sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Andebol/Europeu: Portugueses querem “continuar em grande” frente à vice-campeã Suécia


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Os jogadores da seleção portuguesa de andebol manifestaram-se confiantes em vencer a anfitriã Suécia e "continuar em grande" no Euro2020, mas reconheceram que terão pela frente "um adversário fortíssimo" na estreia no Grupo II da ronda principal.
"Estamos preparados e confiantes. Temos vindo a fazer um grande Europeu, mas vai ser outro jogo duro, em que temos de estar muito bem, não podemos cometer alguns erros que cometemos com a Noruega. Temos grandes possibilidade de ganhar e continuar em grande neste Europeu", observou Pedro Portela.
O "descontrolo" emocional perante algumas decisões dos árbitros e erros de finalização na sua zona de ação foram algumas das causas apontadas pelo ponta direito para explicar a derrota por 34-28 com os noruegueses, no último encontro do Grupo D da ronda preliminar, disputado em Trondheim.
"Fizemos um percurso brilhante. Só temos de continuar a acreditar no que somos capazes de fazer e acho que amanhã [sexta-feira] vamos estar muito mais concentrados, não nos focaremos tanto nos árbitros, mas sim naquilo que temos de fazer", concordou Alfredo Quintana.
O guarda-redes alertou para os "bons atiradores" da Suécia, mas notou que "já está demonstrado que Portugal adapta-se bem a esse sistema de bons atiradores", assinalando que o jogo dos vice-campeões "não é tão rápido como o da Noruega".
"Estamos preparados, apesar de o último jogo não ter corrido como queríamos. Vai ser um jogo extremamente importante. Se conseguirmos ter uma defesa forte, com o guarda-redes que temos, e pararmos o contra-ataque deles podemos vencer", defendeu Alexis Borges.
O pivô, que, tal como Quintana, é natural de Cuba, não escondeu a "sensação incrível" de se estrear no torneio continental: "É o meu primeiro Europeu e estou muito orgulhoso de representar o país e continuar a fazer a história que temos feito e que acredito que não vai ficar por aqui".
Rui Silva tem a missão de "coordenar a equipa e levá-la pelo melhor caminho", defendendo que a ‘equipa das quinas' ainda tem "muito para dar" na competição, apesar de não perspetivar facilidades frente à seleção anfitriã.
"Estamos preparados e com muita vontade de ganhar, mas com a noção de que é difícil. A Suécia joga em casa e é um adversário fortíssimo", advertiu o central, que tem sido um dos jogadores em maior destaque ente os 18 convocados pelo selecionador Paulo Pereira.
Já o lateral direito Belone Moreira prefere "jogar com as melhores equipas": "A Suécia é uma grande equipa, do nível da Noruega, mas tem as suas debilidades e vamos tentar explorar isso e acredito que se estivermos no nosso máximo, poderemos vencer".
Após 14 anos de ausência, Portugal está a disputar pela sexta vez a fase final do Campeonato da Europa, no qual tem como melhor resultado o sétimo lugar alcançado em 2000, na Croácia, iniciando a participação na ronda principal na sexta-feira, frente à Suécia, em jogo com início às 20:30 (19:30 em Lisboa).
A ‘equipa das quinas' ficou integrada no Grupo II da ronda principal do Euro2002, em conjunto com Noruega, Hungria, Eslovénia (todas com dois pontos, conquistados nos jogos da primeira fase frente à outra seleção apurada), Suécia e Islândia (ambas em ‘branco').

Petição quer enfermeiros como profissão de desgaste rápido e subsídio de risco

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Mais de 2.500 pessoas assinaram a petição que defende a atribuição do estatuto de profissão de desgaste rápido aos enfermeiros, assim como de um subsídio de risco.

No texto da petição, os promotores defendem que também no dia a dia dos enfermeiros estão presentes o stress e as condições de trabalho adversas, características que são comuns a outras profissões já com subsídio de risco, como os pilotos e controladores aéreos, mineiros, pescadores, polícias, trabalhadores de `call-center` e desportistas profissionais.

"A pressão de trabalhar em contexto de emergência, urgência, cuidados intensivos, bloco operatório... onde a linha que separa a vida da morte muitas vezes não existe e o stress torna-se brutal!", lembram os autores da petição, que sublinham igualmente a pressão sentida pelos enfermeiros em contexto de cuidados primários, cuidados continuados e internamentos hospitalares.

