sábado, 2 de janeiro de 2016

O poder legislativo não é omnipotente


O poder legislativo não é omnipotente. A função de legislar não é absoluta. O legislador não cria Direito. Este existe antes e por cima das regras que formam o Direito Positivo. Aquele está contido em princípios gerais de Moral, Justiça, de Equidade, princípios que constituem "normas" a que deve obedecer o legislador. Uma destas "normas" é o velho preceito: “Não matarás!”
Qual é a função de legislar em matéria penal? Tomar aquilo que é injusto, imoral e traduzi-lo em tipos de delitos. Assim a anti-juridicidade, como elemento de um delito que é o contrário do Direito, deriva de "normas" que são a essência cultural de um país. Assim, se o legislador coloca nas suas leis penais princípios que sejam contrários às normas da cultura, de moral, de justiça, extravasa o seu poder e o seu acto constitui um abuso legislativo.
Por isto a pena de morte quando admitida é um abuso do legislador.


José Troconis “A denominada pena de morte”

O PODER DA VONTADE

Querer é poder! O poder da vontade é ilimitado. O homem, consciente de si mesmo, de seus recursos latentes, sente crescerem suas forças na razão dos esforços. Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se inevitavelmente, ou na actualidade ou na série das suas existências, quando seu pensamento se puser de acordo com a Lei divina. E é nisso que se verifica a palavra celeste: “A fé transporta montanhas.”

Não é consolador e belo poder dizer: “Sou uma inteligência e uma vontade livres; a mim mesmo me fiz, inconscientemente, através das idades; edifiquei lentamente minha individualidade e liberdade e agora conheço a grandeza e a força que há em mim. Amparar-me-ei nelas; não deixarei que uma simples dúvida as empane por um instante sequer e, fazendo uso delas com o auxílio de Deus e de meus irmãos do espaço, elevar-me-ei acima de todas as dificuldades; vencerei o mal em mim; desapegar-me- ei de tudo o que me acorrenta às coisas grosseiras para levantar o vôo para os mundos felizes!”

Vejo claramente o caminho que se desenrola e que tenho de percorrer. Esse caminho atravessa a extensão ilimitada e não tem fim; mas, para guiar-me na estrada infinita, tenho um guia seguro – a compreensão da lei de vida, progresso e amor que rege todas as coisas; aprendi a conhecer-me, a crer em mim e em Deus. Possuo, pois, a chave de toda elevação e, na vida imensa que tenho diante de mim, conservar-me-ei firme, inabalável na vontade de enobrecer-me e elevar-me, cada vez mais; atrairei, com o auxílio de minha inteligência, que é filha de Deus, todas as riquezas morais e participarei de todas as maravilhas do Cosmo.

Minha vontade chama-me: “Para frente, sempre para frente, cada vez mais conhecimento, mais vida, vida divina!” E com ela conquistarei a plenitude da existência, construirei para mim uma personalidade melhor, mais radiosa e amante. Saí para sempre do estado inferior do ser ignorante, inconsciente de seu valor e poder; afirmo-me na independência e dignidade de minha consciência e estendo a mão a todos os meus irmãos, dizendo- lhes:

Despertai de vosso pesado sono; rasgai o véu material que vos envolve, aprendei a conhecer-vos, a conhecer as potências de vossa alma e a utilizá-las. Todas as vozes da Natureza, todas as vozes do espaço vos bradam: “Levantai-vos e marchai! Apressai- vos para a conquista de vossos destinos!”

A todos vós que vergais ao peso da vida, que, julgando-vos sós e fracos, vos entregais à tristeza, ao desespero, ou que aspirais ao nada, venho dizer: “O nada não existe; a morte é um novo nascimento, um encaminhar para novas tarefas, novos trabalhos, novas colheitas; a vida é uma comunhão universal e eterna que liga Deus a todos os seus filhos.”

