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Posted: 30 Apr 2017 06:56 PM PDT
Apesar de necessitar de materiais ainda não descobertos para ser construída, a máquina do tempo seria possível de acordo com a matemática
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Posted: 30 Apr 2017 06:13 PM PDT
O animal não sobreviveu muito tempo, mas esse não era o objetivo. Cientistas queriam saber se conseguiriam transplantar a cabeça sem causar danos ao cérebro
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terça-feira, 2 de maio de 2017
Físico cria modelo matemático para uma máquina do tempo viável
Emigrantes lesados do BES:”Portugal não é o país que se pensa”
Com a Torre Eiffel como pano de fundo, mais de cem emigrantes lesados do BES/Novo Banco voltaram a protestar em Paris para reclamar as poupanças.
Carlos Costa é um dos membros do grupo Emigrantes Lesados Unidos que desde janeiro tem organizado protestos uma vez por mês na capital francesa, estando agendada já para o último sábado de maio uma nova manifestação "junto de instituições portuguesas".
"Estamos aqui para divulgar neste sítio turístico - porque há aqui muitas nacionalidades que passam aqui por Paris - para divulgar que Portugal não é o país que a gente pensa.
Portugal é o país só do sol, o resto a prova está aqui à frente dos nossos olhos: temos o sistema financeiro completamente corrompido, sobretudo da parte do BES/Novo Banco", disse à Lusa Carlos Costa.
O português e a sua família tinham "as poupanças de uma vida" no ex-Bes e vai continuar a organizar protestos para mostrar "esta tristeza que está aqui a acontecer aos emigrantes que foram roubados e há três anos que isto está a durar", alertando que "há pessoas que estão prontas a fazer coisas graves" e que "podem perder a cabeça de um momento para o outro".
Na praça do Trocadero, perante centenas de turistas que passavam e paravam para ler os cartazes, muitos deles em várias línguas, Manuel Sousa, de 65 anos, segurava uma faixa onde se lia "Portugal -o país onde o terrorismo financeiro é aceite", afirmando à Lusa que voltou a protestar para dizer "basta!.
"O que está a acontecer financeiramente em Portugal, nem só com o Novo Banco mas com os bancos em geral, é um autêntico terrorismo financeiro, são autênticos atentados. Verificamos que temos um Governo e um Presidente em Portugal que fazem bons anúncios mas ficam na linha da treta, ficam mesmo na linha da mentira", expressou o reformado que vive há 47 anos em França.
Associando-se aos 'slogans' entoados em coro, como "Lesados na rua, a luta continua", Rodrigo Pinheiro Lourenço exibiu um cartaz com a frase "Tudo o que foi ganho em Paris foi burlado em Portugal".
"Metia tudo lá, erro que fiz, a partir de agora nada, nada, nada mesmo em Portugal. É absurdo. Mesmo férias não me apetece muito. Se estou aqui é porque acredito mas estou-me a aperceber que o governo atual e todas as promessas que foram feitas não estou a ver isto avançar muito. Estou a ficar desiludido", contou o emigrante de Amarante de 41 anos que chegou a França com 14.
Na praça que dá para a Torre Eiffel, cantou-se "Grândola Vila Morena" quatro dias depois do 25 de Abril e pediu-se "justiça", uma palavra gritada repetidamente por Sérgio Morgado que tem estado em todos os protestos dos emigrantes lesados do BES em Paris e em Portugal e trouxe uma faixa com uma fotografia do primeiro-ministro e o Presidente da República com a frase "promessas leva-as o vento".
"É importante que o senhor primeiro-ministro nos ajude, com a promessa que nos deu, que nos ajude ao obrigar a direção do Novo Banco a reunir connosco e a entrar num acordo porque isto pode começar a piorar. Por exemplo, nós podemos começar a organizar manifestações, chegar ao consulado e bloquear o consulado", adiantou o português de 55 anos, acrescentando que se podem também fazer protestos em exposições portuguesas em Paris.
Além de várias bandeiras de Portugal, havia também bandeiras do Bloco de Esquerda (BE), e Cristina Semblano, membro do secretariado do núcleo do BE em França e na Europa, disse à Lusa que voltou a marcar presença para denunciar "uma obscenidade" três anos após o colapso do BES e numa altura em que "o governo apronta-se para vender o Novo Banco de borla" à Lone Star que classificou como "o fundo abutre americano".
