segunda-feira, 1 de maio de 2017

ESPANHA CONSTITUI ARGUIDO “TUGA” PROTEGIDO PELO MPLA


A Justiça espanhola constituiu como arguido e quer ouvir o luso-angolano Guilherme Taveira Pinto como figura central no caso de corrupção que investiga a sobrefacturação na obra de construção do mercado abastecedor de Luanda, em Angola.

O juiz espanhol José de la Mata afirma que Taveira Pinto recebia as transferências feitas por empresas espanholas e distribuía-as pelos “seus verdadeiros beneficiários finais”.

A notificação faz um relato dos vários pagamentos feitos e os indícios colocam em evidência “a existência de uma estratégia concertada e executada entre Taveira e determinadas pessoas com vínculo ao consórcio para obter contratos com as autoridades angolanas através da entrega de dinheiro, presentes, viagens a altos funcionários responsáveis pela adjudicação e/ou execução dos mesmos. Estas dádivas eram sufragadas através da sobrefacturação dos orçamentos apresentados às autoridades angolanas”.

O documento aponta ainda vários responsáveis técnicos angolanos e a “estreita relação” que Taveira Pinto tinha com um alto dirigente político angolano e um antigo embaixador de Angola em Espanha, que agora é governador de uma província angolana.

Estas diligências são feitas no âmbito da investigação à “Mercasa”, uma das principais empresas públicas espanholas, que faz a gestão dos mercados abastecedores nas principais cidades do país.

A empresa assinou, através da comparticipada “Mercasa Incatema”, uma série de contratos para realizar um projecto para um mercado abastecedor em Luanda, num total de 533 milhões de euros, dos quais terão sido pagos 20 milhões de euros em comissões.

Segundo o documento de notificação, a situação que está a ser investigada indicia delitos continuados de “corrupção em transacções económicas internacionais, branqueamento de capitais e organização criminosa”.

Esta investigação avançou de forma decisiva depois de conhecidas as ligações entre o caso de corrupção na companhia das águas de Madrid, “Canal Isabel II”, e a empresa também pública “Mercasa”.

O ex-presidente da Comunidade Autónoma de Madrid Ignacio González foi detido na semana passada pela polícia no quadro de uma operação anticorrupção à empresa pública “Canal Isabel II” e o seu irmão também foi detido, mas no âmbito da investigação à Mercasa.

Guilherme Taveira Pinto é um fugitivo da Justiça espanhola no caso Defex, mais antigo, que trata a venda de armas desta empresa espanhola à polícia de Luanda.

O luso-angolano, que tem como última morada conhecida em Portugal a Rua João de Lisboa em Linda-a-Velha, mas está a viver actualmente em Luanda, desde há anos “facilita” através dos seus conhecimentos, em Luanda, uma série de negócios entre empresas públicas espanholas e angolanas.

Segundo o juiz José de la Mata, a casa deste luso-angolano foi revistada e aí “se encontraram várias evidências da sua participação” no caso Defex, assim como a sua “participação directa” no “pagamento de comissões ilícitas a funcionários do Comando Geral da Polícia Nacional de Angola” na venda de armas por 153 milhões de euros.

Recorde-se que no dia 8 de Outubro de 2016 o El Mundo fez manchete com o caso de um fugitivo português, Guilherme Taveira Pinto, à justiça espanhola, procurado pela Interpol, acusado de um desfalque de dezenas de milhões de euros, e que o jornal descobriu em Luanda, protegido pelas autoridades angolanas.

Guilherme Taveira Pinto terá intermediado a venda de armas de Espanha a Angola, num valor de 153 milhões de euros. Mas 100 milhões desapareceram e ao destino só chegou metade da mercadoria.

A Polícia espanhola revelou no final de 2015 que – sobre o mesmo assunto – o comandante da Polícia angolana, Ambrósio de Lemos, teve visita paga a Madrid e poderá ter recebido três milhões de dólares de “luvas”. Armando da Cruz Neto também estaria envolvido.

Em 2008, duas empresas espanholas, a Defex e a Comercial Cueto 92, formaram o que na legislação comercial espanhola é conhecido como uma “Union Temporal de Empresas” (UTE), que nesse mesmo ano firmou um contrato com Angola para o fornecimento de equipamento policial no valor inflacionado de cerca de 153 milhões de euros.