A vós todos, que vos credes gastos pelos sofrimentos e decepções, pobres seres aflitos, corações que o vento áspero das provações secou; Espíritos esmagados, dilacerados pela roda de ferro da adversidade, venho dizer-vos:
“Não há alma que não possa renascer, fazendo brotar novas florescências. Basta-vos querer para sentirdes o despertar em vós de forças desconhecidas. Crede em vós, em vosso rejuvenescimento em novas vidas; crede em vossos destinos imortais. Crede em Deus, Sol dos sóis, foco imenso, do qual brilha em vós uma centelha, que se pode converter em chama ardente e generosa!

“Sabei que todo homem pode ser bom e feliz; para vir a sê-lo basta que o queira com energia e constância. A concepção mental do ser, elaborada na obscuridade das existências dolorosas, preparada pela vagarosa evolução das idades, expandir-se-á à luz das vidas superiores e todos conquistarão a magnífica individualidade que lhes está reservada.

“Dirigi incessantemente vosso pensamento para esta verdade: podeis vir a ser o que quiserdes. E sabei querer ser cada vez maiores e melhores. Tal é a noção do progresso eterno e o meio de realizá-lo; tal é o segredo da força mental, da qua emanam todas as forças magnéticas e físicas. Quando tiverdes conquistado esse domínio sobre vós mesmos, não mais tereis que temer os retardamentos nem as quedas, nem as doenças, nem a morte; tereis feito de vosso “eu” inferior e frágil uma alta e poderosa individualidade!”

Léon Denis

Por Marco Aurélio Rocha 

O PODER DA PALAVRA

Quantas vezes as pessoas falam coisas erradas, e escolhem os piores momentos possíveis. E quantos comentários maledicentes conseguem destruir a reputação de pessoas boas e inocentes, e quando nos damos conta já é tarde demais?
Não só a língua pode ser usada como arma, mas os ouvidos também, uma vez que muitas vezes as pessoas se deixam levar por comentários menos favoráveis.

Não é que seja errado ver o mal quando ele existe, e alertar as pessoas. Não. O que é errada é a forma como isso é feita. Afinal, basta as vezes uma palavra ferina pra destruir anos de bom relacionamento.

Se você Não tem nada de bom a dizer sobre uma pessoa, tome uma atitude inteligente: NÃO DIGA NADA.

Mas se você precisar fazer um alerta sobre a conduta imprópria de determinada pessoa, faça-o com muita classe:

· Certifique-se de que o que pretende dizer É VERDADE
- Certifique-se de que a notícia que vai contar REALMENTE INTERESSA
- Existe um bom motivo para espalhar uma notícia ruim?
- A informação será útil na prática para algumas pessoas?

Um rapaz procurou Sócrates e disse que precisava contar-lhe algo.
Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
- O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
- Três peneiras?
- Sim. A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer aí mesmo. Suponhamos então que seja verdade.
Deve então passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo?
Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta e, arremata Sócrates:
-Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, você e seu irmão nos beneficiaremos. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar discórdia entre irmãos, colegas do planeta.


Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz.
Muitas pessoas sentem-se realizadas quando abrem a boca para denegrir a imagem de alguém, pois isso lhe faz parecer uma pessoa melhor. São os tipos de pessoas que tem auto-estima sempre em baixa e pra que se sintam melhor precisam sempre denegrir a imagem de alguém que está próximo. Portanto cuidado com fofocas. Geralmente quem faz intriga traz informações deformadas, ou até mesmo falsas, sempre na intenção de prejudicar alguém.

E naturalmente, quem se deixa levar por essas informações falsificas, também são pessoas que precisam de orientação a respeito da vida e dos fatos.

Algumas pessoas armam suas redes de intriga de forma tão perfeita, que só se descobre a verdade muito tempo depois, quando não há mais nada a ser feito, por exemplo, quando a vítima da fofoca falece.

Será que esse tipo de comportamento trás alegria ao coração? Será que quando uma pessoa consegue difamar outra tão sordidamente, consegue colocar a cabeça no travesseiro e dormir?

Será que uma pessoa que precisa sabotar o semelhante pra se sentir realizada consegue ser feliz? Não seria ela uma vítima constante de suas incessantes frustrações? Digo frustrações porque a campanha difamatória é um “trabalho”desgastante e que (Graças a Deus) nem sempre traz os resultados esperados. Desse modo, o caluniador, que não consegue equilibrar sua auto-estima senão as custas do prejuízo moral de outrem, trabalha incessante para ferir seu semelhante, desmerecê-lo perante a sociedade, criando assim, a ilusão que é uma pessoa importante e que está fazendo um “grande bem para humanidade”, caluniando seu próximo. Isso cria uma perniciosa ilusão em sua mente, achando que se o outro vale menos, ele vale mais. É o efeito gangorra: “pra que uma pessoa suba, outra precisa descer”.

O que tais pessoas precisam é de uma luz que as faça perceber que todos nós temos nosso valor, e que tal valor PODE SER NOTADO POR TODOS sem que precisem recorrer a esses intrigas. Se, ao invés de praticar intrigas, tais pessoas escolhessem praticar o bem, o amor ao próximo, se soubessem silenciar quando não tem nada de bom a dizer, se pudessem ajudar seu semelhante a sair do buraco em que caiu, com certeza sua auto-estima melhoraria automaticamente, porque as boas acções nos fazem sentir melhor, já que somos nos transformamos em fonte do bem. É impossível ser bom fazendo coisas ruins. Portanto recorde-se sempre daquele velho ditado que diz: “A palavra vale prata, mas o silêncio vale ouro”.

NÃO JULGUEIS

Não julgueis, para que não sejais julgados.
Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.
E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?

Existe um velho ditado que diz que: aquilo que vemos nas pessoas é o que vemos em nós; ou seja, o outro é nosso espelho. Uma vez que se trata de espelho, nossos olhos não devem deformar aquilo que vê.

Explico-me:
Quando apontamos no semelhante certos defeitos (Não todos), mas alguns defeitos, é por que nós também o possuímos. Senão como poderíamos identificar tão facilmente? E justamente porque não gostamos daquilo que vemos, muitas vezes, passamos a não gostar do portador do defeito.
Da mesma forma tendemos a gostar muito das pessoas que possuem as nossas qualidades, isso gera empatia imediata, porque é fácil identificar quando alguém trás dentro de si coisas boas, especialmente as mesmas coisas boas que nós também possuímos.

Porém, existem aquelas pessoas que não estão preparadas pra admirar o bom e o belo. Por quanto tempo uma pessoa medíocre consegue viver ao lado de uma pessoa boa sem que lhe desperte um sentimento de inferioridade, gerando invejas e ciúmes?

Naturalmente não estou generalizando. Existem pessoas medíocres que se tornaram óptimas pessoas no convívio diário com pessoas boas, pois a energia saudável é contagiosa desde que as pessoas se abram para recebê-las. Isso vem provar que as pessoas podem mudar seu jeito de ser, e quem ontem era uma pessoa má, amanhã poderá se tornar uma pessoa exemplar, basta que ela queira.



Como alguém pode apontar o dedo, mostrando os defeitos do semelhante, quando seu próprio dedo está sujo? Antes de julgarmos o semelhante, seja lá quem for, sempre devemos nos questionar: “será que o defeito que ora aponto, também não o possuo?”; “será que não tenho defeitos piores”? “e se tenho defeitos o que posso fazer para melhorar a mim?”” será que julgando duramente meu semelhante estarei contribuindo para a melhoria do meu carácter?” e assim, cada vez que nos questionarmos estaremos colaborando e muito para nos tornarmos cada vez mais, pessoas melhores, e consequentemente mais queridas e rodeada de amigos e pessoas boas....


