segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Águeda | Nova ceifeira aquática reforça combate aos jacintos-de-água na Pateira de Fermentelos

Investimento de cerca de 800 mil euros conta com apoio financeiro do Fundo Ambiental de 700 mil euros

A Câmara Municipal de Águeda reforçou significativamente a sua capacidade de intervenção ambiental no controlo e remoção dos jacintos-de-água na Pateira de Fermentelos, com a aquisição de uma nova ceifeira aquática de última geração, a Conver MC 106. O novo equipamento permite recolher sete vezes mais jacintos do que a antiga.
Fabricada nos Países Baixos e adquirida por cerca de 800 mil euros, conta com um financiamento de 700 mil euros do Fundo Ambiental e reafirma o compromisso do Município de Águeda com a proteção dos recursos naturais.
A nova ceifeira chegou a Fermentelos no final de setembro, após um exercício logístico complexo de transporte, acompanhado de perto pela empresa fabricante, que esteve no local para garantir o correto desembarque e montagem do equipamento. Durante dois dias, a equipa técnica da empresa ministrou formação especializada aos técnicos municipais, assegurando a sua preparação para operar esta máquina moderna e tecnologicamente avançada, que introduz novas formas de funcionamento e maior eficiência operacional.
Este equipamento é essencial para o combate à proliferação do jacinto-de-água na Pateira de Fermentelos, “um dos maiores e mais valiosos ecossistemas naturais da Península Ibérica”, salientou Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda.
Com uma biodiversidade notável e grande importância ecológica, este é um espaço de elevado valor ambiental, turístico e científico, classificado como Zona Húmida de Importância Internacional (Convenção de Ramsar) e que integra a Rede Natura 2000.
A aquisição desta ceifeira insere-se, sublinha Jorge Almeida, na estratégia municipal de proteção e valorização desta “joia ambiental do concelho e da região” e permitirá melhorar substancialmente a qualidade da água, a biodiversidade e as condições para a fruição turística e desportiva da Lagoa.
Com 16,65 metros de comprimento, 4,75 metros de largura e uma capacidade de carga de 6.500 kg de biomassa (cerca de 18 m³), a Conver MC106 combina sistemas de corte, recolha e descarga automática, permitindo maior rapidez, eficiência e sustentabilidade na remoção das plantas invasoras.
A nova ceifeira, pela sua capacidade, permite recolher sete vezes mais jacintos do que a antiga, o que é um “avanço significativo na intervenção que realizamos”.
Este investimento permite, agora, que o Município de Águeda disponha de duas ceifeiras em operação, garantindo uma maior capacidade de resposta e eficiência na limpeza e preservação da Pateira. A antiga ceifeira, com quase duas décadas de serviço, será recuperada após o início da atividade da nova máquina, assegurando um trabalho complementar e contínuo no controlo das espécies invasoras.
“A Pateira de Fermentelos é um dos maiores símbolos ambientais do concelho e um património natural de valor incalculável. Com esta nova ceifeira, damos mais um passo na proteção da biodiversidade e na defesa de um futuro sustentável”, destacou Jorge Almeida, sublinhando que a atuação do Município visa “proteger a biodiversidade, conservar a natureza e garantir que Águeda continue a ser um exemplo de gestão ambiental responsável”.
Recordando a Pateira de Fermentelos é a maior lagoa natural da Península Ibérica, partilhada pelos concelhos de Águeda, Oliveira do Bairro e Aveiro, sendo Águeda o único Município que trata e combate os jacintos-de-água, o Edil garante que a Autarquia “continuará a investir em soluções inovadoras e sustentáveis, que assegurem a preservação dos ecossistemas e um futuro ambientalmente equilibrado para as próximas gerações”.

*Ana Sofia Pinheiro
Gabinete de Comunicação e Imagem


 

Executivo Municipal reuniu pela última vez a 15 de outubro. Aprovados votos de reconhecimento a autarcas e colaboradores do grupo autárquico

