terça-feira, 21 de julho de 2026

GONÇALO LIMA CONQUISTA 4 PÓDIOS NO CAMPEONATO NACIONAL DE INFANTIS

 
A Secção de Natação da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense esteve presente com 7 atletas no Campeonato Nacional de Infantis, a principal e última competição da época.
O evento organizado pela Federação Portuguesa de Natação, teve lugar nos dias 17,18 e 19 de julho no complexo de piscinas das Manteigadas na cidade de Setúbal, estando envolvidos 584 atletas em representação de 115 clubes.
O grande destaque da participação da comitiva do Clube de Cantanhede, vai para Gonçalo Lima que se sagrou Vice-campeão Nacional nos 50, 100 e 200 Livres, tendo alcançado o 3º lugar nos 200 Costas num total de 4 pódios.
Na classificação global individual em Infantil B, destaque ainda para o 7º lugar alcançado por Gonçalo Lima (1941 pontos) e 22º lugar de Afonso Fonseca (1729), em Infantil A, destaque para o 11º lugar alcançado por Tomas Rodrigues (2198).
No setor Feminino, a Infantil B Maria Jesus alcançava o 23º lugar e em Infantil A, Leonor Ferreira obtinha o 19º lugar (2216).
Participaram ainda nesta competição, Maria Ribeiro e Diogo Corte-Real.

DARA MARQUES E EDUARDO CUNHA REVALIDAM TÌTULO NACIONAL EM PARES ARTISTICOS JUNIORES


A Secção de Patinagem Artística da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, voltou a fazer história na Patinagem Artística portuguesa ao conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o título de Campeã Nacional de Pares Artísticos Júnior, através da dupla Dara Marques e Eduardo Cunha, no Campeonato Nacional disputado nos dias 15 e 16 de julho de 2026.

Depois de assegurarem a qualificação para a mais importante competição nacional da especialidade, os atletas da coletividade de Cantanhede voltaram a demonstrar toda a sua qualidade, apresentando dois programas de elevado nível técnico e artístico.

A consistência na execução dos elementos técnicos, a excelente sincronização entre o par, a fluidez dos movimentos e a expressividade da componente artística convenceram o painel de juízes, permitindo à dupla alcançar as melhores pontuações da prova e renovar o título nacional conquistado na época anterior.
Com esta história, Dara Marques e Eduardo Cunha confirmam o excelente momento que atravessam e reforçam o seu estatuto entre os melhores pares artísticos juniores do país, premiando uma época marcada pelo trabalho, dedicação e evolução constante.

Este resultado representa igualmente mais um importante marco para a Secção de Patinagem Artística da ASSSCC, que continua a afirmar-se como uma das principais referências da modalidade a nível nacional, fruto de um projeto desportivo assente na formação, no rigor técnico e na valorização dos seus atletas.

A direção da Sociedade Columbófila, a equipa técnica e seccionistas, destacam ainda o apoio do Crédito Agrícola, parceiro da secção, Municipio e Junta de Freguesia de Cantanhede, bem como o papel fundamental das famílias dos atletas, cuja dedicação e acompanhamento permanente constituem um pilar essencial para o sucesso alcançado.

Com mais este título nacional, a ASSSCC volta a levar o nome de Cantanhede ao mais alto nível da Patinagem Artística portuguesa, reforçando um percurso de crescimento sustentado e de afirmação no panorama competitivo nacional.

Crónica | Ronaldo, Portugal e o Mundial de 2030. Um erro que não podemos cometer

 Lembram-se de Roger Milla?
Eu lembro-me bem. Corria o Mundial de Itália, em 1990, e eu era ainda um jovem apaixonado pelo futebol e pela História que este também vai escrevendo. Havia algo de extraordinário naquele avançado dos Camarões. Muitas vezes começava no banco, outras era lançado de início, mas bastava entrar em campo para mudar o rumo de um jogo. Os adversários receavam-no, os colegas acreditavam mais e o público levantava-se das cadeiras à espera de mais um daqueles momentos que acabariam por ficar para sempre na memória do futebol.
Passaram quase quarenta anos e, quando há poucos meses me sentei no Estádio da Luz para assistir ao Portugal-Escócia, Roger Milla não me saía da cabeça. Muitos estranharão esta associação. O que poderia ter em comum um avançado camaronês de 1990 com Cristiano Ronaldo? A resposta surgiu poucos minutos depois. Roberto Martínez chamou Ronaldo ao jogo no minuto 80, ainda o jogo estava empatado. Bastaram alguns instantes para o estádio mudar de ambiente, tudo se galvanizou. Os adversários passaram a olhar mais para um homem do que para a bola, os colegas ganharam uma confiança renovada e Portugal encontrou o caminho da vitória. Ronaldo marcou, desempatou o jogo e deu a vitória a Portugal no dia 8 e setembro de 2024, e, durante aqueles minutos, senti exatamente aquilo que tinha sentido décadas antes ao ver Roger Milla: há jogadores que deixam de ser apenas futebolistas. Tornam-se acontecimentos.
É por isso que considero um erro pensar que Cristiano Ronaldo não deve fazer parte da seleção portuguesa no Mundial de 2030.
Repare-se que não estou a defender que seja titular por decreto. O futebol continua a ser um jogo de mérito, de rendimento e de forma física. Mas entre ser titular indiscutível e ficar de fora existe um enorme espaço. Um jogador como Cristiano Ronaldo pode entrar quinze ou vinte minutos, pode ser utilizado em momentos específicos, pode decidir partidas e, sobretudo, pode provocar um impacto psicológico que muito poucos atletas na história do futebol conseguiram produzir.
Os treinadores sabem-no. Os adversários sabem-no. Quando Cristiano Ronaldo se levanta do banco, toda a estratégia muda. Há defesas que recuam alguns metros, há marcações que se alteram, há colegas que acreditam um pouco mais. Nem tudo no futebol se mede em quilómetros percorridos ou em estatísticas. Existem jogadores cuja simples presença altera o estado emocional de uma equipa inteira.
Mas há outra razão, talvez ainda mais importante.
O Mundial de 2030 não será um Campeonato do Mundo qualquer. Será o Mundial do Centenário e ficará para sempre ligado à História de Portugal. Pela primeira vez, o nosso país será um dos organizadores da maior competição desportiva do planeta. Daqui a cinquenta ou cem anos, quando alguém abrir um livro de História do desporto português, encontrará inevitavelmente fotografias desse Mundial. Seria difícil explicar às futuras gerações que o maior futebolista português de todos os tempos não fazia parte dessa imagem.
Há quem olhe apenas para a idade de Cristiano Ronaldo. Eu prefiro olhar para a História.
Roger Milla tornou-se eterno porque, aos quarenta e dois anos, continuou a escrever páginas inesquecíveis em Campeonatos do Mundo. Cristiano Ronaldo poderá chegar aos quarenta e cinco em 2030 e ultrapassar precisamente esse marco histórico. Não se trata apenas de um recorde. Trata-se de mais um capítulo de uma carreira que há muito deixou de pertencer apenas ao futebol português para entrar definitivamente na História do desporto mundial.
Mas existe um argumento que, para mim, ultrapassa todos os outros.
A marca Cristiano Ronaldo é, neste momento, maior do que a própria marca Portugal.
Pode parecer uma afirmação ousada, mas basta viajar um pouco pelo mundo para perceber que é verdadeira. Em aldeias africanas, em cidades asiáticas, em escolas da América Latina ou nas praias do Médio Oriente, milhões de crianças conhecem primeiro Cristiano Ronaldo e só depois descobrem que existe um país chamado Portugal. Pouquíssimos portugueses, ao longo de mais de oito séculos de História, conseguiram levar o nome da sua pátria tão longe. Nem grandes navegadores, nem escritores, nem cientistas, nem políticos alcançaram uma notoriedade global comparável.
Portugal gastaria centenas de milhões de euros em campanhas de promoção turística sem conseguir obter a projeção internacional que Cristiano Ronaldo proporciona sempre que entra em campo com a camisola das quinas. Cada fotografia, cada transmissão televisiva, cada conferência de imprensa, cada celebração de um golo transforma-se automaticamente numa campanha mundial de promoção do nosso país.
Por isso, olhar para Cristiano Ronaldo apenas como um avançado é reduzir a dimensão daquilo que ele representa. Ronaldo é hoje um património nacional. É um dos maiores embaixadores que Portugal alguma vez teve.
O Mundial de 2030 também viverá de histórias. A FIFA sabe-o. Os patrocinadores sabem-no. Os adeptos sabem-no. Milhões de pessoas comprarão um bilhete não apenas para assistir a um jogo, mas para poderem dizer aos filhos e aos netos que estiveram presentes no último Campeonato do Mundo de Cristiano Ronaldo. Há momentos que transcendem o resultado e entram diretamente na memória coletiva dos povos.
Naturalmente, caberá ao selecionador decidir qual deverá ser o papel de Ronaldo. Talvez titular em alguns jogos, talvez suplente utilizado em momentos decisivos, talvez líder silencioso de um balneário onde muitos dos mais jovens cresceram a imitá-lo nos recreios das escolas. O que me parece verdadeiramente incompreensível seria imaginar um Mundial organizado por Portugal sem a presença daquele que, goste-se ou não, é o português mais conhecido do planeta.
Quando, daqui a muitos anos, alguém voltar a recordar Roger Milla, provavelmente não pensará apenas nos seus golos ou na dança junto à bandeirola de canto. Pensará na influência extraordinária de um jogador que parecia desafiar o tempo. Cristiano Ronaldo pode não chegar ao Mundial de 2030 para disputar todos os minutos, mas pode muito bem chegar para disputar os minutos que fazem a diferença.
Portugal não levará apenas um futebolista ao Mundial de 2030. Levará consigo o maior embaixador da sua História contemporânea. E um país inteligente nunca desperdiça um património dessa dimensão precisamente no momento em que o mundo inteiro estará a olhar para a sua casa.

*Paulo Freitas do Amaral
Professor e Autor

MUNICÍPIO DE OLIVEIRA DE FRADES INAUGURA EXPOSIÇÃO E APRESENTA DOCUMENTÁRIO DO PROJETO “PAISAGEM COM GENTE DENTRO”


Exposição ao ar livre e documentário dão a conhecer o resultado de um projeto de inclusão social que envolveu participantes, fotógrafos e parceiros na construção de um novo olhar sobre o território de Oliveira de Frades. 
O Município de Oliveira de Frades promove, no próximo dia 25 de julho de 2026, pelas 16h00, a inauguração da exposição "Paisagem com Gente Dentro" e a apresentação do documentário que assinalam a conclusão deste projeto de inclusão social, participação comunitária e valorização do território, desenvolvido no âmbito do Programa Regional Centro 2030, através da medida Inclusão pela Cultura. 
A cerimónia terá início na Casa das Artes - Cineteatro Dr. Morgado, com a apresentação do documentário do projeto, seguindo-se a inauguração oficial da exposição, instalada ao ar livre, no centro da vila de Oliveira de Frades. 
Ao longo de vários meses, o projeto reuniu participantes de diferentes contextos sociais, culturais e geracionais, que exploraram o concelho através da fotografia, acompanhados por fotógrafos profissionais, mentores e parceiros institucionais. O resultado é um retrato coletivo das suas paisagens, pessoas, património, natureza, mundo rural e tecido empresarial. 
A exposição apresenta este percurso, através de fotografias captadas pelos participantes, exibidas em expositores de grande formato ao longo de um circuito pedonal no centro da vila, convidando os visitantes a descobrir diferentes perspetivas sobre o território e a sua identidade. 
Mais do que uma exposição fotográfica, esta iniciativa transforma a vila numa galeria a céu aberto, aproximando a cultura da comunidade e proporcionando uma experiência de visita livre, acessível e integrada na paisagem urbana. 
Paralelamente, será apresentado um documentário que retrata o desenvolvimento do projeto, reunindo imagens das diferentes sessões, dos bastidores, dos processos criativos e dos testemunhos de participantes, fotógrafos, mentores e parceiros, preservando a memória de uma experiência coletiva marcada pela partilha, pela inclusão e pela descoberta do território. 
A inauguração contará com a presença dos participantes, fotógrafos, mentores, entidades parceiras e representantes institucionais, constituindo um momento de reconhecimento público do trabalho desenvolvido e da importância da cultura enquanto instrumento de inclusão social, participação comunitária e valorização do território. A exposição permanecerá patente até ao dia 20 de setembro de 2026, podendo ser visitada, gratuitamente, ao longo do circuito expositivo.
O Município de Oliveira de Frades convida toda a comunidade a participar nesta inauguração e a percorrer esta exposição, descobrindo um projeto que coloca as pessoas no centro da paisagem e que revela, através da fotografia, novas formas de olhar, sentir e valorizar o território.

Ficha da Iniciativa: Inauguração da Exposição e Apresentação do Documentário 
Projeto: Paisagem com Gente Dentro 
Data: 25 de julho de 2026 
Hora: 16h00 Local: 
Casa das Artes - Cineteatro Dr. Morgado | Oliveira de Frades Exposição: Centro da vila de Oliveira de Frades - Galeria a céu aberto 
Período de visita: 25 de julho a 20 de setembro de 2026 
Entrada: Gratuita 
Organização: Município de Oliveira de Frades 
Projeto promovido pelo Município de Oliveira de Frades e cofinanciado pela CCDR Centro, através do Programa Regional Centro 2030, no âmbito da medida Inclusão pela Cultura.

Sobre o projeto 
O projeto "Paisagem com Gente Dentro" é promovido pelo Município de Oliveira de Frades e cofinanciado pela CCDR Centro, através do Programa Regional Centro 2030, no âmbito da medida Inclusão pela Cultura. 
Ao longo da sua execução, reuniu participantes de diferentes grupos da comunidade, fotógrafos profissionais, mentores e uma ampla rede de parceiros locais, demonstrando como a cultura pode constituir um instrumento de inclusão social, participação comunitária e valorização da identidade local. 
Através da fotografia, o projeto promoveu o encontro entre pessoas, histórias e lugares, deixando como legado um conjunto de imagens, memórias e experiências que são agora partilhadas com toda a comunidade, através desta exposição e do documentário que a acompanha.

*Sara Carvalho
Assessora de Comunicação - Gabinete de Comunicação e Imagem