PENSAMENTO POSITIVO

Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)

Assim como existem leis que governam a química, a física, a mecânica, etc... existem leis que governam o pensamento que nada mais é a chave de nosso destino. É a partir daquilo que pensamos que construímos nosso futuro.

Pensamentos optimistas geram acontecimentos optimistas.
Pensamentos pessimistas geram acontecimentos pessimistas.

Essa é a imutável lei da atracção.
Você se transforma naquilo que pensa.
“Mas como conseguir transformar pensamentos negativos em pensamentos positivos?”
Forçar a mente a ter pensamentos positivos não funciona, já que ninguém consegue pensar coisas boas nos momentos difíceis; isso sem dizer que a nossa mente não funciona na força bruta. A tendência é que soframos um bloqueio toda vez que forçamos nossa mente a aceitar uma ideia nova.

Então como proceder?

A resposta é Substituição.

É agir como agem as crianças em tenra idade. Não lute contra um pensamento negativo, mas substitua-o por algo positivo e simples como uma flor, um jardim, um dia de sol, uma pessoa agradável, ou mesmo Deus, Jesus, Buda, etc. Não questione. Simplesmente pense em algo positivo. O simples fato de mudar de sintonia fará você se sentir melhor.

É como ligar a TV: se o noticiário da noite nos trás notícias ruins (o que sempre ocorre), e isso nos deixa nervosos, basta que mudemos de canal. Não adianta lutar e reclamar contra o noticiário ruim. Quanto mais lutamos contra coisas ruins, mais elas se fazem presentes. O jeito é esquecer que elas existem. Isso vale pra pessoas também.

Se você se deixar dominar por pensamentos menos optimistas em pouco tempo passará a ter crises de depressão, angústia e a única pessoa que poderá te ajudar será o psiquiatra, pois chega uma hora que a só medicação alivia o sofrimento, gerando, muitas vezes dependência.
Nos momentos em que a angústia tentar te dominar, o melhor quer você tem a fazer é seguir a velha receita do “sair pra espairecer”.

“Mas o problema continua”.

Sim, eu não disse que sair resolve o problema; eu quis dizer que quando uma pessoa saí pra espairecer, ou pra visitar pessoas queridas, ou fazer compras, está na verdade SUBSTITUINDO PENSAMENTOS RUINS POR PENSAMENTOS BONS, ou seja, são pensamentos que vão te ajudar a esquecer o negativismo por algum tempo, o que fará com que sua mente clareie, ajudando muitas vezes a encontrar uma saída.
Daí a importância de não falar de problemas. Quanto mais se fala, mais ele se faz presente.
“E porque ele se faz presente?”
Justamente porque ele está sendo abordado, lembrado, muitas vezes ruminado.
A nossa mente só consegue encontrar soluções BOAS estando bem. E pra que esteja bem, se as coisas não estão bem), a única forma é relaxá-la. Só assim, sua mente será capaz de encontrar respostas criativas pra todo tipo de problema.
O controle do pensamento positivo é mais uma questão de hábito do que de conhecimento. Note-se que existem pessoas singelas que estão sempre de bem com a vida, enquanto outras, transpiram erudição e problemas.
Aquele que se acostumou a achar que tudo sempre dá certo, não tem maiores preocupações; ele simplesmente coloca sua canoa no rio e permite que a correnteza o leve, pois sabe que se canoa virar, terá força suficiente para prosseguir a nado.
Outros entretanto, temem o encontro de pequenas pedras no caminho. E passam sua caminhada olhando sempre para baixo, pois temem encontrar pedras que o farão sucumbir. Enquanto procuram desviar-se das pedras imaginárias, perdem a beleza da viagem.
Por isso que Cristo dizia “Bem-Aventurados os simples de coração”.

