domingo, 4 de março de 2018

Inaugurado espaço de comercialização de artesanato e produtos locais

Por iniciativa do Município de Loulé e da Junta de Freguesia de Salir, foi inaugurado hoje, Domingo, 4 de Março, um espaço destinado à divulgação, produção e comercialização de artesanato e produtos locais, como forma de valorizar o interior rural de Loulé que preserva saberes transmitidos ao longo de gerações, associados à produção artesanal.
Utilizando o espaço disponível no edifício da antiga Escola Primária de Salir, localizado no centro da vila, onde já funciona o Posto Municipal de Turismo e o Centro Brito de Carvalho/Associação In Loco, este espaço irá funcionar de Segunda a Sexta-feira, entre as 10h00 e as 16h00, e no primeiro Domingo de cada mês, dia em que se realiza o Mercadinho, entre as 10h e as 13h.
O referido espaço, cujo funcionamento é assegurado por artesãos e produtores a trabalhar ao vivo, proporcionará a realização de oficinas e encontros tendo em vista a transmissão de saberes, experiências e promoção de valores culturais do território.
Paralelamente com o início do funcionamento deste espaço, o Posto Municipal de Turismo passará a disponibilizar uma visita orientada na vila de Salir, com o intuito de dar a conhecer os elementos mais relevantes do património cultural material e imaterial da vila, bem como a sua envolvente natural e a paisagem humanizada.
Fonte: O Algarve Económico

Apresentação do Mapa de Sessões de Colheitas de Sangue a realizar no ano de 2018 no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro


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ENTREVISTA Até nas escolas “há uma tendência para segregar” os ciganos

Maria José Casa-Nova, a nova coordenadora do Observatório das Comunidades Ciganas, aguarda levantamento feito pelo Ministério da Educação sobre a frequência escolar e planeia estudar bons e maus exemplos.

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Maria José Casa-Nova, coordenadora do Observatório das Comunidades Ciganas ADRIANO MIRANDA
Mestre em Educação Intercultural pela Universidade do Porto e doutora em Antropologia pela Universidade de Granada, Maria José Casa-Nova é professora na Universidade do Minho. A sua investigação cruza educação, género e etnicidade. Em Janeiro, suspendeu a vida académica para assumir as funções de coordenadora do Observatório das Comunidades Ciganas.

Investiga as comunidades ciganas desde o início da sua carreira. A realidade é muito diferente do que era quando começou, em 1991?
Naquela altura, mesmo para as crianças fazerem o 4.º ano de escolaridade era difícil. As raparigas de 20 anos tinham a 1.ª ou a 2.ª classe. Havia algumas com a 4.ª classe, mas poucas. As mulheres de 30, 40 eram analfabetas. Agora, apesar de tudo, eu diria que 99% da população cigana cumpre os primeiros quatro anos de escolaridade. E estamos a assistir a um aumento da frequência escolar noutros níveis de ensino. Neste momento, já temos várias jovens ciganas no ensino superior.








Havia uma barreira…
Havia uma barreira, mas foi quebrada. Muitas diziam: “Eu quero ir, mas não quero ser a primeira.” Era um medo, ainda que simbólico. Como é que iam ser perspectivadas pelas próprias comunidades? Agora, têm exemplos. Há várias jovens que são licenciadas e que não deixaram de ser ciganas.

É correcto dizer que o acesso à educação da população cigana é uma questão de género?
Do ponto de vista do género masculino não há impedimento da continuidade do percurso escolar. Os jovens estudam enquanto querem. Do ponto de vista do género feminino é que ainda há um impedimento relacionado com o facto de ser nas mulheres que reside a honra das famílias. Há aqui outra dimensão. Os casamentos exogâmicos não são perspectivados de uma forma positiva pelas comunidades ciganas. Acham que pode haver perda de identidade cultural. Recordo-me de uma jovem de 16 anos que me dizia: “Eu quero continuar a estudar, eu quero ser professora de Matemática, mas não vou deixar de ser cigana. E vou casar com um cigano. Isto não é racismo. É que é outra cabeça.” O que ela queria dizer é que se se casasse com um não-cigano ele teria outra estruturação mental, outro universo cultural, e que isso seria de difícil compreensão.

A preservação cultural pesa mais às mulheres...
Elas são mais vigiadas. É nelas que reside a preservação cultural. Isso faz com que haja nela um conservadorismo que vem deste receio de quebrar barreiras que sejam censuradas pelas comunidades.

Diz que o casamento exogâmico é encarado como uma possibilidade de enfraquecimento da cultura. E a escola?
Nunca em nenhum diálogo que tive nestes anos todos a escola apareceu como sendo um problema. Os pais diziam frequentemente que a escola era para ensinar um tipo de conhecimento que eles, pais, não conseguiam ensinar aos filhos e que a cultura seria ensinada por eles.

Como é que se pode resolver a tensão entre a obrigação de ir à escola e esta ideia de preservação da honra?
Construindo uma relação de confiança entre as famílias e a escola. A escola precisa de se aproximar das famílias e de lhes demonstrar que se preocupa com os filhos e as filhas e que o seu papel é prepará-los, quer academicamente, quer em termos da interiorização dos direitos humanos. Essa relação de confiança é fundamental para que as crianças e jovens ciganos permaneçam na escola de forma prolongada e bem sucedida.

Mulheres mais escolarizadas continuarão a aceitar este “peso”?
As regras vão sendo contornadas. Por exemplo, pela “lei cigana”, dois jovens que estejam comprometidos não podem namorar, mas eles namoram. O telemóvel veio revolucionar as relações de namoro. E o facto dos jovens e das jovens ciganas quererem estar nas redes sociais faz com que vejam a escola também como uma necessidade.

É uma nova utilidade para a escola...
Exactamente. Há muitas. Essa é uma delas.

As redes de sociabilidade estão a alargar-se por causa da Internet?
Estão. Há várias mutações a acontecer. A cultura é um processo. A cultura cigana (como qualquer cultura, mas de forma mais acentuada) encontra-se entre a tradição e a mudança. No caso das mulheres, isto significa uma consciencialização de que estas não deixam de ser mulheres respeitadas por construírem percursos escolares prolongados de sucesso.

A imagem que existe é de impermeabilidade...
Há baixa permeabilidade à assimilação, mas assimilação não é integração. Na assimilação, eu deixo de existir enquanto diferente, torno-me igual ao “outro”. Na integração, eu mantenho da minha cultura aquilo que considero essencial, mas também partilho do outro universo cultural. As pessoas não querem ser assimiladas, não querem deixar de ser ciganas, querem ser integradas, fazer parte, mas a população maioritária olha para a população cigana com muita desconfiança. O mercado de trabalho está-lhe vedado. Mesmo a escola é um território social culturalmente territorializado.

O que é que isso quer dizer?
Quer dizer que ainda é um espaço dominado pela cultura da população maioritária. Ouço muitas vezes dizer: a nossa escola. A escola pública não é nossa, é de todos. E só olhamos para os outros como outros porque somos diferentes. Para os outros nós também somos outros. A partir do momento em que se faz isto estabelece-se uma relação hierárquica. Convivências interculturais hierarquizadas significam discriminação. E a população maioritária nem sequer essas redes tem estabelecido com a população cigana. Há uma tendência para segregar, para não conviver.

A escola não é o sítio onde isso não acontece?
Era suposto. A escola é por excelência o sítio de convivência de todas as diferenças. Sendo obrigatória, gratuita, universal, todos se encontram nela. Agora, uma coisa é uma escola onde a interacção de facto acontece de forma igualitária e outra coisa é uma escola onde se encontra uma espécie de mosaicos. No recreio, estão os ciganos num lado e os não-ciganos noutro. Já vi realidades muito interessantes e distintas. Já ouvi crianças não ciganas a dizer: “Não brinco contigo porque és cigano.” Mas também já ouvi crianças não-ciganas a dizer: “Vou brincar aqui contigo, lá fora os meus pais não deixam.” As próprias crianças interiorizam de forma diferente o que vão aprendendo.

O que é que as escolas têm de fazer para promover maior contacto intercultural nos recreios?
Num primeiro plano, seria importante que as escolas, ao nível dos seus projectos educativos, tivessem plasmados determinado tipo de princípios, nomeadamente a igualdade, a solidariedade, a interculturaidade, a democraticidade, a não discriminação, os direitos humanos. Depois, ter um corpo docente consciente do que estes princípios implicam do ponto de vista da sua aplicação no quotidiano escolar. Havendo esta consciencialização, seria importante que as práticas pedagógicas ao nível da sala de aula promovessem o trabalho de grupo, colocando em interacção alunos e alunas da diversidade de proveniências socioculturais que espelhasse a realidade da sala de aula. Esta interculturalidade ao nível da sala de aula, seria promotora de redes de sociabilidade interculturais ao nível do espaço extra sala de aula, que poderia ser potenciado com a organização de jogos colectivos que apelassem aos princípios plasmados nos projectos educativos, concretizando-os.