Com a petição `online` "Enfermeiros - Pela criação de um estatuto oficial de profissão de desgaste rápido e atribuição de subsídio de risco", disponível desde quinta-feira no `site` peticaopublica.com, os promotores pretendem levar o assunto a discussão na Assembleia da República para "conseguir pressionar as entidades políticas".

Recordam que os enfermeiros desenvolvem uma atividade "cujas condições de trabalho são precárias e cuja remuneração pode e deve ser atualmente considerada baixa, podendo induzir-se assim um forte desgaste emocional".

"Somos uma profissão de grau de complexidade 3, mas presentemente o ordenado mínimo já é superior a metade do nosso vencimento mensal! Temos um horário de trabalho preenchido, trabalhando sob a forma de turnos, diurnos e noturnos com consequências além de emocionais, também elas físicas. Está comprovado desde 2016 que um em cada cinco enfermeiros se sentem em exaustão emocional", frisam.

Lembram ainda que os enfermeiros trabalham por turnos, "muitas vezes de noite para dormir de dia, sem padrão de sono regular", que são poucos para o que é exigido, que o absentismo "aumentou exponencialmente na profissão", o que obriga, muitas vezes, a "turnos consecutivos de 16 horas".

Os autores da petição recordam ainda que "os enfermeiros são os profissionais mais agredidos no setor da Saúde" e sublinham que 60,2% já foram agredidos fisicamente e 95,6% verbalmente, no seu local de trabalho, citando alguns estudos.

Pelas 08h00 de hoje, a petição já tinha sido assinada por 2.513 pessoas.

Presidente de Moçambique promete “trabalho, trabalho, trabalho” mas joga golfe em horário de expediente

Foto da Presidencia da República
Um dia após prometer “dar o exemplo de trabalho, trabalho, trabalho” Filipe Nyusi foi jogar golfe em pleno horário normal de expediente. Mas este não é o único contrassenso do discurso de investidura para o seu 2º mandato como Presidente da República de Moçambique.
Discursando após a investidura para 2º mandato Filipe Nyusi declarou que: “Como Presidente de todos os moçambicanos exorto para que a nossa agenda de mantenha a de desenvolver Moçambique e o compromissos presente de cada um de nós seja: Kazi, kazi, kazi; Nteko, nteko, nteko; Mabassa, mabassa, mabassa; Nrito, ntiro, ntiro”.
“Eu, cidadão Filipe Jacinto Nyusi, vosso Presidente, sou o primeiro a prometer e a dar o exemplo de trabalho, trabalho, trabalho!” prometeu ainda na Praça da independência nesta quarta-feira (15).
No entanto nesta quinta-feira (16), num país sem Governo e sem planos concretos de desenvolvimento aprovados, o Presidente Nyusi foi jogar golfe em pleno horário normal de expediente. Pior arrastou consigo outros funcionários públicos, a juíza presidente do Conselho Constitucional, o edil da Cidade de Maputo, o PCA dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique, que deveriam estar a trabalhar na agenda de desenvolvimento de Moçambique.
Esta atitude o Chefe de Estado é também um contrassenso a aposta desportiva que prometeu durante o seu discurso de investidura. “Neste mandato continuaremos a incentivar o desporto apostando na sua promoção nas escolas, na formação e na identificação, acompanhamento e acarinhamento de talentos. Prevalece o nosso desejo de elevar o expoente de resultados internacionais para níveis jamais vistos, proeza que foi atingida no mandato que hoje terminou”.
Praticado por cerca de uma centena de moçambicanos o golfe é uma modalidade que nunca deu nenhum resultado internacional ao nosso país e é pouco provável que seja ensinado nas escolas como Nyusi, referiu no seu discurso, afinal por tradição é praticada pelas elites.
Contrassensos na agricultura no combate à corrupção
Mas este não foi o único contrassenso do seu discurso da investidura. O Chefe de Estado proclamou “como emergência nacional o combate à pobreza, através de investimento na agricultura. Para alcançar este objectivo, o meu governo irá mobilizar recursos e alocar 10 por cento do seu orçamento para este sector, num compromisso sem precedente em Moçambique”.
Acontece que o Governo de Filipe Nyusi clamou, em 2019, que a Agricultura recebeu 11 por cento do seu Orçamento de Estado.
Foto da Presidencia da República
Ainda na Praça da Independência o Presidente moçambicano prometeu que no novo ciclo continuará “a combater a corrupção em todas as suas vertentes (...) Não haverá tréguas na nossa luta contra este mal. Não haverá pequenos e grandes corruptos, tocáveis e intocáveis. Neste exercício de combate à corrupção nos distanciaremos dos que pretendem substituir a acção institucional da justiça por uma operação de caça às bruxas”.