Pensamento positivo é hábito.
E hábito se adquire com treino
E treino requer paciência.
Note como os desportistas treinam suas mentes para vencer obstáculos. Uma pessoa comum consegue vencer uma maratona, por mais que tenha vontade? NÃO. Pra isso é preciso TREINO. Condicionamento físico e mental. Se, ambos os condicionamentos estiverem em sintonia dentro de si, o atleta tem altas chances de ser campeão. No entanto se ele desanima frente a um adversário, mesmo que seu preparo físico seja excelente, fatalmente será derrotado.

É a prática que leva à perfeição. Portanto TREINE o pensamento positivo. Seja um atleta tentando vencer a si mesmo.

Treinando o pensamento positivo, você não se sentirá melhor no primeiro minuto, no primeiro dia, nem na primeira semana. E isso fará com que muitas pessoas desanimem. É a PRÁTICA CONSTANTE DO PENSAMENTO POSITIVO QUE DÁ RESULTADOS NO MOMENTO EXACTO, geralmente nos momentos que mais precisamos. E como foi dito acima, a prática consiste em substituir o pensamento negativo pelo positivo maquinalmente, sem questionar a razão.

Essa prática, como tudo na vida exige tempo porque se trata de ajustes que são feitos em sua mente. É como derrubar uma casa antiga pra construir uma nova. Durante a reforma, a confusão impera. Mas só depois de pronta é que percebemos o quanto valeu o sacrifício.

"Muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las." - SENECA


O PODER DA CRÍTICA


Eu sinceramente, não conheço ninguém que nunca tenha feito uma crítica ou sido criticado, porém, eu penso que podemos observar alguns aspectos diante dessa palavra e do comportamento que a motiva.

Teoricamente, trata-se da apreciação de algo de forma minuciosa e como consequência, a emissão de um parecer pessoal a respeito. Mas, como tudo tem seu lado bom e ruim, existem as críticas construtivas e as destrutivas, que se explicam por si e  torna desnecessário um aprofundamento.

Hoje, me peguei pensando sobre a força e a influência que elas podem ter em nossas vidas e em como as suas interpretações e motivações são capazes de nos mover.

Não vou ficar falando sobre os motivos que levam alguém a criticar gratuitamente, já falei muito do que penso a respeito e acho tem a ver com o universo pessoal de cada um, mas afirmo que se canalizadas de maneira madura e coerente, até mesmo as destrutivas têm o seu poder de transformação!

Acredito que quando alguém recebe uma crítica, o ideal seria pensar a respeito e analisar em que pontos isso poderia de alguma forma, ajudar no processo de amadurecimento e  autoconhecimento. É o caso de tirar toda e qualquer protecção de si mesmo e enxergar o tal "reflexo", analisar profundamente o que pode ser feito a respeito.

E isso traz resultados surpreendentes!

Para mim, elogios servem como reconhecimento, independente do que seja o objecto de tal, talvez eles agreguem mais confiança, determinação e linearidade nos resultados, isso até gera alguma melhora e avanço, mas não serve para  nos fazer movimentar de facto. É muito bom, legal e gostoso ser reconhecido e elogiado, mas, não acho que seja tão edificante como receber uma "paulada na cabeça".

Algumas pessoas - e somente algumas - se movem justamente, por terem sido alvo de alguma análise negativa, que em sua maioria, são cegas e possuem muita carga de projecção. Considero essa uma atitude para os ditos "fortes", tem que ser muito maduro para receber uma crítica que de certa forma, denigre seus conceitos, princípios, atitudes e ideias e disso extrair algo bom. Inicialmente, sente-se raiva, repulsa e a humana vontade de provar o contrário. Perde-se muito tempo com isso, mas é natural. Porém, quando tudo isso passa, vem o lado gratificante, começa-se a caminhar em direcção à melhoria e superação, e normalmente, obtém-se êxito.