"São três anos que passaram após o colapso do Novo Banco. Já vai quase um ano que passou desde a vinda do primeiro-ministro e do Presidente da República festejar o 10 de junho em Paris, dia em que eles afirmaram que ia ser encontrada uma solução. O presidente da República até disse que vinha passar o 10 de junho em Paris porque os emigrantes eram até mais importantes que os residentes nacionais e está-se a brincar com os emigrantes", defendeu Cristina Semblano.
Há duas semanas, a Associação Movimento dos Emigrantes Lesados Portugueses (AMELP) entregou no parlamento português uma petição com mais de 7.000 assinaturas a alertar os deputados para o seu caso e a defender uma investigação às vendas fraudulentas de produtos bancários, designadamente com uma comissão de inquérito.
O Governo e o Banco de Portugal assinaram em março um acordo com o fundo norte-americano Lone Star para a venda de 75% do Novo Banco, mantendo o Fundo de Resolução os 25% de participação restantes.
Fonte: Lusa
No comício de Marine Le Pen// O 1º de Maio deu no quê?// 50 processos no Fisco
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David Dinis, Director
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(Uma nota prévia, apenas para lhe dizer que esta newsletter segue hoje mais cedo. Qualquer falha que note terá seguramente a ver com isso. Vamos a isto?)
Na Venezuela, Maduro tenta tirar espaço à oposição: esta noite decidiu convocar uma assembleia constituinte, para recuperar o espaço que as eleições lhe tiraram.
Trump "teria muito gosto" num encontro com Kim Jong-un - "se fosse oportuno" e se a Coreia do Norte cumprisse uma série de condições prévias. Mas ontem Kim deixou um sinal em sentido contrário.
Aqui mais perto, Juncker parece "10 vezes mais céptico" em relação ao Brexit, segundo uma descrição de uma conversa com Theresa May. A primeira-ministra diz que tudo não passa de "Brussels Gossip" (diz o Guardian).
As notícias do dia
Em França, aproxima-se o dia D. E o mínimo que se pode dizer é que o ambiente é tenso. A Clara Barata, nossa enviada especial a Paris, esteve ontem no comício de Marine Le Pen e o que viu por dentro foi isto, sem tirar nem pôr. De Macron, a resposta foi uma diabolização: "É agora que se joga a herança política, intelectual e moral da República Francesa”. Mas a verdade é que nem no 1º de Maio se viu uma união contra Le Pen, como mostram estas imagens. E cuidado: ainda vem aí um duelo televisivo, sem margem para erros.
Sim, verdade que as sondagens continuam a mostrar uma considerável vantagem ao candidato centrista (como se pode ver nesta, publicada pelo Les Echos). Mas será que podemos confiar que tudo está decidido? Não é o que acha Paulo Rangel, à direita. Nem o que diz o Diogo, no nosso Editorial. Mas, pela esquerda, também não é o que acha Francisco Louçã, em jeito de desafio. E, pelo meio, ainda há o Vicente Jorge Silva, incomodado com o modo como a nossa esquerda se posicionou. E o Miguel Esteves Cardoso, irritado com a maneira como se fala dos eleitores de Melénchon (quem falou em rebanho devia ler o PÚBLICO, não era Miguel?).
Por cá, registe a nossa manchete: houve 50 processos a funcionários do Fisco por andarem a ver o que não deviam - em apenas três anos. Por exemplo, a 'bisbilhotar' os rendimentos de Sócrates, Manuel Pinho e Carlos Santos Silva.
Falando em Sócrates, hoje o ex-PM publica um artigo de opinião (mais um no DN), outra vez criticando a Justiça por nunca mais lhe apresentar uma acusação.
Ontem foi 1º de Maio - e, portanto, dia de avisos. A CGTP exigiu ao Governo que reveja a lei laboral (o que António Costa já disse não querer fazer tão cedo). Mas com um tabu chamado greve geral. O mais fácil será rever o que separa sindicatos e Governo, na síntese preparada pela Raquel Martins. Dado curioso, que nos conta a Liliana Valente: muita gente foi à manif pela luta passada, não pelas reivindicações de hoje. Será porque "a solução de Governo constrange a luta", como nos dizia ontem o sociólogo do ISCTE Alan Stoleroff?
A verdade é que PCP e BE não desistem dela (da luta). Nem Jerónimo, nem Catarina, que querem o Governo a andar mais depressa.
E se há lutas que vão tendo efeitos, como a dos precários do Estado já podem pedir integração a partir de dia 11, ou a dos que já estão nos quadros e vão poder subir dois escalões com o descongelamento de carreiras...
... também há lutas que parecem mais difíceis de vencer: as novas regras apontadas pelo Governo reduzem o universo de trabalhadores que podem antecipar a reforma, conta a Raquel Martins; e as disparidades salariais são o que se vê no DN de hoje.
Uma pergunta para a direita, para desenjoar: "Deve um maçon chegar a primeiro-ministro?". Imagine de quem é que o João Miguel Tavares está a falar?
A luta de que não se falou mais foi a da dívida, sobretudo depois de o relatório apresentado pelo PS e BE ter recebido um aviso de Bruxelas e de críticas vindas de dois ex-gestores da dívida pública portuguesa. Não se falou? Aqui no PÚBLICO sim: o tema está a levantar uma discussão bem boa entre Ricardo Cabral (um dos autores do relatório) e Bagão Félix, no Tudo Menos Economia.
Hoje a luta começa cedo para os alunos do 2º ano. É dia de provas de aferição, agora num modelo mais... participativo, mas ainda com limitações.
E uma tragédia que começou cedo demais (é sempre cedo demais para esta): quatro pessoas morreram em praias portuguesas no arranque da época balnear. Nas três praias a vigilância começa apenas em Junho, como explica o Samuel Silva.
Hoje na agenda
- O Governo mostra a evolução da negociação colectiva em 2016, um dos tópicos do 1º de Maio de ontem. Virão novidades sobre mudanças na lei?
- CDS em jornadas parlamentares. A entrar pela agenda da esquerda.
- Uma homenagem a Miguel Portas. O BE e o Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia organizam uma sessão de tributo ao antigo eurodeputado. O Presidente Marcelo presta-lhe outra, por sugestão de Costa.
- Angela Merkel visita a Rússia. Na agenda do encontro com Vladimir Putin está, outra vez, a questão da Ucrânia.
- A Liga dos Campeões entra nas meias-finais, hoje com uma espécie de final antecipada: Real Madrid vs Atlético de Madrid. Quem se lembra de como foi há um ano?
- Os miúdos que vão ao Mundial. Emílio Peixe, seleccionador nacional de Sub-20, diz quem escolheu para o mundial de júniores da Coreia do Sul.
Dá que pensar
1. O que é que o poder faz às pessoas? Uma investigadora portuguesa da University College de Londres analisou vários estudos feitos nos últimos 15 anos para perceber como são e o que fazem as pessoas que chegam ao poder. E a Andrea Cunha Feitas não perdeu a oportunidade para procurar a resposta a uma pergunta antiga: quão negro é o outro lado do poder?
2. Os Jotas a salvar o sistema? Hum, a propósito do lado negro: Paulo Portas chegou a chamar-lhes as escolas do crime. Passados estes anos todos, a Liliana Valente voltou lá, às juventudes partidárias, e percebeu que há quem tenha vergonha de dizer que anda por lá - mas que muitos não perderam o sonho de mudar os partidos. E já dizia a música: Olha, que coisa mais linda.
3. O que faz de alguém um extraordinário altruísta? Para não acabar com dúvidas, volto à Andrea Cunha Freitas, com uma mão cheia de fé na humanidade. E pergunta-nos ela: "Doava um rim a um desconhecido? Se a resposta foi “sim”, é possível que seja um extraordinário altruísta. Um estudo publicado na revista Nature Human Behaviour mostra o resultado dos testes que avaliaram as motivações de quem ajuda os outros, sobretudo os desconhecidos." Quer saber a conclusão?
Só mais um minuto
E se o seu ginásio tivesse uma aula de... sono? A ideia apareceu em Londres e, aqui no PÚBLICO, só ainda não conseguimos perceber se teve sucesso ou não. Por outro lado.... vai uma aposta?
E se uma app de arrumações se transformasse num grande negócio? Ah, nesta já acredita, verdade? Pois é, nada como gente com ideias práticas, para nos ajudar no dia-a-dia. O nome a memorizar é Marie Kondo, não é Isabel Coutinho?
Falando em pragmatismo, está na hora de deitar mãos ao trabalho. Daqui do PÚBLICO, desejamos-lhe um dia produtivo, mas feliz (com aquele sorriso que nos diz que tudo correrá sempre bem). Nós prometemos ajudar: aqui pode ir vendo as últimas notícias, e aqui procurar alguns textos para, volta e meia, ir acordando esse sorriso.
Dia bom! Até já!
Cirurgias aumentam 8% e mais 274 mil portugueses com médico de família
Nos primeiros três meses do ano, o SNS registou um aumento de 8% das cirurgias, tendo registado perto de 184 mil intervenções. E, pela primeira vez, o número de utentes sem médicos de família está abaixo da fasquia de um milhão.
O Serviço Nacional de Saúde (SNS) realizou 183.687 intervenções cirúrgicas, no primeiro trimestre de 2017, mais 13.576 mil em comparação com o mesmo período do ano passado. E, pela primeira vez, o número de utentes sem médico de família atribuído está abaixo de um milhão, num total de 811.804, o que se traduz em mais 274 mil utentes que passaram a ter médico de família atribuído face ao mesmo período do ano passado.
Este balanço consta no relatório trimestral da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), onde se dá conta dos indicadores de atividade assistencial do SNS e o registo histórico de numero de utentes sem médico de família quando comparados com os 1.085.431 utentes nos três primeiros meses do ano passado e 1.300.317 no primeiro trimestre de 2015.
Relativamente aos cuidados de saúde primários, o documento revela ainda um crescimento no número de consultas médicas, tendo sido realizadas mais 205 mil consultas, no primeiro trimestre de 2017 face ao mesmo período do ano anterior. Nos três primeiros meses deste ano foram realizadas mais 8,1 milhões de consultas (8.183.939). Segundo a ACSS, registou-se um aumento de 48.8513 utentes com médico de família atribuído no primeiro trimestre deste ano.
Registou-se também um aumento de consultas médicas não presenciais (mais 147 mil, num total de 2,2 milhões), de enfermagem (mais 315 mil, perfazendo um total de 5,1 milhões) e outros profissionais, num total de 128 mil (mais 18 mil consultas).
Em relação aos cuidados continuados integrados, nos primeiros três meses do ano, houve menos 702 utentes a aguardar por uma vaga na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) face ao mesmo período do ano passado, tendo sido registado um aumento homólogo de 542 lugares de internamento no primeiro trimestre de 2017.
O relatório da ACSS refere ainda uma redução de 53.273 mil episódios de urgências quando comparado o primeiro trimestre deste ano com o de 2016, num total de 1.543.597 urgências realizadas neste período.
Esta evolução, segundo a ACSS, contribui para que o SNS possa alcançar o objetivo traçado em termos de redução desta atividade de urgência em 2017.
“É de realçar que estes ganhos de cobertura e de atividade assistencial resultam também da entrada em atividade de 30 novas unidades de saúde familiar (USF) modelo A e 25 novas USF modelo B, totalizando assim 534 USF em atividade no primeiro trimestre de 2017”, conclui o relatório.
Fonte: Jornal Económico
360º - No escalar da tensão EUA-Coreia do Norte, a dinastia dos Kim de A a Z, entre fantasias e bizarrias. E ainda França e José Sócrates (a duplicar)
Enquanto dormia...
... Nicolas Maduro tirou mais uma jogada da manga na Venezuela. Quer fazer uma nova Constituição à medida, que lhe permita legitimar o cargo sem ter de passar por eleições. O El País chama-lhe a decisão mais radical, em plena crise social e política no país.
O Fisco castigou os funcionários que consultaram os dados ficais de José Sócrates, do seu amigo empresário Carlos Santos Silva e do ex-ministro Manuel Pinho. Segundo o Público, foram abertos 50 processos disciplinares nos últimos três anos, 45 deram lugar a repreensões e cinco foram arquivados.
José Sócrates que reagiu aos novos prazos da Operação Marquês num artigo de opinião publicado (também de novo) no DN e na TSF. Critica que a acusação tenha sido "adiada pela sexta vez" e diz que "há um departamento estatal de caça ao homem".
Do final da noite de ontem vem o balanço trágico do feriado nas praias portuguesas: quatro mortos.
Outra informação relevante
Sobe, sobe, a tensão (verbal) entre Coreia do Norte e Estados Unidos. Depois de Trump ter admitido um conflito com os norte-coreanos (o escudo de defesa já está operacional), Kim Jon-il respondeu com ameaças semelhantes. Por isso, o presidente americano (que arranjou mais uma polémica interna) refreou e mostrou-se até disposto a conversações a dois, se forem criadas condições para tal. As preocupações globais já chegaram ao Papa.
Mas que Coreia é esta da 'dinastia Kim'? Entre fantasias e bizarrias, eis um glossário de A a Z para conhecer o país que uma ditadura familiar domina há três gerações.
Lá fora o outro tema que domina a atualidade é a segunda volta das eleições em França, quando as sondagens mostram um encurtar de distâncias. Paris viveu ontem confrontos nas manifestações do 1º de Maio por causa de Le Pen -- que insiste no regresso do franco a conviver com o euro e é acusada de plagiar parte de um discurso de Fillon. Mas Macron também já pede reformas à Europa, caso contrário, diz, teremos... Frexit.
Por falar em Europa: em Londres houve um jantar que não correu nada bem. Jean Claude Juncker foi a Dowwning Street e disse a Theresa May que ela está “totalmente iludida” quanto ao que pode exigir dos parceiros europeus e ele “10 vezes mais cético” em relação ao sucesso das negociações do Brexit.
Já agora, 20 anos depois, o que se passa no Labour de Tony Blair agora que ele está de regresso à política?
Por cá, as duas centrais sindicais subiram (um bocadinho) a pressão sobre o governo neste 1º de maio. A CGTP marcou uma manifestação para 3 de junho pelos direitos dos trabalhadores; a UGT admitiu greve se não houver aumento do salário mínimo.
Hoje é dia de Real Madrid-Atlético, na primeira mão da primeira meia-final da Liga dos Campeões. Os dois grandes clubes de Madrid reeditam as finais de 2014 e 2016, mas a equipa de Ronaldo, vencedora dessas edições, tem contra si o facto de estar a lutar palmo a palmo com o Barcelona pela vitória do campeonato espanhol (mesmos pontos, um jogo a menos).
Por falar em Barcelona, é lá que joga o melhor marcador das ligas europeias, Messi. Mas tem um sportinguista no retrovisor: Bas Dost, o holandês que fez um hat trick no 3-2 do Sporting em Braga, está apenas a dois golos de distância. Mas não é dele que fala o Tiago Palma na crónica desse jogo, que foi um dos textos mais lidos do fim de semana.
Quanto à frente da Liga, nada de novo: Benfica e FC Porto venceram e os da Luz mantêm a vantagem de 3 pontos a 3 jornadas do fim. Novidade só mesmo voltar a falar-se em Marco Silva para o FC Porto.
Do lado mau do futebol vem a morte do adepto italiano antes do último Sporting-Benfica. O suspeito do atropelamento fatal (que terá tentado atropelar mais adeptos leoninos) ficou em prisão preventiva. O Bruno Roseiro reconstituiu os últimos nove dias da investigação, com detalhes surpreendentes.
Os nossos especiais
Declaração de interesses I: tenho uma filha da geração X, a da era da Internet, mas também da crise e do terrorismo. Por isso não me são estranhas as dúvidas e anseios dos jovens nascidos entre o meio da década de 90 e 2010, como os que a Rita Porto ouviu numa reportagem muito especial. Ora escutem-nos (em discurso direto) sobre relações, o mundo e o (seu) futuro.
Declaração de interesses II: sou de Montemor-o-Novo. A reportagem do Tiago Palma sobre as únicas mortes da Reforma Agrária não me é por isso estranha. Aconteceu lá perto. Com gente que todos conhecíamos. O que é estranho é que passados todos estes anos, as mortes de 'Caravela' e Casquinha, naquela manhã sangrenta no Alentejo, nunca tenham sido esclarecidas. Que a investigação se tenha perdido. A entrega de terras aos proprietários, depois dos anos das cooperativas, fica assim manchada de incertezas. É ouvir (neste caso, ler) as partes.
Declaração de interesses III. Conheço o Carlos Diogo Santos desde os primeiros dias de estagiário e sei como acompanhou e investigou o caso Duarte Lima/assassínio de Rosalina Ribeiro no Brasil. Por isso também não me é estranho que dessa investigação tenha nascido o livro "Rio Derradeiro", escrito 'a meias' com o principal investigador brasileiro do processo. Na pré-publicação feita pela Observador estão lá os detalhes -- entre telefonemas, contradições, dias finais e o rasto de 5 milhões de euros --, que levaram à acusação do ex-líder parlamentar do PSD.
E para que não digam que no Observador só há histórias que me são próximas de alguma forma (sorriso), deixo mais três sugestões de leitura pausada que vêm deste fim de semana prolongado:
- A imperdível entrevista de vida ao chef Vítor Sobral conduzida pela Ana Cristina Marques.
- O notável trabalho da Marlene Carriço sobre doentes que 'inventam' soluções que a medicina não lhes dá.
- E os terríveis relatos feitos à Helena Cristina Coelho por duas médicas que viveram o cerco de Alepo, na guerra síria.
A nossa opinião
- Helena Matos escreve de forma provocadora sobre Marine Le Pen e a defesa dos direitos das mulheres em "Conversa da Treta".
- Paulo Sande analisa a recente morte de um adepto de futebol em "Ser benfiquista, portista, sportinguista".
- Laurinda Alves elogia os surfistas das ondas gigantes em "Ondas gigantes no surf, como na vida".
Notícias surpreendentes
Ele é a última grande surpresa da música nacional e dentro de uma semana vai defender Portugal no Festival da Eurovisão. A Marlene Carriço foi ouvir Salvador Sobral ao Seixal e ouviu-lhe também as ambições.
O paradeiro dos manuscritos que Mário de Sá-Carneiro deixou em Paris permanece um mistério. Uma nova edição da poesia completa do escritor promete revelar novos pormenores. E não só, diz a Rita Cipriano.
Noutras áreas, que tal saber que penteados (para elas) vão estar em voga este verão.
Já agora, os parabéns à princesinha Charlotte: hoje faz dois anos e a mãe tirou-lhe uma nova foto oficial).
De Londres para Nova Iorque, para espreitar como foi a Met Gala, o evento social do ano do mundo da moda. Eis a extravagância à solta na passerele, para delírio das redes sociais.
Mike Tyson amealhou mais de 300 milhões de dólares ao longo da sua carreira de boxeur. Depois caiu em desgraça. De entre os muitos bens perdidos, destaque para uma mansão no Ohio com quase 25 hectares, cinco quartos, uma piscina luxuosa, um campo de basquetebol e até espaço para jaulas de tigres. A Marta Leite Ferreira entrou dentro da casa abandonada de de Tyson que pode tornar-se uma igreja. Ora veja as fotos.

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em observador.pt1.º de Maio: PS destaca combate à precariedade, ao desemprego e criação de emprego digno
A secretária-geral adjunta do Partido Socialista (PS) destacou hoje, Dia do Trabalhador, o combate à precariedade e ao desemprego e o aumento do emprego com mais direitos e dignidade, como aspectos positivos no actual clima político nacional.
"Em primeiro lugar, a criação de emprego e quebra do desemprego. Foram criados no último ano 156.000 postos de trabalho e a taxa de desemprego está hoje abaixo dos 10%, num valor que não estava desde Fevereiro de 2009. São boas notícias para os portugueses mas sobretudo para os trabalhadores", disse Ana Catarina Mendes, em declarações à agência Lusa.
A secretária-geral adjunta do PS saudou o papel dos sindicatos, do Governo e do seu partido na defesa do trabalho digno: "Não basta a criação de mais emprego, é preciso que corresponda a maior dignidade. E essa criação de emprego significa também um combate à pobreza, que se manifesta, quer na recuperação dos rendimentos, quer no aumento do salário mínimo, quer nas políticas socais que são atribuídas a esta matéria", salientou a dirigente socialista.
Ana Catarina Mendes acrescentou que os números demonstram que "é verdadeiramente falso" que o aumento do salário mínimo não podia corresponder à criação de mais emprego.
Neste Dia do Trabalhador, a dirigente socialista notou que se deve valorizar o papel do diálogo, da concertação e da contratação social e, neste 1.º de Maio em particular, relevou o acordo alcançado "num sector tão importante e tão tradicional" como é o do calçado, "que recentemente assinou um contrato de trabalho no sentido de igualdade salarial entre homens e mulheres".
"Isto é também um espelho daquilo que é a maturidade da própria democracia, mas também a consciência de que é possível mudar para melhor as relações de trabalho, e este é um ponto essencial", frisou a secretária-geral adjunta do PS.
Ana Catarina Mendes deixou também críticas ao líder do PSD e acusou Pedro Passos Coelho de manter uma atitude de "reação à espuma dos dias", dependendo das notícias.
"Num primeiro momento, perante a quebra do desemprego, dizia que achava que isso era uma ilusão, porque estávamos a destruir o emprego. Depois, Passos Coelho minimizou o aumento real de emprego, e hoje acha que é fruto das políticas do seu Governo. Ora, a maior destruição de emprego foi na altura dos quatro anos e meio do doutor Passos Coelho", vincou a socialista.
Segundo a secretária-geral adjunta do Partido Socialista, Pedro Passos Coelho devia ter mais respeito pelos trabalhadores. "Aquilo que se pedia era que também Passos Coelho hoje olhasse para o Dia do Trabalhador com aquele respeito que é necessário aos trabalhadores portugueses, e não apenas reagir a notícias: quando elas são boas foram fruto das políticas de Passos Coelho, quando são más, são coisas más do Governo", acusou Ana Catarina Mendes.
ACTIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR FORAM AVALIADAS
Aproveitando a pausa escolar da quadra da páscoa a equipa de coordenação do Programa de Actividades de Enriquecimento Curricular, implementado pela Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense em parceria com os Agrupamentos de Escolas Marquês de Marialva e Lima-de-Faria, submeteu recentemente, à avaliação dos professores titulares das turmas das Escolas do 1º CEB daqueles Agrupamentos, a qualidade do trabalho desenvolvido pelos professores das Actividades de Enriquecimento Curricular, neste 2º período lectivo.
Através de ficha própria os professores titulares, para além de procederem à avaliação global das actividades desenvolvidas, avaliaram ainda a organização das actividades, a comunicação com os professores titulares e o desempenho dos professores que leccionam as Actividades de Enriquecimento Curricular, nas suas Escolas, merecendo por parte do Agrupamento Marquês de Marialva os três itens a avaliação de bom e de muito bom do Agrupamento de Escolas Lima de Faria.
Os professores titulares dos dois Agrupamentos de Escolas, para além de referirem na sua avaliação bastantes aspectos positivos, aproveitaram a mesma, para referirem alguns aspectos críticos, deixando algumas sugestões de melhoria, para melhor rentabilização do trabalho desenvolvido. Do resultado destas avaliações a Direcção Geral da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense e a equipa de coordenação deste programa, concluíram, que os professores das Actividades de Enriquecimento Curricular, neste 2º período lectivo, nos dois Agrupamentos, leccionaram as suas disciplinas de forma empenhada e responsável, estando normalmente sempre disponíveis para articularem com os professores titulares de cada turma, a sua colaboração e participação na implementação e realização das diferentes actividades do PAA de cada escola.
Pese embora as limitações existentes de vária ordem que dificultaram o desenvolvimento deste programa, a Direcção Geral da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense e a equipa de coordenação das Actividades de Enriquecimento Curricular, congratula-se com o desempenho e dedicação de todos os professores, que em condições difíceis, conseguiram cumprir com empenho e qualidade a sua função, merecendo nesta avaliação o reconhecimento dos professores titulares de cada Agrupamento.
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