terça-feira, 21 de outubro de 2025

Crónica - O século XIX, entre o sonho e a razão


O século XIX foi o tempo em que a arte decidiu se olhar no espelho. Um espelho quebrado, porque de um lado se via o sonho e do outro a realidade. O Romantismo e o Realismo não eram apenas estilos literários ou artísticos. Foram modos de sentir o mundo, dois rostos de uma mesma inquietação humana.
O Romantismo nasceu do desencanto que se seguiu à Revolução Francesa. O homem, cansado da razão iluminista e das promessas do progresso, voltou-se para dentro de si. Quis reencontrar a alma que a máquina começava a roubar. A natureza se tornou o refúgio e o amor, a religião secreta. Cada poeta via no luar um oráculo e na saudade, um destino. Almeida Garrett e Alexandre Herculano abriram em Portugal as portas dessa sensibilidade nova. Garrett escreveu Camões e Frei Luís de Sousa como quem tenta redescobrir o sentimento português. Herculano procurou na História a moral que o presente parecia ter perdido. Ambos acreditavam que um povo sem memória não tinha futuro.

Curiosamente, foi também no Romantismo que surgiram os primeiros sinais da modernidade que o destruiriam. A imprensa crescia, o livro se tornava acessível e o público, mais exigente. A emoção começava a ser substituída pela observação. O mundo deixava de ser um cenário para se tornar um laboratório.

Daí nasceu o Realismo. O escritor não quis mais chorar, quis entender. A literatura passou a funcionar como um espelho que não perdoa. Em Portugal, Eça de Queirós fez disso uma arte. Em Os Maias ou O Crime do Padre Amaro , mostrou um país de aparências, onde a fé se mistura com o interesse e o amor com o tédio. Não havia mais heróis românticos, mas pessoas comuns, presas ao cotidiano. O Realismo nasceu da curiosidade científica e da vontade de desmontar as ilusões herdadas.

O curioso é que ambos, românticos e realistas, buscavam a verdade. Só que um acreditava encontrá-la na alma e o outro, nos fatos. O Romantismo é o coração falando, o Realismo é o olhar que analisa. No fundo, são duas metades da mesma humanidade.

O século XIX foi essa encruzilhada. O vapor das fábricas se confundia com a névoa dos sonhos. O progresso avançava, mas deixava atrás de si uma nostalgia imensa. Cada avanço técnico parecia exigir um sacrifício sentimental. Entre o entusiasmo pelas locomotivas e a melancolia dos poetas, nasceu o homem moderno.

Hoje, quando olhamos para aquele século, percebemos que o Romantismo e o Realismo não se anularam. Eles continuam a viver dentro de nós. Todos os dias escolhemos entre idealizar e entender, entre sentir e explicar. É o velho conflito do século XIX que ainda habita o século XXI.
*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

ANEPC promove Conferência sobre Alterações Climáticas e Inteligência Artificial no SEGUREX 2025 | 21 OUT. às 15H00

 

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) promove, no âmbito do SEGUREX 2025, a Conferência ANEPC, que terá lugar amanhã, dia 21 de outubro, pelas 15h00, na FIL - Parque das Nações, em Lisboa.

A iniciativa visa promover a reflexão e o debate sobre desafios emergentes na gestão do risco e da emergência, reunindo especialistas e responsáveis de diferentes áreas.

Temas em destaque:Os efeitos das alterações climáticas na severidade e frequência das ocorrências naturais
Como a inteligência artificial pode apoiar a análise, a tomada de decisão e o combate aos incêndios rurais

PROGRAMA

15h05 – 1.ª Sessão
OS EFEITOS DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NA SEVERIDADE E FREQUÊNCIA DAS OCORRÊNCIAS NATURAIS
• Enquadramento: Davide Miranda, Técnico na Divisão de Riscos e Ordenamento (ANEPC)
• Debate – Convidados:
 - Mário Silvestre, Comandante Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)
 - Carlos da Câmara, Climatologista e Professor Universitário
15h45 – 2.ª Sessão
COMO A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PODE APOIAR A ANÁLISE, A TOMADA DE DECISÃO E O COMBATE AOS INCÊNDIOS RURAIS
• Enquadramento: Marcelo Catalão, Chefe de Equipa da Força Especial de Proteção Civil (ANEPC)
• Debate – Convidados:
 - Alexandre Penha, Adjunto de Operações Nacional (ANEPC)
 - Miguel de Castro Neto, Diretor da NOVA IMS

Moderação dos painéis: Celso Paiva Sol, Técnico Especialista do Gabinete do Presidente (ANEPC)

16h30 – EncerramentoRui Rocha, Secretário de Estado da Proteção Civil

A Conferência ANEPC insere-se na participação institucional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil no SEGUREX 2025, contando com a presença de dignitários e representantes de diversas entidades da área da proteção e socorro.

O evento será transmitido em direto no canal do YouTube da ANEPC e na página de Facebook.

Carnaxide, 20 de outubro de 2025

*Alcina Coutinho
Chefe de Divisão
Divisão de Comunicação e Sensibilização
Presidência

Município de Águeda avança com projeto de reabilitação do Rio Cértima

 A intervenção decorrerá ao longo de cerca de 5 km, desde a ponte do Parque do Ribeirinho até à entrada da Lagoa da Pateira de Fermentelos (Espinhel)
 
A Câmara Municipal de Águeda está a realizar um conjunto de intervenções de reabilitação e valorização ecológica no rio Cértima. As ações, que incidem sobre a remoção e controlo de espécies invasoras aquáticas e recuperação de rombos e reabilitação de margens, iniciaram no final de setembro e prolongam-se até ao fim do corrente ano.
Este projeto enquadra-se na estratégia municipal de promoção do desenvolvimento sustentável e de preservação do património natural, com o objetivo de melhorar o estado ecológico das linhas de água e controlar as espécies exóticas invasoras, como a Ludwigia sp., que afetam significativamente o equilíbrio dos ecossistemas ribeirinhos.
As intervenções estão a decorrer ao longo de cerca de 5 quilómetros, entre a ponte do Parque Ribeirinho e a entrada da Pateira de Fermentelos (Espinhel), e incluem as seguintes ações:
- Contenção e remoção de espécies aquáticas e lenhosas invasoras;
- Corte seletivo e poda de formação de árvores e arbustos;
- Corte fitossanitário de vegetação autóctone;
- Plantação de espécies nativas;
- Aplicação de técnicas de base natural para reabilitação dos habitats e estabilização de taludes;
- Remoção de árvores, material vegetal e resíduos domésticos.
O objetivo principal é promover a recuperação do corredor fluvial do rio Cértima, reforçando a sua função ecológica e protegendo a Pateira de Fermentelos, classificada como Zona Húmida de Importância Internacional (Convenção de Ramsar) e integrada na Rede Natura 2000.
“Este projeto representa mais um passo firme na nossa estratégia de proteção ambiental e valorização do território. A preservação, tanto do Rio Cértima como da Pateira de Fermentelos, é essencial não só para a biodiversidade, mas também para o bem-estar das nossas comunidades e para a sustentabilidade futura da região”, declarou Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda.
Outros projetos em curso
Refira-se que esta medida interliga-se com as ações previstas no âmbito do projeto LIFE Revive, com intervenções nos rios Águeda, Alfusqueiro, Vouga e Cértima, incidindo sobre as chamadas “pressões hidromorfológicas”, ou seja sobre as alterações nos rios causadas por barragens, dragagens ou outras obras. O projeto tem como objetivo criar soluções inovadoras e integradas para reduzir esses impactos e melhorar a saúde ecológica dessas áreas.
As principais ações do LIFE REVIVE incluem: testar novas formas de restaurar a ligação entre diferentes trechos do rio; criar um método inovador para controlar plantas aquáticas invasoras; acelerar a recuperação dos habitats e reforçar populações de peixes indicadoras da qualidade ambiental; propor caudais mais naturais nas descargas de barragens; e formar profissionais e facilitar a replicação das soluções noutras regiões do país.
No Rio Manel vai ser feita uma intervenção até à Casa dos Rios, na Aguieira (Valongo do Vouga), bem como desde a interseção do Rio Vouga com o Rio Marnel até à interseção com o Rio Caima.
“É uma intervenção ambiciosa, de renaturalização da Boca, à imagem do que temos vindo a fazer no concelho”, declarou Jorge Almeida, salientando que a prioridade é “garantir a preservação ambiental, promover o equilíbrio ecológico e a valorização de toda esta área”.
A Câmara de Águeda vai realizar, no âmbito desta estratégia e que é apoiada pelo Fundo Ambiental, a reabilitação do Rio Alfusqueiro, a infraestruturação do Parque Fluvial do Alfusqueiro e criação de uma Reserva Natural no Rio Alfusqueiro.
Jorge Almeida frisa que esta e outras medidas que estão em curso no concelho – na ação municipal de reabilitação de rios e ribeiras com recurso a técnicas de base natural – a que se juntam o desassoreamento da Pateira de Fermentelos (que irá avançar ao abrigo de uma intervenção desenvolvida pela nova entidade regional Ria Viva) e as ações pedagógicas promovidas ao longo do ano pelo Município, reforçam “o nosso compromisso em implementar soluções que respeitam a natureza e asseguram a sua regeneração para as próximas gerações”.
 