E essa, é uma experiência que requer muito exercício de paciência, autoconhecimento e determinação, é muito difícil deixar de lado as palavras da cabeça ou ignorar, e por isso, acredito que as críticas negativas podem ser muito úteis. Enquanto alguns perdem o seu tempo para proferi-las a torto e a directa, os alvos das mesmas sentem-se  motivados, desafiados e andam para frente, diferentemente daqueles que ficam parados, simplesmente, procurando o que criticar.

* Coisas do arquivo pessoal.




O Lençol Sujo



Um casal, recém casados, mudou-se para um bairro muito tranquilo.
Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomavam café, a mulher reparou através da janela em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
- Que lençóis sujos ela está pendurando no varal!
Provavelmente está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
O marido observou calado.
Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher comentou com o marido:
- Nossa vizinha continua pendurando os lençóis sujos! Se eu tivesse intimidade perguntaria se ela quer que eu a ensine a lavar as roupas!
E assim, a cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal.
Passado um mês a mulher se surpreendeu ao ver os lençóis brancos, alvissimamente brancos, sendo estendidos, e empolgada foi dizer ao marido:
- Veja! Ela aprendeu a lavar as roupas, será que a outra vizinha ensinou!? Porque , não fui eu que a ensinei.
O marido calmamente respondeu:
- Não, é que hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!
E assim é.
Tudo depende da janela através da qual observamos os factos.
Antes de criticar, verifique se você fez alguma coisa para contribuir; verifique seus próprios defeitos e limitações.
Devemos olhar, antes de tudo, para nossa própria casa, para dentro de nós mesmos.
Só assim poderemos ter real noção do real valor de nossos amigos.
Lave sua vidraça.
Abra sua janela.

"Tire primeiro a trave do seu olho, e então verás claramente para tirar o cisco do olho do teu irmão" (Mateus 7:5)


Deus te abençoe !

O lado negro de ser doador de órgãos


Por Dalane Santos em 14.03.2012 as 14:11
Não é fácil ser doador de órgãos. Mesmo que você autorize, ainda em vida, que os médicos aproveitem o que puderem do seu corpo para transplante, o sucesso depende de como você morre.
Muitos tipos de óbito são causados por falência do coração ou da respiração, o que deteriora os órgãos rapidamente e os torna imprestáveis. Por isso, a maioria das legislações (incluindo a do Brasil) define que a retirada de partes do corpo de um paciente só pode ser feita após o diagnóstico de morte encefálica, ou morte cerebral. Mas será que esse critério é preciso?
Se houver assinatura prévia sua ou de seus parentes, a sua família perde os direitos sobre o seu corpo assim que você for declarado morto. E a declaração é feita com base na morte cerebral. Por essa razão, tem havido muitas discussões para determinar o que pode ser considerado morte encefálica e o que não pode.
Na rotina dos hospitais, o exame que se usa para chegar a uma conclusão é rudimentar. O médico checa os reflexos corporais com testes simples, tais como espirrar água gelada nos ouvidos para ver se os olhos tremem. Quando um doutor precisa de uma resposta mais exata, geralmente recorre ao teste de apneia, ou seja, a suspensão da respiração.
Este experimento, feito em pacientes que respiram por aparelhos, é simplesmente desligar a máquina e ver se ele continua respirando. Se não, a morte cerebral é registrada. O problema é o seguinte: depois que o paciente “reprova” no teste de apneia, os médicos recolocam os aparelhos nele. Ele volta a respirar, o coração volta a bater, a temperatura e as funções vitais se mantêm. Tudo lembra um ser humano vivo, exceto o fato de que a morte cerebral foi declarada.
Muitos médicos não gostam da ideia de considerar morta uma pessoa que ainda conserva todas as funções vitais, mesmo que com ajuda da tecnologia. Mas os órgãos já podem ser retirados de um paciente nestas condições se houver autorização.
Como se trata de operar um corpo “morto”, não se usa anestesia. Já houve muitos relatos em que o “cadáver” reagiu aos cortes com bisturi, apresentando pressão arterial elevada e batimentos cardíacos crescentes. Em 1999, houve até o caso de um paciente que teria se mexido durante a retirada de órgãos. Neste caso o “morto” disse em entrevista que chegou a ouvir o médico declará-lo como tal.
Geralmente, tais reacções são classificadas como reflexos naturais. Mas a ciência ainda não comprovou que um paciente nestas condições está realmente morto e não sente dor.
Por essa razão, as autoridades médicas haviam determinado, no passado, que a morte cerebral só pode ser declarada se o encéfalo não emitir mais ondas cerebrais. Até 1971, era obrigatório constatar que o cérebro não emitia mais ondas (o que é um sinal de falência do córtex), através da eletroencefalografia (EEG, na sigla em inglês).
Desde então, esta checagem foi considerada desnecessária, apesar de vários estudos indicarem que muitas das vítimas de morte encefálica ainda emitiam ondas cerebrais.
Não é nada barato receber um órgão em um país como os Estados Unidos, onde todo o sistema de saúde é privatizado. O custo total de um transplante (incluindo os procedimentos antes e depois da cirurgia) por lá fica em 750 mil dólares (o equivalente a R$ 1,35 milhão).
Cada doador pode fornecer em média 3,3 órgãos, ou seja, seu corpo “vale” mais de dois milhões de dólares (algo em torno de 3,6 milhões de reais). Mas nenhum hospital compra órgãos de voluntários, a doação é realmente uma doação. Esta situação incentiva diretamente o tráfico de órgãos.
Considerando este panorama desigual, aumenta o número de pessoas que lutam pelos direitos dos doadores de órgãos, ainda que (supostamente) mortos. Alguns cientistas pedem por maior cuidado na hora de diagnosticar um óbito como “morte cerebral”. Além disso, defendem que deve haver uma leve anestesia mesmo no caso de morte encefálica comprovada, já que há estudos indicando que pode haver dor, mesmo neste estágio.


