segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Centro de Portugal convida a viver um dos maiores espetáculos astronómicos do século


Região várias iniciativas para assinalar o eclipse solar de 12 de agosto, num programa que junta ciência, natureza e turismo.

No próximo dia 12 de agosto, o céu do Centro de Portugal será palco de um dos fenómenos astronómicos mais marcantes do último século. O eclipse solar, que será visível em todo o território nacional, pode ser observado na região com uma ocultação superior a 90% do disco solar, o que proporcionará condições excecionais para assistir a um acontecimento raro, que Portugal Continental não vivia desde 1912 e que apenas voltará a repetir-se em 2144.

O fenómeno coincide ainda com o pico da chuva de meteoros Perseidas, o que faz dessa semana um dos momentos mais especiais do ano para os amantes da astronomia e do astroturismo.

Para assinalar este fenómeno, o Centro de Portugal acolhe dezenas de iniciativas promovidas por municípios, centros Ciência Viva, observatórios astronómicos, associações e empresas de turismo de natureza.
A diversidade das propostas confirma o crescente posicionamento do Centro de Portugal como um destino privilegiado para a observação do céu. A reduzida poluição luminosa dos territórios do Centro, aliada à qualidade das infraestruturas dedicadas à divulgação científica e ao contacto com a natureza, cria condições ideais para experiências de astroturismo durante todo o ano.

"Há momentos, como este eclipse solar, que acontecem apenas uma vez numa geração. O Centro de Portugal reúne condições de excelência para viver esta experiência, graças aos seus observatórios, aos centros de ciência e às paisagens naturais que oferecem um cenário privilegiado para observar o fenómeno. Queremos que quem nos visita aproveite este acontecimento para descobrir também a autenticidade, a diversidade e a hospitalidade da nossa região", sublinha Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal.

Destaques do programa
Entre os destaques do programa encontra-se a experiência promovida pelas Aldeias do Xisto, no Geoscope – Observatório Astronómico de Fajão, na Pampilhosa da Serra. O programa começa com uma caminhada de baixa dificuldade até ao Geoscope e inclui observação do eclipse solar, com explicação do fenómeno e fotografia, yoga à sombra da Lua, sunset com DJ, refeição volante e, já noite dentro, observação guiada das Perseidas e de Saturno através de telescópio e uma sessão fotográfica sob a Via Láctea..

Na Serra da Estrela, o Observatório Astronómico de Travancinha, em Seia, organiza uma sessão especial de observação segura do eclipse, recorrendo a telescópios equipados com filtros solares certificados e a um telescópio solar H-alfa, permitindo aos participantes observar em detalhe a atividade da nossa estrela e compreender os fenómenos científicos associados ao eclipse.

Em Castro Daire, o Penedo do Cavaleiro, na Pombeira (Lamelas), será o cenário para uma experiência de observação do eclipse que alia divulgação científica e contemplação da paisagem. A iniciativa inclui uma sessão de interpretação do fenómeno, seguida da observação do eclipse a partir de um dos miradouros naturais mais emblemáticos do município, onde a ocultação do Sol atingirá cerca de 98,1%, praticamente coincidindo com o pôr do sol.

Também o Centro Ciência Viva de Constância preparou um programa dedicado ao fenómeno, com observação segura do eclipse através de telescópios, distribuição de óculos certificados e, após o pôr do sol, uma sessão de observação do céu noturno.

Na Covilhã, o Centro Interativo de Ciências da Universidade da Beira Interior apresenta uma sessão especial do planetário imersivo "3CLIPSE", dedicada à explicação científica dos eclipses solares e ao chamado "trio ibérico" de eclipses que ocorre entre 2026 e 2028. Já em Penamacor, a proposta passa por um original "Piquenique à Luz do Eclipse", que convida os participantes a acompanhar o fenómeno num miradouro da raia beirã, num ambiente de contemplação da paisagem e dos sabores locais.

No Observatório do Moinho de Cardosas, em Arruda dos Vinhos, os visitantes poderão acompanhar o eclipse através de uma observação guiada com equipamentos apropriados, complementada por uma exposição dedicada ao fenómeno, uma sessão de perguntas e respostas e a observação do pôr do sol a partir do miradouro de Cardosas, acompanhando os instantes finais do eclipse.

Ainda no Oeste, a Lourinhã assinala o acontecimento com o Concerto Sunset-Eclipse Ramdon, uma iniciativa integrada nas comemorações do Dia Internacional da Juventude, que convida o público a assistir ao eclipse ao som de música ao vivo, junto ao Palco da Foz, num ambiente descontraído e de celebração.

Estas iniciativas juntam-se a muitas outras ações que decorrem em diversos pontos do Centro de Portugal, reforçando a região como um destino onde ciência, natureza, património e turismo se conjugam em experiências diferenciadoras.

Todas as iniciativas previstas em Portugal podem ser consultadas na plataforma oficial dedicada ao eclipse de 2026, em https://eclipse2026.pt/acoes

A Turismo Centro de Portugal lembra que a observação do eclipse deve ser efetuada exclusivamente com equipamentos certificados. Nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, nem utilizar óculos de sol, radiografias ou outros métodos improvisados, que não garantem a segurança da visão. A participação nas iniciativas organizadas por entidades especializadas constitui a forma mais segura e enriquecedora de acompanhar este fenómeno astronómico.

Sobre a Turismo Centro de Portugal:
A Turismo Centro de Portugal é a entidade que estrutura e promove o turismo na Região Centro do país. Esta é a maior e mais diversificada área turística nacional, abrangendo 100 municípios, e tem registado um intenso crescimento da procura interna e externa. É a região a escolher para quem pretende experiências diversificadas, pois concilia locais Património da Humanidade com a melhor costa de surf da Europa, termas e spas idílicos, locais de culto de importância mundial e as mais belas aldeias.

*Cátia Aldeagas
Diretora do Núcleo de Comunicação, Imagem e Relações Públicas
Turismo Centro de Portugal

**Luís Miguel Nunes
Consultor de comunicação


Marinha Grande | MUNICÍPIO REFORÇA ARTICULAÇÃO COM TÉCNICOS DO SETOR DA CONSTRUÇÃO E URBANISMO


Teve lugar no passado dia 4 de agosto de 2026, no Auditório da Resinagem, uma sessão de esclarecimentos relacionada com a Gestão Urbanística, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, da chefe e de técnicos da Divisão de Gestão Urbanística, onde estiveram presentes meia centena de participantes.
A sessão teve como principal objetivo realçar a importância do trabalho conjunto entre os técnicos externos e os que se encontram afetos à área da gestão urbanística na Câmara, numa fase em que todos se preparam para mais uma alteração legislativa ao nível do Regulamento Jurídico de Urbanização e Edificação.
Foi feito um apelo a todos os que submetem processos na Câmara Municipal, para terem em atenção alguns problemas que são recorrentes na submissão de processos, que levam a demoras, a pedidos de aperfeiçoamento sucessivos e respetivas notificações. Uma correta preparação dos processos através de uma submissão organizada e devidamente instruída, contribui para uma maior eficiência administrativa, reduzindo erros frequentes e a necessidade de sucessivos aditamentos processuais.
A Câmara Municipal está, igualmente, sensível à necessidade de implementar novas ferramentas que agilizem os processos de gestão urbanística, razão pela qual irá disponibilizar nos próximos meses, o novo Geoportal que irá permitir visualizar e obter informação de forma célere quanto ao enquadramento nos Instrumentos de Gestão Territorial em vigor, plantas de localização, e ainda a plataforma de Submissão Online dos processos de gestão urbanística.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

CORRIDA DA PRAIA DA VIEIRA BATE RECORDE COM 706 PARTICIPANTES


A edição de 2026 da Corrida da Praia da Vieira foi a mais participada de sempre, reunindo 706 atletas e caminhantes, na tarde do passado dia 8 de agosto, na Praia da Vieira. A iniciativa, promovida pelo Município da Marinha Grande em parceria com o Industrial Desportivo Vieirense (IDV) e com o apoio da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, voltou a afirmar-se como um importante evento desportivo da região.
A prova integrou uma corrida e uma caminhada de 8 quilómetros, atraindo participantes de todas as idades e níveis de preparação física. O elevado número de inscrições traduziu-se num ambiente de grande entusiasmo, marcado pelo convívio, pela prática desportiva e pela promoção de estilos de vida saudáveis, num cenário privilegiado junto ao mar e ao rio Lis.
A acompanhar a iniciativa estiveram o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente; o adjunto do presidente, Raimundo Santos; o presidente do Industrial Desportivo Vieirense, Nuno Simões; o presidente da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, Álvaro Cardoso; e a presidente da Assembleia de Freguesia, Ana Lambelho.
Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente, “o recorde de participação alcançado nesta edição demonstra a crescente afirmação da Corrida da Praia da Vieira e a capacidade do evento para mobilizar a comunidade em torno do desporto, da saúde e da valorização da nossa frente marítima”. O autarca destacou ainda que “estes mais de 700 participantes refletem o dinamismo da Praia da Vieira e o excelente trabalho desenvolvido pelas entidades organizadoras e pelos muitos voluntários que contribuíram para o sucesso desta iniciativa”.
Além da componente desportiva, o programa incluiu momentos de animação musical e gastronómica, contribuindo para um ambiente de festa que envolveu participantes, famílias e visitantes ao longo de todo o fim de semana.
Os resultados podem ser consultados na página:
*Gabinete de Comunicação e Imagem

O Bacalhau da Noruega On Tour continua a percorrer Portugal de Norte a Sul

 O Bacalhau da Noruega On Tour continua a levar o sabor do Bacalhau da Noruega a diferentes pontos do país. A terceira edição da iniciativa promovida pelo Conselho Norueguês das Pescas (Norwegian Seafood Council) tem percorrido Portugal de Norte a Sul, proporcionando ao público a oportunidade de provar, de forma gratuita, diferentes interpretações daquele que é um dos ingredientes mais emblemáticos da gastronomia portuguesa: o bacalhau.
Desde o arranque da iniciativa, a food truck já passou por 15 localidades e conquistou milhares de visitantes. Barreiro, Águeda, Loures, Póvoa de Santo Adrião, Setúbal, Montijo, Guimarães, Braga, Barcelos, Ílhavo, Vagos, Rio do Paço, São Pedro da Cova, São Félix da Marinha e Trofa são algumas das paragens desta viagem gastronómica, num percurso que já conta com mais de 1.200km percorridos e mais de 3.700 degustações servidas a todos os que visitaram o tour.
Mais do que uma simples degustação, o Bacalhau da Noruega On Tour propõe uma viagem pelos sabores e pela criatividade. Em cada paragem, os visitantes são convidados a experimentar diferentes receitas que combinam tradição e inovação, mantendo o Bacalhau da Noruega como protagonista.
Entre as propostas disponíveis encontram-se o Bacalhau à Brás com pó de azeitonas, os mini pastéis de bacalhau com maionese de alho, a salada de bacalhau com grão e chutney de ananás, a tosta de broa com lascas de bacalhau e molho verde, o bacalhau confitado com pó de espinafres e o bacalhau frito com chutney de manga. Combinações pensadas para surpreender e mostrar que há muitas formas de reinventar um ingrediente tão presente na mesa dos portugueses.
A adesão do público tem sido positiva ao longo do percurso, com os visitantes a destacarem a qualidade do produto e a originalidade das receitas apresentadas. A iniciativa tem também permitido reforçar a ligação dos portugueses ao tradicional “fiel amigo”, aproximando-o de novos sabores e experiências gastronómicas.
Capturado nas águas frias e cristalinas da Noruega, o Bacalhau da Noruega assume-se, assim, como o ponto de encontro entre tradição e inovação, numa experiência que procura celebrar a relação histórica entre Portugal e este produto e, simultaneamente, mostrar novas formas de o saborear.
Mas a viagem ainda não terminou. O Bacalhau da Noruega On Tour vai continuar a percorrer o país, com próximas paragens em Aveiro, Estarreja, Gafanha da Nazaré, Coimbra, Mealhada, Viseu e Alpiarça. No final de agosto, a food truck regressa à região de Lisboa, onde irá marcar presença em Linda-a-Velha, Bobadela, Venda Nova, Abóboda, Cascais e Alfragide.
Com esta terceira edição, o Conselho Norueguês das Pescas pretende continuar a aproximar o Bacalhau da Noruega dos consumidores portugueses, através de propostas gastronómicas criativas, saborosas e pensadas para os dias quentes de verão.
Todas as informações sobre o calendário, horários e próximas paragens estão disponíveis nas páginas de Instagram e Facebook do Bacalhau da Noruega: Instagram e Facebook.

Horário da Ação no Festival do Bacalhau
12 de agosto: das 16:00 às 02:00
13 a 16 de agosto: das 12:00 às 02:00

*Anabela Martinho – R2 Comunicação

COMPLEXO DAS PISCINAS MUNICIPAIS DE SILVES ENCERRA TEMPORARIAMENTE PARA TRABALHOS DE MANUTENÇÃO


O Município de Silves informa que o Complexo das Piscinas Municipais de Silves estará encerrado entre os dias 15 de agosto e 7 de setembro de 2026, devido a trabalhos de manutenção.
Durante este período serão efetuadas intervenções nos equipamentos técnicos, bem como trabalhos de limpeza e desinfeção de todo o recinto, com vista a assegurar as adequadas condições de funcionamento das instalações.

O Município de Silves agradece a compreensão de todos os utilizadores pelos eventuais incómodos decorrentes deste encerramento temporário.

Marinha Grande | MUNICÍPIO APOIA AQUISIÇÃO DE FICHAS DE TRABALHO PARA TODOS OS ALUNOS DO ENSINO BÁSICO DA REDE PÚBLICA


A Câmara Municipal da Marinha Grande aprovou, na reunião realizada esta segunda-feira, 10 de agosto, a atribuição de apoios financeiros aos Agrupamentos de Escolas Marinha Grande Nascente, Marinha Grande Poente e Vieira de Leiria, destinados à comparticipação da aquisição e subscrição online de fichas de trabalho, bem como de outros materiais de apoio ao estudo, para os alunos do 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico da rede pública do concelho, no ano letivo 2026/2027.
A medida garante a comparticipação a 100% destes materiais pedagógicos, contribuindo para a redução dos encargos das famílias com a educação dos seus filhos.
No âmbito desta deliberação, foi aprovada uma transferência global de 232 mil euros para os três agrupamentos de escolas do concelho, distribuída da seguinte forma: 92 mil euros para o Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente, 100 mil euros para o Agrupamento de Escolas Marinha Grande Poente e 40 mil euros para o Agrupamento de Escolas de Vieira de Leiria.
Os apoios destinam-se à comparticipação de fichas de trabalho, dicionários, gramáticas e outros materiais de apoio ao estudo, prevendo-se valores de referência de 35 euros por aluno do 1.º ciclo, 60 euros por aluno do 2.º ciclo e 80 euros por aluno do 3.º ciclo.
A vereadora da educação da Câmara Municipal da Marinha Grande, Carla Santana, destaca que “a educação continua a ser uma prioridade para o Município. Este apoio representa um contributo importante para aliviar o orçamento das famílias no arranque de mais um ano letivo, garantindo que todas as crianças e jovens têm acesso aos materiais necessários para aprender em igualdade de oportunidades”.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Marinha Grande | MUNICÍPIO RECEBE SEGUNDO GRUPO DO PROJETO INSIDE JOVEM | MY JOB


O Município da Marinha Grande recebeu hoje, 10 de agosto, o segundo grupo de participantes do projeto INSIDE JOVEM | MY JOB, que irá realizar a sua experiência de aprendizagem em contexto de trabalho nos serviços municipais, até ao próximo dia 21 de agosto.
Promovido pelo Município da Marinha Grande, o projeto destina-se a jovens do ensino secundário e tem como principal objetivo proporcionar uma primeira aproximação ao mundo do trabalho durante o período de férias escolares, permitindo o contacto direto com diferentes áreas profissionais e contribuindo para o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e profissionais.
Durante as próximas duas semanas, os participantes terão a oportunidade de acompanhar o funcionamento de diversos serviços municipais, integrando equipas nas áreas da comunicação, design, recursos humanos, Biblioteca Municipal e contabilidade. Esta experiência permitirá aos jovens conhecer o trabalho desenvolvido pela administração local, adquirir novos conhecimentos e explorar áreas de interesse para o seu fuuro percurso académico e profissional.
Na sessão de boas-vindas, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, e a vereadora responsável pela área da Educação, Carla Santana, deram as boas-vindas aos participantes, destacando a importância do projeto.
Esta iniciativa contribui para a afirmação da Marinha Grande como Município Amigo da Juventude, reconhecimento atribuído pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), através da atribuição do Selo Município Amigo da Juventude, na categoria de cinco estrelas, distinguindo as políticas e boas práticas desenvolvidas em prol da população jovem do concelho.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Marinha Grande | VALIDAÇÃO DA ESTRATÉGIA MUNICIPAL DE SAÚDE 2026-2029


A Câmara Municipal da Marinha Grande aprovou, na reunião realizada hoje, 10 de agosto, a validação da nova Estratégia Municipal de Saúde da Marinha Grande para o período 2026-2029, subordinada ao tema “Saúde, Bem-Estar e Inclusão”, deliberando a sua remessa à Assembleia Municipal para aprovação.
A Estratégia Municipal de Saúde constitui o principal instrumento de planeamento da intervenção do Município na área da saúde, definindo prioridades, objetivos, medidas, metas e indicadores que irão orientar a atuação municipal e a articulação com os diversos parceiros locais nos próximos quatro anos.
A atualização do documento surge após a conclusão do ciclo da primeira Estratégia Municipal de Saúde, que vigorou entre 2023 e 2025, tendo sido desenvolvida sob coordenação do Município da Marinha Grande, com o contributo de uma equipa técnica e científica multidisciplinar e a participação de diversas entidades do território.
O processo de revisão assentou numa metodologia participativa, envolvendo representantes de 29 entidades dos setores da saúde, educação, formação, investigação, ação social, segurança e proteção, bem como a recolha de 440 respostas de cidadãos através de um questionário dirigido à população. Este trabalho permitiu atualizar a caracterização do concelho, rever as prioridades de intervenção e reforçar a adequação das respostas às necessidades identificadas.
A Estratégia está organizada em torno de três eixos fundamentais: a promoção da saúde e dos estilos de vida saudáveis, as acessibilidades e inclusão em saúde e os contextos locais de saúde e bem-estar. O documento prevê ações dirigidas às diferentes fases da vida, com especial enfoque na literacia em saúde, na prevenção da doença, na saúde mental, no envelhecimento ativo e no acesso equitativo aos recursos de saúde.
A vereadora da saúde, Carla Santana, sublinha que “esta estratégia representa um compromisso claro do Município com a promoção da saúde e da qualidade de vida da população. Queremos continuar a desenvolver políticas públicas que coloquem as pessoas no centro da ação municipal, promovendo comunidades mais saudáveis, inclusivas e preparadas para responder aos desafios do futuro”.
A autarca acrescenta que “a saúde é uma responsabilidade partilhada que exige trabalho em rede e proximidade. Este documento resulta de um processo amplamente participado e estabelece um roteiro estratégico para reforçar a cooperação entre o Município, os serviços de saúde, as instituições sociais, as escolas, as associações e todos os parceiros locais, em benefício da população do concelho”.
Após aprovação pela Assembleia Municipal, a Estratégia Municipal de Saúde será divulgada junto da comunidade e dos parceiros locais, seguindo-se a sua implementação, monitorização e avaliação durante o período de vigência.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Opinião - Aprender a ler antes dos 6 anos?

 Há uma mudança silenciosa a acontecer na educação portuguesa que merece muito mais atenção do que aquela que tem recebido, porque, sem alterar necessariamente a idade em que uma criança entra na escola ou o momento em que começa formalmente a aprender a ler, está a modificar a forma como olhamos para os anos que antecedem o primeiro ciclo e, sobretudo, para aquilo que pode e deve acontecer durante o pré-escolar.
Durante muito tempo, pareceu existir uma fronteira bastante clara: antes dos seis anos estava a infância, depois dos seis começava a escola e, com ela, a aprendizagem formal da leitura e da escrita. A criança podia ouvir histórias, brincar com livros, desenhar, cantar e desenvolver a linguagem, mas tudo isso era frequentemente encarado como uma preparação quase informal para aquilo que realmente começaria no primeiro ano de escolaridade. Hoje, porém, a própria política educativa portuguesa começa a olhar para essa preparação de outra forma, reconhecendo que a aprendizagem da leitura não começa necessariamente quando a criança aprende as primeiras letras, mas muito antes, através de um conjunto de competências linguísticas e de experiências com a linguagem escrita que se vão acumulando durante os primeiros anos de vida.
É aqui que surge o conceito de literacia emergente, que pode parecer uma expressão técnica destinada apenas a educadores e investigadores, mas que traduz uma ideia bastante simples: uma criança começa a construir as bases da leitura antes de conseguir ler formalmente. O contacto com os livros, a audição de histórias, o desenvolvimento do vocabulário, a capacidade de reconhecer sons, brincar com rimas, compreender que aquilo que se diz pode ser representado através da escrita e perceber progressivamente que as letras possuem uma relação com os sons da linguagem constituem experiências que não acontecem de repente no dia em que a criança entra no primeiro ano.
Em Portugal, esta mudança já encontra expressão concreta em programas e orientações recentes. O Plano Nacional de Leitura 2027 apoia o PROL, Programa de Literacia Emergente, que trabalha com crianças até aos seis anos, enquanto a Rede de Bibliotecas Escolares tem vindo igualmente a promover a literacia emergente e a defender o contacto precoce e continuado com livros, histórias, letras, sons e diferentes formas de linguagem escrita. A questão deixa, portanto, de ser apenas uma opinião de determinado professor ou de determinado pai mais preocupado com a educação dos filhos e passa a integrar uma visão institucional sobre aquilo que deve ser feito antes da aprendizagem formal da leitura.
Mas há aqui uma distinção que importa fazer, porque falar em aprender a ler antes dos seis anos pode facilmente ser interpretado como uma defesa da escolarização cada vez mais precoce das crianças, e não é disso que se trata. Não defendo que uma criança de quatro anos deva passar a manhã sentada diante de fichas de leitura, nem que os jardins de infância devam transformar-se em pequenas escolas primárias onde se antecipam conteúdos apenas para que os alunos cheguem ao primeiro ano aparentemente mais adiantados do que os outros.
O que está em causa é bastante diferente e, na minha opinião, muito mais importante: perceber que brincar também pode ser aprender e que uma criança pode desenvolver competências fundamentais para a leitura sem que ninguém lhe esteja a dar uma aula formal de leitura.
Quando uma criança de quatro ou cinco anos ouve diariamente uma história, aprende palavras novas, tenta contar aquilo que ouviu, reconhece o seu nome escrito, percebe que determinada palavra começa pelo mesmo som de outra, brinca com rimas ou começa a distinguir letras que vê repetidamente, não está simplesmente a passar o tempo enquanto espera pela escola. Está a construir ferramentas que serão posteriormente utilizadas na aprendizagem da leitura e da escrita.
Esta realidade obriga-nos também a olhar de outra maneira para aquilo que acontece dentro das famílias, porque a preparação para a leitura não depende exclusivamente da escola e começa muito antes de uma criança se sentar pela primeira vez numa carteira. Uma casa onde existem livros, onde os adultos conversam com as crianças, onde se lê uma história antes de dormir, onde se explicam palavras desconhecidas e onde existe liberdade para perguntar e descobrir é também um espaço de aprendizagem, ainda que ninguém esteja a utilizar manuais escolares ou a dar uma aula.
E esta questão torna-se particularmente importante quando pensamos nas desigualdades educativas, porque nem todas as crianças chegam ao primeiro ano com a mesma relação com a linguagem. Há crianças que cresceram rodeadas de livros, que ouviram histórias desde pequenas, que tiveram adultos disponíveis para conversar e explicar palavras e que chegam à escola já familiarizadas com aquilo que significa abrir um livro e acompanhar uma narrativa; outras chegam exactamente à mesma sala de aula tendo tido muito menos contacto com esse universo, não por falta de capacidade, mas porque tiveram oportunidades diferentes.
É por isso que a discussão sobre a literacia antes dos seis anos não deveria ser apresentada como uma competição entre crianças, em que uns pais procuram que os filhos leiam aos quatro anos e outros defendem que nenhuma letra deveria ser apresentada antes da escola. A questão verdadeiramente importante é garantir que todas as crianças tenham acesso às experiências que lhes permitem chegar ao primeiro ano mais preparadas para aprender, independentemente da família onde nasceram ou dos recursos económicos e culturais existentes em casa.
Talvez seja também aqui que Portugal tenha uma oportunidade para repensar algumas das suas prioridades educativas.
Temos discutido durante anos os resultados dos alunos na leitura, a falta de hábitos de leitura, as dificuldades de compreensão dos textos e a necessidade de melhorar o ensino do Português, mas muitas vezes concentramos a discussão no momento em que o problema já se tornou evidente, quando a criança está no primeiro ciclo ou mesmo vários anos depois. Talvez seja necessário começar a olhar para trás e perguntar o que aconteceu antes de essa criança chegar à escola, que contacto teve com livros, que vocabulário desenvolveu, quanto ouviu falar, quantas histórias ouviu e que relação construiu com a linguagem.
A verdade é que uma criança não chega ao primeiro ano como uma folha em branco à espera de receber a primeira aula de leitura. Chega com uma história linguística que pode ser extraordinariamente rica ou, pelo contrário, bastante limitada, e essa diferença pode ter consequências no modo como irá enfrentar aquilo que para o professor será uma aprendizagem nova, mas que para algumas crianças representa apenas a continuação de um universo que já conhecem.
Por isso, talvez devêssemos deixar de discutir apenas a idade em que uma criança deve aprender formalmente a ler e começar a discutir a idade em que deve começar a ter as melhores condições para aprender a ler.
São coisas diferentes.
Ensinar formalmente demasiado cedo pode ser um erro, sobretudo se significar transformar a infância numa sucessão de exercícios e obrigações; começar demasiado tarde a proporcionar experiências de linguagem e de contacto com os livros também pode ser um erro, sobretudo quando sabemos que os primeiros anos são fundamentais para o desenvolvimento linguístico e para a construção de hábitos que acompanharão a criança durante toda a sua vida escolar.
A solução não estará, portanto, em transformar uma criança de quatro anos num aluno do primeiro ano, mas em garantir que uma criança de quatro anos tenha aquilo de que precisa para chegar ao primeiro ano preparada para ser aluna.
É esta, talvez, a verdadeira novidade que começa a ganhar força em Portugal: não antecipar a escola, mas antecipar a atenção que damos à aprendizagem.
E quando se fala em aprender a ler antes dos seis anos, talvez seja precisamente isso que devamos entender.
Não significa que todas as crianças devam saber ler aos quatro ou cinco anos, nem que os jardins de infância tenham de abandonar o brincar para começar a ensinar conteúdos escolares de forma acelerada. Significa reconhecer que a leitura não nasce no primeiro dia do primeiro ano, que as palavras que uma criança ouviu durante os anos anteriores contam, que os livros que teve à sua disposição contam, que as histórias que lhe leram contam, que o vocabulário que adquiriu conta e que tudo aquilo que foi construindo antes de saber ler terá influência na forma como irá aprender a fazê-lo.
Portugal parece finalmente estar a olhar para esta realidade com maior atenção.
A questão que agora devemos colocar é se teremos coragem para levar essa mudança até às suas últimas consequências, garantindo que a literacia emergente deixa de ser apenas uma expressão utilizada em documentos e programas educativos e passa a fazer parte da cultura de todas as famílias, de todas as creches, de todos os jardins de infância e, sobretudo, daquilo que entendemos ser a primeira grande preparação de uma criança para o conhecimento.
Porque talvez a aprendizagem da leitura não comece quando a criança consegue ler a primeira palavra.
Talvez comece muito antes, no momento em que alguém lhe abre um livro e lhe mostra que, dentro daquelas páginas, existem palavras capazes de contar uma história.

