de primeira linha.

A ExpoFlorestal 2026 encerrou em Albergaria-a-Velha com um balanço amplamente positivo e uma mensagem que vai muito além dos números: a floresta portuguesa tem hoje um setor mobilizado, atento aos desafios do território e preparado para assumir um papel central no futuro económico, ambiental e social do país.

Com cerca de 28 mil visitantes, 150 expositores diretos, 230 marcas representadas e uma área de 10 hectares, a 14.ª edição reforçou o posicionamento da ExpoFlorestal como principal ponto de encontro da fileira florestal em Portugal. O crescimento de cerca de 10% face à edição anterior confirma a vitalidade do certame e demonstra a capacidade de mobilização de instituições, indústrias e empresas, academia, técnicos e proprietários.

Depois de, na fase de lançamento, se apresentar como a edição mais participada e tecnológica de sempre, a ExpoFlorestal 2026 confirmou essa ambição no terreno. Durante o certame, ficou evidente que a floresta é hoje muito mais do que um espaço de produção: é um território de inovação, conhecimento, bioeconomia, prevenção, energia, indústria, emprego e valorização das comunidades.
Um setor com escala, diversidade e ambição

O perfil dos participantes voltou a demonstrar a abrangência da ExpoFlorestal enquanto espaço de encontro de toda a cadeia de valor da floresta. Entre as entidades presentes estiveram instituições públicas como o ICNF, a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, os Municípios de Albergaria-a-Velha e Mortágua e a ACT, bem como associações setoriais como a AIMMP, a BIOND, o Centro PINUS, a FORESTIS e a CAP.

A par destas entidades, marcaram presença universidades, centros de conhecimento e empresas de referência da fileira. No plano empresarial, a edição de 2026 contou com grupos como Navigator, Altri, Sonae Arauco e Finsa Portugal, entre outras empresas ligadas à indústria, aos equipamentos, à energia, à inovação e aos serviços florestais.

A dimensão internacional do certame saiu igualmente reforçada, com participantes associados a marcas e componentes oriundos de pelo menos nove países europeus, entre os quais Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Estónia, Polónia, Áustria, Suécia e Finlândia. A presença de muitos visitantes espanhóis, em particular da Galiza, confirmou também o potencial ibérico da ExpoFlorestal e a crescente projeção transfronteiriça do evento.
Presença institucional reforça centralidade da floresta

A edição de 2026 ficou marcada por uma expressiva presença institucional, sinal claro da importância crescente da floresta na agenda pública nacional. Marcaram presença o Ministro da Agricultura e Mar, o Secretário de Estado das Florestas, o presidente e o vice-presidente da CCDR Centro, o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, presidentes dos municípios da Região de Aveiro, o presidente da ANAFRE, representantes do conselho diretivo do ICNF, federações de proprietários florestais, associações setoriais, indústrias e entidades financeiras, como o Crédito Agrícola.

Esta presença confirmou que os grandes desafios da floresta — da gestão ativa do território à prevenção de incêndios, da valorização dos recursos à atração de jovens e investimento — exigem respostas articuladas, capacidade de decisão e compromisso entre todos os agentes.
Tecnologia, digitalização e bioeconomia no centro do debate

A componente técnica da ExpoFlorestal 2026 confirmou o interesse crescente do setor por soluções ligadas à digitalização, monitorização, eficiência operacional e valorização dos recursos florestais.

Entre os conteúdos que geraram maior atenção estiveram a mesa-redonda “A Digitalização como motor da eficiência e da competitividade”, a sessão “Florestas Digitais – Sistema Informático Integrado para Supervisão, Controlo e Monitorização das Florestas”, a iniciativa “Inovação na Floresta” e a mesa redonda “A bioeconomia no setor florestal”.

Ao nível da inovação apresentada, a feira voltou a afirmar-se como montra de soluções tecnológicas e operacionais com aplicação direta no terreno. Estiveram em destaque plataformas informáticas de apoio à decisão em áreas como planeamento, logística, deteção remota e automação, bem como scanners laser para medição e monitorização florestal e máquinas de exploração florestal autónomas e altamente sofisticadas.

A mensagem deixada pela edição é clara: a floresta do futuro exige conhecimento, tecnologia, escala de intervenção e capacidade de transformar recursos em valor.
Aproximar os jovens de um setor em transformação

Outro dos sinais relevantes desta edição foi a aproximação às novas gerações. A visita de quase 600 alunos de seis escolas profissionais do país e alunos do 9.º ano das escolas de Albergaria-a-Velha refletiram uma aposta clara em mostrar o setor florestal como oportunidade de futuro.

Num momento decisivo de escolha de percursos académicos e profissionais, a ExpoFlorestal procurou mostrar aos mais jovens que a floresta é hoje um setor moderno, tecnológico, necessário e com espaço para novas competências.
Uma mensagem para o futuro da floresta portuguesa

No plano estratégico, a ExpoFlorestal 2026 deixa ao setor e ao país uma mensagem de ambição e responsabilidade. A floresta portuguesa precisa de mais gestão, mais escala, mais inovação, mais valorização económica e mais capacidade de fixar pessoas, conhecimento e investimento no território.

Entre as principais conclusões destacadas pela organização estão a necessidade de criar mais valor a partir dos produtos e serviços gerados pela floresta, potenciar o conhecimento e a tecnologia disponíveis, aumentar a eficiência operacional, ganhar escala de intervenção no território e aproximar os jovens de um setor em profunda transformação.

A próxima edição da ExpoFlorestal está já confirmada para maio de 2028, ainda sem data definida. A confirmação atempada desta continuidade pretende capitalizar o balanço positivo agora alcançado e dar desde já um sinal de estabilidade, confiança e ambição a todo o ecossistema florestal.

“Esta edição mostrou que a floresta não é apenas um desafio: é uma riqueza estratégica para o território, para a economia e para as comunidades. A forte adesão, a qualidade das demonstrações, o debate técnico, a presença institucional e o envolvimento de todos confirmam que há um setor mobilizado, exigente e disponível para construir soluções”, refere Luís Sarabando, da organização.

“Saímos desta ExpoFlorestal com sentido de missão reforçado. Sabemos que há ainda muito trabalho pela frente, mas também que, se tivermos capacidade de juntar conhecimento, tecnologia, experiência no terreno e compromisso coletivo, conseguiremos transformar a floresta num espaço de futuro”, acrescenta.

A ExpoFlorestal é organizada pela Associação Florestal do Baixo Vouga, pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha e pela ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente, com o apoio do Município de Albergaria-a-Velha.

*Ricardo 

Destinos com alma e inteligência artificial no turismo em destaque no segundo dia do Fórum Vê Portugal


Sessão de abertura reuniu protagonistas da região. Painéis de discussão e Vê Talks destacaram o papel da identidade, da cultura e da inovação na construção dos destinos do futuro.
A 12.ª edição do Fórum de Turismo Interno Vê Portugal viveu hoje o seu primeiro dia de trabalhos. Sob o mote "Portugal inspira. O Turismo transforma.", o Multiusos de Viseu reuniu alguns dos principais protagonistas do setor para refletir sobre os desafios e oportunidades que irão moldar o futuro do turismo em Portugal. O evento é organizado pela Turismo Centro de Portugal, em parceria com o Município de Viseu.
A sessão oficial de abertura contou com as intervenções de João Azevedo, Presidente da Câmara Municipal de Viseu, Rui Ventura, Presidente da Turismo Centro de Portugal, e José Ribau Esteves, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro.
João Azevedo deu as boas-vindas aos mais de 500 participantes do Fórum e destacou o potencial turístico da região, defendendo uma estratégia assente na cooperação entre territórios, na captação de investimento e na criação de uma agenda de eventos capaz de gerar procura ao longo de todo o ano. "Esta é uma região cheia de oportunidades. Cada concelho tem as suas particularidades e precisamos de fazer gestão e organização, preparar rotas e estratégias que permitam potenciar aquilo que cada território tem para oferecer", afirmou.
O Presidente da Câmara Municipal de Viseu sublinhou ainda a ambição de afirmar a região como um importante polo de desenvolvimento turístico e económico. “Temos de trazer Lisboa a Viseu e levar Viseu ao Porto. É este trabalho em conjunto que vamos ter de fazer para aumentar o número de dormidas, de hóspedes e de investimentos privados que possam reforçar a atratividade da nossa região", defendeu. João Azevedo recordou também que Viseu acolherá, em 2027, a base do Rali de Portugal, considerando que este será um dos eventos estruturantes da estratégia de promoção territorial dos próximos anos: "Temos um planeamento bem definido para 2026, 2027, 2028 e 2029 para fazermos crescer todos juntos uma grande região, certamente a melhor região do país e aquela que tem mais potencial para crescer nos próximos anos".
Rui Ventura centrou a sua intervenção na crescente relevância estratégica do turismo interno. O presidente da Turismo Centro de Portugal recordou que o Fórum Vê Portugal se tornou um dos mais importantes espaços nacionais de reflexão sobre o setor, defendendo que este é o momento certo para discutir o modelo de desenvolvimento que o país pretende seguir. "Há momentos em que percebemos que não estamos apenas a discutir o turismo. Estamos a discutir o modelo de país que queremos construir. Estamos a discutir coesão territorial, qualidade de vida, mobilidade e oportunidades", afirmou.
Rui Ventura defendeu também que o Centro de Portugal reúne alguns dos atributos mais procurados pelos visitantes atuais. "O Centro de Portugal não é um território de calamidades: é um território de oportunidades. Talvez seja hoje um dos maiores territórios de oportunidade da Europa. Enquanto muitos destinos vivem problemas de saturação, excesso de pressão urbana e perda de identidade, nós oferecemos aquilo que o mundo mais procura: autenticidade, natureza, património, espaço, tranquilidade, qualidade de vida e relações humanas verdadeiras", sublinhou. Por outro lado, destacou a importância do mercado interno para a sustentabilidade do setor turístico. "Durante demasiado tempo, o turismo interno foi encarado como um complemento. Mas hoje percebemos que é muito mais do que isso: distribui riqueza, combate a sazonalidade, fixa pessoas e cria atividade económica em territórios de baixa densidade", defendeu.
José Ribau Esteves considerou que Portugal deve aproveitar o bom momento que o setor do turismo atravessa para reforçar a sua capacidade de resposta aos novos desafios. "Temos de aproveitar o embalo que o sucesso do setor nos dá, mas fugir à tentação de continuar a fazer tudo da mesma maneira. Se continuarmos a fazer apenas aquilo que sempre fizemos, arriscamos perder o ritmo do sucesso", afirmou.
José Ribau Esteves sublinhou ainda o papel do turismo na valorização dos territórios e na autoestima das comunidades locais. "O turismo é um dos setores que mais contribui para a autoestima dos cidadãos e que melhor consegue valorizar cada aldeia, cada paisagem e cada recurso existente no território. É por isso um instrumento essencial para o desenvolvimento económico e social da região", frisou. Numa das passagens mais marcantes da sua intervenção, José Ribau Esteves apelou a um esforço coletivo para reforçar a promoção do Centro de Portugal: "Precisamos de todos para que o Centro de Portugal deixe de ser visto como um território de calamidades e passe a ser reconhecido pelas suas oportunidades, pelo seu património, pelos seus eventos e pela extraordinária qualidade do seu território".
Painéis abordaram autenticidade, storytelling e inovação
O primeiro painel do dia, moderado por André Gomes, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve, foi dedicado ao tema "Destinos com alma: Cultura, pessoas e identidade na construção de destinos autênticos".
José Filipe Torres, especialista em Place Branding e CEO da Bloom Consulting, Nuno Barra, Marketing and New Product Development Director da Vista Alegre, e Cátia Lucas, coordenadora da Lousitânea – Liga dos Amigos da Serra da Lousã, refletiram sobre a crescente importância da autenticidade, da cultura, das comunidades locais e do storytelling na afirmação dos territórios enquanto destinos turísticos diferenciadores.
Durante o debate, José Filipe Torres defendeu que o trabalho de construção de uma marca territorial deve começar pela compreensão da sua identidade profunda. "O grande trabalho de uma marca de cidade ou de país é, em primeiro lugar, perceber e entender a sua alma. O marketing e a comunicação vêm depois", afirmou. O especialista acrescentou ainda que cerca de um quarto das receitas turísticas de um destino resulta da perceção que os visitantes têm dele antes mesmo de o conhecerem, demonstrando a importância estratégica da construção e gestão das marcas territoriais.
Nuno Barra abordou o desafio da diferenciação num mundo cada vez mais competitivo, lembrando que "somos bombardeados por cerca de oito mil marcas todos os dias", o que obriga territórios e empresas a encontrarem formas autênticas e relevantes de se destacarem.

Já Cátia Lucas apresentou exemplos concretos de autenticidade vivida nas aldeias da Serra da Lousã, como o fabrico tradicional do pão, o rebanho comunitário ou a possibilidade de os visitantes assumirem o papel de pastor por um dia, demonstrando como as experiências genuínas e ligadas às comunidades locais podem criar ligações emocionais duradouras aos territórios.

A manhã prosseguiu com a primeira Vê Talk do evento – uma das novidades desta edição. Intitulada "Portugal inspira, o storytelling transforma", foi protagonizada por José Pedro Cobra, adviser, shaker e orador, que refletiu sobre o papel das histórias na construção de relações humanas e na comunicação dos destinos. "Sentimo-nos perdidos porque achamos que o mundo está do avesso. Mas é ao contrário: o mundo está do avesso porque nós estamos perdidos", afirmou, defendendo uma comunicação mais humana e centrada nas pessoas. "É através das histórias que nos tornamos humanos. O storytelling transforma", acrescentou, defendendo que o verdadeiro desafio das organizações e dos territórios passa por evoluir para estar ao serviço das pessoas.

Outro momento marcante do programa foi a apresentação do livro "Passear – O Turismo como Caminho para a Felicidade", da autoria de Telmo Martins, CEO, diretor criativo e realizador da Lobby Films Advertising. Este momento contou com a participação de Miguel Bragança, diretor do Serviço de Psiquiatria do Hospital de São João, e Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, autores do prefácio e do posfácio da obra. A conversa centrou-se na forma como as viagens e o turismo podem contribuir para o bem-estar, a qualidade de vida e a felicidade das pessoas.

A manhã terminou com uma intervenção dedicada ao impacto da inteligência artificial na experiência turística. Na Vê Talk "Destinos Inteligentes", Roberto Oliveira, líder em estratégia e crescimento da LTPlabs, apresentou diferentes níveis de integração da inteligência artificial na atividade profissional e turística: "ajudar a pensar", "ajudar a fazer" e "fazer por mim". Apesar do potencial transformador da tecnologia, defendeu que o futuro continuará a depender da combinação entre tecnologia e dimensão humana. "O futuro será híbrido entre o sentir, o coração e a humanidade das pessoas, e o fazer com mais facilidade proporcionado pela inteligência artificial. Eficiência com coração", resumiu.

Tarde dedicada a descobrir Viseu
Durante a tarde, os participantes do Fórum tiveram a oportunidade de conhecer melhor o território anfitrião através da iniciativa "Conhecer para Promover Viseu", uma experiência imersiva que deu a conhecer alguns dos principais ativos turísticos do concelho e da região. Mais concretamente, os participantes dividiram-se por cinco experiências: Museu do Linho - Várzea de Calde; Museu do Quartzo - Monte de Santa Luzia; Quinta Chão de S. Francisco – S. João de Lourosa; Museu Almeida Moreira – Cidade e Jardins; e Quinta da Falorca / Quinta Vale das Escadinhas – Silgueiros.

O dia terminou com o tradicional Jantar Oficial "Vê Portugal", no Expocenter, que reuniu participantes, oradores e convidados num momento de convívio e networking. Durante o jantar foram ainda distinguidas personalidades e projetos marcantes do setor turístico regional e nacional.

O Fórum Vê Portugal prossegue amanhã com novos momentos de reflexão e debate sobre o futuro do turismo em Portugal. O programa completo pode ser consultado em www.turismodocentro.pt.

Sobre a Turismo Centro de Portugal:
A Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação

Agrupamento de Escolas de Vilela vence prémio da Rota do Românico


A Rota do Românico distinguiu o Agrupamento de Escolas de Vilela, Paredes, com o Prémio Escola do Ano, numa cerimónia realizada na tarde de terça-feira, 2 de junho, no Centro de Interpretação do Românico, em Lousada.
Atribuído pela primeira vez, o Prémio Escola do Ano visa reconhecer o trabalho dos estabelecimentos de ensino que, de forma contínua e articulada, têm desenvolvido múltiplas atividades e projetos dedicados à Rota do Românico, das oficinas pedagógicas às visitas de estudo, passando pela produção de conteúdos e materiais didáticos.
Na cerimónia, liderada pelo presidente da Rota do Românico, Nelson Oliveira, foram também anunciados os premiados na sétima edição do concurso escolar da Rota do Românico, subordinado novamente ao tema “A Sociedade na Idade Média”.
O concurso, dirigido a todas as escolas da Região Norte, recebeu 52 trabalhos nas categorias de Ilustração, Criação Literária, Experiências Científicas e Tecnológicas, e Categoria Aberta, que envolveram a participação de 941 alunos, 48 docentes e 36 estabelecimentos de ensino.
Na categoria de Ilustração, dirigida ao pré-escolar e ao 1.º ciclo do ensino básico, a turma VC4 do 4.º ano da Escola Básica e Jardim de Infância de Vale do Côvo, Alpendorada, Marco de Canaveses, foi a grande vencedora, seguida da turma CEL 8 do 4.º ano da Escola Básica de Vila Cova da Lixa, Felgueiras. O terceiro prémio foi para a turma do pré-escolar da Escola Básica e Jardim de Infância de Duas Igrejas, Penafiel. A turma 4 BMx do 4.º ano da Escola Básica de Meixomil, Paços de Ferreira, foi distinguida com uma menção honrosa.
Na categoria de Criação Literária, destinada ao 2.º ciclo do ensino básico, o primeiro lugar do pódio foi para a turma RA do 6.º ano da Escola Básica e Secundária de Rebordosa, Paredes. Os prémios seguintes foram atribuídos à turma B do 5.º ano do Colégio de Nossa Senhora da Bonança, Vila Nova de Gaia, à turma D do 6.º ano da Escola Básica e Secundária de Lousada Oeste. A turma C2 do 5.º ano da Escola Básica da Ponte, Santo Tirso, obteve uma menção honrosa.
Na categoria de Experiências Científicas e Tecnológicas, dirigida ao 3.º ciclo do ensino básico, o júri apreciou apenas dois trabalhos, tendo decidido premiar o esforço dos alunos da turma A do 7.º ano da Escola Básica de Canedo, Santa Maria da Feira, com uma menção honrosa.
Por último, na Categoria Aberta, destinada ao ensino secundário, o primeiro prémio foi conquistado pela turma H do 10.º ano da Escola Secundária de Lousada. No segundo lugar ficou a turma A-B do 10.º ano da Escola Secundária de Resende e, no terceiro, a turma 2A do 11.º ano do Colégio de São Gonçalo, Amarante. A turma J do 11.º ano da Escola Secundária de Lousada mereceu uma menção honrosa.
O concurso “A Sociedade na Idade Média” desafiou a comunidade escolar a explorar, de forma criativa, o tema da sociedade medieval, designadamente os tópicos das classes sociais, as profissões, a saúde, a educação, a alimentação, as atividades de lazer, entre outros.

O júri foi constituído pelo ilustrador Bruno Santos, o escritor Rui Guedes, o geógrafo Ricardo Martins e a gestora Olga Melo.

Todos os trabalhos concorrentes estão expostos no Centro de Interpretação do Românico até 28 de junho, de terça-feira a domingo.
A Rota do Românico reúne, atualmente, 58 monumentos e três centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega (Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende), no Norte de Portugal.

As principais áreas de intervenção da Rota do Românico abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.

Mais imagens dos premiados na página de Facebook da Rota do Românico.

*António Coelho
Planeamento e Comunicação
Rota do Românico | Itinerários Culturais

Sessão para a Dádiva de Sangue em Cacia


Local da brigada: Avenida Fernando de Oliveira 6/A, 3800-538 Cacia, junto ao apeadeiro da CP e Banco Montepio.
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É urgente renovar o universo de dadores, tendo em conta que os mais “velhos” vão deixando de poder fazer a sua dádiva por razões de idade, saúde ou outros condicionamentos/impedimentos. É urgente que os jovens adiram à dádiva de sangue regular, sem a sua adesão a situação vai complicar-se, não temos dúvidas. Os sinais são evidentes e, deixam-nos preocupados.
Temos repetido vezes sem conta: a dádiva de sangue é um acto de amor que salva vidas! A sua dádiva pode ser a esperança que alguém tanto precisa”. Faça parte desta corrente de solidariedade. Com o lema “REDE DE DIFUSÃO PARA A DÁDIVA DE SANGUE!” é nosso propósito ir mais longe, alcançar outras comunidades.

Agradecemos o vosso apoio e generosidade. Com a vossa doação de sangue, estamos salvando vidas e trazendo esperança para aqueles que mais precisam.

Obrigado a todos quantos colaboraram connosco durante estes 19 anos. A nossa missão não parar. A organização apela à participação da população, sublinhando que “há doentes que precisam de si”, destacando a importância regular da dádiva para garantir reservas seguras de sangue nos serviços de saúde.

ADASCA promove a IV Semana do Dador de Sangue


IV Semana do Dador de Sangue organizada pela ADASCA, tem como lema REDE DE DIFUSÃO PARA A DÁDIVA DE SANGUE, vai decorrer nos dias 8 a 12 de Junho, no âmbito da comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue, dia 14 de Junho instituído pela OMS (Domingo) na Praça do Mercado Manuel Firmino, junto ao Forum de Aveiro.

Ali, vai estar em exposição a Unidade Móvel do IPST durante aqueles dias, para promoção, aconselhamento e sensibilização da comunidade aveirense, mais em concreto os jovens. As sessões para a dádiva de sangue agendadas para os dias 3, 17 e 24 das 15 horas às 19:00 (4ª.s feiras) e dias 5, 12, 19 e 26 das 15:00 horas às 19:00 horas ( 6ª.s– feiras), ainda no dia 10 das 9 às 13 horas (feriado) vão decorrer como habitualmente no Posto Fixo (provisoriamente) da ADASCA, nos horários normais, dia 28 das 9 às 13 horas no Salão da Junta de Freguesia da localidade de Cacia.
A ADASCA conta com o apoio da CM de Aveiro, União de Freguesias da Glória e Vera Cruz, Unidade Local de Saúde de Aveiro | Serviço de Imunohemoterapia, Centro de Sangue e Transplantação de Coimbra (CSTC vs IPST), Escola Superior de Saúde, da Universidade de Aveiro (ESSUA), Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), Associação dos Antigos Alunos da Universidade de Aveiro (Alumni), Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC).

Presentemente a ADASCA é uma das maiores associações de dadores do País e da zona centro, com mais de 110 brigadas por ano.

É urgente que os jovens compreendam a máxima importância da sua adesão à dádiva de sangue. Eles são os futuros dadores.

CARTA ABERTA AOS DADORES DE SANGUE

Caros colegas!

Efectivamente, é urgente que Aveiro acorde para a dádiva de sangue. A legenda na nossa viatura faz sentido. O universo de dadores que fazem a sua dádiva de sangue no Posto Fixo da ADASCA, não são de Aveiro, são das diversas localidades da região.
Exemplo: Albergaria-a-Velha, Estarreja, Águeda, Ílhavo, Vagos, Mira, Oiã, Fermentelos. Oliveira do Bairro, Rocas do Vouga, Talhadas, Sever do Vouga, entre outras.
Fica a observação: Aveiro não tem cidadãos saudáveis, entre os 18 e os 65 de idade? Quando a necessidade não nos bate à porta, é tudo com os outros. Ao longo dos quase 20 anos de existência da ADASCA, temos vivido situações surreais, delicadas. Por vezes somos injustamente acusados de nada fazer em prol desta, ou, daquela situação, que envolve a necessidade de promover campanhas. Não temos autonomia para agendar brigadas, sem o consentimento do CST de Coimbra (IPST). O sistema como está desenhado, esmaga a(s) iniciativa(s). Para tudo, são necessárias autorizações.
Não faço referência dos casos, porque algumas pessoas infelizmente já desviveram. Bem os podia ilustrar para fundamentar o que afirmo. Raramente ouvimos uma palavra de agradecimento. Tudo envolve gastos/investimento. Fontes de receitas directas não existem. Dependemos da boa vontade e da caridade de outrem - alheia.
Pensem nisto: antes dar que receber. Não podem aderir à dádiva? Podem certamente ajudar a divulgar pelos seus familiares, amigos, colegas de trabalho, vizinhos. Podem ir buscar cartazes ou o Boletim InfoADASCA no início de cada mês. Ao fazê-lo já estão a ajudar. É fácil criticar, por vezes até o que não se conhece. E ajudar?...
Aqui chegados, temos a garantia, de que não voltam a ser canceladas mais brigadas até final do ano em curso, apesar da redução de dadores por cada sessão, palavra da Sra. Presidente do CD do IPST. Temos de ter em consideração as despesas com a deslocação das brigadas, são elevadas. Que valor tem uma vida?
O cancelamento da brigada prevista para o dia 8 de Maio, além do descontentamento, provocou uma incerteza na realização das seguintes. Consultado o site do IPST, constatámos que estavam confirmadas as brigadas para os dias 13 e 15 daquele mês. Quanto às restantes?
Repto: face ao exposto, convidamos os dadores regulares a comparecer, como ainda os interessados em aderir à dádiva pela primeira vez. A redução de dadores, pode motivar alteração substancial na calendarização anual das brigadas. Pode não ocorrer este ano, mas, é possível que aconteça em 2027. Se isso se verificar, não se queixem. Existem deveres cívicos e morais na causa da dádiva de sangue, para fins terapêuticos. Se existem direitos consagrados, também existem deveres aos quais não nos devemos esquivar como cidadãos.
Compreendemos, e estamos solidários com os dadores que se sentem desmotivados, principalmente com os que já foram multados, enquanto faziam a sua dádiva. As dificuldades de estacionamento é uma das principais causas das queixas que nos chegam. Os hospitais com serviços para a dádiva, vivem o mesmo problema. A ADASCA tem feito tudo, o que está ao seu alcance para colmatar situação. As propostas apresentadas não foram aceites, apesar de nos encontrarmos provisoriamente numas instalações que CM de Aveiro conseguiu disponibilizar, e, restaurar, sem encargos financeiros para a associação, garantindo a sua actividade.
Estamos profundamente gratos aos colegas dadores, apesar das dificuldades continuam a comparecer. O vosso gesto não tem preço definido. Venho do tempo em que, eram colocados cartões nas mesas de cabeceiras dos doentes, apelando aos familiares a doação de sangue. Acredito, que ninguém deseja voltar ao passado. A quebra de dadores é preocupante.
A distância que nos separa da Universidade, também contribuiu/contribui para tal diminuição. Concluídas as obras, regressamos ao anterior local.
Contudo, alertamos para a eventualidade de existirem alterações/constrangimentos de última hora, pelo que sugerimos que reconfirme sempre no website www.adasca.pt  antes de se deslocar, ou ligar para 964 470 432.

Joaquim Carlos
Fundador/Presidente da Direcção da ADASCA

terça-feira, 2 de junho de 2026

Decorreu no espeço da Escola Secundária. CASTELO DE PAIVA APOSTA NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE SUPORTE BÁSICO DE VIDA PARA ALUNOS


O Município de Castelo de Paiva, consciente da importância da formação em Suporte Básico de Vida, promoveu ontem, no espaço da Escola Secundária, diversas acções de formação para 85 alunos do 11º ano de escolaridade e 10º ano do Curso Técnico Profissional de Auxiliar de Saúde. 
A sessão foi ministrada pela Associação Nacional de Emergência, Socorro e Catástrofe, através do Projeto “Somos Um”, uma associação sem fins lucrativos e certificada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica – INEM. 
O projeto chama-se “Somos Um” e foi pensado por um conjunto de profissionais peritos em emergência médica, onde se destaca Filipe Serralva, médico da Viatura Médica de Emergência do CHTS, com vasta experiência prática e formação em emergência médica no âmbito do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). 
A ideia apresentada ao Município de Castelo de Paiva, e que tem sido aplicada a toda a região do Tâmega e Sousa, passa por dotar os jovens do 11.º ano, de competências e certificação em Suporte Básico de Vida e promover esta iniciativa, de forma anual, junto dos alunos deste ano de escolaridade. A escolha deste nível de alunos está relacionada pela conjugação das capacidades físicas, intelectuais e da perspetiva do seu desenvolvimento potencial enquanto cidadãos de pleno direito e com uma maior maturidade e perceção dos jovens desta idade, sem prejudicar o seu tempo lectivo. 
A Vice-Presidente da autarquia, Susana Sousa, desataca a importância destas acções de formação, na medida em que ajudam a reforçar a capacidade da nossa comunidade em responder a emergências. Daí o Município de Castelo de Paiva apostar na educação e na formação contínua, essenciais para aumentar a literacia em saúde e garantir que mais vidas possam ser salvas em situações de paragem cardiorrespiratória. 
Susana Sousa acompanhou de perto estas acções de formação, ao lado da directora do Agrupamento de Escolas de Castelo de Paiva, Beatriz Rodrigues, e realçou que o objetivo desta iniciativa é capacitar todos estes alunos criando, a longo prazo, um conjunto muito alargado de “agentes de emergência” que podem actuar com conhecimento em situações que podem ser fundamentais para a vida de alguém.
O projeto “Somos Um” está integrado na Associação Nacional de Emergência, Socorro e Catástrofe, detém certificação do INEM e apoio da Ordem dos Enfermeiros e é ministrada por médicos e enfermeiros, na sua maioria, profissionais do CHTS - Centro Hospitar Tâmega e Sousa. 
Os cursos certificados INEM Suporte Básico de Vida contemplam algumas regras que garantem qualidade e segurança formativa e os conteúdos programáticos desta formação em Castelo de Paiva estiveram relacionados com Acidente Vascular Cerebral, Síndrome Coronário Agudo e Suporte Básico de Vida certificado INEM, sendo que todos os formandos receberam um Certificado de Formação Profissional relativo ao SBV com validade INEM de 5 anos. 
Este tipo de certificado é um incremento formativo curricular importante no futuro de todos os jovens no país, conforme referiu Filipe Serralva, um dos formadores presentes.
*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa