sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Portalegre | Dia Mundial da Fisioterapia; Fisioterapia dá mais vida aos anos

13 de Outubro, dia do fisioterapeuta - iSaúde Brasil

No âmbito da celebração do Dia Mundial da Fisioterapia, que ocorre no próximo dia 8 de setembro, o Serviço de Medicina Física e de Reabilitação da ULSNA realizará 4 sessões clínicas faseadas entre o mês de setembro e outubro.

Estas sessões têm como objectivos: dar a conhecer o serviço através da sua caracterização funcional; publicitar os seus resultados quer em ambulatório quer em internamento; apresentar o contributo da fisioterapia em condições específicas no contexto de serviços de internamento e demonstrar a importância do exercício no doente internado. Todas estas sessões terão lugar na sala de conferências do Hospital Doutor José Maria Grande, em Portalegre. 

Nas palavras do Diretor do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação da ULSNA, Dr. Pedro Figueiredo, a "Fisioterapia dá mais vida aos anos, uma vez que o tratamento fisioterapêutico, se encarrega da melhoria da qualidade de vida dos utentes para que estes consigam desempenhar as suas atividades diárias, quer sejam familiares, sociais ou profissionais, da forma mais rápida possível e de modo a que se sintam novamente realizados". Por sua vez, a coordenadora do evento e técnica deste Serviço, Luísa Albano, "a Fisioterapia tem como objetivo manter e restaurar a condição física dos utentes e a sua capacidade funcional ao longo da vida."

Gabinete de Comunicação e ULSNA, 4 de Setembro de 2020

Estarreja | 2020: A arte nas ruas à sua espera entre 12 a 20 de setembro

Um festival que vive na rua e do espaço público. Entre 12 a 20 de setembro, o ESTAU – Estarreja Arte Urbana oferece mais de 30 atividades, desde instalações murais, workshops, exposições, conversas, cinema, música, performances, animação de rua e visitas guiadas ao museu a céu aberto e aos seus cerca de 40 murais e instalações artísticas de criadores nacionais e internacionais. O ESTAU 2020 não ficou imune à pandemia da COVID-19 o que ditou a readaptação do seu formato para que se cumpram todas as diretrizes de segurança e higiene sanitária.

Com curadoria de Lara Seixo Rodrigues, e inspirados pela riqueza do património cultural e natural do nosso território, 5 artistas estarão a trabalhar ao vivo em novas peças que irão ver a luz do dia em 5 locais públicos. Com esta edição, a galeria de arte urbana de Estarreja ganhará seis novas peças artísticas e estende-se a Fermelã e a Veiros, onde o ESTAU ainda não tinha deixado a sua marca.

Artistas trabalham ao vivo no museu a céu aberto
Um dos primeiros artistas urbanos em Portugal, Gonçalo MAR, deixará a sua estética única, povoada de cor e formas com inspiração na flora local, numa parede do Centro de Saúde de Estarreja e irá orientar o workshop de arte urbana, que resultará numa pintura mural no Multiusos, edifício onde pousou, em 2015, o conhecido “Guarda-Rios”, de Bordalo II, onde começou esta aventura de street art.

Padure, artista romeno que reside em Portugal, estará junto à Rotunda do Hospital, para traçar o seu estilo de linha simples e limpo, numa reflexão sobre o confinamento, em três paredes de uma casa da Rua da Agra, Salreu.

Na Rua Desembargador Correia Teles, em frente à imponente obra de Millo, Mariana Rio vai criar um mural sobre o impacto humano na Natureza e no Planeta. Esta intervenção terá uma segunda leitura, de realidade aumentada.

No centro cívico de Veiros, as lâminas de betão do Pavilhão do Clube Cultural e Desportivo de Veiros ganharão novos padrões com a intervenção de Los Pepes Studio, uma dupla de artistas composta por Meggie Prata e Francisco Leal, que irão explorar temáticas da identidade cultural do território.  

Também Pedro Podre se inspira em elementos da terra para a sua pintura num posto de transformação da EDP, localizado na Avenida da Igreja, em Fermelã.

Concerto ao ar livre com o pianista Júlio Resende
Com as criações de arte urbana em destaque, o festival terá, ao longo de 9 dias, um conjunto de atividades. Destaca-se o concerto de Júlio Resende, pianista, compositor e um dos mais internacionais músicos portugueses. Estará na Praça Francisco Barbosa no dia 19 de setembro, pelas 21h30, para apresentar o seu mais recente álbum Cinderella Cyborg, um namoro assumido entre o homem e a máquina, entre o acústico do piano, da bateria e do contrabaixo, e os sons eletrónicos dos pads chips.

Sala de Estar com concertos intimistas
"Sala de Estar" é o convite para uma descoberta, de forma mais intimista, do território, ativando as intervenções de arte urbana, os espaços públicos e o património. Ciranda – dupla dos músicos Gileno Santana (trompete) e Inês Vaz (acordeão) - atua no dia de abertura do ESTAU, a 12 de setembro, às 18h30, no Jardim da Biblioteca Municipal. Seguem-se Lika, compositora, cantora e guitarrista, no dia 13, às 18h30, no átrio da Casa da Cultura, e Ana Mariano, no dia 20, às 19h, no Jardim da Biblioteca.

Convite para conhecer este concelho à beira-ria
A par das intervenções de arte urbana, o património natural único, as tradições, o artesanato, o património arquitetónico e a gastronomia intensificam o convite para vir à descoberta deste concelho à beira-ria.

Há visitas ao BioRia e passeios de moliceiro na Ria de Aveiro, visitas à Casa Museu Egas Moniz e à Casa Museu Marieta Solheiro Madureira que se realizarão no dia 13 de setembro.

O longo programa prevê a realização de duas exposições: de pintura de Bafo de Peixe, na Biblioteca, e de desenho sobre o território de Pedro Cabral, na Casa da Cultura. Bafo de Peixe orientará ainda uma oficina sobre escultura em papel.

As crianças também partem à descoberta do ESTAU
O programa prevê atividades específicas para o público infantil: Contos com Fraldas para bebés até aos 3 anos (dia 12, às 10h30, na Biblioteca), o espetáculo de teatro “O Contador” (dia 19, às 10h00, no Jardim da Biblioteca) e a Caça ao ESTAU, uma visita guiada ao roteiro de arte urbana para crianças dos 6 aos 12 anos (dia 19, às 11h, início na Biblioteca).

Desde 2016 a aproximar a arte aos cidadãos
2016 foi o ano de transformação de Estarreja numa cidade-galeria, que hoje apresenta cerca de 40 murais e instalações artísticas. Deixando a Arte Urbana a falar com a cidade, com as pessoas, com o património e com a natureza. Nas peças de arte estão a identidade cultural do território, o património cultural e ambiental, as pessoas, as histórias.

2020 continua a explorar a transformação do espaço público, a devolvê-lo aos estarrejenses, e a promover o diálogo com a arte. E, mais do que nunca, a valorizar a vivência destes momentos na liberdade do exterior.


A cidade na palma das mãos com a aplicação “Sentir Estarreja”
A nova aplicação “Sentir Estarreja”, que será apresentada no dia 18, às 15h, vai de encontro a essa transformação e cria novas experiências ao se interagir com o território, conhecê-lo nas suas diferentes dimensões e poder partilhá-lo com o mundo.

A app, que disponibiliza nesta fase dois roteiros temáticos - um dos quais o circuito de arte urbana – convida a explorar o território de forma simples, interativa e intuitiva, com acesso a conteúdos de texto em diferentes línguas, vídeo e imagem, e, nas próximas fases de desenvolvimento, em formato de realidade aumentada e áudio-guia.

Estarreja é um museu a céu aberto e hoje figura no mapa das capitais europeias de “urban art”.

Carla Miranda

Covilhã | CONFERÊNCIA - "Cidades Criativas da UNESCO em Portugal"

No âmbito da candidatura da Covilhã a Cidade Criativa da UNESCO, na vertente de Design, o Município continua a série de conferências e atividades onde temáticas ligadas à Inovação, à Sustentabilidade e ao Design são exploradas e debatidas.

A Câmara Municipal da Covilhã convida o Seu Órgão de Comunicação Social a comparecer hoje, dia 04 de setembro, sexta-feira, pelas 17h30, no Miradouro das Portas do Sol, na conferência “Cidades Criativas da UNESCO em Portugal”.

