sábado, 2 de junho de 2018

Delegação do Centro da Ordem dos Arquitetos realiza iniciativa em Figueiró dos Vinhos


A Delegação do Centro da Ordem dos Arquitetos escolheu Figueiró dos Vinhos para realizar a 66.ª etapa da atividade PROJECTAR.

Com esta iniciativa, que decorre no Auditório do CENTRO INVESTE, no dia 7 de Junho, pelas 19h00, pretende exibir documentários de Arquitetura, como forma de divulgar a vida e obra de arquitetos com importância na história e teoria da Arquitetura.

Estas sessões destinam-se, para além dos arquitetos da região, a todas as pessoas com curiosidade e interesse nestes temas, sendo o acesso livre.

Figueiró dos Vinhos recebe o 1º Festival Literário Internacional do Interior

Arte-Via Cooperativa, Artística e Editorial, CRL, é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 1999, na Lousã, que atua local, regional e nacionalmente com o intuito de promover o desenvolvimento cultural e colmatar, deste modo, as desigualdades sociais, económicas e de género. A instituição é composta exclusivamente por voluntários e intervém, sobretudo, ao nível das artes e letras, através de um programa de formação informal e participando, igualmente, como parceiro ou organizador em diversos projetos europeus, como o antigo Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida ou o atual Erasmus+.

Neste âmbito, e com o objetivo de homenagear as vítimas dos incêndios florestais ocorridos em 2017, a Arte-Via lança o 1º Festival Literário Internacional do Interior – Palavras de Fogo, que decorrerá entre 15 e 18 de Junho, em onze concelhos do Centro do país (Arganil, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande, Penela, Sertã e Tábua).

O Festival de carácter inovador por ser uma ação intermunicipal, visa, assim, segundo palavras da escritora e presidente da entidade promotora, Ana Filomena Amaral, “levar os livros e os escritores aos sítios mais inesperados e imprevisíveis, como fábricas, campos, praias, locais onde as pessoas trabalham e convivem".

O FLII - Palavras de Fogo, que pretende, ainda, celebrar os 18 anos da cooperativa cultural e os 28 anos da queda do Muro de Berlim, tem como grupo coordenador, Ana Filomena Amaral, Fátima Cabral (professora), Pedro Mexia e José Luís Peixoto (escritores), e envolverá as bibliotecas municipais, redes de bibliotecas escolares, agentes de desenvolvimento e talentos locais dos concelhos envolvidos. Assim, o evento será preenchido com palestras, concursos, ‘workshops’, leituras, feiras do livro, espetáculos, performances musicais e exposições, tendo a participação de diversos escritores nacionais e estrangeiros.

Em Figueiró dos Vinhos, o Festival poderá contar com as intervenções e conversas de Luís Sepúlveda (Literatura), Mempo Giardinellie (Literatura/Jornalismo), Manuel Pedroso Marques (Literatura/Administração e Presidência de Meios de Comunicação), Pedro Mexia (Poesia/Crítica Literária), Sibila Serdarevic (Editora Fraktura); as Leituras de Júlia Wong (Poesia) e Jorge Reis-Sá (Poesia); as apresentações dos livros “Subsídios para a História do Xadrez em Portugal” de Daniel Gonçalves Quintã (Federado em Xadrez), “Todos os Caminhos” de Clara Pinto Correia e “Só Acontece aos Outros” de Maria Antónia Palla (Jornalismo); e ainda o Workshop de Escrita Criativa com Rosário Alçada Araújo (Literatura Infantil), o qual está sujeito a inscrição antecipada.

Além destas ações, o evento no município figueiroense será adornado, igualmente, com os momentos musicais de Nuno Sá, da Orquestra Consequência e da Filarmónica Figueiroense; haverá, também, um Foto Paper na Vila, a cargo de Sónia Henriques (sujeito a inscrição); uma Caminhada Solidária organizada pelo CLDS 3G – Agir Sempre; e a exibição do filme “A rapariga que roubava livros” na Biblioteca Municipal Simões de Almeida Tio. O comércio local estará, similarmente, envolvido através da decoração de montras alusivas à temática do Festival, algo que será, identicamente, observado com a mostra de Arte Urbana patente em toda a vila, a cargo de Marina Prior.

