terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Uma pessoa morreu e outra ficou ferida em naufrágio de embarcação em Olhão

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CM
Um pescador morreu e outro ficou ferido na sequência do naufrágio de uma embarcação de pesca ocorrida hoje na ilha da Culatra, no concelho de Olhão, no distrito de Faro, disse à Lusa fonte da Autoridade Marítima.
De acordo com o comandante da Zona Marítima do Sul, Fernando Rocha Pacheco, a embarcação com dois tripulantes da pesca da ganchorra naufragou ao início da manhã, tendo “um dos pescadores sido retirado da água já sem vida, enquanto o outro foi retirado em estado de hipotermia e transportado para o hospital de Faro”.
Segundo a mesma fonte, o naufrágio ocorreu na ilha da Culatra, na Ria Formosa, em Olhão, estando a autoridade marítima a efetuar diligências para apurar as causas que estiveram na origem do adornamento do barco de pesca.
A autoridade marítima iniciou já as operações para remover a embarcação naufragada, indicou o comandante da Zona Marítima do Sul.
Lusa

Mau tempo: IP3 reaberto em Penacova no sentido Viseu-Coimbra

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A circulação no IP3 na zona de Penacova, que estava suspensa desde sábado, foi reaberta hoje de manhã, apenas no sentido Viseu-Coimbra, disse à agência Lusa fonte da GNR.
O Itinerário Principal (IP) 3 estava cortado nos dois sentidos em Penacova desde sábado, devido à queda de terra e pedras na via.
Hoje, foi reaberta a circulação no sentido Viseu-Coimbra por volta das 10:00, disse à agência Lusa fonte do Destacamento de Trânsito da GNR de Coimbra.
No sentido Coimbra-Viseu, a circulação continua interdita entre o nó de Espinheira e o nó de Miro, salientou a mesma fonte, referindo que ainda não há previsões de quando é que a circulação será retomada nesse sentido, não sendo expectável que tal aconteça ainda hoje.
Segundo fonte da GNR de Coimbra, os automobilistas podem entrar no IP3 no nó de Souselas, saindo depois em Espinheira e, passados quatro a cinco quilómetros, regressar àquela estrada, no nó de Miro.
Os efeitos do mau tempo, que se fazem sentir desde quarta-feira, já provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.
O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre quarta e sexta-feira, a que se juntou no sábado a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial no Centro.
Lusa

Aqui, onde a vida é melhor, refugiados sírios aproveitam ceia de Natal para “festa e convívio”

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SAPO24
Muçulmanos, razão pela qual não festejam o Natal, os cerca de 20 refugiados sírios renderam-se ao tradicional bacalhau e convívio da ceia promovida pela Cruz Vermelha de São João da Madeira, em Aveiro.
Com o cenário da guerra num passado longínquo e com um futuro promissor no horizonte, os elementos das famílias que falaram com a Lusa explicaram que, apesar de não festejarem a quadra, participaram no evento por ser uma oportunidade de “festa e convívio”.
Aya Kahwaji, de 19 anos, foi a porta-voz da família de 13 elementos que chegou a São João da Madeira a 28 de novembro, depois de sete anos no Egito. Partilha casa com o pai, a mãe, os irmãos gémeos mais novos, um outro irmão mais velho e a avó paterna. Os tios e dois primos vivem noutra casa.
“Aqui é melhor para os estudos e para o meu pai trabalhar. A vida aqui é melhor. Vamos para a escola durante o dia, de resto gostamos de ficar por casa ou vamos ao centro comercial comprar comida. Gosto muito das pessoas aqui, são muito queridas. Sorriem na rua e cumprimentam-nos sempre”, disse em inglês.
Aya tem tido aulas de português na Escola Serafim Leite, enquanto a família tem aulas com voluntários do Corpo Europeu de Solidariedade para ultrapassar a barreira linguística que impede o pai de Aya, Noor Kahwaji, de entrar no mercado de trabalho, depois de uma experiência num supermercado egípcio.
“Quero ir para a universidade no próximo ano, estudar Medicina ou Farmácia. O meu irmão mais velho [Hadi Kahwaji, de 21 anos] também quer, vai estudar Engenharia, por agora tem aulas de português. Temos a escola secundária completa no Egito. Queremos ficar aqui o resto da vida”, contou.
A família de Ibrahimi Kanjo e Surya Al Haj Hussein também esteve presente, a “convite de amigos”, com os três filhos Ahmad, Marian e Mohammad, de cinco, quatro e três anos, respetivamente.
Fugiram de Alepo em 2014 e chegaram a Portugal há três anos. Assentaram no concelho de Santa Maria da Feira, com ajuda da Associação Pelo Prazer de Viver, de Mozelos.
Foram da Síria para o Líbano, depois para a Turquia, seguiu-se a Grécia, até chegarem ao novo lar, onde já estão integrados na sociedade e a língua vai deixando de ser um obstáculo.
Ibrahimi era costureiro no seu país e agora também faz casacos, recentemente conseguiu obter o passaporte para três filhos de uma outra relação, que também vêm para Portugal – uma prenda de Natal antecipada.
“A vila é muito ‘fixe’, nas grandes cidades há muita gente e ninguém nos cumprimentava. Aqui cumprimentam sempre! Queremos ficar em Portugal, faltam dois anos até conseguirmos a nacionalidade. Gostamos desta época do Natal, não fazemos festa, mas vamos aproveitar para passear”, contou, em português ‘arranhado’, o alfaiate de 46 anos que reside atualmente em Escapães, Santa Maria da Feira.
A Cruz Vermelha de São João da Madeira apoia estas famílias durante 18 meses, seja com habitação e alimentação, mas também com educação e formação profissional, tendo sob a sua alçada atualmente a família de Aya, outra de sete elementos vindos do Sudão do Sul e, desde sábado, um acolhimento urgente de uma mãe dois filhos de nacionalidade síria.
Segundo a diretora, Joana Correia, tem havido dificuldades na integração dos sudaneses que, apesar de católicos, não participaram na ceia de Natal, problemas que não têm acontecido com a família Kahawji, que tem tido um “excelente” processo de adaptação e cujos contratempos são meramente “logísticos”.
“Já vieram com algumas competências linguísticas e nas últimas semanas desenvolveram-se de uma forma brutal. Não se fecham em nenhum momento, o que poderia acontecer visto que se trata de um jantar de Natal. Poderia ser um fator de exclusão, mas eles ultrapassam essas questões em prol da sua integração”, apontou.
Segundo a responsável, para uma integração mais célere o “importante é ter já tudo preparado”, ou seja, “matrículas feitas na escola para que as crianças no dia seguinte possam ir imediatamente para a escola” e os adultos para aulas de português, de forma a não criar um espaço temporal que se transforme numa “situação atípica”.
A diretora acrescentou que a família de Aya vai começar um curso no Centro de Formação e Calçado da cidade, na segunda semana de Janeiro.
Elena García, de 24 anos, veio de Sevilha, Espanha, inserida no programa Corpo Europeu de Solidariedade e faz parte do trio de voluntários que ensina português e inglês a estas famílias. Tirou Psicologia e trabalhou como terapeuta nas áreas de psicodrama e arte-terapia, mas queria experimentar a “área social e fazer voluntariado” num país como Portugal.
“O nosso papel é ser uma figura mais informal do que a instituição. Temos uma relação menos tensa, eles não nos pedem coisas, pedem à Joana [Correia], nós somos os ‘miúdos fixes’, os amigos. As aulas são muito interativas, concentramo-nos na comunicação oral. Começamos com um jogo para aprenderem os números, depois simulamos uma situação como comprar um bilhete de comboio em que um é o cliente e outro é o revisor”, detalhou.
Segundo a espanhola, as aulas são importantes não só por causa da linguagem, mas também para dar uma “estrutura durante a semana, para que não fiquem muito em casa e se retraiam”, por isso estes voluntários também organizam passeios e outros encontros informais.
Lusa

Almancil ganha rede de transporte urbano

Depois de Loulé e Quarteira/Vilamoura, a vila de Almancil vai passar a ter também um serviço regular de transportes urbanos, já a partir desta segunda-feira, 23 de dezembro.
A Linha Roxa terá um percurso que começa no centro urbano de Almancil, com paragens na R. João de Deus (Igreja), Av. 5 de Outubro (Pereiras), Av. 5 de Outubro (área comercial), R. do Comércio, R. do Emigrante (Farmácia/Clínica), Mercado, Escola Cónego Clementino de Brito Pinto, Jardim das Comunidades (Escola/Lar), Centro de Saúde (Parque de Estacionamento) e Av. Duarte Pacheco (área comercial). Haverá ainda paragens em pontos-chave desta freguesia como as localidades de S. Lourenço, onde se encontra o cemitério e a emblemática igreja, Troto, Esteval, Mar Shopping, Caliços e Vale Formoso.
A Linha Vermelha fará a ligação entre a estação ferroviária de Loulé e a paragem n.º1, na Rua do Vale Formoso.
Este serviço é gratuito para crianças até aos 12 anos de idade e funciona de segunda-feira a sábado, exceto feriados.
À semelhança do que acontece em Loulé e Quarteira/Vilamoura, até ao dia 6 de janeiro, o “Apanha-me!” de Almancil é gratuito para todos, como forma de apoio à dinamização do comércio local durante esta quadra festiva.

Venda de imóveis algarvios rende 210 milhões de euros mensais

Entre julho e setembro transacionaram-se 3.334 imóveis no Algarve, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Pelas contas daquele organismo, este foi o quarto trimestre consecutivo em que se registou uma redução no número de vendas na região, fixando-se em -10,0% no 3º trimestre.
O valor das vendas aproximou-se dos 632 milhões de euros (uma média de 210 milhões de euros por mês), menos -0,3 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre homólogo.
Ao longo deste período, no país realizaram-se 45.830 transações de imóveis, o que representa uma redução de 0,2% por comparação com o mesmo trimestre de 2018. O valor das transações aproximou-se dos 6,5 mil milhões de euros, mais 3,0% que no 3º trimestre de 2018.
Das vendas realizadas, 85,2% respeitaram a habitações existentes, perfazendo um total de 39.054 unidades, mais 0,2% face ao 3º trimestre de 2018. A redução observada no número de transações no trimestre deveu-se às habitações novas, com uma variação homóloga de -2,5%.

Investimento de 2,5 milhões de euros na Estrada da Meia Praia

A Câmara de Lagos aprovou o projeto de execução da via V10 do Plano de Urbanização da Meia Praia, vulgarmente conhecida como “Estrada da Meia Praia” e a abertura de concurso público da respetiva empreitada.
A autarquia informa, em comunicado, que a empreitada tem um preço base de aproximadamente 2,5 milhões de euros e um prazo de execução máximo de 300 dias. O arranque das obras deverá ocorrer dentro de aproximadamente 5 meses.
São cerca de 1.300 metros a intervencionar, numa via que atualmente não tem passeios, ou quando os tem, não são contínuos, e em que a circulação se faz com alguma dificuldade para os peões.
O principal objetivo da intervenção é, por isso, o de criar uma via que possibilite o convívio entre o peão e o veículo, com ganhos em termos de segurança rodoviária.
Para tal será criado um passeio a norte com largura variável, um corredor verde com 2 metros de largura e uma faixa de rodagem com dois sentidos e uma largura de 6,5 metros. Prevista está também a substituição e o reforço da iluminação ao longo de toda a via, a criação de bolsas para paragem de autocarros (em ambos os sentidos) e a criação de algumas zonas de estar.
A solução aprovada preconiza uma estrada calma, onde se circule com menor velocidade, razão pela qual o pavimento será misto, com aplicação de betuminoso na faixa de rodagem e cubos de granito nas zonas de interseção e passadeiras de peões, de modo a que os veículos circulem com conforto ao longo do percurso, mas sejam obrigados a reduzir a velocidade nas zonas onde existem cruzamentos ou peões a atravessar a via.
O custo da intervenção é praticamente suportado pelo Plano de Urbanização da Meia Praia (PUMP), fruto das taxas e mecanismos de perequação que o mesmo prevê.
A zona mais a sul da via não está incluída na intervenção, uma vez que essa faixa está a ser equacionada no âmbito do projeto de valorização do cordão dunar da Meia Praia, atualmente em execução, assim como no projeto de criação da ciclovia.

Investimento de quase um milhão de euros em avenida de Portimão

Estão reunidas as condições para o arranque das obras de requalificação da Avenida Afonso Henriques, na baixa de Portimão.
A empresa que vai fazer a empreitada foi escolhida através de concurso público e, na semana passada, a Câmara recebeu o necessário visto positivo do Tribunal de Contas.
No decorrer de uma recente sessão da Assembleia Municipal, o vice-presidente da autarquia, Filipe Vital, deixou a indicação que a intervenção deverá iniciar-se dentro de cerca de um mês.
A empreitada, que vai exigir um investimento de 925 mil euros à Câmara e à empresa municipal EMARP, deverá desenvolver-se por fases, ao longo de oito meses.
O empedrado vai ser mantido na parte do estacionamento, mas será substituído por um tapete betuminoso na faixa de rodagem. O projeto prevê também a substituição das redes de saneamento e água e a colocação de dezenas de árvores ao longo da avenida.