terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Marinha Grande | JOAQUIM CORREIA RECORDADO POR FAMILIARES E AMIGOS

Filhos, netos e amigos de Joaquim Correia lembraram a memória e o percurso profissional e artístico do escultor marinhense, numa tertúlia realizada no Museu Joaquim Correia, no passado sábado, 5 de fevereiro.

Falecido a 6 de fevereiro de 2013, aos 92 anos, o artista marinhense Joaquim Correia foi recordado numa conversa informal organizada pela Câmara Municipal da Marinha Grande, na qual esteve presente a vereadora da cultura, Ana Alves Monteiro, que manifestou o desejo de continuar a promover iniciativas que divulguem a obra daquele mestre.
Joaquim Correia foi referenciado pelos familiares como tendo sido um humanista, professor, encantado por comunicar e dialogar, interessado por todas as formas da escrita, filosofia, teatro e música. Foi também apelidado de desenhador, pintor, escultor, estatuário, medalhista, com uma carreira exímia, que deixou marcas culturais não apenas na Marinha Grande, como em todo o pais.

Joaquim Correia nasceu na Marinha Grande, a 26 de Julho de 1920, sendo neto e filho de uma família de Mestres Vidreiros. 

Depois de ter realizado os estudos primários na sua terra natal, continuou os estudos secundários em Leiria. Beneficiou do ensino e da convivência com um grupo de professores-artistas dos quais destaca os escultores Luís Fernandes e Narciso Costa e os pintores Miguel Barrias e Lino António.

Em 1938, foi para Lisboa, a fim de frequentar o curso superior de escultura na escola Superior de belas artes, onde apesar das excelentes classificações obtidas nas provas artísticas, lhe foi negada a matricula.

Em 1940, foi admitido e frequentou o 1.º ano do curso superior de escultura, na Escola Superior de Belas Artes do Porto, tendo concluído os restantes anos do curso na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde foi discípulo do Prof. Escultor José Simões de Almeida. Completou a sua formação de escultor nas oficinas dos Mestres Francisco Franco, Salvador Barata Feyo e António Duarte.

Foi sócio efetivo da Sociedade Nacional de Belas Artes da associação dos Arqueólogos Portugueses e da Sociedade de Geografia de Lisboa. Presidiu à comissão instaladora do museu nacional do vidro. Foi comendador da Ordem Militar de Santiago de espada e "Des Arts et Lettres" de França. Foi autor de numerosas estátuas, baixo-relevos e medalhas que figuram em lugares públicos e privados em Portugal e no estrangeiro.

Para além do Museu Joaquim Correia, está representado nos Museus Nacionais de Arte Contemporânea de Lisboa, de Soares dos Reis no Porto, no centro de arte moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, e em várias coleções nacionais e estrangeiras.

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