segunda-feira, 20 de julho de 2026

Castelo de Paiva | Para sensibilizar para a segurança e preservação da natureza. Município reforça segurança nas zonas ribeirinhas com o projecto "Paiva Seguro"


A segurança nas zonas ribeirinhas do concelho será reforçada este Verão com a implementação do Projeto "Paiva Seguro", uma iniciativa do Município de Castelo de Paiva que entra em funcionamento este domingo e que assegurará um serviço de vigilância móvel, prevenção, sensibilização e apoio aos utilizadores destes espaços. 
No âmbito desta acção, o Município de Castelo de Paiva vai implementar um serviço de vigilância nas zonas ribeirinhas do Castelo (Fornos) e do Choupal (Pedorido), que alia as funções de vigilância a uma componente de acolhimento, informação turística e sensibilização dos visitantes. 
O dispositivo contará com uma equipa móvel, com intervenção directa nestas zonas ribeirinhas do concelho, através da presença de zeladores especializados, garantindo uma actuação preventiva no terreno e contribuindo para a tranquilidade, ordem e segurança dos utilizadores destes espaços, visitantes e turistas. 
A missão destes profissionais passa pela identificação antecipada de potenciais fatores de risco e pela mitigação das vulnerabilidades específicas destas margens fluviais. Recorrendo a uma atuação preventiva, dissuasora e pedagógica, os zeladores interagirão diretamente com o público, sensibilizando para comportamentos seguros, desencorajando práticas de risco e promovendo uma utilização responsável destes espaços. 
Por outro lado, esta iniciativa permitirá também aos serviços municipais de turismo acompanhar de perto o funcionamento do novo serviço de vigilância, estabelecendo um canal de comunicação direto com as equipas que estarão diariamente presentes nas zonas ribeirinhas.
Os vigilantes/zeladores possuirão igualmente conhecimentos sobre os principais pontos de interesse do concelho, os recursos turísticos disponíveis, as opções de alojamento, restauração e demais informações úteis que poderão transmitir aos visitantes durante o período de maior afluência. Esta proximidade constituirá também uma mais-valia na identificação de necessidades, recolha de sugestões e melhoria contínua da oferta turística municipal. 
Todos os zeladores ao serviço do Município dispõem de formação devidamente certificada em Primeiros Socorros e Suporte Básico de Vida (SBV) com Desfibrilhador Automático Externo (DAE), encontrando-se igualmente capacitados para operar os meios de salvamento disponíveis em cada local de actuação. Esta preparação permite uma resposta imediata a qualquer incidente e a prestação dos primeiros cuidados até à chegada dos meios de socorro diferenciados, contribuindo para uma maior eficácia em situações de emergências. 
O serviço funcionará em articulação permanente com os Serviços Municipais de Proteção Civil e com as restantes entidades competentes, reforçando a vigilância, a segurança e o apoio nas zonas ribeirinhas de maior afluência durante os meses de verão e assegurando uma resposta rápida sempre que necessário. 
O Projecto "Paiva Seguro" resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Castelo de Paiva e a Geogrupe e decorrerá até ao dia 6 de Setembro. Para além da sua função preventiva, estes zeladores assumirão também um papel de embaixadores do território, prestando informações sobre os principais pontos de interesse, recursos turísticos e património de Castelo de Paiva, contribuindo para uma experiência mais segura e acolhedora para todos os visitantes.

*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa

Castelo de Paiva | Raízes, memória e expressão é o tema da exposição. ARTISTA PAIVENSE MARIA VASCONCELOS HOMENAGEADA NA CERIMÓNIA DE ABERTURA

Por iniciativa da CM de Castelo de Paiva, decorreu na tarde do passado Sábado, no espaço do CICL – Centro de Interpretação da Cultura Local, a cerimónia de abertura da exposição “Raízes, Memória e Expressão “, da artista paivense Maria Vasconcelos.
 Presentes entre tantos convidados e familiares da artista, estiveram várias entidades políticas e associativas, destacando-se o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Cardoso, o presidente da Assembleia Municipal, Victor Moreira, e o Deputado da Assembleia da República, Almiro Moreira. 
Há artistas que pintam paisagens. E há outros transportam-nas consigo ao longo da vida. Em Maria Vasconcelos, a memória da terra natal nunca deixou de habitar a cor, a matéria e o gesto criador, daí a enorme vontade da Câmara Municipal de Castelo de Paiva acolher esta iniciativa no CICL, possibilitando a descoberta mais de perto da identidade, a alma e a expressão artística desta marcante exposição, que vai estar patente a toda a comunidade até 18 de Agosto. 
A artista Maria Vasconcelos, com forte ligação à arte da pintura e modelagem, regressou agora a Castelo de Paiva para apresentar um selecção de obras representativas do seu percurso artístico, construído entre a sensibilidade, o conhecimento e uma profunda relação com as suas origens, reunindo aqui um vasto espólio artístico, possibilitando que o público possa descobrir o olhar singular de uma criadora que fez da arte a expressão mais autêntica da memória da criatividade e das suas raízes. 
Na sua intervenção, o edil paivense Ricardo Cardoso deu as boas-vindas a todos e elogiou o extraordinário percurso da artista paivense Maria Vasconcelos, considerando justa e oportuna esta exposição e homenagem em Castelo de Paiva, a quem faz da arte uma expressão autêntica, onde as peças e as formas ganham vida pelas mãos de uma criadora que transformou a saudade e a pertença em matéria plástica.
Esta mostra, agora promovida pelo Município de Castelo de Paiva, procura ir além da mera contemplação estética. Trata-se de uma partilha de percursos e de vivências traduzidas em suportes físicos, revelando como as origens geográficas e afectivas continuam a moldar o processo de criação de uma artista que nunca se desligou das suas referências fundamentais. 
Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a artista encontrou na pintura e na modelagem a sua linguagem de eleição. Através do óleo e do acrílico sobre tela, bem como do acrílico sobre terracota modelada, desenvolveu uma obra onde a natureza, as relações humanas e a imaginação se cruzam, por vezes em universos de inspiração surrealista. 
Ao longo da sua carreira integrou o Movimento Mulheres d’Artes de Portugal e fez parte da Comissão Executiva da primeira Bienal das Mulheres d’Artes, em Espinho, sendo que, a sua vasta obra foi exposta em diversos espaços e integra hoje colecções particulares em vários países. 
Ao longo de um mês, residentes e turistas têm a oportunidade de explorar esta exposição no CICL na urbe paivense, conhecendo um acervo que reflecte a alma e a sensibilidade de Maria Vasconcelos, num espaço vocacionado para a preservação e valorização da identidade regional.


*Carlos Oliveira
Gabinete de Comunicação Relações-Públicas e Protocolo
Assessor de Imprensa

Marinha Grande | PRESIDENTE DA CÂMARA ENTRONIZADO COMO CONFRADE DA CONFRARIA DA SOPA DO VIDREIRO


O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, foi entronizado como Confrade da Confraria da Sopa do Vidreiro, durante o XVII Capítulo da confraria, realizado na Marinha Grande, no passado dia 18 de julho.
O convite que lhe foi dirigido pela Confraria da Sopa do Vidreiro foi acolhido e aceite com imensa satisfação, constituindo um momento de particular simbolismo e significado para o Município.
A integração de Paulo Vicente nesta confraria traduz o reconhecimento da importância da preservação e valorização das tradições locais, bem como o compromisso permanente do Município com a defesa e promoção do património cultural imaterial da Marinha Grande.
A Sopa do Vidreiro é um dos mais emblemáticos símbolos da identidade marinhense, profundamente ligada à história da indústria vidreira e às vivências das gerações de trabalhadores que ajudaram a construir esta comunidade. A sua preservação representa a salvaguarda de memórias, saberes e tradições que integram a herança cultural do concelho.
Para Paulo Vicente, esta entronização constitui uma honra e reforça a sua determinação em continuar a apoiar todas as iniciativas que promovam, valorizem e perpetuem o património cultural, histórico e gastronómico da Marinha Grande, contribuindo para transmitir às gerações futuras a riqueza da identidade local.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Cantanhede | Na próxima terça-feira, dia 21 de julho. Encontros Seniores promovem tarde de ritmos latinos em Cantanhede


A Divisão de Ação Social e Saúde do Município de Cantanhede vai promover o evento “Tardes de Ritmo Latino", no dia 21 de julho, terça-feira, no pavilhão polivalente da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Cantanhede, no âmbito da iniciativa Encontros Seniores – "Envelhecer com Dignidade".

O evento tem como objetivo proporcionar uma tarde de convívio, bem-estar e promoção de estilos de vida ativos, através da dança, reforçando a importância da atividade física e da interação social junto da população sénior.
A sessão será conduzida pelo professor Fábio Ramos e incluirá momentos de demonstração dos diferentes ritmos adaptados à faixa etária dos participantes (Salsa, Bachata e Merengue).

Com esta iniciativa, o Município de Cantanhede reafirma o seu compromisso com a promoção do envelhecimento ativo e saudável, criando oportunidades de participação, lazer e convívio que contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população sénior.

Marinha Grande | CAMINHADA “DA FALÉSIA AO CORAÇÃO DO RIBEIRO DE SÃO PEDRO” CONVIDA A DESCOBRIR A NATUREZA DE SÃO PEDRO DE MOEL


O Município da Marinha Grande promove uma caminhada gratuita pelos trilhos naturais de São Pedro de Moel, no próximo domingo, 26 de julho, às 09h00, proporcionando uma experiência única de contacto com a paisagem costeira, o pinhal e os ecossistemas locais.
Sob o tema “Da Falésia ao Coração do Ribeiro de São Pedro”, o percurso convida os participantes a percorrer alguns dos locais mais emblemáticos deste território, numa viagem que conjuga património natural, paisagem e bem-estar.
A caminhada tem início junto ao Miradouro de São Pedro de Moel, de onde é possível contemplar a vista panorâmica sobre o Farol do Penedo da Saudade e o Oceano Atlântico. O percurso segue pela faixa costeira até à praia de Água de Madeiros, atravessando falésias, recortes rochosos e pequenas enseadas que caracterizam esta zona do litoral.
A partir daí, os participantes entram no ambiente verdejante do Pinhal de Leiria, acompanhando a Ciclovia da Estrada Atlântica, uma das maiores do país, passando ainda pelo histórico Ponto Novo e terminando junto à Ponte Nova, no Ribeiro de São Pedro de Moel, um espaço de elevada riqueza ecológica onde as águas doces se preparam para encontrar o mar.
O ponto de encontro está marcado para as 09h00, junto ao Arquivo Municipal, para transporte gratuito (de ida e volta) dos participantes assegurado pelo Município.

Detalhes do percurso:
- Distância aproximada: 10 km
- Duração estimada: 2 horas
- Grau de dificuldade: moderada/alta
- Tipo de piso: asfalto e areia.

Os participantes deverão levar:
Chapéu;
Água;
Reforço alimentar;
Calçado confortável e adequado à caminhada.
A participação é gratuita.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Nasce a Rede Nacional dos Missionários Digitais de Portugal


Inspirada pelo apelo do Papa Leão XIV sobre a urgência da evangelização digital, a Fundação Cónego Manuel Joaquim Ochôa acaba de criar a Rede Nacional dos Missionários Digitais de Portugal. O anúncio serve de rampa de lançamento para o 1.º Encontro Nacional da Rede, agendado para 26 de setembro de 2026, em Alfândega da Fé – um dia dedicado, em exclusivo, à missão cristã nos ambientes digitais, que terá como um dos grandes pontos altos um concerto protagonizado pelo padre Guilherme Peixoto, conhecido como o "padre DJ”.
A Igreja, em Portugal, dá hoje, 20 de julho de 2026, um novo passo na sua presença evangelizadora no ambiente digital, com a constituição da Rede Nacional dos Missionários Digitais de Portugal. A iniciativa destina-se a aproximar dioceses, paróquias, movimentos, instituições, comunidades e pessoas que anunciam o Evangelho através das redes sociais e das diferentes plataformas digitais.
O 1.º Encontro Nacional dos Missionários Digitais realiza-se, no Recinto da Feira de Alfândega da Fé, coorganizado pela Fundação Cónego Manuel Joaquim Ochôa, com o Santuário do Imaculado Coração de Maria — Cerejais, o Secretariado Diocesano da Pastoral da Cultura e do Turismo de Bragança-Miranda e a Câmara Municipal de Alfândega da Fé. O programa reúne formação, diálogo, oração, apresentação de projetos, convívio e cultura – incluindo uma conferência magna sobre a Igreja no continente digital, testemunhos de projetos e comunicadores, uma conversa sobre a humanização das redes, uma oração ecuménica pela paz e um envio missionário – culminando com a atuação ao vivo do padre Guilherme Peixoto, conhecido como o "padre DJ”.

