quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Ex-treinador do Rio Ave acusado de assédio sexual por jogadoras

Mensagens terão começado na pré-temporada 2020-21, com a chegada de Miguel Afonso para orientar a recém-formada equipa sénior.
O treinador Miguel Afonso é acusado de assédio de sexual por algumas jogadoras do Rio Ave, equipa que treinou na época 2020/21.
O técnico, que treina agora a equipa feminina do Famalicão, terá trocado algumas mensagens íntimas com jogadoras com idade entre os 18 e os 20 anos, solicitando fotos e vídeos, avança o Público.
Contatado pelo jornal, Miguel Afonso recusou-se a comentar, dizendo apenas: "Não sei onde querem chegar com isso e que tipo de conversas são essas."
Uma das atletas conta que partilhou a situação com os pais e que, depois de ter dado disso conhecimento ao treinador, começou a sentir-se prejudicada, acabando por não ser convocada para o primeiro jogo oficial da temporada e por ser relegada para os escalões de formação do Rio Ave.
Numa outra situação, escreve o jornal, o treinador foi confrontado pelo namorado de uma das jogadoras alvo destas mensagens, mas Miguel Afonso "disse tratar-se de uma brincadeira e pediu desculpas".
O Famalicão terá sido informado da situação depois de o contratar e defende agora que a questão está resolvida, mas não quis prestar declarações ao jornal.
O jornal refere ainda que a promoção de Miguel Afonso a um clube da primeira divisão nacional de futebol feminino "deixou surpreendidas muitas jogadoras e outros agentes desportivos" que tiveram conhecimento da situação e acrescenta que a direção do Famalicão foi informada, mas "nada fez até ao momento".
Desde julho que os regulamentos da FPF preveem punições para os casos de assédio. Este é o primeiro caso do género a ser conhecido no país.

RR

Sopas quentinhas e boas! No Salão da Junta de Freguesia dos Carapelhos

 

Nesta época do ano... não pode ser melhor. O que é produzido pelos nossos agricultores é do melhor que à.


Identificados novos mecanismos no combate a infeções ligadas à covid-19

 A aspergilose pulmonar associada à gripe e à covid-19 afeta entre 15 a 20% dos pacientes graves diagnosticados com estes vírus. A dificuldade de diagnóstico e a elevada taxa de mortalidade associada a esta condição levou a uma parceria entre o Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS) da Escola de Medicina da Universidade do Minho e os Hospitais Universitários de Leuven (Bélgica). O objetivo da equipa foi aprofundar o tema e identificar os mecanismos envolvidos neste processo.
Na UMinho, os investigadores Samuel Gonçalves e Cristina Cunha, coordenados por Agostinho Carvalho, caraterizaram o perfil de expressão génica e das proteínas inflamatórias de 169 doentes críticos com gripe ou covid-19. Foi possível observar uma regulação negativa de genes importantes ligados ao combate destas coinfecções, levando a uma evolução mais acelerada desta patologia, deixando assim um tempo limitado para realizar um tratamento.
O trabalho agora publicado na reputada revista “The Lancet Respiratory Medicine” revelou uma quebra em “dois momentos importantes no que toca à imunidade antifúngica: o dano na barreira epitelial e a capacidade destas células em eliminar o fungo”, explica Agostinho Carvalho. “Com as abordagens que nos propusemos, identificámos mecanismos que podem, potencialmente, ser alvos de novas imunoterapias”, acrescenta o investigador.
A velocidade de desenvolvimento da patologia condiciona as terapias antifúngicas já existentes. Um dos objetivos do estudo é obter um perfil individualizado destes doentes para realizar uma intervenção direta no sistema imunitário, potenciando o combate da aspergilose pulmonar. O trabalho é cofinanciado pela Fundação “la Caixa”, Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), Fundação de Investigação da Flandres, Coronafonds e FEDER/Horizonte 2020.
A aspergilose pulmonar é doença pulmonar obstrutiva crónica em que se desenvolve uma reação alérgica ao fungo Aspergillus, existente no ar que respiramos. Afeta milhares de doentes todos os anos em Portugal e mais de 250 milhões em todo o mundo.
 
Universidade do Minho

Investigadora da Universidade do Minho premiada por desenvolver um substituto ósseo bioativo

 Helena Pereira, aluna do doutoramento em Líderes para as Indústrias Tecnológicas da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e do Programa MIT-Portugal, foi premiada no VI Concurso Pitch de Investigação do Grupo Compostela de Universidades, na Suíça, por apresentar um novo substituto ósseo com materiais bioativos, que pode ser absorvido pelo corpo humano e permitir a fase natural de regeneração óssea, melhorando a vida dos pacientes. O projeto está na fase exploratória e com testes in vitro nos laboratórios do Centro de Microssistemas Eletromecânicos da Universidade do Minho (CMEMS), em Guimarães.
O osso é o segundo tecido mais transplantado do mundo e estima-se que 1,5 milhões de pessoas por ano sofrem uma fratura devido a doenças ósseas, com custos significativos para os sistemas de saúde, explica Helena Pereira. O problema afeta em especial os seniores e a Organização Mundial de Saúde prevê que no ano 2050 haja dois mil milhões de pessoas com mais de 60 anos.
Helena Pereira está a utilizar fosfatos de cálcio degradáveis, combinando hidroxiapatita e beta-tricálcio de fosfato, para obter um substituto com dissolução controlada, compatível com a taxa de regeneração óssea, e elevadas propriedades mecânicas, equivalentes às do osso. Isso permite evitar perda óssea, nova cirurgia, imunorreações e outras complicações ligadas a tratamentos comuns. Por exemplo, substitutos sintéticos com titânio, cobalto e crómio têm revelado problemas como libertação de ferro e excessiva rigidez.
“O meu objetivo é criar um produto que se dissolva ao longo dos anos com base em material bioativo; ao mesmo tempo que o osso se regenera, o produto dissolve-se”, explica. O fosfato de cálcio já é usado como substituto ósseo, em pessoas com pouco osso. A presente solução funciona como um implante de fosfatos, pois, além de dissolver à taxa de regeneração do osso e de forma controlada, tem propriedades mecânicas equivalentes às do osso. “Essa é a minha principal inovação, graças a uma combinação dos fosfatos de cálcio e do processo de manufatura”, realça a cientista do CMEMS, que está a preparar um pedido de patente e espera que a sua tecnologia venha a consolidar-se e a generalizar-se no mercado.
Nascida em Fafe há 31 anos, Helena Pereira é licenciada em Ciências Biomédicas pela Universidade da Beira Interior, mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade do Minho e está a ser orientada no doutoramento pelos professores Filipe Samuel Silva, da Universidade do Minho, e Georgina Miranda, da Universidade de Aveiro. Fez ainda parte da equipa vencedora do concurso de ideias de negócio SpinUM 2019, com a tecnologia “beWOODful” que trata e impregna cor na madeira, e obteve agora o 3º prémio do concurso de vídeos científicos do Grupo Compostela, com a apresentação “Guided absorption bone substitutes”
 
Universidade do Minho

Descobertos dois raros super-mercúrios no mesmo sistema

 Ao observar o sistema HD 23472 com o espectrógrafo ESPRESSO (ESO), uma equipa, liderada pela investigadora do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA) Susana Barros (IA & Dep. de Física e Astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto), encontrou três super-terras e dois super-mercúrios. Este último tipo de exoplaneta ainda é muito raro – contando com os dois agora descobertos, só se conhecem oito super-mercúrios.
O objetivo desta investigação, agora publicada na revista Astronomy & Astrophysics, era caracterizar a composição de planetas pequenos e compreender como esta pode mudar com a localização e temperatura do planeta, e como está relacionada com as propriedades da estrela-mãe. Susana Barros explica que a equipa pretendia: “estudar a transição entre ter ou não ter uma atmosfera, o que pode estar relacionado com a evaporação provocada pela irradiação da estrela”.
“A equipa descobriu que o sistema tem três super-terras com uma atmosfera significativa e, surpreendentemente, dois super-mercúrios, que são também os planetas mais próximos da estrela”, conclui Susana Barros.
Dos cinco exoplanetas do sistema HD 23472, três dos quais têm massas menores do que a Terra. Estes são dos exoplanetas mais leves, cujas massas foram medidas recorrendo ao método das velocidades radiais, algo que só se tornou possível graças à grande precisão do espectrógrafo ESPRESSO, instrumento com bandeira portuguesa instalado no Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. E a presença de não um, mas dois super-mercúrios, deixou na equipa uma vontade de querer aprofundar mais o assunto.
O planeta Mercúrio, no Sistema Solar, tem um núcleo relativamente maior e um manto relativamente mais pequeno do que os outros planetas, mas não se sabe porquê. Algumas das explicações possíveis envolvem grandes colisões, que teriam arrancado parte do manto do planeta, ou devido à sua alta temperatura, parte do manto de Mercúrio poderá ter evaporado. Surpreendentemente, outros exoplanetas com as mesmas características, denominados “super-mercúrios”, foram recentemente descobertos a orbitar outras estrelas.
Barros acrescenta: “Pela primeira vez descobrimos um sistema estelar com dois super-mercúrios. Isto dá-nos pistas acerca da formação destes planetas, o que nos pode ajudar a excluir algumas hipóteses. Por exemplo, se um impacto grande, o suficiente para criar um super-mercúrio, já é bastante improvável, dois desses impactos são praticamente impossíveis. Continuamos sem saber como este tipo de planetas se forma, mas parece estar relacionado com a composição da estrela-mãe. Este sistema pode-nos ajudar a descobrir.”
Outro dos membros da equipa, Olivier Demangeon (IA & DFA-FCUP), comenta: “Para compreender como é que estes dois super-mercúrios se formaram será necessário uma melhor caracterização da composição destes. Como estes planetas têm diâmetros menores do que a Terra, os instrumentos atuais não têm resolução suficiente para medir a composição da superfície, ou até a existência de uma potencial atmosfera. O futuro Extremely Large Telescope (ELT) e o seu espectrógrafo de primeira geração ANDES irão ter, pela primeira vez, tanto a sensibilidade, como a precisão necessárias para tentarmos fazer essas observações”.
Mas o grande objetivo é encontrar outra Terra: “A existência de atmosfera dá-nos pistas acerca da formação e evolução deste sistema, e também tem implicações na habitabilidade dos planetas. Eu gostaria de estender este tipo de estudos a planetas com períodos mais longos, que têm temperaturas mais amenas”, diz Barros.
A participação do IA no ESPRESSO faz parte de uma estratégia mais abrangente para promover a investigação em exoplanetas em Portugal, através da construção, desenvolvimento e definição científica de vários instrumentos e missões espaciais, como a missão Cheops (ESA), já em órbita. Esta estratégia irá continuar durante os próximos anos, com o lançamento do telescópio espacial PLATO (ESA), a missão Ariel (ESA) e a instalação do acima referido espectrógrafo ANDES, no maior telescópio da próxima geração, o ELT (ESO).
 
Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço

Astrónomos detectam bolha de gás quente em torno do buraco negro supermassivo da Via Láctea

 Com o auxílio do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), os astrónomos descobriram sinais de um ”ponto quente” em órbita de Sagitário A*, o buraco negro no centro da nossa Galáxia. Esta descoberta ajuda-nos a compreender melhor o meio enigmático e dinâmico que rodeia o nosso buraco negro supermassivo.
Pensamos estar a ver uma bolha de gás quente em torno de Sagitário A*, numa órbita semelhante em tamanho à do planeta Mercúrio, mas que completa uma volta em cerca de 70 minutos. Para que isso aconteça a velocidade a que se desloca tem que ser enorme, cerca de 30% da velocidade da luz!” explica Maciek Wielgus do Instituto Max Planck de Rádio Astronomia em Bona, na Alemanha, que liderou este estudo publicado na revista da especialidade Astronomy & Astrophysics.
As observações foram obtidas com o ALMA nos Andes chilenos — um rádio telescópio que pertence parcialmente ao Observatório Europeu do Sul (ESO) — durante uma campanha levada a cabo pela Colaboração EHT (Event Horizon Telescope) destinada a obter imagens de buracos negros. Em Abril de 2017, o EHT juntou oito rádio telescópios existentes no mundo inteiro, incluindo o ALMA, para obter dados que resultaram na primeira imagem de Sagitário A*, recentemente divulgada. Para calibrar os dados EHT, Wielgus e colegas, que são membros da Colaboração EHT, utilizaram dados do ALMA obtidos na mesma altura que as observações EHT de Sagitário A*. Para surpresa da equipa, havia mais pistas escondidas nas medições obtidas apenas com o ALMA sobre a natureza do buraco negro.
Por acaso, algumas das observações tinham sido realizadas pouco depois de uma explosão de energia de raios X emitida a partir do centro da nossa Galáxia, a qual tinha sido detectada pelo Telescópio Espacial Chandra da NASA. Pensa-se que este tipo de explosões, observadas anteriormente por telescópios infravermelhos e de raios X, estejam associadas aos chamados “pontos quentes”, bolhas de gás quente que se deslocam a altas velocidades em órbitas muito próximas do buraco negro.
O que é mesmo novo e interessante é o facto destas explosões estarem, até agora, apenas claramente presentes em observações infravermelhas e de raios X de Sagitário A*. Estamos, pela primeira vez, a ver fortes indicações de que pontos quentes a orbitar o buraco negro também estão presentes em observações rádio,” disse Wielgus, também afiliado ao Centro Astronómico Nicolau Copérnico, Polónia, e à Iniciativa Buraco Negro da Universidade de Harvard, EUA.
Talvez estes pontos quentes detectados nos comprimentos de onda do infravermelho sejam uma manifestação do mesmo fenómeno físico: à medida que arrefecem, os pontos quentes que emitem no infravermelho tornam-se visíveis a comprimentos de onda maiores, como os observados pelo ALMA e pelo EHT”, acrescenta Jesse Vos, estudante de doutoramento na Universidade Radboud, Países Baixos, também envolvido neste estudo.
Pensou-se durante muito tempo que estas explosões teriam origem nas interações magnéticas do gás muito quente que orbita muito próximo de Sagitário A* e, de facto, estes novos resultados apoiam esta ideia. “Descobrimos agora evidências fortes para uma origem magnética destas explosões e as nossas observações dão-nos pistas sobre a geometria do processo. Os novos dados são extremamente úteis na construção de uma interpretação teórica destes eventos,” diz a co-autora Monika Mościbrodzka da Universidade Radboud.
O ALMA permite aos astrónomos estudar emissão rádio polarizada de Sagitário A*, a qual pode ser usada para investigar o campo magnético do buraco negro. A equipa utilizou estas observações juntamente com modelos teóricos para aprender mais sobre a formação do ponto quente e o ambiente em que se encontra, incluindo o campo magnético que rodeia Sagitário A*. Este trabalho de investigação coloca limites mais fortes na forma deste campo magnético do que os conseguidos em observações anteriores, ajudando os astrónomos a descobrir a natureza do nosso buraco negro e seus arredores.
As observações confirmam algumas das descobertas anteriores feitas com o auxílio do instrumento GRAVITY montado no Very Large Telescope (VLT) do ESO, que observa no infravermelho. Tanto os dados do GRAVITY como os do ALMA sugerem que a explosão tem origem num nodo de gás que orbita em torno do buraco negro a cerca de 30% da velocidade da luz na direção dos ponteiros do relógio no céu, com a órbita do ponto quente quase de face para nós.
No futuro deveremos ser capazes de seguir pontos quentes ao longo de várias frequências, usando observações coordenadas multi comprimentos de onda, obtidas tanto com o GRAVITY como com o ALMA — o sucesso de tal esforço seria um verdadeiro marco na nossa compreensão da física das explosões no Centro Galáctico,” diz Ivan Marti-Vidal da Universidade de Valência, Espanha, co-autor do estudo.
A equipa espera também conseguir observar diretamente com o EHT os nodos de gás, para investigar cada vez mais perto do buraco negro e aprender mais sobre ele. “Talvez um dia estejamos confortáveis o suficiente para dizer que “sabemos” o que se passa em Sagitário A*,” conclui Wielgus.
 
Observatório Europeu do Sul

Vagos celebrou o Dia Mundial do Turismo com três experiências turísticas

A Câmara de Vagos associou-se ao Dia Mundial do Turismo, que se celebrou no dia 27 de setembro, e proporcionou, de forma gratuita e ao longo do dia, três experiências turísticas com visitas guiadas, ao Santuário de Vagos e à Azenha da Ti Luísa, e uma aula de surf, dinamizada pela ASV - Associação de Surfistas de Vagos. 
A visita guiada ao Santuário de Vagos contou com a colaboração da Paróquia de Vagos, com a disponibilização de uma guia local, a D. Eduarda Rei, que contou a história, as diversas lendas e tradições associadas a este lugar de fé. A visita à Azenha da Ti Luísa, situada no Boco, recentemente classificada como Aldeia de Portugal, foi acompanhada pelo respetivo proprietário, o Sr. Alfredo, que, mais uma vez, encantou todos com o seu conhecimento sobre a história do local e sobre molinologia.
O Dia Mundial do Turismo (WTD) celebra-se desde 1980, no dia 27 de setembro. Este dia foi escolhido por ser a data em que, no ano de 1970, entraram em vigor as diretivas que são consideradas como mais marcantes para o turismo global.
Este ano, a temática associada ao Dia Mundial do Turismo é “Repensar o Turismo” e volta a focar no futuro. À medida que a recuperação do turismo está em andamento, e com base no reconhecimento político e público sem precedentes para o setor, a Organização Mundial do Turismo (OMT) destaca a oportunidade de repensar como fazemos turismo.
Isto significa, segundo a OMT, “colocar as pessoas e o planeta em primeiro lugar e reunir todos, desde governos e empresas até comunidades locais, em torno de uma visão partilhada para um setor mais sustentável, inclusivo e resiliente”.