sexta-feira, 15 de maio de 2020

Meios de combate aos incêndios são reforçados com desafio simultâneo de resposta à covid-19

Meios de combate a incêndios reforçados com desafio simultâneo de ...
Os meios de combate aos incêndios florestais vão ser reforçados a partir de hoje, num ano em que o grande desafio é a pandemia de convid-19, sendo necessário conciliar a resposta aos fogos com a segurança sanitária.
A Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o dispositivo especial de combate a incêndios rurais (DECIR) para este ano, indica que, entre hoje e 31 de maio, o reforço de meios se situa no nível II, o primeiro aumento adicional do ano.
Durante este período, vão estar disponíveis 8.402 operacionais que integram as 1.945 equipas e 1.968 viaturas dos vários agentes presentes no terreno, além dos meios aéreos, que serão no máximo 37.
Entre os meios, a DON prevê, para este período, cerca de 3105 elementos pertencentes aos bombeiros voluntários, 228 operacionais da Força Especial de Bombeiros e 2.200 da GNR, em que se inclui os guardas florestais, além dos quase 3.000 sapadores florestais.
No âmbito do DECIR está já em funcionamento, desde o dia 07 de maio, a Rede Nacional de Postos de Vigia, composta por 77 postos de vigia para prevenir e detetar incêndios.
A época de incêndios tem este ano o "grande desafio" em conciliar a resposta à pandemia de covid-19 com o combate aos fogos, nomeadamente a proteção dos operacionais envolvidos no DECIR.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, afirmou esta semana, no parlamento, que o DECIR em 2020 tem o desafio de garantir o combate aos incêndios a proteção da floresta e, em simultâneo, proteger os operacionais que possam contrair Covid-19.
Nesse sentido, o Governo já anunciou que estão previstas "quatro grandes medidas" para mitigar "o eventual impacto da redução de operacionais" que possam ficar infetados com Covid-19 durante os meses de combate a incêndios, que tem a ver com a rotatividade do dispositivo, utilização de forças de redundância, balanceamento (equilíbrio) de meios entre distritos e reforço da vigilância em áreas crítica.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) também já anunciou que está a preparar um documento operacional com medidas e instruções que devem ser seguidas pelos envolvidos no combate aos para minimizar os efeitos da covid-19 no terreno.
A época de incêndios também é ensombrada com as dificuldades financeiras que vivem atualmente as associações humanitárias de bombeiros devido à atual situação pandémica, o que pode comprometer a sua capacidade de resposta a emergências.
Estas dificuldades financeiras "são fruto da diminuição abrupta do transporte de doentes não urgentes, com um impacto muito significativo na sua faturação, agravada pelo acréscimo repentino de gastos com equipamentos de proteção individual e material de desinfeção", segundo foi revelado esta semana.
Para fazer face a esta situação, o Governo aprovou apoios para as corporações que se encontram em situação de debilidade financeira e, para fazer face às necessidades de tesouraria, nomeadamente para assegurar o pagamento de salários aos bombeiros assalariados e demais trabalhadores.
Também esta semana o Governo aprovou a circular financeira, que prevê que os bombeiros voluntários que integram o combate aos incêndios sejam aumentados este ano em quatro euros por dia, passando a receber 54 euros.
A circular financeira, documento anual que regula a comparticipação do Estado das despesas resultantes das intervenções dos corpos de bombeiros no âmbito dos dispositivos da ANEPC, contempla ainda um aumento de 10% no valor da comparticipação com alimentação.
Os meios de combate a incêndios voltam a ser reforçados em 01 de junho, mas é entre julho e setembro, conhecida pela fase mais crítica, o período que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor de 11.825 operacionais, 2.746 equipas, 2.654 veículos e 60 meios aéreos.
Os meios são este ano reforçados em 3% face a 2019, nomeadamente com mais guardas florestais e sapadores florestais, e o dispositivo aéreo é contratado para quatro anos.
Lusa

Universidade de Coimbra entra para o top 100 das Universidades mais sustentáveis a nível mundial

