quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Adolescentes Leitores

Adolescentes Leitores


Ler livros é uma actividade muito importante para a formação cultural e intelectual de qualquer pessoa. Os adolescentes, ou grande parte deles, lêem muito pouco, e na maioria das vezes somente os livros indicados pelas escolas. E, em uma sociedade como a que vivemos, onde a comunicação audiovisual é tão predominante, este hábito vem se tornando cada vez mais raro. Por que isso acontece?
A literatura infantil, assim como a leitura, enquanto fenómenos sociais, foram alvo de uma motivação maior quando da consolidação da classe burguesa e da economia capitalista, na Europa do século XVIII. Isso se deu por conta da necessidade de escolarização das massas operárias em ascensão e a industrialização da literatura, por intermédio do desenvolvimento dos novos meios de comunicação de massa. No Brasil, estes fenómenos começam a se reproduzir apenas na passagem do século XIX para o XX.

Segundo o Ministério da Educação, o brasileiro lê, em média, dois livros por ano, sendo um deles de cunho didáctico. Ou seja, anualmente, o brasileiro lê apenas um livro pelo simples prazer da leitura. Ao mesmo tempo, uma pesquisa feita por editores brasileiros constatou que a leitura é um hábito crescente na população mais jovem presente em 45% dos que têm entre 14 e 19 anos, 33% dos que têm 20 a 29 e 28% dos que estão na faixa dos 30 aos 39. Depois dos quarenta, o número de pessoas que leu um livro no último mês cai para 24%. É importante lembrar que nem sempre as estatísticas reflectem a realidade, uma vez que é raro conhecermos alguém que tenha sido consultado nessas pesquisas.
Afirma-se que existem algumas razões para a pouca leitura do brasileiro: seu baixo índice de escolaridade; o reduzido número de bibliotecas públicas e sua concentração nos grandes centros urbanos; o alto preço dos livros e o pouco estímulo dado à leitura pelas escolas. E mesmo entre as elites esta situação não é muito diferente. Encontramos neste caso, algumas outras explicações: a cultura capitalista nos ensina a aplicar todo o tempo na obtenção de lucro; a velocidade da informação, que em nosso século está cada vez mais vertiginosa; e a efervescência dos veículos literários destinados a agradar o mais confortavelmente possível os leitores, baixando assim o nível de esforço para ler, como no caso das revistas.

No caso dos adolescentes, há que se concordar que não é comum vê-los lendo um livro. Na sociedade actual, são os meios de comunicação os maiores influenciadores e ditadores do comportamento dos adolescentes. Para descobrir o que eles andam lendo, se gostam de ler, o que lêem, o que acham dos livros feitos para eles etc, foi feita uma actividade com alguns grupos de jovens entre 12 e 16 anos de classe média, todos estudantes de escolas particulares do Rio de Janeiro.
O que você lê?
Ah, eu até leio alguns livros, quando a escola manda. Tem alguns que eu não leio e na véspera da prova pego um resumo da história na internet ou peço pro mais nerd da turma me contar tudo. Mas gostar de ler livros, eu não gosto.
A adolescência é uma fase inquieta. É muito difícil para um jovem de 12, 13 anos sentar-se para ler um livro, por mais interessante e envolvente que a história seja, estando ele rodeado de tantas outras fontes de informação – a internet, a televisão, a música, etc - que são muito mais dinâmicas. Afinal de contas uma característica importante do adolescente é a sua capacidade de dividir a concentração. Eles conseguem ler um livro com o som e a tv ligados e ainda bater papo num chat na internet. Fazendo tantas coisas ao mesmo tempo, é natural que nenhuma delas seja muito bem feita e que a menos atraente seja deixada de lado depois de algum tempo.

Ah, então você tem amigos que lêem livros?
Tenho, claro! Mas como eu disse, são os mais nerds da turma. Fala sério, você acha que eu vou ficar lendo quando eu posso estar conversando com meus amigos, jogando bola, ou vídeo game? E tem outra coisa, se eu começasse a ler, todos iam achar que eu virei um nerd também.
No período da adolescência os amigos e "a turma" assumem um papel fundamental.
São os amigos da mesma idade e com as mesmas características que possibilitam ao jovem enfrentar as modificações em seu corpo e em seus sentimentos. São os integrantes da turma que entendem melhor suas ideias, têm os mesmos interesses, as mesmas aspirações e estão dispostos a enfrentar os mesmos desafios. A opinião do grupo importa muito, ás vezes mais do que a dos próprios pais.
O adolescente precisa fazer parte desse grupo.


Mas você não acha que a leitura é importante? Esses tais nerds, que você diz, são bons alunos?
Claro que é! E os nerds são mesmo os melhores alunos da turma. Eu sei que ler livros melhora o vocabulário, faz com que a gente escreva melhor… Quando eu leio um livro, imagino os cenários, as caras dos personagens, etc.
Apesar se saberem da importância da leitura, os jovens não têm paciência para sentar e ler um livro do início ao fim. Eles dizem que muitas vezes a história é chata, ou o livro tem muitas páginas e eles acham que nunca vão chegar ao fim, quando não acontece do filme sobre a história que estão lendo ser lançado no cinema. Neste caso, eles não pensam duas vezes e deixam o livro de lado.
Afinal, outro atributo comportamental é a pressa. Eles estão rodeados de novas informações e só assimilam aquilo que consideram essencial.
Mas então, o que você gosta mesmo de ler?
Revistas, blogs, gibis…
Por que?
Ah, porque eles são muito mais coloridos, não têm aquele texto gigante que fala sobre um assunto só, são muito mais fáceis de ler. Não preciso ler todas as páginas seguidas, posso pular uma ou outra quando não acho o assunto ou a história interessante… Acho que as revistas, os blogs e os gibis combinam muito mais comigo do que os livros, que são muito bobos ou então sérios demais.

Os adolescentes reclamam muito disso, do fato do livro não “falar a língua” deles. O escritor de ficção-científica Thomas M. Disch diz que "os jovens não são seres inferiores, nem miniadultos. São apenas diferentes dos adultos". Têm outras necessidades, outros interesses, outro humor, menos respeito pelo passado, muita curiosidade sobre o futuro, pouca paciência com regras que não criaram, imaginação fértil e muita pressa. Há muitos livros que são feitos para o público juvenil mas que por uma falha em seu projeto gráfico, acabam nem sendo abertos por um adolescente que, como a maioria das pessoas, é atraído ou não pela capa da publicação.
Nas obras para jovens a partir dos 12 anos, notamos um tratamento gráfico bastante diferente: a diagramação e tipos de letras se aproximam dos utilizados em livros para adultos. As ilustrações rareiam e a função estética predomina sobre a informativa; a cor é totalmente dispensável, à excepção da capa. Em termos de estilo, o discurso se adensa, joga com múltiplos sentidos e possibilidades, a trama se complica e aumenta o número de personagens. A linguagem coloquial é bastante privilegiada, apresentando registros de diversos níveis sociais e regiões. A acção dos personagens juntamente com o emprego do diálogo contribuem para o dinamismo da história.
Cabe ao design editorial contribuir para reverter essa tendência, buscando tornar os livros mais atraentes e fazendo com que sua leitura seja incentivada.
Entender a linguagem dos adolescentes e desenvolver livros com a “cara” deles pode fazer com que este público passe a ler mais, adquirindo mais cultura, conhecimento, experiências, desenvolvendo seu poder de imaginação etc. Não há maneira melhor de transmitir informação densa do que por meio de uma história. Por isso elas têm poder. E os livros incorporam esse poder. Cada livro lido tem a capacidade de nos transformar, e essa mudança passa a fazer parte da nossa história pessoal. A sequência das obras lidas por cada um é única, pessoal e intransferível.
O objectivo primordial da Literatura Infanto-Juvenil de hoje é despertar o hábito de ler, de uma forma lúdica e prazerosa, levando o leitor a ter um posicionamento crítico sobre si mesmo e sobre o mundo circundante.
A leitura, na nossa sociedade, é uma forma de dar voz ao cidadão e é preciso prepará-lo para tornar-se um sujeito no ato de ler. Quer dizer, o livro deve levar a uma leitura/interpretação da vida que ajude o indivíduo na transformação do mundo.

Fernanda Bergier Cardoso
Fonte: net a 2-10-2012

Bibliografia consultada
,Pondé, Glória. A arte de fazer artes – Como escrever histórias para crianças
        e adolescentes. Editora Nordica, Rio de Janeiro, 1985.
.http://paginas.terra.com.br/saude/montardo/indice/ind09.htm
.http://paginaseducacao.no.sapo.pt/educaradolescentes.htm
.http://www.adital.org.br/asp2/noticia.asp?idioma=PT&noticia=11868
.http://www1.folha.uol.com.br
.Declaração Universal dos Direitos da Criança
.Site do Proler
.Site da Casa de Leitura

.Entrevistas com educadores e escritores

10 Sinais que o mundo enlouqueceu

10 Sinais que o mundo enlouqueceu

Sociedades em todo o mundo estão enfrentando a consequência extrema que a vida como a conhecemos está escalando para o caos. Infra-estruturas em todo o mundo estão se desintegrando, a cultura popular tornou-se a base para os valores, e os governos disfuncionais estão agora controlando o mundo. Aqui estão 10 sinais de que o mundo enlouqueceu:

FRACOS LÍDERES DE GOVERNO
A destruição de qualquer organização começa com líderes que não têm autoridade moral. Os líderes governamentais de todo o mundo estão a fraquejar. Os mais ricos e recursos dos países abundantes, como as dos Estados Unidos, Reino Unido, China, Canadá, Rússia, França, Japão, Alemanha, Suíça, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Itália, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Brasil, Índia, Paquistão, Austrália, Israel e África do Sul estão sendo dilacerados pela corrupção inexperiência, divisões políticas, a desunião, as diferenças religiosas, violações de direitos civis e instabilidade económica. Este é o maior sinal de que o mundo ficou louco.

2. CRISES FINANCEIRAS GLOBAIS
Economistas de todo o mundo estão suando sobre o dólar dos EUA enfraquecida, e vacilante economias da Grécia, Itália e os EUA O colapso das instituições bancárias privadas e internacionais, mercado de acções mergulha, a inadimplência de crédito de grandes empresas, e uma série de problemas económicos garantir para empurrar a vida como a conhecemos passado o ponto de não retorno. O ciclo constante de gastos excessivos, sobrecarregar, e mais de esgotar recursos tem mercados globais e os cidadãos de muitos países perto do colapso. Este é certamente mais um sinal que o mundo enlouqueceu.

3. MORAL LACKADAISICAL
Os seres humanos de hoje são geralmente muito negligentes em termos de sistemas de moral e valor. Pessoas de todo o mundo têm adoptado um "vale tudo" atitude onde mais restritivas, costumes rigorosos ficava testamento ao comportamento tradicional. As pessoas hoje são mais rudes, brutos, e possuem atitudes realmente crumby em termos de ética, virtude e costumes. Coisas como disciplina, modéstia valores, família, sexo antes do casamento, e até mesmo os assuntos mais tabus, como abuso de drogas e adultério, são comuns. A tendência a afastar-se a moral alta proverbial está funcionando como fogo em toda a mídia, arenas políticas, e até mesmo nas relações pessoais. Isso só prova ainda mais o mundo enlouqueceu.

4. EDUCAÇÃO
Os pais de hoje são auto-absorvidos, mudos, e ficando mais burros. Infelizmente, as crianças de hoje só podem ser tão boas quanto seus pais. Graças a questões de financiamento, falta de recursos e falta geral de direcção, muitas mentes brilhantes são negligenciados, literalmente, colocar a perder. Apesar de várias tentativas para aproveitar a educação e proporcionar um padrão uniforme de aprendizagem dentro dos Estados Unidos e outros países, as crianças de hoje não têm acesso ou obter o conhecimento necessário de escolas de sucesso na construção sólidas bases educacionais. Financiamento para as escolas públicas é slim, professores qualificados são escassos, e os currículos desactualizados não atendem as necessidades dos jovens de hoje. A crise da educação nos países norte-americanos e muitos está se expandindo e consumindo o que ser engenheiros, médicos e cientistas de amanhã. Prova que mundo positivo ficou louco.

5. DÍVIDA / IRRESPONSABILIDADE FISCAL

Maiores do mundo, os países mais ricos contribuem para os dólares $ 4,40,730,237,181,082 (e crescente) de dívida pública global com o aumento do número substancialmente a cada segundo. Os economistas prevêem o efeito colapso pode afundar todas as economias, como a ligação entre a dívida pública global, aumenta também a maior o risco de crise financeira. Nos últimos anos, a dívida em todo o mundo aumentou mais rapidamente do que a produção económica. Os economistas prevêem o aumento dos impostos podem ajudar a diminuir a dívida pública global. O trickle down efeitos de economias em dificuldades, desemprego e outras questões financeiras somente adicionar aos já mais prolongados habitantes da Terra. A dívida dos governos e indivíduos é adicionado à prova o mundo enlouqueceu.

6. ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO
As pessoas estão vivendo mais do que nunca, mas isso não significa que eles estão vivendo melhor. Como as pessoas envelhecem, seus recursos financeiros escasseiam e os seus corpos desmoronar, tendo um pedágio enorme sobre as opções de emprego, saúde, educação, famílias e tecnologia nos países desenvolvidos. Os governos não têm os recursos médicos e financeiros para cuidar de idosos. O aumento da longevidade só contribui para as despesas de saúde, os programas de pensão são em grande parte insustentável e inadequado, e muitas vezes os gastos com educação governamentais são cortadas para compensar o financiamento do déficit.

7. DESPERDIÇAR
Resíduos estão em todo lugar, poluindo a terra, contaminando lençóis freáticos, e destruir a vida na Terra. Quanto mais as coisas que as pessoas têm, mais eles jogam fora. Resíduos são o subproduto da tecnologia e do consumismo das pessoas descartados. A maioria dos americanos colocar mais de 1.600 quilos de lixo em aterros sanitários por ano, com a construção, comercial, resíduos industriais, médicos, radioactivos e perigosos acumulando em velocidade talvez uma forma mais rápida. Isso se traduz em um gigante, bagunça tudo consome, tornando mais uma prova de que o mundo enlouqueceu.

8. FALHANDO RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Relações globais entre os países nunca foram piores do que são hoje. Economias enfraquecidas e líderes ineptos só mais o fosso entre os países que já foram fortemente alinhados e unidos na aliança. O comércio internacional, a globalização, as actividades internacionais, e estratégias para promover a cooperação estão rapidamente se dissolvendo como governos colocar os interesses nacionais acima de política externa. O caos resultante de relações internacionais não são mais prevalentes na indústria, agricultura, e até mesmo a qualidade de vida; prova mundo positivo ficou louco.

9. CRISE OF CELEBRIDADES
Sondar qualquer adolescente típica de hoje e podem identificar mais facilmente Justin Bieber ou Lady Gaga mais rápido do que reconhecer a Madre Teresa. A ascensão de tablóides, os paparazzi, e colunas de fofocas de todo o mundo têm sugado as massas com um lucro enorme e em detrimento da privacidade e da inteligência. Parece que o público prefere informações triviais sobre o mais recente calçado de doces ou braço A-Lister, sobre a verdade dura e fria dos acontecimentos no mundo... apenas mais um sinal que o mundo enlouqueceu.

10. CRISE ALIMENTAR
Aumento da população, a produção agrícola diminuiu, a urbanização, os desastres naturais e os preços dos alimentos surging ameaçar uma iminente escassez de alimentos. Distribuição global de alimentos é desigual e baseada na riqueza com especialistas prevendo 33 nações poderia enfrentar conflitos e agitação social com precipitação global. Além disso, o aumento da população, a distribuição desigual da terra contribui ainda mais para a ameaça de uma crise de alimentos. E o pior de tudo, os alimentos mais processados, ​​consumidos por muitas pessoas não são nem remotamente saudável. Prova que mundo positivo ficou louco.

NB: considerando que este artigo consta há uns anos no meu arquivo, por lapso não foi registado a sua fonte de origem, o que lamento.
É publicado neste Blog tendo em consideração o seu interesse público, com a pretensão que nos ajude a todos a reflectir em que mundo vivemos nós.

Postado por J. Carlos


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Ingratidão

Ingratidão

Por Joaquim M. C. Carlos *

É muito difícil compreender certas contradições e paradoxos da vida. O exame metódico e sereno das coisas, feito por processos rigorosamente científicos, baseados numa segura e firme argumentação, não se aplica quando se pretende explicar determinados mistérios da alma humana, que escapam duma maneira geral à observação mais aguçada e minuciosa. Por isso, na necessidade de analisar esses sentimentos e de os explicar melhor ou pior, tem de se recorrer ao estudo de tantos outros factores que com eles estão relacionados, e depois, por deduções, bastantes ocasiões muitas vezes à «contrário sensu», concluir aquilo que parece estar mais conforme com as circunstâncias especiais no fenómeno.

Há sentimentos que desnorteiam e desorientam as mais sólidas teorias e entre eles figura, talvez, em lugar bem distinto, precisamente porque é dos mais vulgarizados, a ingratidão, nas suas múltiplas fórmulas e revelações externas. Não custa nada, por muito orgulhoso que seja, mostrar reconhecimento a quem nos fez um favor, e que, portanto, se soubermos ser delicados, nos pode vir a fazer muitos mais.

Agradecer é um sinal de superioridade de carácter, um pretexto para merecermos a confiança de amigos bons e sinceros, dos quais, naturalmente, podemos precisar, mais depressa do que se julga. E, apesar disto, os homens, ainda mal acabaram de receber uma gentileza, já estão esquecidos da mão que os amparou com o benefício, quando não pagam com qualquer grosseria a benevolência tida. Quando eu encontro alguém que sabe ser reconhecido, fico admirado, admirando a superioridade desse alguém o que é tão raro nos dias que correm.

Os homens obcecados na alucinada demência duma maldade feroz e egoísta, esquecem o que convém às suas conveniências, agradecer para receber, pois não é com «espinhos que se colhem rosas»...

Ocultos atrás dum sorriso alvar, escondidos na mesquinha insolência duma inteligência que a maldade desvaria à multidão é difícil sentir prazer espiritual da gratidão.

Reconhecer uma fineza, é admitir em alguém uma virtude, prestar-lhe homenagem, elevá-la, e essas criaturas não sabem mais do que rebaixar os outros, difamar todas as intenções honestas e todos os esforços generosos.

Ser reconhecido e agradecer, é prestar um alto acto de Justiça e, devemos confessá-lo, se o verdadeiro sentido da Justiça não existe na maioria dos homens, também não pode existir neles o sentido abençoado da gratidão.

Tenho sentido na pele a feroz ingratidão desde a fundação desta associação, que por sua vez se torna difícil explanar. Por vezes surge do lado que menos esperava, mas, o ser humano na sua maioria é assim, é ingrato, é mau e tem memória curta.

Apesar de tudo a obra está ai, os resultados alcançados falam por si deitando por terra a incredibilidade que muitos revelaram e profetizaram contra este projecto desde o seu início. São necessárias pessoas que estejam motivadas para elevar ainda mais a ADASCA, e não as motivadas pelo fingimento, inveja, intriga e ingratidão, com o intuito de a destruir, existe algumas destas ervas daninhas no seu interior, que em muito me têm infernizado a vida.

Para poucos a ADASCA é filha, para alguns é sobrinha e para muitos é enteada. É nesta última condição que desde sempre tem sido tratada. Haja respeito pelo trabalho que tem sido desenvolvido em prol da comunidade necessitada.

“Existem três classes de ingratos: os que silenciam diante do favor; os que o cobram e os que se vingam.” (Ramón y Cajal). Mais: ““O indivíduo infiel é tão perigoso como o mentiroso. Ambos são fracos, ingratos e constroem castelos sem fundações”. Textos Judaicos.

*Presidente da Direcção da ADASCA.

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Projectos dão formação à juventude da província

Projectos dão formação à juventude da província


A província do Moxico registou avanços significativos no processo de formação profissional nos últimos 13 anos, em função dos investimentos feitos pelo Executivo, revelou ontem, na cidade do Luena, o director da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.
Felino Job disse que a região conheceu um progresso notável, o que tem facilitado o acesso de muitos jovens ao mercado de trabalho. “Para tornar praticável o programa de formação em curso foram erguidos centros de formação profissional e de artes e ofícios a nível de todos os municípios pelos quais já passaram, até agora, cerca de 16 mil jovens, de ambos os sexos”.
Em Setembro do ano passado, acrescentou, a província ganhou uma escola rural de capacitação e ofícios, denominada “Cidadela Jovens de Sucesso”, localizada em Sacassanje, município do Moxico, e que ministra os cursos técnicos dos níveis I e II, com duração de três anos, e tem capacidade para 140 alunos, privilegiando jovens à procura do primeiro emprego e pessoas que queiram elevar as suas qualificações. A “Cidadela Jovens de Sucessos” de Sacassanje oferece cursos nas áreas de agricultura e pecuária, agro-indústria, operação e manutenção de máquinas pesadas, construções rurais, canalização, carpintaria e mercenária, electricidade e serralharia.
Felino Job explicou que o Governo da província, preocupado com as necessidades da juventude, construiu um pavilhão que abre brevemente, para a ministrar curso de mecânica auto.
Felino Job sublinhou que, apesar de existirem algumas dificuldades por superar, a província do Moxico tem hoje uma Administração Pública mais actuante, modernizada, com infra-estruturas que correspondem com o plano nacional de formação técnico-profissional, onde os jovens desempregados e os ex-militares das extintas FAPLA e FALA são os principais beneficiários.
 A província conta com mais de 12 mil funcionários, todos inscritos na Segurança Social, concluiu o director provincial da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social do Moxico.

Samuel António | Luena
3 de Novembro, 2015


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Entrevista à cantora Mónica Paula

Entrevista à cantora Mónica Paula

Conduzida por: Joaquim M. C. Carlos
Director da Tribuna da ADASCA

Dando cumprimento ao conjunto de entrevistas, desta vez tivemos o prazer de entrevistar a Cantora Mónica Paula no Salão do Hotel Moliceiro, a quem agradecemos a sua colaboração. Não é fácil falar desta artista a viver nos EUA há muitos anos, contudo, ela própria se dá a conhecer.
Doravante a identificação da revista e da nossa ilustre entrevistada segue pelas siglas TA e MP.
 TA: A Mónica Paula com que idade imigrou para os Estados Unidos?
MP: Vinte e sete anos.
TA: Qual foi a sua primeira actividade profissional naquele país? Sentiu dificuldades na sua integração?
MP: Não porque já tinha ido aos EUA em duas digressões artísticas.
TA: Mónica Paula, por onde passa tem fãs, e eles a acompanham mesmo! Como é para si receber esse carinho? Como surgiu a oportunidade para entrar na música?
MP: Surgiu com o acordeonista Isidro Batista. Claro, quando faço digressões e que os meus fãs têm disso conhecimento, fazem questão de ir ao meu encontro, o que é muito bom sentirmo-nos acarinhados, isso fortalece ao ego dos artista, julgo que qualquer um.
TA: Para além de artista na área musical, também se tem dedica a outra actividade, podemos saber qual?
MP: Sim, sou enfermeira, das duas não sei qual delas adoro mais, se da música se desta, seja como for, sinto-me realizada.
TA: Como é lidar com o glamour e o luxo do mundo da música?
MP: Eu sempre fui modesta e sempre serei, considero que a humildade derruba todas as barreiras, assim me sinto bem comigo própria.

TA. Entretanto regressou a Portugal para passar umas curtas férias, tem participado em espectáculos, como têm decorrido?
MP: Maravilhoso, sinto que o tempo não passou, devia prolongar-se, mas, não pode ser porque tenho outros compromissos.
TA: Tem sentido o calor humano nesse acolhimento?
MP: Muito, muito amor da parte do público, é formidável, sem dúvida.
TA: Sente que a sua vida pessoal tem sido prejudicada pela carreira?
MP: Sim, algumas vezes, não seria correcta se disse-se que não.
TA: Chegou a fazer alguma formação académica na área musical ou as coisas foram acontecendo com o evoluir do tempo?
MP: Sim, eu sempre procuro estar á altura dos acontecimentos musicais, a formação contínua é necessária, os tempos actuais assim o impõe.
TA: Ainda no que diz respeito à música, quantos trabalhos já gravou?
MP: Na verdade desde os meus catorze anos, mais ou menos 10-45 rotações, seis LPs e cinco CDs, e muito está para vir, uma questão de tempo.
TA: E videoclips tem apostado nesta área?
MP: Sim, penso que é importante porque a imagem vai sempre para além da nossa presença física.
TA: Como define o actual panorama musical?
MP: Temos bom e mau, como sempre e como tudo, aliás, tenho dúvidas da perfeição…
TA: Alguma vez foi convidada pela televisão para a dar a conhecer a seu conhecimento musical?
MP: Tem existido conversa, mas, não a prática, fica-se sempre com a percepção de que somos desconsiderados pelos mídia, tornando-se difícil digerir esse sentimento.
TA: A nível de espectáculos como vão decorrendo as coisas, tem tido muitas solicitações? Ou também se faz sentir os efeitos da crise?
MP: Nos espectáculos, muitas vezes tenho rejeitado por diversas razões.
TA: Orgulha-se do seu passado e do caminho que percorreu até aqui?
MP: Muito, muito, o meu passado é o meu futuro, assim costumo dizer.

TA: Ao longo destes anos de carreira, recorda-se de algum acontecimento que a mais tenha marcado de forma indelével?
 MP: Quantos acontecimentos querido amigo, mas, o que mais me comoveu foi cantar para o Prof. Marcelo Caetano naquele tempo isolado no Brasil.
TA: É vaidosa?
MP: Não conheço essa virtude ou defeito.
TA: Enquanto artista da área da música com uma experiencia bastante rica, já alguma vez se sentiu frustrada por não ter conquistado um espaço de revelo nos mídia?
MP: Eu nunca me senti frustrada na vida, tenho a alma bem forte, tenho a noção do que quero, do caminho que devo seguir.
TA: E quais são as suas perspectivas em termos profissionais para os próximos três meses de 2015 e para os próximos anos?
MP: Estou em contacto com a Europa para Shows, mas, também tenho a noção de que não estou sozinha neste mundo. Estou fazendo o que devo fazer e nunca ficar à espera que as oportunidades venham ter comigo.
TA: Na sua opinião como descreve o panorama musical português?
MP: Muita gente com vontade de se evidenciar, e alguns valores que prometem…
TA: Pode dizer-se que alguns artistas acabam por deixar de cantar, o que gostam para cantar o que mais se vende? Não é o seu caso…
MP: Não, eu componho as minhas músicas, as minhas letras, e canto o que eu quero, o que gosto, procuro como é evidente agradar ao meu público.
TA: Como descreve a qualidade de artistas portugueses, nomeadamente os contemporâneos?
MP: Como já disse, vontade e valores.
TA: Mónica Paula, como vê o presente cenário político considerando que vive há muitos anos nos Estados Unidos, talvez a sua visão seja outra? Aliás, já lhe dedicou uma canção…
MP: Eu considero que os nossos políticos, estão esquecendo a essência de um povo, que marcou história no mundo, deviam prometer menos e fazer mais em prol do país que dizem representar, o que assistimos é uma inversão de valores.
TA: O que valoriza num homem?
MP: A sua integridade, o amor genuíno à família, e à pátria.
TA: É uma mulher romântica?
MP: Sim, sinto-me uma mulher romântica, sou eu própria, á minha medida.
TA: Até que ponto a fama, o dinheiro e o status trazem felicidade?
MP: Não creio que o dinheiro, e a fama tragam felicidade, ou tranquilidade do teu espírito. É doloroso assistir, actualmente, na civilização das massas, à angústia que sofrem os jovens com a destruição de seus autênticos valores.
TA: Uma mensagem final para os seus fãs e aos leitores Revista Tribuna da ADASCA…
MP: Que por favor possam aderir a esta grande obra, contribuindo com a sua dádiva generosa em prol dos doentes necessitados de sangue ou dos seus componentes. Mais, que se disponibilizem para ajudar o seu presidente nos momentos mais difíceis. Juntos podem ir mais longe.
Muito obrigado pela entrevista. Desejo-lhe os melhores sucessos para a sua carreira, ame a liberdade e seja feliz.

Perfil:
Fui registada como... Lúcia Dias
Nascimento: 18 de Abril 1957
Na TV assisto: Moeres
Não assisto na TV: Politica
Nas horas livres: Ler
No cinema: História
Música: Romântica
Livro: não respondeu
Prato predilecto: Sardinha
Pior presente: Quando estou doente
O melhor do guarda-roupa: Os meus vestidos para espectáculos
Perfume: Lancome
Mulher bonita: Marlyn Monroe
Homem bonito: O meu Filho
Cantor: Tom Jones
Cantora: Amália
Actor: Tom Cruize
Actriz: Marlyn Monroe
Animal de estimação: Não tenho
Escritor: Eça de Queirós
Arma de sedução: O meu sorriso porque me encanta rir
Melhor viagem: Ao Brasil
Sinónimo de elegância: Comportar-se como uma dama
Melhor notícia: Que o mundo está a melhorar
Inveja: Não conheço esse sentimento
Ira: Nunca tive
Gula: Não conheço
Cobiça: Não conheço
Luxúria: Não conheço
Preguiça: Às vezes
Vaidade: Algumas vezes com o meu cabelo, o Joaquim está a ver, é lindo.
Mania: Que sou a Marlyn Monroe

Filosofia de vida: Amar sem olhar a quem. A vida humana tem valor inestimável. Com amor atrai-se o bem.

Fotorreportagem da entrevista com a Cantora Mónica Paula radica nos Estados Unidos da América

NB: o nosso sincero obrigado à Administração do Hotel Moliceiro, local onde decorreu a entrevista, pela forma como fomos recebidos. A dita entrevista está disponível na Edição nº. 22 da Revista Tribuna da ADASCA.

Isabel Oliveira e José Carlos Gomes preocupados com a falta de enfermeiros na Região Centro

Isabel Oliveira e José Carlos Gomes preocupados com a falta de enfermeiros na Região Centro


A actual presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros (SRC-OE), Isabel Oliveira, e candidata a um novo mandato, acompanhada de José Carlos Gomes, candidato a Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, visitaram diversos serviços do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), para aferirem os problemas que eventualmente afectam os enfermeiros desta unidade hospitalar, tanto a nível profissional como pessoal. Segundo Isabel Oliveira, foram umas horas bastante produtivas já que ouvimos diversas preocupações manifestadas pelos enfermeiros da CHUC, «e que teremos em conta, caso sejamos eleitos para os órgãos a que nos candidatamos»

Esta dirigente da SRC da OE disse ainda que «haverá mais de cinco mil enfermeiros em falta" na região Centro (que engloba os distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu) nos diversos serviços de hospitais, cuidados de saúde primários ou na rede de cuidados continuados,  que faz a estimativa de acordo com os rácios da Organização e Desenvolvimento Económico (OCDE) e com os vários levantamentos que a Ordem tem feito.

Para Isabel Oliveira, "não há políticas de contratação", apesar de os enfermeiros não estarem «em número suficiente» para garantir qualidade do serviço. Para além desse aspeto, a presidente da SRC-OE destacou as fracas condições de trabalho e «carga excessiva» de horário de trabalho destes profissionais de saúde, que leva a «descontentamento e desmotivação». «As condições de trabalho pioraram e isso tem reflexo na prestação nos cuidados de saúde», constatou, apontando ainda para os «salários mais magros» e o não reconhecimento das qualificações profissionais e habilitações académicas dos enfermeiros, «quando comparado com outros profissionais de saúde».

Segundo Isabel Oliveira, os objetivos para os próximos quatro anos passam por investir no acompanhamento a serviços da região Centro, procurar melhorar as condições de trabalho, bem como aproximar os enfermeiros da Ordem.

O candidato a Bastonário da OE José Carlos Gomes foi ao encontro das declarações de Isabel de Oliveira, considerando fundamental a «garantia da qualidade dos cuidados de enfermagem e a garantia das condições de trabalho», propondo também uma alteração «na forma como se financia o sistema».

José Carlos Gomes propõe a alteração de um financiamento do sistema de saúde que é feito por atos - «como um ato cirúrgico, um internamento ou a administração de medicação» -, para um modelo que financie «de acordo com resultados em saúde».

«Tem de se mudar o paradigma. É um caminho necessário para garantir melhores cuidados de saúde e também a sustentabilidade do próprio sistema de saúde», concluiu o candidato a Bastonário da OE», propondo também uma alteração «na forma como se financia o sistema», e a concluir recordou um dos seus 18 compromissos com a classe. «Promover acções sinérgicas (sindicatos, associações

José Carlos Gomes propõe a alteração de um financiamento do sistema de saúde que é feito por atos - "como um ato cirúrgico, um internamento ou a administração de medicação" -, para um modelo que financie "de acordo com resultados em saúde".

"Tem de se mudar o paradigma. É um caminho necessário para garantir melhores cuidados de saúde e também a sustentabilidade do próprio sistema de saúde", salientou.

As eleições para a Ordem dos Enfermeiros realizam-se no dia 15 de dezembro.

JYGA // SSS

ESCLEROSE MÚLTIPLA EM CONVERSA E DESAFIOS

ESCLEROSE MÚLTIPLA EM CONVERSA E DESAFIOS


14 de novembro | Auditório da Junta de Freguesia de Santa Joana, Aveiro


  • Importância do Controlo da Doença

No dia 14 de novembro, o Auditório da Junta de Freguesia de Santa Joana, em Aveiro, recebe a sessão “Esclerose Múltipla EM Conversa e Desafios”, organizada pela Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) e pelos Amigos da Esclerose Múltipla de Aveiro (AEMA).
Em Portugal estima-se que a Esclerose Múltipla afete cerca de 8.000 pessoasApesar do conhecimento já existente sobre a doença, este não chega a todos os doentes e familiares, o que levou à realização desta sessão em Aveiro.
Nesta sessão, profissionais de saúde, doentes e familiares, de forma informal e descontraída, são convidados a abordar algumas dimensões da Esclerose Múltipla que contribuem para o controlo da doença.
Monitorizar e Controlar a Esclerose Múltipla - a Importância da eficácia e segurança da terapêuticaO papel da rotina numa equipa vencedora e Vida em Movimento com Esclerose Múltipla são os painéis, que vão contar, entre outros, com a intervenção do Doutor Filipe Palavra, médico especialista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.
Para mais informações contactarFilipa Costa | 964 244 518 | filipa.costa@loyaladvisory.com


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J. Carlos