No entanto o facto é que os responsáveis políticos pelo maior caso de corrupção de que há memória em Moçambique estão intocáveis e, a julgar pelas palavras de Filipe Nyusi continuarão sem serem responsabilizados por endividarem inconstitucionalmente os moçambicanos.
Outro contrassenso no discurso de investidura foi a promessa que “o Governo irá promover a constituição de uma instituição financeira de desenvolvimento, com participação significativa do Estado, para financiar, em termos concessionais de prazo e de juro, empreendimentos e negócios do sector privado, incluindo linhas de crédito para as Pequenas e Médias Empresas e as necessárias garantias”.
Na verdade já existe um banco de desenvolvimento e que tem como mandato justamente o tipo de financiamentos que Filipe Nyusi promete mas não concretiza.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Moçambique | Mais dez escolas básicas transformadas em institutos de formação profissional em Moçambique

O Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional (MCTESTP) transformou mais dez escolas básicas em institutos de formação profissional na sequência da entrada da nova Lei do Sistema Nacional de Educação em Moçambique.

Tratam-se da Escola Industrial de Matundo (na Província de Tete), da Escola Profissional Dom Bosco (na Província de Tete), da Escola Industrial e Comercial Estrala do Mar de Inhassoro (na Província de Inhambane), da Escola Industrial de Carapira (na Província de Nampula), da Escola Profissional São Francisco de Assis (na Província de Maputo), do Instituto Agro-Industrial de Salamanga (na Província de Maputo) e da Escola Comercial Mártires de Wiriamo (na Província de Tete)que foram elevados de categoria passando desde o passado dia 13 de Dezembro a poder leccionar o ensino médio.

A Escola Agrária de Chidzolomondo, na Província de Tete, foi elevado para a categoria de instituto e adoptou a designação de Instituto Médio Agrário de Chidzolomondo.

Também foi transformado em instituto a Escola Profissional do Songo, na Província de Tete, que passa a denominar-se Instituto Médio Industrial de Cahora Bassa.

O @Verdade apurou ainda que a Escola Familiar Agrária de Milevane, localizada na Província da Zambézia, foi elevada de categoria e passou a ser designado de Instituto Agro Pecuário Família de Milevane.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Porto de Mós | Comércio mais seguro são intenção da Câmara, GNR e ACILIS

A Acilis, a GNR e a Câmara Municipal de Porto de Mós assinaram hoje, dia 17 de janeiro, o Protocolo de Colaboração para a criação de sinergias no âmbito do Comércio Seguro, que teve lugar no Centro Comercial Jardim, na vila de Porto de Mós.

O projeto Comércio Seguro consiste num conjunto de ações de sensibilização e esclarecimento junto dos comerciantes tais como a indicação de medidas preventivas, a identificação de situações de burla ou a instrução das atitudes a adotar em caso de assalto.

Estas ações de sensibilização contarão com a presença mais assídua da GNR nos estabelecimentos comerciais, com a melhor identificação de situações de risco e, por conseguinte de um sentimento de maior segurança, para comerciantes e clientes, de acordo com o Comandante do Comando Territorial de Leiria, Capitão André Gonçalves.


Nas palavras de Lino Ferreira, Presidente da ACILIS, a assinatura deste protocolo concretiza as várias ações que a GNR já vinha a desenvolver junto do comércio local mas significa, também, que a ACILIS prima pela segurança dos seus associados e de todos os comércios locais de Leiria, Batalha e Porto de Mós, onde tem o seu âmbito de atuação, intervindo neste processo como agente facilitador na interação entre comerciantes e GNR e como mediador entre ambas as partes.


A Câmara Municipal de Porto de Mós é, naturalmente, parceira deste projeto, de acordo com Jorge Vala, Presidente da Câmara, que vê na assinatura deste protocolo a materialização de ações que promovem um dos maiores fatores de sucesso de uma sociedade: a segurança. Agregar num mesmo projeto a proteção de pessoas e bens, por um lado, e a promoção e desenvolvimento do comércio local, por outro, só pode resultar numa comunidade mais próspera, dinâmica e empreendedora.


Patrícia Alves

No âmbito do programa Imagine.Create.Succeed da CIM Região de Coimbra, Jornalista Ana Filipa Nunes animou Teen Talk em Cantanhede



Mais de 100 alunos do ensino secundário participaram hoje em Cantanhede numa Teen Talk do programa Imagine.Create.Succeed, no âmbito do Plano Intermunicipal de Prevenção do Abandono Escolar e Promoção do Sucesso Escolar promovido pela CIM Região de Coimbra. A sessão decorreu na Biblioteca Municipal, tendo como animadora Ana Filipa Nunes, jornalista que trabalhou na TVI e TVI24 e que agora é repórter criminal no Programa da Cristina, na SIC. “Nunca desistir” foi a ideia chave do testemunho da convidada perante os jovens estudantes do Agrupamento de Escolas Gândara-Mar e da Escola Técnico-Profissional de Cantanhede. Começando por interpelar a assistência sobre os planos para o futuro e sobre os seus sonhos, Ana Filipa Nunes falou do seu percurso pessoal e profissional, referindo que, “além das competências pessoais e sociais, a atitude positiva perante os obstáculos é uma mais-valia. “A procura permanente de novos conhecimentos, sejam académicos, sejam não-formais, aliados à resiliência e persistência, o ter foco e ser empenhado são características essenciais para vencer em qualquer profissão e construir qualquer sonho”, sublinhou.

Segundo a jornalista, “o caminho de cada jovem torna-se bem mais fácil se percorrido com paixão e dedicação e mais importante do que atingir a meta, é o caminho que se percorre: as aprendizagens, as emoções vividas, a descoberta das suas potencialidades e capacidades, o ultrapassar de obstáculos, são vetores estruturantes para um futuro empreendedor de sucesso”.
Presente na sessão esteve também o vice-presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Pedro Cardoso, que na ocasião abordou a importância da participação cívica dos jovens, incentivando-os a serem ambiciosos e a desenvolverem a capacidades para concretizarem os seus sonhos. O autarca, que é responsável pelo pelouro da juventude na autarquia cantanhedense, insistiu na “importância de se perceber o que nem sempre é visível no sucesso, designadamente o muito trabalho que lhe está subjacente, mas também o erro, perante o qual é indispensável espírito positivo e capacidade de superação. É na escola, através destes e outros projetos que o município tem vindo a promover e apoiar, que podem adquirir as competências que permitem ter esse espírito positivo e essa capacidade de superação”, salientou.
O Teen Talk do programa Imagine.Create.Succeed, da CIM Região de Coimbra, conta com financiamento do Centro 2020 – Programa Operacional Regional do Centro, Portugal 2020 e Fundo Social Europeu. Trata-se de um projeto que surgiu da vontade de criar um ecossistema educativo vibrante, proactivo e colaborativo, onde a comunidade educativa é desafiada a interagir com o mundo real e a encontrar formas de o valorizar, promover e desenvolver. O objetivo é promover o sucesso escolar, a inclusão de novos desafios e o desenvolvimento de soft skills considerados essenciais no século XXI, entre os quais a criatividade e inovação, autonomia e responsabilidade, comunicação, persistência e resiliência, trabalho em equipa e inteligência emocional.



Rui Pinto vai a julgamento por 93 crimes

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Alegado "hacker", que fica em prisão preventiva, estava acusado de 147 crimes. Juíza Cláudia Pina salienta que Rui Pinto "nunca poderia ser considerado um 'whistleblower'".

Rui Pinto ficou a saber, esta sexta-feira, que vai a julgamento por 93 dos 147 crimes de que estava acusado. O anúncio foi feito pela juíza Cláudia Pina, que liderou a fase de instrução do processo.
O alegado "hacker" português, envolvido com o site "Football Leaks", será julgado por seis crimes de acesso ilegítimo, um de sabotagem, 17 de violação de correspondência, 68 de acesso indevido e um de extorsão.
Os crimes em causa enquadram-se em alegada tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen e supostos acessos a Procuradoria-Geral da República, sociedade de advogados PLMJ, Sporting e Federação Portuguesa de Futebol.

Juíza rejeita estatuto de denunciante

Durante a leitura da decisão instrutória, no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, a juíza Cláudia Pina esclareceu que Rui Pinto "nunca poderia ser considerado um 'whistleblower'", dado que o termo em causa implica "um denunciante de boa fé" e alguém "juridicamente desinteressado".
"A atuação de Rui Pinto é muito diversa daquela que têm os denunciantes. Não tinha relação com a Doyen e teve conhecimento dos factos de forma ilícita", sublinhou a juíza, que decidiu manter o alegado pirata informático em prisão preventiva.
O advogado Aníbal Pinto, acusado de intermediar a suposta extorsão, de 500.000 a um milhão de euros, à Doyen, também responde por um crime dessa índole.
A fase de instrução, que é facultativa e requerida pelos arguidos, visa decidir quem segue para julgamento e por que crimes.
RR