domingo, 3 de maio de 2020

Movimento de Rui Moreira considera redução de rotas da TAP “insultuosa” para a região

Rui Moreira: "Redução de rotas da TAP é insulto ao Porto"
O 'Porto, o Nosso Movimento', movimento independente liderado pelo presidente da Câmara do Porto, considerou hoje "insultuoso" para a região que a TAP "enquanto pede dinheiro público para sobreviver" planeie retomar atividade "com uma desproporção no número de rotas".
Num comunicado que tem como título "TAP 'regional' com dinheiros públicos não", o movimento sublinha estar ao lado de Rui Moreira na defesa "da região do país que mais contribui para a economia nacional", reagindo assim a uma notícia de sexta-feira do Jornal de Notícias que dá conta de que a TAP vai retomar a atividade - interrompida pela pandemia da covid-19 - com 71 rotas a partir do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e com apenas três com partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, distrito do Porto.
"A TAP é uma empresa semi-pública. Quer isto dizer que, metade do seu capital, resulta do esforço de todos os portugueses com os seus impostos. Para regressar à operação, no âmbito da crise que vivemos, precisa que o Estado aumente a sua participação, entrando com mais dinheiro público para o seu capital ou garantindo dívida com aval soberano. De uma forma ou de outra, usando o que é dos contribuintes", lê-se no comunicado do 'Porto, o Nosso Movimento'.
O movimento considera que "a manutenção de uma companhia de bandeira, suportada com dinheiro público, não é uma inevitabilidade", apontando que "foi uma opção do Governo, com o apoio dos partidos à sua esquerda", para concluir: "Como a privatização, mal desenhada, tinha também sido uma opção do Estado".
Assim, para o 'Porto, o Nosso Movimento', "socorrer a TAP com dinheiros públicos" agora "pode ser necessário, se Portugal quiser continuar a ter uma companhia de bandeira para fazer serviço público". Contudo, esta associação cívica diz não aceitar que "esse serviço público, sustentado por dinheiros públicos, seja concentrado num único aeroporto, favorecendo uma única região", referindo-se à zona de Lisboa em detrimento do Norte.
"Se o Governo e os partidos políticos entendem que uma empresa regional que presta um serviço público de âmbito marcadamente regional deve ser apoiada com dinheiros públicos, deve deixar que sejam os municípios, as Comunidades Intermunicipais ou as Áreas Metropolitanas beneficiadas, com fundos próprios, a apoiarem essa empresa, entrando no seu capital", defendeu o 'Porto, o Nosso Movimento'.
O movimento recusa que "aos empresários e cidadãos das restantes regiões do país" paguem "um serviço de que são privados, por decisões não escrutináveis e tomadas por privados no uso de dinheiros públicos" e sublinha que "a retoma da economia, a necessidade que o Norte tem em matéria de viagens de negócios e o potencial que o aeroporto do Porto vinha demonstrando nos últimos anos, a produção industrial que a Região garante ao país, tornam, por isso, inaceitável um programa de retoma da TAP centrado em Lisboa", isto, acrescenta, "em claro abandono da região mais produtiva do país".
"Consideramos, por isso, insultuosa para a região, que a TAP, enquanto pede dinheiro público para sobreviver, não consiga esconder que planeia retomar a sua atividade com uma desproporção de 71 para três em número de rotas, podendo a desproporção ser ainda maior quanto ao número de voos", lê-se na nota.
Por fim, o movimento, frisando estar ao lado do presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, condena um "assalto à região do país que mais contribui para a economia nacional", falando em cidadãos e empresários prejudicados.
"A Associação Cívica Porto, o Nosso Movimento não aceita (...) que os escassos recursos nacionais continuem a ser delapidados em apoios e financiamentos que, mais uma vez, partem de uma visão centralista e autista do país", termina a nota.
Também hoje o presidente da Câmara de Viana do Castelo apelou para a intervenção do Governo no sentido de aumentar o número de rotas no aeroporto do Porto, enquanto a presidente da Câmara de Matosinhos disse, à Lusa, na sexta-feira que via com "muita preocupação" a proposta da comissão executiva da TAP em reduzir a operação no aeroporto do Porto a três rotas, ainda que se tenha mostrado confiante que o Governo defenderá a região.
Lusa

Vizela e Arouca indicados pela FPF para ascender à II Liga

Vizela e Arouca indicados pela FPF para ascender à II Liga de ...
O Vizela (Série A) e o Arouca (B), os dois clubes que totalizavam mais pontos na altura da suspensão do Campeonato de Portugal, foram hoje indicados pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para ascender a II Liga.
“Na época 2019/20, serão indicados para ascender à II Liga o Futebol Clube de Vizela, Futebol SAD (Série A) e o Futebol Clube de Arouca, Futebol SDUQ LDA (Série B)”, anunciou a FPF, num comunicado publicado no seu sítio oficial.
De acordo com a FPF, “é manifesta a impossibilidade de utilizar o play-off para indicar os dois clubes com acesso à II Liga”, pelo que “a Direção da FPF reconhece o mérito desportivo e indicará, de entre os líderes das séries à data em que a prova foi dada por concluída, os dois clubes com maior número de pontos”.
Quando a competição foi suspensa, e depois dada por concluída, o Vizela liderava a Serie A, com 60 pontos, e o Arouca era o primeiro da Serie B, com 58, enquanto o Olhanense comandava a Série D, com 57, e o Praiense liderava a Serie C, com 53.
No comunicado de hoje, a FPF lembra que a sua direção “deu por terminadas, em 08 de abril, as provas nacionais seniores não-profissionais que organiza” e que, na mesma data, decidiu que analisaria de que forma seriam “indicados os dois clubes” que ascenderiam à II Liga.
“O Decreto-Lei 18-A/2020, de 23 de abril, autorizou as federações a proceder às alterações regulamentares necessárias para dar resposta a constrangimentos causados pela emergência de saúde pública relacionada com a pandemia Covid-19”, diz a FPF.
O organismo que superintende o futebol luso, recorda ainda que, em 24 de abril, “a UEFA indicou às federações que deveriam ter em conta o mérito desportivo sempre que não fosse possível terminar em campo uma competição”, e, seis dias depois, “o Conselho de Ministros decidiu que só autorizará a realização de jogos da Liga e a final da Taça de Portugal”.
A FPF lembra ainda que assinou com a Liga, em 01 de julho de 2016, “um contrato que estabelece, entre outros pontos, que ascendem à II Liga dois clubes do Campeonato de Portugal, em função do mérito desportivo”.
O Campeonato de Portugal é uma competição em duas fases. Na primeira, 72 clubes competem em quatro séries de 18 equipas. Os dois primeiros de cada série disputam, depois, um ‘play-off’ para encontrar os dois a indicar à II Liga.
A prova foi, no entanto, interrompida em março, quando faltavam disputar nove jornadas da primeira fase e todos os clubes se encontravam com o mesmo número de jogos.
Lusa

sábado, 2 de maio de 2020

Figueira da Foz: Dezenas de pessoas concentram-se na Leirosa em protesto

GNR desmobiliza centenas de pessoas que protestavam na Praia da ...
Várias dezenas de pessoas concentraram-se hoje na Praia da Leirosa, a sul da Figueira da Foz, manifestando-se contra uma comunidade que acusam de provocar estragos nalgumas viaturas estacionadas em ruas da povoação.
De acordo com fonte do comando geral da GNR, várias dezenas de pessoas, talvez “uma a duas centenas de pessoas”, concentraram-se hoje, à tarde, na povoação da Leirosa, “manifestando descontentamento” em relação a uma comunidade, que terá provocado “estragos em viaturas” de alguns habitantes.
“Não se registaram desacatos” nem há notícia de pessoas feridas, disse à agência Lusa, pelas 17:30 de hoje, o oficial de dia do comando geral da Guarda Nacional Republicana (GNR), indicando que na ocasião o ajuntamento de pessoas na Praia da Leirosa se mantinha, mas sem problemas.
Para o local foram mobilizados meios de postos da GNR da região, adiantou a mesma fonte.
A situação está “pacífica”, acrescentou o responsável da GNR, sem confirmar se já há ou não registo de danos designadamente em viaturas ou de quaisquer outros estragos.
De acordo com uma publicação, hoje, no Facebook, a Praia da Leirosa, no concelho da Figueira da Foz (distrito de Coimbra), foi alvo, na noite passada, de atos de “vandalismo, com vários veículos com pneus furados e animais mortos nos quintais”.
Lusa

Feira Medieval de Óbidos cancelada

Covid-19: Feira Medieval de Óbidos foi cancelada
A Câmara Municipal de Óbidos, no distrito de Leiria, anunciou o cancelamento da edição deste ano do Mercado Medieval, devido à pandemia da covid-19.“Neste cenário, em que a saúde é prioritária e que lutamos diariamente para manter longe do nosso contacto este adversário (o que nos obriga a estar longe uns dos outros), não faz sentido prosseguir com a nossa missão, para o bem de todos”, justifica a autarquia, em comunicado.
Jornal de Leiria - Feira Medieval de Óbidos foi cancelada
Nesta nota, a Câmara Municipal de Óbidos, principal promotora do evento, agradece a todos aqueles que colaboram anualmente para a organização da Feira Medieval, e a todos os visitantes.
“Assim, é hora de fechar os portões, preparar armas e manter cada soldado em sentinela, para que possamos regressar à festa mais fortes do que nunca. O Mercado Medieval de Óbidos voltará só em 2021”, conclui o comunicado.
Lusa

Coimbra reforça transportes públicos em 70% a partir de segunda-feira

Covid-19: Coimbra reforça transportes públicos em 70% a partir de ...
Coimbra vai reforçar, a partir de segunda-feira, a oferta de autocarros dos serviços de transportes públicos urbanos em cerca de 70%, anunciou a Câmara Municipal da cidade.
"A partir da próxima segunda-feira, dia 04 de maio, a Câmara Municipal de Coimbra vai reforçar a oferta de autocarros dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) em cerca de 70%", considerando a decisão do Governo de declarar situação de calamidade e definir "uma estratégia de levantamento das medidas de confinamento devido à covid-19", afirma a autarquia.
As medidas de contingência em prática "continuam em vigor e são reforçadas com o uso obrigatório de máscara de proteção em todas as viagens", sublinha a Câmara, num comunicado enviado à agência Lusa.
O estado de emergência -- que termina hoje -- provocou "uma redução abrupta do número de passageiros nos transportes urbanos", salienta a autarquia, que adequou a oferta à baixa procura (nos dias úteis a procura diminuiu para cerca de 10% da média registada nos dois primeiros meses do ano, que foi de 50 a 60 mil passageiros por dia, de acordo com dados dos SMTUC).
Agora, face à "estratégia de desconfinamento", anunciada na quinta-feira pelo Governo", a Câmara de Coimbra decidiu reforçar "em cerca de 70% a oferta", em relação à que "estava a ser praticada durante a vigência do estado de emergência".
Na prática, explicita a Câmara, passam a vigorar, na generalidade, os horários referentes ao período de férias escolares a partir da próxima segunda-feira.
Para garantir a segurança dos utentes e dos trabalhadores municipais, "são várias as medidas de contingência" que estão a ser adotadas e que "se mantêm em vigor, sendo reforçadas com o uso obrigatório de máscara de proteção em todas as viagens", sublinha.
Além disso, a venda de bilhetes a bordo dos veículos continua suspensa, devendo os utilizadores recorrer aos títulos de transporte adquiridos antecipadamente nas lojas SMTUC.
No início de cada viagem os utentes devem validar o passe e desinfetar as mãos com a solução disponibilizada em cada viatura, acrescenta a autarquia, indicando que a lotação será limitada a dois terços do número máximo de passageiros por veículo, para garantir "a distância de segurança" entre eles.
Entre as medidas de contingência para a covid-19 adotadas pelos SMTUC, de referir a instalação de "proteção para isolar o habitáculo do motorista", o reforço da limpeza e desinfeção das viaturas (designadamente com recurso a um produto que é "eficaz na eliminação do novo coronavírus") e a distribuição aos motoristas de equipamentos de proteção individual.
Já relativamente às lojas SMTUC, vão estar abertas as do Mercado D. Pedro V, do Parque Manuel Braga e de São José, em Coimbra, nas quais foram instaladas "barreiras de proteção em vidro nos balcões de atendimento ao público", e onde será limitada a presença simultânea de utentes.
Durante a primeira semana de maio, será entregue uma máscara aos utentes que carreguem os seus passes ou adquiram títulos de transporte naquelas lojas.
Lusa

