sábado, 2 de janeiro de 2016

O GRANDE INIMIGO DA VERDADE É MUITAS VEZES NÃO A MENTIRA ...

O GRANDE INIMIGO DA VERDADE É MUITAS VEZES NÃO A MENTIRA - DELIBERADA, ORGANIZADA E DESONESTA - MAS SIM O MITO, PERSISTENTE, PERSUASIVO E IRREALISTA. ACREDITAR EM MITOS PERMITE O CONFORTO DE TER OPINIÃO SEM O DESCONFORTO DE TER QUE PENSAR - Jonh F. Kennedy

Há mais de sete anos fui "metido" de forma absurda, inexplicável, mentirosa e perversa, no chamado Processo Casa Pia.
Acabado de chegar ao Algarve para um fim-de-semana com a minha família, à porta da casa dos meus sogros, fui detido com o argumento de que havia indícios de ter cometido dois crimes de abuso sexual. Podiam ter-me prendido duas horas antes em minha casa. No dia seguinte, a versão oficial era a de que eu ia em fuga, não sei bem para onde: sem passaporte, sem Bilhete de Identidade, uma muda de roupa na mala e um computador portátil.
A minha "fuga" é das maiores ficções do Processo Casa Pia mas ela era também o início de toda uma história construída com mentiras, invenções, fábulas. Não há nenhum indício de tentativa de fuga. Um inspector diz que tinha a informação de que eu me preparava para fugir. Não se sabe de onde vinha tal informação.
Como era preciso que o povo acreditasse nessa enormidade, uma "fonte" informa o jornal Público de que eu tinha transferido todo o meu dinheiro para o Brasil. O jornal publica, sem qualquer indagação pelo menos junto do Banco para onde eu teria feito a transferência. Nos dias a seguir sucederam-se notícias falsas (a sua falsidade acabou reconhecida pelos próprios jornalistas, que se recusaram a revelar as fontes): "Contas a Zero comprometem Cruz", "Escutas e vídeos comprometem Cruz"; "Cruz na lista de pedófilos do FBI", "Contradições entre arguidos" (sem nunca ter sido ouvido) etc, etc.
Perante tal massacre estava criada a histeria colectiva e condenatória típica deste tipo de processos que são muitos, em vários países. Junte-se-lhe 15 meses de prisão preventiva, mais alguns de prisão domiciliária a seguir e depois proibição de sair do Concelho onde resido e facilmente percebi o veredicto do julgamento na praça pública: CULPADO!
A Comunicação Social era diariamente alimentada pelas "fontes". Sabemos hoje quem eram algumas delas que até envolviam o próprio Juiz Director da Polícia Judiciária. Publicavam-se excertos cirurgicamente escolhidos de depoimentos e outros documentos em segredo de Justiça. Jornalistas houve que chegavam a receber apenas algumas linhas de alguns documentos com omissão das partes que contradiziam o seu conteúdo ou que se revelavam inverosímeis.
Alguma Comunicação Social e a investigação andaram de mãos dadas: a Comunicação Social vendia e a investigação tinha o povo do seu lado, a pedir sangue. Este é o resumo do Processo Casa Pia. A este "matrimónio" juntara-se alguns personagens cujas motivações não são difíceis de adivinhar e, por fim, a total incompetência e irresponsabilidade de algumas figuras que tiveram neste caso os seus "15 minutos de glória". Se ainda tiverem alguma réstia de consciência, sete anos passados perceberão como são seres efémeros e talvez ainda saboreiem alguma amargura do remorso.
Em Fevereiro deste ano, o Conselho Superior de Magistratura escreveu que deverá ser feito "um enorme trabalho de análise e reflexão que deverá ter no processo "Casa Pia" o seu case study." E mais: "A fase do julgamento do processo "Casa Pia" dura há mais de 5 anos. Este dado objectivo reflecte, com uma evidência nunca antes vista, a ineficiência do nosso sistema de justiça."
Por tudo isto resolvi abrir este site. Mas também por outras razões: durante estes anos reconheço que há pessoas que me consideram culpado, outras têm dúvidas e outras juram pela minha inocência. Trata-se de um processo de Fé e Convicções, no meio das quais surgem alguns fundamentalismos. Tenho que o entender depois de toda a intoxicação onde uns terão mais culpas do que outros. Muitos amigos meus iam-me contando as suas discussões, os argumentos de quem me condenava sem qualquer argumento válido. E foram-me comunicando algumas das perguntas que lhes faziam: então e isto? E aquilo? E os vídeos? E as fotografias? E as escutas?

