domingo, 16 de agosto de 2026

Comunicado: Logística da ADASCA colocada no corredor

No seguimento do comunicado anterior, sobre a retirada da logística da ADASCA das lojas por si ocupadas no Mercado de Santiago, com a CM de Aveiro a manter a sua posição, alegando que não existe alternativa onde o material possa ser armazenado, ainda que temporariamente, em nome da Direcção da ADASCA venho tornar público o seguinte:
Como já é público, no dia 3 do corrente, fomos informados que a reunião com o senhor presidente (alegadamente), agendada para o dia 5 tinha sido adiada sem data. No entanto, foi-nos concedida autorização de acesso à Sede para encaixotar o material, como ainda a retirada do fotocopiador e os computadores.
Entretanto, no dia 7, pelas 16 horas, fui contacto telefonicamente para estar presente numa reunião a realizar no dia 10 às 14 horas no Centro de Congressos. Ali aguardei até às 15:30 horas, sem que alguém me informasse que a mesma tinha sido adiada para o dia 13 às 15 horas. Nesta data, pelas 8:30 horas, encontrava-me na Sede em Santiago quando comecei a sentir dores no peito, onde fui socorrido por alguns comerciantes naquele Mercado, tendo regressado a casa para repouso por recomendação médica, o que me impossibilitou de estar presente na reunião no dia 13, embora não tenha sido contacto, apenas tive conhecimento da mesma pela proprietária da loja que a ADASCA ocupa como armazém.
Informei a senhora Marina Vieira da impossibilidade, e pedi que comunicasse a quem de direito a coordenar a dita reunião, o senhor Horácio Neves, chefe de gabinete. Ao contrário do que foi afirmado pela CM, que optei pela ausência. Sejamos sérios e coerentes connosco próprios.
Em nome da verdade, devemos acrescentar: connosco ninguém da CM de Aveiro falou pessoalmente, olhos nos olhos, nem sequer a sugestão avançada foi tida em conta. Não existe diálogo nem respeito por uma associação que está a completar 20 anos de existência.
A propósito: a cerimónia do 20º. Aniversário não vai realizar-se no auditório do ISCAA, como estava previsto, com este ambiente não estão reunidas as condições para a concretização de tal evento. Lamentamos, não temos duas faces.
Vivemos o sentimento de que esta Câmara Municipal alimenta uma aversão contra a ADASCA. A confiança constrói-se com transparência, diálogo e respeito. Quando não existem respostas a transparência desaparece, essa confiança está seriamente comprometida. A ADASCA e os dadores de sangue por si representados (mais de 3800) merecem respostas, e a ADASCA não deixará de as “exigir” em prol duma causa cada vez mais desprezada: a dádiva de sangue.
Por fim, foi adiantada nova data para a retirada do material: dia 18 do corrente. As imagens deixam-me com o sentimento de estar a ser desventrado. Não estávamos preparados para estes acontecimentos. Ultimatos e ameaças são comuns num processo mal conduzido, num espaço que continua ilegal há dezenas de anos.
A comunidade aveirense deve saber, como a ADASCA está a ser tratada.


As imagens foram feitas em posições diferentes, embora pareçam repetidas. Material que vai necessário num futuro próximo, vai para o lixo. A insensibilidade pessoal, social e política traduz-se nisto. O que ainda nos reserva o futuro?
Quem quiser se solidarizar connosco, envie o seu desagrado para presidencia@cm-aveiro.pt

*Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
(15 de Agosto 2026)
--------------------------------------
Comunicado: Adiada Reunião agendada com Presidente da CM de Aveiro (1 de Agosto), primeiro comunicado.

A ADASCA tem recebido, nas umas duas semanas centenas de mensagens a manifestar solidariedade para connosco. Na sua maioria, afirmando que é incompreensível a situação que chegámos, e, a falta de sensibilidade/resposta da parte da CMA.

Destacamos apenas duas, a saber: Dra. Maria Antónia Escoval, Presidente, Conselho Diretivo do IPST: “Agradecemos mais uma vez todo o seu empenho e dedicação e mantemo-nos solidários com todos os esforços realizados. Muito grata pela sua atenção, empenho, dedicação e todo o trabalho realizado em prol da dádiva de sangue”.

Dr. Humberto Rocha, Presidente da Assembleia Geral: “Tomei conhecimento. É um contratento que, espero, seja solucionado rapidamente, com apresentação de nova data para reunião”.

No dia 3 de Agosto recebemos a seguinte comunicação: “Exmo. Senhor Joaquim Carlos,

Serve o presente para informar que, por indisponibilidade de agenda do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, a reunião agendada para o próximo dia 5 de agosto, pelas 11h30, nos Paços do Concelho, não poderá realizar-se.

Lamentamos o incómodo que esta alteração possa causar.

Oportunamente, entraremos em contacto para agendamento de uma nova data”. Não contávamos (digamos assim) com este adiamento sem data.

Estamos preocupados com a situação, tema que toca o coração e convoca a consciência social. Diálogo pressupõe escuta, reciprocidade e o respeito pela diferença. Faltam cada vez mais estes atributos.

Aguardamos que a CM de Aveiro tenha em linha de conta a nossa missão, em prol de quem necessita de componentes sanguíneos. Somos voluntários e não vamos de férias.

Na reunião realizada no dia 1 de Agosto, entre a Direcção, Conselho Fiscal e Assembleia Geral da ADASCA, convocada por mim, sentiu-se na sala a tristeza, o incómodo, o desânimo. Ficámos a olhar uns para os outros, num encolher de ombros, com o peso da impotência sobre nada podermos fazer.

Com adiamento da reunião prevista para próximo o dia 5, supostamente com o senhor presidente da CM, ficamos na passividade, sem acesso ao equipamento na Sede Administrativa.

*Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA