sábado, 8 de julho de 2017

Acrobata morre após cair durante número artístico em festival de música

Acrobata morre após cair durante número artístico em festival de música
O festival estava a decorrer em Madrid, Espanha.

Um acrobata sofreu um aparatoso acidente, ao cair de uma altura de quase 40 metros, no momento em que estava suspenso numa jaula, acabando por morrer. O sucedido aconteceu no festival Mad Cool, em Madrid, na noite de sexta-feira, entre os concertos dos Alt-J e dos Green Day.

Pedro Aunion Monroy, de 42 anos, ainda foi assistido no local, mas acabou por não sobreviver.

O festival prosseguiu, apesar do acidente, e os Green Day reagiram à morte do acrobata através do Twitter. “Acabámos de sair do palco do Mad Cool e tomamos conhecimento de notícias perturbadoras. Um bravo artista chamado Pedro perdeu a vida esta noite num trágico acidente”, escreveram no Twitter.

Fonte: Notícias ao minuto
Foto:  Twitter / Kostarof

Aeroporto: Falta de meios do SEF provoca “entre duas a três horas” de filas de espera

Resultado de imagem para aeroporto de Lisboa
Turistas reagem mal à situação e presidente do Sindicato da Carreira de Inspeção e Fiscalização do SEF, Acácio Pereira, reforça necessidade de encontrar uma solução urgentemente.
A falta de meios do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no aeroporto de Lisboa tem-se feito notar intensamente, levando a filas de espera por períodos de duas e três horas, de acordo com testemunhos ouvidos pelo Diário de Notícias (DN). Apesar da direção do SEF afirma tratar-se de casos pontuais, trabalhadores no aeroporto referem que número de funcionários é insuficiente face ao aumento significativo de passageiros estrangeiros. “A situação está muito pior”, admite Acácio Pereira, presidente do Sindicato da Carreira de Inspeção e Fiscalização do SEF.
Em declarações ao DN, Acácio Pereira disse que “o balanço está longe de ser positivo” relativamente aos fluxos turísticos. A Confederação do Turismo Português (CTP) foi informada do recrutamento de novos funcionários, “mas a medida não está a produzir resultados satisfatórios”, avançou, relembrando a necessidade de “ter em conta que o fluxo de chegadas fora do Espaço Schengen está a aumentar – estamos na época alta e o mercado dos EUA está a crescer – e a tendência é para incrementar os movimentos com as novas rotas para a China”.
Para o responsável, a prioridade passa por “encontrar uma solução urgente”, visto que as reações dos turistas não têm sido positivas. “Ninguém gosta de, depois de uma viagem longa e cansativa, ficar retido no aeroporto durante duas horas”, sustentou, referindo não ser a experiência turística ideal para os que vêm visitar o país.
Para reforçar o aeroporto e outras áreas do género da investigação criminal, é preciso admitir urgentemente 200 novos inspetores, referiu. Enquanto não se encontra a solução permanente, o SEF destacou 45 estagiários sem curso concluído para o aeroporto, ao que o sindicato assegura que “a sua presença pouco adianta pois não têm ainda competências atribuídas”. Atualmente, em terreno estão “230 elementos a efetuar o controlo da fronteira” no aeroporto, aponta a direção do SEF, incluindo os estagiários na contagem.
Constança Urbano de Sousa definiu, em janeiro deste ano, os “Objetivos Estratégicos do ministério da Administração Interna 2017/2019” que visa, entre vários pontos, “fixar em menos de 40 minutos o tempo máximo de espera de processamento no controlo de fronteiras”.
“O SEF tem vindo a corresponder ao aumento do tráfego aéreo e do fluxo de passageiros verificado, cumprindo a missão que lhe está confiada enquanto serviço de segurança”, relata a direção do SEF, acrescentando que já pediu um concurso para 200 novos inspetores, que aguarda autorização das Finanças.

Fonte: Jornal Económico

Centenária diz que o seu segredo é o vinho

Festa de aniversário em centro de reabilitação nos EUA.

Centenária diz que o seu segredo é o vinho
Florence Bearse diz que o seu segredo de longevidade é vinho

Uma idosa que celebrou o centésimo aniversário nesta quinta-feira garante que o segredo para a sua longevidade é o vinho. 

"Eu gosto do meu vinho, não mo podem tirar", disse Florence Bearse, que festejou o aniversário no Centro de Reabilitação Watergate, em Bangor, no estado norte-americano do Maine. 

A centenária é conhecida pelo  sentido de humor. "As pessoas aceitam-me. Elas compreendem... Eu sou maluca", brincou Florence Bearse.

Fonte: CM

Pornografia leva jovens a plásticas vaginais


Brasil é o campeão mundial desta prática.

Anna, nome atribuído à jovem que não quis revelar a verdadeira identidade, contou à BBC que quis fazer uma cirurgia plástica à vagina aos 14 anos.

"Não sei de onde tirei a ideia de que a minha vulva não era bonita o suficiente, que não tinha um bom aspeto", confessou a jovem. 

A labioplastia, processo cirúrgico ao qual se submeteu, consiste num encurtamento ou remodelação dos lábios da vagina. Segundo a mesma fonte, Anna contou que pensou em recorrer à cirurgia depois de ter assistido a pornografia. Ao ver as vaginas das atrizes pornográficas, a jovem pensou que todas deveriam ser simétricas e perfeitas, não tendo nunca antes visto nenhuma que não a sua.

Anna acabou por desistir da ideia. Contudo, esta prática é cada vez mais comum em meninas adolescentes.

De acordo com uma pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil é o país onde mais ocorrem estes casos. O mesmo revela o número de 23155 destes procedimentos no passado ano de 2016. No entanto, os dados não são referentes a menores.

No Reino Unido, por sua vez, foram registados mais de 200 casos, correspondendo 150 dos mesmos a menores de 15 anos, conforme divulgado pelo Sistema de Saúde Pública britânico (NHS).

Já nos EUA, 560 menores recorreram a esta prática, segundo a Sociedade de Cirurgia Plástica Estética do país.

Os médicos especialistas desaconselham vivamente este procedimento, sobretudo em menores cujo corpo ainda se encontra em desenvolvimento.

Para além de Anna, a BBC entrevistou mais três adolescentes de uma escola inglesa que confessaram sentirem-se pressionadas com os padrões de beleza e imagens a que assistem na internet.

Fonte: CM

“Por favor não coma isto” pedem os cardiologistas


Comida enlatada, enchidos. fritos e doces. Mas afinal, o que é seguro comer? Os médicos norte-americanos respondem
O Dr. Clyde W.Yancy, chefe de Cardiologia do Departamento de Medicina da Northwestern University diz que a melhor dieta abrange uma rotina saudável que conjuga uma alimentação equilibrada com exercício físico, alertando ainda para a questão das porções dos alimentos.
“Não tem só que ver com o que comemos, mas também sobre como consumimos as calorias”, “a moderação provou ser a chave para o sucesso”, disse o médico num artigo publicado no site The Active Times.
No entanto, há alimentos que os cardiologistas recusam. Quais são?
Alimentos processados ou congelados
“Estes contêm produtos químicos, aditivos e conservantes que não são saudáveis”, diz o Dr. Kevin Campbell, cardiologista de renome mundial.
“Os alimentos frescos fornecem nutrientes muito melhores e têm menos calorias. Os alimentos processados contêm frequentemente potenciadores de sabor que são produzidos artificialmente. Além disso, este tipo de alimentos tem uma carga de sódio muito alta “, acrescenta.

Refrigerantes
O dr. Campbell diz que estes produtos “não têm valor nutricional e são muito densos caloricamente. Contribuem para a obesidade”. Refrigerantes diet são, por vezes, piores ainda que o produto original, conclui o médico.
Batatas-fritas de pacote
“São alimentos carregados com calorias, frequentemente fritos e com pouco, ou nenhum, valor nutricional,” refere o mesmo médico.
As batatas fritas também caem na categoria de alimentos que estão são muitas vezes feitas com olestra, um substituto de gordura que se junta às vitaminas A, E, D e K e carotenóides, que são nutrientes antioxidantes, e esvazia-os para fora do corpo.