A participação no 1.º Encontro Nacional dos Missionários Digitais está sujeita a inscrição prévia no site oficial www.missionariosdigitais.pt e à aquisição de bilhete de ingresso na plataforma Ticketline, com um preço de lançamento de 15 €. A data de abertura da venda dos bilhetes será anunciada no site e nas páginas oficiais da Rede dos Missionários Digitais nas redes sociais – Instagram, Facebook e TikTok.

A Rede nasce do apelo dirigido pelo Papa Leão XIV aos Missionários Digitais, em julho de 2025, e parte do reconhecimento de que o digital deixou de ser apenas um instrumento de comunicação, para se tornar um ambiente onde se constroem relações, identidades, opiniões e comunidades. Não pretende substituir estruturas existentes, nem controlar os projetos digitais católicos: o objetivo é funcionar como plataforma de encontro e serviço, promovendo comunhão, formação, acompanhamento e colaboração, no respeito pela autonomia, identidade e carisma de cada iniciativa.

A iniciativa tem também uma finalidade solidária: as receitas do encontro revertem, integralmente, a favor das obras de requalificação do Santuário do Imaculado Coração de Maria Cerejais, associando a missão digital a uma intervenção concreta de preservação e valorização do património religioso regional.

Canais digitais oficiais
• Site oficial: www.missionariosdigitais.pt

*Marco Barbosa

**Atelier do Caractere 

Pardilhó convida a comunidade a viver a Ria num dia de experiências únicas


• 26 de julho na Ribeira da Aldeia, com atividades gratuitas para todas as idades
• Bota-abaixo da embarcação PARDA marca a edição 2026

A Ribeira da Aldeia, em Pardilhó, recebe no dia 26 de julho a edição 2026 do “Descobrir e Experienciar a Ria” e convida a comunidade a participar num dia dedicado à valorização da Ria de Aveiro, com um programa gratuito que reúne experiências culturais, ambientais, lúdicas e náuticas.

Promovida pela Câmara Municipal de Estarreja, através da Estação Náutica (EN) de Estarreja, esta iniciativa regressa com o envolvimento de vários parceiros e destaca, nesta edição, um momento de particular significado: o bota-abaixo da embarcação PARDA, construída no âmbito da primeira edição do Curso de Construção Naval Tradicional, um projeto pioneiro em Portugal promovido pelo Município.
Isabel Simões Pinto explica que “esta iniciativa surge da vontade e da necessidade de defesa da arte de se construírem os barcos tradicionais em madeira e assim preservar um património representativo do território.” E que este momento simbólico, da entrada da embarcação na água, assinalará “o culminar de um projeto que contribui para a preservação e valorização dos saberes ligados à construção naval tradicional da Ria de Aveiro, e que tem em Pardilhó uma histórica ligação.”

Um convite para viver a Ria em família
O programa do “Descobrir e Experienciar a Ria” foi pensado para diferentes públicos e convida a conhecer o território através de experiências para todas as idades. Caminhadas interpretativas, passeios de barco moliceiro, experiências de air bungee, stand up paddle (SUP): são alguns dos motivos para reunir a família e amigos para criar memórias e observar, sentir e viver o território de uma forma diferente.

O programa de 2026 do “Descobrir e Experienciar a Ria” arrancou no passado dia 22, e foi dedicado ao desporto adaptado e inclusivo, que reuniu 150 participantes de seis instituições. As atividades foram desenhadas em articulação com a ANDDI – Associação Nacional de Desporto para Desenvolvimento Intelectual, conferindo a esta iniciativa uma chancela nacional no âmbito da promoção da inclusão, através do desporto e do lazer.

A autarca destaca o trabalho desenvolvido pela EN de Estarreja na estratégia municipal. “Temos trilhado um caminho sólido na promoção e na qualificação de uma oferta turística integrada no município, valorizando o património natural e cultural, particularmente todas as tradições e atividades ligadas à Ria”, refere, acrescentando que este evento sustentável e inclusivo “é mais um passo na consolidação deste caminho”.


*Gabinete de Comunicação, Relações Públicas e Protocolo

Universidade de Aveiro - Novo modelo de ação social: UA e AAUAv anteveem caos e aconselham Governo a adiar reforma para 27/28


Ainda sem estar devidamente testada a plataforma informática e sem ter sido articulada a relação entre Ministério e Serviços de Ação Social (SAS) das Instituições de Ensino Superior (IES), prevê-se que, em menos de um mês, comecem as candidaturas a bolsas de ação social de acordo com a nova reforma do Governo. Em entrevista à Ria, Artur Silva, reitor da UA, e Joana Regadas, presidente da direção da AAUAv, dizem-se “assustados” com a mudança e defendem que o processo deve ser adiado para 2027/2028 – algo que o próprio Ministério do Ensino, da Ciência e da Inovação já admitiu como possibilidade.

Inicialmente, estava previsto que o calendário para candidaturas a bolsas de estudo tivesse início a 25 de junho, mas acabou por ser adiado para 14 de agosto de forma a “garantir a efetiva disponibilização das ferramentas de candidatura”. A questão prende-se com a entrada em vigor do novo modelo de ação social, publicado em Diário da República esta segunda-feira, dia 20, que previsivelmente entraria em vigor já no próximo ano letivo – o novo sistema fará com que a bolsa média aumente mais de 50% e, segundo uma estimativa preliminar da UA, cerca de 20% dos estudantes bolseiros podem perder o acesso à bolsa.
Interrogado pelo Público, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, disse, na passada quinta-feira, dia 16, que ainda não sabe se o modelo vai avançar já neste ano letivo: “Não tendo ainda sido tomada uma decisão final, estão a ser ponderados vários fatores, entre os quais: a divulgação atempada aos estudantes e às famílias de informação sobre as novas regras (incluindo um simulador), permitindo conhecerem em concreto os apoios a que teriam direito e, assim, tomar decisões plenamente informadas no momento da candidatura.”

Na sequência de uma reunião entre o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e a equipa liderada por Fernando Alexandre, ministro da Educação, Ciência e Inovação, Luís Ferreira, presidente do CRUP, disse ao Público que “o presidente do Instituto para o Ensino [Superior] [Joaquim Mourato] disse na reunião que a plataforma está pronta, mas que propôs ao senhor ministro que não entrasse em funcionamento este ano para que possa ser testada”.
No mesmo sentido, o Ministério confirma que foi solicitado ao Instituto um parecer sobre a entrada em vigor, em 2026/2027, do novo sistema de apoio aos estudantes. Na mesma resposta, o órgão governativo adiantou que é preciso realizar “testes de stress” mais exaustivos e que também tem de ser ponderada a necessidade de “dotar os Serviços de Ação Social das instituições de ensino superior de toda a informação necessária para poderem esclarecer estudantes e respetivas famílias e assimilar atempadamente o novo regulamento, bem como realizar atempadamente formação aos técnicos de Ação Social das instituições”.

É neste contexto que Artur Silva, reitor da Universidade de Aveiro (UA), se mostra contra o avanço da reforma no imediato: “Seria avisado que colocássemos isto para o próximo ano letivo […] Se usarem a plataforma do ano passado e se fizermos tudo à luz do ano passado, os estudantes terão um período mais curto, mas pelo menos têm conhecimento das regras […] A plataforma já estava testada, já se conhecia. Por isso, se eu tivesse de dar um conselho a alguém, iria por aí”.

Joana Regadas, presidente da direção da Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv), é da mesma opinião. Segundo crê, “não é prudente” implementar o sistema ainda neste ano letivo, uma vez que ainda há muitas questões do foro logístico e tecnológico por esclarecer e é preciso “testar o sistema, informar os futuros estudantes, os atuais estudantes e os serviços das IES”.

“As famílias de estudantes que vão passar agora por este processo de ingresso no Ensino Superior não sabem qual é que é o modelo de apoio que vão ter. Obviamente, isto tem um impacto no orçamento familiar. Se estamos a falar de um perfil destes 20% de estudantes que ficam sem acesso à bolsa, terá um impacto […] durante os próximos meses e até anos”, argumenta a dirigente estudantil.

A incerteza atual pode ter consequências no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, no entender de Joana Regadas, que soma a estas questões toda a problemática em torno dos exames nacionais. Recordando que o novo modelo permite a que cada estudante escolha a Instituição de Ensino Superior em que quer ingressar, adequando o apoio a essa escolha, a presidente aponta que tem “impacto” saber qual o sistema que vai vigorar.

Para Artur Silva, o acumular de “complicações” vai colocar estudantes e famílias “sob stress” e pode “dissuadir” vários possíveis candidatos de procurar o Ensino Superior. O reitor nota que antes os novos estudantes “sabiam se tinham bolsa quando recebiam os resultados da candidatura” e que agora “vão entrar no Ensino Superior sem saber se têm bolsas ou se deixam de ter”.

A situação, “que já poderia estar resolvida de início”, também poderá vir a atrapalhar os Serviços da Universidade, acredita o reitor, que recorda que, com o adiamento dos prazos já anunciado em junho, a Instituição vai “começar o ano letivo a processar tudo”.

É importante de referir que, de acordo com a resposta do Ministério ao Público, há coisas que vão mudar independentemente do avançar ou não da reforma. Mantém-se a “bolsa incentivo” - de 1045 euros -, que prevê que todos os estudantes de primeiro ano do Ensino Superior que beneficiaram de Escalão A da Ação Social Escolar (ASE), e, segundo o presidente do CRUP, também deve ser reforçado o apoio às IES para “aliviar o peso dos custos com o alojamento estudantil.

Numa avaliação geral ao diploma, Artur Silva afirma que, quando foi apresentado o novo modelo, o Ministério falou em “pequenas consequências” e “regras mais justas”, mas que agora “o que se verifica não é bem isso”. Tendo em consideração os constrangimentos que o diploma pode causar e o número de estudantes que pode perder acesso à bolsa, o reitor refere que “era avisado meditar mais sobre esta situação”.

Fonte: Universidade de Aveiro (UA)

NOTA DE ESCLARECIMENTO - FORÇA ESPECIAL DE PROTEÇÃO CIVIL


Na sequência das notícias divulgadas hoje, 20 de junho, sobre a greve anunciada por trabalhadores da Força Especial de Proteção Civil (FEPC), a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) esclarece o seguinte:

Até ao momento, não foi registado qualquer impacto operacional decorrente da greve anunciada, mantendo-se integralmente garantidas todas as missões atribuídas à FEPC e decorrendo a atividade operacional com total normalidade, sem qualquer perturbação da capacidade de resposta.

Relativamente aos valores reclamados por trabalhadores da FEPC, respeitantes a trabalho suplementar prestado no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) e de outras operações de proteção e socorro, importa esclarecer que a ANEPC está vinculada ao estrito cumprimento do regime jurídico aplicável à Administração Pública.

Os montantes em causa reporta-se, em parte, a trabalho suplementar que ultrapassa os limites legalmente previstos, não dispondo a ANEPC de competência para autorizar ou processar pagamentos sem o devido enquadramento legal e as autorizações legalmente exigidas.

A ANEPC reconhece e valoriza o profissionalismo, a dedicação e o elevado espírito de missão dos operacionais da FEPC, cujo contributo é essencial para o cumprimento da missão de proteção civil e para a salvaguarda de pessoas, bens e do ambiente. Neste contexto, a mantém uma postura de proximidade, disponibilidade e diálogo permanente com os seus trabalhadores, procurando, em articulação com as entidades competentes, identificar soluções que permitam responder às questões existentes, sempre no respeito pelo quadro legal em vigor.

A ANEPC continuará a desenvolver todas as diligências legalmente admissíveis com vista à apreciação das situações pendentes e à identificação das soluções que permitam a sua regularização, reiterando o seu compromisso com os seus trabalhadores, com a transparência da sua atuação e com a garantia de uma resposta permanente, eficaz e de elevada qualidade ao serviço do País.

*Alcina Coutinho
Chefe de Divisão
Divisão de Comunicação e Sensibilização
Presidência

Proença-a-Nova | Município reforça Proteção Civil com novos contratos interadministrativos com as freguesias


O Município de Proença‑a‑Nova reforçou a sua capacidade de atuação no âmbito da proteção civil com a celebração de contratos interadministrativos de delegação de competências com a União de Freguesias de Proença‑a‑Nova e Peral, a Freguesia de Montes da Senhora e a União de Freguesias de Sobreira Formosa e Alvito da Beira.

Estes contratos, aprovados pela Câmara Municipal e pelas respetivas Assembleias de Freguesia, permitem uma resposta mais próxima, rápida e eficaz às necessidades do território, especialmente no que respeita à vigilância, prevenção e primeira intervenção em situações de risco relacionadas com fogos rurais.

Com esta delegação de competências, as freguesias passam a assegurar ações de vigilância e deteção de incêndios, apoio logístico à primeira intervenção e às operações de socorro, bem como a comunicação de alertas e informação às populações. A atuação será desenvolvida em articulação com o Gabinete Florestal do Município, garantindo uma coordenação permanente e uma gestão integrada dos meios disponíveis.
Para além das responsabilidades operacionais, os contratos incluem também a celebração de seguros destinados a proteger as equipas envolvidas nas tarefas de vigilância e prevenção.

A execução destas competências é acompanhada por um conjunto de recursos financeiros e patrimoniais afetos pelo Município, ajustados às necessidades de cada freguesia e destinados exclusivamente ao cumprimento das ações previstas. A transferência de montantes será realizada mediante apresentação e aprovação dos relatórios de execução física e financeira.

*Gabriel Reis
Comunicação, Turismo e Eventos

Proença-a-Nova recebe Campeonato Nacional da Hipertensão


Proença‑a‑Nova vai receber o Campeonato Nacional da Hipertensão já no próximo dia 21 de julho, trazendo ao concelho uma iniciativa nacional de literacia em saúde dedicada ao controlo da hipertensão arterial, a principal causa evitável de AVC em Portugal.

O programa inicia‑se às 17h00, no espaço multiusos do Município, e prossegue às 18h00, no Campo de Futebol da Escola Básica do 1.º Ciclo, onde terá lugar o momento simbólico do jogo.
A proposta para que Proença‑a‑Nova integrasse o mapa nacional do campeonato partiu do Dr. André Silva, médico e vencedor do Prémio Missão 70/26 da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, que assume a responsabilidade científico‑educativa do projeto.

O Campeonato Nacional da Hipertensão é uma iniciativa educativa, concebida para envolver cidadãos hipertensos na adoção de hábitos diários de controlo da tensão arterial. Cada município forma uma equipa de dez participantes, acompanhados por tutores de proximidade, num modelo que combina um workshop prático com um jogo de futebol, seguido de 30 dias de acompanhamento do hábito de auto‑medição.

O programa não substitui cuidados clínicos nem consultas médicas. Não realiza diagnóstico, rastreio, prescrição ou monitorização ativa. A iniciativa centra‑se exclusivamente na literacia em saúde e na capacitação dos participantes.

Ao acolher esta etapa, Proença‑a‑Nova junta‑se aos municípios que, ao longo de 2026, estão a receber esta ação de sensibilização. O Campeonato Nacional da Hipertensão é uma iniciativa dos vencedores do Prémio Missão 70/26 da Sociedade Portuguesa de Hipertensão. O responsável científico‑educativo é o Dr. André Silva (andre@medicinup.com ). A coordenação é assegurada por Sara Pereira (sara@medicinup.com · 961 926 527). Mais informações em https://medicinup.com/

*Gabriel Reis
Comunicação, Turismo e Eventos


Proença-a-Nova | Comissão Sub‑Regional aprova Programa de Ação para a Gestão Integrada de Fogos Rurais da Beira Baixa

 
A Comissão Sub‑Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais da Beira Baixa aprovou, por unanimidade, o Programa Sub‑Regional de Ação da Beira Baixa, durante a reunião realizada a 15 de julho, nas instalações da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, em Castelo Branco. O documento, que segue agora para apreciação regional e posterior consulta pública, define as prioridades e os projetos de prevenção e gestão do risco à escala intermunicipal.
O Programa Sub‑Regional de Ação adapta as orientações nacionais e regionais às características específicas da Beira Baixa, funcionando como ligação entre o Programa Regional de Ação e os futuros Programas Municipais de Execução. Identifica áreas prioritárias de intervenção, medidas de valorização e gestão dos espaços rurais, estratégias de redução de carga de combustível, ações de proteção das populações e do edificado, bem como iniciativas destinadas a alterar comportamentos de risco e a reforçar a capacidade de prevenção, vigilância e resposta.
O documento inclui ainda o planeamento territorial da rede secundária de faixas de gestão de combustível, das áreas estratégicas de mosaicos e das zonas prioritárias de prevenção e segurança, procurando criar condições para reduzir a intensidade e a propagação dos incêndios e aumentar a resiliência das comunidades, das infraestruturas e da paisagem.
A elaboração do Programa resultou de um processo de trabalho conjunto entre todas as entidades que integram a Comissão Sub‑Regional, reunindo conhecimento técnico, experiência operacional e entendimento profundo da realidade local. Este modelo de governação descentralizada permite que cada sub‑região ajuste as medidas às necessidades do seu território, contribuindo para uma estratégia de proteção construída ‘de baixo para cima’.
Na reunião estiveram representadas a GNR, PSP, ANEPC, ICNF, AGIF, CCDR Centro, DGAV, Infraestruturas de Portugal, REN, E‑Redes, Instituto Politécnico de Castelo Branco, os oito municípios da Beira Baixa, incluindo Proença‑a‑Nova, bem como a Biond e a Aflobei.
Após a aprovação unânime, o Programa será submetido à Comissão Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Centro. Seguir‑se‑á a fase de consulta pública, permitindo que cidadãos e entidades apresentem os seus contributos. Concluído o processo, caberá aos municípios elaborar os respetivos Programas Municipais de Execução, onde serão operacionalizadas no terreno as iniciativas definidas a nível sub‑regional.

*Gabriel Reis
Comunicação, Turismo e Eventos

APMEDIO alerta que nova Portaria poderá excluir a maioria da comunicação social regional e local da publicidade institucional dos Fundos Europeu

A APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online alertou hoje para os efeitos da Portaria n.º 263-B/2026/1, de 15 de junho, considerando que os critérios de elegibilidade nela previstos poderão excluir uma parte muito significativa dos órgãos de comunicação social regionais e locais portugueses do regime de publicidade institucional relativo aos projetos financiados pelos Fundos Europeus. 

Segundo a Associação, a Portaria remete, para efeitos de elegibilidade, para a alínea a) do n.º 1 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 98/2007, que exige que a entidade proprietária ou editora disponha de: 
"...pelo menos, cinco profissionais com contrato de trabalho ao seu serviço, dos quais três jornalistas com carteira profissional, e uma tiragem média mínima por edição de 5000 exemplares nos seis meses anteriores à data de apresentação do requerimento de candidatura, caso a periodicidade com que se encontrem registadas seja igual ou inferior à trissemanal." 
Na perspetiva da APMEDIO, estes requisitos foram concebidos para uma realidade da comunicação social existente há quase vinte anos e não refletem a estrutura atual da comunicação social regional e local portuguesa, constituída maioritariamente por pequenas e microempresas. 
A Associação considera que a aplicação destes critérios poderá impedir que muitos órgãos de comunicação social de proximidade participem na divulgação institucional dos projetos financiados pela União Europeia, apesar do papel que desempenham diariamente na informação das comunidades locais. 
"A qualidade do jornalismo não depende da dimensão da empresa nem do número de trabalhadores ao seu serviço. Depende da responsabilidade editorial, do cumprimento da lei e da confiança conquistada junto das comunidades." 
A APMEDIO defende que os critérios de elegibilidade deveriam privilegiar fatores como: 
• o registo junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC); 
• a existência de Estatuto Editorial; 
• a designação de Diretor de Informação; 
• o cumprimento do Estatuto do Jornalista e das restantes normas legais aplicáveis; 
• a atividade editorial regular; 
• a efetiva implantação territorial do órgão de comunicação social.
 Na opinião da Associação, estes elementos constituem uma garantia muito mais adequada da qualidade editorial do que critérios baseados exclusivamente na dimensão empresarial. 
A APMEDIO lembra ainda que a comunicação social regional e local desempenha um papel essencial na divulgação dos investimentos públicos realizados nos territórios, assegurando informação de proximidade e contribuindo para a transparência na aplicação dos Fundos Europeus. 
A Associação considera, por isso, necessária uma revisão dos atuais critérios de elegibilidade, de forma a adaptá-los à realidade da comunicação social portuguesa em 2026 e a garantir que os mecanismos de publicidade institucional não excluem precisamente muitos dos órgãos de comunicação social que diariamente acompanham a execução dos projetos financiados pela União Europeia. 
No âmbito desta iniciativa, a APMEDIO remeteu posições institucionais ao Presidente da República, ao Governo, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República e aos Deputados ao Parlamento Europeu, apelando à revisão dos critérios atualmente previstos. 
Sobre a APMEDIO A APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online é uma associação representativa de órgãos de comunicação social digitais de âmbito regional e local, criada para promover o pluralismo da comunicação social, defender a sustentabilidade do setor e contribuir para a modernização do enquadramento legislativo aplicável aos media portugueses.

 Contactos para informação APMEDIO – Associação Portuguesa dos Media Digitais Online. 

*Presidente da Direção: 
António Guedes Tavares 

 Lisboa, 17 de julho de 2026

Universidade de Coimbra e Critical FlyTech estabelecem parceria para reforçar formação e inovação no setor aeroespacial


Protocolo prevê colaboração no ensino, estágios e desenvolvimento de competências em Engenharia Aeroespacial.

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e a Critical FlyTech assinam, no próximo dia 22 de julho, quarta-feira, um protocolo de colaboração científica e pedagógica que pretende aproximar a formação universitária da realidade empresarial e contribuir para o desenvolvimento do setor aeroespacial em Portugal.

A cerimónia terá lugar às 10h00, na Sala do Conselho da FCTUC, no Polo II da Universidade de Coimbra, e contará com a presença do Diretor da FCTUC, Edmundo Monteiro, e por parte da Critical FlyTech, Ricardo Armas, CEO, e Gabriel Soumerou, CFO.

Com uma duração inicial de três anos, o protocolo estabelece um quadro de cooperação entre as duas instituições para promover a ligação entre a academia e a indústria, em particular nas áreas da engenharia aeroespacial e das tecnologias associadas.

Entre as principais iniciativas previstas está a participação de especialistas da Critical FlyTech em atividades letivas da nova Licenciatura em Engenharia Aeroespacial da FCTUC, através da realização de aulas, workshops e seminários, contribuindo para o enriquecimento curricular e para uma maior aproximação dos estudantes aos desafios do setor.

O protocolo contempla igualmente a criação de oportunidades de estágio para estudantes finalistas da FCTUC nas instalações da empresa, sediada no Parque Industrial de Taveiro, em Coimbra. Estes estágios poderão constituir uma porta de entrada para futuras oportunidades de emprego, de acordo com as necessidades da empresa e o perfil dos candidatos.

A Critical FlyTech é uma empresa portuguesa dedicada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas para a Airbus, nos setores da aviação, espaço e defesa, apostando na inovação e na criação de tecnologias avançadas para aplicações de elevada exigência.

*Catarina Martinho
Assessoria de Imprensa  
Universidade de Coimbra
Faculdade de Ciências e Tecnologia


Marinha Grande | 8.º FESTIVAL DO CARAPAU MANTÉM TRADIÇÕES DA PRAIA DA VIEIRA


O 8.º Festival do Carapau terminou este domingo, 19 de julho, com um balanço muito positivo, depois de quatro dias de animação, gastronomia e tradição que voltaram a atrair milhares de visitantes ao Largo dos Pescadores, na Praia da Vieira.
Organizado pelo Município da Marinha Grande, em parceria com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria, o evento voltou a ser uma referência da programação de verão do concelho, promovendo a arte xávega e o carapau.
O festival arrancou no dia 16 de julho, com a atuação de Fábio Tacho, prosseguiu na sexta-feira com o Duo Acústico e a Orquestra Monte Olivett, e viveu o seu momento mais marcante na noite de sábado, quando encheu o Largo dos Pescadores para o espetáculo de Los Romeros, que proporcionou um ambiente de grande entusiasmo e celebração. O programa contou ainda com a atuação do grupo de sevilhanas “El Capote”, do Grupo de Cavaquinhos Musicordem e do DJ Mário Gomes. O encerramento, no domingo, ficou marcado pela animação itinerante da Arritmia Brass Band.
O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, faz um balanço muito positivo desta oitava edição, salientando que o Festival do Carapau voltou a afirmar a Praia da Vieira como um destino de excelência durante o verão. O autarca destaca a elevada adesão do público, a qualidade da programação e o impacto positivo na restauração, no comércio local e na promoção turística do concelho.
Paulo Vicente enaltece ainda o trabalho desenvolvido pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria, parceira na organização do evento, sublinhando que esta iniciativa representa, também, um importante contributo para apoiar a missão daquela corporação ao serviço da comunidade.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Opinião - A República Portuguesa das hierarquias invertidas

Há um problema que se está a tornar cada vez mais visível na Administração Pública portuguesa e sobre o qual se fala pouco. Em demasiados setores, a experiência deixou de ser devidamente valorizada, a responsabilidade nem sempre é recompensada e as hierarquias, que deveriam garantir justiça e eficácia, acabam frequentemente por produzir o efeito contrário. Não se trata de defender privilégios nem de regressar a modelos autoritários. Trata-se de perceber que uma instituição começa a enfraquecer quando deixa de distinguir quem construiu um percurso de quem acabou de o iniciar.
A História demonstra-o de forma quase implacável. Nenhuma grande civilização se tornou forte porque ignorou a experiência dos seus melhores. O Império Romano não entregava legiões aos soldados mais jovens apenas porque tinham chegado primeiro a uma determinada circunstância. As universidades medievais construíram a sua autoridade sobre o reconhecimento do saber acumulado. As grandes administrações europeias consolidaram-se porque compreenderam que uma instituição sobrevive quando quem ocupa lugares de maior responsabilidade chegou até eles através do conhecimento, da competência e da experiência. A autoridade nunca foi um privilégio. Era, acima de tudo, uma responsabilidade conquistada ao longo do tempo.
Infelizmente, Portugal parece caminhar, em demasiados domínios, na direção oposta. A palavra "hierarquia" passou quase a ser encarada como um incómodo, como se reconhecer a experiência de alguém significasse diminuir os outros. Nada mais errado. As hierarquias não existem para criar castas. Existem para garantir que o conhecimento acumulado é respeitado e colocado ao serviço da comunidade.
Na educação, multiplicam-se situações que deixam um sentimento de profunda injustiça entre muitos docentes. Professores que durante anos percorreram o país, aceitaram colocações longe das suas famílias, acumularam milhares de dias de serviço e adquiriram uma experiência que nenhuma universidade consegue transmitir, assistem, em determinadas circunstâncias previstas pelos atuais mecanismos de recrutamento, à colocação de colegas menos experientes em condições que consideram mais favoráveis. Não está em causa o mérito desses professores, nem a sua dedicação. O problema reside no sinal que o Estado transmite. Quando a experiência deixa de ser um fator claramente reconhecido, instala-se inevitavelmente a ideia de que o esforço, a persistência e o tempo de serviço deixaram de ter valor.
No terceiro setor, onde durante vários anos exerci funções de administração, encontrei uma realidade semelhante. O aumento do salário mínimo nacional constituiu um importante avanço social e ninguém de boa-fé defenderá o contrário. Porém, em muitas instituições particulares de solidariedade social, esse aumento não foi acompanhado pela valorização proporcional das restantes categorias profissionais. O resultado foi uma compressão das carreiras. Trabalhadores admitidos há poucos anos passaram a receber praticamente o mesmo que colegas com décadas de serviço, com uma experiência insubstituível e um profundo conhecimento das pessoas que acompanham diariamente. O problema nunca foi aumentar quem menos ganhava. O problema foi esquecer aqueles que dedicaram uma vida inteira à instituição. Uma organização onde a experiência deixa de ser reconhecida acaba inevitavelmente por perder motivação, sentido de pertença e qualidade.
Também a Justiça merece uma reflexão serena. Em Portugal, um magistrado pode iniciar funções numa idade em que muitos cidadãos ainda estão a construir a sua própria experiência de vida. Não está em causa a qualidade da formação académica nem a inteligência de quem ingressa na magistratura. Está em causa algo mais profundo. Julgar pessoas não é apenas conhecer a lei. É compreender a complexidade da condição humana, perceber os dramas familiares, as fragilidades sociais, os conflitos que raramente cabem na letra fria de um código. A sabedoria jurídica aprende-se. A maturidade conquista-se.
Nas Forças Armadas, onde a hierarquia constitui um dos pilares da instituição, existem igualmente realidades que merecem reflexão. Em algumas forças altamente especializadas, é natural que um instrutor, ainda que de patente inferior, exerça autoridade funcional durante a formação de militares de patente superior. Essa autoridade justifica-se pelo conhecimento técnico e pela exigência operacional. O problema surge quando essa relação ultrapassa o contexto da instrução e, por vezes, alimenta lógicas de afirmação pessoal, rivalidades ou demonstrações de poder que colocam oficiais superiores em situações de desnecessária exposição. Nenhuma instituição militar sai reforçada quando o prestígio da hierarquia formal é substituído pelo culto do ego ou pela convicção de que a competência técnica dispensa o respeito pela cadeia de comando. As Forças Armadas sempre viveram da conjugação entre disciplina, competência e respeito mútuo. Quando um destes pilares enfraquece, enfraquece toda a instituição.
Na saúde, a inversão assume uma forma diferente, mas não menos preocupante. Médicos e enfermeiros com décadas de experiência clínica veem frequentemente a sua autonomia condicionada por sucessivas camadas de burocracia, por indicadores administrativos e por decisões gestionárias tomadas longe da realidade dos hospitais e dos centros de saúde. Multiplicam-se plataformas, relatórios, procedimentos e metas que consomem tempo precioso e retiram espaço ao contacto com o doente. Em muitos casos, quem conhece profundamente a realidade clínica sente que dispõe de menos capacidade para decidir do que estruturas administrativas que nunca acompanharam uma urgência, nunca confortaram uma família e nunca assumiram a responsabilidade direta por uma decisão médica. A gestão é indispensável. Mas quando começa a sobrepor-se ao conhecimento clínico, a hierarquia deixa de servir o doente para passar a servir o sistema.
Todos estes exemplos pertencem a setores diferentes, mas revelam exatamente o mesmo fenómeno. Confundimos igualdade com indiferenciação. Julgamos que tratar todos por igual significa ignorar percursos diferentes, responsabilidades diferentes e experiências diferentes. Não significa.
A verdadeira igualdade consiste em garantir oportunidades e dignidade a todos. Nunca consistiu em apagar o valor da experiência. Uma sociedade madura protege quem dedicou décadas ao aperfeiçoamento da sua profissão, porque sabe que são essas pessoas que formam, inspiram e orientam as gerações seguintes. Quando esse reconhecimento desaparece, desaparece também a vontade de construir uma carreira longa, exigente e dedicada ao serviço público.
Talvez seja este um dos maiores desafios da Administração Pública portuguesa. Não lhe faltam profissionais competentes. Não lhe faltam pessoas dedicadas. O que começa a faltar, em demasiados casos, é um sistema capaz de distinguir quem acumulou anos de responsabilidade, conhecimento e serviço de quem apenas iniciou agora o seu percurso. Sem essa distinção, as carreiras deixam de ser um caminho de crescimento para se transformarem numa sucessão de mecanismos administrativos onde o mérito nem sempre encontra o reconhecimento que merece.
As grandes civilizações não começaram a declinar quando lhes faltou dinheiro ou território. Começaram a perder força quando deixaram de reconhecer a autoridade legítima, quando confundiram mérito com privilégio e igualdade com indiferenciação. A República portuguesa não precisa de menos hierarquias. Precisa de hierarquias mais justas, mais exigentes e mais respeitadoras da experiência. Porque uma instituição onde o tempo, o conhecimento e a dedicação deixam de ser valorizados pode continuar a funcionar durante muitos anos. Mas dificilmente continuará a merecer o respeito daqueles que todos os dias a constroem.

*Paulo Freitas do Amaral
Professor e Autor

De setembro a dezembro. Nova programação das Tardes Comunitárias vai promover o envelhecimento ativo


Literacia mediática e digital, visita à mata Nacional do Bussaco e atividade de zumba são algumas das propostas que constam da programação das Tardes Comunitárias para o terceiro quadrimestre de 2026.

Este programa municipal, que está a assinalar o seu 12.º aniversário, regressa no dia 23 de setembro, com uma sessão de aeróbica e zumba ao ar livre, no Parque de São Mateus.
Seguem-se momentos de reflexão e aprendizagem, com uma conferência dedicada aos desafios das alterações climáticas e da crise ambiental, bem como uma sessão sobre literacia mediática e digital, abordando o impacto dos ecrãs e da inteligência artificial nas diferentes gerações.

No âmbito da programação está prevista a apresentação do livro “Diário fica em casa ou talvez não”, de Fátima Lopes, assim como a visualização do documentário e a audição de um programa de rádio dedicados a Augusto Abelaira.

O programa integra ainda várias saídas, incluindo uma viagem a Penacova, com visita ao Mosteiro de Lorvão e ao Museu do Moinho Vitorino Nemésio, um percurso pela Mata Nacional do Bussaco para assinalar o Dia da Floresta Autóctone e uma visita ao Atelier "Matéria".

Em novembro será feito um magusto no jardim do Museu da Pedra com os participantes nas Tardes Comunitárias.

A sessão de encerramento é dedicada aos afetos e aos sonhos de Natal, que dará a conhecer a experiência de uma instituição de acolhimento de crianças e jovens, na Biblioteca Municipal.
Os interessados podem efetuar a sua inscrição na Casa Francisco Pinto, na Rua António José de Almeida n.º 3, em Cantanhede, através do número 231 410 123 ou do e-mail tardescomunitarias@cm-cantanhede.pt.

“Tardes Comunitárias” é um projeto de intervenção social promovido pelo Município para motivar a população sénior a desenvolver a sua interação psicossocial em atividades sociais, culturais, desportivas e lúdicas.

Na prática, o que se pretende é “Dar Mais Vida aos Anos”, proporcionando oportunidades de valorização e realização pessoal para um público com mais de 55 anos e percursos de vida diversificados, através de encontros em que é dada também a possibilidade de partilharem a sua experiência e saber com outras pessoas.

Programa:
23 setembro
Atividade de Aeróbica / Zumba no parque verde
Parque Verde S. Mateus

30 setembro
“Impacto global no planeta Terra: crise climática e crise ambiental” por João Lin Yun (professor universitário, físico e astrónomo)
Atividade inserida no projeto Educ@rteNatureza
Biblioteca Municipal

7 outubro
Viagem à descoberta de Penacova - Visita ao Mosteiro de Lorvão e Museu do Moinho Vitorino Nemésio - Almoço Piquenique partilhado
Custo total: 4€ € (pago no dia da viagem)

Nota: Os antigos combatentes e os membros do ICOMOS têm desconto no Mosteiro de Lorvão, mediante a apresentação do respetivo cartão.
Horário: Partida às 09h15 e regresso às 17h

Inscrições: de 23 de setembro (a partir das 13h30 presencial e das 17h telefone) até 2 de outubro

14 outubro
Apresentação de “Diário fica em casa ou talvez não” por Fátima Lopes
Biblioteca Municipal

1 outubro
Visita guiada à Exposição “Augusto Abelaira”
Saída: 14h / Chegada prevista: 17h
Inscrições de 23 de setembro (a partir das 13h30 presencial e das 17h telefone) até 2 de outubro
GTL, Fonte de Ançã

28 outubro
Visita guiada à Exposição “Olhar Portugal a partir das Coleções do Museu Nacional de Arte Antiga”
Museu de Arte e Colecionismo

4 novembro
Ecrãs que nos Unem, Ecrãs que nos Inquietam: Literacias Mediática e Digital e os desafios da era da Inteligência Artificial - uma realidade intergeracional
Luís Miguel Pato - Docente e investigador universitário na área da Comunicação
Biblioteca Municipal

11 novembro
Magusto partilhado
Nota: cada participante deve levar 200 gr de castanhas e boa disposição!
Jardim do Museu da Pedra

18 novembro
Visualização de documentário da RTP e audição de programa de rádio da RDP sobre Augusto Abelaira
Centro Paroquial S. Pedro

25 novembro
Património Vivo: Visita à Mata Nacional do Bussaco
Dia da Floresta Autóctone
Custo total: 5,50€
(transportes + visita)

Inscrições: de 11 de novembro (a partir das 13h30 presencial e das 17h telefone) até 20 de novembro
Bussaco *

2 dezembro
Visita ao Atelier “Matéria” com experimentação e expressão guiada de artes têxteis e cerâmica
Inscrições: de 18 de novembro (a partir das 13h30 presencial e das 17h telefone) até 27 de novembro
Outil *

9 dezembro
Atividade Surpresa
Biblioteca Municipal

16 dezembro
Semear afetos e “Sonhos” de Natal
A experiência de uma Instituição que acolhe crianças / jovens
Biblioteca Municipal

*GABINETE DE COMUNICAÇÃO
Divisão de Comunicação, Imagem, Protocolo e Turismo