Universidade de Coimbra é a mais sustentável de Portugal
No ranking geral que analisa o cumprimento de todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a Universidade de Coimbra é a instituição portuguesa que mais se destaca.
  • No top 100, a Universidade de Coimbra ocupa o 62º lugar entre 766 das instituições mundiais analisadas pelo The University Impact Rankings, do Times Higher Education.
  • É nos objetivos da Saúde e Bem-estar, Vida Marítima, Erradicação da Pobreza, Indústria, Inovação e Infraestruturas e Parcerias para a Implementação de Objetivos que a Universidade de Coimbra mais se destaca.
A Universidade de Coimbra é a instituição que em Portugal melhor desempenho global teve no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, de acordo com a segunda edição do ranking “The University Impact Rankings”, do Times Higher Education. Foi a primeira vez que a Universidade de Coimbra integrou este ranking que envolveu 766 instituições a nível internacional. Em destaque no 62º lugar, a Universidade de Coimbra entrou directamente para o top 100 das universidades mais sustentáveis do mundo.
O ranking mundial das universidades do Times Higher Education parte da avaliação indicadores que medem o desempenho das instituições no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), os quais definem as prioridades e aspirações globais para erradicar a pobreza e promover a igualdade de oportunidades para todos, dentro dos limites do planeta.
Avaliado o desempenho da Universidade de Coimbra, foi no cumprimento do ODS relacionado com Saúde e Bem-estar que esta mais se destacou, ocupando o 17º lugar. Para avaliação deste critério é tido em conta o trabalho de investigação médica desenvolvido pelas universidades no combate a doenças e o apoio aos profissionais de saúde. Na área de Saúde e Bem-estar há a destacar a relação de cooperação que a UC possui com o Serviço Nacional de Saúde ao qual presta apoio nas decisões políticas e governamentais na gestão da saúde. A qualidade e quantidade da formação de profissionais de saúde e iniciativas inovadoras, como o Ageing Coimbra ou a M8 Alliance foram aspectos que, associados ao facto de a UC ser uma das poucas instituições a nível mundial a prestar serviços médicos, a destacam como uma das que mais contribui para a promoção da Saúde e Bem-estar global.
O trabalho desenvolvido pela Universidade de Coimbra na área da economia do mar coloca a instituição na 33ª posição do ODS relacionado com a Vida Marítima. A criação do MAREFOZ, um laboratório do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) é um dos aspectos que mais contribuiu para o importante papel que a UC acaba por alcançar na promoção da chamada economia azul. Além do apoio prestado a projectos de monitorização ambiental dos ecossistemas aquáticos, avaliação e gestão de qualidade de estuários e zonas costeiras, entre outros, a Universidade de Coimbra, através da MAREFOZ presta apoio a empresas inovadoras direccionadas para uma Economia Azul, promovendo assim o reconhecimento da importância social e do valor económico do mar.
Erradicação da Pobreza não só constitui um dos mais importantes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como também é uma preocupação da Universidade de Coimbra. Além das bolsas de estudo, do apoio à alimentação, alojamento, saúde e segurança e apoio à infância, a instituição procura estar atenta a eventuais situações de emergência como a que se vive actualmente com a pandemia da Covid-19. Uma das medidas implementadas pela Universidade de Coimbra foi a cedência de equipamentos informáticos aos alunos carenciados, para que estes não fossem prejudicados com a suspensão das aulas presenciais.
Para o cumprimento do ODS relacionado com a Indústria, Inovação e criação de Infraestruturas muitos foram os aspectos que levaram a Universidade de Coimbra a alcançar um lugar de destaque. Um dos exemplos é o projecto INOV C 2020 que, em parceria com outras entidades, promoveu a cooperação entre instituições de ensino superior, entidades de interface, incubadoras de empresas e parques de ciência e tecnologia da Região Centro, com o objectivo de consolidar um Ecossistema de Inovação, aberto e inclusivo, incorporando uma oferta completa de recursos e infraestruturas com apostas transversais e sectorialmente orientadas para as necessidades específicas de cada projecto inovador e empreendedor. Paralelamente, em 2019, a Universidade de Coimbra foi a entidade portuguesa com maior número de pedidos de registo de patentes, ultrapassando a tradicional supremacia das empresas.
“Sendo este o único ranking mundial que avalia o esforço das instituições de ensino superior para cumprirem o desígnio de termos um mundo melhor - e no preciso momento em que vivemos uma crise pandémica -, destacam-se especialmente as posições da UC no top 20 mundial na área da Saúde e Bem-Estar, no top 40 na luta contra a pobreza e no top 50 na inovação, valorizando em especial o apoio e o contributo da nossa instituição ao Serviço Nacional de Saúde”, explica o Reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão.
O University Impact Ranking tem como objetivo medir o sucesso global das universidades no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para este ranking, é analisada a forma como a investigação, o ensino e a gestão das instituições contribuem para o alcance dos ODS definidos pelas Nações Unidas, constituindo-se como o único instrumento mundial de avaliação destes compromissos.
A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas é constituída por 17 ODS e foi aprovada em setembro de 2015 por 193 membros, resultando do trabalho conjunto de governos e cidadãos de todo o mundo para criar um novo modelo global para acabar com a pobreza, promover a prosperidade e o bem-estar de todos, proteger o ambiente e combater as alterações climáticas.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Barcelos | Regresso gradual das atividades letivas a partir de 18 de maio

IPCA aprova o Plano de Retorno Gradual


O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) vai manter em funcionamento, até ao final do presente ano letivo, as atividades letivas em regime de ensino a distância, à exceção de aulas práticas e laboratoriais que regressam gradualmente ao regime presencial a partir do dia 18 de maio, respeitando as adequadas regras de segurança e com a proteção individual e o distanciamento entre as pessoas. Mantendo-se a avaliação contínua pela via digital, o despacho da Presidente do IPCA que aprova o Plano de Retorno Gradual das atividades presenciais do IPCA, prevê que a avaliação na época de exames decorrerá em regime presencial, à semelhança das provas académicas. 

A Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, considera que este regresso deve “ser ponderado e bem articulado”, sempre de acordo com as recomendações das autoridades competentes. "Temos a responsabilidade de zelar pela segurança da comunidade académica, do bem-estar e saúde de todos. E isso é o mais importante para nós neste momento”, adianta a presidente.

Também a biblioteca José Mariano Gago vai reabrir a partir de 18 de maio, com ocupação reduzida, sendo ainda disponibilizadas duas salas adjacentes que funcionarão como espaços de apoio à biblioteca, especialmente destinadas à consulta e ao estudo, as quais só podem ser utilizadas pelos estudantes desde que utilizem máscaras e luvas.

O plano de retorno gradual do IPCA implica o reforço das regras de segurança e de cuidados de higienização e de saúde, tais como o uso obrigatório de máscara (de acordo com as orientações da DGS) que serão disponibilizadas gratuitamente a toda a comunidade académica; serão colocadas barreiras de proteção na receção das Escolas; serão reforçadas as ações de limpeza e higienização dos espaços utilizados; será disponibilizado gel desinfetante e de outros produtos de limpeza e higienização em todos os espaços do IPCA.

Nos espaços exteriores a circulação vai ser feita de forma articulada e devidamente sinalizada de forma a evitar cruzamentos. Maria José Fernandes adianta que “estas medidas e orientações serão continuamente monitorizadas e avaliadas em articulação com as autoridades de saúde e de proteção civil, podendo ser comunicadas novas orientações e implementadas novas medidas, face à evolução da pandemia e a situações excecionais que assim o possam exigir”.

Em articulação com as entidades oficiais de saúde e de proteção civil, prevê-se que a partir de junho o funcionamento dos serviços do IPCA decorra, maioritariamente, presencialmente, incluindo o atendimento presencial.

Para um melhor conhecimento das medidas aprovadas para o retorno gradual das atividades presenciais, recomenda-se a leitura do Plano Operacional para o Retorno Gradual às Atividades Presenciais no IPCA que se encontra disponível para consulta neste link: https://ipca.pt/covid-19/plano-operacional-para-retorno-as-atividades-presenciais-no-ipca/.

Foi ainda construída uma página de perguntas e respostas no seguinte endereço:https://ipca.pt/covid-19/plano-retorno-perguntas-respostas/. Aqui pode obter resposta às suas dúvidas e ainda enviar-nos as suas questões ou sugestões para atualizar continuamente estas FAQs.

VOLUNTÁRIOS PRODUZEM MÁSCARAS PARA A POPULAÇÃO DO CONCELHO DE TORRES VEDRAS

A Câmara Municipal de Torres Vedras e as 13 juntas de freguesia do concelho encontram-se a distribuir máscaras à população, para fazer face à pandemia de COVID-19. Até ao momento foram distribuídas cerca de 84 000 máscaras, confecionadas por 546 voluntários em todo o concelho. De momento, encontram-se a ser produzidas cerca de 25 000 máscaras.

As máscaras são confecionadas com tecido não tecido (TNT), material validado pela autoridade de saúde local, estando a aquisição do material a cargo do Município. Depois de confecionadas pelos voluntários, a distribuição é feita pelas juntas de freguesia na sua área territorial.

Apesar de, à época, ainda não ser obrigatório o uso de máscara ou viseira para a população em geral, a Proteção Civil de Torres Vedras começou por distribuir máscaras aos estabelecimentos de bens essenciais e à população no dia 18 de abril.

Recorde-se que, no âmbito da atual pandemia, a população mobilizou-se desde cedo, com os voluntários a criar grupos espontâneos nas várias freguesias, a que se associou a iniciativa de associações e escolas, produzindo máscaras, viseiras e fardas de proteção.

A utilização de máscaras tem como objetivo prevenir a dispersão do vírus através da tosse e de espirros, uma vez que um indivíduo potencialmente infetado mas assintomático ou pré-sintomático, se usar máscara, estará a proteger os outros da sua potencial infeção.

As máscaras podem ser utilizadas de forma generalizada pela população, devendo ser considerada enquanto medida complementar que não põe em causa as medidas de distanciamento implementadas até ao momento, nem as recomendações de saúde e etiqueta respiratória.

Ao utilizar máscara está a proteger-se a si e aos outros.

A vida na prisão dos pais que matam filhos. Os que não se suicidam são violentamente agredidos

Choques elétricos, dedos entalados em portas até ficarem partidos, pontapés e murros são as agressões mais comuns sofridas pelos reclusos que matam os filhos. Muitos suicidam-se. Os presos mais jovens são os que mais os agridem. Especialistas reclamam mais psicólogos nas cadeias para acompanhar estes casos.

Naquele dia, como de costume, João Cerqueira Pinto foi buscar a filha à escola e, já em casa, ajudou-a com os trabalhos do dia. Depois, foi para a cozinha preparar o jantar. O seu e o da filha, como também fazia sempre. Maria João, 7 anos, desapareceu uns minutos, para ir à casa de banho. Quando voltou, o pai agarrou-a, pôs-lhe o cinto do roupão à volta do pescoço e sufocou-a. «Inclinei-me e puxei as pontas do cinto. Ela estrebuchou um pouco, mas não gritou», contou o homem que, em 2009, chocou a população de São Mamede de Infesta, Matosinhos, com o homicídio da filha. Este é apenas um de muitos casos de pais que matam os filhos.

Um ano mais tarde, João Cerqueira Pinto foi encontrado enforcado na cadeia de Paços de Ferreira, nu da cintura para baixo. O homem, que a vizinhança e amigos consideravam um pai extremoso, muito apegado à criança, nunca explicou o que o tinha feito matar a filha. Durante o julgamento disse apenas que estava «perturbado» pelo divórcio recente. E terá sido por isso que, depois do crime, enviou uma mensagem escrita à mãe da criança a contar o que se tinha passado.

Colocado em prisão preventiva na cadeia de Custóias, em Matosinhos, tentou suicidar-se, depois de sofrer alguns episódios de psicose e alucinações. Foi transferido posteriormente para a ala psiquiátrica do hospital-prisão de Caxias, onde ficou durante algum tempo em vigilância. Foi, depois, enviado para Paços de Ferreira, e recebido num clima de grande tensão pelos outros reclusos. No dia da sua chegada foi insultado e ameaçado, tendo acabado por se suicidar, em 2010.

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) conta que «este tipo de recluso tem de ficar permanentemente separado dos outros, para prevenir este tipo de situações». «Não há regras nenhumas e temos de ser nós, guardas, a tentar minimizar os danos. As agressões são frequentes e muitas são evitadas porque conseguimos intervir», remata. Situações que poderiam evitar-se se «os reclusos fossem separados por tipologia de crime».

