terça-feira, 14 de julho de 2026

CIM Viseu Dão Lafões volta a conquistar milhares de visitantes no NOS Alive com a campanha "Segue o Coração”


Presença pelo terceiro ano consecutivo no maior festival de música do país resultou em milhares de interações, experiências turísticas e forte dinamização da oferta turística regional.

A participação da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões na edição de 2026 do NOS Alive voltou a traduzir-se num enorme sucesso, reforçando a notoriedade da região junto de milhares de visitantes nacionais e internacionais. Durante os três dias do festival, que decorreu entre 9 e 11 de julho, o stand da campanha "Segue o Coração" foi um dos espaços de maior animação da Rua do Fado, despertando a curiosidade de um público maioritariamente jovem e interessado em descobrir novos destinos turísticos.

Pelo terceiro ano consecutivo, Viseu Dão Lafões marcou presença num dos maiores festivais de música da Europa, consolidando uma estratégia de promoção que aproxima o território de novos públicos e reforça o posicionamento da região como um destino de natureza, autenticidade, bem-estar e experiências diferenciadas.
Milhares de pessoas passaram pelo espaço da CIM, no Passeio Marítimo de Algés, onde participaram em jogos interativos, conheceram a oferta turística dos 14 municípios e ganharam vouchers para usufruir de experiências em Viseu Dão Lafões. Entre os prémios atribuídos encontravam-se estadias, experiências vínicas e gastronómicas, entradas em grandes eventos, atividades culturais e propostas de saúde e bem-estar, num total de mais de 150 vouchers disponibilizados pelos municípios e pelos parceiros turísticos da região.

A forte adesão ao stand "Segue o Coração" refletiu-se também nas redes sociais, com centenas de fotografias, vídeos e partilhas realizadas pelos próprios festivaleiros, que contribuíram para ampliar o alcance da campanha e aumentar a visibilidade de Viseu Dão Lafões junto de novos públicos.

A presença no NOS Alive integra a estratégia de promoção turística da CIM Viseu Dão Lafões, que aposta na participação em grandes eventos nacionais para reforçar a notoriedade da marca regional e estimular a procura turística. Depois da FITUR, da BTL e do NOS Alive, a campanha "Segue o Coração" continuará nas próximas semanas com presença na Feira de São Mateus, em Viseu.

Para João Azevedo, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, "a terceira participação da CIM no NOS Alive superou as nossas expectativas. Ao longo dos três dias sentimos um enorme interesse pela região, com milhares de pessoas a visitarem e a usufruírem do nosso espaço e a quererem saber mais sobre aquilo que Viseu Dão Lafões tem para oferecer. Este contacto direto, com um público jovem e internacional, é muito valioso porque nos permite criar uma ligação com os futuros visitantes e mostrar que somos um destino capaz de proporcionar experiências à medida de cada visitante".

Também Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, considera que "o sucesso desta presença resulta de um trabalho conjunto entre a CIM, os 14 municípios e os parceiros privados da região. A forte procura do nosso espaço e o entusiasmo com que o público participou nas diferentes dinâmicas confirmam que o NOS Alive é uma aposta ganha. Esta proximidade permite-nos dar a conhecer a diversidade da oferta turística de Viseu Dão Lafões e reforçar a imagem da região como um destino moderno, autêntico e preparado para receber visitantes durante todo o ano".

*Miguel Fernandes
Gabinete de Comunicação CIM Viseu Dão Lafões

**Filipe Santos
Assessoria de Imprensa

Cantanhede | Campanha de apoio à esterilização de animais de companhia decorre até dia 31 de agosto