Têm aparecido vários níveis de denúncias: crianças ciganas à parte no recreio, turmas só com crianças e jovens de etnia cigana, escolas só com crianças ciganas…
No caso de escolas só com crianças ciganas, como a Escola Básica de 1.º ciclo de Meães, em Famalicão, não há uma intencionalidade da escola. Este é um processo que foi gradualmente acontecendo. No caso das turmas de alunos de uma determinada cultura há uma intencionalidade da escola. Mesmo que quem o faz diga que isto é uma discriminação positiva, não é. Essas turmas são ilhas dentro das escolas. Há ausência de diálogo intercultural, o que perpetua o desconhecimento e a desconfiança. E a escola baixa o nível de exigência, faz um currículo adaptado. Isso gera insucessos repetidos. Depois temos programas integrados de educação e formação…

Que estratégias pode adoptar uma escola quando percebe que os pais de alunos não-ciganos estão a desviar os seus filhos para outras escolas?
As escolas não têm propriamente forma de actuação em situações dessa natureza. É importante fazer cumprir a legislação nacional que, ao nível do ensino básico, refere claramente a obrigatoriedade de matrícula na escola da área de residência. Se as escolas estão inseridas em zonas sociogeográficas maioritariamente habitadas por população não-cigana e essa realidade não se reflecte na frequência escolar, a direcção destas pode e deve informar o Ministério da Educação dessa situação.

Os estudantes de etnia cigana tendem a ser encaminhados para fora do ensino regular?
Os últimos dados conhecidos são muito antigos. São de 2002/2003. Esses dados evidenciavam um reduzido número de jovens ciganos no secundário regular. São canalizados por professores ou psicólogos da escola para percursos curriculares alternativos ou cursos vocacionais ou cursos de educação e formação, que felizmente deixaram de existir... Mas o ensino regular é que oferece o conhecimento que confere prestígio, poder. A escola não está a cumprir o seu papel de potenciar uma mobilidade social ascendente. Vamos ter agora muito proximamente novos dados do Ministério da Educação que permitirão fazer um retrato da população cigana a nível da educação escolar.

Que estudos o Observatório das Comunidades Ciganas vai promover ou fazer para ajudar a quebrar estes enguiços?
Este retrato que o Ministério a Educação está a fazer é fundamental para conhecermos estatisticamente a realidade. A partir daí podemos fazer estudos qualitativos. Vamos fazer um estudo com um caso de sucesso e outro com um caso de insucesso, ver as variáveis que interactuam, que potencialidades é que um evidencia para podermos sugerir mudança, o que pode ser modificado positivamente noutro.

O observatório tem verba para funcionar?
A verba é bastante reduzida, até porque o anterior Governo não concorreu aos fundos comunitários de apoio à implementação da Estratégia Nacional de Integração das Comunidades Ciganas. No novo quadro 2030 é que vamos ter acesso a esses fundos.

O Alto Comissário para as Migrações, Pedro Calado, já anunciou que a prioridade será a educação…
A primeira dimensão de análise é a educação, que consideramos fundamental. Estamos agora a abrir uma call: dissertações de mestrado ou teses de doutoramento que tenham sido defendidas, o observatório ira seleccionar uma para publicar. E fazer os tais estudos qualitativos a partir dos dados do Ministério da Educação.

Como se está a fazer este levantamento sem ferir o quadro legal que impede recolha de dados étnico-raciais?
São dados agregados, números. Não tem nome. A Comissão Europeia tem andado insistentemente a dizer aos Estados-membros que devem fazer recolha de dados para se conhecer a realidade, intervir de forma sustentada, construir políticas públicas que permitam melhorar a qualidade de vida das populações em situação de fragilidade social.

É nessa linha que surge o Grupo de Trabalho Censos 2021, de que faz parte?
Sim, faço parte desse grupo de trabalho. Além de investigadora, sempre fui activista. Sempre fiz intervenção politico-cívica. Conheço os movimentos associativos das pessoas que são vítimas de discriminação e sei que são a favor do levantamento de dados étnico-raciais. Não sou eu que a partir do exterior, de forma paternalista, vou dizer o que é positivo e o que não é positivo. O meu papel aqui é ajudar na reflexão no sentido de construir categorias e questões.

Há bons exemplos?
Nenhum dos exemplos que conheço servem. Qualquer um acaba por sustentar as categorias que são causa no quotidiano para operacionalizar os processos de discriminação. Vou com abertura para reflectir. O grupo de trabalho está a começar. Tivemos a primeira reunião. 

Quais os riscos?
Temos duas questões. A primeira é: que categorias e que questões vão ser construídas? A outra é: o que pode acontecer com os dados que são recolhidos? Temos um governo de esquerda que tem várias preocupações, quer fazer melhores políticas públicas, não sei o que pode acontecer com um governo de direita. Pode usar estes dados para confirmar estereótipos e categorias que racializam em vez de construir melhores politicas públicas. Este é um dos perigos.

Fonte: Público

Apresentação do Mapa de Sessões de Colheitas de Sangue a realizar no ano de 2018 no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro


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Eu, Psicóloga | Saiba como os exercícios físicos podem ajudar na sua saúde mental

Um recurso para ajudar a sua saúde mental que tem sido testado ao longo de muitos anos e se mostrado efetivo, porém muito subutilizado e não prescrito, é o exercício físico. Recentemente o PickTheBrain.com, um site dedicado ao autoaperfeiçoamento com foco em produtividade pessoal, motivação e autoeducação, publicou um artigo mostrando como os exercícios físicos podem impulsionar sua saúde mental.

A Conexão entre Exercício e Saúde Mental

Se fizermos uma simples pesquisa sobre a relação entre exercício e saúde mental no PubMed, uma base de dados que compreende mais de 27 milhões de citações e resumos de artigos de investigação em literatura biomédica, você encontrará artigos mais relevantes do que você pode imaginar. Coincidência? De jeito nenhum. Já na década de 1930 um pesquisador, John Davis, identificou grandes correlações entre a quantidade e tipos de exercícios físicos utilizados nos tratamentos e os efeitos mentais positivos que eles tiveram sobre esses pacientes.

Desde então, inúmeros estudos foram realizados, e os resultados têm sido extremamente positivos. Um estudo abrangente de 1985 descobriu que “a atividade física e o exercício, provavelmente, aliviam alguns sintomas associados à depressão leve a moderada. A evidência também sugere que a atividade física e o exercício podem ser um complemento benéfico nos programas de tratamento do alcoolismo e outras substâncias que causam dependência química; melhora a autoestima, as habilidades sociais e o funcionamento cognitivo; reduz os sintomas da ansiedade.

Estes benefícios também são conhecidos em todo o mundo, com grupos como o Exercise and Sports Science Australia (ESSA), afirmando que “o exercício parece ser mais eficaz para transtornos depressivos e também pode melhorar o bem-estar mental e a saúde física em indivíduos com transtornos mentais sérios”; enquanto um estudo chinês de 1997, em estudantes da faculdade e do ensino médio, descobriu que “os exercícios físicos eram úteis para reduzir a tensão, a raiva, a fadiga, a depressão e a confusão dos alunos, e melhorar seu vigor e autoestima”. Estes são apenas alguns dos milhares de relatórios que mostram os efeitos positivos do exercício físico sobre a saúde mental. Essa correlação não é limitada pela nacionalidade, idade ou período de tempo – é bastante claro que o exercício físico aumenta a saúde mental.

A desconexão

Então, por que, com todo o conhecimento que temos sobre esta relação física-mental, ainda alguns preferem primeiro as pílulas antidepressivas e não os tênis de corrida? As respostas estão além do escopo deste artigo, mas certamente incluem os bilhões de dólares gastos anualmente em publicidade pelas indústrias farmacêuticas; nossa necessidade crescente de resultados imediatos; e (talvez o mais triste de todos), nossa letargia cada vez mais sustentada por nossas crescentes taxas de obesidade a nível mundial. Então, por onde começar?

Re-conectar

O primeiro passo para usar o exercício como um complemento de um estado mental saudável é reconhecer que há uma ligação clara entre o exercício e a saúde mental e que você é responsável pela automedicação com esse poderoso remédio do movimento. No seu nível mais básico, levantar-se e mover-se vai dar-lhe uma visão mais positiva da vida e abrandar alguns sintomas de depressão, ansiedade, dependência e deficiência cognitiva. Então, apenas levante-se e mova-se.

Levando isso para um outro nível, se você quer fazer uma mudança significativa e duradoura ao usar o exercício para melhorar sua saúde mental, existem inúmeros sites dedicados a ajudar os indivíduos a melhorar sua saúde física. Muitos destes são gratuitos, e fornecem treinamentos detalhados, planos de refeições, ferramentas de rastreamento e orientação para ajudá-lo a permanecer no caminho certo.

Ande mais

Não importa o quão ocupado você estiver, existem maneiras rápidas e fáceis de obter mais movimento em sua rotina diária. Coloque alarmes no seu celular a cada hora para sair da cadeira e caminhar pelo escritório ou na sua casa. Procure estacionar a mais de cem metros do seu local de trabalho. Leve seus filhos a pé para a escola se o tempo e a distância permitirem. Obtenha um pedômetro ou rastreador de atividades e tente alcançar um objetivo de 10.000 passos por dia. Se a sua condição física ainda for baixa, não fique preocupado com os números, apenas tente se movimentar mais.

Levantar mais peso

O treinamento de resistência é um dos exercícios físicos mais benéficos que um ser humano pode fazer – particularmente aquele que utiliza múltiplos grupos musculares e partes do corpo. Quando a maioria das pessoas pensa em exercícios de musculação, eles mostram atletas ou fisiculturistas (bodybuilders) levantando grandes pesos em um ginásio, mas, na realidade, qualquer levantamento de peso que você fizer pode causar um impacto positivo na saúde mental, e também na sua saúde física. Para iniciantes, agachamentos sem peso, flexões contra uma parede ou deitar no chão e levantar as pernas para cima podem ser suficientes para obter excelentes resultados. Para os mais experientes fisicamente, um treinamento de peso de três a cinco dias por semana, alternando grupos musculares, será mais efetivo.

Faça parte de um grupo

Uma das melhores maneiras de continuar com o exercício físico é fazer parte de um grupo – seja em uma academia, clube ou mesmo no trabalho ou com familiares. Uma ótima maneira de conseguir isso é participar de uma aula de ginástica organizada – pode ser aeróbica, nadar, CrossFit ou qualquer outra atividade. O importante aqui é que você obtenha algum nível de esforço físico.

O que esperar

No mundo dos resultados imediatos que parecemos fazer parte, não é realista esperar que caminhar alguns minutos por dia aliviará todas as suas preocupações de saúde mental. Da mesma forma, não considere este artigo como uma receita para se livrar de seus medicamentos, terapia, dieta ou outros tratamentos e apenas faça alguma forma de exercício físico. O que estamos encorajando aqui é adicionar algum nível de esforço físico à sua rotina diária como um suplemento aos seus tratamentos. O objetivo é certamente ficar livre de sintomas e tratamentos, mas não espere que o exercício seja sua cura. Aqui estão algumas coisas que você pode esperar, e em um curto período de tempo:

  • Melhoria da clareza mental
  • Maiores níveis de autoestima
  • Capacidade cardiovascular melhorada
  • Dormir mais tranquilo à noite
  • Baixos níveis de ansiedade
  • Um melhor senso de propósito

Estes devem ser os objetivos de qualquer pessoa que esteja buscando melhorar sua saúde mental e, com décadas de pesquisas publicadas sobre o assunto, parece ser muito claro que é benéfico você incorporar algum tipo de exercício físico em sua rotina diária.



Apresentação do Mapa de Sessões de Colheitas de Sangue a realizar no ano de 2018 no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro


Todas as formas de divulgação 

possíveis são bem-vindas!

Reiteramos o Alerta aos dadores de Aveiro e arredores | Dr. João Paulo Almeida Sousa, o Senhor que assiste a este cenário, o que lhe apraz dizer?

https://aveiro123.blogspot.pt/2018/01/reiteramos-o-alerta-aos-dadores-de.html


Governo de Filipe Nyusi construiu zero casas e demarcou zero talhões

O Governo de Filipe Jacinto Nyusi, que prometeu construir 35 mil novas habitações para os moçambicanos até 2019, edificou zero casas em 2017, ano em que também foi incapaz de demarcar sequer um único talhão infra estruturado para o seu “patrão”.
“No âmbito do Fomento a Habitação, prevê-se a construção de 1.264 casas sendo 64 Apartamentos em Maputo, 400 Apartamentos em Cabo Delgado, 400 Apartamentos na Zambézia, 400 Apartamentos em Tete, assim como demarcar e criar infra-estruturas em cerca de 1.400 talhões” está plasmado no Plano Económico e Social (PES) do Executivo para 2017.
Essas promessas enquadram-se na Prioridade II do Plano Quinquenal do Governo para 2015 – 2019 onde “promover a construção de habitação social e acesso à terra infra estruturada” tem como meta de construir 35 mil casas novas e demarcar 200.500 talhões infra estruturados.
Plano Quinquenal do Governo 2015 - 2019
No entanto o @Verdade apurou que nenhuma casas foi edificado no ano passado assim como nenhum talhão infra estruturado foi demarcado em Moçambique como aliás o próprio Governo reconhece no balanço ao seu PES de 2017.
O @Verdade questionou ao Fundo para o Fomento de Habitação (FFH) o que ditou estes incumprimentos. “Todos projectos inscritos no PES tinham como fonte de financiamento o Orçamento de Estado. As actividades do FFH enquadram-se no cenário socioeconómico do país e nas explicações apresentadas pelo Governo aquando do Balanço do PES 2017”, respondeu por escrito a instituição que tinha a missão de construir as casas e demarcar os talhões.
Balanço PES 2017
No entanto o FFH referiu que “Fora das acções inscritas no PES, o FFH desenvolveu outras acções que concorrem para o cumprimento das metas do PES e do PQG, bem como acções de mobilização de novas parcerias que se enquadrem na condição de venda a longo prazo, para maior beneficio do nosso público alvo”, citando como exemplos alguns projectos de edificação de habitações que estão a ser realizados por privados e cujos preços não são acessíveis para qualquer moçambicano que viva do seu trabalho honesto.
Dívidas ilegais ditaram a interrupção das construções de habitações
Recordando que o Executivo de Nyusi já falhara a construção de 1.775 novas casas em 2016 o @Verdade perguntou ao Fundo para o Fomento de Habitação qual a evolução dessas outras construções, anteriores as inscritas no PES de 2017.
Sobre os blocos habitacionais albergando 160 apartamentos que começaram a ser edificados em Zintava, no distrito de Marracuene, o FFH esclareceu que o “primeiro Lote (4 edifícios de 16 apartamentos cada) iniciou em Dezembro de 2015, enquanto que os restantes dois Lotes iniciaram em 2016. As obras tinham uma duração de 2 anos. Em 2016, com a aprovação do orçamento rectificativo pela Assembleia da República, a fonte de financiamento foi afectada, tornando necessário a reprogramação, e por conseguinte o abrandamento do ritmo de construção”.
“As obras encontram-se paralisadas e para dar volta ao actual cenário o FFH está em contacto com potenciais parceiros nacionais e estrangeiros para mobilizar financiamento para a conclusão das obras do projecto”, explicou a instituição ao @Verdade acrescentando que em situação similar, de paralisação por falta de dinheiro, está o projecto de 32 apartamentos que deveriam ter sido construído no Chimoio.
No PES para 2018 Governo não se propôs a construir nenhuma casa
Relativamente as 1.200 casas que deveriam ter sido erguidas durante o ano de 2016 no Centro e Norte do país o Fundo para o Fomento de Habitação revelou ao @Verdade que a “4 de Julho de 2013, na III Comissão Mista entre Moçambique e Índia, o Governo Moçambicano assinou do acordo de Financiamento Concessional de USD 47.000.000,00 (quarenta e sete milhões de dólares americanos) para a construção de 1200 casas em três Províncias, sendo 400 em Cabo Delgado, 400 em Tete e 400 na Zambézia. Em Março de 2017 foram emitidas as notificações de rescisão dos contratos de empreitada por incumprimento dos mesmos”.
“Paralelamente, como corolário do esforço com vista dar continuidade ao projecto, em Agosto 2017, o Exim Bank aprovou a continuação do projecto com o valor remanescente equivalente a 70%, bem como o ajustamento da meta física de 1200 casas para 900 casas. Em Outubro 2017, o concurso de pré-qualificação foi publicado no sítio de internet do Exim Bank da Índia, em Janeiro de 2018, o Exim Bank anunciou o resultado da pré-qualificação, tendo das 9 propostas recebidas, classificado 3 concorrentes. Neste momento decorrem procedimento de esclarecimentos relativamente ao processo de Pré-qualificação que irão culminar com a realização do concurso para a contratação dos empreiteiros” detalhou o FFH ao @Verdade.
Portanto as dívidas ilegais da Proindicus e da Mozambique Asset Management (MAM) ditaram a interrupção das construções de habitações assim como a demarcação de talhões infra-estruturados para os moçambicanos.
Mais realista, no Plano Económico e Social para 2018, o Governo de Filipe Nyusi não se propôs a construir nenhuma casa. Quiçá em 2019, e à tempo de ser reeleito, possa edificar as 35 mil prometidas!