Pouco mais de 41 milhões foram transferidos para um banco do Luxemburgo sem razão comercial ou actividade comercial justificativa e foi isso que despoletou a investigação que levou à prisão várias personalidades espanholas.

Os acusados pela justiça espanhola terão falsificado facturas e outros documentos para tentar “lavar” os fundos.

As autoridades espanholas disseram inicialmente que como beneficiários desses fundos figuram os acusados espanhóis e o que chamaram de “familiares de funcionários públicos da República de Angola”.

Em tribunal, foi dito que uma das pessoas que terá alegadamente recebido fundos desse negócio foi o general Armando da Cruz Neto, que foi Embaixador de Angola em Espanha, entre 2003 e 2008, e mais tarde governador de Benguela.

Depois, a Unidade Central Operacional da Guarda Civil espanhola diz que aquelas duas empresas cobriram as despesas médicas e de alojamento em Madrid de Ambrósio de Lemos, comissário da Polícia Nacional angolana, da sua esposa Ana Freire e de um parente não identificado.

Citada pela imprensa espanhola, a guarda civil afirmou que esses gastos foram pagos com fundos que haviam sido desviados, pois embora o contrato de venda fosse de cerca de 153 milhões de euros, o material valia apenas 50 milhões.

Segundo a imprensa espanhola, as autoridades policiais do país dizem que Ambrósio de Lemos embolsou três milhões de euros por esse contrato e a sua esposa recebeu 15 mil euros.

As autoridades do Luxemburgo, que detectaram as transferências de milhões de euros despoletando o escândalo, disseram que houve uma transferência de três milhões de euros para uma companhia denominada Abangol.

Mas o caso complica-se porque anteriormente notícias na imprensa espanhola indicavam que a Abangol era provavelmente um empresa fictícia e que estava ligada ao general Armando da Cruz Neto.

Por outro lado, a polícia espanhola diz que como parte da operação de aliciamento de entidades angolanas, as companhias envolvidas gastaram um milhão e meio de euros em cabazes de natal para diversas entidades angolanas.

As companhias alegaram que se tratava apenas de mera atenção protocolar.

O então ministro do Interior espanhol, Jorge Fernandez Diaz, recusou-se a responder a perguntas de deputados da Esquerda Unida sobre o caso, porque os dados tributários da companhia (Defex) estão protegidos pela lei e que as investigações à alegada corrupção estão sob sigilo da justiça.

Sabe-se, no entanto, que as autoridades judiciais decidiram alargar as investigações que resultaram na prisão de várias personalidades ligadas à companhia e ainda de uma advogada, Beatriz Garcia, que a partir do Luxemburgo criou alegadamente companhias e abriu contas em diversas partes do mundo para receber os fundos desviados.

A acusação afirma que os detidos “se concertaram com funcionários angolanos para através do contrato de entrega de material à polícia levar a cabo uma apropriação patrimonial ocultada desviada para o estrangeiro mediante um complexo esquema de sociedades em paraísos fiscais”.


OS AFECTOS ENTRE PORTUGAL E ANGOLA E O RACISMO ENCAPOTADO | Rafael Marques de Morais


Há exatamente um ano o jornalista Alberto Castro, radicado em Londres, colaborador do PG, chamava-nos à atenção para um artigo no Maka Angola, da autoria de Rafael Marques de Morais, sobre aspetos subordinados ao título acima mencionado. A centralização do tema exposto é o racismo encapotado e o branqueamento da história. Dizia-nos então em adenda Alberto Castro: “Depois desse artigo, suspeito que Rafael Marques vá perder muitas das relações "afetuosas", diretas e indiretas, que tem em Portugal”.

Passou um ano. Consideramos que não foi perceptível que a perda de “afetos” de Rafael Marques de Morais em Portugal tenha sido declarada e significativa. Quererá isso mostrar que há portugueses que preferem meter a cabeça na areia e nem se manifestarem? Ou, então, que estão de acordo com aquilo que Rafael Marques expõe no texto? Que apresentamos  a seguir se continuar a ler. Não esqueça, desde que o escreveu até hoje passou um ano. Desconhecemos repercursões reativas.

MM | PG

OS AFECTOS ENTRE PORTUGAL E ANGOLA E O RACISMO ENCAPOTADO

Tem sido recorrente, sobretudo pela voz de negociantes, políticos e consultores portugueses, a romantização das relações entre Angola e Portugal. No programa “Expresso da Meia-Noite”, da SIC, Vítor Ramalho, secretário-geral da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e ex-deputado do Partido Socialista afirmou mesmo que a ligação entre os dois países “é uma relação de paixão em que se entrecruzam afectos”. O que quer isto dizer?

Trata-se de uma narrativa que pretende, acima de tudo, limpar a história. Portugal escravizou e colonizou os angolanos durante 500 anos. Ao longo desses cinco séculos, houve, claro, uma evolução nas relações entre Portugal e o que é hoje Angola. Os portugueses deixaram de maltratar os angolanos como bestas de trabalho, sem humanidade, e passaram, com o colonialismo, a tratá-los como seres inferiores – os indígenas. Ou seja, como bestas remuneradas.

Nas relações actuais entre estados soberanos, há uma cumplicidade atroz entre os governantes portugueses e a sua elite de negócios no apoio à pilhagem de Angola pelo poder do MPLA e de José Eduardo dos Santos, a sua família e o sistema de repressão que os sustenta. Grande parte do saque é investido em Portugal, e isso é muito positivo para o país. É quanto basta.

Disponibiliza-se todo o afecto necessário para o dinheiro e para os recursos angolanos, e nenhum afecto para o povo. Buscam-se todas as justificações para defender o sofrimento dos angolanos como algo natural, decorrente da guerra, do seu estado “africano”.

Porque se recorre, então, com o maior dos cinismos, ao argumento das paixões e dos afectos? Lembrei-me de um episódio ocorrido há alguns anos numa das minhas visitas a Lisboa.

Uma ilustre figura da sociedade portuguesa convidou-me para jantar num dos mais sofisticados hotéis em Lisboa. Queria dar-me conta do seu grande empenho pelo bem dos angolanos. A ideia animou-me. Durante o jantar, essa ilustre personalidade relatou-me as diligências que encetara junto do então presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas, na altura um português, para que usasse dos seus poderes no sentido de promover a paz em Angola. O meu anfitrião perorou sobre a necessidade de se alcançar finalmente a paz em Angola, o país onde Portugal deixara a sua maior invenção durante as aventuras coloniais. Que invenção?, perguntei. O meu interlocutor convidou-me, então, para no dia seguinte ir ao seu escritório e tomar contacto directo com o registo da sua diligência. Assim, ficaria a saber pelos meus próprios olhos.

No seu gabinete, abriu o cofre e de lá retirou uma cópia certificada de uma carta, muito bem preservada num plástico, e deu-ma a ler. No documento, argumentava que a maior invenção de Portugal, do seu heroísmo colonial, era “a mulata”. Fiquei sem palavras. Entusiasmado, o ilustre fez uma fotocópia e ofereceu-ma com todo o seu afecto. Recebi, impotente e incrédulo.

Sozinho, li e reli a carta. Pensei e repensei. Finalmente, sempre incrédulo, reagi. Queimei a carta, para queimar também os sentimentos negativos que me invadiam e a humilhação que sentia.

Ocorreu-me o exemplo da África do Sul, que gerou uma das maiores comunidades miscigenadas em África, mais vasta do que a angolana. Os brancos implementaram e mantiveram, até há 22 anos atrás, o hediondo regime do Apartheid.

Senti-me igualmente insultado quando, no mesmo “Expresso da Meia-Noite”, Vítor Ramalho recorreu também a uma teoria pseudo-antropológica para defender a ideia de que a corrupção é algo natural ou esperado “nas famílias africanas”. “A família africana tem outro conceito que não o nosso”, afirmou Vítor Ramalho, procurando ao mesmo tempo buscar legitimidade para os seus argumentos com o facto de ter nascido em Angola. Quer dizer, conhece melhor esse “outro” africano. É a questão do preto, sem mais conversas.

Tudo isso serve para justificar o poder político-económico de Isabel dos Santos em Portugal, detentora de uma fortuna cuja origem é comprovadamente a pilhagem de Angola. Para reforçar a sua tese da “família africana”, citou também o caso de Valentina Guebuza, filha do ex-presidente moçambicano Armando Guebuza. Ou seja, os líderes africanos aparentemente saqueiam por amor às suas famílias.