*Ana Sofia Pinheiro
Gabinete de Comunicação e Imagem

Marinha Grande | MUNICÍPIO DINAMIZA SENSIBILIZAÇÃO SOBRE BIODIVERSIDADE EM ESCOLAS

 Nos dias 15 e 16 de outubro de 2025, o Município da Marinha Grande dinamizou ações de sensibilização ambiental em estabelecimentos do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo.
A iniciativa realizou-se no âmbito do Programa da Bandeira Azul 2025, com o objetivo de promover a biodiversidade urbana e a adaptação às alterações climáticas, através da instalação de caixas ninho para Chapins em vários locais do concelho. Decorreu no JI da Pedrulheira, JI da Amieirinha, EB John Bear, EB das Trutas, JI da Ordem e EB Padre Franclim.
Durante as sessões, foi realizada uma apresentação teórica sobre a importância da biodiversidade urbana e sobre o papel das aves na regulação dos ecossistemas, seguindo-se a instalação de uma caixa ninho no exterior de cada escola, simbolizando o compromisso dos mais jovens com a preservação do meio ambiente.
Os Chapins são aves insetívoras que desempenham um papel essencial no controlo natural de pragas, nomeadamente da lagarta-do-pinheiro (Thaumetopoea pityocampa). Um ninho com dez crias de Chapins pode consumir cerca de mil lagartas por dia, contribuindo, assim, para reduzir o uso de inseticidas e proteger o equilíbrio ambiental.
*Gabinete de Comunicação e Imagem

Barcelos | IPCA integra projeto pioneiro que une ensino, indústria e humanidades

 O Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) é parceiro do Campus do Pensamento Industrial e Digital, um projeto inovador, inaugurado em Vila Verde, que visa aproximar o ensino da indústria e promover uma formação mais completa, que alia conhecimento técnico, criatividade e pensamento crítico.
O Campus do Pensamento Industrial e Digital resulta de uma parceria entre o Grupo DST, a EPATV – Escola Profissional Amar Terra Verde e o IPCA, e representa uma nova forma de colaboração entre empresas e instituições de ensino, integrando dimensões técnicas, culturais e humanísticas no desenvolvimento dos profissionais do futuro.
A sessão contou com a presença de várias entidades, entre as quais o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e o Presidente da CCDR-N, António Cunha. No âmbito deste projeto, foi também inaugurada a Escola Industrial DST, que integra o Campus e é liderada pelo DSTGroup.
Na sua intervenção, a Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, sublinhou a “disponibilidade permanente do IPCA para trabalhar com as empresas e os municípios, de forma a alavancar novas áreas de conhecimento e desenvolvimento.”
A parceria entre o IPCA e o Grupo DST é já de longa data, nomeadamente em vários Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP). A proximidade do novo campus ao Polo do IPCA de Vila Verde, onde estudam cerca de 350 estudantes, reforça o propósito de facilitar a progressão de estudantes do ensino profissional para o ensino superior, promovendo a empregabilidade e a qualificação do território.

*Ana Reis
Gabinete de Comunicação e Imagem (GCI)

Cantanhede | Sede da Filarmónica de Covões foi palco de sessão musical. Encontro de bandas filarmónicas reuniu duas centenas de instrumentistas

 
Cerca de duas centenas de instrumentistas das quatro bandas filarmónicas de Cantanhede proporcionaram este domingo, 19 de outubro, um excelente momento cultural, no âmbito de mais um Encontro de Bandas do Concelho. O palco foi a sede da Filarmónica de Covões, cujo auditório foi pequeno para acolher tão numerosa assistência.
A iniciativa resultou num verdadeiro encontro de filarmónicos, em que reinou o ambiente festivo por meio desta nobre expressão artística como é a música.
Com a chuva a impedir o habitual desfile prévio das bandas, coube à Filarmónica da Pocariça, sob a direção do maestro Nuno Baeta, abrir a sessão, com a interpretação de Panorama Lusíada, Francisco Magalhães e Piccolo Polka.
De seguida foi a Filarmónica Marialva de Cantanhede a subir ao palco, com direção artística do maestro Nuno Choupeiro, para interpretar Raquel Alario, Elisabeth, Redemption e Cheerio March.
Depois foi a vez da Phylarmonica Ançanense, que apresentou Overture for Winds, Pasodoble Diego Perez, Homenagem a Fernando Machado Soares e Highland Cathedral, sob a direção do maestro Cláudio Batista.
A fechar a sessão, a anfitriã Filarmónica de Covões, dirigida pelo maestro David Ferreira, interpretou Andrés Alvarez, Ralph Vaughan Williams, Leonard Bernstein e Randy Beck.
Presente no encontro, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, enalteceu o papel artístico, educativo e social das filarmónicas do concelho, “não apenas por proporcionarem a oportunidade de ensino da música, mas também por constituírem espaço de formação cívica”.
A autarca felicitou os elementos das quatro filarmónicas pelo excelente momento musical que proporcionaram, sublinhando que todos os atributos que caracterizam o movimento filarmónico estiveram em palco, nomeadamente a partilha de emoções pela música. “Não me canso de afirmar que o movimento filarmónico em Cantanhede tem uma qualidade superlativa e este encontro provou isso mais uma vez”, enfatizou, destacando a assinalável representação e participação de jovens, o que resulta num “verdadeiro encontro intergeracional”.
A organização esteve a cargo das bandas filarmónicas participantes, cabendo particular destaque à anfitriã Filarmónica de Covões, e contou com o Alto Patrocínio do Município de Cantanhede e o apoio da União das Freguesias de Covões e Camarneira.

Caminho da Geira aumenta partidas de Braga e bate recorde do ano passado

 

A Compostela – documento que comprova a realização do Caminho de Santiago – foi entregue este ano a 1.054 peregrinos que iniciaram o percurso em Braga, uma ligeira descida em comparação com igual período do ano passado. Em contrapartida, destaca-se o Caminho da Geira e dos Arrieiros (CGA), que já bateu o seu recorde do ano passado.

O CGA registou até domingo, dia 19, um aumento de 7,3% nas partidas de Braga, evoluindo de 482 para 517 peregrinos em termos homólogos. Se incluirmos todos os pontos de partida, foi percorrido por 692 pessoas, mais duas do que em todo o ano passado.

Segundo o Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, este caminho registou, assim, um crescimento de 4,9% no número total de Compostelas emitidas até agora, consolidando-se como uma opção cada vez mais valorizada por quem procura uma peregrinação autêntica e imersiva.

Os dados indicam uma diminuição nas partidas de Braga pelo Caminho Português Central, que registou uma queda homóloga de 9,2%. No entanto, o número global de peregrinos neste percurso cresceu 3,7%.

Caminhos com Compostelas atribuídas

Caminho

Partidas de Braga (2025)

Partidas de Braga (2024)

Total de Peregrinos (2025)

Total de Peregrinos (2024)

Variação Partidas Braga (%)

Variação Total Peregrinos (%)

Caminho da Geira e dos Arrieiros

517

482

692

660

7,26%

4,85%

Caminho Português Central

525

578

95.224

91.854

-9,17%

3,67%

Caminho Minhoto Ribeiro

11

4

29

14

175,00%

107,14%

Caminho de São Rosendo

1

3

24

6

-66,67%

300,00%

TOTAL

1.054

1.067

95.969

92.534

-1,22%

3,71%

Fonte: Serviço de Peregrinos da Catedral de Santiago de Compostela, 19 de outubro de 2025.

Apesar da ligeira descida de peregrinos, os dados mostram Braga como um ponto de partida relevante, com um contributo crescente do Caminho da Geira e dos Arrieiros.

Nos últimos nove anos, estima-se que foi percorrido por mais de 7.565 peregrinos, de 5.685 dos quais existe prova fotográfica e pediram a Compostela 3.107 pessoas, segundo as associações que promovem o itinerário.

Entre eles contam-se pelo menos 50 proveniências, sobretudo de Portugal, Espanha e do resto da Europa, mas também do Japão, México, Azerbaijão, China, Porto Rico, Taiwan, Afeganistão, Bahamas, Palestina, Uruguai, Canadá, Nova Zelândia ou Sri Lanka.

O Caminho da Geira tem 239 quilómetros, começa na Sé de Braga e passa pelos municípios de Amares, Terras de Bouro e Melgaço, entrando na Galiza pela Portela do Homem.

Foi apresentado em 2017, em Ribadavia (Galiza) e Braga, reconhecido pela Igreja em 2019, e em publicações da associação de municípios transfronteiriços Eixo Atlântico (2020) e do Turismo do Porto e Norte de Portugal (2021).

O percurso destaca-se por incluir patrimónios únicos no mundo: a Geira, a via do género mais bem conservada do antigo Império Romano Ocidental, e a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés. Além disso, o seu traçado é um dos poucos que ligam diretamente à Catedral de Santiago de Compostela.


Contactos
Associação Transfronteiriça do Caminho da Geira e dos Arrieiros (em instalação)
José Manuel Almeida (presidente da comissão instaladora)

Carlos Ferreira

Site: https://www.facebook.com/groups/373689759677036