A campanha de apoio à esterilização de animais de companhia do Município de Cantanhede decorre até dia 31 de agosto, podendo terminar antecipadamente caso se esgote a verba disponibilizada para esta iniciativa.
Esta ação tem como objetivo dar continuidade às campanhas de anos anteriores, com o intuito de atingir um número crescente de animais de companhia esterilizados no concelho, de forma a promover a redução progressiva do número de cães e gatos errantes na via pública, resultantes de ninhadas indesejadas, as quais são frequentemente vítimas de abandono.
A esterilização é um método seguro de controlo reprodutivo permanente (evitando ninhadas indesejadas e sobrepopulação), sendo também benéfica na prevenção de algumas patologias, como tumores mamários ou prostáticos e infeção uterinas. Contribui ainda para um comportamento mais adequado do animal de companhia (reduz comportamento de marcação de território, fuga ou agressividade).
São elegíveis cães e gatos, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a seis meses (ou quatro meses, no caso de raças potencialmente perigosas), com identificação eletrónica (microchip) e vacinação obrigatória, cujos detentores sejam residentes no concelho de Cantanhede.
As esterilizações deverão ser efetuadas em Centros de Atendimento Médico-Veterinários autorizados, situados na área geográfica do concelho. Poderão beneficiar da campanha até dois animais por titular.
Para esta campanha de 2026, foram simplificados os procedimentos, deixando de ser necessária candidatura prévia. Os titulares de animais de companhia deverão dirigir-se à clínica veterinária, para esterilização do animal. Posteriormente, no prazo de 10 dias, deverão proceder à entrega do requerimento e dos documentos nele solicitados em crac@cm-cantanhede.pt. Caso o pedido esteja em conformidade, será efetuado o pagamento da comparticipação nos 30 dias subsequentes.
Os montantes da comparticipação são 45 euros para cães, 77 euros para cadelas, 25 euros para gatos e 51 euros para gatas. No caso de famílias com carência socioeconómica, os valores de comparticipação são acrescidos em 50% (respetivamente, 67,5 euros, 115,5 euros, 37,5 euros e 76,5 euros).

Já conhece o novo mural de Pardilhó?


Quem passa pela Ribeira da Aldeia encontra agora um novo motivo para parar e apreciar. O muro que delimita a área de lazer transformou-se numa obra de arte que celebra a identidade de Pardilhó, a riqueza natural da Ria e o talento dos jovens da comunidade.
O mural nasceu no âmbito do ECO – A Tua Voz pela Natureza, iniciativa da Câmara Municipal de Estarreja que desafia os mais jovens a pensar e a construir soluções para o território. Desta vez, a proposta partiu dos alunos do Agrupamento de Escolas de Pardilhó, que identificaram a Ribeira da Aldeia como um espaço com potencial para ganhar uma nova vida através da arte.
Alunos inspiraram-se no património local
Da ideia à concretização, o processo foi inteiramente participado. Com o acompanhamento das professoras de Ciências Naturais e Educação Visual, os alunos definiram o conceito da intervenção, inspirando-se no património natural e cultural de Pardilhó. Para transformar essa visão numa obra de grande escala, a Câmara Municipal de Estarreja convidou o artista Godmess, uma das referências nacionais da arte urbana colaborativa.
Depois de uma sessão criativa em sala de aula, os trabalhos começaram a 27 de maio com a turma do 9.º ano e continuaram a 1 de junho, envolvendo toda a comunidade escolar do 3.º ciclo. Nesse dia, a arte cruzou-se também com a educação ambiental, através de oficinas dinamizadas pelo CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens.

Homenagem à construção naval e ao barco moliceiro
Após esta fase participativa, o mural foi concluído pelo artista, garantindo a finalização dos detalhes. A proposta artística desenvolvida por Godmess divide-se em duas grandes narrativas. Na frente, destaca-se a homenagem à construção naval tradicional e aos barcos moliceiros, símbolos maiores da identidade de Pardilhó, agora inscritos como Património Imaterial da UNESCO. No outro lado do muro, a biodiversidade do sapal ganha protagonismo, convidando quem visita a conhecer e a preservar este valioso ecossistema.

Para a professora de Educação Visual, Letícia Sacramento, da escola de Pardilhó, o verdadeiro valor do projeto vai muito além da pintura. "Este trabalho, traduziu-se numa oportunidade única de aprendizagem real para os alunos. A importância deste mural vai muito além da pintura; ele imortaliza na Ribeira da Aldeia o património cultural da nossa terra, desde a arte dos moliceiros e da construção naval até à biodiversidade do BioRia, com os seus flamingos, fauna e flora. Foi uma verdadeira lição de pertença, onde os alunos foram os protagonistas na valorização do seu próprio território."