*Paulo Freitas do Amaral
Professor e Autor

Figueiró dos Vinhos reforça oferta cultural com instalação de projetor de cinema digital financiado pelo PRR


O Município de Figueiró dos Vinhos encontra-se a executar a instalação de um novo sistema de projeção de cinema digital na Casa da Cultura, um investimento que permitirá dotar este equipamento cultural das condições técnicas necessárias para a exibição de cinema em formato digital.

A intervenção concretiza um dos objetivos estratégicos do Executivo Municipal: devolver a exibição de cinema ao concelho. A conclusão da instalação do novo sistema de projeção, prevista para agosto, permitirá que a Casa da Cultura passe a dispor de uma infraestrutura tecnológica moderna, devidamente capacitada para responder às atuais exigências técnicas do setor. Desta forma, ficam asseguradas as condições para a implementação, a partir de setembro, de uma programação cinematográfica regular, com sessões todos os fins de semana, enriquecendo e diversificando a oferta cultural do concelho.
Com este novo equipamento, e em articulação com os recursos existentes e a colaboração de entidades locais, o Município pretende reforçar a dinâmica cultural da Casa da Cultura, proporcionando à população um acesso mais alargado a iniciativas culturais e cinematográficas de qualidade.

O projeto foi aprovado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através da Medida C04-i01-m01 – Modernização da Infraestrutura Tecnológica da Rede de Equipamentos Culturais, integrada na componente de investimento RE-C04-i01 – Redes Culturais e Transição Digital, beneficiando de um financiamento máximo de 50 mil euros.


Marinha Grande | SÃO PEDRO DE MOEL INICIA CICLO DE ANIMAÇÃO DE VERÃO


As primeiras atividades da programação cultural e recreativa de verão promovida pelo Município da Marinha Grande em São Pedro de Moel registaram uma participação muito positiva. Entre os dias 7 e 9 de agosto, o programa integrou propostas nas áreas das artes visuais, literatura, música, teatro, bem-estar e atividades para famílias, proporcionando momentos de partilha, criatividade e valorização cultural.
Um dos destaques da programação foi o Festival VOZ – Cultura com Vida, realizado no Edifício Cosmos Azul e Mar, que proporcionou uma experiência cultural multidisciplinar, reunindo literatura, música e reflexão. O evento contou com a participação de Paula OZ, que apresentou a obra premiada Flor da Lama numa sessão de literatura sensorial; Patrícia Vicente, com a palestra S.O.S. AMA-TE, dedicada ao amor-próprio, à autoaceitação e à superação pessoal; Rui Sobral, que promoveu uma reflexão sobre o papel da literatura na sociedade contemporânea; e Paulo Vieira, com o momento artístico Guitarra & Palavras, onde música e literatura se cruzaram numa partilha intimista com o público.
Também o Mural Comunitário, orientado pela artista plástica Marinela Fazendeiro, constituiu um dos momentos mais participados da programação. Desenvolvido ao longo de dois dias no Jardim do Bambi, o projeto envolveu famílias, crianças e adultos na criação de uma obra coletiva com recurso a materiais naturais, reforçando os valores da participação comunitária, da expressão artística e da ligação à natureza.
A música marcou igualmente presença com os concertos de Max Tavares & Énoix e Lucas Pina, que animaram diferentes espaços de São Pedro de Moel e atraíram numerosos espectadores, contribuindo para o ambiente cultural vivido durante o fim de semana.
As atividades destinadas às famílias contaram também com uma boa adesão, destacando-se as sessões de Yoga Family, a Hora do Conto "Lira, a Fada dos Livros” e a oficina criativa “Chapéus Mágicos”, iniciativas que promoveram a criatividade, a leitura, o bem-estar e o convívio entre gerações.
O programa incluiu ainda o espetáculo de magia de João Lima e a apresentação da peça “WiFi da Discórdia”, interpretada pelas alunas do curso de Teatro do Sport Operário Marinhense, que proporcionaram momentos de entretenimento ao público presente.
A programação de verão em São Pedro de Moel prossegue até 20 de setembro, com dezenas de atividades gratuitas que abrangem áreas como teatro, música, literatura, exposições, património, ambiente e animação familiar, reforçando o posicionamento da estância balnear como um dos principais polos culturais e turísticos do concelho durante a época de verão.

As próximas atividades são as seguintes:
12 de agosto . 4ª feira
16h30-18h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
OFICINA DE ARTES PLÁSTICAS “AUTORETRATO POP UP” por Xalipe
“Era uma vez” é uma atividade onde criamos um postal pop up com o nosso auto-retrato e uma frase sobre nós, para explorarmos a ilustração num conceito que envolve autoconhecimento e reflexão na criação artística.

17h30-18h00 . BAMBI
ESTREIA DO ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE”
Espetáculo com Afonso Lopes Vieira (Miguel Linares) e Amélia Rey Colaço (Carolina Santarino), numa homenagem à Arte, à amizade e à capacidade profundamente humana de recomeçar, que estreia no ano em que se celebram os 80 anos da morte do poeta Afonso Lopes Vieira.
Público-alvo: jovens e adultos

19h00-21h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
OFICINA DE INICIAÇÃO AO TEATRO com Carolina Santarino
Trabalho com técnicas do ator para conhecer as bases do seu trabalho em cena: tema escolhido com o grupo (corpo, voz, emoções, confiança, autoconhecimento, improviso).
Público-alvo: jovens e adultos

13 agosto . 5ª feira
16h00-16h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL
SESSÃO DE CINEMA INFANTO-JUVENIL
Público-alvo: maiores de 6 anos

16h00-17h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
CAÇA AO TESOURO LITERÁRIO com Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço
Público-alvo: maiores de 6 anos

16h30-18h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
OFICINA DE ARTE SINÉTICA “MOBILES” com Sara Martins
Esculturas de Verão em movimento criadas com papeis e cores suspensas no ar.
Público-alvo: dos 6 aos 12 anos

18h30-19h00 . BAMBI
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE”
Público-alvo: jovens e adultos

22h00-23h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
SESSÃO DE CINEMA
Público-alvo: maiores de 16 anos

14 agosto . 6ª feira
16h00-16h45 . JARDIM DO VALE
YOGA FAMILY com Rita Póvoa
Público-alvo: dos 4 aos 6 anos

17h00-17h45 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
YOGA FAMILY com Rita Póvoa
Público-alvo: crianças com 2 e 3 anos

19h00-20h00 . PRAÇA AFONSO LOPES VIEIRA
CONCERTO DE VIOLINO E PINTURA SPEED PAITING com JP & Leonor

22h00-22h30 . BAMBI
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE”
Público-alvo: jovens e adultos

15 de agosto . sábado
10h30-12h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
OFICINA DE TEATRO com Miguel Linares
Dinâmicas de grupo, trabalho de confiança, falar em público, gestão de emoções, construção de personagens e jogos de improviso.
Público-alvo: dos 6 aos 14 anos

15h30-16h00 . BAMBI
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE”
Público-alvo: jovens e adultos

16h30-18h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
OFICINA DE ARTES PLÁSTICAS “DIÁRIOS DE VERÃO” com Sara Martins
Vamos construir um diário com recortes, desenhos e muito espaço para registar o melhor das férias de Verão!
Público-alvo: dos 6 aos 12 anos

19h00-20h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
MÚSICA À VARANDA com Dinis Brito
Jovem marinhense, com formação desde os 5 anos que integra, desde 2022, espetáculos da Orquestra Clássica da Escola da Metropolitana, vencedor de dois concursos nacionais de Música de Câmara e autor da banda sonora do monólogo "Rita", interpretado pela atriz Rita Ribeiro.

22h00-23h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
LIVROS EM BOA COMPANHIA com a atriz marinhense Manuela Jorge
Apresentação do livro “O que cabe em 35 mm”, que nos levará a uma conversa, reflexão e descoberta, a partir dos altos e baixos da vida. E com uma mensagem: por mais desafiante que seja o caminho, há sempre espaço para recomeços.

16 de agosto . domingo
16h30-18h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
OFICINA DE ARTES VISUAIS “AGUARELA NA PRAÇA” com Vânia Colaço
Vamos explorar a técnica da aguarela, explorando um detalhe da zona envolvente da Praça Afonso Lopes Vieira, incentivando a expressão individual e a espontaneidade das pinceladas.
Público-alvo: maiores de 12 anos

17h00-18h00 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
CAÇA AO TESOURO LITERÁRIO com Afonso Lopes Vieira e Amélia Rey Colaço
Público-alvo: maiores de 6 anos

17h30-19h30 . EDIFÍCIO COSMOS AZUL E MAR
OFICINA DE “PÃO E MADALENAS SEM GLÚTEN” com Lina Gaspar
Vamos aprender a fazer pão e madalenas sem glúten e sem açúcar, numa oficina descontraída e divertida!
Público-alvo: maiores de 12 anos

22h00-22h30 . BAMBI
ESPETÁCULO DE TEATRO “DEPOIS DA TEMPESTADE”
Público-alvo: jovens e adultos

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Figueiró dos Vinhos tem aprovada OIGP 2.0 para as Áreas Florestais Atingidas pela Tempestade Kristin

No âmbito dos diversos mecanismos de apoio criado pelo Governo Central no pós- tempestade KRISTIN, que fustigou a região no final do mês de janeiro e que deixou um elevado rasto de destruição, o Município de Figueiró dos Vinhos tem procurado estar na linha da frente para a obtenção de recursos financeiros capazes de minimizar o impacto desta catástrofe e recuperar o território.

Nos últimos dias, foi dado mais um passo em frente neste processo através da aprovação da “OIGP 2.0 para as Áreas Florestais Atingidas pela Tempestade Kristin» no concelho de Figueiró dos Vinhos.

Este apoio, concedido através do PRR Aviso-Convite n.º 09/C08-i01.01/2026, no valor de 203.750 euros, comparticipados a 100% até ao limite do efetivamente executado, permitirá a realização de operações de gestão florestal com destaque para o corte e Na Rede Viária Florestal (RVF) permitirá, também, o restabelecimento de acessos, estabilização de áreas críticas, nomeadamente através do corte e remoção do arvoredo tombado processamento de árvores afetadas, incluindo abate, remoção e transporte de material lenhoso, compreendendo rechega, extração e transporte de madeira, e a Gestão da biomassa residual, entre outros.
Na Rede Viária Florestal (RVF) permitirá, também, o restabelecimento de acessos, estabilização de áreas críticas, nomeadamente através do corte e remoção do arvoredo tombado e/ou depositado sobre a RVF e o restabelecimento das condições de circulação e acessibilidade na Rede Viária Florestal, enquanto infraestrutura crítica de suporte às operações de gestão florestal e à proteção de pessoas, bens e ecossistemas.

Figueiró dos Vinhos | CRER – Centro de Reabilitação de Ecossistemas Ribeirinhos de Campelo desperta crescente interesse da comunidade científica e educativa

 A requalificação do antigo Viveiro de Trutas de Campelo e a sua reconversão no CRER – Centro de Reabilitação de Ecossistemas Ribeirinhos têm vindo a afirmar este espaço como uma referência na área da conservação e recuperação dos ecossistemas ribeirinhos, despertando um interesse crescente por parte da comunidade científica, de instituições de ensino superior e da comunidade local.

As visitas, realizadas no âmbito dos planos curriculares de diversas instituições de ensino, refletem o caráter pioneiro deste projeto e a sua forte componente científica, particularmente no domínio da recuperação ecológica e do repovoamento de ribeiras. Uma iniciativa inovadora, cujas metodologias e resultados poderão servir de exemplo para intervenções semelhantes noutros territórios.

Embora o CRER já se encontre em funcionamento, após a conclusão da primeira fase de requalificação do espaço, o projeto continua a evoluir. No âmbito do Programa LIFE, foi aprovada uma candidatura que permitirá reabilitar o edifício adjacente, transformando-o num espaço de acolhimento e interpretação para visitantes, o futuro Welcome Center da Aldeia de Campelo, dotado de soluções multimédia interativas que reforçarão a componente educativa, científica e turística.
Paralelamente, o CRER tem vindo, também, a abrir portas à comunidade de Figueiró dos Vinhos. Apesar de as visitas de grupo decorrerem de forma condicionada, estas têm permitido dar a conhecer o trabalho desenvolvido, no âmbito do projeto e a investigação conduzida no local pela Universidade de Évora e pela QUERCUS, sensibilizando diferentes públicos para a importância da preservação dos ecossistemas ribeirinhos.

Entre as iniciativas mais recentes, destaca-se a visita de cerca de 40 participantes no passeio anual do Clube Automóvel Clássicos de Figueiró dos Vinhos, realizada a 10 de junho. No dia 30 de junho, o espaço recebeu aproximadamente 100 alunos da Escola Básica José Malhoa, do 1.º ao 4.º ano de escolaridade, proporcionando-lhes uma experiência de contacto direto com o projeto. Já no dia 17 de julho, o CRER acolheu um grupo de 10 jovens participantes no Programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas 2026.

A parceria em que o Município de Figueiró dos Vinhos participa, no âmbito do Programa LIFE, permitirá consolidar a sustentabilidade deste equipamento e reforçar a inovação científica associada ao projeto ao longo dos próximos cinco anos, contribuindo para a valorização do património natural e para a promoção de boas práticas de conservação ambiental.

Clube recebeu prémio pecuniário de 750 euros. Tasquinha do Marialvas ganha prémio de melhor decoração


A tasquinha do CF Os Marialvas recebeu o prémio de melhor ornamentação na 34.ª edição da Expofacic. Na génese da decoração do espaço esteve a homenagem aos adeptos do clube.
O prémio pecuniário de 750 euros foi entregue na véspera do encerramento do certame, pela presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, e pelo vice-presidente e presidente da INOVA-EM, Pedro Cardoso.

A iniciativa teve como objetivo reconhecer e valorizar o empenho das associações na criação de espaços que dignifiquem a identidade das freguesias e do concelho de Cantanhede.
Na entrega do prémio, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, destacou a importância de promover a “excelente gastronomia” do concelho. “Cada iguaria traz consigo história e identidade, mas também boa companhia e os excelentes vinhos da Bairrada, daí que apostar na nossa gastronomia seja quase um dever de memória”, explicou.
A autarca deixou ainda um agradecimento às associações do concelho e aos autarcas de freguesia, “pelo empenho, dedicação, mas também talento” que colocam, ano após ano, “em servir o que de melhor têm na gastronomia e na arte de bem receber”.
Também o vice-presidente da autarquia e presidente da INOVA-EM, Pedro Cardoso, sublinhou o “entusiasmo” das associações na adesão a esta iniciativa. “Mais do que um concurso, esta iniciativa é um estímulo para reforçar ainda mais a atratividade deste setor e incentivar a valorização do património local, cultural e das tradições, da identidade territorial, e da qualidade global deste espaço tão emblemático das tasquinhas”.
"As tasquinhas constituem um dos principais ex-líbris da Expofacic. A sua imagem contribui de forma determinante para a experiência dos milhares de visitantes que, todos os anos, escolhem a nossa feira. São também um instrumento de desenvolvimento territorial, capaz de fortalecer a identidade local, atrair visitantes e gerar benefícios económicos e sociais
”, enfatizou.

A avaliação das ornamentações, a cargo de um júri especializado e do público, teve por base um conjunto de critérios que visavam reconhecer o empenho, a criatividade e a qualidade do trabalho desenvolvido pelas associações.
Foram valorizadas a criatividade e a originalidade das propostas, a qualidade da execução e a atenção ao detalhe, a representação da identidade cultural e territorial, a harmonia e integração dos diferentes elementos decorativos, bem como a adoção de soluções sustentáveis, privilegiando a reutilização de materiais e as boas práticas ambientais.

INICIATIVA SOLIDÁRIA DO LIDL PORTUGAL JÁ ANGARIOU 150 MIL EUROS PARA A CAUSA ANIMAL


  • A assinalar o Dia Internacional do Animal Abandonado, a iniciativa do Lidl revela que, em pouco mais de um mês, os clientes já contribuíram com 150 mil euros através dos Sacos Solidários "Pa-tudo" adquiridos nas lojas da insígnia.
  • Parte do valor final angariado irá reverter para 3 associações locais de proteção animal do distrito de Aveiro (54 a nível nacional), apoiando o acolhimento de animais errantes e a prevenção do abandono.
  • Produzido a partir de plástico recolhido das zonas costeiras, o saco combina a resposta à emergência social com a promoção da economia circular.
A propósito do Dia Internacional do Animal Abandonado, assinalado a 15 de agosto, a nova iniciativa solidária do Lidl Portugal volta a demonstrar a grande adesão da comunidade. Em pouco mais de um mês, a campanha do Saco Solidário "Pa-tudo" permitiu alcançar a meta de aproximadamente 150 mil euros angariados, que irão apoiar 54 associações de proteção animal, de norte a sul de Portugal Continental.

Disponível por 1 euro em todas as lojas Lidl, o Saco "Pa-tudo" destina metade do seu valor (0,50 euros) à causa animal. O montante será distribuído de forma descentralizada por três entidades em cada distrito, através da coordenação da Animalife.

No distrito de Aveiro, parte do valor final angariado será destinado a apoiar de forma equitativa a Associação Ani São-João, a Associação Patudos de Vagos e a Apado.

Este apoio financeiro é crucial numa fase em que o país enfrenta uma enorme pressão no acolhimento de animais errantes. Dados do primeiro Censo Nacional de Animais Errantes apontam para perto de um milhão de cães e gatos a viver na rua e uma média superior a 115 abandonos diários.
A verba canalizada reforçará o trabalho diário das associações no acolhimento e proteção dos animais. Adicionalmente, assegura uma atuação preventiva na raiz do problema: a iniciativa apoia famílias em situação de vulnerabilidade económica severa que, sem ajuda, seriam forçadas a abandonar os seus animais por incapacidade de os sustentar. Assim, garante-se que nenhum animal é separado da sua família por falta de recursos financeiros.

"Assinalar o Dia Internacional do Animal Abandonado com este resultado e ver que já alcançámos a marca de 150 mil euros angariados em pouco mais de um mês deixa-nos profundamente orgulhosos. Este valor representa uma ajuda real para as 54 associações que diariamente enfrentam desafios para assegurar a proteção dos animais. O combate ao abandono exige apoiar os abrigos, mas também impedir que famílias em dificuldades fiquem impossibilitadas de cuidar dos seus animais," afirma Vanessa Romeu, Head of Corporate Affairs do Lidl Portugal.

Além da vertente social, o Saco "Pa-tudo" destaca-se pelo impacto ambiental, sendo produzido a partir de resíduos plásticos recolhidos junto de linhas costeiras, com certificação Ocean Bound Plastic.

O saco continua disponível nas lojas Lidl, permitindo aos clientes continuarem a contribuir. A lista das associações beneficiárias pode ser consultada em www.lidl.pt/sacosolidario.

Sobre o Lidl:
Há 30 anos em Portugal, o Lidl tem mais de 8000 colaboradores, distribuídos por mais de 290 lojas, de Norte a Sul do país e, para além da sede, 4 direções regionais e centros logísticos: Santo Tirso (Norte), Torres Novas (Oeste), Loures (Centro) e Palmela (Sul).

Segundo o Estudo de Impacto realizado pela consultora independente Forvis Mazars, ao longo dos últimos 30 anos, o Lidl Portugal contribuiu com 44 mil milhões de euros para a criação de valor para o país, permitindo criar e manter cerca de 90.000 postos de trabalho.

Em 2026, o Lidl Portugal recebeu pela quinta vez consecutiva, a certificação Top Employer, atribuída pelo Top Employers Institute, pelas suas Boas Práticas de Gestão de Recursos Humanos.

O Lidl pertence ao Grupo Schwarz e é um dos maiores retalhistas de produtos alimentares na Europa. O Lidl Internacional conta com cerca de 12.900 lojas, mais de 230 centros de distribuição e entrepostos em 33 países e com mais de 395.000 colaboradores, apostando na disponibilização de produtos de máxima qualidade ao melhor preço e pautando-se pela simplicidade e proximidade com os seus clientes.

*Carolina Domingues ​​​​
Consultant

Marinha Grande | PASSEIO SOBRE BIODIVERSIDADE DAS DUNAS SENSIBILIZOU PARTICIPANTES PARA OS DESAFIOS DA CONSERVAÇÃO COSTEIRA


Cerca de duas dezenas de participantes marcaram presença no passeio na natureza “Biodiversidade das Dunas da Marinha Grande | Ameaças e Desafios”, promovido pelo Município da Marinha Grande no passado dia 8 de agosto, entre a Praia Velha e São Pedro de Moel, numa iniciativa integrada no programa de Sensibilização Ambiental da Bandeira Azul.
Orientada por Sónia Guerra, bióloga e chefe da Divisão de Ambiente, Alterações Climáticas e Sustentabilidade da Câmara Municipal da Marinha Grande, a atividade permitiu dar a conhecer a riqueza ecológica dos sistemas dunares do concelho, a sua importância para a proteção da linha de costa e os desafios que enfrentam perante as alterações climáticas e a pressão humana.
Ao longo do percurso, os participantes conheceram várias espécies características das dunas e da costa, como o estorno, os cordeirinhos-da-praia, a luzerna-da-praia, a granza-da-praia e diferentes eufórbias, compreendendo o papel essencial da vegetação autóctone na fixação das areias e na proteção dos sistemas dunares perante as condições extremas do litoral.
Um dos destaques da ação foi a observação de raridades botânicas, como a flor-da-saudade e os limónios, espécies endémicas lusitânicas que ocorrem exclusivamente no litoral oeste de Portugal continental.
Os participantes puderam compreender como a arborização das dunas resultou da instalação do ripado móvel do início do séc. XX e contribuiu, ao longo do último século, para travar o avanço do mar e proteger o território.
Um dos temas centrais da ação foi o impacto da tempestade Kristin, que atingiu o concelho em 2026 e provocou alterações profundas na faixa costeira. Foi explicado que os efeitos do fenómeno extremo foram particularmente severos, levando ao recuo do cordão dunar e à transformação significativa de alguns habitats. O impacto foi descrito como avassalador, evidenciando contudo a capacidade regenerativa das espécies autóctones perante fenómenos meteorológicos cada vez mais intensos e frequentes.
Ao longo do percurso foi igualmente reforçada a necessidade de combater espécies invasoras, como o chorão-da-praia, que compete com a flora autóctone e ameaça o equilíbrio ecológico dos sistemas dunares. Neste contexto, foi salientada a importância dos passadiços na proteção da vegetação, evitando o pisoteio e a degradação dos habitats dunares fortemente vulneráveis à ação humana.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

...