As “famílias africanas” têm sofrido horrores precisamente por causa de líderes como José Eduardo dos Santos, que não olham a meios para roubarem e reprimirem o seu próprio povo, para impedirem o seu desenvolvimento humano e o usufruto da liberdade.

Tais tendências têm origem na legitimação do abuso de poder e no contexto histórico. Não são “naturais” às "famílias africanas". Por outro lado, tais líderes, como José Eduardo dos Santos, mantêm a mentalidade e o estatuto de inferiores, que precisam sempre de agradar os seus superiores europeus, reproduzindo os piores métodos do colonialismo contra os seus próprios povos.

Recorrendo ao exemplo do circo do congresso brasileiro, bem se pode descrever esta relação apaixonada entre políticos portugueses e angolanos como um voto pelo sim ou pelo não por parte da classe dominante portuguesa.

Sim à lealdade a José Eduardo dos Santos e à sua mimada filha Isabel, pelo dinheiro, pelo paternalismo, pela família, pela bajulação e pelo oportunismo.

Não à liberdade do povo angolano, ao seu bem-estar e ao respeito pelos seus direitos elementares, pelo racismo, pela família, pelo neocolonialismo e pela ditadura.

Os argumentos defendidos pelo político português Vítor Ramalho ofendem a honra e a dignidade de qualquer cidadão africano de bom senso.

Basta! É hora da palavra.

Rafael Marques de Morais | Maka Angola | 24 de Abril 2016

Guiné-Bissau | "Vai ser muito difícil cumprir Acordo de Conacri", afirma analista


Opiniões dividem-se quanto ao cumprimento do Acordo de Conacri. Para o analista Luís Barbosa Vicente, retirada da ECOMIB do país é precipitada.

Como anunciado esta terça-feira (25.04) em Bissau, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) poderá aplicar sanções internacionais aos políticos da Guiné-Bissau que colocarem entraves à "implementação harmoniosa” do Acordo de Conacri que visa precisamente acabar com o impasse político naquele PALOP (País Africano de Língua Oficial Portuguesa).

O documento, apesar de ter sido rubricado pelos diferentes atores políticos guineenses, há seis meses em Conacri, capital da República da Guiné, ainda não foi cumprido na sua totalidade e, segundo Nabi Bangoura, ministro de Estado e secretário-geral da presidência da Guiné-Conacri, que se deslocou a Bissau, os políticos guineenses têm agora 30 dias (todo o mês de maio) para aplicarem as diretrizes do acordo que prevê, nomeadamente, a formação de um Governo de consenso com participação de todos os partidos representados no Parlamento da Guiné-Bissau.

Em entrevista à DW África, Luís Barbosa Vicente, analista e professor universitário, afirma que a CEDEAO pode tomar as medidas que entender, mas que as sanções que pensa aplicar em relação aos atores políticos e à retirada das forças da ECOMIB (contingente de soldados da África Ocidental estacionado em Bissau) é misturar um assunto político civil com um assunto militar. Segundo este analista, a CEDEAO precisa "ter muita cautela”. "A Constituição da República não foi respeitada quando foi assinado o Acordo de Conacri. [O Acordo] nunca devia ter sido assinado nos moldes em que foi”, afirma Luís Barbosa, lembrando que um dos primeiros pontos do Acordo - que o Presidente escolheria alguém de acordo com o consenso dele não foi, claramente, respeitado."

Para o analista, "a melhor forma de resolver os problemas seria criar uma solução fora do acordo, que é a revisão constitucional que devia ter sido feita e não devia nunca ter sido incluída neste Acordo, devia ter sido uma outra situação à parte, e as reformas que também poderiam advir daí, porque se não se conseguiu cumprir, nem o primeiro, nem o segundo ponto, como é que se pode cumprir com os pontos relativos às partes? Impossível”, afirma. 

Cumprimento do Acordo é possível? Opiniões dividem-se

Na opinião de Luís Barbosa Vicente, depois de duas tentativas falhadas, o cumprimento do Acordo de Conacri vai ser difícil. Afirmando que as ameaças da CEDEAO poderão vir "agravar a tensão que poderia existir entre os atores políticos”, o analista chama a atenção para a importância do "próprio equilíbrio das forças dos países vizinhos, o Senegal e a Guiné-Conacri”. "O Senegal apoia precisamente esse primeiro-ministro (Umaro Sissoco Embaló) nomeado pelo Presidente da República. Como é que fica?”, interroga.

O analista confessa que é impossível fazer um prognóstico do que poderá vir a acontecer no país. "Na Guiné tudo é possível atendendo àquilo que tem sido a dinâmica política. Pode-se cumprir e pode-se não cumprir, portanto, a questão aqui é cumprir como e com base em quê. Vai dar precisamente o PAIGC, que ganhou as eleições, a indicar um primeiro-ministro a ser nomeado pelo Presidente da República? E como é que ficam os 15 dissidentes? Vão ser introduzidos no partido e vão cumprir os estatutos internos do próprio partido em si? E como é que fica o partido da oposição – Partido da Renovação Social  (PRS)- que também assinou o Acordo? Vai querer um governo do PAIGC?”, interroga. Para Luís Barbosa, "vai ser muito difícil cumprirem este acordo”. "Confesso que não consigo ter um prognóstico concreto, mas daquilo que eu conheço da realidade guineense, posso praticamente garantir que vai ser muito difícil o cumprimento do acordo”.

Elisa Pinto Tavares, presidente do Movimento da Rede Paz e Segurança, uma Organização Não-Governamental da sociedade civil guineense, mostra-se também reticente quanto ao cumprimento do Acordo. "Não esta á ser cumprido, não vai ser cumprido, aqui não se cumpre nada. Não se cumpriu a Lei Magna, vai-se cumprir o Acordo?”, dá conta.

Já Jorge Gomes, do Movimento Nacional da Sociedade Civil da Guiné-Bissau, mostra-se otimista. O responsável explica que o Movimento já pediu uma audiência com o Presidente da República para "aconselhar o cumprimento integral do Acordo de Conacri”, uma vez que este foi "assinado de livre vontade pelos signatários”. "Achamos que é o único instrumento para tirar o país da situação em que se encontra”, acrescenta.

Retirada da ECOMIB é "precipitada”

A CEDEAO referiu também ter indicado às autoridades guineenses que a "força de interposição" estacionada em Bissau na sequência do golpe de Estado de abril de 2012, ECOMIB, poderá ser retirada entre 28 de abril e 30 de junho deste ano. Para Barbosa Vicente, esta ação será "uma precipitação da parte da CEDEAO que nunca devia ter misturado os dois assuntos”. "Todos sabemos que iria chegar a altura em que a ECOMIB teria de sair da Guiné, isso é normal. Se a ECOMIB sai nessa situação, onde uma das sanções é precisamente isso, eu julgo que, mais uma vez, estão a misturar os assuntos. Estamos a criar uma situação e uma caixa da pandora que poderá vir a resultar numa situação terrível”, afirma o analista, dando conta que "é preciso cautela e calma”.  "As pessoas têm que se sentar e conversar e se a CEDAO precisar que seja feito um diálogo mais alargado, e que não seja só feito ali na Comunidade, na região, que se chame as Nações Unidas, chamem quem entenderem que possa viabilizar toda esta situação que está politicamente a criar problemas sérios”, conclui.

António Rocha | Deutsche Welle 

Hora de Fecho: Geração Z, os jovens da net, crise e terrorismo

Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
Depois dos Millennials, chega agora a Geração Z. Jovens que nasceram na era da internet e que não sabem o que é o mundo sem a crise e sem o terrorismo. O que esperam eles do futuro?
Casquinha, 17 anos, e "Caravela", 57, foram mortos pela GNR numa herdade que fora retirada à cooperativa. Quase quarenta anos depois, no Escoural há mais interrogações do que respostas.
Republicanos e democratas conseguiram um acordo no orçamento para evitar novo encerramento parcial do governo. Há mais dinheiro ao Pentágono, mas não para construir o muro na fronteira com o México.
As manifestações do 1º de Maio, Dia Mundial do Trabalhador, ficaram marcadas por confrontos entre a polícia anti-motim e grupos de jovens mascarados. Três polícias ficaram feridos.
Apesar dos avisos, o regime de Kim Jong-un mantém a sua posição de confronto e diz que vai continuar a desenvolver o seu programa nuclear e a fazer testes, à revelia até dos parceiros chineses.
Lideraram equipas de socorro debaixo de fogo, viram vítimas de ataques químicos, assistiram partos a partir de um telefone. As histórias de duas médicas que viveram o cerco a Alepo, na Síria.
Um adulto e uma adolescente morreram esta segunda-feira, em Almeida, e mais duas pessoas receberam tratamento hospitalar na sequência de uma presumível intoxicação com monóxido de carbono.
Seis pessoas foram realojadas na madrugada desta segunda-feira após uma explosão ter "praticamente destruído" o apartamento onde viviam na rua do Heroísmo.
O papa Francisco é conhecido por não ser tão devoto, como João Paulo II. Em quatro anos de pontificado, o Papa Francisco fez várias referências a Nossa Senhora de Fátima e às “aparições” de 1917.
Um papa que “fala” tanto por palavras como por gestos, que condena os efeitos da crise económica e defende o ambiente. Quem é Francisco, o papa que surpreende pelas atitudes simples?
A mediação no conflito entre os EUA e Cuba é uma das principais ações diplomáticas do papa Francisco, mas não é a única. Conheça os conflitos que o Papa Francisco tema ajudado a mediar no mundo. 
Opinião

