O Município da Marinha Grande reforçou os meios humanos afetos à análise das candidaturas aos apoios à habitação própria e permanente
Ao todo, foram submetidas 3.365 candidaturas, um número e que obrigou à afetação de recursos humanos de diferentes áreas municipais para assegurar a avaliação dos processos. Segundo o presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, “desde o primeiro momento, assumimos a responsabilidade de analisar todas as candidaturas com o máximo rigor técnico, transparência e sentido de justiça. O reforço da equipa para 16 trabalhadores demonstra o nosso empenho em concluir este trabalho e em garantir que nenhum processo elegível deixe de ser submetido à CCDRC”.
O autarca sublinha que a complexidade do procedimento e a qualidade da análise exigida justificam o tempo despendido pelos serviços municipais. “Estamos perante um processo tecnicamente muito exigente, que envolve a verificação documental, georreferenciação, análise financeira, administrativa e de engenharia. Os nossos técnicos estão a fazer um excelente trabalho e não abdicaremos do rigor necessário, sendo, por isso, imperativo reforçar a equipa de análise”, refere.
O presidente Paulo Vicente esclarece que “muitas das candidaturas não se encontravam devidamente instruídas e exigiram notificações aos requerentes para suprimento de elementos em falta, o que nos obriga, em muitos casos, a uma segunda e até a uma terceira análise do mesmo processo”.
Ao longo da análise, os serviços municipais identificaram diversas situações anómalas que obrigaram à reavaliação dos processos ou à solicitação de esclarecimentos adicionais aos requerentes. Entre os casos encontrados contam-se candidaturas duplicadas apresentadas por diferentes elementos do mesmo agregado familiar, processos relativos a imóveis que não constituem habitação própria e permanente, candidaturas referentes a espaços comerciais, condomínios, estruturas localizadas em parques de campismo e até cemitérios, processos sem os documentos obrigatórios, como IBAN ou caderneta predial, entre outras situações.
O modelo definido para este processo colocou uma pressão acrescida sobre os municípios mais afetados pelas intempéries, ao atribuir-lhes a responsabilidade da validação prévia das candidaturas sem o correspondente reforço de recursos.
“O problema da insuficiência de recursos humanos no Município já tinha sido identificado por nós, mas a tempestade agravou substancialmente a situação devido ao elevado número de candidaturas apresentadas. Ainda assim, o Município nunca se demitiu das suas responsabilidades, e optando por reforçar a equipa para acelerar os procedimentos”, acrescenta o autarca.
Com o objetivo de prestar apoio direto aos munícipes, foi instituída a segunda-feira como dia de atendimento presencial dedicado ao esclarecimento de questões relacionadas com as candidaturas, entre as 09h00 e as 12h00 e das 14h00 às 16h00, no edifício dos Paços do Concelho.
Candidaturas submetidas à CCDRC: | 464 |
Pagas | 304 |
Indeferidas | 75 |
Remetidas para deferimento/indeferimento | 85 |
Em análise: | 2900 |
Para análise técnica e/ou esclarecimentos | 1801 |
Em esclarecimento pelos requerentes | 502 |
Para revisão pela CMMG a pedido da CCDRC | 48 |
Processos prontos a remeter a arquitetos da bolsa da OA - Ordem dos Arquitetos | 57 |
Processos remetidos a arquitetos da bolsa da OA e OE - aguarda-se devolução da análise | 325 |
Processos remetidos a solicitadores da bolsa da OS - aguarda-se devolução da análise | 40 |
Processos prontos para submissão à CCDRC | 127 |
*Gabinete de Comunicação e Imagem

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