MÍDIA & CIDADANIA | O jornalismo político regredi



Por Luis Fernando Manassi Mendez em 04/10/2011 na edição 662

Foi noticiado, semana passada, que professores e policiais entraram em confronto no Ceará, na Assembleia Legislativa. O motivo da repressão policial aconteceu porque os professores queriam acompanhar de perto a votação dos parlamentares sobre o piso salarial da categoria. Segundo o que foi noticiado no Jornal Nacional, não houve motivos aparentes para policiais agirem de tal forma.
Ideologicamente, a Assembleia é a casa do povo. Em um país democrático, então, o acesso a este lugar deveria ser irrestrito, principalmente em um momento decisivo para a categoria. Não seria, portanto, admitida tal conduta policial de forma agressiva. Partindo para o aspecto das condutas cívicas, acredito que a política brasileira virou motivo de algazarras e desgovernos. O que simboliza, hoje, metaforicamente a moral de nosso Congresso é Tiririca. De palhaço a homem público. Dos males, o menor, já que há letrados que há anos corrompem a vida pública brasileira. O agravante é que o povo votou nele para fazer um deboche de si mesmo. A moralidade e a ética, como é sabido, não precisam de instrução, mas sim, de consciência.
Entretanto, há despreparos em torno dos representantes do povo e por parte do eleitorado. Eleger alguém através de seu passado humilde, ou porque decide afrontar o alto comando com seus despreparos, numa tentativa de desestabilizar a política, tem sido o critério de muitos eleitores.

