segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Jogador do Benfica B suspende carreira devido a diagnóstico pós-Covid


Daniel dos Anjos tem uma inflamação no miocárdio e tem de suspender a carreira temporariamente.

Daniel dos Anjos, avançado da equipa B do Benfica, suspendeu a carreira temporariamente devido a um problema cardíaco que surgiu como consequência da infeção por covid-19, segundo avança o Diário de Notícias.

O brasileiro esteve infetado no final de novembro e foi alvo de uma avaliação completa quando pretendia regressar aos treinos, depois de ter curado à covid-19.

Os exames médicos diagnosticaram uma inflamação do miocárdio, que o Benfica diz não ter "critérios de gravidade", mas que obriga a uma monitorização médica até que o atleta possa regressar aos relvados.

Daniel dos Anjos, ponta de lança de 24 anos, já estreou-se pela equipa principal do Benfica esta época, no jogo da Taça de Portugal contra o Paredes, tendo feito outros sete jogos pela equipa B, que representa desde 2017.

Fonte: RR

Autoridades param festa ilegal com 500 pessoas em Marselha


As autoridades francesas encerraram na madrugada de hoje uma festa ilegal em Marselha com cerca de 500 pessoas, a maioria delas sem máscaras de proteção, enquanto o país está sob confinamento devido à pandemia de covid-19.

De acordo com a prefeitura de polícia do departamento de Bouches-du-Rhône, cuja capital é Marselha, os participantes foram despejados da festa, que terá durado várias horas, registando-se também a emissão de multas de 135 euros por quebra das medidas de confinamento em vigor e a apreensão de bebidas alcoólicas e drogas.

"Está em curso uma investigação para identificar os proprietários e organizadores que terão de responder pelas suas ações", referiram as autoridades numa mensagem publicada na rede social Twitter. Segundo o jornal regional La Provence, que deu a notícia, a entrada para o evento custou 150 euros para duas pessoas, com uma garrafa de álcool incluída no preço.

Sob anonimato, o proprietário do espaço falou à comunicação social francesa para esclarecer que tinha pedido aos inquilinos para não organizarem festas. "Eles correram o risco, mas não sei se o vão pagar", disse.

As festas clandestinas multiplicaram-se em França durante este segundo confinamento, que entrou em vigor em 30 de outubro e será substituído na próxima terça-feira por um recolher obrigatório noturno entre as 20h e as 6h da manhã.

Contudo, o governo francês recuou esta semana em certas medidas previstas para o desagravamento do confinamento, tais como a reabertura dos teatros e museus, que foi adiada até janeiro, um adiantamento do recolher obrigatório - que deveria começar às 21 horas locais - e a manutenção desta limitação no dia 31 de dezembro.

Em causa está o facto de o país não ter conseguido reduzir o número de infeções diárias pelo novo coronavírus para cerca de 5.000, um número que, segundo o executivo, permitiria recuperar o controlo da pandemia. No sábado, as autoridades sanitárias registaram 13.947 novos casos positivos, elevando o número total de contágios desde março para 2.365.319, sendo que as mortes ascendem já a 57.761.
Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se na Itália (64.520 mortos, mais de 1,8 milhões de casos), seguindo-se Reino Unido (64.170 mortos, mais de 1,8 milhões de casos), França e Espanha (47.624 mortos, mais de 1,7 milhões de casos).

Lusa

Secretário de Estado torna público que é casado com um homem para ajudar a combater o preconceito


André Moz Caldas, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, revelou à revista da Universidade de Lisboa, partilhada na sua página de Facebook, que era o “primeiro membro do Governo casado uma pessoa do mesmo sexo”.

Em resposta à pergunta "Em pleno século XXI, ainda existem cerca de 70 países que punem a homossexualidade como crime. Em Portugal, felizmente, isso não acontece, mas a homofobia persiste. Por que razão isto ainda acontece? Como se combate o preconceito?", o secretário de Estado respondeu:

"Não sei exatamente porque é que a homofobia existe. Acho que é um jugo do qual a sociedade se libertará, mas ainda há algum caminho para lá chegar. O que é que podemos fazer? As pessoas públicas viverem a sua homossexualidade com naturalidade. Sou o primeiro membro do governo casado com uma pessoa do mesmo sexo e não faço disso especial alarde público, mas também não sinto que seja apenas um aspeto da minha vida pessoal. E espero que isso possa significar, para os jovens portugueses, que não estão condenados a um ostracismo. Se houver um jovem que, pelo meu exemplo, se possa sentir mais livre para viver a sua orientação sexual abertamente, eu ficaria muito feliz".

A revista da Universidade de Lisboa — Revista ULisboa — ficou disponível online esta sexta-feira e no mesmo dia André Moz Caldas, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, partilhou-a na sua conta pessoal da rede social Facebook.

Mestre em Direito e em Medicina Dentária por esta Universidade, André Moz Caldas foi, antes de integrar o Governo, presidente da OPART – Organismo de Produção Artística e presidente da Junta de Freguesia de Alvalade. No XXI Governo Constitucional (o de António Costa) foi chefe do gabinete do Ministro das Finanças, Mário Centeno.

Na mesma entrevista, o secretário de Estado admite que nunca se sentiu "vitimizado" pela sua orientação sexual, mas reconhece que "sendo de Lisboa e de um contexto social e familiar progressista, a minha experiência não se compara com a de outras pessoas homossexuais".

"Quem pertence a uma minoria tem de ter uma grande energia para se dar permanentemente ao respeito", disse ainda.

André Moz Caldas é o segundo membro de um governo português a revelar a sua orientação sexual em entrevista. Em 2017, Graça Fonseca, hoje ministra da Cultura, à data secretária de Estado da Modernização Administrativa, também o fez em entrevista ao Diário de Notícias.

Madremedia

Marisa Matias “não daria posse a um Governo apoiado pelo Chega”


Candidata apoiada pelo BE sublinha que o chefe de Estado tem como obrigação "defender e proteger a Constituição e a democracia, bem como os valores que lá estão representados"
Marisa Matias garante que, eleita Presidente da República, "não daria posse a um Governo apoiado pelo Chega" e lembra o "cordão sanitário" feito à extrema-direita alemã, admitindo um debate futuro sobre a ilegalização deste partido, mas não por sua iniciativa.

Em entrevista à agência Lusa, a candidata apoiada pelo BE na corrida a Belém, Marisa Matias, reitera que o seu adversário nestas eleições é o Presidente da República e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, mas assume que, tal como qualquer candidato democrático, não se pode "demitir do combate à extrema-direita", ou seja, a André Ventura.

"Eu não daria posse a um Governo apoiado pelo Chega", garante, marcando assim mais uma diferença em relação a Marcelo Rebelo de Sousa que, em entrevista à SIC na sexta-feira, referiu que em termos constitucionais não pode ser negado o apoio parlamentar de "um determinado partido" a uma solução de Governo, numa alusão ao partido de Ventura.

Sobre a possibilidade de o candidato André Ventura poder ficar à sua frente nas eleições de 24 de janeiro, a dirigente do BE é perentória: "acho que é uma derrota sim, é uma derrota para a democracia, não é só para mim".

Marisa Matias diz que não cabe a um Presidente da República definir se um partido o pode ser ou não - essa é uma tarefa do Tribunal Constitucional -, mas sublinha que o chefe de Estado tem como obrigação "defender e proteger a Constituição e a democracia, bem como os valores que lá estão representados".

"Eu não coloco de parte que haja no futuro a necessidade de discutirmos ou não a existência do Chega, mas isso porque o próprio André Ventura parece que anda a pedir isso há não sei quanto tempo", critica.

Na perspetiva da dirigente bloquista, o deputado e líder do Chega tem "um discurso absolutamente racista, xenófobo" e propõe "coisas inaceitáveis" como recuperar a prisão perpétua em Portugal, que "foi abolida em Portugal no século XIX".

"Ele traz para o século XXI ideias do século XIX e eu acho que às vezes é mesmo a pedir para fazer esse combate, a pedir que alguém peça a ilegalização, a pedir que alguém o faça de vítima", afirma.

Marisa Matias estabelece a diferença entre "a questão da ilegalização" - debate que não coloca de lado, mas que "não pediria nem tomaria iniciativa" - e a possibilidade de "dar posse a um Governo", que "é uma coisa completamente diferente".

"Marcelo Rebelo de Sousa conhece tão bem como eu o que se passa, por exemplo, na Alemanha - até porque a chanceler alemã é da família política de Marcelo Rebelo de Sousa - e Angela Merkel é a líder europeia que mantém firme o cordão sanitário e eu, desse ponto de vista, confesso que estou ao lado de Angela Merkel", elogia.

A CDU alemã e o Governo alemão, destaca a dirigente do BE, mantiveram e definiram a todos os níveis de governação "o cordão sanitário e não há participação do AFD mesmo quando seria importante e fundamental para ter maiorias", estando esta decisão a traduzir-se "na perda de influência e a perda nas sondagens da extrema-direita alemã".

Lusa

domingo, 13 de dezembro de 2020

COVID-19: Alemanha encerra escolas e comércio não-essencial até 10 de janeiro

 

O Governo da Alemanha anunciou hoje um endurecimento das regras para travar a propagação do novo coronavírus com o encerramento de escolas e de todo o comércio não-essencial a partir de quarta-feira e até 10 de janeiro.

A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou à imprensa após uma reunião com os governadores dos 16 estados federados que houve acordo para alargar o confinamento em vigor.

"Somos obrigados a agir e vamos agir", disse a chanceler numa conferência de imprensa em Berlim, acompanhada do ministro das Finanças, Olaf Sholz, e do governador da Baviera, Markus Söder.

As restrições em vigor, impostas em novembro, não levaram a uma redução significativa do número de novas infeções, frisou Merkel.

A chanceler apontou "as muitas mortes" e "o crescimento exponencial das infeções", evocando os números de hoje, que contabilizam 20.200 novas infeções pelo vírus SARS-Cov-2 e 321 mortes associadas à covid-19, valores especialmente elevados tratando-se de um domingo, dia em que várias autoridades locais não transmitem os seus dados.

Entre 24 e 26 de dezembro, apenas serão permitidas reuniões entre membros de dois agregados familiares.

Com exceção desses dias de Natal, mantém-se em vigor a regra que limita cinco o número de pessoas em reuniões em espaços fechados, sem contar com crianças até aos 14 anos.

É proibida a venda de foguetes e fogo-de-artifício, usados tradicionalmente para celebrar o Ano Novo, e de álcool ao ar livre.

Desde o início do confinamento parcial, em novembro, muitos restaurantes e bares, obrigados a fechar, montaram bancas nas ruas para a venda de vinho quente ("Glühwein"), uma tradição natalícia alemã.

Restaurantes, bares, museus, teatros e todas as instalações desportivas, encerrados desde novembro, mantém-se fechados.

Os trabalhadores são instados ao teletrabalho sempre que possível ou a tirar férias por três semanas e meia, "para permitir a aplicação a todo o país do princípio "Ficamos em casa+".

O ministro das Finanças anunciou que em breve será aprovado um novo pacote de apoio à economia.

Desde o início da pandemia, a Alemanha registou 1,3 milhões de infeções e quase 22 mil mortos, segundo números oficiais. O recorde diário foi batido na sexta-feira passada, com 29.875 casos e 598 mortes.

Lusa

Agente da PSP morre atropelado a socorrer vítima de violência doméstica

 Em Comunicado, a PSP dá conta de que um seu agente, que estava fora de serviço, ao presenciar uma agressão a uma mulher, pelo seu companheiro, em plena via pública no Rossio de São Brás, em Évora, "interveio para fazer cessar o crime, pelas 21:45 horas de sábado. Ao tentar impedir a fuga do agressor, o Polícia foi atropelado pela viatura conduzida por aquele, sendo arrastado cerca de 40 metros".

O agressor conseguiu fugir, sendo posteriormente intercetado por guardas da GNR, na zona de Alcabideche, em Sintra, "após imediata difusão e alerta a todas as forças e serviços de segurança, feita pelo Centro de Comando e Controlo Estratégico da PSP".
Foram acionados os meios de emergência e socorro, sendo o Polícia transportado e assistido no Hospital do Espírito Santo, em Évora, em estado muito grave, porém, devido à gravidade das lesões sofridas, o Polícia, pelas 00H54 deste domingo, acabou por falecer.
O Polícia, de 45 anos de idade e colocado no Comando Distrital da PSP de Évora, era casado e pai de dois filhos.
A Polícia Judiciária foi contactada, por se tratar de um crime da sua competência.
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A PSP encerra o comunicado a enaltecer "a ação do Polícia que, honrando a condição policial, levou até às últimas consequências o seu juramento de “dar a própria vida, se preciso for”, na permanente defesa e proteção dos nossos concidadãos".

Castelo de Paiva | Contemplados alunos do Ensino Básico e Jardins de infância

 CÂMARA MUNICIPAL ENTREGA PRENDAS NAS ESCOLAS E IPSS DO CONCELHO

 

 Atendendo à situação de pandemia, que também afecta o concelho de Castelo de Paiva, a Câmara Municipal de Castelo de Paiva não realiza este ano a

a habitual entrega de prendas a todos os alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico e Jardins de Infâncianas instalações do edifício dos Paços dos Concelho, optando este ano por visitar todas as escolas e jardins de infância e fazer durante esta semana uma distribuição directa nos estabelecimentos de ensinocontemplando mais de 1000 crianças nesta acção natalícia.

 


Por uma questão de segurança e para evitar os ajuntamentos e propagação de contágios, a autarquia paivense não realiza este ano as diversas actividades natalícias que, normalmente, se desenrolam no espaço do Largo do Conde, e nesta distribuição de lembranças, como é habitual, também não foram esquecidas as diversas IPSS localizadas no concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paivaque hoje, numa atitude simbólica para marcar a iniciativa, esteve na EB 1 /JI de S. Lourenço, em Bairros, refere que, apesar da situação complicada que vivemos, no contexto da pandemia que nos afecta, e apesar de todas as restrições implementadas, ao nível da convivência social, não poderíamos esquecer as nossas crianças e os nossos idosos, daí esta mensagem de fraternidade e entrega de lembranças a todos.

Gonçalo Rocha referiu, a propósito desta quadra festiva, que apesar de estarem canceladas todas as actividades de Natal, não fazia sentido deixar de fazer a habitual iluminação das principais ruas da urbe paivense, até porque isso afastaria as pessoas do centro da vila, para se deslocar para grandes superfícies comerciais, e importa neste momento, ajudar cada vez mais o comércio local, com realização de campanhas promocionais que motivem a população a fazer compras no território.

     

Carlos Oliveira