 
O executivo camarário aprovou duas propostas da presidente da Câmara, Helena Teodósio, de atribuição de votos de reconhecimento a todos quantos exerceram funções no mandato 2021-2025, nos diferentes órgãos autárquicos, bem como aos colaboradores do grupo autárquico de Cantanhede.
Foi na reunião ordinária de 15 de outubro, que assinalou na prática o encerramento do mandato, que as propostas da presidente da autarquia cantanhedense foram aprovadas por unanimidade.
Em relação aos vereadores, Helena Teodósio começou por enaltecer “a nobreza de conduta e o espírito construtivo”, assim como “a lealdade institucional e a dedicação ao serviço público” que prevaleceu sempre nas reuniões da Câmara Municipal.
“De facto, através da atitude responsável e do compromisso com os valores da ética pública, todos os Senhores Vereadores ajudaram a criar um ambiente de trabalho assente na confiança, no respeito mútuo e na busca das melhores soluções para atender às necessidades e às aspirações dos munícipes e da comunidade”, sublinhou.
A proposta destaca ainda a “postura construtiva” dos membros da Assembleia Municipal no debate em torno dos dossiês estruturantes para o futuro do concelho, bem como aos autarcas de freguesia, “pela forte identificação que demonstraram ter com a causa do progresso e do desenvolvimento do território”, conforme ficou bem evidenciado na forte cooperação mantida com a Câmara Municipal na definição de respostas estruturadas para todas as áreas essenciais da vida em comunidade.
Já no voto de reconhecimento aos colaboradores do universo autárquico – designadamente da Câmara Municipal, da INOVA-EM, e das associações ABAP – Associação Beira Atlântico Parque e Biocant – Associação -, a proposta evidencia o “extraordinário trabalho desenvolvido ao longo dos últimos quatro anos, traduzido em excelentes resultados em múltiplos indicadores de desempenho, gestão e qualidade de serviço público”.
“Nesse período em que emergiram grandes desafios que obrigaram a importantes alterações orgânicas, foi o profissionalismo, o sentido de responsabilidade o espírito de missão dos trabalhadores do Município que permitiram concretizar uma estratégia coerente e sustentada de desenvolvimento económico, social, cultural e ambiental que reforçou o estatuto de Cantanhede como um concelho de referência na região e no país”, pode ler-se.

Aveiro | Exposição de fotografias “Um mundo colorido de aranhas”


Esta terça-feira, 21 de outubro, às 17h00, a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro inaugura a exposição de fotografias “Um mundo colorido de aranhas”, que mostra a surpreendente diversidade e beleza das aranhas através de imagens de Aldiro Pereira, António Vieira e Fábio Gomes, do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro. A entrada é livre.
O universo das aranhas é tão fascinante quanto incompreendido. Predadoras fundamentais na regulação das populações de insetos, são essenciais ao equilíbrio dos ecossistemas. Esta exposição revela a sua diversidade morfológica e ecológica através de fotografias que destacam adaptações únicas, padrões comportamentais e a complexidade das suas teias. Um convite a descobrir a importância científica destes notáveis aracnídeos.
Através das lentes dos três autores, somos convidados a explorar um mundo fascinante, repleto de cores, formas e texturas únicas. Cada fotografia é uma janela para um universo de descobertas, onde a natureza se revela em toda a sua grandiosidade e diversidade.
Com a curadoria de Aldiro Pereira, a exposição contou com a revisão científica de Jorge Henriques e de Cristóvão Belperin, que identificaram as espécies de aranhas e legendaram cada uma das imagens.
Após a inauguração, a exposição ficará patente ao público até ao dia 31 de dezembro de 2025, na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro, e tem entrada livre.
*Teresa Pereira
Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro
Rua dos Santos Mártires, 3810-171 Aveiro
Tel. +351 234 427 053 (chamada para a rede fixa nacional)

Coimbra | UC integra consórcio europeu que visa desenvolver soluções sustentáveis contra a poluição por nitratos

 
Um grupo de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) integra o consórcio europeu do projeto LIFE-NITRAZENS, que visa desenvolver soluções sustentáveis contra a poluição por nitratos.

Esta investigação, na qual participam Artur Valente, Sandra Nunes e Tânia Cova, investigadores do Departamento de Química, e Isabel Paiva, do Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da UC, foi recentemente aprovada pela Comissão Europeia com um financiamento cerca de 2 milhões de euros, ao abrigo do LIFE Programme.

«O projeto tem como objetivo enfrentar o desafio urgente da contaminação por nitratos, uma ameaça significativa para os ecossistemas e para a saúde humana. A poluição por nitratos, resultante, principalmente, da atividade agrícola intensiva e da gestão inadequada de resíduos orgânicos, está associada a problemas de saúde graves, como a metemoglobinemia e o aumento do risco de cancro», alerta Artur Valente, diretor do DQ e investigador do Centro de Química.
Assim, o LIFE-NITRAZENS propõe um modelo sustentável e replicável de mitigação da poluição por nitratos, baseado numa abordagem integrada que combina sensibilização ambiental, participação ativa das comunidades locais e mudança de comportamentos. «O projeto incentiva o envolvimento direto dos cidadãos na monitorização dos níveis de nitratos em águas superficiais e subterrâneas, promovendo a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis e o cumprimento das diretivas europeias sobre a qualidade da água», revela a equipa do projeto.

Foram selecionadas seis áreas-piloto, localizadas nas bacias dos rios Douro e Ebro (Espanha), para implementar estas ações e promover boas práticas agrícolas. Em Portugal, o projeto será replicado na bacia hidrográfica do Mondego, onde se prevê aplicar as ferramentas e estratégias desenvolvidas em Espanha, assegurando a transferibilidade dos resultados e a integração de dados regionais através de uma Plataforma de Partilha de Dados para a Governação dos Nitratos.

Com onze parceiros de Espanha e Portugal, o projeto LIFE-NITRAZENS reúne universidades e centros de investigação, entidades especializadas em partilha de dados e plataformas digitais, gestores de recursos hídricos, associações de agricultores e autoridades públicas locais. Os parceiros portugueses do consórcio incluem, além da Universidade de Coimbra, as Águas do Centro Litoral, a Associação de Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego e a Câmara Municipal de Soure.

«Esta rede multidisciplinar e colaborativa, pretende contribuir de forma decisiva para a melhoria da qualidade da água, para o reforço das políticas ambientais europeias e para o aumento da consciencialização pública sobre o impacto dos nitratos no ambiente e na saúde», concluem os investigadores.

*Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra• Faculdade de Ciências e Tecnologia

Crónica - carisma franciscano na vida de Santo António


Escrevo movido por uma admiração íntima, aquela que nasce do encontro entre a história e a devoção, para pensar como o carisma franciscano moldou, orientou e iluminou a vida de Santo António de Lisboa. A questão não se limita a episódios maravilhosos. Revela sinais, argumentos e gestos que exprimem uma espiritualidade profundamente franciscana: amor à pobreza, proximidade aos pobres, pregação itinerante, fraternidade com a criação e coragem de testemunhar até ao martírio.
Santo António, nascido Fernando em Lisboa, não escolheu o hábito franciscano por acaso. A sua vocação foi precipitada pela visão dos primeiros mártires franciscanos de Marrocos, cujos corpos passaram pela Península e se tornaram exemplo para muitos jovens religiosos. Esse desejo de ser testemunha até ao sangue levou-o a pedir admissão na Ordem e a deixar a sua confortável estabilidade intelectual por uma vida de itinerância e risco.
O carisma franciscano manifesta-se de forma clara na opção pela pobreza como critério de autenticidade evangélica. Em António essa escolha aparece na abnegação pessoal e na pedagogia do sinal. A sua pregação era pobre em aparato e rica em convicção, destinada a tocar corações em vez de maravilhar plateias. Quando encontrou resistência entre hereges ou céticos, recorreu ao gesto profético. Calou as palavras para que a natureza testemunhasse. O célebre sermão aos peixes em Rimini tornou-se metáfora e facto. Diante da recusa humana, ele dirigiu-se aos peixes do mar, que se aproximaram e pareceram ouvir reverentes aquilo que os homens não quiseram escutar. O episódio sublinha a universalidade da criação como auditora da Palavra e a eficácia do sinal quando a razão humana se fecha.
Os milagres ligados a animais, como a mula que se ajoelhou diante da Eucaristia, não se reduzem a histórias piedosas. Revelam o sentido profundo do carisma franciscano. Criaturas de Deus, irmãos na criação, manifestam por gestos a verdade que os homens não querem aceitar. A tradição do animal ajoelhado perante o Santíssimo exprime a soberania do mistério e a humildade necessária diante dele.
Outros traços do carisma franciscano aparecem na paixão de António pela pregação popular. A tradição apresenta-o como mestre eloquente e catequista dos simples, fiel à escolha franciscana por uma igreja próxima do povo. Muitas narrações de curas, intercessões infantis ou restituições de objetos roubados não se compreendem apenas como prodígios isolados. Funcionam como sinais de uma missão centrada na restauração da comunhão. Sacramentos restituídos, lares pacificados, comunidades reconciliadas. Em todas essas narrativas percebe-se a mesma lógica: o poder do Evangelho pregado com pobreza, humildade e caridade.
A dimensão comunitária ocupa igualmente lugar essencial. António viveu e atuou como irmão, não como solista da santidade. A fraternidade evangélica definiu a sua vida e sustentou a sua missão. A canonização rápida e a difusão das histórias da sua vida mostram uma comunidade que reconheceu nos seus gestos e palavras uma autenticidade em harmonia com o ideal de Francisco de Assis.
Ler Santo António à luz do carisma franciscano significa perceber que milagres e parábolas em ato, com peixes, animais ou crianças, não foram meros adornos hagiográficos. Representaram pedagogia prática para uma Igreja e uma sociedade carentes de conversão. Numa época em que a linguagem religiosa corre risco de se tornar técnica ou mercantil, o exemplo de António propõe menos aparato e mais testemunho, menos retórica de poder e mais amizade com os pobres, menos discurso fechado e mais abertura aos sinais de Deus na criação.
A imagem que fica é clara. Se a Palavra encontrou receptividade nos peixes e na mula, a verdadeira conversão não depende de argumentos retóricos. Depende de uma vida que, pela pobreza e coerência, torna visível a presença de Deus. Na coerência franciscana reside o maior encanto e o maior apostolado de Santo António.
São Francisco permanece como raiz e inspiração dessa força espiritual. A sua visão da fraternidade universal e do amor absoluto a Cristo abriu caminhos que António percorreu com fidelidade e brilho. O papel dos franciscanos, ontem como hoje, continua a ser decisivo na construção de uma Igreja humilde, próxima, alegre e profundamente comprometida com os pobres e com a paz.
Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