Atitude antidemocrática
O jornalismo político brasileiro vem negligenciando seu civismo acerca da conscientização política. Na grade televisiva, se torna complicado, ao telespectador, contemplar temas de relevância política. Só consigo lembrar um único programa que é aberto para o público em geral, que é o programa Canal Livre. Fora este programa, é complicado haver uma abordagem televisiva do jornalismo político em profundidade. Resumidamente, falar de política em caráter noticioso varia entre um release e uma simples reportagem. Periódicos impressos, de uma forma geral, apresentam textos “pesados”, que deveriam ser revistos num conceito de público amplo – visando às massas, e não restrito – situação atual do jornalismo político.
Se formos analisar a linguagem gramatical das reportagens e coberturas sobre política, veremos que, estilisticamente, a política é abordada através de um formato cansativo. Não vejo nenhuma outra editora jornalística que aborde reportagens de forma tão cansativa e confusa quanto a do jornalismo político. Geralmente, os leads abordam níveis noticiosos supondo que o leitor está, há tempos, familiarizado com o tema. Outras editorias têm uma visão que guia o sentido da notícia com mais clareza.
O caso de Ceará merece algumas considerações: o que separa os três poderes do povo? Influência? Na verdade, é o povo que dá a devida influência e barrar seu direito de acesso à Casa é uma atitude antidemocrática. Se não bastasse o desinteresse do brasileiro sobre política, quando um grupo de cidadãos tem seu direito de ir e vir infringido pelo próprio Estado, é sinal que as coisas andam de mal a pior.

Superficialismo jornalístico
Desinteresse, desrespeito, impunidade – palavras-chaves que norteiam o tema política e que poderiam ser evitados. A superficialidade do jornalismo tomou conta da área política há muito tempo. Se existe algum estudo antropológico e filosófico sobre este tema – não sei se existe –, não foi apresentado à população, o que seria fundamental para entendermos nossa formação cultural e política. Desde as denúncias do mensalão no governo Lula, a imprensa tem se mostrado acomodada. Restringiram-se nossos repórteres a cobrir tais episódios escandalosos e dar ponto final à discussão.
A política precisa ser documentada e o conceito jornalismo de fazer política precisa ser revisto. Não existem mais os tempos em que o brasileiro era actuante, um cidadão cívico e participativo, quando a ordem imperante era a rebeldia. Tudo isso passa pelo jornalismo. A imprensa deve, basicamente, ser cívica.
Líbero Badaró foi um jornalista idealista à parte. Venho, ao longo da semana, neste espaço, debatendo o conceito de jornalista no âmbito académico e prático. É fácil exercer jornalismo sem ser jornalista por formação superior. Entretanto, neste artigo, abro excepção. Líbero Badaró não obteve formação em Jornalismo, mas seus ideais compensam a resignação do superficialismo jornalístico em pleno século 21. Obviamente, o tempo em que Badaró viveu não existia a democracia tão sonhada que conquistamos actualmente e são em épocas difíceis que o colectivo supera medos em torno de actuações cívicas.

Valores cívicos estão invertidos
De Líbero Badaró a restrições editoriais actuais e de convulsões sociais em busca do bem comum ao acomodamento popular, muita coisa mudou. O jornalismo político não é mais o mesmo. Não prega mais actuação pública das pessoas. Preocupa-se, basicamente, em noticiar fatos. Neste aspecto, recorro a um dilema junto ao senso comum: deve o jornalismo político negligenciar os fatos e deixar que o Poder Judiciário julgue processos políticos em segredo, tornando a população alheia aos acontecimentos, não formando a ideia generalizada sem um conceito crítico, a de que “todo político é ladrão”? Ou actuar usando os benefícios da imprensa livre e obter o seu produto, que é a notícia?
No actual dilema em que vivemos, nossa formação antropológica permite apenas que tenhamos uma democracia que permita livre acesso às informações. Entretanto, acredito que poderíamos mudar ideologicamente a respeito do interesse público com a interferência contínua do jornalismo. O caso ocorrido no Ceará foi um ato de extrema imprudência. Negar acesso livre do cidadão a um lugar em que os próprios são os encarregados de escolherem seus representantes, serem recebidos de forma hostilizada pelo próprio Estado, é sinal de que os valores cívicos estão invertidos.
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[Luis Fernando Manassi Mendez é jornalista, Quaraí, RS]