quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Opinião: A História de Portugal sob ataque na Faculdade de Direito de Lisboa

 Os alunos da faculdade de direito de Lisboa deliberaram a extinção da "sala museu" dedicada ao professor Marcelo Caetano que foi a maior referência do "direito administrativo" em toda a História de Portugal.
O erro, a meu ver, da decisão destes alunos, com uma petição na internet de apenas 550 assinaturas, é não terem a maturidade suficiente para distinguirem o percurso académico, o contributo académico de uma personalidade académica determinante do seu percurso político. 

Quando nos dias que correm exige-se ao presidente da república atual que seja menos comentador/professor e mais chefe de estado, vemos na faculdade de direito extinguir uma memória histórica pelo facto destes alunos de direito misturarem tudo e acharem que um ex-chefe de estado não merece ser reconhecido como professor mesmo sendo uma das maiores referências do direito.

Marcelo Caetano como professor deixou-nos uma obra vasta e formou outros grandes vultos do direito administrativo como Diogo Freitas do Amaral, fundador da democracia entre muitos outros juristas bem conhecidos da nossa praça...e este papel de grande contributo para alguns alicerces jurídicos que ainda vigoram e sustentam a democracia, não deverá ser esquecido.

Não vou aqui apreciar o seu papel de político pois um ditador é um ditador e o seu papel como chefe de estado é de condenar, mas no ano em que comemoramos 50 anos do 25 de abril , seria de reconhecer a este Homem, o facto do 25 de abril ter decorrido sem derramamento de sangue e sem que o poder caísse na rua. 

A nossa distância temporal do 25 de abril deveria dar-nos uma clarividência daquilo que correu mal e daquilo que correu bem mas vivemos num tempo em que a esquerda continua apaixonadamente a viver a expetativa que a revolução aconteça amanhã e a agir como Estaline agiu relativamente à História apagando e aniquilando o fundador do seu partido, Trostky...

Paulo Freitas do Amaral 
Professor de História 


Cantanhede | Única autarquia reconhecida na região de Coimbra. Câmara distinguida pelo IEPF como Entidade Empregadora Inclusiva

 

O Município de Cantanhede recebeu do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), esta terça-feira, 28 de novembro, o estatuto de Entidade Empregadora Inclusiva, numa sessão realizada no Museu da Eletricidade, em Lisboa.

Coube à vereadora da Ação Social, Célia Simões, receber esta insígnia, que promove o reconhecimento e distinção pública de práticas de gestão abertas e inclusivas, desenvolvidas por entidades empregadoras, relativamente às pessoas com deficiência ou incapacidade.
O Município de Cantanhede renova, assim, o estatuto de Entidade Empregadora Inclusiva no âmbito do Programa de Emprego e Apoio à Qualificação das Pessoas com Deficiência ou Incapacidade, estatuto esse que não foi atribuído a mais nenhuma autarquia da região de Coimbra.

Subjacente a esta distinção está a avaliação de parâmetros específicos, designadamente no recrutamento, desenvolvimento e progressão profissional, na manutenção e retoma do emprego, nas acessibilidades, bem como no serviço e na relação com a comunidade. Desta forma, o Município de Cantanhede reconhece os seus trabalhadores com deficiência ou incapacidade como pessoas únicas na sua diversidade, destacando-se pelo seu envolvimento na promoção da empregabilidade e da não discriminação.
Recorde-se que aquando da divulgação deste reconhecimento, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, destacou a importância de as entidades públicas em geral, incluindo as autarquias locais, assumiram “um papel fulcral no apoio, acolhimento e integração de pessoas com deficiência ou incapacidade”.
Trata-se de pôr em prática os mais básicos conceitos de cidadania”, sublinhou, adiantando que “os serviços da autarquia ganham com esta integração, uma vez que tem profissionais únicos, competentes e motivados nas suas tarefas”.
A adaptação das condições de trabalho, integração das equipas ou definição das suas tarefas e reorganização dos processos de trabalho dos colaboradores que apresentavam deficiências ou incapacidades, com o recurso à utilização de equipamentos e softwares que permitem adaptações para os utilizadores com limitações motoras, assim como espaços de trabalho e de utilização geral acessíveis para as pessoas com mobilidade reduzida foram alguns dos parâmetros considerados.
Foram ainda tidos em conta os protocolos que a autarquia mantém com múltiplas entidades que visam a possibilidade de facultar a aproximação da pessoa com deficiência ou incapacidade a atividades ocupacionais promotoras de hábitos e rotinas de trabalho, possibilitando-lhes oportunidades de vida num ambiente protegido e inclusivo, bem como o desenvolvimento das suas competências pessoais e profissionais.
Outro aspeto relevante é o envolvimento do Município em parcerias e projetos locais estabelecidos com entidades públicas, privadas e com a sociedade civil, que visam o desenvolvimento de abordagens e práticas inclusivas de trabalho e de vivências na comunidade, resultando no que é um dever das entidades na promoção de uma sociedade mais justa e equitativa, acessível para todas as pessoas.

*Paulo Cardantas
Divisão de Comunicação, Imagem, Protocolo e Turismo




quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Centro Hospitalar do Baixo Vouga Aveiro, 2° Círculo de Reflexão

 O Grupo de Trabalho de Humanização do Serviço de Urgência Geral do Centro Hospitalar do Baixo Vouga Aveiro, está a organizar o 2° Círculo de Reflexão subordinado ao tema "Suicídio e comportamentos autolesivos", que se realiza no próximo dia 11 de Dezembro pelas 16h:30 na Sala Diatosta do CHBV, Aveiro.
O 2° Círculo de Reflexão é um projeto desenvolvido em parceria com o Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do CHBV, Aveiro e terá a duração de 3h, que tem por objetivo criar um momento de partilha de experiências e conhecimentos envolvendo profissionais de saúde, utentes e seus familiares.

Pelo grupo,
Maria Morais 
Enfermeira do Serviço de Urgência Geral 


Águeda vence Prémio Nacional de Turismo. Município foi distinguido pelo turismo autêntico que apresenta, através do - Art Festival

 Águeda é a grande vencedora do Prémio Nacional de Turismo, com o AgitÁgueda, na categoria turismo autêntico.
“É com muita satisfação que recebemos este galardão que reconhece Águeda como um destino turístico autêntico e que premeia o caminho que fizemos até aqui”, disse Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara de Águeda, acreditando que todos os aguedenses se revêem neste prémio com orgulho.
O Município de Águeda foi distinguido na categoria de turismo autêntico, entre mais de 750 candidatos. A cerimónia decorreu, há momentos, no Forte de Crismina, em Cascais, e contou com a presença, entre outras individualidades, de Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo, e de dezenas de municípios e operadores turísticos.
“Este prémio distingue, mais uma vez, Águeda, através do AgitÁgueda, como um destino de excelência, que proporciona experiências autênticas”, declarou ainda Edson Santos, sublinhando que tal como o AgitÁgueda e o Águeda é Natal (que está a decorrer até dia 7 de janeiro) estes eventos promovem "o nosso território e afirmam Águeda na região, no país e no mundo".
O AgitÁgueda – Art Festival voltará a surpreender de 6 a 28 de julho de 2024.
O Prémio Nacional de Turismo é uma iniciativa do Expresso e BPI, que vai na 5.ª edição e que atribuiu prémios a projetos e destinos turísticos nas seguintes categorias: Turismo Autêntico, Turismo Gastronómico, Turismo Inclusivo, Turismo Inovador e Turismo Sustentável.

*Ana Sofia Pinheiro
Gabinete de Comunicação e Imagem

Município lança novo site dedicado às Rotas de Proença


A natureza é o pano de fundo para qualquer roteiro em Proença-a-Nova seja a pé, de carro ou de bicicleta em que verbos de ação como passear, caminhar ou pedalar convidam a explorar o território de várias formas. 
Com o objetivo simplificar a procura pelos percursos de natureza existentes no concelho, o Município de Proença-a-Nova vai lançar um novo site denominado Rotas de Proença que irá reunir todos os percursos pedestres, percursos de BTT e percursos para veículos motorizados.
Este novo site, que estará online a partir do dia 17 de dezembro, é uma das muitas iniciativas que o Município de Proença-a-Nova tem promovido de modo a aumentar a atratividade do concelho em várias áreas de interesse, dotando-o de condições para ser um destino turístico de excelência, substancialmente nas áreas do turismo de, e na, natureza associados aos recursos naturais de qualidade ambiental e com forte pendor identitário da região.
Assim, de forma descomplicada, qualquer pessoa que entre no novo site pode selecionar o tipo de percurso, distância e tipo (pedestre, BTT ou motorizado). Cada percurso tem disponível uma ficha técnica com a descrição da rota, o grau de dificuldade, a distância, a duração estimada e a possibilidade de descarregar o ficheiro para gps.
Os percursos pedestres do concelho, marcados segundo as normas da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, oferecem diferentes atrativos para quem se queira fazer ao caminho. Sete dos percursos são de pequena rota e um deles é a Grande Rota da Cortiçada - GR39, com mais de 130 quilómetros, aos quais se juntam ainda seis trilhos pedestres também sinalizados. Os «betetistas» ou praticantes de BTT têm no concelho de Proença-a-Nova condições ímpares para a prática desta atividade, principalmente na vertente de lazer. Estão disponíveis três percursos marcados para a prática de BTT, divididos por grau de dificuldade e na Serra das Talhadas estão disponíveis seis pistas de enduro, de uso livre e gratuito, com quatro graus de dificuldade (fácil, acessível, difícil e muito difícil), num total de 14 quilómetros. A Rota das Memórias é uma rota inclusiva e permite que todos, sem exceção, a possam percorrer num veículo.
Com o objetivo de criar uma comunidade de entusiastas de turismo de natureza foi também criado um grupo no Facebook denominado de Rotas de Proença, ao qual qualquer pessoa pode aderir para partilhar fotos com o hashtag #visitproenca, comentar ou simplesmente tirar dúvidas sobre as rotas.

*Andreia Gonçalves
Comunicação, Turismo e Eventos


Celorico da Beira | XXIII Grande Prémio Marcha Atlética e I Trail do Cerco

 


XXIII Grande Prémio Marcha Atlética e I Trail do Cerco
Anabela Morgado



Aveiro | Nova Agrovouga regressa em 2024 para mais 10 dias de promoção da agricultura