Este "site", este espaço,  pretende começar por responder às perguntas mais comuns apresentando provas e documentos a que o público nunca teve acesso. As pessoas conhecem o que a Comunicação Social lhes dá, isto é, uma ínfima parte e que muitas vezes é relatada com evidente parcialidade. Porque também nos jornalistas há divisão de opiniões ou há compromissos e cumplicidades para não virem a perder as suas "fontes".
Este site irá sendo enriquecido e actualizado: respondo a estas perguntas como responderei às que me forem chegando desde que o seu autor se identifique devidamente e faça as perguntas com civismo. Como também aceitarei pistas que ajudem a chegar à parte da Verdade possível. É que este Processo, da forma como foi conduzido e organizado, acabou por tornar impossível saber quem foram e/ou são os verdadeiros abusadores. Foi "a nuvem de fumo para esconder o cogumelo de uma explosão atómica" no dizer certeiro do jornalista João Paulo Guerra. Responderei a tudo. Terminou o Julgamento do Tribunal. Mas o apuramento da VERDADE continua.
E porque é em nome do Povo que os Juízes julgam, acho que o Povo tem direito a conhecer em pormenor o que esteve a ser julgado. Assim, oportunamente, aqui colocarei o Processo na íntegra, devidamente indexado para que os cidadãos possam procurar respostas para as suas dúvidas e confirmem que provei, SEM MARGEM PARA QUALQUER DÚVIDA QUE ESTOU INOCENTE. Sou afinal, uma vítima das vítimas!
Um comentário final: este Processo vai ficar na História da Justiça portuguesa como uma enorme nódoa negra. O futuro dar-me-á razão. Mas apesar desta monstruosidade que abateram sobre mim, julgo que se podem retirar algumas lições:
-denunciou situações inimagináveis dentro da Casa Pia de Lisboa
-poderá e deverá fazer pensar qualquer jurista de bom senso que o nosso Código do Processo Penal tem que ser profundamente revisto, nomeadamente o artº 356 (o próprio Presidente do Sindicato dos Investigadores disse há pouco tempo que não percebe para que serve a investigação, o inquérito, já que não pode ser usado em Tribunal). 
-pôs em evidência a necessidade de formar procuradores, juízes e investigadores na especialidade de crimes de abusos sexuais nomeadamente envolvendo crianças e adolescentes
-lembrou a necessidade de vídeo-gravar os interrogatórios às vitimas desses abusos
-salientou a necessidade de se criar a especialidade de Psicologia Forense
-denunciou a obrigatoriedade de utilização das normas que se encontram nos manuais para interrogar essas vítimas
-revelou que é urgente o estudo e aprendizagem dos processos de análise dos depoimentos (hoje já utilizados nos Tribunais em Espanha, Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Canadá, etc) nomeadamente o CBCA.
-mostrou que se deve assegurar que, nas perícias levadas a cabo pelo Instituto Nacional de Medicina Legal, as partes tenham direito a um verdadeiro contraditório
Estas são as principais lições deste Processo Casa Pia.


Nota Final:
1-     Quando falamos do "Processo Casa Pia" estamos a falar de dois processos:
a) Processo inicial de Carlos Silvino em que ele é o único arguido, que  envolve umas dezenas de vítimas e que esteve quase a ser julgado pelo então Juiz Dr. Pinto de Albuquerque, hoje Professor da Universidade Católica. É o chamado "Processo Apensado".
b) E o processo onde se inclui o meu nome. Este processo diz respeito principalmente a sete assistentes. Eu respondo a cinco crimes envolvendo três deles. Refere-se a seis arguidos, dois ex-arguidos e outras figuras (bastantes) que nunca foram arguidas nem ouvidas.
2- Sempre que utilizo o termo "assistentes" estou evidentemente a referir-me às alegadas vítimas.

3- Neste momento, por razões legais não podemos colocar no site os fac-simile de todo o processo. Isso só será possível depois da leitura da sentença. E fá-lo-emos tal como prometido, acautelando a não revelação da identidade das vítimas e demais constrangimentos legais.

* Coisas do meu arquivo.

O Filósofo Mais Influente Em Toda a Ásia



Os ensinamentos de Confúcio não se restringem à China, que vêm sendo destacados recentemente pelo governo daquele país para se contrapor a outros ocidentais. Mas se espalharam por toda a Ásia com destaque para a Coreia e o Japão. O respeito pelos idosos, pelos professores, pelos que transmitem a cultura, a importância da educação e outros princípios considerados relevantes pelos asiáticos decorrem, em grande parte, dos ensinamentos deste filósofo fenomenal.

Recentemente, o governo da China vem destacando a sua figura, utilizada como um símbolo da cultura chinesa, utilizando o seu nome como uma instituição para divulgação da imagem daquele país. O acesso possível pelo meio apresentado abaixo, em espanhol, permite conhecer parte dos seus ensinamentos, mas também imagens impressionantes da rica China, que sempre vai ser objecto de admiração, mesmo pelos que não concordam com as ideias políticas e económicas actualmente implementada pelas suas autoridades.

Ainda que os ideais democráticos consagrados pelas Revoluções Americana e Francesa proponham o ideal da igualdade entre os seres humanos, nota-se que os conhecimentos de Confúcio determinaram uma hierarquização da sociedade, com os mais idosos, os mais veteranos, os pais, com os professores considerados como os mais relevantes que os jovens, os alunos, os filhos.


O estado do Estado social: quase 900 mil apoios foram cortados num ano

Cortes atingiram sobretudo os abonos de família, onde o Estado poupou 68,2 milhões, e o subsídio de desemprego
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Os pais foram os mais prejudicados. Há menos 607,8 mil apoios a crianças.

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O Estado social é cada vez menos social. Entre Março do ano passado e Março deste ano, a Segurança Social concedeu cerca de menos 900 mil apoios aos portugueses. Neste número, estão incluídos os abonos de família, suspensão dos subsídios de desemprego e cancelamento do rendimento de inserção social. No mesmo período, a despesa desta área na execução orçamental caiu 92,8 milhões de euros, embora tenha havido um acréscimo de 15,5 milhões de euros no pagamento de subsídios de desemprego.
Os dados constam do Departamento de Gestão de Informação do Ministério do Trabalho e Segurança Social e da execução orçamental publicada pela Direcção Geral do Orçamento. No total, a Segurança Social concedeu menos 856,2 mil apoios sociais.
De acordo com as estatísticas oficiais, entre Março do ano passado e o mesmo mês deste ano foram pagos menos 68,2 milhões de euros em abonos de família, a que correspondeu uma quebra de 607,8 mil prestações. Grosso modo, este número inclui as famílias que deixaram de receber este valor devido à alteração das regras da sua atribuição em Agosto último.
A razia também chegou ao subsídio de desemprego - houve menos 155,5 mil pessoas a recebê-lo. A quebra foi substancialmente inferior na atribuição do primeiro subsídio, onde o corte afectou 65,7 mil apoios. O montante global desta prestação aumentou 15,5 milhões de euros porque os montantes atribuídos foram maiores, a quadros médios e superiores. No mesmo período, o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional passou de 631,5 mil para 640,3 mil.
Ainda Mais pobres Os maiores cortes ao nível do subsídio de desemprego, que não vêm desagregados na execução orçamental da Direcção-Geral do Orçamento, foram no subsídio de desemprego subsequente, no subsídio social de desemprego e no prolongamento do subsídio de desemprego social, prestações que se destinam às famílias de menores recursos.
O corte em cada um destes apoios atingiu quase os 50%. O subsídio de desemprego subsequente, que é concedido quando o desempregado já recebeu todas as prestações a que tinha direito mas continua desempregado e cumpre a condição de recursos nos 90 dias a seguir a ter deixado de receber a prestação, caiu de 62,4 mil para 31,3 mil. O subsídio social de desemprego, a que o trabalhador tem direito depois de 180 dias de trabalho por conta de outrem, com remunerações nos 12 meses à data do desemprego, passou de 48 mil para 26 mil. Finamente, o prolongamento do subsídio de desemprego social, que era atribuído a 47 pessoas, passou a ser recebido por apenas 23.
Em todas estas prestações exige-se ao desempregado fazer parte de um agregado familiar que tenha um rendimento por pessoa igual ou inferior a 80% do salário mínimo nacional. Para aceder ao apoio, o beneficiário tem ainda de apresentar condição de recursos na altura do pedido.
No mesmo período, 110,1 mil pessoas deixaram de receber rendimento social de inserção. Ou seja, em Março do ano passado havia 440,7 mil pessoas a receber uma das bandeiras mais emblemáticas do governo socialista de António Guterres, contra 330,5 mil em período homólogo deste ano. Com estes cortes, a Segurança Social poupou 92,8 milhões de euros.

Por Margarida Bon de Sousa

(Jornal I /14-05/11)

Comentário: ouve-se com frequência: águas passadas não rolam moinhos, que engano. À conta do passado é que o País está na situação presente. Coelho e Portas ficam para a triste história da dignidade humana neste quintal à beira mar.

NOTAS DE PENSAMENTO PESSOAL


Partindo do princípio de que Deus é tudo o que existe, fica claro que Ele é também o criador do Big-bang. Através deste fenómeno o poder de Deus expalhou-se por todas as galáxias. A nossa Galáxia é a mãe da Terra onde toda a nossa transformação evolucionista aconteceu.

O cérebro é o instrumento que Deus utiliza para transformar o nosso mundo e o próprio universo. Toda a criação nasce de um pensamento que se materializa na acção.

O poder do pensamento é inegável não apenas em relação à saúde, mas a tudo o que realizamos ou tentamos realizar na vida. Um pensamento negativo atrai forças invisíveis negativas, tal como um pensamento positivo atrai forças invisíveis positivas.

É uma lei universal que pouco conhecemos, mas sabemos que existe e determina o sucesso de alguns e o fracasso de outros.

É muito fácil perceber o optimismo de alguém que acredita numa ideia e a leva adiante, como também o pessimismo de alguém que não acredita e acaba fracassando. O primeiro caminha para frente, ao passo que o segundo permanece estagnado ou retrocede. É a força do pensamento que está actuando de maneira diferente nos dois personagens.

É preciso ter muito cuidado com o que pensamos, principalmente quando não sabemos lidar com determinados assuntos.


Sem amor, nada feito!
"Seu pensamento predominante ou a sua atitude mental é um imã.
Semelhante atrai semelhante, consequentemente, a tua atitude mental sempre atrairá as condições que correspondem à sua natureza.
As vibrações das forças mentais são as mais sutis, consequentemente, as mais poderosas que existem.
É a combinação de pensamento e amor que forma a irresistível força da lei da atracção.
O princípio que dá ao pensamento o poder dinâmico de correlacionar-se com seu objecto, e por conseguinte dominar cada experiência humana adversa, é a lei da atracção, que é outro nome para o amor.
Este princípio é eterno, fundamental e inerente a todas as coisas, a cada sistema de filosofia, a cada religião e toda ciência.
Não há como escapar à lei do amor.
É o sentimento que transmite vitalidade ao pensamento.
Sentimento é desejo, e desejo é amor.
O pensamento impregnado de amor torna-se invencível.
Tornar-se consciente deste poder é se transformar numa fonte de energia.
O Universo é a fonte e contém energia suficiente para atender qualquer situação da vida de qualquer indivíduo.
Quando a mente individual toca a mente Universal, ela recebe o poder contido aí.
A mente Universal não é só inteligência, é também substância, e essa substância é a força da tracção que liga os eléctrons pela lei da atracção para formarem átomos; os átomos, por sua vez, são ligados pela mesma lei e formam moléculas; as moléculas assumem formas objectivas, e assim constatamos que a lei do amor é a força criativa por trás de cada manifestação; não só de átomos, mas de mundos, do Universo, de tudo que a imaginação pode conceber.
Não há limites quanto ao que essa lei pode fazer por você; atreva-se a acreditar em seu próprio ideal como fato já consumado."

- Charles Haanel
(1866 - 1949)

VISUALIZE TEUS SONHOS!

"Todo mundo visualiza, quer saiba ou não.

A visualização é o grande segredo do sucesso!

Todos temos mais poderes e maiores possibilidades do que nos damos conta. Visualizar é um dos maiores desses poderes.

Nada pode impedir que sua imaginação ganhe forma concreta, a não ser o mesmo poder que a gerou - você mesmo."

(Genevieve Behrend)


Mente Amiga ou Inimiga?

' Com a ajuda de sua mente, a pessoa deve libertar-se, e não degradar-se. A mente é amiga da alma condicionada, e sua inimiga também.
Para aquele que conquistou a mente, a mente é o melhor dos amigos; mas para quem fracassou nesse empreendimento, sua própria mente continuará sendo seu maior inimigo.'
 (Bhagavad-gita, capitulo 6 textos 5 e 6)


Fórmula para o Controle Mental
"Qualquer Acão, mental ou física, várias vezes repetida, torna-se um hábito. O objectivo dos exercícios mentais é repetir determinados pensamentos, várias e várias vezes, até que se tornem constantes e habituais. Os pensamentos que repetimos continuamente se tornam convicções.

Repita a nova imagem de si mesmo até que ela seja a única maneira que você consiga se imaginar. Foram os pensamentos habituais, e não o ambiente ou as circunstâncias, que o fizeram ser o que é. Cada pessoa tem alguma ideia central, ou uma forma-pensamento de si própria, e com isso ela classifica e organiza todos os seus actos e relações externas.

Você classifica seus actos ou com base na ideia de que é forte e grandioso ou de que é limitado, comum ou fraco. Se a última opção for seu caso, é preciso mudar sua ideia central.

Formule uma nova imagem mental de si mesmo.

Não tente se tornar grandioso repetindo meras combinações de palavras ou fórmulas superficiais; repita várias e várias vezes o PENSAMENTO a respeito de seu poder e habilidade até que seja capaz de classificar os fatos externos e decidir sua posição em todos os lugares com base nessa ideia."

Wallace D.Wattles do livro "A Ciência de Ser Grande" traduzido do original: http://


Pensamento:
Quando um desejo sincero parte sedento em busca de justiça, é abençoado por Deus e não nos volta vazio.
Mary Baker Eddy
  

SENTIR-SE OFENDIDO

Há uma imensa sabedoria no antigo provérbio: “melhor é o longânime do que o herói da guerra”; Hannah more disse: “Se desejasse castigar o meu inimigo, deveria incitá-lo a odiar alguém”.

Castigar-se a nós mesmos pelas faltas de outrem, é superlative tolice. Uma flecha mental lançada pelo arco de um outro, é praticamente inofensiva, a não ser que o nosso próprio pensamento o muna de farpas. É o nosso orgulho que faz que a crítica alheia nos irrita, é nossa teimosia que faz a ação alheia ofensiva, nosso egotismo que se sente ferido pela presunção alheia. Bem poderíamos sentir-nos feridos pelas nossas próprias faltas, mas dificilmente podemos consentir sermos infelizes em virtude das faltas de outrem.

Um cortesão informou certa ocasião a Constantino que uma turba havia quebrado a pedradas a cabeça de sua estátua. O imperador, levando as mãos à cabeça, exclamou: “É muito surpreendente, mas não me sinto nem um pouco ferido”.

Deveríamos recordar que o mundo é vasto; que existem mil milhões de diferentes vontades, opiniões, ambições, paladares e amores humanos; que cada pessoa tem uma história, constituição, cultura, carácter diferente de todas as demais; que a vida humana é o trabalho, o jogo, a incessante Acção e reacção de uma sobre a outra destas particularidades. Portanto, deveríamos prosseguir na vida com o mínimo de esperança, mas com o máximo de paciência, com um vivo desejo de regozijar-nos com todo o formoso, grandioso e bom, e apreciá-lo, mas com um estado de animo tão genial que o atrito do mundo não afectasse a nossa sensibilidade; com uma serenidade de espírito tão firme, que nenhum hálito passageiro nem um distúrbio acidental a agitasse ou perturbasse; com uma caridade suficientemente ampla para encobrir o mal de todo o mundo e o suficientemente doce para neutralizar o que é amargo nela, -- determinados a não estarmos ofendidos quando não houve má intenção, nem mesmo quando a houve, a não ser que a ofensa seja dirigida contra Deus.



Nada além dos nossos próprios erros deveria ofender-nos. Aquele que propositadamente tentar ofender o seu próximo, merece antes pena do que ressentimento; e me pergunto se existe alguém o bastante adulador, tolo ou mentiroso, que possa ofender uma mulher de alma íntegra.
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 J. Carlos – Editor | Administrador do Litoral Centro
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Próspero Ano 2016! = ADASCA prepara-se para um ano de "luta"

O Presidente da Direcção da ADASCA na sua biblioteca
Com a entrada de novo ano, a ADASCA vai prepara-se para uma missão nada fácil, com base na experiência adquirida, que é iniciar a realização de sessões de colheitas de sangue na Universidade de Aveiro, iniciativa que o Centro de Sangue e Transladação de Coimbra se tem vindo a opor, avançando com desculpas de não colhem a nossa concordância.

Estamos confiantes que a reposição da isenção da Taxas Moderadoras para os dadores de sangue nos Hospitais Públicos vai tornar-se numa realidade muito em breve,  à muito reclamada por nós, apesar de surgirem agora por ai uns sujeitos em bicos de pé a bater com as mãos no peito, a reclamar os louros como tivessem feito algo nesse sentido, quando na verdade nem sequer uma petição pública subscreveram, não quiseram comprometer-se por razões de ordem politica. Nós conhece-mo-los. Chama-se a este aproveitamento ilícito comer as bolachas do pacote dos outros, querendo assim justificar o injustificável.

O sentimento da falta de vergonha aliou-se à arrogância, às ameaças, à mentira, com o intuito de ficarem bem na fotografia e manterem interesses duvidosos | subterrâneos. Mantenho o que sempre tenho dito aos dadores de sangue: Abram os olhos, questionem os elementos que vos aparecem pela frente a falar de peito cheio, a dar palmadinhas nas costas, com vozes hipnotizantes, procurem saber o que fizeram para que tal incentivo seja reposto, sim, os tais que realizam colheitas de sangue. Certamente que não vos vão falar nos olhos… estão comprometidos na medida em que não se envolveram em nada, pactuaram com a injustiça praticada durante 4 anos, e muitos deles até são contra a reposição de tal benefício. São mais os lobos e as raposas no mundo da dádiva de sangue, do que os verdadeiros cordeiros que se distinguem pela genuína humildade...

Juntamente com os tais estão incluídas as duas ditas federações de dadores de sangue (?), que mais não servem para "sacar financiamentos" ao IPST enquanto este reduziu os valores às associações que trabalham no terreno, e por sua vez alimentarem ainda mais o divisionismo enfermo entre as associações e dadores. Dividir para reinar... dá jeito. 

À comunicação social de âmbito nacional, às empresas em particular, aos amigos da ADASCA, a todos quantos puderem colaborar na divulgação das nossas actividades, com base no interesse público das mesmas, antecipadamente ficamos gratos.

Face ao exposto vimos dar conhecimento público, e à imprensa no geral o mapa de sessões para Janeiro e Fevereiro de 2016. 

Nota: o mapa de Brigadas para todo o ano 2016 pode ser solicitado através deste e-mail: geral@adasca.pt, podendo ser consultado no site indicado acima.

 Localização do Mercado Municipal de Santiago em Aveiro


O dia que não desejamos


Escrever um texto sobre a dádiva de sangue é nos dias de hoje um risco evidente. Tão evidente que se torna interessante. Nos últimos meses temos assistido a um decréscimo do número de dadores e consequentemente no número de dádivas. Mas também, nestes últimos meses, vamos assistindo há habitual entrada de doentes nas urgências dos hospitais que por acidente, maleita nova ou antiga, necessitam de sangue como um componente essencial na esperança da cura. Invariavelmente, as necessidades de sangue e componentes mantêm-se e não diminuem; as doenças e as urgências não acompanham a escassez no número de dádivas.

Ainda não chegamos a um ponto crítico, ou seja, o momento em que alguém morre por falta de sangue. Nesse dia que não se deseja, uma vida será perdida. Nesse dia, a máxima dar sangue é dar vida, fará mais sentido do que nunca. Nesse dia a culpa será de todos e a vítima o elo mais fraco. Esse dia não pode acontecer.

Devemos pois, focalizar as acções na actividade da promoção da dádiva de sangue. Não podemos continuar a assistir a discussões estéreis entre as organizações que promovem a dádiva de sangue. Não podemos continuar a assistir a um jogo do fundo do court até que um ceda por exaustão.

Se existe uma actividade na área da saúde em que nos podemos orgulhar, é-o de facto a medicina transfusional. Devemos fazer o necessário, com paciência e astúcia para que assim continue.

Quem dá vida e sempre deu, não vai abandonar a causa. Isso é um dado adquirido.
Veremos as acções dos responsáveis oficiais. Veremos se o tal dia não acontece.

João Almeida Martins
Sector da dádiva de sangue
Serviço de Imumohemoterapia

Hospital S. João

* É do máximo interesse recordarmos o passado, para extrairmos dele o melhor aproveitamento.
Datas e locais onde pode efectuar a sua dádiva de sangue em Aveiro: www.adasca.pt

O DESVARIO CONSUMISTA



O "Le Monde", considerado como um dos melhores diários do mundo, consagrava uma página a Portugal. Lembrando que o país passou em trinta anos “da pobreza ao sobreendividamento”, o jornal francês notava “a ausência de um plano global e coerente de desenvolvimento da economia, a promiscuidade entre pessoal político e chefes de empresa, a porosidade entre dinheiro público e interesses privados”.

"Le Monde" evocava a megalomania das auto-estradas. Mas poderia também, mais pertinentemente, ter frisado o desvario consumista para procurar explicar a crise actual. Ultra-consumismo que salta aos olhos de quem, vivendo no Centro-Norte da Europa, vem regularmente a Portugal desde o 25 de Abril. E que se nota logo à chegada ao aeroporto. Com homens e sobretudo mulheres trajados com os melhores requintes da moda e os inevitáveis adereços de marca caríssimos. Com montes de gente pendurada em telemóveis dos últimos modelos, em conversas espantosamente intermináveis.

Sai-se do aeroporto e o desfile de carros de grandes marcas é absolutamente assombroso. Chega-se a um comboio da linha do Norte ou da Beira Baixa e assiste-se ao incrível espectáculo exibicionista de Ipods e outros MP 3, de Iphones e Blackberrys, de computadores portáteis e, evidentemente, dos recentíssimos Ipads. Um verdadeiro desfraldar de vaidades, sem comparação alguma com a discreta modéstia que se vê na “capital da Europa”, por exemplo, num país de velha tradição industrial e com um nível de vida assaz superior.

Só que em Portugal, de há trinta anos a esta parte, assistiu-se a um total desvario consumista. Os portugueses passaram de uma sociedade pouco mais do que subdesenvolvida, onde os bens de consumo corrente eram restritos e os essenciais muitas vezes faltavam, para uma sociedade ultra-consumista que está aliás a destruir o tecido económico e social do país. Destruição patente nos centros das cidades, onde o comércio tradicional se encontra em vias de desaparecimento acelerado, com o que isso acarreta de desertificação urbana.

A ânsia consumista e a irreprimível vontade de ostentação fez também expandir uma conduta simples mas significativa: muita gente, de praticamente todos os meios sociais (com excepção dos excluídos do sistema e dos que nele reinam), deixou de tomar o pequeno almoço em casa e vai tomá-lo em pastelarias e cafés! Mas alguém pensa que nos países do Centro-Norte há tempo e dinheiro para fazer isso? A crise actual obrigará talvez os portugueses a um pouco mais de bom senso…


J.-M. Nobre-Correia

Comentário: que péssima radiografia do consumidor português. Diz-se que não existe dinheiro, as reformas são baixas, os ordenados não chegam para as necessidades, etc. etc.