Choques eléctricos, dedos entalados em portas até ficarem partidos, pontapés e murros (principalmente na cabeça) são as agressões violentas mais comuns sofridas pelos reclusos que cumprem pena por filicídio (assassínio dos próprios filhos). Jorge Alves confirma que os pais que matam os filhos são recebidos com muita animosidade pelos outros presos, e que na maioria dos casos sofrem agressões físicas e verbais de forma continuada. Estes homicidas especiais tentam muitas vezes o suicídio, por «peso na consciência» e «para fugir às pressões de que são alvo».
Foi o que aconteceu também a Francisco Esperança, que em 2012 matou a mulher, a filha e a neta, acabando enforcado no Estabelecimento Prisional de Lisboa, para onde tinha sido enviado por receio de represálias por parte dos outros reclusos, já que estes «nunca deixam passar em branco este tipo de crimes que envolvem crianças».
O bancário reformado, licenciado em Direito, causou reboliço na prisão quando a população prisional soube de quem se tratava. Foi preciso acalmar os ânimos aquando da sua chegada ao estabelecimento. Francisco Esperança era o homicida de quem todos falavam na altura – tinha dizimado toda a família, matando-a à catanada, num dos crimes mais sangrentos de que há memória. O massacre fez inúmeras manchetes de jornais e foi considerado um dos piores crimes de sempre no nosso país. Segundo apurámos, houve quem fizesse apostas para saber «quanto tempo ia durar». Dias depois da sua chegada à prisão, enforcou-se na cela com os lençóis da cama, a 17 de Fevereiro de 2012. O Ministério Público (MP) abriu um inquérito para apurar o que tinha, de facto, acontecido.
Um outro alegado filicida foi encontrado morto na cela da cadeia anexa à Polícia Judiciária (PJ) do Porto. Não se sabe ainda se António Reis, suspeito da morte da ex-companheira e do filho de ambos, se suicidou com ingestão de medicamentos ou se teve morte natural. O crime que o levou à cadeia tinha ocorrido dias antes, em Ermesinde. E o dia 23 de Julho do ano passado foi, para uma das vítimas, Marinha Gonçalves, a sua ex-companheira, igual a tantos outros. Foi trabalhar, e depois do expediente, jantou em casa de familiares, como fazia várias vezes por semana.
Naquela noite, regressava calmamente ao apartamento onde vivia apenas com o filho de cinco anos, que já se tinha recusado estar com o pai algumas vezes, porque «tinha medo dele». Foi com o pretexto de ver a criança que António Reis se dirigiu à porta do prédio onde Marinha Gonçalves e o filho moravam. Esperou que ambos saíssem do carro para os abordar. A mulher pegou no filho ao colo e dirigiu-se até à porta. Não chegou a entrar. Mãe e filho foram baleados, a mulher no pescoço, a criança na cabeça. Ainda foram levados com vida para o Hospital de São João, no Porto, mas acabaram por falecer ali mesmo. António Reis foi preso horas depois do crime e colocado numa cela com outros dois detidos para, segundo a PJ, evitar o suicídio. O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto abriu um inquérito para averiguar a causa da morte.
É também por medo de represálias, pelo alarme social que o crime provocou, e para evitar o suicídio, que João Barata – homicida confesso do filho de cinco meses, morto à facada – se encontra em prisão preventiva no Hospital Prisional de Caxias. Durante uma discussão por telefone (no passado mês de Março, em Linda-a-Velha) com a companheira e mãe do bebé, João Barata ameaçou, como já tinha acontecido inúmeras vezes, matar o filho – fazia-o sempre que a companheira falava em terminar a relação. Alarmada, a mãe da criança – nesse dia, o miúdo estava com o pai – ligou para a PSP, que chegou à habitação já depois de o crime ter ocorrido. Os agentes e os bombeiros encontraram Henrique com uma faca de cozinha espetada lateralmente no peito, deitado na cama. Alguns bombeiros tiveram mesmo que se afastar do local do crime, para recuperarem do choque.
Antes de ser detido, o alegado homicida fotografou o crime e enviou as imagens à mãe do bebé, como forma de castigo, e para provar que, desta vez, tinha passado da ameaça à prática. Apesar da constante vigilância na cadeia, João Barata já se envolveu em brigas com outros reclusos e não tem contado com o apoio de familiares, nem de amigos – raras vezes recebe visitas.

O «abandono» por parte dos familiares e amigos é comum quando se trata de pais que matam filhos, apesar dos remorsos que muitos demonstram

Jorge Alves diz que estes homicidas sentem, frequentemente, «uma culpa muito grande». «Não querendo justificar os crimes», sublinha, «muitos destes reclusos cometem os homicídios num acto de loucura e arrependem-se logo». «A culpa e as pressões levam-nos ao suicídio.» Vítor Ilharco, secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR), acredita que muitos destes suicídios «não acontecem logo porque num primeiro momento há uma grande vigilância destes homicidas». «É preciso destacar psicólogos para as cadeias, já que, com estes profissionais, nunca se permitiria, por exemplo, que um homicida dividisse a cela com reclusos de crimes menores», sustenta.
Fernando Almeida, psiquiatra forense, autor do livro Homicidas em Portugal, explica o que leva, tantas vezes, os filicidas ao pôr termo à própria vida. «Estamos a falar de crimes consanguíneos e, por isso, diferentes de todos os outros. Quem os pratica está ligado à vítima por laços de afeto. O filicídio é um ato cometido, muitas vezes, num quadro psicótico.»
O psiquiatra sublinha ainda que «quando o filicida volta ao estado normal constata que fez uma enormidade». Segundo o psiquiatra forense, seria necessário maior intervenção de psicólogos e psiquiatras nas cadeias. Opinião partilhada por Jorge Alves, que acredita que filicidas e pedófilos «deveriam ter terapias». Para fugir às agressões, os filicidas optam, com frequência, pelo isolamento, mantendo-se fechados na cela. É o caso de Vanessa, a cumprir pena de 11 anos pelo homicídio da filha recém-nascida, que atirou a um poço, em conluio com o pai da bebé. Isolou-se das restantes reclusas quando chegou à prisão. Tem-se mantido assim.
Leonor Cipriano «tem-se mantido afastada de confusões», depois de ter acusado inspectores da PJ de tortura e agressões
Quem também se afastou da restante população prisional foi Leonor Cipriano, presa pela morte da filha Joana, em 2004. Está a cumprir pena de 16 anos em Odemira, onde, ´«se tem mantido afastada de confusões», depois de ter acusado inspectores da PJ de tortura e agressões. O tio da criança, João Manuel Cipriano, condenado a 16 anos pela morte da sobrinha, também está preso, no Estabelecimento Prisional de Belas, na Carregueira, sob vigilância permanente – a mesma prisão onde o antigo apresentador de televisão Carlos Cruz e o ex-presidente do Benfica Vale e Azevedo, cumpriram pena.
Em 2003, Catarina Filipa, com pouco mais de dois anos, foi maltratada até à morte pelo pai, José Gomes, e pela madrasta, Clara Moreira. Em Ermesinde, ainda hoje se fala no assunto nos cafés e pela vizinhança – a criança tinha marcas de penetração vaginal e anal, sinais de violência física e de abusos sexuais continuados. Inicialmente, a madrasta foi encaminhada para a cadeia de Custóias mas, quando souberam por que estava lá, as outras reclusas revoltaram-se e Clara Gomes acabou por cumprir parte da pena em Felgueiras. Hoje foi recolocada em Santa Cruz do Bispo, Matosinhos, com sinais de depressão.
«Para evitarem agressões, muitos reclusos pedem transferência, que não é facilitada pelo sistema, mesmo quando o motivo é a integridade física das pessoas», explica Vítor Ilharco, secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio ao Recluso (APAR). A mesma fonte afirma ainda que os filicidas «são agredidos selvaticamente quando chegam à prisão». «Muitas vezes, os guardas fecham os olhos e até são eles quem informam os outros condenados sobre o tipo de crime cometido por quem chega de novo.»