Comida frita
“Não há razão para comer fritos”, diz Dr. Yancy. “Não há absolutamente nenhum beneficio cardiovascular”. Mal começa a fritar alimentos, o óleo torna-se cancerígeno. As gorduras ‘trans’ que compõem estes alimentos causam inflamações no corpo, aumentam o colesterol e entopem e endurecem as artérias.
Álcool a mais
“Pequena quantidade de vinho – um copo por noite no máximo – pode ser benéfico”, diz Yancy. “Mas não mais.”
O álcool pode desencadear sintomas de fibrilação arterial (arritmia), o que aumenta o risco de acidente vascular cerebral em cinco vezes. O consumo excessivo de álcool impede o fígado de produzir materiais que auxiliam a coagulação do sangue.
Bacon
O bacon tem muita gordura, alerta David Fischman, co-diretor do Laboratório de Cateterismo Cardíaco na Universidade Thomas Jefferson. Além disso, os nitratos que ajudam esses alimentos a manter a cor durante mais tempo, fazem mal ao corpo pois podem converter-se em substâncias químicas cancerígenas, de acordo com o CDC.
Enchidos
Estas carnes processadas contêm muito sódio e gordura, diz Fischman.
“O peru é menos gordo, mas tem muito sal”, o que quer dizer que um consumo elevado pode conduzir à hipertensão e danificar os vasos sanguíneos, entre outros problemas de saúde.

Cachorros quentes
“Eles não devem ser um alimento básico para ninguém”, diz o Dr. Fischman. São muito processados e têm muito sal.
Comida enlatada
“Qualquer alimento conservado numa lata contém níveis muito altos de sódio, porque é com isso que preservam a comida”, refere Fischman. “É sempre melhor comer alimentos frescos”.
Doces
“O açúcar refinado é tóxico para o corpo, especialmente se consumido em grandes quantidades já que provoca picos de insulina, que levam ao aumento de peso “, diz Fischman. Os níveis de ‘mau’ colesterol também sobem.
Comida de Microondas
Estes alimentos são maus e inserem-se, segundo Fischman, na categoria “qualquer coisa numa caixa”. Em geral, “são preservados com muito sódio e muito ricos em calórias.”
Bebidas energéticas 
“Não é bom, especialmente pior quando misturado com álcool”, alerta o especialista. As bebidas energéticas têm demasiada cafeína, uma das drogas legais mais perigosas, que origina pressão alta e ritmo cardíaco acelerado, acrescenta Fischman.

Quem tem autoridade sobre os filhos: os pais ou os juízes?

Plinio Maria Solimeo
Eutanasia

O terrível precedente de Charlie Gard

Anos atrás pareceria inconcebível perguntar a quem incumbe a autoridade sobre os filhos, se aos pais ou aos juízes.
Hoje, por absurdo que pareça, os magistrados se arrogam o direito de decidir o futuro das crianças, a despeito da opinião dos próprios pais. É o que está ocorrendo num dramático caso que se tornou internacional, fruto da socialização da medicina guiada por um “humanismo racionalista e utilitarista, desprovido de valores absolutos, ou seja, [de um] relativismo moral e niilismo”, como diz um comentarista moderno.(1)
Eutanasia
Trata-se do caso de Charlie Gard [foto ao lado], um bebê britânico de dez meses, portador de uma enfermidade muito rara — a Síndrome de Esgotamento Mitocondrial. Apenas outros 16 meninos em todo o mundo sofrem dessa síndrome, que leva os músculos, pulmões e outros órgãos a ficarem sem energia, podendo ser letal. Por isso o pequenino Charlie está conectado a um ventilador artificial no hospital Great Ormond Street, em Londres, acompanhado por seus pais, Christopher e Connie [foto acima], que com os donativos oriundos de todo o mundo obtiveram o suficiente para levar o filho aos Estados Unidos, onde um hospital se prontificou a tentar um tratamento que, com a ajuda de Deus, poderá dar resultado.

No entanto, os pais não podem tomar esse caminho e seguir o exemplo da Sagrada Família, que para salvar o Menino Jesus da sanha sanguinária de Herodes partiu rumo ao Egito. Pois Charlie está impedido de sair do hospital. Praticamente sequestrado, acompanham-no, além dos pais, uma medalha de Jesus e uma oração ao Anjo da Guarda.

Vãos recursos à Corte Suprema e ao Tribunal de Estrasburgo

Eutanasia
Após recurso ao Tribunal de Apelações do Reino Unido, os pais do Charlie recorreram à Corte Suprema. Ambos lhes negaram o direito de trasladar Charlie aos Estados Unidos, ou até mesmo de levá-lo para morrer em casa. Pelo contrário, autorizaram os médicos a desconectarem o bebê, alegando que o tratamento nos EUA seria inútil. E hipocritamente, “com o maior dos pesares”, asseguraram “estar fazendo o melhor para o bebê”,cujo “superior interesse deve prevalecer” — o de fazê-lo “morrer sem dor”.

Contestando o parecer dos médicos e do juiz, Christopher afirma: “Estamos convencidos de que Charlie não sente dor. Quando percebe nossa presença, procura abrir os olhos como pode, pelo que não cremos que esteja cego. Conhecendo nosso filho, não cremos que Charlie tenha dano cerebral estrutural, como dizem os médicos. Se pensássemos que não há nenhuma esperança, não lutaríamos por ele. Mas se há a menor possibilidade de que um tratamento funcione, e o doutor nos Estados Unidos assim no-lo disse, que pai não o tentaria?” — argumenta, com muita lógica.
Diante dessa ditadura judicial, o que mais poderiam fazer os pais aflitos? Resolveram, como última tentativa, apelar para o Tribunal de Direitos Humanos de Estrasburgo. Os sete juízes encarregados de decidir sobre o caso obrigaram o hospital londrino a manter viva a criança, concedendo-lhe todos os cuidados possíveis, até tomarem a decisão final.

Precedentes que levam à esperança

Eutanasia
Havia, pois, esperanças de que esse Tribunal desse um parecer favorável ao direito dos pais de decidirem o que fazer com o filho. Contudo, padecendo do pragmatismo e do ateísmo que avassalam o mundo de hoje, seus magistrados deram absurdamente razão aos juízes e médicos londrinos, ou seja, que era melhor para o menino desconectar os aparelhos que lhe permitem respirar, para deixá-lo “morrer com dignidade”.

Os juízes haviam estabelecido 30 de junho como o dia fatal para o desligamento dos aparelhos. Mas foi tão grande a indignação suscitada em todo o mundo pela iníqua decisão, que eles adiaram a data, mas não cancelaram a pena.
Ateus, esses magistrados nem levaram em conta a existência de pelo menos dois precedentes em tal caso: o de uma menina e de um menino italianos desenganados pelos médicos, e que não obstante estão hoje com quatro e nove anos de idade, respectivamente. A mãe do menino disse que “o princípio que deve guiar o ser humano é proteger e defender a vida deste menino, seja por poucas horas, seja por oitenta anos”.
National Catholic Register comenta que uma das consequências do caso Charlie serão suas metástases, podendo ser aplicado depois até nos casos de doenças com melhores diagnósticos e mais comuns.(2)

 “JeSuisCharlieGard”

O que está acontecendo é tão absurdo, que está levantando a indignação em quase todo o mundo. Uma delas conseguiu até agora enviar 183.602 assinaturas ao hospital londrino, pedindo que este libere o menino e o entregue a seus pais. Já surgiu outra iniciativa que tem como lema JeSuisCharlieGard, reunindo pessoas de vários países.
Um grupo de pais romanos enviou uma carta ao Papa Francisco, pedindo-lhe que ajudasse o menino inglês intercedendo por ele junto aos órgãos competentes.(3) O Papa havia se referido ao caso de uma maneira indireta, sem citar o menino. Mas, segundo diz em seu blog Il Straniero o jornalista Antonio Socci, “ocorreram espontaneamente uma centena de vigília de orações e, sobretudo, muitos e muitos católicos de todas as partes tomaram de assalto a central telefônica da Secretaria de Estado Vaticana e de Santa Marta, para pedir uma intervenção urgente do Papa Bergolio”. De onde esta notícia: “O Santo Padre – afirma o porta-voz do Vaticano Greg Burke — segue com afeição e emoção a história de Charlie Gard, e expressa sua proximidade com os pais. Ele reza por eles, desejando que o desejo deles de acompanhar com cuidado o próprio filho até o fim seja respeitado”.(4)
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou em um tweet“Se pudermos ajudar o pequeno Charlie Gard como os nossos amigos do Reino Unido e o Papa, nos alegraremos em fazê-lo”.(5)
O cardeal Elio Sgreccia, ex-presidente da Academia Pontifícia para a Vida e um dos maiores peritos mundiais em Bioética, publicou no blog Il donno della vitta dez pontos, nos quais comenta com muita vivacidade e erudição a sentença e os argumentos dados pelos juízes justificando a morte de Charlie Gard.(6)
Não podendo deixar de se manifestar, o Presidente da Pontifícia Academia pela Vida, Dom Vicente Paglia, fez um inócuo comentário, que desapontou os que esperavam dele um categórico pronunciamento a favor da família e da vida.