 Ao longo da última semana (17 a 26 de novembro), Aveiro esteve no epicentro do agronegócio e da promoção do que melhor se produz na zona centro do País, na valorização dos produtos locais e serviços do ecossistema do setor primário da agricultura.
Organizado pela Câmara Municipal de Aveiro, o evento cimentou a sua posição de maior feira agrícola e pecuária da Região, este ano numa versão alargada de dez dias, que se confirmou com uma aposta ganha e que iremos manter em 2024, ano em que Aveiro será Capital Portuguesa da Cultura.
A 4.ª edição da Nova Agrovouga, que decorreu entre os dias 17 e 26 de novembro, levou ao Parque de Feiras e Exposições de Aveiro milhares de pessoas, com destaque as cerca das 2.500 crianças dos vários estabelecimentos de ensino do Município que, de 20 a 24 de novembro, descobriram os encantos da Quinta Pedagógica, do arborismo e da floresta e do ciclo do leite, também no quadro da promoção da nossa raça bovina autóctone, a Marinhoa.
Na Nova Agrovouga houve ainda tempo para que miúdos e graúdos descobrissem os encantos da tecnologia aliada à agricultura e do mundo equestre, com sessões de batismos a cavalo e workshops da nobre arte de ferrador.
A gastronomia e os produtos distintivos da Região estiveram em destaque na edição 2023 da Nova AGROVOUGA, desde a carne Marinhoa ao leitão, vinhos e espumantes da Região da Bairrada, dos produtos do Mar e da Ria de Aveiro, sem esquecer – claro está – os invitáveis Ovos Moles de Aveiro.
Conferências: do Agronegócio à Floresta
A componente técnica foi uma das novidades da Nova Agrovouga 2023, com debates e conferências sobre o futuro do agronegócio, com a integração das novas tecnologias com recurso a satélites e à inteligência artificial, bem como, à necessidade de apostar no marketing para promover os produtos da terra.
A floresta teve, igualmente, um importante destaque com o lançamento do Clube de Produtores Florestais, por parte de uma das mais prestigiadas empresas da nossa região, a “The Navigator Company”. Este novo Clube de Produtores representa uma das iniciativas mais inovadoras dirigidas aos produtores de floresta em Portugal e que fundamentalmente dará acesso a programas de coinvestimento entre os produtores e a “Navigator”, assim como irá facultar fontes de conhecimento, no que diz respeito a todas as práticas florestais, potenciando custos de produção sustentáveis para todos os intervenientes.
O Clube de Produtores visa apoiar na modernização dos equipamentos e na qualificação dos recursos humanos, disponibilizando benefícios exclusivos, sobre os desafios que se colocam a uma importante área económica da Região, tendo Aveiro a felicidade de ter no seu território uma unidade industrial, em Cacia, e um centro de investigação de excelência, em Eixo.
Os desafios do setor agropecuário e a necessária adaptação às novas exigências ambientais foram debatidas no dia 22 de novembro, com a realização do Seminário sobre a gestão dos efluentes pecuários nas explorações de leite, o qual contou com fundamentais representantes da Proleite, Lacticpoop, Fenelac e Confagri.
Raça Marinhoa e sector Equestre deram vida à Agrovouga
A Raça Marinhoa realizou o seu XXVI Concurso Nacional, no dia 26 de novembro, com a presença de dezenas de animais em exposição e respetivos criadores, verdadeiros guardiões de uma espécie autóctone fantástica da região centro, tendo este ano sido convidada a raça Minhota para participar na exposição de bovinos.
O setor equestre teve o maior destaque e participação de sempre nas edições da Nova Agrovouga, com a presença de mais de 18 criadores, vincado por um programa bastante rico e diversificado e por uma forte adesão por parte do público. Destaque para a realização da Supertaça de Horseball, o concurso de modelo e andamentos, o concurso regional de atrelagem, a taça de equitação de trabalho, espetáculos equestres e o Concurso de Saltos, que se realizou de 24 a 26 de novembro.
O turismo equestre: passado, presente e futuro, foi tema de debate no dia 23 de novembro, com a presença de cerca de 200 participantes, o qual contou com a participação de um conjunto de oradores de excelência, que demonstraram o potencial de crescimento desta área, sendo um produto já com grande expressão ao nível do turismo em Portugal. Aproveitando a presença de vários Autarcas do país, realizou-se nesse mesmo dia, uma reunião de trabalho da futura Associação de Cidades e Vilas Equestres, com o objetivo de potenciar e divulgar o que de melhor se faz em Portugal no setor do turismo equestre.

A animação foi uma constante ao longo dos dias do evento, com espetáculos musicais, espetáculos de showcooking, com provas de queijos comentadas, apresentação do livro da Raça Marinhoa e com a presença de várias Confrarias Gastronómicas da Região.
Um agradecimento a todos os expositores e parceiros que tornaram possível a edição deste ano da Nova Agrovouga, ficando desde já marcado o regresso em 2024, numa edição especial, que decorrerá de 15 a 24 de novembro.

*Simão Santana
Adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro