terça-feira, 28 de abril de 2026

Proença-a-Nova | Arte ID inicia nova fase de trabalhos com associações do concelho


Depois do excelente acolhimento registado na primeira fase do projeto ARTE ID, desenvolvido pelo Centro Artístico Casa ao Lado com o apoio do Município de Proença‑a‑Nova, a iniciativa regressa agora ao concelho para uma nova fase de trabalho, desta vez envolvendo novas associações locais, que manifestaram interesse em integrar a iniciativa.
Entre os dias 4 e 8 de maio, o projeto passará por várias localidades do concelho, incluindo o Sobreira Formosa, Cerejeira, Rabacinas, Vergão, Catraia Cimeira, Carregais, Palhota e São Pedro do Esteval. Cada sessão representa uma oportunidade para valorizar o património cultural material e imaterial de cada localidade, sublinhando ainda mais o papel das associações enquanto guardiãs da identidade comunitária.
Recorde‑se que, na fase inicial, o projeto trabalhou com várias associações, principalmente num trabalho direto com a população sénior, promovendo oficinas de pintura, ilustração e outras expressões artísticas, culminando na criação de murais que hoje valorizam os espaços de convívio locais e representam as histórias, tradições e identidades de cada comunidade. O impacto positivo dessas intervenções levou outras coletividades do concelho a solicitar a sua participação, dando assim origem a esta nova etapa.
Tal como anteriormente, o trabalho será desenvolvido em dois momentos complementares. Numa primeira fase, a equipa da Casa ao Lado reúne com cada associação para conhecer as suas histórias, memórias, tradições e elementos identitários. Estes encontros incluem apresentação do projeto, workshop e conversa com os participantes, permitindo recolher contributos que servirão de base à criação artística. Numa segunda fase, mais adiante, serão realizadas as pinturas murais, concebidas a partir dos testemunhos recolhidos e desenvolvidas em colaboração com a comunidade local.
O ARTE ID assenta no conceito de envelhecimento criativo e na promoção do bem‑estar através da arte, reconhecendo o potencial transformador das práticas artísticas na saúde mental, na participação social e na preservação da memória coletiva.
Embora esta fase envolva um conjunto específico de associações, o Município sublinha que o projeto poderá continuar nos próximos anos, caso se verifiquem condições para tal e exista interesse por parte da comunidade. Assim, outras coletividades que não integram esta ronda não ficam excluídas de futuras oportunidades, podendo manifestar a sua vontade de participar em eventuais fases seguintes.

*Gabriel Reis
Comunicação, Turismo e Eventos




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