Arte como forma de alerta
Também para Godmess, a dimensão humana do projeto foi o elemento mais marcante. "Este mural comunitário não é apenas uma pintura. Foram dias de trabalho com tintas e pincéis, emoções e aprendizagem coletiva, porque a arte é um instrumento educativo necessário. A participação da comunidade escolar, do Município e da comunidade local demonstra que, juntos, somos capazes muitas vezes do impossível em tempo recorde.” Godmess refere ainda que para além da transformação do espaço, é deixado um “alerta ecológico e de preservação”.
Esta obra de arte representa ainda uma memória afetiva e um sentimento de pertença para as crianças e jovens de Pardilhó. O artista destaca que todo o processo foi construído em cocriação com os alunos, permitindo transformar uma ideia nascida em contexto escolar num espaço de sensibilização ambiental e valorização do património local.

Reconhecido como um dos nomes de referência da arte urbana portuguesa, Godmess desenvolve projetos de muralismo em Portugal e no estrangeiro, distinguindo-se pelas cores vibrantes, formas geométricas e forte componente comunitária. A sua participação reforçou a dimensão artística e educativa desta iniciativa, sem nunca retirar protagonismo aos verdadeiros autores da ideia: os jovens de Pardilhó.

Esta é mais uma obra que passa a integrar a galeria de arte urbana de Estarreja. Num ano marcado pela realização do ESTAU – Festival de Arte Urbana de Estarreja (12 a 20 de setembro), o mural de Pardilhó vem lembrar que a arte tem o poder de transformar lugares, envolver pessoas e deixar marcas que perduram no tempo.

*Gabinete de Comunicação, Relações Públicas e Protocolo

TRABALHOS DE COLOCAÇÃO DA PASSAGEM SUPERIOR DE PEÕES IMPLICAM CONDICIONAMENTOS À CIRCULAÇÃO EM TUNES


A Infrastruturas de Portugal, S.A. informa que, no âmbito da empreitada de construção da Passagem Superior de Peões sobre a ferrovia em Tunes, irão decorrer, nos dias 18 e 19 de julho, os trabalhos de colocação dos tabuleiros de betão da nova infraestrutura sobre a via férrea, assinalando uma importante etapa na construção da futura passagem superior de peões.

Para garantir a realização desta intervenção em condições de segurança, serão implementados os seguintes condicionamentos:
» Interdição do acesso pedonal, entre os dias 17 e 19 de julho, desde a Estrada dos Amendoais até à passagem de nível pedonal atualmente em serviço;

» Condicionamentos pontuais à circulação rodoviária e aos acessos na Estrada dos Amendoais, a partir da EM 524, nos dias 18 e 19 de julho;

» Durante alguns períodos da noite de 18 para 19 de julho, a travessia pedonal da passagem de nível atualmente em serviço será totalmente encerrada, entre a zona do Coviran e a Pastelaria Ponto de Encontro, devendo os peões utilizar, como alternativa, a travessia pela Estação Ferroviária de Tunes.

Agradece-se a compreensão e colaboração dos munícipes pelos eventuais transtornos causados, recomendando o cumprimento da sinalização temporária existente no local e as indicações prestadas durante a realização dos trabalhos.

NOVAS MÉDICAS REFORÇAM A CAPACIDADE DE RESPOSTA NAS UNIDADES DE SAÚDE DO CONCELHO DA MARINHA GRANDE

 O executivo municipal recebeu, ao final da tarde de hoje, 13 de julho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, as médicas que, desde o passado dia 1 de julho de 2026, reforçam a capacidade de resposta dos Centros de Saúde do concelho da Marinha Grande.
Durante a cerimónia, foi manifestado o reconhecimento e agradecimento às profissionais de saúde que escolheram desenvolver a sua atividade no concelho, num momento marcado pela proximidade e pelo reforço da ligação entre a autarquia e os cuidados de saúde locais. Como símbolo deste novo percurso conjunto, foi entregue uma singela lembrança às cinco médicas já em funções, distribuídas entre a Marinha Grande (três) e a freguesia de Vieira de Leiria (duas), bem como às cinco médicas que se encontram em fase de conclusão da especialidade e que já manifestaram a intenção de permanecer no concelho.

As profissionais abrangidas por esta iniciativa são: Sofia Oliveira, Nelma Matos, Eduarda Costa, Ana Rita Coelho, Olga Sousa, Ana Carolina Cerri, Beatriz Soares, Marta Simões, Carolina Ramalho e Maria Romano.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, destacou a importância deste reforço para o sistema de saúde local, manifestando satisfação por estar cada vez mais próxima a garantia de cuidados de saúde primários para praticamente todos os munícipes. O autarca aproveitou ainda a ocasião para felicitar as profissionais de medicina geral e familiar pelo compromisso assumido com a população do concelho.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULSRL), Manuel Carvalho, sublinhou a relevância deste reforço de recursos humanos, considerando-o um passo determinante para a criação da 4.ª Unidade de Saúde Familiar (USF) no Centro de Saúde Dr. Carlos Vieira. Segundo o responsável, esta medida permitirá assegurar a cobertura de todos os utentes do concelho, reforçando a qualidade e a proximidade dos cuidados de saúde prestados à população.

A sessão contou ainda com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, Álvaro Cardoso; da secretária da Junta de Freguesia da Marinha Grande, Cristiana Oliveira; da vogal do Conselho de Administração da ULSRL, Neusa de Magalhães; e do médico coordenador de uma das equipas do Centro de Saúde da Marinha Grande, Filipe Carvalheiro.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Cantanhede | Concurso público para a requalificação da marginal da Praia da Tocha está aberto até ao dia 9 de agosto

 
O Município de Cantanhede lançou, em Diário da República, o concurso de requalificação da marginal da Praia da Tocha, num investimento 1.675.059,34 euros mais IVA, com um prazo de execução de 450 dias.
A obra foi candidatada ao Portugal Centro 2030, para obtenção de financiamento no âmbito do programa específico de Reabilitação e Regeneração Urbanas, estando a aguardar aprovação.
Nos termos do projeto da Divisão de Estudos e Projetos da Câmara Municipal, a empreitada vai melhorar o acesso à praia, tornando-o mais seguro e acessível, requalificar a avenida com pavimentos permeáveis e sustentáveis, valorizar o espaço público e preservar o património, destacando os “palheiros da Tocha” e a ligação à Arte Xávega. A ideia é ainda humanizar a frente urbana, privilegiando o peão em detrimento do automóvel.
O desafio que a equipa projetista procurou responder foi redesenhar, repavimentar e mobilar o espaço urbano por forma a dotá-lo de mais conforto e de melhores condições de fruição para os turistas e para a população residente”, sublinhou a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio acrescentando que, sendo a Praia da Tocha um dos principais ativos turísticos do concelho, esta intervenção reveste-se de particular importância já que o “turismo balnear contemporâneo não se limita à oferta de sol e praia, exige espaços públicos qualificados, acessibilidades universais, condições de conforto e segurança, bem como uma integração harmoniosa entre o património natural e o património construído”.
Os trabalhos serão interrompidos entre junho e setembro, conforme previsto no caderno de encargos, para não interferirem com a época balnear.
Durante esse período, o empreiteiro deverá garantir o acesso a moradores e estabelecimentos comerciais, bem como manter a Avenida Dr. Silva Pereira transitável, limpa e segura.
Recorde-se que a requalificação da Marginal da Praia da Tocha foi o projeto mais votado no âmbito do primeiro Orçamento Participativo promovido pelo Município de Cantanhede, o que diz bem da importância que a população atribui à execução do projeto.
Esta intervenção assume um caráter estruturante, consolidando os benefícios de investimentos anteriormente realizados na Praia da Tocha, designadamente a requalificação dunar, que contemplou a instalação de uma extensa rede de passadiços.

Águeda Impact Fashion arranca no AgitÁgueda para democratizar a moda e envolver toda a comunidade


Primeira ação decorreu com um desfile no âmbito do Concurso de Chapéus do AgitÁgueda, lançando um projeto de moda inclusiva que culminará num grande desfile em janeiro do próximo ano

A criatividade, a inclusão e a participação deram ontem o primeiro passo de um projeto que promete marcar os próximos meses em Águeda. O Águeda Impact Fashion, promovido pela Impact Models Agency em parceria com o Município de Águeda, arrancou oficialmente, apresentando-se à comunidade através de uma primeira ação que transformou as ruas da cidade numa verdadeira passerelle aberta a todos.

O momento inaugural teve início com o tradicional Concurso de Chapéus, organizado em parceria com a associação Juntos Somos Arte, que voltou a surpreender pela originalidade das propostas apresentadas. Ao todo, 84 chapéus estiveram a concurso, revelando a criatividade, a imaginação e o talento dos participantes.

Após este momento, os modelos desfilaram ainda pela Rua Luís de Camões, numa ação que serviu para apresentar à população o novo projeto Águeda Impact Fashion e convidar todos a fazer parte desta iniciativa.
Mais do que um desfile de moda, o Águeda Impact Fashion assume-se como um movimento de participação comunitária, inclusão e valorização das pessoas, procurando desconstruir os estereótipos tradicionalmente associados ao universo da moda e demonstrar que qualquer pessoa pode ocupar uma passerelle.

"Quando este desafio me foi apresentado percebi imediatamente que tínhamos aqui algo diferente. É um projeto para todos, sem estereótipos, onde todos têm direito a participar. Essa é também a mensagem que o AgitÁgueda quer transmitir", afirmou Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Águeda.

O responsável pelo pelouro da Cultura e da Promoção do Território considera que a iniciativa se enquadra na estratégia que o Município tem vindo a desenvolver de promover a participação através da cultura e das diferentes expressões artísticas.

"Queremos continuar a criar memórias e envolver cada vez mais pessoas. Tal como utilizamos a arte para sensibilizar para diferentes causas, também através da moda queremos transmitir mensagens importantes, nomeadamente ligadas à sustentabilidade e ao reconhecimento de Águeda como European Green Leaf 2026 – Cidade Verde Europeia", acrescentou.

O projeto será desenvolvido pela Impact Models, sob direção de Paulo Moisés Soares, fundador da agência e uma das principais referências nacionais na democratização da moda em Portugal.

"O nosso objetivo é desconstruir a ideia de que a moda pertence apenas a determinados perfis. Nos nossos projetos participam crianças de três anos, pessoas com quase 100 anos, pessoas em cadeira de rodas ou com diferentes características físicas. Isso é a verdadeira democratização da moda", explicou Paulo Moisés Soares.

Depois desta primeira ativação, o projeto continuará a marcar presença durante o AgitÁgueda com novas ações e pequenos desfiles, prolongando-se ao longo dos próximos meses com castings, workshops, ações junto das IPSS, comércio local, experiências participativas e atividades de desenvolvimento pessoal.

As inscrições encontram-se abertas a toda a população, independentemente da idade ou experiência, sendo dada prioridade aos residentes no concelho de Águeda. O objetivo passa por proporcionar uma experiência transformadora e acessível a qualquer pessoa que queira participar.

O ponto alto do Águeda Impact Fashion acontecerá a 30 de janeiro de 2027, no Centro de Artes de Águeda, com um grande desfile final que reunirá participantes da comunidade, mais de 40 modelos profissionais, comércio local e marcas convidadas, encerrando um percurso de vários meses dedicado à criatividade, à inclusão e à valorização das pessoas.

As inscrições já se encontram abertas através do site oficial da Impact Models, em impactmodels.pt.

*Ana Sofia Pinheiro
Técnica Superior
Gabinete de Comunicação e Imagem

 

OFICINA COMUNITÁRIA LIGA A MARINHA GRANDE

 O Município da Marinha Grande promove, nos próximos dias 22 e 29 de julho entre as 14h30 e as 16h30, uma Oficina Comunitária, “É já ali!”, conduzida por Carlos Roxo, a ter lugar na Coletividade da Ordem – SBR 1.º de Janeiro.
A iniciativa propõe recuperar e criar com tijolos de burro. Os participantes serão encorajados a lixar, compor e transformar estes materiais em pequenos marcos simbólicos, previsivelmente a instalar em vários pontos da cidade. Com a intenção de, progressivamente, criar uma rede de pontos que ligam a Marinha Grande. Guiando o transeunte pelas ruas da cidade até ao Teatro Stephens, num âmbito físico e simbólico.
A participação é gratuita e aberta à comunidade, configurando este processo criativo coletivo um momento para partilha de saberes, contribuindo para uma Marinha Grande mais conectada e participativa.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

XXI FEIRA MEDIEVAL DE SILVES CONVIDA A VIAJAR ATÉ À "XILB, CIDADE DE POETAS E SÁBIOS"

 Evento decorre de 07 a 15 de agosto
 
A XXI Feira Medieval de Silves realiza-se entre os dias 07 e 15 de agosto, convidando visitantes de todas as idades a embarcar numa viagem até à "Xilb, Cidade de Poetas e Sábios", tema da edição de 2026 que celebra o período de maior esplendor da antiga cidade islâmica de Xilb (atual Silves), como centro de cultura, conhecimento, pensamento e produção literária.
 
Inspirada numa época em que a cidade se afirmava como um dos mais importantes polos intelectuais do al-Andalus, esta edição evoca o ambiente das bibliotecas, jardins e espaços de ensino, onde poetas, filósofos, juristas, músicos e homens de ciência, faziam da palavra e do saber símbolos de prestígio e poder.
 
Ao celebrar a sua 21.ª edição, a Feira Medieval de Silves reafirma-se como um dos mais prestigiados eventos de recriação histórica em Portugal, distinguindo-se pelo rigor histórico, pela qualidade artística e pela valorização do património cultural.
 
Mais de uma centena de expositores, entre artesãos, mercadores, doceiros e místicos, darão vida às ruas da cidade, onde a decoração, os ofícios tradicionais, os trajes e a gastronomia, proporcionam aos visitantes uma experiência imersiva, transportando-os para a Idade Média, num ambiente repleto de sons e aromas.
 
A programação diária inclui espetáculos de música, dança e teatro, animação itinerante e personagens de época, proporcionando uma verdadeira viagem ao passado, onde a poesia, a ciência e a história voltam a ganhar vida.
Cumprindo o ritual diário, às 18h00, o “Cortejo Medieval” marca o início da animação, percorrendo a Medina e os Arrabaldes com dezenas de personagens trajadas a rigor, enquanto que, na Praça Al-Mu'tamid, os “Torneios Medievais” prometem momentos de grande emoção, com sessões diárias às 20h00 e às 22h30.
 
Nesta edição, o Castelo de Silves volta a acolher artesãos e os seus ofícios, oferecendo ao público uma oportunidade única de descobrir técnicas ancestrais e saberes tradicionais, num dos mais emblemáticos monumentos da cidade.
 
Entre as principais novidades deste ano, destacam-se os "Banquetes na Mesa do Vizir", que terão lugar diariamente na Alcáçova. Mediante reserva prévia e com lotação limitada, esta experiência gastronómica convida todos a desfrutar de um menu de inspiração muçulmana, cuidadosamente preparado para recriar os sabores e a atmosfera da época, transportando os comensais para os sumptuosos serões da antiga Xilb.
 
Durante nove dias, Silves transforma-se num grande palco de recriação histórica, onde cultura, património e entretenimento se entrelaçam para proporcionar a residentes e visitantes uma imersão memorável na nossa história.
 
O programa completo, informações sobre ingressos e restantes atividades poderão ser consultados em https://feiramedievaldesilves.pt/ .
 
Informações úteis:
Data: 07 a 15 de agosto
Horário da Feira Medieval: 18h00 - 01h00
Cortejo Medieval: 18h00 (início na Praça Al-Mu'tamid)
 
» Ingressos

.Bilhete Diário: € 2,00
(Disponível para compra na plataforma BOL, locais habituais e bilheteiras do evento)
 
.Bilhete Diário + Copo: € 4,00
(Disponível nas bilheteiras do evento)
 
.Bilhete Diário + Torneio Medieval: € 6,00
(Disponível para compra na plataforma BOL, locais habituais e bilheteiras do evento)
 
.Pulseira Livre Trânsito:
€ 4,00 em pré-venda, de 14 de julho a 06 de agosto
(Disponíveis nas Juntas de Freguesia do Concelho, Câmara Municipal de Silves, Castelo de Silves, Biblioteca Municipal de Silves, Piscinas Municipais de Silves, Museu Municipal de Arqueologia de Silves, Posto de Turismo Municipal / Infocenter do Geoparque Algarvensis e Casa Museu João de Deus)
 
€ 5,00 após 06 de agosto e durante a XXI FMS. (Disponível nas bilheteiras do evento)
 
.Bilhete de Grupo (5 pessoas): € 8,00
(Disponível para compra na plataforma BOL, locais habituais e bilheteiras do evento)
 
.Bilhete para Crianças (até 130 cm ou 9 anos, inclusive, no caso da compra online): Gratuito
 
Banquetes na Mesa do Vizir
Adulto: € 45,00
Criança (até 10 anos): € 20,00
(Número limitado de participantes. Sujeito a marcação prévia)
 
Torneio Medieval: € 5,00
(Disponível para compra na plataforma BOL, locais habituais e bilheteiras do evento)
 

David Santos é Campeão Nacional de Kickboxing

 Competição em Odivelas consagrou o atleta da Aveiro Fight Team que prepara agora participação no Campeonato do Mundo 2026
 