Helena Matos
A mutilação genital que passou a corte por causa do multiculturalismo. O presidente que acha que as mulheres podem cobrir as cabeças para combater a islamofobia... O que vem a seguir?

Alexandre Homem Cristo
O BE aceitou ceder na ideologia em troca de poder. O PCP não. Consequência: na negociação política, o PCP ficará cada vez mais isolado, assistindo ao reforço da parceria (e futura coligação) PS-BE.

João Carlos Espada
A identificação de “Mais Europa” com a defesa da União Europeia é errónea. Ela favorece o populismo e enfraquece a causa europeia.

Vasco Pulido Valente
… hopes expire of a low dishonest decade… (W. A. Auden)

João Marques de Almeida
Costa e Trump são políticos que abandonaram as categorias que nos formaram nas últimas décadas. São a demonstração do que o contexto histórico é por vezes mais importante do que a educação política.

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Perigo à vista na Rua dos Combatentes da Grande Guerra vs Rua Direita em Aveiro


Quem decide passear ou caminhar pela Rua dos Combatentes da Grande Guerra (leia-se rua direita ou do comércio), junto à loja do Fernando vs Hotel Imperial depara-se com a imagem acima, provocando a perplexidade dos transeuntes, tropeçando mesmo nos pedaços de ferro fundido que ali se encontram.

Os fios estão ao descoberto, não se sabendo se, estão ou não ligados, motivando alguns comentários tendo em conta que tudo está bem à vista do estabelecimento do senhor presidente da União de Juntas de Freguesia como ainda dos restantes estabelecimentos comerciais limítrofes. Afinal o que se passa?

Porém, não deixa de ser estranho na medida em que, a destruição do poste de iluminação aconteceu há já algum tempo. Alguém está esperando que aconteça alguma tragédia para que a situação seja solucionada? 

Aqui fica o alerta, todo o cuidado é pouco… para evitar tropeções neste obstáculo na via pública. O seguro morreu de velho e a prudência ficou viúva.

J. Carlos

Centro Histórico do Porto Património Mundial da Humanidade - UNESCO

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A cidade do Porto, construída sobre as colinas com vista para o rio Douro, é uma ilustre paisagem urbana com mais de 2,000 anos de história. O seu continuo crescimento, ligado ao mar (os Romanos chamavam-lhe Portus, ou porto), pode ser visto nos muitos e variados monumentos, desde a catedral com o seu coro Romanesco, ao Neo-Clássico Palácio da Bolsa até ao estilo manuelino tipicamente português da Igreja de Santa Clara.#UNESCO ...
Porto, Portugal

Última Hora Três pessoas morrem afogadas em praias da Nazaré e da Caparica

Casal espanhol morreu na praia da Nazaré
Um casal espanhol morreu afogado, esta segunda-feira, na praia da Nazaré. Na Costa de Caparica, um homem perdeu a vida a tentar ajudar dois jovens.
O casal foi surpreendido por uma onda e arrastado para a água, cerca das 14.35 horas desta segunda-feira, na praia da Nazaré. A mulher, de 75 anos, foi resgatada e sujeita a manobras de reanimação, mas não resistiu.
O homem, de 77 anos, chegou a ser dado como desaparecido. Foi localizado cerca das 16.30 horas, junto à barra do Porto da Nazaré. O corpo foi resgatado.
Fonte e Imagem: JN