Algumas repercussões sobre o clamoroso caso

Javier Lozano, jornalista do site católico Religionenlibertad, pergunta com muita indignação: “O Estado está acima dos pais? Podem alguns médicos decidir deixar uma criança morrer apesar da oposição de seus progenitores? Podem alguns juízes retirar, de fato, o pátrio poder de alguns pais que querem salvar seu filho e, para isso, trasladá-lo aos Estados Unidos para receber um tratamento experimental? Pode o juiz dizer que desconectar o bebê é deixá-lo ‘morrer com dignidade’, passando por cima da opinião dos que trouxeram o pequeno ao mundo?”(7)
O jornalista Elton Chicolina, por sua vez, argumenta com toda propriedade no site Aleteia: “Se uma família quer tentar um último recurso em prol da vida de um filho, por sua própria conta, por mais que as chances de sucesso sejam praticamente nulas, o Estado tem a prerrogativa de proibi-la? O Estado tem autoridade legítima para obrigar um pai e uma mãe a desligarem os aparelhos que mantêm o seu bebê vivo, quando ainda resta uma tênue e remota chance de tratamento? [...] É este o Estado que desejamos? Se for, devemos estar cientes de que se trata de um Estado que permite ao arbítrio de um grupo de magistrados sentenciar de maneira absolutista contra o direito natural de um pai e de uma mãe a manterem o próprio filho vivo até que ele faleça pelo esgotamento de todos os recursos lícitos disponíveis — recursos, aliás, que, no caso de Charlie, seriam bancados pelos próprios pais e pelas doações de milhares de voluntários, e não pelo Estado”.(8)
Aleteia vai mais longe: Que grau de monstruosidade é necessário, consciente ou já subconscientemente, para sentenciar um bebê à morte e se dirigir com tamanha hipocrisia aos pais da sua vítima indefesa? Uma vítima que ainda tem uma chance a seu alcance!” (9)
Em seu blog, Rodrigo Constantino conclui: “[Como diz Walsh,] esse é o resultado da medicina socializada, de quando os pais têm seus direitos subordinados ao Estado, e de quando a vida humana não é mais sagrada. Talvez a vida das baleias ou das tartarugas desperte mais comoção hoje do que a vida de bebezinhos com doenças terminais, pois é proibido ‘sofrer’. De fetos no ventre, então, nem se fala! Esses podem ser simplesmente eliminados como se fossem parasitas, e os ‘direitos’ das mulheres atropelam qualquer direito à vida do bebê. É como se ela fosse cortar a unha ou o cabelo, e ponto final.
Eutanasia
Entretanto, uma voz categórica se elevou no setor eclesiástico. Foi o pronunciamento do conhecido cardeal Carlo Caffarra [foto], um dos quatro assinantes dos dubia dirigidos ao Papa Francisco. Em entrevista concedida ao Il Giornale, ele disse: “Chegamos aos limites da cultura da morte. São as instituições públicas, os tribunais, que decidem se uma criança tem ou não o direito de viver. Inclusive contra a vontade de seus pais! Chegamos ao fundo da barbárie”. E acrescentou: “Somos, por acaso, filhos das instituições, ou lhes devemos a vida? Pobre Ocidente! Rechaçou a Deus e sua paternidade, e se encontra entregue à burocracia! O anjo de Charlie vê sempre o rosto do Pai. Detende-vos, em nome de Deus. De outra forma vos digo com Jesus: ‘Seria melhor que vos atásseis ao pescoço uma roda de moinho, e vos lançásseis ao fundo do mar (Mc 9, 42).”(10)

Enquanto escrevemos o presente artigo, surpreendeu-nos a boa notícia de que teria surtido efeito o vídeo difundido na quinta-feira pelos pais de Charlie, denunciando a pressa do hospital em acabar com a vida de seu filho e não deixando sequer levá-lo para morrer em casa. Connie Yates, a mãe da criança, anunciou no Facebook uma prorrogação para sua vida(11). Esperemos que, com a pressão mundial, esse caso tenha um feliz desenlace, para alegria de todos.
Quão terríveis são os tempos em que vivemos, com a morte da fé e a consequente queda da moralidade! Que Deus tenha piedade deste mundo pecador e neopagão!

Fonte: ABIM

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Notas:
  1. http://www.gazetadopovo.com.br/rodrigo-constantino/artigos/corte-na-europa-decide-matar-bebe-doente-apesar-de-luta-dos-pais/?utm_medium=feed&utm_source=feedpress.me&utm_campaign=Feed%3A+rconstantino
  2.  http://www.ncregister.com/blog/matthew-archbold/when-the-right-to-die-becomes-a-death-sentence
  3. ES.NEWS
  4. http://www.ncregister.com/daily-news/pope-francis-supports-charlie-gard-and-his-parents
  5. CitzenGo, in https://mail.google.com/mail/u/0/h/16jec7g95dte6/?&th=15d09949bb50d7da&v=c
  6. http://www.religionenlibertad.com/puntos-que-echan-abajo-los-argumentos-sentencia-que-57834.htm
  7. http://www.religionenlibertad.com/los-jueces-dictan-que-bebe-muera-impiden-los-57496.htm
  8. https://pt.aleteia.org/2017/06/30/caso-do-bebe-charlie-as-duas-questoes-que-precisam-ser-esclarecidas/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt
  9. https://pt.aleteia.org/2017/06/30/luto-indignacao-horror-o-bebe-charlie-sera-assassinado-hoje-pela-justica-europeia/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt
  10. http://www.religionenlibertad.com/los-padres-charlie-gard-consiguen-una-prorroga-hay-tuit-57787.htm
  11. http://www.religionenlibertad.com/los-padres-charlie-gard-consiguen-una-prorroga-hay-tuit-57787.htm

Os mártires de Roma

Nelson Ribeiro Fragelli
Cardeal Zen
“Os mártires dos três primeiros séculos da Igreja não temiam as legiões de Roma, nem o martírio. Hoje, na China, os católicos resistentes ao comunismo, também eles, não temem o martírio. Mas temem Roma. Outra Roma.”

Esta declaração foi feita em Hong-Kong pelo heroico Cardeal Joseph Zekiun Zen, em entrevista ao jornal italiano “Corriere della Sera” no dia 3 de julho 2017. Muitos sacerdotes, bispos e leigos escondidos nos subterrâneos das cidades e nas grutas das montanhas foram martirizados nos últimos anos. Eles enchem as prisões do Estado chefiado por Xi Jinping.
Xi deseja exercer o controle total sobre a Religião. A conferência episcopal oficial cumpre as exigências do regime comunista, que dita suas normas pastorais. O Cardeal Zen escreveu ao Papa pedindo que não faça concessões ao governo. Roma está por assinar um acordo com os comunistas reconhecendo os bispos colaboracionistas.
Concessões a governos comunistas não são infelizmente novidade na Cidade Eterna. Elas atingiram seu auge sob o Papa Paulo VI, quando o Vaticano, sob o pretexto de distensão com países do bloco comunista como a Polônia, a Hungria e a Ucrânia, entregava seus rebanhos ao lobo vermelho. Em face dessa situação, Plinio Corrêa de Oliveira se dirigiu respeitosamente a Sua Santidade, em declaração pública redigida em abril de 1974 e estampada nos principais jornais de todos os continentes. Nela ele se declarava, enquanto líder da corrente conservadora na Igreja e católico fiel à Cátedra de Pedro, em “estado de resistência” à diplomacia vaticana de concessões ao comunismo. Roma leu e calou-se. As concessões diminuíram. Em 1989 o Muro de Berlim ruiu e, com ele, a falácia soviética diante da qual Roma fazia genuflexão. Queira a Providência Divina conceder em 2017 aos chineses que gemem sob o tacão de Xi Jinping, força e coragem para dizerem “não” à perseguição comunista em todas as circunstâncias. O Cardeal Joseph Z. Zen já deu o primeiro grande passo.

Fonte: ABIM