David Santos sagrou-se, este domingo (12 de julho), em Odivelas, Campeão Nacional de Kickboxing, na disciplina de Low Kick, após vitórias contundentes nos três combates que o levaram ao ceptro nacional.
Durante dois dias (sábado e domingo), no Pavilhão Multiusos de Odivelas, David Santos demonstrou a qualidade técnica e tática que lhe permitiu avançar até ao lugar mais alto do pódio.
“É um grande momento para mim, mas que só foi possível devido a muita determinação, foco e disciplina ao longo dos últimos meses. Este título só é possível porque tive sempre comigo a minha equipa técnica, a Marisa e o Fábio e a toda a estrutura da Aveiro Fight Team. É uma grande honra poder também partilhar esta vitória com eles”, destacou David Santos.
 
Estágio marca arranque do Campeonato do Mundo – Madrid 2026
Depois da vitória deste fim-de-semana, David Santos concentra-se agora no próximo desafio, com estágio da seleção nacional no próximo dia 18 de julho e que marca o arranque da preparação do atleta para o Campeonato do Mundo, que se realiza de 5 a 8 de novembro, no Complexo Desportivo Las Olivas, em Aranjuez, nos arredores de Madrid.
 
Formação em foco
Também em competição esteve o atleta Santiago Ferraz, que participou na disciplina de Light Kick.
Apesar de ter terminado a sua prestação nos quartos-de-final, o jovem aveirense de apenas 9 anos, demonstrou progressão competitiva a vários níveis, com o desenvolvimento de atributos técnicos e mentais, aliados à atitude e espírito competitivo.
Indicadores que deixaram os técnicos Marisa Barbosa e Fábio Abrantes “satisfeitos com a prestação da equipa da Aveiro Fight Team”.
A participação da Aveiro Fight Team neste Campeonato Nacional reflete o empenho, dedicação e trabalho diário desenvolvido por atletas e treinadores, reforçando o nome da associação como uma referência na formação desportiva e na conquista de resultados a nível nacional.
 
Localizada em Santa Joana e com os olhos postos no futuro, a Aveiro Fight Team mantém o compromisso de continuar a elevar o nome de Aveiro, através da formação desportiva e pessoal de dezenas de crianças e jovens atletas.
O sucesso alcançado nesta prova com a conquista do título nacional, reforça o trabalho contínuo desenvolvido pela equipa técnica, atletas e todos os que fazem parte desta família desportiva. Mais do que medalhas e títulos, a Aveiro Fight Team tem a honra de formar cidadãos resilientes, disciplinados e preparados para superar obstáculos na sua vida.
 
Mais informações em: https://aveirofight.team
Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=61580032358363
Instagram: https://www.instagram.com/aveiro_fight_team_/

Imagem disponível aqui: https://fromsmash.com/david-santos-campeao-kickboxing-aveiro-fight-team
 
*Simão Santana

Crónica - Subir para uma mota tem algo de medieval


Há gestos que sobrevivem às épocas, às revoluções tecnológicas e às mudanças da própria civilização. Enquanto historiador, habituei-me a procurar continuidades onde a maioria apenas identifica rupturas. Talvez seja por isso que nunca consegui olhar para uma mota apenas como um meio de transporte. Sempre que passo a perna por cima dela tenho a estranha sensação de estar a repetir um gesto que acompanha a Humanidade há muitos séculos. Antes de existirem motores, homens e mulheres montavam cavalos para trabalhar, combater, transportar mensagens, partir em peregrinação ou simplesmente regressar a casa. Hoje fazemos praticamente o mesmo movimento. Mudaram os materiais, mudou a velocidade e mudou o combustível, mas o corpo continua a assumir quase a mesma postura de quem, durante centenas de anos, encontrou no cavalo a extensão natural da sua liberdade.
Subir para uma mota tem algo de medieval ou mesmo milenar...
Não é apenas a posição do corpo, com um pé de cada lado da montada e os olhos sempre fixos no horizonte. É a forma como participamos na viagem. Tal como um cavaleiro não se limitava a sentar-se sobre o cavalo, também um motociclista não é um simples passageiro. O equilíbrio, a leitura constante do terreno, a antecipação dos obstáculos e a relação quase intuitiva entre homem e máquina criam uma ligação que nenhum automóvel consegue oferecer.
O automóvel representou um dos maiores avanços tecnológicos da História, mas, paradoxalmente, também nos fechou. Fechou-nos dentro de uma caixa de metal, atrás de vidros, rodeados de isolamento acústico, climatização e conforto. Protegeu-nos do vento, da chuva, do frio e do calor, mas também nos afastou dos cheiros da terra, das mudanças de temperatura, do canto das aves, do aroma dos pinhais e do simples prazer de sentir a paisagem. Hoje atravessamos dezenas de quilómetros sem verdadeiramente perceber o mundo que passa ao nosso lado. Deslocamo-nos muito mais depressa, mas experimentamos muito menos a viagem.
A mota faz precisamente o contrário. Obriga-nos a voltar a fazer parte da paisagem. Não a observamos através de um para-brisas; atravessamo-la com todos os sentidos. No mesmo percurso reconheço o cheiro das flores silvestres, a terra acabada de lavrar, a humidade que anuncia um rio antes de ele aparecer, o ar fresco de um bosque ou o calor das planícies alentejanas num fim de tarde de verão. Já vi cegonhas levantarem voo a poucos metros de mim, quase à velocidade da mota, como se durante alguns segundos seguíssemos o mesmo caminho. Nenhum automóvel consegue oferecer esta intimidade com o território.
Talvez os viajantes medievais conhecessem o mundo de forma muito semelhante. Não atravessavam simplesmente a paisagem; pertenciam-lhe. Sabiam reconhecer os caminhos pelo cheiro das árvores, pela direção dos ventos, pelo som da água ou pela posição do Sol. Viajar significava viver cada quilómetro, porque o caminho fazia parte da própria experiência.
Até os pequenos rituais parecem transportar uma memória antiga. Durante séculos, quem viajava tinha de parar para dar água ao cavalo, verificar as ferraduras, descansar o animal antes de prosseguir. Hoje paramos para abastecer, confirmar a pressão dos pneus ou ajustar o equipamento. O ritual permanece surpreendentemente semelhante.
Existe ainda uma forma moderna de cavalaria que me impressionou desde os primeiros dias em que conduzi uma mota. Quando dois motociclistas se cruzam, levantam discretamente a mão esquerda em sinal de saudação. Não importa quem são, de onde vêm ou que mota conduzem. Durante um instante reconhecem-se como membros da mesma irmandade. Poucas comunidades conservam, ainda hoje, um gesto tão simples e tão carregado de significado.
É verdade que andar de mota é perigoso. Dificilmente existirá alguém que tenha passado décadas sobre duas rodas sem alguma vez cair. Também eu comecei a andar de mota já depois dos trinta anos e uma queda, num dia de chuva intensa, levou-me a abandonar esta paixão durante alguns anos. Mas quem, na Idade Média, passou uma vida inteira a cavalo sem nunca cair? A queda fazia parte da aprendizagem e nunca foi suficiente para convencer um cavaleiro a abandonar a sua montada. Também entre motociclistas o risco ensina prudência, mas raramente destrói a paixão.
Quando decidi voltar a comprar uma mota percebi que aquilo de que sentia falta não era da velocidade. Era dessa estranha sensação de liberdade que nasce quando deixamos de estar separados do mundo. Era voltar a sentir o vento na cara, reconhecer o cheiro dos campos, esperar pelo nascer do sol numa estrada quase vazia ou deixar que o pôr do sol acompanhasse os últimos quilómetros de uma viagem. Era recuperar uma relação com a paisagem que a modernidade, em nome do conforto, foi lentamente apagando.
Durante milhares de anos, a velocidade do mundo foi a velocidade de um cavalo. Reis, peregrinos, cavaleiros, mercadores e mensageiros percorreram a Europa desta forma. Talvez por isso o nosso corpo continue a reconhecer intuitivamente aquilo que acontece quando subimos para uma mota. Os automóveis deram-nos conforto; as motas devolveram-nos o caminho.
Talvez seja por isso que subir para uma mota tem algo de medieval. Porque, por breves instantes, voltamos a viajar como os nossos antepassados viajaram durante séculos: expostos ao mundo, atentos à paisagem e conscientes de que a liberdade nunca se mede apenas pela velocidade, mas pela intensidade com que sentimos cada quilómetro.

*Paulo Freitas do Amaral
Professor e Autor