«Desgraçaste a minha vida, agora vou desgraçar a tua»

Há, porém, filicidas que dizem não se arrependerem dos crimes que cometeram. É o caso de Kelly Oliveira que, em dezembro de 2012, matou os filhos, de um e de dois anos. Poucos dias antes do Natal, ateou fogo à habitação onde morava com o marido, em Alenquer, provocando a morte das crianças. Depois de abandonar a casa em chamas, deixou um bilhete ao companheiro. «Desgraçaste a minha vida, agora vou desgraçar a tua», podia ler-se.
Ligou também à sogra a contar o que tinha feito de forma fria e calculista, segundo a acusação. Em Tribunal, onde foi condenada a 24 anos de cadeia, justificou o crime alegando que se queria vingar do marido e da sogra. Recusou pedir desculpa e não mostrou sinais de arrependimento. Kelly Oliveira foi inicialmente colocada num hospital psiquiátrico, em Coimbra, por dois motivos. Para receber tratamento e como medida de segurança para evitar eventuais retaliações na cadeia.
Os casos chocantes de pais que matam filhos e os torturam até à morte são muitos. Foi também esse o fim de vida trágico da pequena Leonor, que teve morte lenta e agonizante. Em Agosto passado, o pai colocou-a, alegadamente, em água a ferver para que a bebé parasse de chorar. Segundo a acusação, cobriu posteriormente o corpo da filha com sal e calou o choro compulsivo com vinho, para não chamar a atenção dos vizinhos.
Depois de uma tortura de longas horas e vendo que a bebé tinha deixado de reagir, a mãe contactou o INEM. O cenário encontrado chocou médicos e enfermeiros. Leonor tinha 50 por cento do corpo queimado e parte da pele estava ainda a boiar na água da banheira. Emanuel Mário ficou detido e pediu protecção na cadeia, onde se tem tentado manter afastado dos outros reclusos.
Em Novembro de 2010, Sandra Monteiro também matou o filho Tiago, de 2 anos, afogando-o numa ribeira em Rio de Mouro. A mulher chegou a inventar um outro cenário às autoridades, dizendo que cinco homens teriam afogado a criança, tese que não convenceu as autoridades. Logo após o crime tentou suicidar-se, mas acabou detida e acusada. Foi condenada pelo Tribunal de Sintra a 18 anos de cadeia por homicídio qualificado.

Foi mergulhada em água a ferver e queimada com um ferro como castigo por não querer viver com Aurora, acabando por não resistir às lesões

Vanessa Filipa, criança de cinco anos, foi assassinada pela avó e pelo pai, em 2005, no Bairro do Aleixo, no Porto, por se recusar a dizer às assistentes sociais que queria viver com a avó. Vanessa estava a ser criada por uma mãe adoptiva, mas o processo ainda não estava concluído. A menina continuava a ver a avó esporadicamente, que entretanto ficou a saber por uma vizinha que, se pedisse a guarda da neta, teria direito a um subsídio por parte da Segurança Social. Foi mergulhada em água a ferver e queimada com um ferro como castigo por não querer viver com Aurora, acabando por não resistir às lesões.
Quando o pai e a avó perceberam que Vanessa estava morta, encenaram um rapto, afirmando que a menina tinha desaparecido na feira. A essa altura, num domingo de manhã, já o corpo de Vanessa se encontrava no Rio Douro. Quando resgataram o corpo à água, ficou imediatamente clara a tortura a que tinha sido sujeita – as marcas das queimaduras eram bem visíveis. A família de Vanessa era acompanhada por técnicos do Rendimento Social de Inserção, mas não a sinalizaram como estando em risco.