O programa do FLII – Palavras de Fogo, cuja a abertura e encerramento oficiais decorrerão, respetivamente, nos concelhos de Castanheira de Pêra e Oliveira do Hospital, inclui, ainda, a inauguração de uma residência de escritores no concelho da Castanheira de Pêra, que tem já o apoio de várias residências congéneres nacionais e internacionais.

Com o patrocínio da Presidência da República, segundo Ana Filomena Amaral, a organização pretende dar continuidade ao projeto e realizá-lo anualmente, seguindo uma lógica de envolvimento sinergético dos recursos da região do interior centro, permitindo, então, rentabilizá-los e potenciá-los “num esforço conjunto de superar as adversidades…e onde os livros e as palavras farão novamente renascer a cor por entre o negrume”.


Figueiró dos Vinhos atribui Medalha de Honra a sua Excelência o Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa


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O Município de Figueiró dos Vinhos irá entregar no próximo dia 24 de junho, aquando das celebrações do Dia do Concelho e Festas de S. João, a Medalha de Honra a sua Excelência o Sr. Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

A proposta de atribuição desta Medalha foi aprovada em Reunião de Câmara a 30 de maio como forma de distinção e agradecimento ao Sr. Presidente da República pela sua presença ativa desde os incêndios de 2017 e consequente importância e impacto das suas ações para com o concelho e Zona do Pinhal Interior. Lê-se na referida proposta que “o Senhor Presidente da República Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa corporizou o espírito nacional de entreajuda e de reconstrução que muito têm contribuído para a recuperação das pessoas e comunidades atingidas por este drama”. A sua presença e solidariedade na época prolongaram-se até aos dias de hoje, “demonstrando um sentido de unidade nacional para com os pequenos municípios do interior” muitas vezes esquecidos.

A Medalha de Honra do Concelho Figueiró dos Vinhos é atribuída a cidadãos ou entidades cuja “grandeza dos seus empreendimentos…tenham contribuído para o progresso, projeção e bom nome do Concelho bem como para o bem estar das suas populações” (art.º 2 do Regulamento Para A Concessão De Medalhas No Município De Figueiró Dos Vinhos). A atribuição desta medalha ao Sr. Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, reconhecê-lo-á como Cidadão Honorário do Concelho de Figueiró dos Vinhos.

A par com a atribuição da Medalha de Honra, serão concedidas, igualmente, as Medalhas de Mérito e a de Bons Serviços do Concelho. A primeira será atribuída a Serge Macudzinski, presidente do Município de Saint Maximin, com o qual Figueiró dos Vinhos está geminado desde 2008. Segundo a proposta do Município, a atribuição desta medalha é de particular importância pela extraordinária competência e qualidades do autarca que em muito contribuiu e continua a contribuir para o acolhimento e integração dos inúmeros emigrantes portugueses, figueiroenses e não só, naquele município; pelas ações realizadas no âmbito da geminação existente entre os dois concelhos que reforçam os laços de amizade e cooperação e fomentam o intercâmbio cultural educativo entre as suas gentes, sobretudo das camadas mais jovens; e pela solidariedade e apoio financeiro-social prestados durante os incêndios de 2017.

A Medalha de Bons Serviços do Concelho, por sua vez, será atribuída aos figueiroenses e funcionários do Município Maria Isabel Mendes Simões, Maria Fátima Carvalho Simões e António Manuel da Silva Nunes, pela demonstração de comprovado zelo, competência e dedicação nos serviços a seu cargo.

As Medalhas, que serão entregues no Dia do Concelho, são sobretudo a manifestação simples e simbólica de agradecimento, respeito, consideração e reconhecimento públicos a quem, através de ações pessoais e profissionais, contribuiu para o bem de Figueiró dos Vinhos.

NEC ofrece un conjunto de soluciones para brindar seguridad a las ciudades


por Yesica Flores
- Con la Plataforma de Seguridad Pública de NEC, se ha logrado disminuir hasta un 80% el robo vehicular debido al análisis de los datos en tiempo real y a la automática detección de movimientos sospechosos -
Las grandes urbes tienen grandes necesidades de seguridad. Al momento de gestionar a sus fuerzas policiales, se enfrentan al reto de determinar qué sectores son los que requieren de mayor vigilancia cada día.
Para dar una solución a esta problemática y reducir los índices delictivos, NEC ofrece un portafolio de soluciones de seguridad mediante su plataforma de seguridad pública, la cual ofrece una mejor vigilancia en las ciudades para optimizar la calidad de vida, tanto de ciudadanos como de turistas.
El reto consiste en integrar las operaciones de seguridad en un solo lugar, coordinando y optimizando los recursos de los agentes de seguridad pública, tales como: primeros auxilios, control de tráfico, transporte público y defensa civil, con el fin de gestionar de forma eficiente las situaciones de protección y seguridad en la ciudad.
Para lograr esto, se instalan miles de cámaras con las cuales las ciudades puede ser monitoreadas las 24 horas al día. Además, a través de un centro de operaciones se puedan utilizar nuevos sistemas de automatización y detección de imágenes para mejorar las tareas de los operadores, de los agentes de seguridad y del poder judicial.
Para monitorear la seguridad en las escuelas, transporte público, detectar y bloquear coches robados, identificar personas sospechosas o desaparecidas, NEC implementa una plataforma integrada para brindar seguridad urbana, capaz de recopilar y analizar información de diversas fuentes como videos, botones de pánico, llamadas de emergencia y redes sociales.
“Esta tecnología permite a los operadores tomar decisiones rápidamente proveyendo una respuesta veloz a los ciudadanos y registrando todos los casos en el sistema con el fin de crear un mapa del delito para la ciudad", comenta Jorge Vargas, Jefe Global de Soluciones de Vigilancia y Centro de Competencia Regional para América Latina de NEC.
Algunas de las soluciones que abarca la plataforma de seguridad pública son:
• Sistema de Colaboración Ciudadana con la Seguridad
• Analizador de Matrículas Vehiculares
• Sistema de Reconocimiento Facial
• Detección de Comportamiento
• Mapa de Criminalidad y Pruebas
• Tecnologías de Aprendizaje Automático

Entre las soluciones más relevantes desarrolladas por NEC, se destaca el Sistema de Colaboración Ciudadana con la Seguridad, que permite a los ciudadanos convertirse en participantes activos en la mejora de la seguridad al solicitar servicios (ambulancia, policía y bomberos) o informar accidentes o situaciones que requieran una respuesta. Esta plataforma es capaz de recibir alertas de los dispositivos antipánico dedicados y de otros canales, tales como aplicaciones móviles, terminales POS (Point of Sales – PDV – Punto de Ventas), SMS, redes sociales, entre otros.
Un ejemplo de la implementación de estas soluciones es la Ciudad de Tigre, en Argentina. Esta urbe logró disminuir en 80% el robo vehicular debido al análisis de los datos en tiempo real y a la detección de movimientos sospechosos automáticamente. Además, con la evidencia proporcionada por la tecnología de NEC, se aseguran las pruebas necesarias para resolver más de un 35% de casos policiales.
Gracias a las soluciones tecnológicas de NEC, las ciudades tienen una mejor opción para gestionar de manera eficiente e inteligente a su fuerza policial. Con esto, NEC busca impulsar la visión de hacer que la tecnología y las personas trabajen juntas para lograr una mejora sustancial para el bienestar general de las ciudades.

Más tips de supervivencia para la ola de calor, ¡esto aún no termina!


por Yesica Flores
En la Ciudad de México estamos viviendo una de las olas de calor más fuertes en su historia. Las altas temperaturas no sólo causan incomodidades, también tienen efectos sobre nuestra salud, por ejemplo: dolores de cabeza por deshidratación, quemaduras en la piel, problemas para dormir y alergias por el aumento en los niveles de contaminación que el calor genera.
Durante este fin de semana también se esperan temperaturas superiores a los 31º, pero eso no debe significar que no podamos disfrutarlo. Así que si ya planeaste un maratón de Netflix para protegerte del calor en casa, o ir a una de las tantas ofertas culturales de nuestra bella ciudad, aquí te damos unos tips que te ayudarán:
1. El agua es vida
En estas condiciones de calor la deshidratación es algo común que puede impactar nuestra calidad de vida. Tener una botellita reutilizable a la mano te ayudará a mantenerte hidratado y activo. Recuerda que la cantidad recomendada es de 2 a 2,5 litros al día.
2. Y la nieve, ¿de qué sabor?
Aunque parezca obvio, tomar o comer algo frío nos da la sensación de frescura en el momento, y aunque no lo creas, el helado ayuda a hidratarnos. Además, aprovecha que en nuestra ciudad hay heladerías de todo tipo y para todos los bolsillos, ¡hay helados hasta sabor chela!, con eso te digo todo.
3. Imagina que estás en la playa
Es momento de sacar tus prenda más frescas. Procura usar ropa suelta, de colores claros y maga larga. Además, sin importar si eres hombre o mujer, usar bálsamos para labios ayudará a protegerlos, así que echa uno a la bolsa de tu pantalón y no lo pierdas.
4. Frescura en casa con Dyson Pure Cool Link (bye bye ventilador)
Los ventiladores comunes usualmente hacen mucho ruido y levantan polvo –provocando alergias y mayor resequedad-, además de que son ruidosos y pueden interferir con nuestro sueño. Necesitas algo nuevo, como el Dyson Pure Cool Link, que además de ser ventilador, también purifica el aire de tu casa, gracias a su filtro HEPA que elimina el 99.97% de los alérgenos en el ambiente. Y tiene un modo nocturno para que el sonido no te moleste mientras duermes.
5. Los dermatólogos siempre tuvieron la razón
Tenemos la idea de que el bloqueador solar sólo se usa en la playa. Pero, la realidad es que en la ciudad te puedes quemar igual o peor. Es importante cubrirse de los rayos solares para proteger nuestra piel de rayos UV y de quemaduras. Utilizar bloqueador en cara y cuerpo, y un sombrero te salvarán de estos problemas.

6. Información es poder
Mantente atento a los comunicados que el Sistema Meteorológico Nacional está compartiendo constantemente con recomendaciones y el pronóstico del estado del tiempo, para que puedas planear mejor tu fin de semana.

Macroscópio – Haverá equilíbrios que salvem a Espanha de todos os desequilíbrios?

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Macroscópio

Por José Manuel Fernandes, Publisher
Boa noite!
 
Como se previa, e como fomos contando no Observador ao longo do dia, Mariano Rajoy perdeu a moção de censura, Pedro Sánchez é o novo Presidente do governo de Madrid. Tratou-se de um desenvolvimento surpreendente que poucos julgariam possível ainda há uns dias. Mas como se não bastasse a incerteza italiana (que dediquei o Macroscópio de ontem, A Europa começou em Itália. Estará a acabar em Itália?), Espanha passou a partir de hoje a contar com um governo que só tem o apoio de 85 dos 350 deputados do Congresso, dependendo para se manter do apoio dos votos de grupos políticos com agendas contraditórias e que vão desde os nacionalistas conservadores aos radicais de esquerda populistas. 
 
Mas que foi que se passou para um executivo que tinha acabado de negociar e fazer aprovar um Orçamento de Estado ter caído tão estrondosamente? João de Almeida Dias procurou explicar tudo em Adiós, Rajoy. Hola, Sánchez. 8 perguntas e 8 respostas para entender o que se passou em Espanha, um especial do Observador. É uma história que começa com a sentença do caso Gürtel, um dos maiores escândalos de corrupção da democracia espanhola e que envolve o Partido Popular, liderado por Mariano Rajoy e termina com a dúvida que todos os espanhóis têm: e agora quando é que vai haver eleições?
 
Até lá prevêem-se tempos de instabilidade e incerteza, mas antes de lá irmos comecemos por lembrar que esta crise ainda nos fica mais à porta do que a italiana, tanto mais que o nosso país tem como principal destino das suas exportações precisamente Espanha. Isso mesmo recorda Manuel Villaverde Cabral, no Observador, em É a vez da Espanha, um texto pessimista: “Não se sabe por quanto tempo, Portugal receberá da Europa meridional mais este presente envenenado que é a viragem à «esquerda» e/ou ao «populismo», do qual o «esquerdismo» de hoje mal se diferencia, na senda do proclamado «soberanismo» do «Brexit». Desde a Itália à Grécia, passando agora também pela Espanha, o conjunto da Europa do Sul, da qual a Inglaterra foi durante séculos o «patrono», entra todo ele em divergência política e, daí, financeira e económica, com a União Europeia, a qual não irá mudar de estratégia, por todas as visitas que a Chanceler Merkel nos faça.”
 
Ainda antes de ir a Espanha e aos editoriais inquietos, porventura até inflamados, da imprensa de Madrid, deixo-vos também a referência da análise de Jorge Almeida Fernandes, no Público, O passe mágico do PSOE onde se descreve a forma como os socialistas deram, por agora, a volta a uma situação que parecia desesperada, sendo porém certo que agora “O seu primeiro problema será “pagar a dívida” aos nacionalismos e ao Podemos”. Neste texto recorda-se porém que “Há três semanas, uma sondagem da Metroscopia colocava o PSOE em quarto lugar, atrás do Cidadãos, do PP e do Podemos. Os socialistas pareciam “fora de jogo”, enquanto o Cidadãos, de Albert Rivera, emergia como alternativa ao PP. Com uma simples jogada, Sánchez capitaliza a vaga anti-PP e afirma-se como líder da oposição. Sustém a pressão do Podemos, que continua a querer hegemonizar a esquerda, e responde à ameaça do Cidadãos, tentando apresentá-lo como derradeiro apoiante de Rajoy. O Cidadãos quer eleições o mais depressa possível, enquanto o PSOE e o PP querem atrasar o voto.” Quanto ao futuro e ao sentimento dos espanhóis escreve-se que “Uma sondagem de ontem (Yougov, para La Vanguardia) indiciava complicações. A grande maioria dos cidadãos quer o afastamento de Rajoy, mas 47% exigem eleições. Apenas 11% concordam que Sánchez governe com o programa que apresentou ontem no Parlamento.

 
Mas, pelo menos para já, vai governar, pois a Constituição espanhola associa à votação de uma moção de censura a indicação de um nome para chefe do Governo, sendo que a transmissão de poder é automática e Sánchez tomará posse já amanhã de manhã. Será isso o prelúdio de uma solução governativa semelhante à portuguesa, com o socialista espanhol a inspirar-se no exemplo do seu colega português? Pedro Benevides e Rui Pedro Antunes andaram a ver, no Observador, Como Costa inspirou Sanchéz, mas chegaram à conclusão de que dificilmente virá aí uma jeringonzaà espanhola: “Desde logo porque em castelhano esta palavra nada tem a ver com o que significa em português – jeringonza significa linguagem de mau-gosto, codificada ou difícil de entender. A imprensa espanhola, que saudou friamente a vitória de Sánchez, preferiu colar-lhe outro cognome: o governo “Frankenstein.
 
De facto, lendo os editoriais dos principais diários, não se encontra pinga de entusiasmo, nem sequer no El Pais, geralmente próximo dos socialistas. Numa texto bastante mais longo do que o habitual, o diário fundado por Juan Luis Cebrian considera que estamos perante Un Gobierno inviable: “Como se constató este jueves en el hemiciclo, ni el presidente del Gobierno puede continuar ni el líder de la oposición tiene la capacidad política de liderar un Ejecutivo estable y coherente. La gobernabilidad de España está a punto de pasar de las manos de un líder, Mariano Rajoy, culpable de esta crisis institucional por su incapacidad para afrontar su responsabilidad política, a otro, Pedro Sánchez, que rechaza acudir a la ciudadanía para obtener un mandato claro para seguir adelante.”
 
Depois de criticar duramente os dois líderes, “que se agarran desesperadamente entre sí ante el viento que los arrastra”, travando um duelo sem “la menor preocupación por los intereses ciudadanos”, este editorial prossegue defendendo que o novo governo não é sustentável: “Prueba de la artificialidad e inviabilidad del Gobierno que se propone es el programa que presentó Sánchez en el Congreso, que incluye la pretensión de gobernar con los Presupuestos Generales recién aprobados por el PP (...) y que fueron motivo de una enmienda a la totalidad de su partido por su carácter supuestamente antisocial y regressivo”. É por isso que conclui: “Desalojar a Rajoy, insistimos, es un imperativo. Intentar gobernar sin apoyos o, peor, con unos apoyos contraproducentes, una imprudencia. Tal y como hemos sostenido, en aras de evitar la inestabilidad y la deslegitimación del sistema democrático, apelamos a una pronta convocatoria a las urnas en fecha pactada por todos los grupos parlamentarios que quieran garantizar la estabilidad y la gobernabilidad y que piensen que la solución más eficaz y más democrática es dar la voz a los ciudadanos.”

 
No El Mundo, jornal que esteve durante muito tempo do lado de do Presidente demitido, a desilusão com a forma como este actuou leva a que, em Rajoy renuncia a evitar el desastre, se escrevam palavras muito duras: “¿Dónde queda el interés general? ¿Quién defiende hoy el bienestar de los españoles? Los cálculos partidistas se han adueñado una vez más de la acción política y la sensatez no tiene quien la defienda entre nuestra irresponsable clase dirigente. Empezando por Mariano Rajoy, cuyo empecinamiento en no dimitir nos aboca a una situación de extraordinaria inestabilidad, en un momento en el que España afronta nada menos que el golpe rupturista del independentismo catalán, que desde ayer se frota las manos sin disimulo.” 
 
Por fim o conservador ABC dirige as suas baterias sobretudo contra o novo chefe do Governo num editorial cujo título é quase apocalíptico: El PSOE vende a España: “Con 85 de 350 diputados y tras perder dos elecciones, Sánchez entra en La Moncloa a hombros de los que apoyan el golpe en Cataluña, los proetarras, los populistas antisistémicos de Podemos y un desleal PNV, socios todos en la tarea de empeorar España.” Mais: “Los peores enemigos de España están esperanzados por lo que puedan rebañar de la debilidad de Pedro Sánchez, presidente títere de una coalición de partidos ansiosos por conseguir en La Moncloa lo que no les ha permitido el Estado de Derecho, la Constitución y la dignidad nacional.”
 
(Um dos colunistas de referência do ABC, Hermann Tertsch, vai talvez ainda mais longe em En el túnel, uma coluna em que também não poupa Rajoy: “Ayer se consumó lo que Jaime Mayor Oreja lleva advirtiendo desde hace tres lustros, un proyecto que comenzó con el siniestro Zapatero, el tripartito catalán y ETA, que no pudo concluir Zp por la crisis económica y que ahora lleva al poder a todos los separatistas, todos los comunistas, todos los antisistemas, encabezados por un pelele. Quieren destruir la nación. Sánchez no se lo va a impedir. Rajoy podía haberlo hecho. Primero con política. Fue incapaz. Ahora con su dimisión. Se ha negado.”)
 
Por fim chegamos ao El Español onde o protagonismo vai para Pedro J. Ramirez que, em dois pequenos vídeos, é especialmente acutilante. No primeiro, Rajoy-Nixon: así terminan los mentirosos, lembra como ele próprio foi vítima do líder apeado quando denunciou os casos de corrupção que agora o fizeram cair, enquanto no segundo, La audacia de Sánchez y el beneficio de la duda, dá conta das suas imensas reservas sobre a sustentabilidade da nova solução governativa, insiste na necessidade de convocar eleições mas mesmo assim dá a Sánchez o benefício da dúvida que considera devido a todos os que governam com legitimidade constitucional, o que é o caso. 
 
A situação em Espanha está naturalmente a ser acompanhada de perto pela imprensa internacional, sendo que esta converge na leitura de que foram os casos de corrupção e em especial a dura sentença judicial do caso Gürtel que precipitaram a queda do Governo, precisamente o que descreve o Guardian em The fall of Rajoy: how Gürtel affair brought down Spain's great survivor: “Far more damning was the court’s ruling that the PP had profited, albeit unknowingly, from the an illegal kickbacks-for-contracts scheme. Not only did the judges order the party to pay a €240,000 fine, they also expressed doubts over the credibility of the testimony Rajoy had given last July when he became the first serving Spanish prime minister to give evidence in a criminal trial.
 
Para ter uma ideia de como a imprensa anglo-saxónica está a seguir Espanha veja-se ainda o relato do Financial Times, Pedro Sánchez grasps his moment to seize power in Spain, e a análise mais longa e detalhada do New York Times, Mariano Rajoy Ousted in Spanish No-Confidence Vote
 

Quanto a uma explicação mais detalhada do que foi este caso Gürtel é possível encontrar muita informação na imprensa espanhola, mas seleccionei para esta newsletter alguns trabalhos do El Pais: Cronología: ocho años de la Gürtel; o vídeo Quién es quién en el Caso Gürtel e o trabalho multimédia Reconstrucción del ‘caso Gürtel’. Os mais interessados podem saciar nessas páginas a sua sede de informação. 
 
Por fim apenas algumas breves referências à forma como o líder que sai e o líder que entra são retratados pela imprensa de Madrid. De novo é evidente a orientação contrastante dos diferentes diários, com o El Pais a escolher para título do seu perfil de Rajoy Mariano, el señor registrador de la política – “A ese señor de Pontevedra (...) le gusta transmitir la idea de que es una persona normal, cabal, moderada, sensata, equilibrada, con mucho sentido común y aparentemente sin grandes ambiciones (...). En la cara más oculta de Rajoy se esconde un político pragmático, sin ataduras ideológicas ni sentimentales, encantado de conocerse, que ha hecho buena profesión de su innegable sorna y sarcasmo, y al que no le gustaría nada pasar a la historia como el primer presidente del Gobierno en ejercicio que perdió una moción de censura, que tuvo que declarar como testigo en un juicio de corrupción en la Audiencia Nacional.” – e o ABC a falar-nos já com nostalgia dele em Mariano Rajoy, el ocaso del gran resistente – “Oriundo de Santiago de Compostela y pontevedrés de juventud y corazón, ha hecho de su origen gallego firma y estandarte de su forma de hacer política. Su carácter prudente y su fama de hombre tranquilo han marcado una carrera que se fraguó primero en Galicia y más tarde en la esfera nacional.” Difícil é contestar que tenha tido uma saída pouco elegante, sobretudo por ter estado ontem ausente dos debates parlamentares toda a tarde e hoje só ter chegado para fazer a sua intervenção final e votar. Por isso regresso ao El Pais e ao comentário Después de mí, el diluvio onde se nota que “Saber irse no es fácil; pero hay que tratar de dignificar el trance. “Yo voy a seguir siendo español” espetó desabridamente. Y acabar con un gag es siempre una mala idea.”

 
Já o novo Presidente do Governo é apresentado pelo El Mundo como un superviviente osado. Político que não teve uma carreira fácil, que teve de se levantar depois de várias derrotas e desilusões, tem surpreendido pela sua capacidade de sobrevivência, mas não pela sua coerência política. Isso mesmo se recorda neste perfil onde, depois de se recordar como conseguiu reconquistar a liderança dos socialistas, se escreve que “Aquella victoria épica estaba cimentada sobre el "no es no" a Rajoy, que ha mantenido de forma inquebrantable. En casi todo lo demás ha cambiado de opinión: defendió una reforma constitucional que ahora no concreta; prometió la derogación de leyes -como la reforma laboral o de las pensiones- que no ha citó durante la moción de censura; y abrazó la plurinacionalidad para terminar defendiendo con ahínco el 155.
 
E é porventura na forma como gerir a aplicação do famoso artigo 155 da Constituição que permitiu a Madrid impedir a independência unilateral daquela região que Pedro Sánchez se definirá. E que dará ou não razão aos que viram na sua vitória de hoje, conseguida com o apoio dos independentistas, um passo que pode levar à fatal desintegração de Espanha.
 
Tempos complexos estes, imprevisíveis e perigosos. A Europa do Sul está afinal a dar os problemas que se esperava chegassem da Europa do Norte. Mas fiquemo-nos por esta constatação com a promessa de regressarmos para a semana. Tenham bom descanso e melhores leituras. 
 
 
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Estudo descobre a melhor maneira de reduzir nosso impacto no planeta

Posted: 01 Jun 2018 05:38 AM PDT
A nova análise mostrou que, enquanto carne e laticínios fornecem apenas 18% das nossas calorias totais e representam 37% da nossa ingestão de proteína, seu cultivo usa 83% das terras agrícolas e produz 60% das emissões de gases de efeito estufa
 
Posted: 31 May 2018 07:50 PM PDT
Pessoas que dizem ver fantasmas ou afirmam ter sido abduzidas não estão necessariamente mentindo - mas isso não quer dizer que estas coisas são reais