Objetivo é reforçar a proteção da população, mas a task force reconhece que esta medida poderá intensificar as filas nos centros de vacinação.
A task force anunciou este sábado que, perante a disseminação da nova variante do coronavírus e a disponibilidade acrescida de vacinas, vai acelerar a vacinação nas próximas duas semanas, tendo em conta os limites de capacidade dos Centros de Vacinação Covid disponíveis.
"Dessa forma, conjugando a capacidade de agendamento central, a capacidade de agendamento local, o auto agendamento e a modalidade casa aberta, estima-se que será possível vacinar cerca de 850 mil utentes por semana. Prevê-se ser possível, em alguns dias, ultrapassar as 140 mil inoculações diárias. Pretende-se também possibilitar a todos os utentes que tomaram a primeira dose da vacina AstraZeneca, até 23 de maio, receber a segunda dose da vacina, sem marcação", explicou a task force em comunicado.
O objetivo é reforçar a proteção da população, mas a task force reconhece que esta medida poderá intensificar as filas nos centros de vacinação.
"A perturbação suprarreferida poderá já ser sentida durante o presente fim de semana, uma vez que o esforço de aceleração do processo está já, gradualmente, a ser posto em prática. Considerando as próximas duas próximas semanas como semanas decisivas nesta corrida da vacinação contra o vírus Covid-19, o Coordenador da Task Force apela, desde já, à compreensão, tolerância e colaboração dos utentes", acrescentou a nota.
A Unidade de Intervenção da GNR deteve quatro pessoas, entre os quais um elemento daquela força de segurança, por associação criminosa, recetação, coação agravada tentada, falsificação de documentos e burlas qualificadas, disse hoje à Lusa fonte do comando geral.
De acordo com a mesma fonte, a operação teve início na quinta-feira tendo culminado na sexta -feira com a detenção de quatro pessoas entre os quais um militar da GNR afeto ao Posto Territorial de Mogadouro.
As outras detenções ocorreram em vários pontos do distrito de Bragança.
Na sequência de uma investigação, os militares da GNR apuraram que o grupo desenvolvia a sua ação em Portugal, França e Espanha.
"No seguimento das diligências policiais foi dado cumprimento aos mandados de detenção, tendo ainda sido realizadas várias buscas domiciliárias e em armazéns", concretizou o gabinete de Relações Públicas do Comando Geral da GNR.
A operação culminou na apreensão de diverso material, com um valor total estimado acima dos 250 mil euros, onde se destacam 24 máquinas industriais, 28 ferramentas elétricas, cinco motas, nove telemóveis, três armas de fogo, várias munições de diversos calibres, uma arma elétrica, uma soqueira, uma arma de ar comprimido, três chapas de matrícula, 88 certificados de matrículas, 11 viaturas e 5.970 euros em numerário.
Os quatro detidos foram presentes hoje ao Tribunal Judicial de Mogadouro, para aplicação das medidas de coação.
"Os arguidos vão continuar detidos até segunda, ocasião em que conhecerão as medidas de coação decretadas pelo tribunal", vincou a mesma fonte.
Esta ação contou com o reforço do Comando Territorial de Bragança da GNR e com o apoio da 'Gendarmerie Nationale Française', ao nível da cooperação internacional.
Os responsáveis pelo esquema alegavam que os certificados falsos podiam ser entregues até mesmo a pessoas que residem em países fora da União Europeia, como Estados Unidos, Reino Unido e Suíça.
A polícia italiana desmantelou uma rede que vendia falsos certificados de vacinação europeus e frascos de vacinas através da internet, onde as operações de compra e venda podiam ser concluídas em criptomoedas, noticiou este sábado a agência Efe.
Segundo a agência de notícias espanhola, estavam já inscritos milhares de usuários.
Agentes das Finanças e do departamento contra a fraude e o cibercrime da Procuradoria de Milão (norte) localizaram e bloquearam dez contas e canais do 'Telegram', nos quais os usuários eram encaminhados para contas anónimas da 'dark web', onde era possível obter certificados e vacinas falsas, informam os media locais.
"O novo negócio criminal tem-se centrado principalmente na venda de certificados europeus de vacinação com dados falsos de identificação da vacina, o código QR correspondente e o número que identifica o lote de origem das primeira e segunda doses da vacina", adiantou a polícia, citada pela Efe.
Os responsáveis pelo esquema alegavam que os certificados falsos podiam ser entregues até mesmo a pessoas que residem em países fora da União Europeia (UE), como Estados Unidos, Reino Unido e Suíça.
"Apesar dos preços exorbitantes e dos altíssimos riscos para a saúde", destaca a polícia, milhares de pessoas registaram-se nos canais ilegais à procura de vacinas e certificados, atraídas pela oportunidade de comprar embalagens "tudo incluído", cujo preço oscilava entre 110 e 130 euros, com garantia de anonimato, seguimento e rastreabilidade do envio.
As grávidas com 16 ou mais anos podem ser vacinadas contra a covid-19 a partir das 21 semanas de gestação, depois de fazerem a ecografia morfológica, e respeitando um intervalo de 14 dias de qualquer outra vacina.
A informação consta da norma sobre a vacinação contra a covid-19 hoje atualizada pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
Em declarações à agência Lusa, o coordenador da Comissão Técnica de Vacinação Contra a Covid-19, Válter Fonseca, explicou que "os estudos recentes têm demonstrado que as vacinas são seguras durante a gravidez e capazes de induzir a produção de anticorpos protetores para as mulheres grávidas".
A recomendação é para a vacinação ser feita após as 21 semanas de gestação e, preferencialmente, nos centros de saúde, apesar de não estar vedada a vacinação em qualquer local onde existam vacinas disponíveis.
"Preferencialmente deve ocorrer no âmbito dos cuidados de saúde primários, onde há muitos anos os profissionais de saúde têm experiência na vacinação de grávidas", explicou Válter Fonseca.
A logística sobre como as grávidas se devem inscrever ainda está a ser ajustada e será divulgada nos próximos dias.
Válter Fonseca lembrou que a gravidez tem estado associada a um risco acrescido de covid-19 grave e sublinhou que as vacinas usadas em Portugal "são inativadas, à semelhança de muitas que há anos são usadas em segurança no âmbito do Programa Nacional de Vacinação".
A norma refere que a vacinação deve respeitar um intervalo mínimo de 14 dias em relação à administração de outras vacinas, tais como a vacina contra a tosse convulsa e a vacina contra a gripe, e que a amamentação não constitui uma contraindicação para a vacinação contra a covid-19.
O documento determina também que, em lares de idosos, unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e outras instituições similares, as pessoas que já estiveram infetadas possam ser vacinadas três meses após a notificação de infeção.
"Deve ser continuamente garantida a vacinação de todos os residentes, utentes e profissionais (ainda não vacinados), particularmente os que sejam admitidos, de novo, em Estruturas Residenciais Para Idosos (ERPI), instituições similares, unidades RNCCI", refere o documento.
Prevê ainda que o intervalo entre doses possa agora ser antecipado em casos de viagens urgentes ou inadiáveis, por exemplo, situações de necessidade de cuidados de saúde fora do país, de representação diplomática ou de Estado, missões humanitárias e obrigações laborais ou académicas devidamente fundamentadas.
Também poderá ser reduzido o intervalo entre as duas doses para efeitos de terapêuticas imunossupressoras ou outros atos clínicos devidamente fundamentados.
A DGS salienta que, "pelo princípio da precaução", as pessoas vacinadas devem continuar a cumprir as medidas de proteção, de forma a evitar a propagação do vírus.
Em declarações à agência Lusa, o coordenador da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 sublinhou que "as vacinas contra a covid-19 são seguras e eficazes", mas recordou que "não está ainda totalmente demonstrado que consigam impedir a transmissão do vírus".
"Daí a importância, nesta fase, de continuar a manter as medidas de proteção adequadas, como o distanciamento, a utilização de máscaras e a higienização das mãos", acrescentou.
O Município de Leiria lamenta profundamente o falecimento de um atleta de 12 anos, residente em Leiria, da Academia Desportiva do Colégio Conciliar de Maria Imaculada, ocorrida este sábado no campo de futebol da Boa Vista.
Neste momento de profunda dor, o Município de Leiria expressa o seu profundo pesar à família e à Academia e associa-se ao luto perante esta trágica perda que está a sensibilizar toda a comunidade.
Um jovem de 12 anos morreu hoje vítima de uma paragem cardiorrespiratória, durante um jogo treino, que decorria no campo de futebol da Boa Vista, em Leiria, confirmaram à Lusa fontes do hospital de Leiria e do clube.
Fonte do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) adiantou que a criança ainda foi assistida no local com um Desfibrilhador Automático Externo e "chegou a dar resposta".
Apesar das manobras de reanimação contínuas, a vítima chegou ao hospital de Santo André, unidade do CHL, sem vida, acrescentou fonte do hospital.
O presidente da Academia Desportiva CCMI, ao qual pertencia o jovem, referiu que o acidente ocorreu durante um jogo-treino, que decorria no campo da Boa Vista, em Leiria.
magem de São Tomé venerada em San Giovanni di Laterano (Roma). Obra do escultor francês Pierre Legros (1666 -1719), pertenceu à escola barroca de escultura [Foto PRC]
O mundo inteiro ficou suspenso ao dedo de São Tomé. Entretanto, muitos em nossos dias veem e não creem. Uma obstinada incredulidade!
Neste dia 3 de julho a Santa Igreja celebra o Apóstolo São Tomé. Segundo a tradição, ele pregou o Evangelho na Armênia, na Média, na Pérsia e na Índia, onde foi martirizado. Afirma também que esteve na América, inclusive no Brasil — onde os índios diziam que, antes da chegada dos portugueses, passou por aqui para lhes ensinar a Religião o “Pai Zumé”.
Por seu apostolado e sua morte, confessou a Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, da qual duvidara por momentos.
O Apóstolo São Tomé não estava no Cenáculo quando Jesus apareceu aos discípulos. Quando voltou, eles lhe disseram: — Vimos o Mestre! Apareceu aqui e falou conosco.
Tomé sorriu e objetou: — Se eu não vir no seu lado aberto, não acreditarei.
São Tomé não quis crer. Tudo aquilo, em sua opinião, era uma ilusão.
Oito dias depois, os discípulos estavam novamente reunidos no Cenáculo. Tomé achava-se presente. Inesperadamente, envolvido numa luz misteriosa, Jesus apareceu no meio deles, dizendo: — A paz esteja convosco.
Os Apóstolos alegraram-se vendo Jesus. Tomé, pelo contrário, abaixou a cabeça. Jesus aproxima-se dele, dizendo severamente: — Tomé põe o teu dedo nas minhas feridas e coloca a tua mão sobre o meu lado, e não sejas mais incrédulo.
São Tomé, confundido, caiu de joelhos aos pés de Jesus e exclamou, entre lágrimas de comoção: — Senhor meu e meu Deus.
E Jesus erguendo-o disse: — Creste, ó Tomé, porque viste. Bem-aventurados os que não viram e creram.
A respeito desta passagem do Evangelho, Plinio Corrêa de Oliveira comentou em artigo no “O Legionário”, em 25-4-1943:
“Muito se tem falado… e sorrido a respeito da relutância de São Tomé em admitir a Ressurreição. Haverá talvez, nisto, certo exagero. Ou, ao menos, é certo que temos diante dos olhos exemplos de uma incredulidade incomparavelmente mais obstinada do que a do Apóstolo.
Com efeito, São Tomé disse que precisaria tocar Nosso Senhor com suas mãos, para n’Ele crer. Mas, vendo-O, creu mesmo antes de O tocar.
Santo Agostinho vê na relutância inicial do Apóstolo uma disposição providencial. Diz o Santo Doutor de Hippona que o mundo inteiro ficou suspenso ao dedo de São Tomé, e que sua grande meticulosidade nos motivos de crer serve de garantia a todas as almas timoratas, em todos os séculos, de que realmente a Ressurreição foi um fato objetivo, e não o produto de imaginações em ebulição. Seja como for, o fato é que São Tomé creu assim que viu. E quantos são, em nossos dias, os que veem e não creem?
Temos um exemplo desta obstinada incredulidade no que diz respeito aos milagres verificados em Lourdes, e também com Teresa Neumann em Ronersreuth, em Fátima. Trata-se de milagres evidentes.
Em Lourdes, há um bureau de constatações médicas, em que só se registram as curas instantâneas de moléstias sem qualquer caráter nervoso, e incapazes de ser curadas por um processo sugestivo; as provas exigidas como autenticidade da moléstia são, em primeiro lugar um exame médico do paciente, feito antes de sua imersão na piscina; em segundo lugar, ainda antes dessa imersão, a apresentação dos documentos médicos referentes ao caso, das radiografias, análises de laboratório etc.
A todo esse processo preliminar podem estar presentes quaisquer médicos de passagem por Lourdes, ficando autorizados a exigir exame pessoal do doente, e das peças radiográficas ou de laboratório que traga consigo; finalmente, verificada a cura, deve esta ser observada pelo mesmo processo por que se verificou a doença, e só é considerada efetivamente miraculosa quando, durante muito tempo, o mal não reaparecer. Aí estão os fatos. Sugestão? Para eliminar qualquer dúvida a este respeito, aponta-se o caso de curas verificadas em crianças sem uso da razão por sua tenríssima idade, e que, por isto, não podem ser sugestionadas. A tudo isto, o que se responde? Quem tem a nobreza de fazer como São Tomé, e, diante da verdade segura, ajoelhar-se e proclamá-la sem rebuços?
Parece que Nosso Senhor multiplica os milagres à medida que cresce a impiedade. O caso de Teresa Neumann, Lourdes, Fátima, o que mais? Quanta gente sabe destes casos? E quem tem a coragem de proceder a um estudo sério, imparcial, seguro, antes de negar esses milagres?”