Portalegre | Uma vintena de dadores de sangue em Vale de Cavalos


Em pleno pulmão da serra de São Mamede, e paredes-meias com a histórica povoação de Alegrete, desenvolveu-se mais uma colheita a cargo da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – e da Unidade Funcional de Imunohemoterapia do hospital de Portalegre.
Uma vintena de pessoas entraram no local da iniciativa, como habitualmente a sede do Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale de Cavalos, na freguesia de Alegrete. Entre os presentes destaque para o facto de se terem inscrito meia dúzia de mulheres.
Uma vez avaliados os voluntários, dois deles não estavam em condições clínicas para seguirem para a sala da doação. De Vale de Cavalos rumaram para os hospitais 18 sempre bem-vindas unidades de sangue total.
No final, o Grupo Desportivo Cultural e Social de Vale de Cavalos teve a gentileza de oferecer e servir aos intervenientes o habitual repasto convívio.

Santo António das Areias a 08 de novembro
Para mais uma brigada, a ADBSP vai estar a oito de novembro na Casa do Povo de Santo António das Areias – Marvão. E quinze dias depois (22 de novembro) será a vez de caminharmos até ao centro de saúde do Crato. Sábados e das 09h00 às 13h00, aproximadamente.

No outono o sangue também tem procura e os dadores não podem faltar! Insista:

*José Rui Marmelo Rabaça

domingo, 19 de outubro de 2025

CLAUSTROS DOS PAÇOS DO CONCELHO ACOLHE NO ÂMBITO DO 75º ANIVERSÁRIO DA SOCIEDADE COLUMBÓFILA UMA MOSTRA FOTOGRÁFICA


A Direcção Geral da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, que recentemente comemorou a passagem do seu 75º aniversário, numa gentileza do Municipio de Cantanhede, tem patente ao público, nos Claustros dos Paços do Concelho, na cidade de Cantanhede, de 20 de outubro a 15 de novembro de 2025, uma mostra fotográfica, intitulada “75 anos, 75 imagens”.

A mostra fotográfica composta por 11 painéis, para além das imagens mais significativas, do percurso associativo ao longo destes 75 anos de actividades desenvolvidas desde as décadas de 1950, recorda também uma das figuras mais importantes do seu historial e o grande responsável pela actividade ininterrupta da Associação sediada na cidade de Cantanhede, o associado nº 1 e campeão olímpico, José Santos.
Hoje, Pessoa Coletiva de Utilidade Pública, Instituição Particular de Solidariedade Social, a Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, integrado no programa das Comemorações do 75º Aniversário através da mostra “75 anos, 75 imagens”, pretende apresentar uma retrospetiva que célebre o seu percurso associativo, através de uma seleção de 75 imagens marcantes da suas actividades ao longo do tempo, sendo uma oportunidade para o público conhecer a evolução associativo desde a data da sua fundação.