quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Equipamento cultural promove inúmeras atividades. Biblioteca Municipal de Cantanhede abriu as portas há 30 anos no atual edifício

 
Foi a 21 de setembro de 1992, Dia de São Mateus, que a Biblioteca Municipal de Cantanhede abriu as portas ao público no atual edifício. Isto depois da inauguração formal ter decorrido a 25 de julho do mesmo ano, feriado municipal.
A instituição associou a comemoração desta efeméride a uma atividade realizada no âmbito das Tardes Comunitárias: a presença de Elsa Ligeiro, da editora Alma Azul, para uma Conversa sobre José Saramago e a sua “A bagagem do viajante”. Isto porque este ano assinala-se o centenário de nascimento do escritor português, Nobel da Literatura em 1998.
Pedro Cardoso, vice-presidente do Município de Cantanhede, fez questão de relembrar “o importante papel que a Biblioteca Municipal tem vindo a realizar no enriquecimento cultural da comunidade concelhia e na democratização do acesso aos bens e valores da cultura”, adiantando que “além de centro local de acesso ao conhecimento, à informação, à leitura e aos livros, tem sido uma grande instituição cultural, educativa e lúdica, afirmado-se cada vez mais como um espaço dinâmico, de cidadania e promoção da democracia”.
A Biblioteca Municipal de Cantanhede integra a Rede Nacional de Leitura Pública, projeto nacional que teve início em 1987. Tratando-se de uma unidade documental de tipologia média, uma BM 2 (unidades que servem concelhos entre 20 mil e 50 mil habitantes, com áreas de 1.345 m2), a Biblioteca Municipal de Cantanhede presta serviço à população no seu edifício, mas também de forma descentralizada.
Na sua oferta cultural, educativa e lúdica, disponibiliza uma biblioteca itinerante que percorre o concelho, com visitas quinzenais aos jardins de infância e escolas básicas do 1.º ciclo, e tem um polo sazonal na Praia da Tocha, que funciona entre junho e setembro. A estes serviços, acresce um polo de leitura que funciona semanalmente no Centro de Medicina de Reabilitação Física Rovisco Pais, na Tocha.
Enquanto espaço de cidadania e de promoção de democracia, promove atividades de tipologia diversa, em torno do livro e da leitura, do teatro, da arte, da escrita, da música, entre tantas outras. Espaço de múltiplas vivências, a Biblioteca de Cantanhede oferece documentos e atividades para todos os públicos, de todas as idades. Os seus serviços são gratuitos e o acesso aos mesmos é livre.
Dotado de instalações modernas e funcionais, o atual edifício dispõe de um auditório com lotação de 120 lugares – para a realização de conferências, colóquios e debates -, um átrio com condições privilegiadas para exposições, uma sala de leitura, um espaço dedicado às crianças que inclui ludoteca e bebeteca, sala de audiovisuais, além de um bar e outros serviços de apoio.
O seu fundo bibliográfico é constituído por um total de cerca de 58.000 documentos, dos quais 47.000 são livros, e inúmeros produtos em suporte digital, tais como DVD's e CD’s.



Associações de regantes denunciam custos insuportáveis da energia e pedem reforço dos apoios públicos à instalação de renováveis

A Federação Nacional de Regantes de Portugal reuniu a 9 de setembro com o Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, e expos as preocupações das associações de regantes com o aumento exponencial do preço da energia elétrica, que está a ter grande impacto nos custos de distribuição da água à agricultura.
Também a sobretaxa da energia (Decreto-Lei nº 33/2022, que estabelece um mecanismo temporário de ajuste dos custos de produção de energia no âmbito do mercado ibérico de eletricidade) veio trazer um agravamento de 40% a 50% do custo da eletricidade dos agricultores e das associações de regantes com contratos indexados, e o consequente aumento do custo da água, num ano já marcado pela seca e pela subida do preço de todos os fatores de produção agrícola.
A FENAREG solicitou ao Secretário de Estado Rui Martinho a abertura de um novo concurso no PDR2020 para apoio à instalação de painéis fotovoltaicos nos regadios coletivos, visando aumentar a autossuficiência energética a partir de fontes renováveis e reduzir os custos de distribuição de água aos agricultores.
A Federação tem vindo a reivindicar junto do Governo medidas que promovam a sustentabilidade energética do regadio, nomeadamente:

  • O aumento dos apoios à eletricidade verde para 40% a 50% do valor fatura, e a elegibilidade das Associações de Regantes a este apoio;
  • A implementação de contratos de eletricidade sazonais, adequados à atividade da rega, com a possibilidade de variar a potência contratada ao longo do ano;
  • E o apoio à criação de comunidades energéticas nos sistemas coletivos de regadio, com base em energias renováveis.
As associações de regantes, que gerem 40% da área de regadio em Portugal, também manifestaram muita preocupação com a intenção de aplicação de uma Taxa de Beneficiação nos Aproveitamentos Hidroagrícolas. Esta taxa, incidindo sobre as obras futuras, mas também com efeitos retroativos, irá trazer um aumento das despesas do regadio coletivo e consequentemente dos agricultores, situação incomportável no período crítico que atravessamos.
 “A agricultura de regadio é um setor estratégico para a soberania alimentar do nosso país e não pode ficar para trás num momento em que o Governo anuncia um pacote de medidas de 1,4 mil milhões de euros para ajudar as empresas a enfrentar o aumento dos custos da energia”, afirma José Nuncio, presidente da FENAREG. “As taxas e sobretaxas que pesam sobre os regantes devem ser aliviadas e implementados os tão necessários apoios públicos à modernização do regadio coletivo, visando um uso eficiente da água e da energia e a descarbonização da agricultura”, conclui.
A FENAREG é uma associação de utilidade pública, sem fins lucrativos, de âmbito nacional, fundada em 2005, que agrupa entidades dedicadas à gestão da água para rega, tanto superficial como subterrânea, com o objetivo de unir esforços e vontades na defesa dos seus legítimos interesses e na promoção do desenvolvimento sustentável e da competitividade do regadio. Atualmente conta com 30 associados que representam mais de 27 mil agricultores regantes, que significa mais de 95% do regadio organizado nacional.

IPDJ: Semana Europeia do Desporto (SED)

 
A Semana Europeia do Desporto (SED) é uma iniciativa da Comissão Europeia coordenada, em Portugal, pelo Instituto Português do Desporto e Juventude.
À semelhança de edições anteriores, o tema desta 8.ª edição é #BeActive, decorrendo entre 23 e 30 de setembro, com inúmeras atividades para toda a família de norte a sul do país e ilhas.
Tem como objetivo promover o desporto e a atividade física em toda a Europa, junto de todos os cidadãos e cidadãs. Neste sentido são desenvolvidas e promovidas um conjunto de iniciativas que contribuem para alcançar este desígnio.
O principal tema da campanha é ser #BEACTIVE, incentivando cada um a ser ativo, não só durante a SED, mas ao longo de todo o ano, adotando um estilo de vida saudável.
O desporto tem o poder de superar velhas divisões e criar o laço de aspirações comuns.
A nível nacional destaca-se a BeActive Night Famalicão e BeActive Familia Jamor, no dia 24 de setembro.
Ao nível da Direção Regional do Centro do Instituto Português do Desporto e Juventude o destaque vai para «Youth Sport LaB» a desenvolver nos Serviços de Coimbra do IPDJ, no dia 23 de setembro, com a temática ligada ao «Desporto na Natureza e Sustentabilidade Ambiental».
Mas, em toda, a Região Centro (distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu) pode encontrar um vasto programa que visa combater o sedentarismo e proporcionar atividade física a toda a família, visando o combate ao sedentarismo e ajudar a todas e a todos a ser mais ativos/as e saudáveis.
Para mais informações (programa de atividades e como participar nas mesmas) pode consultar a página https://beactiveportugal.ipdj.pt/ .

Braga | O I Dia da Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa será celebrado nos próximos dias 1 e 2 de Outubro

> A iniciativa, que nasce com carácter anual, dará a conhecer os valores culturais materiais e imateriais da Semana Santa, fora da época da sua celebração
 
> Durante os dias da sua celebração, cada localidade que integra a Rede, onde se inclui Braga, organiza atividades que decorrerão, de forma simultânea, em cada um dos lugares
 
> Entre a diversificada programação incluem-se entradas gratuitas nos museus da Semana Santa e Irmandades, visitas a oficinas de arte sacra e de criação artística contemporânea, visitas guiadas temáticas sobre a Semana Santa, concertos e um concurso de desenho infantil.
 
