sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Religião | Rosário pela Venezuela

Venezuelanos em fuga pela fronteira com a Colômbia
Venezuelanos em fuga pela fronteira com a Colômbia

Plinio Maria Solimeo

O problema da Venezuela “cubanizada” está cada vez mais tenebroso, com notícias diárias da pobreza a que foi reduzida sua população, a falta de alimentos, de remédios, e, sobretudo, a violenta repressão do regime ditatorial a qualquer manifestação de inconformidade. Por isso, em vários países se acenou para uma intervenção militar externa para depor o ditador Maduro.
Ora, um dos maiores problemas de uma intervenção na Venezuela é que ela se encontra ocupada, com a total anuência do governo chavista, não só pelos quartéis do narcotráfico, mas também por forças estrangeiras. Segundo fontes insuspeitas, nada menos de 22 mil cubanos controlam as Forças Armadas e os serviços de inteligência do país, 400 russos estariam a serviço de Maduro, cerca de 20 mil terroristas das FARC e do ELN colombianos encontram-se no território venezuelano, além de um número incerto de terroristas do Hezbollah. Por isso, uma operação militar contra o país poderia provocar um conflito de longas e imprevisíveis consequências para toda a América do Sul.
Deve-se em vista disso considerar que não havendo uma solução factível no plano temporal, o remédio mais eficaz é recorrer ao auxílio do Céu. Não só porque o afastamento da moral católica foi determinante para precipitar a Venezuela na atual situação em que jaz, mas também porque, como dizia a Irmã Lúcia, “não há problema, por mais difícil que seja, que não possamos resolver com a recitação do Santo Rosário”.
Nesse sentido, temos exemplos impressionantes de como a recitação pacífica do Santo Rosário obteve resultados surpreendentes nas mais complicadas situações políticas. Citamos apenas dois: a saída do comunismo da Áustria depois de ter-se implantado no país, e o ocorrido no Brasil em 1964.

Traição dos Aliados entrega a Áustria católica aos comunistas

Em 1938 a Áustria foi anexada pela Alemanha, tornando-se parte do eixo nazista. Terminada a II Grande Guerra Mundial, esses dois países foram divididos em quatro zonas de ocupação, administradas pelos Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética. Os Aliados então fizeram esta coisa abominável: entregaram parte da Áustria católica, onde estava Viena, aos comunistas soviéticos!
Ora, em menos de dois anos, a parte da Alemanha que estava sob a administração das potências ocidentais foi obtendo gradualmente sua independência política, o que não ocorreu com a que estava na zona soviética. Surgiu assim a República Federal da Alemanha, ou Alemanha Ocidental. Os soviéticos, pelo contrário, favoreceram a reclamação de parte do território austríaco pelo ditador comunista Tito, mantendo férreo controle sobre toda a Europa Oriental, convertendo os países ocupados por eles em satélites de Moscou. Assim, para essas infelizes nações cativas não havia, naturalmente falando, esperança de liberdade.

Nossa Senhora inspira a recitação do Rosário
Foi então que um frade capuchinho, Frei Petrus Pavlicek [foto ao lado], decidiu apelar ao sobrenatural para libertar seu país. Nascido no Tirol austríaco em 6 de janeiro de 1902, após uma tentativa fracassada na vida religiosa ele entrou num convento capuchinho, onde foi ordenado sacerdote em 1941. Servindo no campo da saúde do exército alemão, foi capturado pelos Aliados em agosto de 1944 e libertado no dia 16 de julho de 1945, festa de Nossa Senhora do Carmo.

No dia 2 de fevereiro de 1946, festa de Nossa Senhora das Candeias, quando orava ardentemente diante da imagem milagrosa da Virgem em Mariazell [foto abaixo], principal santuário mariano da Áustria, Frei Pavlicek ouviu uma voz interior que lhe disse: “Faça o que te digo e terão paz”. Ele foi então inspirado a incrementar a recitação do Rosário, como a Virgem pedira em Fátima, para obter a libertação de seu país do jugo comunista. Fundou então, em 1947, a Cruzada de Reparação do Santo Rosário. Seus membros deveriam se unir na recitação de um Rosário perpétuo, implorando a conversão dos pecadores, a paz mundial e a liberdade da Áustria do comunismo.

Imagem da Magna Mater Austriae, no Santuário Nacional austríaco de Mariazell
O zeloso sacerdote começou então a fazer peregrinações por todo o país pregando essa devoção. Obteve para esse fim, do bispo de Leiria, uma cópia da imagem de Nossa Senhora de Fátima esculpida pelo mesmo artesão que fizera a imagem peregrina original.
Em setembro de 1948 Frei Pavlicek estendeu a Cruzada de Reparação do Santo Rosárioa Viena. Esta incluía a confissão, bênção dos enfermos, o Santo Rosário e a Missa. Ele chamava estas devoções de “assaltos de oração” e dizia: “A paz é um regalo de Deus, e não dos políticos; e os regalos de Deus se obtêm com a oração que assalta o céu, como os soldados assaltam um forte com confiança e determinação”.
Em 1949 a situação se tornou mais crítica com a queda da Tchecoslováquia e da Hungria nas mãos dos comunistas, a perseguição à Igreja e o julgamento sumário do Cardeal Mindszenty em Budapeste. Tudo isso contribuiu para aumentar ainda mais a ansiedade dos austríacos.
Quando novas eleições se aproximavam, Frei Petrus resolveu intensificar sua cruzada. Organizou cinco dias de preces públicas em Viena, durante as quais foram ouvidas confissões dia e noite, e 50.000 pessoas visitaram o convento franciscano. O resultado do pleito foi um fiasco para os comunistas: eles só ganharam cinco cadeiras. Mas não tinham a intenção de desistir tão fácil de sua presa, e todos já esperavam um golpe de estado.

Como as procissões com a recitação do Rosário foram se tornando muito numerosas, Frei Pavlicek resolveu fazer uma procissão geral, unindo todas as paróquias de Viena. Escolheu para ela o dia 12 de setembro de 1954, consagrado ao Santo Nome de Maria, com o objetivo de pedir à Virgem que libertasse a Áustria do comunismo. O arcebispo de Viena mostrava-se reticente em relação ao êxito da procissão. Temia que os católicos não se mobilizassem, porque já se havia pedido muito deles. Entretanto, a esse esforço uniu-se ninguém menos que o Primeiro Ministro da Áustria, Leopoldo Figl [foto ao lado], que disse ao frei Pavlicek: “Mesmo que fôssemos somente nós dois, eu iria [à procissão]. Meu país o exige”. Compareceram 35 mil pessoas, com o Chanceler Figl à frente, terço e vela à mão. 
Em Berlim, Molotov, ministro russo das relações exteriores, ao tomar conhecimento disso, ridicularizou o Chanceler austríaco: “Não tenham esperanças. O que nós, russos, uma vez possuímos, jamais entregamos”. Figl transmitiu a Frei Petrus essa bravata, dizendo-lhe: “Rezem mais do que nunca”.
Isso ocorreu na hora certa, pois no fim do mês os comunistas tentaram um golpe militar. Proclamaram uma greve geral e ocuparam a Chancelaria Geral. Mas os sindicatos anticomunistas lançaram seus membros nas ruas, armados de paus, em uma contra ofensiva. A greve foi dissolvida, e o golpe revolucionário falhou. À época, a Cruzada do Rosário contava com 200 mil membros.

Acontece o imprevisível: os russos deixam a Áustria!
Falando na ocasião a um sacerdote austríaco durante uma audiência privada, Pio XII lhe disse: “Viena é o último baluarte da Europa. Se Viena cair, a Europa cairá. Se Viena resistir, a Europa resistirá. Os católicos de Viena não têm o direito de ser medíocres. Diga-o repetidamente aos vienenses. E diga-lhes que o papa está rezando muito, sim, que ele está rezando bastante pela Áustria”. Enquanto isso a Cruzada do Rosário continuava, expandindo-se por toda a Áustria, atingindo também a Alemanha e a Suíça. No ano de 1955, mais de meio milhão de austríacos — ou seja, aproximadamente 10% da população — haviam se comprometido a rezar diariamente à Virgem de Fátima, fazendo os três pedidos: a conversão dos pecadores, a paz no mundo e a liberação da Áustria do comunismo. Um número maior participava das procissões marianas.
Foi então que sucedeu o imprevisível: em abril desse ano de 1955, Molotov anunciou que retiraria suas tropas da Áustria em três meses. Com efeito, no dia 15 de maio, ante a surpresa geral do mundo, as Forças Aliadas que ocupavam a Áustria, assinaram um tratado que garantia sua independência. Finalmente, no dia 26 de outubro, o último soldado russo deixou o solo austríaco…
Pode-se imaginar a alegria da população vienense, que marchou em procissão pelas ruas da cidade, com rosários e tochas, para agradecer à Virgem de Fátima a libertação do país do comunismo. O Primeiro Ministro Figl, dando sua voz a toda a população, exclamou então: “Hoje nós, que temos o coração cheio de fé, clamamos ao Céu com gozosa oração: somos livres! Ó Maria, nós te damos graças!”
O Brasil, também livre da ameaça comunista pelo Rosário

Como nos concerne mais imediatamente, citemos também o que ocorreu no Brasil em 1964.
Em 1960 o socialista João Goulart foi reeleito vice-presidente da República. Com a renúncia de Jânio Quadros, ele assumiu o poder no ano seguinte. Levando avante uma política nitidamente socializante, Jango preparava o cenário que poderia levar o Brasil a se tornar irremediavelmente uma nova Cuba.
Houve reação das forças conservadoras, principalmente das católicas, muito fervorosas e atuantes naquele tempo. Elas organizaram manifestações por todo o País, ante a iminência dessa desgraça.

Uma das senhoras católicas que liderou a reação, Da. Amélia Bastos, em discurso numa das Marchas da Família com Deus pela Liberdade [foto acima e ao lado], descreveu uma situação que se aproxima à da que ocorre na Venezuela: “Esta nação que Deus nos deu, tão imensa e maravilhosa como é, encontra-se em grave perigo. Temos permitido a homens de ambição desmedida, sem fé cristã nem escrúpulos, trazer a miséria a nosso povo, destruindo nossa economia, transgredindo nossa paz social, para criar ódio e desespero. Infiltraram-se em nossa nação, em nosso governo, em nossas forças armadas, e mesmo em nossas igrejas. […] Mãe de Deus, salvai-nos do fatal destino e sofrimento das mulheres martirizadas de Cuba, Polônia, Hungria e outras nações escravizadas!”.

A população saiu então às ruas das cidades brasileiras, principalmente as mulheres, rezando-o em voz alta o Terço e cantando hinos religiosos, para obter de Deus, pela intercessão de Nossa Senhora, misericórdia para com os pecados do povo e o afastamento do País do comunismo. Foram as gloriosas Marchas da Família com Deus pela Liberdade. Nossa Senhora não deixou de ouvir seus fiéis, e um golpe militar derrubou o governo comunista. 

Cruzada do Rosário pela Venezuela
Caro leitor católico: se isso deu certo em circunstâncias tão difíceis como na queda do comunismo na Áustria e na liquidação da ameaça comunista no Brasil, não dará certo na Venezuela? O grande São Pio X, ao fixar a festa de Nossa Senhora do Rosário em memória da vitória católica na Batalha de Lepanto sobre as hostes do Islã, ocorrida em 7 de outubro de 1571, afirmou: “Deem-me um exército que reze o Rosário e ele vencerá o mundo”.
A recitação do Santo Rosário não requer um esforço muito grande. É fácil e está ao alcance de qualquer um.
Se conseguirmos um bom número de católicos que queiram rezá-lo diariamente pela Venezuela, veremos milagres acontecerem. Aqui fica este convite, feito de todo o coração, por essa nação irmã.
Para concluir, citemos que em setembro de 1972 um bispo austríaco, falando diante de todo o episcopado do país por ocasião da Reparação do Rosário, declarou: “Tal como a Áustria foi libertada do jugo comunista pela recitação fervorosa do Rosário, será da mesma maneira que pela arma do Rosário o mundo será libertado dos ataques do demônio e de seus sequazes. Se rezarmos o Rosário, Nossa Senhora nos dará verdadeira liberdade e paz”.
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PS: Além da recitação do Rosário, sugerimos esta oração a Nossa Senhora de Fátima, composta pelo fundador da TFP brasileira o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, para que Ela livre não só o Brasil, mas todas as nações da América Latina do comunismo:
Ó Rainha de Fátima, nesta hora de tantos perigos para as nações cristãs, afastai delas o flagelo do comunismo ateu.Não permitais que consiga instaurar-se, em tantos países nascidos e formados sob o influxo sagrado da Civilização Cristã, o regime comunista, que nega todos os Mandamentos da Lei de Deus.Para isto, ó Senhora, conservai vivo e aumentai o repúdio que o comunismo encontrou em todas as camadas sociais dos povos do Ocidente cristão. Ajudai-nos a ter sempre presente que:
1°) O Decálogo nos manda “amar a Deus sobre todas as coisas”, “não tomar seu Santo Nome em vão” e “guardar os domingos e festas de preceito”. Mas o comunismo ateu tudo faz para extinguir a Fé, levar os homens à blasfêmia e criar obstáculos à normal e pacífica celebração do culto.

2°) O Decálogo manda “honrar pai e mãe”, “não pecar contra a castidade” e “não desejar a mulher do próximo”. Mas o comunismo deseja romper os vínculos entre pais e filhos; quer entregar ao Estado a educação dos filhos; nega o valor da castidade; e ensina que o casamento pode ser dissolvido por qualquer motivo, pela mera vontade de um dos cônjuges.

3°) O Decálogo manda “não furtar” e “não cobiçar as coisas alheias”. Mas o comunismo nega a propriedade privada e a sua importante função social.

4°) O Decálogo manda “não matar”. Mas o comunismo emprega a guerra de conquista como meio de expansão ideológica, promove revoluções e crimes em todo o mundo.

5°) O Decálogo manda “não levantar falso testemunho”. Mas o comunismo usa sistematicamente a mentira como arma de propaganda.Fazei que, tolhendo resolutamente os passos à infiltração comunista, todos os povos do Ocidente cristão possam contribuir para que se aproxime o dia da gloriosa vitória que predissestes em Fátima, com estas palavras tão cheias de esperança e doçura: “Por fim, o meu imaculado coração triunfará”.

ABIM
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Fontes: Germán Mazuelo-Leytón, Nuestra Señora de Fátima y el comunismo, disponível em https://adelantelafe.com/nuestra-senora-de-fatima-y-el-comunismo/.
– Pe. Marie-Dominique, O.P, Great Historical Victories of the Rosary.Citado em “A Áustria salva do comunismo por Nossa Senhora”, disponível em: http://speminaliumnunquam.blogspot.com/2010/12/austria-salva-do-comunismo-por-nossa.html

NACIONAL | «A Terra Treme»

Exercício público de sensibilização para o risco sísmico.
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vai aderir  ao exercício público  «A Terra Treme”», que se realiza no próximo dia 15 de novembro, pelas 11h15, e que tem como objetivo a sensibilização dos cidadãos para o risco sísmico.
Esta iniciativa é promovida pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e pretende chamar a atenção para o risco sísmico e para a importância de comportamentos simples que os cidadãos devem adotar em caso de sismo e que podem salvar vidas.
Este exercício tem a duração de apenas 1 minuto, durante o qual os participantes são convidados a executar os 3 gestos que salvam: Baixar, Proteger e Aguardar.
Todos podem e devem participar: individualmente ou em grupo, em qualquer local onde se encontrem.
Muitas zonas do globo são propensas a sismos e Portugal é um território com zonas particularmente sensíveis a este risco. Podemos estar em qualquer lado quando começar um sismo, mas estaremos preparados para enfrentar uma situação deste tipo e recuperar dela rapidamente?
Conheça ou relembre os procedimentos que deve adotar antes, durante e depois de um sismo e organize a sua casa e família em sete passos essenciais. Divulgue esta iniciativa junto da sua família, dos seus amigos e colegas de trabalho.
Organize-se em 7 passos:
  1. Identifique e corrija os riscos da sua casa.
  2. Organize um plano familiar de emergência.
  3. Prepare um kit de emergência.
  4. Identifique e corrija os pontos fracos do seu edifício.
  5. Execute os 3 gestos que protegem: Baixar, Proteger e Aguardar
  6. Cuide de si, em seguida ajude os outros.
  7. Esteja atento às indicações das autoridades.

Para saber mais, consulte:



Álcool, Tabaco e Internet

Lisboa acolhe 2.as Jornadas dos Comportamentos Aditivos.
A Unidade de Alcoologia do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa organiza, nos dias 14 e 15 de novembro, a 2.ª edição das Jornadas dos Comportamentos Aditivos «Álcool, Tabaco e Internet».
A iniciativa, que decorre no Anfiteatro do Hospital Júlio de Matos, em Lisboa, é sujeita a inscrição prévia.
Temas:
  • Qual o futuro da Alcoologia?
  • Álcool e Psiquiatria
  • Novos desafios em tabagismo
  • Primeiros contactos do álcool com os cuidados de saúde
  • Abordagens modernas em Alcoologia
  • Trajetórias, representações e contextos de consumo
  • Clínica das Dependências Alcoólicas
  • Novos consumos, novas dependências

Workshops:
  • Eu, tu e o álcool: como intervir na dinâmica familiar
  • O álcool na violência doméstica e social
  • Entrevista motivacional e mudança de comportamentos em saúde
  • O ioga e a gestão da ansiedade: uma abordagem teórico-prática

Para saber mais, consulte:

Prémio em Bioética João Lobo Antunes

LoboAntunes
As candidaturas à segunda edição do Prémio em Bioética João Lobo Antunes estarão abertas no período de 1 a 31 de janeiro de 2020.
Permaneça atento ao site da Secretaria-Geral do Ministério da Saúde no qual serão disponibilizadas informações, na última semana de dezembro, sobre os procedimentos a adotar por quem pretende concorrer.
O galardão visa dinamizar a apresentação de estudos e trabalhos de investigação, originais e inovadores, em temas de ética, nos domínios da medicina, saúde pública, saúde em geral, biologia e ciências da vida. Distingue o Professor Doutor João Lobo Antunes, personalidade que se destacou na área da ética, nos domínios da saúde, ciências da vida e investigação em biologia.
Ao prémio podem concorrer, na qualidade de primeiro autor, jovens com idade até 35 anos, nacionais ou estrangeiros, individualmente ou em coautoria. Cada concorrente apenas poderá subscrever um trabalho, independentemente da qualidade de autoria ou coautoria.
O prémio, pecuniário e anual, consiste na atribuição de 10 mil euros ao estudo ou trabalho de investigação que, reunindo os critérios exigidos no regulamento, melhor contribua, pela sua relevância, pertinência, originalidade e grau de inovação, para o avanço da disciplina da Bioética, nas suas diversas vertentes.
O prémio e as menções honrosas, caso tenham sido atribuídas, e respetivos diplomas, serão entregues em cerimónia pública a realizar por ocasião da celebração do Dia Mundial da Saúde, a 7 de abril.
Para saber mais, consulte:
Despacho n.º 9553/2017 – Diário da República n.º 209/2017, Série II de 2017-10-30
Saúde – Gabinete do Ministro
Cria o Prémio em Bioética João Lobo Antunes e aprova o respetivo Regulamento

Visite:
Secretaria-Geral do Ministério da Saúde –  http://www.sg.min-saude.pt/

Horizon Scanning

Portugal participa na luta por preços de medicamentos mais justos.
A Horizon Scanning Initiative (IHSI), organização internacional dedicada a promover preços mais justos nos medicamentos, foi lançada oficialmente no dia 29 de outubro. Portugal faz parte do projeto.
Esta iniciativa, composta por nove países – Portugal, Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Luxemburgo, Noruega, Suécia, Suíça e Holanda – é o ponto de partida para uma missão que pretende adotar uma considerável posição de força.
A IHSI terá como objetivos coligir e analisar dados que permitirão, às autoridades e serviços de saúde nacionais, uma melhor preparação para a futura introdução no mercado de medicamentos potencialmente dispendiosos.
Todos os países membros partilham a visão de que um repositório de dados global e transparente, impulsionado pela tecnologia e para novos medicamentos, tem potencial para alterar o paradigma atual, reforçando a capacidade das autoridades na negociação dos preços dos novos medicamentos com a indústria farmacêutica.
A direção do projeto avança que «A IHSI é um órgão independente, financiado apenas pelos seus membros e marca o início de uma nova colaboração entre países dispostos a aproveitar o vasto potencial de dados em benefício de seus sistemas de saúde».
Em abril de 2018 o Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde já tinha comunicado o início dos trabalhos preliminares para o projeto nacional.

CHULN | Tempo de internamento

Santa Maria avança com projeto para reduzir sobrelotação nos internamentos.
O Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (CHULN) vai criar um espaço com 26 camas para pessoas que já tiveram alta clínica, mas que permanecem internadas por não terem para onde ir.
Em entrevista à agência Lusa, o Diretor Clínico do CHULN, que integra os Hospitais de Santa Maria e Pulido Valente , explicou que a ideia é retirar doentes que já não precisam de internamento das camas para doentes agudos.
Trata-se de casos de pessoas que têm alta clínica, mas que aguardam vaga em lares ou na rede de cuidados continuados e que não têm também familiares com condições para as acolher.
A partir de meados de dezembro, o responsável do Santa Maria conta ter um espaço, que terá 26 camas, para essas pessoas que já têm alta clínica.

«Não é um lar, atenção. Não vamos criar um lar. Vamos ter um espaço de internamento onde temos equipas de enfermagem permanentes, não deixamos de ser um hospital e temos esse ADN e essa responsabilidade e teremos disponibilidade médica para identificação de problemas e resolução. Garantimos acompanhamento de enfermagem 24 sobre 24 horas. Não é uma enfermaria nem um lar, é algo intermédio», explicou o Diretor Clínico, Luís Pinheiro.
O processo de reorganização para diminuir a sobrelotação nos internamentos e reduzir os doentes internados em macas, passa também pela hospitalização domiciliária.
O Diretor Clínico admitiu que está traçado o diagnóstico de que «há doentes que estão internados além da dotação oficial e física de camas», sendo a sobrelotação uma realidade destes hospitais, como de outros no país.
O problema da sobrelotação acontece sobretudo em áreas de especialidades médicas, que recebem muitos doentes das urgências, não afetando tanto as especialidades cirúrgicas, que conseguem manter uma atividade programada.
O responsável indica que o objetivo é reduzir o tempo de internamento desnecessário. «O objetivo não é que o doente saia enquanto precisar de cá estar. O objetivo é que precise de cá estar menos tempo. É tentar encurtar não o serviço que prestamos, mas rentabilizar e retirar permanências desnecessárias. Se um doente está à espera dois ou três dias de um exame, se estiver um dia e meio, ganhamos. O objetivo não é dar alta mais cedo do que precisa, é fazer com que precise de estar menos tempo no hospital», argumentou Luís Pinheiro.
Dentro de um ano, o CHULN pretende reduzir entre 0,3 a 0,5 dias de internamento por doente, em média. No serviço de medicina interna estão, por ano, em média, 10 mil doentes. Uma redução de 0,3 dias de internamento permitirá uma diminuição de 3.000 dias.
Atualmente, por exemplo, há num dia cerca de 40 doentes no Santa Maria além da lotação oficial nas enfermarias de Medicina, que representam cerca de 170 camas.
Luís Pinheiro frisa que mesmo os doentes internados além da lotação estão em enfermarias e com equipas médicas e de enfermagem atribuídas, tentando o hospital que cada doente não esteja mais de 24 horas fora da sua «cama definitiva».

Perante o diagnóstico de sobrelotação, o Santa Maria vai começar hoje com um dos «quatro pilares» de um projeto mais amplo, que passa por «reorganizar os processos» dos serviços, em conjunto com os profissionais, para «agilizar o funcionamento interno».
Hospitalização domiciliária
Além disso, o CHULC pretende avançar durante o próximo mês com o primeiro conjunto de meia dúzia de doentes em hospitalização domiciliária, uma resposta que permite a doentes recuperar em casa de uma doença aguda.
«A hospitalização domiciliária é uma realidade perfeitamente conhecida e validada. Há garantia de cuidados médicos e de enfermagem como se estivessem internados. São doentes cuja estabilidade clínica permite ter segurança de não estarem no espaço hospitalar, mas que carecem de cuidados que são hospitalares e prestados no seu domicílio», indicou.
Cerca de 20 hospitais públicos em Portugal têm hospitalização domiciliária e a Ministra da Saúde já assumiu que quer alargar estes projetos a todas as unidades hospitalares do SNS.
O Centro Hospitalar Universitário de  Lisboa Norte vai começar com cinco ou seis doentes em hospitalização domiciliária e pretende ir alargando progressivamente esse número.
«Em termos de objetivos, quantos mais doentes tivermos fora do hospital, maior a segurança para esses doentes. Estar no hospital é necessário em muitas situações, tentamos é que essa permanência seja reduzida ao mínimo, porque há sempre riscos associados», declarou o diretor clínico.
Fonte: Lusa

Prescrição Eletrónica Médica

Receita sem papel será realidade para todos os médicos, a partir de 2020.
A partir de 31 de março de 2020 a prescrição eletrónica será uma realidade para todos os médicos. Para o efeito, a SPMS – Serviços partilhados do Ministério da Saúde disponibiliza módulos formativos gratuitos aos médicos inadaptados que assim o desejarem e já solicitou à Ordem dos Médicos a respetiva colaboração.
A medida, introduzida pelo Ministério da Saúde, através da Portaria n.º 390/2019, publicada esta terça-feira, dia 29 de outubro, vem restringir as situações excecionais em que ainda se podia efetuar a prescrição manual.
As únicas exceções serão a falência do sistema e a impossibilidade de o utente receber a receita desmaterializada.
A eliminação progressiva da prescrição por via manual permite obter ganhos de eficiência para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), não só pela minimização da ocorrência de fraude, mas também através da redução de custos ambientais e económicos associados ao consumo e armazenamento de papel.
Decorridos mais de quatro anos sobre a publicação da Portaria n.º 224/2015, de 27 de julho, que visa privilegiar a utilização de meios eletrónicos para suporte aos processos de prescrição, dispensa e faturação de todo o tipo de medicamentos, estão criadas as condições técnicas que permitem aprofundar o regime, reduzindo as situações em que a prescrição manual será aceitável.
Foram ouvidas as ordens profissionais e associações envolvidas.
De referir que a SPMS já promoveu, junto da Ordem dos Médicos Dentistas, ações de formação, a seu pedido.

Para saber mais, consulte:

Saúde
Procede à quarta alteração à Portaria n.º 224/2015, de 27 de julho (estabelece o regime jurídico a que obedecem as regras de prescrição e dispensa de medicamentos e produtos de saúde e define as obrigações de informação a prestar aos utentes).