A programação oficial do evento é a seguinte:

17:30 - Receção dos convidados
Prelúdio Musical – Susana Saraiva
18:00 - Abertura da Conferência
                Câmara Municipal da Covilhã
                Comissão Nacional da Unesco
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro
Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela
18:10 - Apresentações sobre o projeto e a experiência de cada Cidade Criativa da Rede Portuguesa
Amarante
Barcelos
Braga
Idanha-a-Nova
Leiria
Óbidos
19:00 - Diálogos criativos (com intervenção do público e moderação do Prof. Doutor Francisco Paiva, diretor executivo da candidatura da Covilhã)
19:30 - Visita à exposição «Paradoxo», da jovem artista covilhanense Ânia Pais, na Galeria Professor António Lopes

70.000 visitas registadas durante a 1ª edição digital da Feira do Livro de Braga


Terminou esta quinta-feira, 3 de setembro, a 29.ª edição da Feira do Livro de Braga, a primeira em formato digital. Ao longo de 60 dias, o certame recebeu mais de 20 mil visitantes, que se traduziram em mais de 70 mil visitas. 

Ao longo dos 60 dias, para além da feira virtual, a 29ª edição contou com uma programação cultural diversa, dinamizada quer pela Câmara Municipal de Braga (CMB) quer pelo grupo dst, mecenas do evento, num total de mais de 160 ações, que equivaleram a cerca de 49 horas de atividade

As sessões em streaming permitiram atrair novos públicos à feira, tendo passado pelo Facebook da iniciativa, e de muitos outros parceiros, autores nacionais e internacionais, que contribuíram para o debate e apresentação de novidades no mundo literário. O público pôde assistir a 13 conversas com escritores e outras personalidades, entre as quais se destacam as sessões com o escritor José Luís Peixoto ou o músico Fernando Ribeiro, dos Moonspell. Estas sessões permitiram ainda atrair um número elevado de público, por se tratar de uma transmissão aberta a todos, via Facebook. Para além de um aumento da audiência, a diversificação geográfica foi um ponto a favor neste tipo de transmissões ao vivo. Desta forma, assistiram às sessões pessoas de todo o país, mas também do Brasil, Espanha, França, Suíça, Reino Unido, Alemanha e outros territórios.

Este formato online permitiu receber visitas provenientes de todo o mundo, destacando-se a visita de utilizadores provenientes do continente americano e da Ásia (Macau, Hong Kong, Arábia Saudita), a que se juntaram os europeus.

Em Portugal, a Feira do Livro de Braga foi visitada, maioritariamente, por bracarenses (40% das visitas), tendo recebido ainda visitas do Porto (24%), Lisboa (19%), Aveiro, Coimbra, entre outros distritos do país, assim como das regiões autónomas da Madeira e dos Açores. Destaque ainda para a participação do público feminino (70%), contra 30% de visitas do público masculino. Esta edição recebeu visitantes com idades muitos diversas, desde os 18 aos mais de 65 anos, sendo que as visitas foram realizadas maioritariamente a partir de dispositivos smartphone, seguido das visitas a partir de computadores desktop.

Esta interação e dinamização via página Facebook da Feira do Livro de Braga traduziu-se numa elevada percentagem de engagement (8,5%) naquela rede social, posicionando o evento no segmento de Feiras do Livro, com um crescimento de mais de 30%.

Para Lídia Dias, Vereadora da Cultura, o balanço da Feira do Livro pode ser considerado positivo "apesar das circunstâncias". No entender da responsável pelo Pelouro da Cultura, esta opção " revelou-se como a mais lúcida em face do contexto", permitindo uma "abertura clarividente ao universo digital" quer dos livreiros, quer da própria Feira do Livro, "que cresceu em visibilidade". "O ideal era termos realizado a Feira do Livro no formato habitual, no entanto encontramos uma fórmula que nos permitiu sublimar as limitações que este tempo nos impõe", salienta.

Apesar do balanço das vendas "não ter sido satisfatório para todos", a Vereadora da Cultura acredita que a oportunidade criada por esta pandemia "poderá ter permitido uma abertura promissora ao universo digital, que poderá potenciar as próximas edições da Feira do Livro de Braga" que, espera, "possa regressar à normalidade". 

Ao todo, e com cerca de 6 mil livros disponíveis na plataforma Dott, os 20 expositores registados na Feira do Livro de Braga responderam a centenas de solicitações de clientes, que se traduziram em vendas de mais de 600 livros, mas com impactos diferentes em cada expositor, uns venderem muitos e outros tiverem vendas baixas. As compras foram feitas maioritariamente por mulheres (64%), a partir de equipamentos moveis (smartphones), sendo que o universo que mais comprou foram pessoas entre e 25-34 e 35-44 anos.

Para José Santos, responsável da Livraria Fernando Santos, apesar do balanço não ter sido positivo a nível de vendas, o novo formato da feira “obrigou a livraria a modernizar-se a nível de comunicação, possibilitando o alcance de públicos que anteriormente não eram habituais”. O expositor acredita que, apesar da participação não se ter materializado num retorno imediato, “a curto prazo irá colher os frutos dessa promoção”.

Um dos princípios orientadores da 29.ª edição da Feira do Livro de Braga passava pelo apoio aos livreiros, editoras e alfarrabistas da cidade, para além da promoção dos expositores na plataforma Dott, este apoio assumiu ainda uma vertente financeira direta, na aquisição exemplares que foram alvo de oferta em passatempos promovidos na página oficial.

“Este ano tivemos uma Feira do Livro diferente e, com recurso às plataformas digitais, foi possível alcançar público nacional e internacional. Essa é a imagem que fica da edição deste ano e que, apesar das circunstâncias excecionais, se revelou um evento agregador de um sector cada vez mais fulcral na nossa sociedade”, refere Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga e da InvestBraga, lembrando que “houve a preocupação de desenvolver várias ações de promoção das livrarias, alfarrabistas e editores com a finalidade de os apoiar de forma a recuperarem rapidamente destes meses difíceis”. Em 2021, “esperamos voltar ao formato tradicional e continuaremos a contribuir para que Braga tenha um papel importante na promoção da leitura”, conclui Ricardo Rio.

Já José Teixeira, Presidente do Conselho de Administração da dst group, confessa que “num ano único e enlouquecido, a dst também se adaptou para vencer o «19»” e que “sem as armas da liberdade, sem a literatura e a poesia, tudo seria ainda mais difícil e a loucura navegaria mais incontrolável”. O mecenas da feira afirma que o grupo “continua, como há 25 anos, a promover o Grande Prémio de Literatura e a apoiar a festa dos livros e da leitura, a apoiar a Feira do Livro de Braga”. E acrescenta ainda que: “neste ano, empenhamo-nos ainda mais e contruímos com a InvestBraga um programa cultural tendo em vista a nossa sanidade mental e a de todos que precisam da liberdade e da ferramenta que a suporta, o conhecimento fundado nos livros”.

Com a digitalização da Feira do Livro de Braga, como consequência da pandemia de COVID-19, as livrarias, editoras e alfarrabistas encontraram, na plataforma online Dott, uma alternativa à habitual venda física de livros na feira. Carlos Silva, administrador executivo da InvestBraga, aponta a transferência do processo de vendas para a web e a digitalização dos catálogos das livrarias e alfarrabistas de Braga como “o ponto mais positivo desta edição”. Para o administrador executivo da InvestBraga, “esta foi uma oportunidade para a modernização digital, que veio consolidar nas livrarias e alfarrabistas a venda online e que estas poderão optar pelo prolongamento deste modelo de negócio após o término da feira”.

Carlos Silva considera ainda que “foi a mais longa Feira do Livro de Braga experienciada, em termos de tempo e ações culturais e envolvimento de publico digital, com um balanço global muito positivo e com um envolvimento muito forte de todos os parceiros, entre outros a dst group e o programa de radio “Livros com RUM”, de António Ferreira, aos quais temos de deixar um agradecimento especial”.

Para Conceição Norberto, proprietária da Livraria ler.com.gosto, “apesar de todas as condicionantes que a abordagem de uma feira do livro numa plataforma digital tem, fiquei sensibilizada com todo o empenho na realização da Feira do Livro do Braga de 2020 e parabenizo todos os envolvidos pela iniciativa”.

Por outro lado, Alcides Santos, faz um balanço extremamente positivo desta que foi a primeira participação da Livraria Senda na feira. Para o livreiro, “a aposta neste formato digital foi a opção mais acertada tendo em consideração o contexto atual”. Relativamente ao retorno financeiro, este foi “acima das expectativas”, confessa o expositor.

A reformulação da Feira do Livro de Braga, evento literário mais emblemático da cidade, num modelo acessível a todos os bracarenses e não só, veio reafirmar a aposta da Câmara Municipal de Braga, da InvestBraga e da dst group na cultura e na literatura, mesmo no período de confinamento.

“Em 2021, a organização da 30ª edição da Feira do Livro de Braga passará pela idealização de um evento híbrido, que contenha uma componente presencial, assim as circunstâncias o permitam, e vendas online”, adianta Carlos Silva.

ACILIS lança Selo “Estabelecimento Seguro” em colaboração com o Município de Leiria


A ACILIS, em colaboração com a Câmara Municipal de Leiria, lançou o Selo “Estabelecimento Seguro” para os setores do ‘Comércio e Serviços’ e ‘Restauração e Bebidas’ do concelho de Leiria.
Com esta iniciativa, enquadrada nas medidas de apoio à retoma da economia e reabertura dos estabelecimentos, a ACILIS reforçar entre todos o sentimento de confiança e segurança.
O selo foi criado para reconhecer que os estabelecimentos aderentes assumem, de forma voluntária, responsável e profissional, o compromisso de cumprirem um conjunto de regras e boas práticas em termos de segurança, higiene, saúde e de distanciamento social.
Com base nas regras e orientações fixadas para o contexto de pandemia que vivemos, este sistema de reconhecimento e distinção criado pela ACILIS avalia, valoriza e enaltece os compromissos de qualidade de serviço e boas práticas de higiene e segurança assumidos pelos estabelecimentos aderentes.
Destinatários, acesso e condições de atribuição
  1. O selo será atribuído, em exclusivo, aos estabelecimentos dos associados da ACILIS que assumam, sobre compromisso de honra, o cumprimento integral de um conjunto de requisitos fundamentais.
  2. O selo é de adesão voluntária, de forma gratuita, e tem a validade de um ano.
  3. O pedido de atribuição do Selo poderá ser efetuado através deste formulário eletrónico ou de forma presencial junto dos Serviços da ACILIS.
  4. A ACILIS verificará o cumprimento dos compromissos fundamentais.
Divulgação do selo
  1. Este selo será uma marca visível do exterior dos estabelecimentos.
  2. Os estabelecimentos deverão, também, afixar em local visível a “Declaração de Compromisso” subjacente à atribuição do selo.
  3. O selo poderá ser usado quer fisicamente no estabelecimento, quer na presença digital da empresa, cumprindo as normas de identidade visual da marca criada pela ACILIS.
Reporte de inconformidades
De forma a garantir o envolvimento ativo dos consumidores será disponibilizado e divulgado o contacto de email mail@acilis.pt, para que possa ser reportada à ACILIS qualquer inconformidade em estabelecimentos distinguidos com o selo “Estabelecimento Seguro”.
Consulte aqui os compromissos fundamentais a serem cumpridos pelos estabelecimentos de Comércio e Serviços e de Restauração e Bebidas.


Covid-19: Criado grupo de trabalho para acompanhar abertura do ano letivo em Leiria

A abertura do novo ano letivo no contexto Covid-19 está a ser acompanhada em Leiria por um grupo de trabalho multidisciplinar, com a participação do Município, representantes dos agrupamentos escolares e do ensino privado, Delegada de Saúde e Proteção Civil, criado com o objetivo de garantir as melhores condições para o regresso dos alunos às aulas. 

Esta sexta-feira, decorreu uma reunião deste grupo de trabalho, com a participação das vereadoras da Educação do Ambiente e saúde e da Educação do Município de Leiria, Ana Esperança e Anabela Graça, respetivamente, em que foram abordados vários temas relativos às preocupações e medidas a tomar no sentido de tornar a abertura do ano letivo o mais segura possível. 

A higienização dos espaços, as regras de utilização de recreios, refeitórios e salas de aula e demais espaços escolares, a gestão dos recursos humanos, a comunicação com pais e encarregados de educação e as medidas a tomar em caso de surgimento de algum caso de contágio foram alguns dos temas abordados neste encontro. 

A partilha de boas práticas foi uma das medidas propostas nesta reunião, em que foi realçada ainda a importância de, apesar do contexto Covid-19, serem garantidas as condições para que os alunos possam brincar e interagir em segurança.

Estudo com homem que vê caras a “derreter” permite perceber como o nosso cérebro reconhece faces


Um estudo internacional realizado com um indivíduo que sofre de uma lesão cerebral extremamente rara, em que vê caras a “derreter”, permitiu aumentar o nosso conhecimento sobre como o cérebro processa e reconhece as faces que vemos.

O estudo, já publicado na revista científica Current Biology, foi conduzido por investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC), em colaboração com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e com as instituições americanas Dartmouth College e Massachusetts Institute of Technology (MIT).

A equipa estudou um homem destro de 59 anos, identificado como A.D., que apresenta uma condição neurológica designada hemi-prosopometamorfopsia, uma lesão extremamente rara, sendo conhecidos cerca de 25 casos em todo o mundo, que leva a que a perceção de faces, apesar de ser algo que temos de fazer continuamente, seja geradora de grande desconforto.
Esta condição, explica Jorge Almeida, investigador principal do estudo e diretor do Proaction Lab da UC, «caracteriza-se geralmente pela perceção de uma distorção nos olhos, nariz e/ou boca apenas num dos lados da face – estas partes da face parecem estar a descair, quase como se estivessem a derreter. Nada mais além de imagens de faces causa estas distorções».

Tal como outros pacientes com hemi-prosopometamorfopsia, as distorções vivenciadas pelo paciente A.D. foram causadas por uma lesão nos feixes de matéria branca que ligam as áreas neuronais dedicadas às faces que estão no hemisfério esquerdo com as que estão no hemisfério direito.

As várias experiências realizadas com este paciente permitiram concluir que, «para vermos e reconhecermos faces, o nosso cérebro usa um processo semelhante aos sistemas de reconhecimento digital de faces usados pelas plataformas Facebook e Google», demonstrando pela primeira vez a existência de uma etapa no processamento de faces em que estas são rodadas e redimensionadas para corresponder a um padrão: «no processo de reconhecermos uma face que estamos a ver, comparamos esta face com as que temos na nossa memória. Assim, todas as vezes que vemos uma face, o nosso cérebro cria uma representação dessa face e alinha-a com um modelo que temos em memória», esclarece Jorge Almeida.

Foi, também, possível mostrar que estas representações de faces estão presentes nos dois hemisférios do cérebro e que as representações das metades direita e esquerda das faces são dissociáveis. Assim, esta investigação «veio não só aumentar o conhecimento sobre o funcionamento do cérebro, bem como apoiar com evidência científica uma das metodologias de reconhecimento facial mais usadas atualmente», acrescenta.

Uma das experiências realizadas prendia-se com a apresentação de imagens em diferentes perspetivas (de perfil esquerdo, de frente e de perfil direito). O paciente indicou que os olhos, boca e/ou nariz das faces apresentadas pareciam estar descaídas - zonas a vermelho na imagem 1 em anexo. Nenhuma outra deformação foi reportada quando foram apresentadas imagens que não fossem faces (automóveis, casas, etc.).
Numa outra experiência, os investigadores expuseram imagens de faces em formas muito distintas: as metades esquerda e direita das faces em separado, em ambos os lados do campo visual (direito e esquerdo) e rodadas a 90, 180 e 270 graus.

Independentemente de como as faces eram apresentadas, A.D. continuou a reportar que as distorções afetavam as mesmas partes da face, representadas a vermelho na imagem 2 em anexo. Mesmo quando a face era invertida (boca em cima e olhos em baixo), o paciente via as distorções agora no lado esquerdo. Continuava a ser o olho direito que parecia estar a “derreter”, mesmo que na face invertida este esteja localizado no lado esquerdo da face.

«Ao apresentar faces em vários ângulos de rotação, verificámos que apenas as características direitas da face estavam distorcidas, mesmo quando a face foi apresentada invertida a 180 graus e essas partes da face se encontravam no lado esquerdo. A única forma de explicar este resultado é que ao processarmos faces, rodamo-las e criamos um modelo centrado na face e não no observador. Desta forma, o olho direito neste modelo centrado na face é representado sempre como o olho direito, mesmo que este esteja no nosso campo visual esquerdo como quando vemos uma face invertida. Este modelo centrado na face é depois comparado com um modelo já existente», conclui Jorge Almeida.

O artigo científico, intitulado “Face-Specific Perceptual Distortions Reveal A View- and Orientation-Independent Face Template”, pode ser consultado em: https://doi.org/10.1016/j.cub.2020.07.067.


Cristina Pinto