O I Dia da Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa celebra-se nos próximos dias 1 e 2 de Outubro. Trata-se de uma iniciativa organizada pela própria Rede Europeia que nasce com carácter anual e permitirá dar a conhecer os valores culturais, materiais e imateriais da Semana Santa, fora da época da sua celebração, para além de oferecer uma oferta turística e cultural para o público local e visitante.
 
Durante os dias em que terá lugar, cada localidade membro da Rede organiza actividades que decorrerão de forma simultânea em todos os locais que integram a mesma. Entre a diversificada programação incluem-se entradas gratuitas nos museus da Semana Santa e Irmandades, visitas a oficinas de arte sacra e de criação artística contemporânea, visitas guiadas temáticas sobre a Semana Santa, concertos de música, num total de cerca de 30 actividades que se podem consultar online em www.holyweekeurope.com.
 
Em Braga, no dia 2 de outubro, entre as 9h30 e as 12h30 h e das 14h30 às 17h30, a entrada é gratuita no Tesouro-Museu da Sé Catedral de Braga.
 
Concurso de Desenho Infantil
Integrado neste programa, a Rede Europeia está a promover um Concurso de Desenho Infantil, de âmbito europeu, com o objectivo de dar a conhecer a forma como as crianças de diferentes pontos da Europa vivem esta festa. Podem participar crianças entre os 7 e os 12 anos, tanto individualmente como em grupo. O prazo de apresentação dos trabalhos é o dia 30 de Setembro. A decisão do júri será conhecida entre os dias 10 e 14 de outubro de 2022, com prémios de material escolar para os vencedores. Será criada uma exposição virtual, na página Web da Rede Europeia, onde poderão ser observados os trabalhos de todos os participantes. O regulamento pode ser consultado em www.holyweekeurope.com.
 
Mais sobre a Rede Europeia
A Rede Europeia de Celebrações da Semana Santa e Páscoa foi criada em 2019 e faz parte da Fundação Italiana Federico II, representando os municípios de Palermo e Caltanissetta, da Sicília, Itália; o município de Birgu, em Malta; a Comissão de Quaresma e Celebrações da Semana Santa, em Braga, Portugal; as Representações da Paixão de Cristo, em Skofja Loka, Eslovénia; os municípios que fazem parte da rota Caminos de Pasión (Alcalá la Real em Jaén, Baena, Cabra, Lucena, Priego de Córdoba e Puente Genil em Córdoba e Carmona, Écija Osuna e Utrera em Sevilha). Também dentro da geografia espanhola encontramos Orihuela em Alicante; Lorca, em Múrcia e Viveiro, em Lugo.
 
Esta Rede tem como objetivo promover e divulgar o património cultural, tanto material como imaterial, relacionado com as comemorações da Semana Santa e da Páscoa, através de ações que valorizem este património, promovam o desenvolvimento turístico sustentável e contribuam para a salvaguarda do património imaterial através de trabalhos científicos e de investigação. Da mesma forma, o seu principal objetivo é unir forças e sinergias para consolidar um modelo de estudo, salvaguarda e divulgação do património das tradições da Semana Santa e da Páscoa na Europa.
 
Abel Rocha

Pedro Carrana Galardoado com Prémio de Mérito Profissional em Espanha

 
No próximo dia 30 setembro e 1 Outubro, irão decorrer em Mérida (Badajoz - Espanha) as XXIII Jornadas Técnicas de Prevenção de Riscos Laborais e a Cerimónia dos Prémios Nacionais e Internacionais de Prevenção de Riscos.
Será nesta cerimónia que Pedro Carrana irá receber um Prémio de reconhecimento pelo seu mérito profissional, pela carreira e trabalho que tem desenvolvido na área das Ciências Sociais.
Trata-se do Prémio Prof. Dr. D. Rafael Ruiz Calatrava, criado pelo Consejo General de Profesionales para la Seguridad y Salud en el Trabajo de España (CGPSST), que anualmente reconhecem o mérito e o percurso profissional de pessoas e instituições.
Pedro Carrana, Doutorado em Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho, é actualmente Diretor do Departamento de Desenvolvimento Social, Saúde e Ambiente da Câmara Municipal de Coimbra.


Novo sismo no México, abalo de 6.9 leva milhares de residentes da capital para a rua


Um sismo de magnitude 6.9 na escala de Richter foi hoje registado no centro do México, acionou os alarmes sísmicos e levou centenas de milhares de residentes da Cidade do México a sair para a rua.
A chefe do governo da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, indicou que todos os 'drones' (aparelhos não tripulados), que sobrevoam a cidade, "não registaram quaisquer danos, até ao momento", de acordo com uma mensagem escrita na rede social Twitter
O sismo ocorreu à 01:16 (07:16 em Lisboa) com epicentro a 81 quilómetros a sul de Coalcomán, no estado de Michoacán, na costa ocidental do país, onde também tinha sido registado, na última segunda-feira, um terramoto, com uma magnitude inicial de 6.5, posteriormente corrigida para 6.9, de acordo com o serviço sismológico do México.
O fenómeno ocorreu depois do sismo que abalou o México na segunda-feira, menos de uma hora depois do simulacro realizado em todo o país, a cada 19 de setembro, para assinalar os terramotos de 1985 e de 2017, ocorridos nesta data e considerados os mais destrutivos na história recente do México.
Na sequência do sismo de segunda-feira, de magnitude 7.7, duas pessoas morreram e dez ficaram feridas no ocidente do México. Desde então, já foram registadas mais de mil réplicas.
As autoridades da capital mexicana ativaram protocolos de vigilância, mas afastaram até agora a ocorrência de quaisquer danos.
O sismo de 19 de setembro de 1985 causou 20 mil mortos e o de 2017 cerca de 370.

SIC Notícias/Lusa
Imagem: G1-Globo

Mais de 200 baleias-piloto morrem encalhadas na costa da Tasmânia

Apesar de ser comum baleias darem à costa na Tasmânia, as causas destes fenómenos não são totalmente conhecidas.
Cerca de 200 baleias-piloto, também conhecidas como golfinhos-piloto, morreram depois de terem encalhado na costa oeste da Tasmânia, na Austrália, apesar das tentativas de resgate, anunciaram hoje as autoridades locais.
Um grupo de cerca de 230 cetáceos encalhou perto do porto de Macquarie na quarta-feira, dia em que o Ministério dos Recursos Naturais e Ambiente do Estado da Tasmânia disse que “cerca de metade dos animais está viva”.
No entanto, ondas fortes causaram a morte de mais mamíferos marinhos durante a noite, disse o coordenador do Serviço de Parques e Vida Selvagem da Tasmânia, Brendon Clark.
Fizemos a triagem dos animais ontem [quarta-feira] como parte da avaliação preliminar e identificamos os animais que tinham a melhor hipótese de sobrevivência (…). Hoje estaremos concentrados nas operações de resgate e libertação”, salientou.
Há quase dois anos, na mesma zona, quase 500 golfinhos-piloto a ficarem presos em terra, dos quais apenas cerca de 100 sobreviveram.
As razões para estes fenómenos não são totalmente conhecidas, mas os cientistas têm sugerido que podem ser causados pela dispersão de alguns membros de grupos de cetáceos depois de se alimentarem muito perto da costa.
Como as baleias-piloto são animais muito sociais, podem seguir esses membros do grupo que se perdem e ficar em perigo.
O cientista marinho da Griffith University Olaf Meynecke explicou à agência de notícias Associated Press ser invulgar encontrar cachalotes presos na praia, mas explicou que o aquecimento global pode estar a mudar as correntes oceânicas e alterar as rotas da comida tradicional das baleias.
Nestes casos, os animais “deslocam-se para outras zonas e procuraram outras fontes de alimentos”, disse Meynecke.
No entanto, “quando fazem isso, já não estão na melhor condição física porque podem estar a morrer de fome, o que pode levá-los a correr mais riscos e talvez a aproximar-se demais da costa”, concluiu.

SIC Notícias/Lusa
Imagem: Veja