Foi aberto um processo de averiguações logo após a morte da criança para se apurarem eventuais responsabilidades. Também a família de Maria Isabel (Bia), de dois anos – alegadamente morta à pancada pelo padrasto, no início do mês de Março –, estava sinalizada pelo núcleo da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco, de Loures, desde Setembro de 2014, altura em que surgiram os primeiros sinais de violência física. O companheiro de Cátia Teixeira, de 24 anos e mãe da criança, tomava conta da menina e do irmão, também ele vítima de maus tratos. Para Bia e para tantas outras crianças a ajuda não chegou a tempo.
Texto: Cynthia Valente | WIN Porto
Fonte Impala: 
https://www.impala.pt/noticias/portugal-e-o-mundo/prisao-pais-matam-filhos/?utm_medium=Notification&utm_source=OneSignal&utm_campaign=OneSignal

Cantanhede | Melhoria de condições para aulas online


Câmara entrega equipamentos a estudantes


A Câmara Municipal de Cantanhede, em parceria com os agrupamentos de escolas do concelho, sinalizou os alunos dos 1.º, 2.º, 3.º ciclos e ensino secundário, que não podem assistir as aulas em casa por não terem computador e/ou acesso à internet.
Resultante da parceria entre o Município e os Agrupamentos de Escolas e como medida de apoio social para que nenhum aluno fique privado do direito universal de acesso à educação, “de acordo com o levantamento feito pelos agrupamentos de escolas” junto das famílias que não têm condições económico-financeiras para adquirir os equipamentos necessários para o ensino à distância, foi desenhada uma estratégia para colmatar estas necessidades.
Assim e perante a disponibilização dos equipamentos (a falta de computador na residência dos alunos foi minimizada com o equipamento existente nos estabelecimentos) pelas escolas num trabalho em parceria, o Município adquiriu equipamento de acesso móvel à Internet, válido por três meses, com capacidade 30 GB mensais, cedido às famílias a título de empréstimo.
O acesso à internet foi garantido pelo Município, adquirindo 105 routers (reutilizáveis) e cartões de acesso móvel à internet com tráfego incluído até ao final do ano letivo, cujo valor total ascendeu a 7.619,85 euros.
O vice-presidente da Câmara Municipal, Pedro Cardoso, que detém o pelouro da Educação, referiu que “o objetivo maior, numa perspetiva de igualdade de oportunidades e de justiça social, foi sempre assegurar aos alunos desfavorecidos social e economicamente, e que não tinham meios para acompanhar o ensino à distância neste período lectivo, as condições necessárias para aceder aos conteúdos online, às aprendizagens essenciais e a trajetos educativos marcados pelo sucesso”.
Estas medidas estão englobadas num pacote mais amplo de apoios sociais e económicos definidos pela autarquia para minimizar os efeitos da Covid-19, e que são permanentemente reavaliadas.
Numa perspetiva de futuro, estão a ser avaliadas novas respostas, para evitar que os desafios colocados ou novos cenários que se venham a colocar pela nova realidade da pandemia, e que implique novamente o encerramento das escolas, constituam um impedimento ao sucesso escolar dos nossos alunos, de modo especial para os alunos que não dispõem dos meios necessários para poderem acompanhar as aulas à distância”, sublinhou o autarca.


PONTE VELHA DE SILVES FOI CLASSIFICADA MONUMENTO DE INTERESSE PÚBLICO E SERÁ ALVO DE REABILITAÇÃO MUITO EM BREVE

Ponte Romana de Silves, Fotos de, Silves . Algarve - ROTAS TURISTICAS
A Ponte Velha de Silves, sobre o rio Arade, foi classificada Monumento de Interesse Público. Esta classificação vem, assim, reconhecer o valor cultural deste imóvel, ícone de Silves e marco histórico nas acessibilidades ao Barlavento algarvio, cuja origem remontará a meados do século XIV.
O Município de Silves congratula-se com esta classificação por parte do Estado, resultante do empenho e esforço da autarquia silvense em tomar medidas de proteção deste monumento histórico da cidade, e apresenta-se como o 12.º monumento do concelho classificado Monumento de Interesse Público, juntando-se, assim, à Cisterna Islâmica da Rua do Castelo, Ermida da Nossa Senhora do Pilar, Igreja Paroquial de Alcantarilha, Castelo de Alcantarilha, Igreja Matriz de São Bartolomeu de Messines, Fortaleza de Armação de Pêra, Pelourinho de Silves, Igreja de São Francisco, Quinta da Cruz, Ermida da Nossa Senhora dos Mártires e à Igreja da Misericórdia de Silves

Note-se que a classificação da Ponte Velha de Silves como Monumento de Interesse Público reflete os critérios relativos não só ao seu caráter matricial, mas também ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva. A definição da zona especial de proteção (ZEP) tem em vista a valorização do imóvel enquanto bem cultural, considerando a sua implantação e a sua relação com a paisagem e a malha urbana da envolvente, e respeitando os nexos do lugar e da sua história.

De salientar que a ponte velha será alvo de obras de reabilitação construtiva e estrutural, tendo o Município concluído, recentemente, o processo de adjudicação da obra. Esta intervenção, cujo investimento ronda os 355 mil euros, incluirá trabalhos de conservação, restauro e reforço com o objetivo de estabilizar os processos de degradação, reforçar estruturalmente a obra-de-arte, melhorar os acessos e circulação e harmonizar em termos estéticos todo o conjunto.

» sobre a Ponte Velha

Designada frequentemente por “ponte romana”, a sua construção não será tão remota. Em contraste com a robustez das obras romanas apresenta tabuleiro pouco espesso e em cavalete, o talhe dos blocos, mais pequenos e com marcas de canteiro, a tipologia das aduelas e o grande vão dos arcos evidenciam uma fábrica medieval. Por outro lado, as marcas de canteiro surgem logo na base da infraestrutura, o que juntamente com as características medievais dos silhares indicia a ausência de fundações anteriores. Na verdade, não foi detetada a reutilização de quaisquer elementos de construções antigas, além de que as descrições da cidade no período islâmico, ou mesmo a do cruzado anónimo, em 1189, não fazem referência a qualquer ponte.

A primeira referência conhecida remonta a 1439, quando nas cortes de Lisboa, os silvenses lastimavam que a ponte tivesse ruído na sequência de uma grande cheia, pedindo a intervenção do rei para a sua reconstrução. As obras decorreram nos anos seguintes, embora dilatadas pelo tempo, dado que em 1459 ainda não estavam concluídas. Em 1473 os trabalhos estavam terminados, tal como as obras da Sé, congratulando-se os representantes de Silves, nas cortes de Évora, com o apoio de D. Afonso V e com a ajuda divina. Refira-se que D. Álvaro de Pais, bispo de Silves (1334-1352), havia lançado uma maldição sobre a cidade, segundo a qual as obras na ponte e na Sé jamais se concluiriam, praga que, desta forma, não se concretizaria, mas que permite concluir que as obras já decorriam em meados do século XIV.

A impetuosidade do rio causou, até à construção da barragem, em 1956, danos consideráveis na infraestrutura destruindo-a com alguma frequência. Em 1600 encontravam-se desmoronados dois arcos, já reparados em 1621.

Construída com blocos aparelhados de grés de Silves, tem atualmente 76 m de comprimento, por 5,5 m de largura. Apresenta cinco arcos de volta perfeita, intercalados por talha-mares piramidais de tripla face que suportam o tabuleiro em cavalete ligeiro, com guardas laterais e mirante. Este último, construído aquando de uma nova intervenção, agora em 1716, marcaria o centro da ponte, que teria um comprimento total de 96,60 m. Esta campanha, levada a efeito por um dos mais notáveis mestre-pedreiro da época, Inácio Mendes teve, mais uma vez, como objetivo a reconstrução de dois arcos, que haviam desmoronado, junto à margem direita. Dela resultou ainda, o parapeito semicilíndrico em grés e a obstrução de pequenos arcos de descarga, que existiam por cima dos talha-mares, dando ao monumento a configuração que hoje ostenta.

Até à inauguração da ponte de Portimão (1876) todo o tráfego terrestre destinado ao barlavento algarvio era feito exclusivamente por Silves. Em 1963, face a problemas estruturais, que a ponte vinha a apresentar, foi substituída por uma nova infraestrutura. Poucos anos antes uma ponte provisória, em madeira, permitiu a travessia do rio, até à sua destruição por uma cheia. A construção da avenida marginal viria a amputar o acesso direto ao tabuleiro da ponte velha, sendo, a partir de então, convertida em pedonal.

Volvidos cerca de 700 anos da sua construção a ponte incongruentemente “romana” é um ícone de Silves e um marco histórico nas acessibilidades ao barlavento algarvio.