CDS ataca concentração da CGTP e diz que “quem manda” perdeu o respeito

1.º de Maio: CDS ataca concentração da CGTP e diz que “quem manda ...
O presidente do CDS-PP atacou hoje as concentrações promovidas pela CGTP-IN no Dia do Trabalhador, na sexta-feira, advertiu que "quem manda" perdeu o respeito daqueles que obedecem e considerou que "calamidade é mesmo o estado" do país.
Estas críticas foram feitas por Francisco Rodrigues dos Santos numa nota que publicou na rede social 'Facebook' a propósito da forma como a CGTP-IN assinalou na rua o 1º de Maio, quando o país se encontra em estado de emergência por causa da pandemia de covid-19.
"Quando os que mandam perdem o respeito, os que obedecem perdem a disciplina. Se o entrudo para o estado de calamidade é isto, então a calamidade é mesmo o estado a que isto chegou", escreveu Francisco Rodrigues dos Santos.
Sem nunca se referir especificamente ao Governo, ou às autoridades de saúde, o presidente do CDS-PP apontou uma desigualdade no cumprimento das normas sanitárias para a contenção da pandemia de covid-19 entre "os que podem tudo" e "os que não podem nada".
"Se o vírus fizesse greve, os portugueses não estariam confinados em casa, não se encontrariam proibidos de se despedir dos seus familiares que morreram, não deixariam de abraçar os seus filhos, pais e avós, não teriam levado um corte nos rendimentos, não ficariam desempregados, não passariam fome, não fechariam o seu negócio, e não estariam impedidas de celebrar o 13 de Maio", referiu o presidente do CDS-PP.
Lusa

Paralímpico Carlos Lopes denuncia falhas do INEM na assistência ao ex-treinador

Paralímpico Carlos Lopes denuncia falhas do INEM na assistência ao ...
Alpiarça, falecido na quinta-feira, uma "vítima de covid-19, sem o ser", e critica a demora entre a chamada para o INEM e a chegada ao hospital.
"O Nuno Alpiarça, sem ter covid-19, acabou por ser uma vítima da doença, porque foi deixado no chão durante muito tempo e isso, naturalmente, pode ter sido decisivo", disse o antigo atleta à Lusa, referindo que "passaram quase duas horas entre a chamada para o INEM e a chegada ao Hospital de Santa Maria".
Contactado pela Lusa, o INEM garantiu que "não existiu qualquer atraso na assistência" e assegura que, "nas duas horas que decorreram entre o pedido de ajuda inicial e a chegada ao hospital, o doente esteve sempre a receber a assistência médica adequada à sua condição clínica".
Carlos Lopes refere que, segundo os relatos dos dois atletas que estavam com a vítima - que poucos dias antes tinha acusado negativo para covid-19 -, o treinador "ficou no chão demasiado tempo, sem que nada lhe tivessem feito, à exceção de lhe terem colocado uma máscara e uma viseira".
"No atual contexto, apanha-se alguém com dificuldades de respiração e a pessoa fica no chão com uma máscara, porque o protocolo covid-19 se sobrepõe a tudo", afirmou o antigo atleta, que foi treinado durante 10 anos por Nuno Alpiarça e o teve como seu atleta guia durante 15.
O INEM assegurou que na chamada inicial, efetuada às 10:19, "não foram indicados quaisquer sinais ou sintomas compatíveis com uma vítima crítica, tendo sido apenas referido que a vítima teria sofrido uma queda" e acrescentou que, "por se tratar de uma situação de dificuldade respiratória com uma semana de evolução (informação transmitida pela própria vítima), existem protocolos de segurança que têm obrigatoriamente de ser cumpridos".
Depois de o estado da vítima se ter agravado, o INEM diz ter acionado um pedido de apoio de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), na qual "foram realizadas manobras de Suporte Básico de Vida (SBV) durante aproximadamente 20 minutos", tendo a vítima sido transportada para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, às 11:43.
Segundo o INEM, "não faz sentido algum referir que o doente demorou duas horas a chegar ao hospital, quando a VMER é precisamente um meio de emergência altamente diferenciado que funciona como uma extensão do hospital".
Carlos Lopes disse entender "que estejam a ser feitos todos os esforços para combater a pandemia da covid-19", mas advertiu "que nem todas as situações de emergência estão relacionadas com a doença".
Nuno Alpiarça, de 53 anos, ex-atleta do Sporting, morreu na quinta-feira, pouco antes de iniciar um treino, na zona de Benfica, em Lisboa.
Lusa