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Sociedade civil alerta que a proposta de descentralização entre Governo e Renamo encobre uma falsa democracia


As organizações da sociedade civil consideram o apregoado pacote de descentralização, agora na posse do Parlamento para análise, problemático e sem pernas para andar. Elas dizem ainda que não percebem como é que o Presidente da República, Filipe Nyusi, e do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, arrogaram-se o direito de eliminar a eleição directa dos presidentes dos conselhos municipais. Sugerem que aquele órgão legislativo devolva o documento ao proponente e seja submetido a um amplo debate público, à semelhança do que o bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), Flávio Menete, defende para evitar o que chama de “soluções precipitadas e inconsistentes (...)”.

No que à revisão pontualmente da Constituição da República diz respeito, a proposta de Nyusi e Dhlakama prevê que as alterações sobre as autarquias locais entrem em vigor a partir das eleições de 2018, enquanto as alterações sobre os distritos só entrarão em vigor com a realização das eleições gerais de 2024.

Para sociedade civil, os cidadãos têm o direito de escolher os edil dos seus municípios. Os deputados, na qualidade de representantes do povo, devem ser sensíveis a esse aspecto e não perderem de vista o facto de, no fim dos seus mandatos, também passarão a ser cidadãos comuns, disse Fátima Mimbire, do Centro de Integridade Pública (CIP). Na sua óptica, a Assembleia da República (AR) devia chumbar a proposta em alusão.

Sobre este assunto, Lutero Simango, chefe da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), disse, também, em sede do Parlamento, que “as eleições autárquicas já foram convocadas em 2017”, nos termos do “quadro jurídico vigente, que consiste em eleição directa dos presidentes dos conselhos municipais e as listas de candidatos às assembleias municipais (...). Assembleia da República não deve servir de caixa-de-ressonância ao debater esta proposta (...)”.

Ainda sobre a supressão de escolha directa dos presidentes do municípios, a sociedade civil entende que se trata de direito adquirido, que nunca foi publicamente colocado em causa, pese embora os crónicos conflitos que se verificam após cada eleição em Moçambique.

E duvida que as quintas eleições autárquicas possam acontecer no tempo previsto pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), porque uma provável aprovação da revisão pontual da constituição leva, consequentemente, à alteração de algumas leis.

A sociedade civil repudia igualmente que se retire dos cidadãos o direito de se candidatarem, de forma independente, “às funções de presidência das autarquias e haja permissão de indivíduos estranhos às assembleias provincial, distrital e autárquica passem a interferir no espaço exclusivamente seu [assembleias], ditando quem as deva presidir”.

Na quinta-feira (01), várias agremiações a que nos referimos chamaram a imprensa para manifestar o seu posicionamento em relação à proposta de revisão pontual da constituição, tendo enfatizado que se trata de um documento que alarga ainda mais os poderes do Chefe do Estado, em prejuízo da autonomia das assembleias provinciais, distritais e autárquicas.

Num outro desenvolvimento, as mais de 25 organizações signatárias da comunicação feita à imprensa disseram que uma paz duradoira exige a reorganização do quadro institucional do país, que vá para além da eleição dos governadores provinciais e dos administradores distritais.

É necessário despartidarizar as instituições públicas de modo a salvaguardar o interesse supremo do Estado e do povo, sobre os meramente partidários.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Ordem dos Advogados de Moçambique reivindica inclusão do povo na revisão da Constituição


Resultado de imagem para bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), Flávio Menete
Rever a Constituição da República com vista a acomodar o pacote sobre a descentralização – acordado entre o Governo e a Renamo – sem auscultar o povo é excluir a suas sensibilidades e resvalar para o risco de aprovar um documento que apenas satisfaça os interesses de uma minoria, deixando de fora outros factores susceptíveis de pôr em causa a paz que se pretende, bem como “adoptar soluções precipitadas e inconsistentes” que possam gerar conflitos no futuro, disse o bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), Flávio Menete, na quinta-feira (01), durante a abertura do ano judicial.

A proposta de descentralização do poder foi submetido à Assembleia da República (AR)p elo Presidente da República, Filipe Nyusi, em Fevereiro último, para ser chancelado. Até a Frelimo que se posicionava contra a revisão da Lei-Mãe já enche o olho quando se refere ao documento em questão.

A par desta formação política e dos partidos da oposição, a Ordem reconhece os esforços do Presidente da República, Filipe Nyusi, e do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, para o alcance da paz efectiva. Contudo, entende que não pode “estar indiferentes face à forma como vem decorrendo o processo para que o país viva uma paz efectiva e duradoira”.

A revisão pontual da Constituição carece de um debate público alargado, para discutir a operacionalização jurídica dos consensos alcançados, pois, doutro modo, “estaríamos a excluir sensibilidades relevantes e, eventualmente, a correr o risco de deixar de fora outros factores susceptíveis de pôr em causa a paz”, afirmou Flávio Menete.

Segundo o bastonário, que discursava, na presença do titulares de diferentes instituições públicas, tais como a Procuradoria-Geral da República, o Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, o Conselho Constitucional e os juízes de vários tribunais, se o país quiser defender o Estado de Direito, onde a ampla participação de todos é uma característica fundamental, os moçambicanos não podem aceitar que não sejam ouvidos (...).

A OAM espera igualmente que a proposta em alusão seja apreciada depois de uma reflexão profunda, nos noventa dias impostos pela Constituição da República, no número 2 do artigo 291, para não se correr o risco de “adoptar soluções precipitadas e inconsistentes, susceptíveis de gerar conflitos no futuro”.

Ademais, Flávio Menete prosseguir dizendo que “não podemos correr o risco de proceder a alterações que se centram na acomodação de pessoas, subalternizando programas de desenvolvimento económico e social. É que, a criação de assembleias distritais pode ter um impacto financeiro grande”.

O outro aspecto que deve ser objecto de especial atenção, na óptima do Bastonário, é a impossibilidade de o país ter candidatos independentes nas eleições autárquicas, pois com essa solução os munícipes ficam impedidos de ter um presidente de município capaz e com o qual se identificam, porque a maioria na Assembleia Municipal é que indica esse dirigente.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Editorial @Verdade Editorial: A procissão já vai no adro



Como já era de se esperar arrancaram, nesta quarta-feira (28), os trabalhos da VII Sessão Ordinária da VIII Legislatura da Assembleia da República (AR). Mas pouco importa o início dos trabalhos, até porque os moçambicanos já estão habituados que não se pode esperar grande coisa dos pseudos representantes do povo que se cravaram no Parlamento moçambicano.

Enquanto o Presidente da República, Filipe Nyusi, encontra-se ajoelhado e de mãos estendidas para o Governo Suíço, na expectativa de que aquele Governo esqueça-se das dívidas ocultas ilegais contraídas pelo Governo inconsequente e corrupto da Frelimo e volte a apoiar o Orçamento de Estado, a presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, prossegue com o seu papel de legitimadora das vontades do partido Frelimo e do respectivo presidente.

Durante a a abertura da sessão, Macamo, com aquele seu ar característico de mera funcionária pública roboticamente preparada para dizer “sim” a tudo, pelou aos deputados das três bancadas parlamentares para que discutam a proposta de descentralização, submetido pelo Chefe do Estado com ponderação. É, indubitavelmente, irónico, ouvir tamanha estupidez e falta de bom senso. No entender da presidente da AR, a proposta do estadista moçambicano e do seu amigo Afonso Dhlakama elenca inovações na governação do país e abre perspectivas para uma paz efectiva.

É, sem dúvidas, hilariante esta visão, pois é sabido que a proposta não passa de um acordo de amigos que será forçosamente legitimada por duas bancadas que já se movimentam, qual orquestra harmónica, na Assembleia da República, para defenderem os interesses (leia-se caprichos) não explicados dos seus respectivos chefes.

Ao longo das suas intervenções, a Frelimo e a Renamo não esconderam as suas intenções no que diz respeito a aprovação do consenso conseguido em silêncio entre Nyusi e Dhlakama, numa clara união entre os beligerantes. Na verdade, esse facto mostra que há muito que as bancadas parlamentares da Frelimo e Renamo que abandonaram a sua responsabilidade de resguardar os legítimos interesses de um povo que é forçado a viver à intempérie, na mais desgrenhada miséria.

Portanto, tanto a turma dos “camaradas”, assim como a “perdiz”, vai deliberdamente ignorar os aspectos jurídicos e ambos irão aprovar a alteração da Constituição da República para acomodar o acordo que é, na verdade, um retrocesso no que diz respeito à consolidação da democracia no país.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique