domingo, 2 de agosto de 2026

Universidade Politécnica de Viseu: um novo nome, uma nova ambição

 A passagem do Instituto Politécnico de Viseu a Universidade Politécnica de Viseu, com efeitos desde 1 de agosto, constitui um momento histórico para a instituição e para toda a região.
Esta transformação resulta do impulso reformista do PSD através do Governo e, em particular, da determinação do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.
Um impulso já demonstrado com a entrada em vigor do novo Estatuto da Carreira de Investigação Científica, com a reforma do sistema de ação social no ensino superior e com a criação da Agência para a Investigação e Inovação - AI², aproximando a ciência, o conhecimento e a inovação da economia real. A entrada em vigor do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior permitiu que 13 institutos politécnicos passassem a universidades politécnicas.
Não se trata de uma mera mudança de denominação.
Trata-se de aproximar Portugal das designações adotadas no espaço europeu e de reconhecer a qualidade, a maturidade e a relevância alcançadas pelo ensino superior politécnico.
Mas esta é também uma reforma profunda da organização do ensino superior. O anterior modelo rígido dá lugar a um sistema binário mais flexível, no qual as universidades politécnicas podem ministrar ensino universitário e as universidades integrar ensino politécnico, desde que cumpridos os critérios legais aplicáveis e preservada a identidade de cada subsistema.
O novo RJIES constitui, assim, uma importante ferramenta de coesão territorial e social. Abre novas possibilidades de associação, integração e transformação, permitindo que cada instituição construa o seu próprio caminho de acordo com a sua qualidade, estratégia e ambição.
À imagem do percurso recentemente iniciado pela Universidade de Leiria e Oeste e pela Universidade Técnica do Porto, mas agora com um enquadramento jurídico mais aberto, Viseu tem condições para fazer o seu caminho.
A Universidade Politécnica de Viseu deve ser o ponto de partida para a futura Universidade de Viseu, que todos ambicionamos.
Nenhuma outra instituição possui tanta capacidade para transformar uma comunidade e um território como uma universidade.
O Governo definiu as prioridades e disponibilizou as ferramentas. Agora é tempo de agir.
Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Viseu reconhecem o trabalho desenvolvido ao longo de décadas por estudantes, docentes, investigadores, trabalhadores e dirigentes.
Esse percurso colocou o IPV num patamar de excelência e constitui a base sólida sobre a qual deve ser construído o futuro.
Lamentavelmente, o PS de Viseu não esteve à altura desta ambição. O Grupo Municipal do PS na Assembleia Municipal e, através de comunicado, o vereador e presidente da concelhia socialista preferiram criticar a direção do IPV em vez de se mobilizarem em defesa da instituição.
Também aos deputados do PS eleitos pelo distrito faltou força política para contrariar, dentro do próprio partido, a visão centralista e monopolista que continua a dominar o pensamento socialista sobre o ensino superior.
É, por isso, oportunista que o Presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, venha agora valorizar esta transformação, quando não teve coragem para a defender nem força para a fazer prevalecer no seu partido.
No momento decisivo, durante a votação do novo RJIES na especialidade, o PS votou contra a norma que permite às universidades politécnicas ministrarem ensino universitário, desde que cumpridos os requisitos legais aplicáveis.
Os deputados do PSD reafirmam o seu compromisso com a Universidade Politécnica de Viseu e com a construção de uma verdadeira Universidade de Viseu, capaz de atrair estudantes, investigadores, talento e investimento, reforçando a inovação, a competitividade e a coesão de toda a região.
O Governo abriu o caminho. O IPV construiu as bases. Cabe agora a Viseu transformar esta oportunidade na Universidade que todos ambicionamos.
 
Viseu, 2 de agosto de 2026
Os Deputados do PSD eleitos pelo círculo eleitoral de Viseu

Cantanhede | Três secretários de Estado visitaram o evento nos primeiros dois dias. Membros do Governo dão “nota” alta à Expofacic

 
Os três secretários de Estado que visitaram a 34.ª Expofacic nos dois primeiros dias ficaram rendidos à dinâmica do evento, que consideram ser um exemplo nacional neste tipo de iniciativas.
No dia da inauguração, presidida pelo secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, esteve também presente o seu homólogo da Proteção Civil, Rui Rocha, tendo ambos elogiado o impacto de um evento desta magnitude. Silvério Regalado disse mesmo que “a Expofacic é muito mais do que uma feira e muito mais do que uma festa”. “É a afirmação da capacidade de Cantanhede para mobilizar uma comunidade inteira”, enfatizou.
O titular das pastas da Administração Local e Ordenamento do Território referiu ainda que a proximidade e articulação da Câmara Municipal com os agentes económicos, sociais e culturais ajudam a explicar o crescimento da Expofacic, bem como “a sua afirmação no panorama nacional”.
Também o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, referiu-se à maior feira-festa do país como “uma referência nacional”, justificando, assim, a participação da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária no evento, com um espaço próprio onde estão disponíveis diversas atividades interativas, nomeadamente em matéria de prevenção.
No segundo dia, o certame recebeu a visita do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que antes presidiu à sessão de abertura do Dia dos Açores, uma estreia na programação.
Na ocasião, o governante destacou a diversidade de setores presentes na Expofacic, que refletem a dinâmica do município.
Para a presidente da Câmara Municipal e da Comissão Organizadora, Helena Teodósio, a presença de membros do Governo “é o reconhecimento da importância económica e sociocultural da Expofacic como o maior evento do país a este nível”.
Estas visitas permitem aos membros do Governo um melhor conhecimento das realidades regionais, mas também fortalecer a confiança entre os cidadãos e as instituições”, concluiu.